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	<title>Arquivos Fatores de risco - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 17:30:56 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos Fatores de risco - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Reposição hormonal em pacientes BRCA+: intervenção não aumenta risco de câncer de mama, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um trabalho apresentado no San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) e subsequentemente publicado no Journal of the National Cancer Institute,no final de 2025, trouxe um achado que pode mudar a forma como médicos e pacientes encaram a reposição hormonal em pacientes BRCA+. Apesar de essa ser uma decisão difícil, os responsáveis pelo estudo sustentam que ela não aumenta o risco [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reposicao-hormonal-em-pacientes-brca/">Reposição hormonal em pacientes BRCA+: intervenção não aumenta risco de câncer de mama, mostra estudo</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um trabalho apresentado no <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the"></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS)</u></em></a> <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the"></a>e subsequentemente publicado no <a href="https://academic.oup.com/jnci/advance-article-abstract/doi/10.1093/jnci/djaf363/8382248" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the National Cancer Institute</u></em></a>,<a href="https://academic.oup.com/jnci/advance-article-abstract/doi/10.1093/jnci/djaf363/8382248"></a>no final de 2025, trouxe um achado que pode mudar a forma como médicos e pacientes encaram a reposição hormonal em pacientes BRCA+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de essa ser uma decisão difícil, o<strong>s responsáveis pelo estudo sustentam que ela não aumenta o risco de câncer de mama em mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2</strong>. Além disso, formulações com estrogênio isolado se mostraram associadas a um risco significativamente menor da doença nessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para compreender o peso dessa conclusão, é i<strong>mportante entender o contexto em que ela se insere e de que modo esses resultados interferem no dia a dia de médicos e de pacientes.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que a relação entre reposição hormonal e câncer de mama é uma preocupação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão em torno da terapia de reposição hormonal (TRH) e do câncer de mama é antiga. Em 2002, o <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo Women&#8217;s Health Initiative (WHI</u></a>) apontou que a terapia combinada de estrogênio e progestina estava associada a um risco maior de câncer de mama e a riscos mais expressivos de complicações cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso levou à inclusão de alertas nas bulas de produtos hormonais nos Estados Unidos, os chamados &#8220;<a href="https://drabrendadelgado.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alertas de caixa preta</u></a>&#8220;. <strong>As advertências só foram reformuladas em 2025, mais de duas décadas depois.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa cautela, embora compreensível à luz dos dados disponíveis na época, acabou privando uma parcela significativa de mulheres de um tratamento eficaz para sintomas que comprometem seriamente a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/"><u>qualidade de vida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala especificamente em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal em pacientes BRCA+,</u></a> o cenário ganha outra dimensão. Mulheres com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>variante patogênica em BRCA1 ou BRCA2 </u></a>apresentam risco elevado de desenvolver câncer de ovário. Por isso, frequentemente, elas são orientadas a realizar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>retirada bilateral das trompas e dos ovários </u></a>(chamada de salpingo-ooforectomia bilateral) em idade relativamente precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa cirurgia é uma das estratégias de prevenção mais eficazes disponíveis, mas tem um efeito colateral inevitável: ela induz a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa </u></a>precocemente, e essa condição, quando não tratada, traz consequências de longo prazo para a saúde. As mais relevantes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fogachos intensos;</li>



<li>Alterações gastrointestinais;</li>



<li>Mudanças de humor e disfunção sexual;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Perda de densidade óssea</u></a>;</li>



