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	<title>Arquivos Doenças benignas - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 19 Mar 2026 13:34:00 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Doenças benignas - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba mais sobre o tratamento dos nódulos mamários grandes e benignos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cirugia oncoplástica]]></category>
		<category><![CDATA[fibroadenoma gigante]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia psudoangiomatosa]]></category>
		<category><![CDATA[nódulos]]></category>
		<category><![CDATA[PASH]]></category>
		<category><![CDATA[tumores benignos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nem toda alteração identificada no tecido mamário é necessariamente um câncer com evolução maligna. Contudo, é fundamental considerar o risco do desenvolvimento de diferentes tipos de nódulos mamários grandes e benignos. Como o nome indica, essas são formações não cancerígenas, cuja progressão pode fazer com que o volume da mama atinja dimensões significativas. Consequentemente, o incômodo físico e estético percebido [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Nem toda alteração identificada no tecido mamário é necessariamente um câncer com evolução maligna. Contudo, é fundamental considerar o risco do desenvolvimento de diferentes tipos de <strong>nódulos mamários grandes e benignos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como o nome indica, essas são <strong>formações não cancerígenas, cuja progressão pode fazer com que o volume da mama atinja dimensões significativas</strong>. Consequentemente, o incômodo físico e estético percebido pode ser considerável, exigindo as intervenções adequadas conforme o quadro diagnosticado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fibroadenomas gigantes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, os fibroadenomas são o tipo de tumor benigno mais frequente, principalmente em mulheres jovens, na faixa dos 20 ou 30 anos, de acordo com a<a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/fibroadenomas-of-the-breast.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Cancer Society.</u></a> Embora comuns, a ocorrência deles não aumenta a probabilidade de desenvolver um câncer de mama em algum momento da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando esses nódulos aparecem em crianças e adolescentes, eles são chamados de fibroadenomas juvenis. Se um fibroadenoma juvenil for muito grande (mais de 5 centímetros, pesar mais de 500 gramas ou ocupar mais de 80% da mama), ele é considerado &#8220;gigante”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um fibroadenoma é confirmado através de uma biópsia. Nesses casos, há a ocorrência de um nódulo com bordas bem definidas, formato ovalado e que não provoca dor, especialmente quando a alteração apresenta tamanho reduzido, não excedendo dois ou três centímetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, a <strong>evolução de fibroadenomas gigantes faz com que a paciente perceba algum tipo de desconforto físico e estético</strong>. Mais uma vez, o diagnóstico costuma ocorrer por meio de avaliação clínica, exames de imagem e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u>biópsia.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/">fibroadenomas</a> menores, o mastologista pode recomendar apenas o monitoramento da lesão. Em alguns casos, eles desaparecem espontaneamente sem gerar queixas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos de fibroadenomas gigantes, o tratamento deve ser individualizado e cuidadoso, visando preservar o máximo possível do tecido mamário saudável e obter um resultado estético satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mastectomia é geralmente reservada para casos incomuns ou recorrentes. Em cirurgias mais extensas, a reconstrução mamária imediata é indicada, utilizando próteses mamarias, rearranjo do próprio tecido mamário e técnicas de mamoplastia. Essa abordagem permite limitar o número de procedimentos cirúrgicos e minimizar as consequências psicológicas de uma deformidade mamária<em>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Confira: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/"><u>As possibilidades da reconstrução mamária com próteses ou expansores teciduais</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Tumores Filoides Gigantes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK541138/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>tumores filoides</u></a> (ou <em>phyllodes</em>) constituem outra modificação predominantemente benigna da mama. Eles correspondem a<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK541138/"><u> menos de 1% de todos os diagnósticos</u></a> de alterações na região e, em ocorrências raras, podem ser de natureza maligna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, <strong>alguns podem ser classificados como “limítrofes” (ou </strong><em><strong>borderlines</strong></em><strong>).</strong> Isso é compreendido pela apresentação de certas características sugestivas de malignidade, mas não de maneira completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Originados a partir da multiplicação de células do tecido conectivo da mama, a maioria dos tumores filoides apresenta rápido crescimento, com tamanho variando entre quatro e sete centímetros de extensão. Quando essa medida alcança dez centímetros, ele é categorizado como &#8220;gigante&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o diagnóstico, a abordagem mais apropriada para essas neoplasias benignas de grande volume é a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>cirurgia.</u></a> Recomenda-se a realização de uma ressecção cirúrgica ampla, com margens de segurança adequadas, a fim de prevenir possíveis recidivas. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de uma mastectomia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A reconstrução mamária subsequente pode ser realizada utilizando expansores teciduais, implantes mamários ou retalhos musculares (como o músculo grande dorsal), visando à obtenção de um resultado estético satisfatório e à melhoria da qualidade de vida da paciente. Complementarmente, sessões de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">radioterapia</a> podem ser prescritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tumor-filoide-mama/">O que é e como é o tratamento de um tumor filoide na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Hamartomas Mamários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Hamartomas são tumores benignos e incomuns na mama. De acordo com publicação no <em>Annals of Medical Research</em>, esses casos correspondem a <a href="https://www.annalsmedres.org/index.php/aomr/article/view/552" target="_blank" rel="noreferrer noopener">menos de 5% de todos os achados sem características malignas</a>¸. Eles são frequentemente confundidos com outros tipos de tumores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um hamartoma se desenvolve através da <strong>proliferação de tecido mamário lobular envolvido em diversos tecidos fibrosos e adiposos sem o padrão organizacional típico</strong> das demais estruturas da glândula mamária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a formação contém células de tecido cartilaginoso, ela é chamada de condrolipoma. Já um hamartoma mióide é uma variante rara contendo células de músculo liso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pacientes diagnosticada com essa condição está na quarta década de vida, embora, claro, haja exceções. O desenvolvimento da formação é gradual, quase sempre manifestando-se como um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>nódulo </u></a>indolor acompanhado de um aumento anormal da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, exames de imagem e biopsia. Na mamografia essa alteração têm uma aparência típica, na forma de um nódulo oval bem circunscrito e com densidade de tecido mamário, usualmente envolvido por uma fina pseudocápsula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As dimensões do tumor variam consideravelmente. Entretanto, os dados disponíveis indicam que eles medem, em média, de um a seis centímetros. <strong>São classificados como &#8220;gigantes&#8221; as alterações que ultrapassam 15 centímetros</strong>. Alguns casos, podem atingir 20 centímetros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da extensão do comprometimento identificado, a excisão cirúrgica pode ser necessária. A avaliação profissional criteriosa é essencial para determinar uma intervenção menos invasiva possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Hiperplasia Estromal Pseudoangiomatosa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por último, as hiperplasias estromais pseudoangiomatosas (ou PASH) são <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>lesões </u></a>benignas formadas pela proliferação de fibroblastos e miofibroblastos (responsáveis, entre outras funções, pela produção de colágeno).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversas circunstâncias, essa forma de hiperplasia é confundida com neoplasias malignas da mama (especialmente os angiosarcomas).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A apresentação clínica dessa lesão pode variar entre achados microscópicos até formações com nódulos palpáveis</strong>. Mais raramente, pode ocorrer progressão acelerada, inclusive com aumento substancial do volume do tecido mamário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres na faixa etária de 30 a 50 anos são supostamente as mais afetadas, considerando as incertas diante do baixo volume de casos. Há também relatos na literatura de diagnósticos em adolescentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a confirmação de uma hiperplasia estromal pseudoangiomatosa, o tratamento será individualizado. Em alguns casos, o acompanhamento por meio de exames de imagem é suficiente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, em casos de nódulos que causam desconforto à paciente, a cirurgia para remoção do tumor com margens adequadas é indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações mais complexas, em que há comprometimento do tecido mamário saudável ou recorrência da doença, podem ser necessárias ressecções amplas ou mastectomia, eventualmente associadas a técnicas de reconstrução mamária imediata.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O papel das técnicas de oncoplastia nas cirurgias de nódulos mamários grandes e benignos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do achado benigno que a paciente apresenta, todo procedimento cirúrgico necessário para combater essas alterações deve contemplar a necessidade de <strong>restaurar a aparência da mama, restituindo, dentro do possível, a funcionalidade e a estética da região.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u>técnicas de cirurgia oncoplástica </u></a>possibilitam uma remoção segura dos nódulos mamários grandes e benignos, ao mesmo tempo em que integram abordagens de reconstrução do tecido extraído. Isso certamente contribui para o bem-estar da paciente em vários aspectos de sua vida e merece a devida conversa entre médico e paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite então para ler mais sobre a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u> oncoplastia e as possibilidades de reconstrução mamária.</u></a></p>
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		<item>
		<title>O que é, quais os sintomas e o que pode explicar a doença do silicone?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jan 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[explante]]></category>
		<category><![CDATA[implantes]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma]]></category>
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		<category><![CDATA[síndrome ASIA]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda envolta em muitas incertezas, a doença do silicone é uma complicação que vem se tornando mais conhecida entre mulheres com implantes nos seios. Cirurgias para implantes nas mamas são um dos procedimentos estéticos mais comuns entre as mulheres. No entanto, a colocação das próteses muitas vezes levanta dúvidas sobre a segurança dessa opção e o risco de complicações com [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Ainda envolta em muitas incertezas, a doença do silicone é uma complicação que vem se tornando mais conhecida entre mulheres com implantes nos seios.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cirurgias para implantes nas mamas são um dos procedimentos estéticos mais comuns entre as mulheres. <strong>No entanto, a colocação das próteses muitas vezes levanta dúvidas sobre a segurança dessa opção e o risco de complicações com relação ao material utilizado. Nesse contexto, a repercussão em torno da chamada doença do silicone vem crescendo nos últimos anos, </strong><a href="https://journals.lww.com/plasreconsurg/fulltext/2020/01000/breast_implant_illness__are_social_media_and_the.96.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>inclusive por conta das redes sociais.</strong></u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os relatos se acumulem, muito ainda precisa ser esclarecido sobre esse problema que, em muitos casos, leva ao explante (ou seja, remoção) da prótese. Além disso, mulheres que optam pela colocação do silicone nas mamas devem <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u>conversar com seus médicos </u></a>sobre que riscos podem estar associados aos procedimentos. Ainda que, na média, a chance seja pequena, elas podem ser mais suscetíveis a alguns problemas por conta dos implantes nas mamas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que se sabe sobre a doença do silicone?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo sendo um procedimento cirúrgico considerado seguro, com o tempo, vários relatos foram surgindo sobre possíveis complicações associadas à presença das próteses nas mamas. <strong>Nesse contexto, a chamada doença do silicone vem chamando cada vez mais a atenção de médicos e pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, como o nome sugere, o termo engloba uma série de condições que atingem mulheres submetidas a cirurgias para colocação de silicone. As manifestações podem surgir logo após a implementação das próteses ou apenas meses ou anos depois. No mais, mesmo que tal problema apresente-se de forma variada, os sintomas mais comuns são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dores musculares, de cabeça e nas juntas;</li>
<li>Fadiga persistente;</li>
<li>Problemas de memória e dificuldades de concentração;</li>
<li>Irritações na pele e outras alterações dermatológicas, incluindo queda de cabelo;</li>
<li>Secura na boca e nos olhos;</li>
<li>Disfunções gastrointestinais;</li>
<li>Sinais de ansiedade e depressão.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A descrição de um quadro de doença do silicone esbarra no fato de que esse problema ainda não é um diagnóstico oficial. <strong>Ou seja, embora haja suspeitas de que os sintomas são desencadeados por disfunções autoimunes, ainda são necessárias investigações mais aprofundadas para entender como o problema surge, evolui e de que forma mulheres com próteses de silicone estão sujeitas a esse risco.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, é até mesmo difícil saber quantas pacientes são afetadas pela doença do silicone. De todo modo, médicos e pacientes devem sempre manter contato próximo para esclarecer dúvidas e discutir queixas que surjam depois do implante.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/"><u> Silicone pode causar câncer de mama? O que se sabe sobre o assunto?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a doença do silicone pode ser identificada e quais as opções de tratamento disponíveis?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como é possível notar, além de ainda não ser um diagnóstico oficial, a doença do silicone envolve um grupo de sintomas razoavelmente inespecíficos (ou seja, que podem ser confundidos com aqueles causados por uma série de doenças). Também não há ainda testes e exames próprios que permitam confirmar que as queixas levantadas estejam efetivamente associadas ao <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-proteses-mamarias/"><u>implante da prótese.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sendo assim, a confirmação de um quadro compatível com o que se conhece sobre a doença do silicone depende de uma avaliação criteriosa do médico. Dessa forma, ele pode descartar outras hipóteses que expliquem os sintomas apresentados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, o caminho para isso pode ser longo. Não é raro que pacientes com esse problema só procurem ajuda quando os sintomas passam a interferir em sua vida diária. Além disso, pode ser necessário passar por vários médicos até estabelecer melhor a conexão entre o quadro relatado e o implante mamário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, quando todas as alternativas forem descartadas e houver indícios suficientes para caracterizar a doença do silicone, a paciente pode ser orientada a remover a prótese das mamas. Esse procedimento recebe o nome de “explante mamário”.</strong> Em geral, quando há segurança, a remoção é feita com a ressecção de toda a cápsula (formada de tecido da mama onde o implante fica alojado) e dos tecidos próximos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se sabe também quais as razões por trás disso, <a href="https://academic.oup.com/asj/article/42/7/809/6463587" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mas há evidências que apontam que a remoção da prótese induz a uma melhoria nos sintomas relatados pelas pacientes com a doença do silicone.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Que outros problemas podem atingir mulheres com próteses de silicone nas mamas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passam pelo implante de silicone podem ser orientadas sobre outros riscos associados ao procedimento. <strong>Exemplo disso é a chamada síndrome ASIA (sigla em inglês para síndrome autoimune induzida por adjuvantes).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, adjuvantes são substâncias capazes de despertar uma resposta imune. E é justamente esse que parece ser o problema nesse caso. Por uma série de fatores, o organismo de determinadas mulheres desenvolve uma resposta exacerbada à presença do silicone.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, queixas como fadiga constante, dores articulares e até mesmo alterações neurológicas podem surgir. <strong>O diagnóstico da síndrome ASIA envolve também uma avaliação médica criteriosa, que passa pelo histórico de doenças autoimunes e de reações a outros adjuvantes conhecidos</strong>. Ao mesmo tempo, mediante análise prévia, pode ser contraindicado levar em frente o implante em mulheres em que há suspeita desses problemas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando diagnosticada, a síndrome ASIA associada ao silicone pode ser manejada com o uso de determinados medicamentos, de modo similar ao que acontece com outras disfunções autoimunes. Entretanto, em certos quadros, a remoção da prótese pode ser indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <strong>mulheres com próteses devem ficar atentas ao risco de desenvolvimento do linfoma anaplásico de células grandes, que surge a partir da resposta inflamatória crônica diante da presença do implante.</strong> Assim sendo, a paciente pode notar inchaços, dor e deformidades na mama, além da formação de um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/seroma-apos-cirurgia/"><u>seroma </u></a>ao redor da cápsula do implante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico da condição pode ser feito por meio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u>material coletado por biópsia. </u></a>Se confirmada a condição, a remoção da prótese costuma ser a intervenção indicada, assim como pode acontecer em casos de doença do silicone e síndrome ASIA.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para saber mais sobre o linfoma anaplásico de células grande associado ao silicone, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-de-celulas-grandes-e-silicone/"><u><strong>confira esse outro texto já publicado aqui no blog.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/">O que é, quais os sintomas e o que pode explicar a doença do silicone?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como um abscesso na mama se forma e qual é o tratamento para esse problema?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/como-um-abscesso-na-mama-se-forma-e-qual-e-o-tratamento-para-esse-problema/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-um-abscesso-na-mama-se-forma-e-qual-e-o-tratamento-para-esse-problema</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Nov 2023 20:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[abscesso]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma inflamatório]]></category>