<li>Prejuízos à saúde cardiovascular;</li>



<li>Redução da capacidade cognitiva.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: a mesma estratégia que reduz o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>risco de câncer</u></a> pode gerar um conjunto expressivo de consequências. <strong>E, historicamente, o medo de aumentar o risco de câncer de mama impedia o uso da TRH justamente nas mulheres que mais precisariam dela.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As principais recomendações de contracepção após câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que o estudo diz sobre esse risco em pacientes BRCA+?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho aqui citado inicialmente, conduzido por pesquisadores canadenses e europeus, adotou um método chamado de análise prospectiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos práticos, em vez de simplesmente comparar mulheres que usaram reposição hormonal com mulheres que não usaram de forma aleatória (o que poderia gerar distorções, já que os grupos poderiam ser muito diferentes entre si), <strong>a equipe formou duplas cuidadosamente combinadas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada mulher que usou TRH foi &#8220;emparelhada&#8221; com outra que não usou. Ao mesmo tempo, elas tinham perfis muito semelhantes: mesma faixa de idade, mesma mutação (BRCA1 ou BRCA2) e mesma situação cirúrgica. Isso permite que a comparação seja mais justa e que os resultados reflitam, de fato, o efeito da reposição hormonal. <strong>No fim, foram identificadas 676 duplas de mulheres com média de idade de 43,8 anos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam que o uso de terapia de reposição hormonal não foi associado a aumento do risco de câncer de mama nas mulheres portadoras de mutações em BRCA1 ou BRCA2. Esse efeito se manteve independentemente do tipo específico de mutação carregada pela paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O achado mais expressivo, porém, diz respeito à formulação utilizada. <strong>O uso de TRH com estrogênio isolado foi associado a uma redução de 63% no risco de câncer de mama.</strong> Além disso, entre as 43 mulheres que utilizaram a combinação de estrogênio conjugado e bazedoxifeno (um medicamento da classe dos moduladores seletivos do receptor de estrogênio) nenhum caso de câncer de mama foi observado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em conta na consideração pela reposição hormonal?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os resultados sejam animadores, é fundamental que eles sejam interpretados com cuidado. <strong>Por isso, esse dado não deve ser lido como uma autorização indiscriminada para o uso da TRH em qualquer paciente BRCA+.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto é o histórico oncológico individual. O estudo envolveu mulheres sem histórico prévio de câncer, sem mastectomia bilateral anterior e que se encontravam na menopausa (sendo a maioria delas em menopausa induzida cirurgicamente).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os achados não se aplicam, por exemplo, as mulheres que já receberam <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>diagnóstico de câncer de mama,</u></a> especialmente tumores positivos para receptores hormonais, situação em que a TRH sistêmica continua sendo contraindicada pelas principais sociedades médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo ponto é a formulação. Os dados sugerem que nem toda reposição hormonal carrega o mesmo perfil de risco. A escolha da composição deve ser discutida caso a caso, levando em conta o histórico da paciente, se ela ainda possui útero e quais sintomas precisam ser manejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse sentido, o novo estudo é um passo relevante para reforçar a conversa sobre a reposição hormonal em pacientes BRCA+.</strong> Conduzir esse diálogo com base em dados e respeito à singularidade de cada caso é tanto possível quanto necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça agora avanços que<a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> </u></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/"></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>representam novas alternativas de tratamento não hormonal para as ondas de calor da menopausa</u></a>.</p>
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		<title>Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da relação entre reposição hormonal e câncer de mama, as novas informações devem ser encaradas com cautela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da <strong>relação entre reposição hormonal </strong>e câncer de mama, <strong>as novas informações devem ser encaradas com cautela por médicos e pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reconhece que os<strong> benefícios de abordagens para repor hormônios superam os riscos para a maioria das mulheres saudáveis</strong>. Contudo, para mulheres com histórico oncológico, essa é uma atualização que merece atenção especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que o FDA decidiu sobre os alertas em medicamentos de terapia hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro de 2025, após mais de duas décadas, o <a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/hhs-advances-womens-health-removes-misleading-fda-warnings-hormone-replacement-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>FDA removeu os chamados “alertas de caixa preta” de diversos produtos contendo estrogênio</u></a>. <strong>Eles são, em certa medida, equivalente à tarja preta nos medicamentos vendidos no Brasil.</strong> Sua inserção é obrigatória quando medicamentos apresentam riscos significativos à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais avisos foram implementados em 2003. Isso foi resultado de <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo conduzido Women&#8217;s Health Initiative (WHI)</u></a>, que sugeriram que a terapia hormonal combinando estrogênio e progesterona aumentava certos riscos. Os mais relevantes apontados envolviam riscos cardiovasculares, câncer de mama e demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a avaliação de novas evidências, <strong>os rótulos deixam de conter as advertências relacionadas a essas consequências,</strong> inclusive nas abordagens sistêmicas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal</u></a>. A agência também removeu completamente os alertas dos produtos de estrogênio vaginal de baixa dose. A razão é que, nesses casos, somente quantidades mínimas são absorvidas para a corrente sanguínea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a <strong>entidade norte-americana manteve o alerta para câncer de endométrio em produtos que contêm apenas estrogênio.</strong> Normalmente, eles são destinados a mulheres que já passaram por uma histerectomia (cirurgia de remoção do útero).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que isso significa na prática (inclusive para as pacientes brasileiras)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/2273-febrasgo-comemora-decisao-do-fda-sobre-retirada-de-advertencias-em-medicamentos-hormonais-para-menopausa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</u></a> manifestou apoio à decisão. Ela reconheceu que a novidade pode ajudar a desmistificar aspectos sobre o tema e permitir que mais mulheres acessem tratamentos adequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remoção dos alertas reflete uma compreensão mais precisa dos riscos e benefícios da terapia hormonal. Se prescrita adequadamente, os benefícios dessa abordagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alívio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fogachos e suores noturnos,</a> um incômodo comum no climatério/menopausa;</li>