		<category><![CDATA[inflamação]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[mastite]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O abscesso na mama é uma condição que atinge com maior frequência lactantes, mas que pode afetar mulheres em todas as fases da vida. Um abscesso na mama é uma condição que pode atingir mulheres em todas as fases da vida, mas é mais comum entre aquelas que estão amamentando seus filhos. De todo modo, na maior parte dos casos, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-um-abscesso-na-mama-se-forma-e-qual-e-o-tratamento-para-esse-problema/">Como um abscesso na mama se forma e qual é o tratamento para esse problema?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O abscesso na mama é uma condição que atinge com maior frequência lactantes, mas que pode afetar mulheres em todas as fases da vida.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um abscesso na mama é uma condição que pode atingir mulheres em todas as fases da vida, mas é mais comum entre aquelas que estão amamentando seus filhos. De todo modo, <strong>na maior parte dos casos, essa é uma alteração benigna, e se resolve com o devido tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, algumas pacientes com esse problema podem precisar de uma investigação mais detalhada, sobretudo quando o abscesso não regride com o tratamento. Isso pode sugerir a evolução de doença mais complexa associada a alterações autoimunes, quadros infecciosos mais raros (de tuberculose, por exemplo) ou até a presença de um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/">câncer de mama inflamatório</a>. Embora não tão comum, esse tipo neoplasia é altamente invasivo, tornando a intervenção precoce ainda mais importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As principais causas para a formação de um abscesso na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um abscesso é um acúmulo de pus que se forma como resultado de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/infeccao-mamaria/"><u>infecção</u></a> e que pode atingir qualquer parte do corpo, incluindo o tecido das mamas. <strong>Os abscessos na mama podem ser divididos entre aqueles que atingem as mulheres lactantes e as não lactantes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as lactantes, <strong>o leite estagnado no ducto mamário ou rachaduras nos mamilos podem desencadear o processo inflamatório característico, por meio do contato com microrganismos presentes na própria pele ou na saliva do bebê</strong>. Isso pode gerar um quadro de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-e-mastite-na-mama-e-como-tratar/"><u>mastite</u></a>, que em alguns casos evolui até a formação do acúmulo de pus que caracteriza o abscesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já os abscessos em <strong>mulheres não lactantes podem estar associados a problemas de pele, quadros de diabetes ou mesmo por traumas que atingem a região e provoquem lesões</strong>, permitindo a entrada dos microrganismos que vão causar a infecção. Além disso, mulheres que fumam ou que utilizam piercings nos mamilos também têm um risco maior de desenvolver o problema de forma recorrente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, os abscessos podem ser classificados como areolares, quando atingem uma área próxima ou logo atrás da aréola (a região em volta do mamilo, que tem a pele mais pigmentada), ou periféricas, afetando regiões mais distantes dessa parte da mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os sintomas e o tratamento de um abscesso na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, a mulher com um abscesso na mama vai perceber sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dor;</li>
<li>Vermelhidão e sensação de calor na área afetada;</li>
<li>Inchaço;</li>
<li>Secreção pelo mamilo, geralmente amarela, marrom ou esverdeada, por conta do acúmulo de pus;</li>
<li>Febre e calafrios;</li>
<li>Náuseas e vômitos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O diagnóstico de um abscesso pode ser feito por meio de um exame físico conduzido pelo médico. </strong>Além disso<strong>, ele pode recorrer a um ultrassom para avaliar o tamanho do acúmulo de pus</strong>. Seja como for, talvez seja necessário drenar o abscesso. Isso é feito com o uso de agulhas ou pequenas incisões na região afetada, permitindo que o líquido acumulado seja aspirado. Em determinados casos pode ser preciso optar por uma cirurgia de maior extensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>o profissional responsável pelo acompanhamento prescreverá medicações para controlar a dor e a infecção, além de fornecer outras orientações sobre o processo de recuperação.</strong> No mais, mulheres que ainda estão amamentando podem receber recomendações específicas sobre o que fazer nesse período com relação a alimentação do bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-e-doenca-paget/"><u>O que é doença de Paget? Saiba mais sobre como esse problema afeta a saúde das mamas</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando esse problema pode indicar algo mais grave</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora haja quadros em que os abscessos são recorrentes, <strong>na maior parte dos casos o problema costuma ser resolvido com a drenagem do pus e o uso dos medicamentos adequados</strong>. Ainda assim, vale entender quando esse tipo de alteração pode indicar algo mais grave.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os carcinomas inflamatórios, por exemplo, têm </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong>sinais e sintomas</strong></u></a><strong> que se confundem com episódios de mastite e da evolução de um abscesso na mama.</strong> Esse tipo de tumor responde por entre<a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/about/types-of-breast-cancer/inflammatory-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> 1% e 5% de todos os casos de câncer de mama</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse quadro, a mulher pode experimentar dor, inchaço, vermelhidão e modificações na textura da pele, inversão do mamilo e a presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sangramento-mama/"><u>secreções na área</u></a>, entre outras alterações. <strong>Por outro lado, nem sempre há uma massa palpável na mama, normalmente a principal característica de um câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, nos casos em que os sintomas provocados pela mastite ou pelo abscesso não regrediram com o tratamento prescrito, <strong>o médico deve investigar se o problema pode ser explicado por outras causas, incluindo um câncer de mama</strong>. Isso pode exigir a realização de uma biópsia, em que uma pequena amostra do tecido da mama é coletada e enviada para análise laboratorial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, se você foi diagnosticada com mastite ou com um abscesso na mama, mas os sintomas persistem mesmo com o tratamento indicado, é importante procurar ajuda profissional novamente para que uma avaliação mais detalhada seja feita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja também que outros problemas de saúde a</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-pode-ser-pus-na-mama/"><u><strong> presença de pus na mama pode indicar e o que observar quando isso acontece.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-um-abscesso-na-mama-se-forma-e-qual-e-o-tratamento-para-esse-problema/">Como um abscesso na mama se forma e qual é o tratamento para esse problema?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é uma esteatonecrose na mama? Veja como ela se desenvolve e quais os sintomas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Sep 2023 12:06:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[lesão]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[necrose gordurosa]]></category>
		<category><![CDATA[nódulo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora possa despertar preocupação por causa de sintomas muitas vezes similares ao câncer, a esteatonecrose na mama geralmente é uma alteração benigna A esteatonecrose na mama, também chamada de necrose gordurosa, é uma alteração no tecido mamário, que armazena as células de gordura. Em alguns casos, tais modificações podem dar origem a um nódulo mamário, ainda que quase sempre não [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/esteatonecrose-mama/">O que é uma esteatonecrose na mama? Veja como ela se desenvolve e quais os sintomas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora possa despertar preocupação por causa de sintomas muitas vezes similares ao câncer, a esteatonecrose na mama geralmente é uma alteração benigna</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A esteatonecrose na mama, também chamada de necrose gordurosa, é uma alteração no tecido mamário, que armazena as células de gordura.</strong> Em alguns casos, tais modificações podem dar origem a um nódulo mamário, ainda que quase sempre não estejam associados a nenhum quadro maligno. Traumas e ferimentos, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>procedimentos cirúrgicos</u></a>, e exposição à radiação (em sessões de radioterapia, por exemplo), são as causas mais comuns do aparecimento do problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>é natural que mulheres que se deparam com tal tipo de formação fiquem preocupadas.</strong> Com isso, vale entender melhor as características dessas lesões e saber quais são os cuidados necessários para acompanhar e resolver a evolução dessa necrose.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como uma esteatonecrose na mama se forma?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A necrose gordurosa pode atingir qualquer tecido do organismo que contenha células adiposas em grande quantidade. As células adiposas, por sua vez, são aquelas que armazenam quantidades significativas de gordura sob a pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As mamas estão sujeitas ao desenvolvimento de episódios de esteatonecrose justamente por ser uma área com acúmulo importante desse tecido</strong>. O problema costuma surgir como consequência de procedimentos como cirurgias, biópsias, exposição à radiação durante <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>sessões de radioterapia</u></a> ou mesmo traumas (como uma queda, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução de uma esteatonecrose na mama passa por diferentes estágios. Em um primeiro momento, as células adiposas da área atingida morrem e liberam a gordura armazenada dentro delas. Esse material forma os chamados cistos oleosos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, calcificações se formam ao redor desse cisto, tornando-o perceptível inclusive em mamografias. À medida que o processo segue, tecidos fibrosos podem se acumular justamente para reparar o dano ao tecido adiposo. O intervalo entre a lesão ou o trauma e a formação da esteatonecrose pode se estender por meses ou até anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante a sua evolução, <strong>a necrose na mama pode ser percebida diante de alterações na pele da região e da formação de um nódulo.</strong> A região afetada pode ficar sensível e dolorida em alguns casos, embora isso não seja uma regra. Os mamilos também podem sofrer modificações na sua aparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres de qualquer idade podem sofrer com a necrose gordurosa da mama.</strong> Apesar disso, parece haver um risco conforme a presença de alguns fatores, como idade avançada, histórico de tabagismo e obesidade e, claro, o tratamento contra um<a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u> câncer de mama.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">De que forma o diagnóstico dessa condição é feito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Notados os sintomas de uma esteatonecrose na mama, <strong>um médico pode avaliar a condição e solicitar a realização de exames de imagem para identificar a natureza do nódulo</strong>. Entretanto, é comum que a necrose da mama seja confundida com uma série de outras lesões, fazendo da confirmação do diagnóstico um desafio. Entre os problemas que também podem explicar estruturas similares estão cistos mamários, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u>fibroadenomas</u></a>, tumores filoides ou mesmo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/"><u>carcinomas mamários.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é provável que o médico responsável pelo acompanhamento solicite avaliações adicionais para determinar o que está causando tal problema. Em casos duvidosos, uma biopsia poderá ser solicitada<strong> Com isso, é possível descartar a possibilidade de que o tecido afetado tenha células cancerígenas, por exemplo.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como esse problema é resolvido?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em boa parte dos casos, os episódios de esteatonecrose na mama não precisam ser tratados, uma vez que desaparecem por conta própria<strong>. Essa costuma ser a abordagem padrão principalmente quando a alteração identificada é pequena e não causa desconforto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É preciso considerar que a necrose gordurosa pode afetar o resultado estético de determinados procedimentos feitos para recompor a aparência na mama, desencadear infecções ou gerar ansiedade adicional em pacientes submetidas ao tratamento contra um câncer de mama</strong>. Além disso, o problema pode gerar preocupação também quando provoca dor e cresce significativamente com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, a remoção pode ser indicada. <strong>Ainda que uma cirurgia possa ser utilizada nos casos em que a extensão da necrose é grande, na maioria dos casos é possível recorrer a uma biópsia excisional.</strong> Esse recurso permite que o médico “esvazie” o conteúdo do nódulo ou do cisto. Essas intervenções tendem a ser simples, mas podem deixar pequenas cicatrizes.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>O que são as lesões pré-cancerígenas na mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A esteatonecrose pode ter relação com o risco de desenvolver câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não há nada que aponte para a conexão entre a formação de uma necrose na mama e um maior risco de desenvolver um câncer de mama,</strong> conforme indica a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/fat-necrosis-and-oil-cysts-in-the-breast.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer. </u></a>É improvável também que a esteatonecrose evolua para uma condição maligna. Por outro lado, como já destacado, o problema pode estar associado a algumas terapias comuns no tratamento de um tumor na mama, como cirurgias e sessões de radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, <strong>é importante manter-se em contato com seu médico e informá-lo de qualquer alteração na mama que possa despertar preocupação</strong>. Essa orientação leva em conta, sobretudo, o fato de que em muitos casos, a esteatonecrose na mama pode se assemelhar a um tumor, gerando angústia na paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agora aproveite e veja</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u><strong> quando um caroço na axila pode ser sinal de alerta para procurar ajuda médica.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/esteatonecrose-mama/">O que é uma esteatonecrose na mama? Veja como ela se desenvolve e quais os sintomas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que é e como é o tratamento de um tumor filoide na mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 12:04:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um tumor filoide na mama em geral é benigno. Apesar disso, em alguns casos sua apresentação pode ter sinais de malignidade, redobrando a atenção necessária O tumor filoide na mama é um tipo raro de formação que responde por menos de 1% de todos os tumores na mama. Na maioria dos casos, ele tem caráter benigno. No entanto, uma pequena [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tumor-filoide-mama/">O que é e como é o tratamento de um tumor filoide na mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Um tumor filoide na mama em geral é benigno. Apesar disso, em alguns casos sua apresentação pode ter sinais de malignidade, redobrando a atenção necessária</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O tumor filoide na mama é um <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK541138/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">tipo raro de formação que responde por menos de 1% de todos os tumores na mama</a>. Na maioria dos casos, ele tem caráter benigno. No entanto, <strong>uma pequena fração dos quadros pode assumir características malignas, enquanto outros podem transitar entre a benignidade e malignidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apesar disso, os tumores filoides, também chamados de tumores phyllodes, não devem ser confundidos com outras lesões malignas que podem atingir as mamas.</strong> No mais, eles tendem a contar com boas perspectivas de prognósticos positivos diante dos tratamentos disponíveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As características de um tumor filoide na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os tumores filoides se desenvolvem a partir do tecido conectivo da mama (também chamado de estroma) e não nas glândulas ou ductos mamários. O nome filoide (ou phyllodes) é derivado de um termo grego para “folha”, já que a estrutura de disseminação das células dessa formação lembra a folhagem de uma planta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em geral, mulheres acima dos 40 anos são as mais atingidas por tumores phyllodes.</strong> No entanto, pacientes de qualquer idade estão suscetíveis a esse problema. No mais, pessoas com a síndrome de <em>Li-Fraumeni</em> merecem atenção especial, já que carregam alterações genéticas que favorecem o aparecimento de lesões como essa na mama. Seja como for, <strong>os tumores filoides podem ser divididos em três grupos:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Benignos;</li>
<li>Bordelines (que estão no meio de caminho entre a benignidade e a malignidade);</li>
<li>Malignos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A definição da classificação de um tumor filoide depende de fatores como a delimitação das suas margens, da anormalidade das suas células e da velocidade de divisão celular</strong>. Logo, ele é benigno quando as margens são bem delimitadas, há baixa atipia celular e a divisão das células acontece de forma lenta. No sentido oposto, um tumor maligno não tem bordas bem definidas e conta com progressão rápida das células na região afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos<strong>, a paciente nota a presença de um tumor filoide por meio de um caroço na mama, que pode ser relativamente grande e capaz de gerar dor</strong>. Independentemente de ser maligno ou benigno, esses tumores podem crescer rapidamente e provocar alterações perceptíveis na pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, a avaliação médica é essencial. Por meio de exames de imagem, o profissional pode avaliar a natureza do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>nódulo identificado</u></a>. Uma biópsia pode ser necessária, principalmente quando se leva em conta que tumores filoides podem ser confundidos com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u> fibroadenomas.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A necessidade e as opções de tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Geralmente, os tumores filoides são removidos cirurgicamente.</strong> Essa orientação permanece mesmo nos casos em que a condição tem características benignas. No entanto, se o tumor é maligno ou borderline, pode ser que a cirurgia feita demande uma remoção maior da margem segura ao redor da formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo, o médico avalia se o procedimento pode ser feito por meio de um método conservador ou se será necessário recorrer a uma </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u><strong>mastectomia</strong></u></a><strong>.</strong> Em geral, a remoção de todo o tecido da mama é a alternativa adotada quando não é possível extrair o tumor mantendo uma margem com ao menos um centímetro sem sinal da doença. São raros os casos em que é preciso fazer a ressecção dos linfonodos da axila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o tumor filoide é maligno, <strong>sessões de radioterapia podem ser indicadas de forma adjuvante</strong> (ou seja, depois da cirurgia). Por outro lado, <strong>tumores filoides tendem a ter uma resposta pior ao uso de tratamentos quimioterápicos ou hormonais, amplamente utilizados em outros quadros de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u>Conheça as diferenças entre uma mastectomia e uma quadrantectomia e veja as indicações para cada tipo de cirurgia</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O prognóstico esperado para esses casos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O prognóstico dessa doença tende a ser bom, principalmente quando não há metástase. As chances de que isso aconteça dependem de uma série de fatores, como características do tumor e o curso do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois do tratamento, <strong>o tumor pode retornar tanto no sítio primário, ou seja, local onde surgiu, quanto em outras partes do corpo (como pulmões e ossos). Isso é raro e normalmente restrito aos quadros malignos</strong>. De qualquer forma, manter o acompanhamento mesmo após o fim do tratamento é importante para identificar rapidamente as possíveis recidivas. Nos cenários em que a doença ressurge em outra parte do organismo, terapias sistêmicas (como a quimioterapia) podem ser utilizadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de tudo, <strong>tumores filoides não interferem no risco de uma neoplasia maligna da mama propriamente dita. Ou seja, uma mulher diagnosticada com tal quadro, seja ele benigno, borderline ou maligno, não tem uma chance maior de desenvolver um câncer de mama no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, <strong>um tumor filoide na mama (ou tumor phyllodes) é mais um tipo de formação nessa região do corpo que pode gerar preocupação.</strong> Ainda que os prognósticos sejam positivos na maior parte dos casos, vale sempre manter a atenção sobre a condição das mamas e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u>procurar ajuda especializada </u></a>sempre que houver desconfiança sobre qualquer alteração percebida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As lesões pré-cancerígenas na mama são outro tipo de alteração que também não são necessariamente um câncer, mas que podem demandar cuidados especiais,</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u><strong> como você pode conferir neste outro artigo publicado aqui no blog.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tumor-filoide-mama/">O que é e como é o tratamento de um tumor filoide na mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Lipoma na mama: veja o que você precisa saber!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Aug 2023 13:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[células de gordura]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[lipoma]]></category>
		<category><![CDATA[saúde das mamas]]></category>
		<category><![CDATA[tumor benigno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O lipoma na mama pode ser percebido com uma protuberância sob a pele e a menos que cause dor ou desconforto, não costuma gerar grandes problemas Um lipoma na mama é um tipo de tumor formado a partir de células de gordura (também chamadas de células adiposas), normalmente envolto numa cápsula de tecido fibroso. Esse tipo de formação é benigna [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lipoma-mama/">Lipoma na mama: veja o que você precisa saber!</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O lipoma na mama pode ser percebido com uma protuberância sob a pele e a menos que cause dor ou desconforto, não costuma gerar grandes problemas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um lipoma na mama é um tipo de tumor formado a partir de células de gordura (também chamadas de células adiposas), normalmente envolto numa cápsula de tecido fibroso</strong>. Esse tipo de <strong>formação é benigna</strong> e não apresenta risco de se transformar em um câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que os lipomas desapareçam sem a necessidade de qualquer intervenção. A partir do momento em que o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>lipoma gera dor</u></a>, provoca alterações estéticas ou cresça rapidamente de forma desordenada, é necessário tratá-lo, geralmente removendo-o.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que são os lipomas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os lipomas não são exclusividade da mama: eles podem se formar em qualquer parte do corpo com a presença de tecido gorduroso. Apesar disso, <strong>tronco, pescoço e região das axilas são os pontos em que há maior chance de se deparar com eles.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>a maioria dos lipomas se desenvolve no tecido subcutâneo, logo abaixo da pele, formando uma protuberância palpável</strong>. No entanto, com menor frequência, eles podem se desenvolver em tecidos mais profundos, incluindo órgãos internos ou a cavidade abdominal. Principalmente na região das mamas, o crescimento dos lipomas tende a ser mais lento do que aquele notado em outras partes do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que o lipoma apresenta diferenças em relação a outras alterações que também podem atingir a região da mama (como os fibroadenomas, por exemplo). Além disso, os lipomas não devem ser confundidos com tumores malignos que podem atingir as células de gordura, chamados de lipossarcomas.</p>



<p id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/">O que são as lesões pré-cancerígenas na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode favorecer o desenvolvimento de um lipoma?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ainda não há consenso sobre os fatores que favorecem o desenvolvimento de um lipoma na mama ou em qualquer outra parte do corpo.</strong> Acredita-se que o histórico familiar possa desempenhar um papel importante, graças a componentes genéticos ainda não identificados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras teorias apontam que lesões e traumas podem desencadear a formação de novas células de gordura. No mais, os lipomas podem ser sintomas de algumas síndromes relativamente raras, que fazem com que o paciente tenha vários deles pelo corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo caso, vale reforçar que um lipoma não está associado ao peso corporal:<strong> ter mais gordura corporal não necessariamente significa maior chance de desenvolvê-los</strong>. Ainda assim, parece haver um risco maior quando uma pessoa magra acumula peso de forma súbita. Por fim, embora possam surgir em qualquer idade, os lipomas são incomuns em crianças e adolescentes. <strong>Nos adultos, eles são mais frequentes em mulheres acima dos 40 anos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Um lipoma na mama gera algum sintoma?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como já destacado, <strong>um lipoma na mama é percebido por meio de uma pequena protuberância sob a pele. </strong>Ele raramente ultrapassa um centímetro de extensão e poucas gramas de peso. Porém, em determinadas circunstâncias, <strong>lipomas maiores são identificados, ultrapassando os 10 centímetros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao toque, o lipoma costuma ser uma massa homogênea de bordas regulares, com consistência elástica ou pastosa e que apresenta certa mobilidade. Se empurradas com cuidado, eles podem ser movidos. A <strong>dor é outro sintoma possível, embora nem sempre ela esteja presente. Isso acontece principalmente quando a formação atinge veias, nervos ou articulações.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico de um lipoma na mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, o diagnóstico de um lipoma é feito por meio de exames físicos. Ou seja, o médico avalia e apalpa a formação e vê se suas características condizem com o esperado para esses casos. Se necessário, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>exames de imagem</u></a> são feitos, principalmente quando há dor ou algum sinal de anormalidade (como uma massa mais dura do que o comum).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o lipoma pode não ser perceptível ao toque, mas aparecer em<a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u> mamografias de rotina. </u></a><strong>Mesmo que seja possível distingui-lo pelo visual de possíveis lesões cancerígenas, o médico também pode solicitar exames adicionais nesses casos</strong>. É o que acontece, por exemplo, quando as imagens da mamografia não são nítidas o suficiente devido a presença de tecido glandular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, uma biópsia pode ser solicitada. <strong>Esse procedimento remove um pequeno fragmento do tecido suspeito e analisa suas células em laboratório, confirmando ou descartando a hipótese de diagnóstico.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as opções de tratamento para os lipomas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em boa parte dos casos, o lipoma pode permanecer inalterado durante anos, seguindo sem qualquer incômodo até desaparecer naturalmente. Mas a partir do momento em que o lipoma na mama causa dor, desconforto estético ou cresce de forma inesperada, o tratamento pode ser a melhor opção. As alternativas mais utilizadas para esse fim são:</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Remoção cirúrgica</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em que uma pequena incisão é feita para retirar o lipoma, junto com a cápsula fibrosa que o cerca. O procedimento é relativamente simples, mas dependendo do local, é preciso considerar o risco de formação de cicatrizes. Por outro lado, o risco de que o lipoma retorne cai bastante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Lipossucção</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Que remove células de gordura por meio de aspiração, com o auxílio de pequenas cânulas. O principal benefício dessa técnica são as cicatrizes mais discretas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Uso de medicamentos injetáveis</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O lipoma na mama é mais uma das alterações que podem atingir essa parte do corpo da mulher. Embora não costume gerar maiores preocupações, <strong>vale sempre manter a atenção com a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/assimetria-focal/"><u><strong>saúde das mamas </strong></u></a><strong>e procurar ajuda médica diante de qualquer dúvida ou sinal de desconforto que mereça maior atenção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite também e veja o que uma </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/"><u><strong>adenose na mama pode significar e quais são os cuidados necessários.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lipoma-mama/">Lipoma na mama: veja o que você precisa saber!</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Entenda o que é uma assimetria focal na mama e o que isso pode indicar sobre sua saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jun 2023 11:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em boa parte dos casos, a chamada assimetria focal não está relacionada a nenhum problema de saúde. Saiba mais sobre o assunto agora mesmo Uma mamografia pode fornecer diferentes informações sobre a estrutura da mama. Com isso, o médico responsável pela avaliação é capaz de identificar possíveis problemas com a saúde dos seios. Nesse contexto, a chamada assimetria focal costuma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Em boa parte dos casos, a chamada assimetria focal não está relacionada a nenhum problema de saúde. Saiba mais sobre o assunto agora mesmo</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma mamografia pode fornecer diferentes informações sobre a estrutura da mama. <strong>Com isso, o médico responsável pela avaliação é capaz de identificar possíveis problemas com a saúde dos seios. Nesse contexto, a chamada assimetria focal costuma ser um achado relativamente comum.</strong> Mas o que ele representa na prática?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo de cara, é preciso deixar claro que a assimetria focal não tem, necessariamente, relação com a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/seios-tamanhos-diferentes/"><u><strong>assimetria na aparência das mamas.</strong></u></a> Do ponto de vista estético, é plenamente normal que as mamas de uma mulher sejam diferentes e não apresentem exatamente o mesmo tamanho e formato. Em geral, nada precisa ser feito, a menos que o desconforto com o visual afete o bem-estar da mulher em diferentes âmbitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que caracteriza uma assimetria focal das mamas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De forma resumida, a assimetria focal na mamografia pode ser definida como uma pequena alteração de tecido mamário quando comparado a mesma área da mama do lado oposto. </strong>Para entender melhor o que caracteriza uma assimetria focal, considere que uma mama pode ser dividida em quatro quadrantes quando uma linha horizontal e uma linha vertical são traçadas a partir do mamilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Com essa referência,</strong> <strong>quando há uma maior densidade numa área ou quadrante em duas projeções da mamografia, o radiologista responsável pelo laudo da </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong>mamografia</strong></u></a><strong> pode indicar a presença da alteração que recebe o nome de assimetria focal</strong>. Além disso, existem outros tipos assimetria que podem ser apontados na avaliação das imagens, conforme determinadas características:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Assimetria global</strong>, que indica diferenças correspondentes a uma alteração maior do que um quadrante da mama (ou seja, maiores que aquelas notadas na assimetria focal);</li>
<li><strong>Assimetria em desenvolvimento</strong>, que indica alteração visível, nova ou maior do que a condição presente em uma mamografia anterior;</li>
<li><strong>Assimetria única</strong>, visível apenas em uma incidência ou projeção da mamografia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">O que precisa ser sempre reforçado é que esse tipo de achado é relativamente comum em exames de mamografia. Além disso, é fundamental deixar claro que a assimetria focal não é uma doença. É natural que qualquer alteração na mama gera a preocupação por causa de um câncer na região. Entretanto, não costuma ser essa a explicação nesse tipo de situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/">O que significam microcalcificações na mamografia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa esse tipo de alteração na mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em muitos casos, a assimetria focal é gerada pelas variações naturais que todos nós temos entre um lado e outro do corpo.</strong> A diferença entre a estrutura da mama pode ser explicada pelo acúmulo de tecido glandular, por exemplo. A questão é como essas alterações são internas, não conseguimos percebê-las, ainda mais quando são sutis e não geram qualquer desconforto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Porém, em alguns casos, essa alteração na mamografia pode indicar a presença de uma doença, tanto de natureza benigna quanto maligna.</strong> Entre alguns dos diagnósticos que podem ser considerados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Hiperplasia lobular esclerosante;</li>
<li>Hiperplasia estromal pseudoangiomatosa;</li>
<li>Mastopatia diabética.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a assimetria focal pode ser consequência de modificações causadas por lesões na mama, inclusive oriundas de cirurgias. Entre algumas dessas condições que explicariam a presença da diferença no tecido mamário estão cicatrizes cirúrgicas, necroses gordurosa da mama ou mesmo hematomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que todos esses diagnósticos não são comuns e devem ser sempre confirmados mediante avaliação médica cuidadosa. <strong>Na maioria dos casos, para que o médico chegue a uma conclusão são necessários mais exames. Isso vale também para os casos em que a presença de uma assimetria focal levante a suspeita da presença de um tumor na mama.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a assimetria focal pode indicar a presença de um câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O raciocínio para determinar se a assimetria focal identificada na mamografia é provocada por um tumor passa por diferentes etapas. É preciso levar em conta, por exemplo, com qual finalidade aquele<a href="https://drabrendadelgado.com.br/bi-rads-como-funciona-classificacao-exames-imagem-da-mama/"><u> exame de imagem</u></a> foi feito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tenha sempre em mente que a mamografia é um exame de rastreio comum, feito por mulheres sem qualquer suspeita prévia de câncer de mama. <strong>Logo, nas mamografias de rotina as alterações na assimetria das mamas devem ser comparadas com exames anteriores</strong>. Desse modo, é possível acompanhar a evolução da modificação e ponderar se investigações adicionais são necessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por outro lado, quando a realização da mamografia faz parte da investigação da natureza de outra alteração na mama (como um </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u><strong>nódulo palpável,</strong></u></a><strong> por exemplo) e se nota uma assimetria focal, pode ser que novos exames sejam necessários para confirmar ou descartar o diagnóstico de câncer.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é provável que o médico responsável pelo acompanhamento indique a realização de novos exames de imagem (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons</u></a> e ressonâncias magnéticas). Uma biópsia também pode ser necessária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, novos exames podem ser solicitados sempre que houver dúvida sobre os achados de uma mamografia. No geral, não é preciso se preocupar com isso, já que solicitações adicionais normalmente envolvem dificuldades de captar as imagens da mama de forma adequada ou para conferir de novo a natureza de determinadas alterações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer se esse resultado aparecer na sua mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O acompanhamento da evolução da assimetria focal é o que indicará as medidas necessárias para reforçar o cuidado com a saúde. Com isso, pode ser que o seu médico sugira que você repita a mamografia novamente em seis meses, por exemplo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece, sobretudo, quando a assimetria é identificada pela primeira vez, quando a mulher não tem as mamografias anteriores ou mesmo quando essa é o primeiro exame do tipo feito pela paciente. A partir desse acompanhamento, o médico pode sugerir que a paciente se submeta a exames de rotina em<a href="https://www.inca.gov.br/noticias/confira-recomendacoes-do-ministerio-da-saude-para-o-rastreamento-do-cancer-de-mama" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> intervalos mais curtos do aqueles indicados normalmente.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, embora possa gerar preocupação, a assimetria focal raramente está associada a maiores problemas na mama<strong>. De qualquer maneira, não hesite em tirar todas as dúvidas necessárias com seu médico e esclarecer qualquer ponto que esteja gerando insegurança a respeito da sua saúde.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e saiba mais sobre as indicações de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u><strong>ressonância magnética das mamas </strong></u></a><strong>e entenda como esse exame de imagem é feito.</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é uma adenose na mama? Essa lesão precisa ser tratada?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[adenose]]></category>
		<category><![CDATA[adenose esclerosante]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[doença benigna]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adenose na mama é um tipo de lesão benigna com a qual muitas mulheres se deparam em exames de rotina, mas que não tende a elevar o risco de câncer A adenose na mama é um achado relativamente comum durante exames de rotina. Embora benigna, esse tipo de lesão pode assustar quando alguns pontos sobre o diagnóstico não são [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/">Afinal, o que é uma adenose na mama? Essa lesão precisa ser tratada?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A adenose na mama é um tipo de lesão benigna com a qual muitas mulheres</em> <em>se deparam em exames de rotina, mas que não tende a elevar o risco de câncer</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adenose na mama é um achado relativamente comum durante exames de rotina. <strong>Embora benigna, esse tipo de lesão pode assustar quando alguns pontos sobre o diagnóstico não são esclarecidos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, é fundamental compreender melhor o que é uma adenose, como ela se forma, quais os possíveis sintomas e os métodos de diagnóstico disponíveis. Cabe entender melhor de que forma as adenoses podem estar associadas a uma chance maior de desenvolver um câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A definição de adenose na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A adenose na mama é uma formação que se origina a partir da proliferação das células dos lóbulos mamários. Assim, os lóbulos passam a contar com mais glândulas do que o habitual</strong>. Essas estruturas são responsáveis pela produção do leite materno durante o período de lactação da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se parte desses lóbulos estiver suficientemente agrupado ou crescido o bastante, eles podem formar pequenos cistos. A partir disso, é possível que a mulher sinta algum tipo de nódulo na mama. Em geral, esse costuma ser um sinal de alerta para procurar um médico especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais raramente, uma paciente com uma adenose na mama também pode experimentar<a href="https://drabrendadelgado.com.br/dor-no-seio/"><u> dor nos seios</u></a>. Quase sempre a dor é persistente e atinge uma região específica da mama, podendo piorar em períodos específicos do ciclo menstrual. <strong>É normal que mulheres só se deparem com adenomas nas mamas quando essas formações são encontradas em exames de rotina, como as mamografias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as adenoses podem estar acompanhadas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>microcalcificações,</u></a> depósitos de cálcio na estrutura da mama que podem ser explicadas por diversas causas (como adenomas, fibroadenomas e, em alguns casos, câncer de mama).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/">Afinal, o autoexame substitui a mamografia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A formação de adenose esclerosante</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma adenose esclerosante é um tipo específico de adenose. Ela é caracterizada também pelo crescimento desordenado das células dos lóbulos mamários, acompanhados por um estroma fibroso com tecido mais denso e características que lembram uma cicatriz. Com isso, a estrutura dessa parte da mama fica distorcida. Isso, inclusive, faz com que a dor seja mais presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apesar do nome, as adenoses esclerosantes também são lesões benignas da mama</strong>. Além disso, existem outros tipos de adenose esclerosante, que são a lesão esclerosante complexa e cicatriz radiada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, essas formações são similares a uma adenose esclerosante mas tendem a ser maiores e confundidas com mais frequência com um câncer. Quando um achado supera 1 centímetro de extensão, ele é chamado de lesão esclerosante complexa e quando está abaixo de 1 centímetro, recebe o nome de cicatriz radial, chamada de cicatriz devido a imagem que surge na mamografia ao ser achado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/">O que você precisa saber sobre os sinais e sintomas do câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O diagnóstico e a necessidade de tratamento de uma adenose na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Embora apresentem sintomas em alguns casos e possam aparecer em mamografias, as </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u><strong>biópsias</strong></u></a><strong> costumam ser um recurso indispensável para o diagnóstico adequado de uma adenose na mama.</strong> Portanto, podem ser utilizados os seguintes métodos para coletar um fragmento de tecido:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Core biópsia, que utiliza uma agulha grossa para remoção do tecido;</li>
<li>Biópsia estereotáxica da mama, na qual o procedimento é auxiliado por um mamógrafo;</li>
<li>Biópsia a vácuo ou mamotomia, onde um pequeno corte é feito para guiar uma agulha grossa até o local de remoção do tecido.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, nos casos em que a biópsia não for possível, a paciente pode ser submetida a uma pequena cirurgia para remoção do tecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando uma adenose é diagnosticada, geralmente não é preciso submeter a paciente a nenhuma intervenção</strong>. Contudo, para os casos em que há sintomas presentes, como ondulação palpável na presença de cicatriz radiada, uma cirurgia pode ser indicada para remoção do achado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há consenso na literatura a respeito sobre a forma como as adenoses estão associadas a um maior risco de desenvolver um câncer de mama. <strong>De todo modo, a </strong><a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/adenosis-of-the-breast.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>American Cancer Society</strong></a><strong> aponta que algumas mulheres com o quadro podem apresentar uma pequena elevação na chance de ter uma neoplasia maligna no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo caso, a adenose na mama não é uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">lesão precursora</a> (ou seja, ela não se transforma num câncer). <strong>A sua presença seria um marcador do risco de desenvolver a doença no futuro, indicando a necessidade de reforço no cuidado e no acompanhamento da condição da</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u><strong> saúde das mamas.</strong></u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja agora o que precisa saber sobre os</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u><strong> fibroadenomas</strong></u></a><strong>, outro tipo de lesão benigna que gera preocupação em muitas mulheres.</strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Hiperplasia na mama: que riscos isso oferece e como a quimioprevenção pode ser usada?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=hiperplasia-mama</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 May 2023 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia atípica]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia ductal atípica]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia lobular]]></category>
		<category><![CDATA[quimioprevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma hiperplasia da mama pode ser típica ou atípica, atingido estruturas como os ductos ou os lóbulos mamários e elevando o risco de câncer A hiperplasia da mama é uma das alterações benignas do tecido mamário mais frequentes. Não é raro que esse tipo de formação apareça em exames de rotina, sobretudo naqueles voltados para o rastreio de possíveis tumores [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/">Hiperplasia na mama: que riscos isso oferece e como a quimioprevenção pode ser usada?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Uma hiperplasia da mama pode ser típica ou atípica, atingido estruturas</em> <em>como os ductos ou os lóbulos mamários e elevando o risco de câncer</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A hiperplasia da mama é uma das alterações benignas do tecido mamário mais frequentes. </strong>Não é raro que esse tipo de formação apareça em exames de rotina, sobretudo naqueles voltados para o rastreio de possíveis tumores na mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dependendo das características desse tipo de lesão pré-cancerígena, a paciente pode receber orientações sobre uma série de estratégias de profilaxia.</strong> Tais medidas têm como objetivo reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama associado a uma hiperplasia, sobretudo se ela for atípica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que as hiperplasias são consequência do envelhecimento. Logo, embora possa atingir pessoas de qualquer idade e sexo, elas são mais comuns em mulheres a partir dos 35 anos. Casos em homens são extremamente raros.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é uma hiperplasia da mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, o tecido mamário normal contém ductos e lóbulos. Os lóbulos mamários são as estruturas responsáveis por produzir o leite materno no período de lactação. Já os ductos são os canais pelos quais o leite sai dos lóbulos e alcança os mamilos. Além desse tecido glandular, as mamas são formadas pelo tecido adiposo (que combina tecidos fibrosos e gorduras), bem como pelos vasos sanguíneos e nervos que atravessam a região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a hiperplasia é resultado do crescimento das células dos ductos ou lóbulos mamários. Isso leva em conta que, normalmente, essas células estão agrupadas em duas camadas: assim, quando o crescimento das células mamarias é parecido com as células normais, a alteração recebe o nome de hiperplasia usual ou sem atipias. Já quando o crescimento das células tem uma forma irregular, a alteração é chamada de hiperplasia atípica.  Em geral, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/">ambos os quadros não manifestam qualquer sintoma ou sinal.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">As hiperplasias podem ser classificadas conforme a parte da mama que atingem. <strong>Assim, hiperplasias que afetam os ductos são chamadas de hiperplasias ductais e aquelas que se formam a partir dos lóbulos são chamadas de lobulares.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra distinção importante dentro dos quadros de hiperplasia envolve a característica da multiplicação das células. Dessa forma, uma paciente pode ser acometida por:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Uma hiperplasia típica</strong>, em que as células crescem, mas não é identificada nenhuma alteração anormal;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Uma hiperplasia atípica (ou hiperplasia com atipias),</strong> na qual a multiplicação das células adquire sinais anormais, sobretudo no padrão e no tamanho das células. Essa alteração também pode ser classificada conforme a região da mama que atinge. Ou seja, há hiperplasias ductais atípicas (HDA) e hiperplasias lobulares atípicas (HLA).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em geral, as HDA costumam ser um achado clínico de maior relevância, uma vez que a característica celular dessas formações se aproxima muito mais dos chamados carcinomas ductais in situ, a forma mais inicial de um câncer de mama </strong>. Apesar disso, ambas as manifestações têm o potencial de elevar o risco de desenvolver um<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"> câncer de mama</a> invasivo no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais<a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/">: Como os exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento de um câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como as hiperplasias da mama são descobertas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As hiperplasias normalmente são diagnosticadas ao acaso, durante exames de imagem (como as </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u><strong>mamografias</strong></u></a><strong>, por exemplo).</strong> Em alguns casos, as alterações celulares são acompanhadas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u>microcalcificações.</u></a> Esses pequenos depósitos de cálcio no tecido mamário estão presentes em diferentes tipos de lesões pré-cancerígenas ou de neoplasias malignas, o que reforça a necessidade de análise da condição por meio de uma biópsia. Nessa condição, o procedimento para remoção de um fragmento do tecido geralmente é feito com o auxílio de uma agulha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através da biópsia de fragmento, <strong>um médico patologista consegue analisar a natureza das alterações da mama em nível celular, confirmando ou não a presença de hiperplasia, seja ela típica ou atípica.</strong> Nos casos em que uma hiperplasia ductal atípica é identificada, é necessário remover mais tecido ao redor da lesão inicial para avaliar e garantir que não há nenhum outro tipo de problema ali, como um carcinoma ductal in situou um carcinoma invasivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, é a partir da biópsia que o médico responsável pelo acompanhamento fornecerá as orientações necessárias para o acompanhamento e o eventual tratamento de uma hiperplasia mamária<strong>. Isso leva em conta principalmente o maior risco de desenvolver um câncer de mama que esse tipo de achado implica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com <a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/hyperplasia-of-the-breast-ductal-or-lobular.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">a American Cancer Society (ACS),</a> <strong>a presença de uma hiperplasia típica pode aumentar o risco de desenvolver um câncer de mama nessa região entre uma vez e meia e duas vezes.</strong> Já pacientes com hiperplasias <strong>ductais e lobulares atípicas podem carregar um risco entre quatro e cinco vezes maiores de desenvolver um tumor </strong>quando comparado a mulheres sem essas alterações, como também aponta a ACS.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fui diagnosticada com uma hiperplasia mamária. E agora?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, <strong>hiperplasias típicas não precisam ser tratadas</strong>. Por outro lado, o médico pode indicar algum tipo de acompanhamento diferenciado (com mamografias em intervalos maiores). Entretanto, a conduta é diferente quando a hiperplasia é atípica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível, por exemplo, que o médico indique a realização de uma pequena cirurgia para remoção da hiperplasia com atipias, incluindo as áreas ao redor dela. <strong>Adicionalmente, </strong><strong>devido ao alto risco para desenvolver câncer de mama </strong><strong>podem ser sugeridas mudanças no estilo de vida (como parar de fumar, beber menos álcool e controlar a alimentação e o peso), a realização de mamografias em períodos menores, e o uso de medicações, no que é chamado de quimioprevenção.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Como a quimioprevenção pode reduzir o risco e prevenir um câncer de mama?</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ou seja, diante do diagnóstico de uma hiperplasia atípica (sobretudo ductal), medidas de quimioprevenção (também chamadas de quimioprofilaxia) são recomendadas</strong>. Entre os medicamentos utilizados para tal fim estão os moduladores seletivos de receptores de estrogênios (SERMs) como o tamoxifeno e raloxifeno e os inibidores de aromatase, como o anastrozol e exemestasano<strong>. </strong>Esses fármacos agem inibindo e modulando a atuação de hormônios como o estrogênio e a progesterona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presentes em grandes quantidades no organismo feminino, eles têm papel importante na evolução de um tumor nas mamas em boa parte dos casos. <strong>De qualquer forma, eles têm indicações precisas e é fundamental ter uma discussão clara com seu médico para entender se eles realmente são indicados para o seu caso.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De acordo com várias evidências reunidas desde o início do uso do tamoxifeno, hoje sabemos que tais medicamentos reduzem o risco de câncer de mama em até 50 % ao longo da vida, quando usados de forma contínua durante 5 anos.</strong> Em alguns casos, o uso pode ser reduzido para um período de 3 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A escolha da melhor medicação para a paciente depende de vários fatores como o estado menopausal e a presença doenças prévias</strong>. Para aqueles que não atingiram a menopausa ainda, apenas o tamoxifeno é indicado para redução do risco de câncer de mama primário. De qualquer forma, além do tamoxifeno, o raloxifeno e os inibidores de aromatase também reduzem o risco de câncer de mama em mulheres na pós-menopausa. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por outro lado, o uso de raloxifeno e dos inibidores de aromatase é indicado apenas em mulheres na pós-menopausa.</strong> Uma vez prescritas diante da identificação de uma hiperplasia na mama ou outros fatores de risco, estas medicações podem provocar efeitos colaterais como fogachos, dores articulares ou ainda elevar o risco de tromboses. Elas podem ajudar a prevenir fraturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite para saber mais sobre as indicações de uso do </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u><strong>tamoxifeno, incluindo eventuais efeitos colaterais, e entenda como esse medicamento revolucionou a oncologia.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/">Hiperplasia na mama: que riscos isso oferece e como a quimioprevenção pode ser usada?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Afinal, o que provoca um mamilo invertido? E quando esse problema deve ser motivo de preocupação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Mar 2023 12:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[doenças nas mamas]]></category>
		<category><![CDATA[mamas]]></category>
		<category><![CDATA[mamilos invertidos]]></category>
		<category><![CDATA[mamilos retraídos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em alguns casos, a presença de um mamilo invertido pode indicar a presença de um problema que deve ser investigado por seu médico de confiança Alterações anatômicas na mama podem despertar preocupação. Exemplo disso são os casos de mamilo invertido. Esse tipo de problema faz com que a região da ponta da aréola se volte para dentro do corpo ou [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Em alguns casos, a presença de um mamilo invertido pode indicar a presença de um problema que deve ser investigado por seu médico de confiança</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Alterações anatômicas na mama podem despertar preocupação. Exemplo disso são os casos de mamilo invertido. Esse tipo de problema faz com que a <strong>região da ponta da aréola se volte para dentro do corpo ou se encolha.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Também chamado de bico invertido, essa característica pode ser inclusive congênita e não gerar problemas. Por outro lado,<strong> a mudança repentina nessa parte do corpo pode indicar alguns problemas com a saúde dos </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/seios-tamanhos-diferentes/"><strong>seios</strong></a>, que merecem atenção especial, principalmente se acompanhados de outros sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as principais características do mamilo invertido?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a ponta da aréola (parte pigmentada da pele, de forma circular na parte extrema da mama) aponta para fora, formando o mamilo. Porém, uma série de fatores pode fazer com que essa configuração seja modificada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, aquela parte do tecido da mama responsável por formar o mamilo torna-se <strong>retraída</strong> e em alguns até mesmo inverte o sentido: ao invés de apontar para fora da mama, <strong>passa a apontar para dentro. </strong>A partir disso, o mamilo fica invertido ou retraído, em uma alteração visualmente perceptível, gerando até mesmo<strong> desconfortos psicológicos para quem é afetado pela condição. </strong>Em alguns casos, <strong>mulheres que estão amamentando também podem sofrer devido ao problema, </strong>interferindo na <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf">alimentação da criança.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a inversão ou retração dos mamilos <strong>atinge tanto homens quanto mulheres.</strong> O grau de alteração desse aspecto fisiológico pode ser dividido em uma escala que vai de 1 a 3:</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Grau 1:</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A inversão ou retração é facilmente desfeita com o estímulo do mamilo. Logo, tal estágio não tende a gerar maiores problemas, inclusive no que diz respeito à amamentação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Grau 2:</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pode haver alguma dificuldade para reverter a retração e o mamilo puxado para fora tende a voltar a se inverter ou retrair. A partir desse nível, pode haver alguma dificuldade para garantir a amamentação adequada do bebê.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Grau 3:</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nível de alteração mais severa e a mudança do mamilo não pode ser revertida com as mãos ou com estimulação, uma vez que diante de qualquer tentativa, ele se retrai. Com isso, a amamentação pode se tornar muito difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as possíveis causas do mamilo invertido?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um mamilo invertido pode ser uma condição congênita (ou seja, quando o indivíduo nasce com aquela característica) ou ainda provocada por uma série de condições de saúde ao longo da vida.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Causas congênitas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em boa parte das pessoas que nascem com tal característica, ambos os mamilos sofrem com a alteração. Além disso, parte considerável dos casos tem forte componente hereditário na composição da mudança anatômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em média, entre 10% e 20% das mulheres nascem com um ou ambos os mamilos invertidos<strong>. Em alguns casos, tal mudança é mínima e só provoca problemas durante a amamentação.</strong> Isso se dá pelo impacto da alteração sobre os tecidos que compõem os ductos que levam o leite até o mamilo, onde ele é sugado pelo bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mamilo invertido congênito também pode ser identificado pelo médico pediatra (ou mesmo clínico geral) em avaliações de rotina, principalmente no período que coincide com a entrada na puberdade. Em alguns casos, o problema tende a se resolver sozinho, até o final da adolescência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando isso não acontece, <strong>intervenções (inclusive cirúrgicas) podem ser utilizadas para recompor a função da estrutura e para que não haja prejuízo estético, funcional ou psicológico.</strong> Desse modo, a extensão dessas intervenções depende do grau da inversão.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Causas adquiridas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em outros casos, o mamilo invertido pode aparecer em diferentes momentos da vida, por uma série de razões. <strong>Embora isso não implique necessariamente em um problema de saúde, em algumas situações pode ser necessário recorrer à assistência médica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, o avanço da idade pode provocar a inversão ou retração do mamilo, por exemplo. Com o passar dos anos, a anatomia da mama da mulher muda. Por outro, a presença repentina de um mamilo invertido por indicar a presença de condições como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Inflamações ou lesões na mama;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/infeccao-mamaria/">Infecções na mama</a>, geralmente resultado de um quadro de mastite;</li>



<li>Presença de um abscesso abaixo da aréola;</li>



<li>Ectasia do ducto mamário, que faz com que as estruturas retroareolares se encurtem e provoquem a inversão/retração;</li>



<li>Doença de Paget nos mamilos, que caracteriza um tipo de câncer de mama em estágio inicial.</li>



<li>Alguns tipos de tumores mamários benignos (como os fibroadenomas) ou ainda de quadros de câncer em localização retroareolar ou no centro da mama, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/">acompanhados de outros sintomas.</a></li>
</ul>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-e-doenca-paget/">O que é doença de Paget? Saiba mais sobre como esse problema afeta a saúde das mamas</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando um mamilo invertido deve ser sinal de atenção?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, a inversão do mamilo ao longo da vida não é acompanhada de nenhum outro sintoma, principalmente quando ela é resultado de alterações fisiológicas naturais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No entanto, em determinados contextos, é fundamental procurar o médico, que fará uma investigação adequada para identificar o que levou a tal alteração. Entre alguns dos sintomas adicionais que podem indicar a necessidade de uma assistência mais imediata estão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A presença de áreas avermelhadas, inchadas ou sensíveis ao toque na mama;</li>



<li>Vermelhidão no mamilo e na aréola;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/">Nódulos</a> palpáveis, inclusive na parte de trás da aréola;</li>



<li>Corrimento de sangue ou outros fluídos do mamilo;</li>



<li>Alterações na pele da mama, provocando descamação ou coceira.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desses sintomas e da avaliação inicial, o médico pode solicitar exames laboratoriais e de imagem para confirmar o diagnóstico. <strong>Com isso, a causa de base da inversão dos mamilos pode ser adequadamente tratada.</strong> No momento oportuno, alguns procedimentos podem ser feitos para reparar a aparência do mamilo invertido, conforme o grau de comprometimento provocado pela alteração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja também o que a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/dor-no-seio/"><u><strong>dor nos seios </strong></u></a><strong>pode indicar e quando procurar ajuda especializada diante desse sintoma.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamilo-invertido/">Afinal, o que provoca um mamilo invertido? E quando esse problema deve ser motivo de preocupação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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