<li>Ampliação da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>satisfação sexual</u></a>, graças ao alívio do ressecamento vaginal e da dor durante as relações sexuais;</li>



<li>Prevenção de fraturas ósseas e de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadros de osteoporose</u></a>;</li>



<li>Diminuição das oscilações de humor, de sintomas ansiosos, de queixas para dormir e do declínio cognitivo;</li>



<li>Redução do risco de complicações cardiovasculares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tais benefícios podem ser maiores ou menores, dependendo do momento escolhido para a introdução da intervenção visando repor os hormônios. O<strong> próprio FDA reconhece que os benefícios tendem a ser maiores que eventuais riscos dentro de dez anos após o início da menopausa</strong> (e geralmente antes dos 60 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que mulheres que já tiveram câncer de mama precisam saber sobre a reposição hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da remoção dos alertas gerais, <strong>de modo geral a terapia hormonal sistêmica permanece desaconselhável para mulheres com histórico de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.asco.org/news-initiatives/policy-news-analysis/statement-HHS-revision-black-box-warning" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)</u></a> emitiu um comunicado esclarecendo que, embora a mudança do FDA seja positiva para indivíduos saudáveis, ela não se aplica em determinados contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o órgão, “a terapia sistêmica de reposição hormonal continua sendo contraindicada para pessoas que já tiveram câncer de mama, <strong>particularmente aquelas com doença positiva para </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>receptores hormonais</strong></u></a><strong>, ou outros tipos de câncer que respondem ao estrogênio</strong> (por exemplo, certos cânceres ginecológicos), devido ao aumento do risco de recorrência do câncer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos como o <a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/100/7/475/918680?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ensaio clínico HABITS, publicado no Journal of the National Cancer Institute</u></a>, reforçam essa cautela. Essa avaliação, inclusive, foi interrompida prematuramente devido a preocupações com o aumento de novos eventos de câncer de mama no grupo que recebia terapia hormonal. No fim, os dados mostraram um risco pouco mais de duas vezes maior de recorrência do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da abordagem individualizada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, para quem já superou um câncer de mama ou mesmo convive com um risco maior de ter a doença (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>por conta de mutações nos genes BRCA</u></a>, por exemplo), a mensagem que continua valendo é: cada caso é único e requer avaliação cuidadosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que <strong>mulheres com histórico da doença mantenham um diálogo aberto</strong> com seus <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologistas</u></a>, oncologistas e ginecologistas para tomar decisões informadas que equilibrem qualidade de vida sem ignorar o risco de que a doença retorne. Nesse sentido, paciente e especialistas podem considerar, entre outros caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Alternativas não hormonais </u></a>(inclusive com avanços recentes, graças a substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant, destinados a amenizar os fogachos).</li>



<li>Medidas destinadas a combater sintomas específicos e que oferecem absorção sistêmica mínima (como o caso de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cremes vaginais com estrogênio</u></a>).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a remoção do alerta sobre a possível conexão entre reposição hormonal e câncer de mama (e outros riscos) não significa abrir mão da precaução. No entanto, <strong>a atualização pode respaldar e orientar conversas sobre as abordagens disponíveis para cada mulher nessa fase da vida</strong>, respeitando sempre seu histórico de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o impacto da menopausa na saúde feminina e quais os sinais de que esse marco na vida reprodutiva está chegando,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acesse esse outro conteúdo sobre o tema que já foi pauta aqui no blog.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/">Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>BRCA e contraceptivo hormonal: o que o novo estudo mostra sobre o risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 15:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[BRCA 1 e 2]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[contraceptivos hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[pílula anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de 70% das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação. Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de <strong>70% </strong><strong>das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário</strong> em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados e concluíram que essas mulheres podem apresentar um aumento proporcional de risco de até 3% ao ano <strong>devido ao uso</strong><strong> de métodos contraceptivos orais baseados em hormônios</strong> (como as pílulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados foram publicados em outubro de 2024 no <a href="https://ascopubs.org/doi/pdfdirect/10.1200/JCO.24.00176" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Journal of Clinical Oncology.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A relação entre mutações no gene BRCA e câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>genes BRCA têm como função controlar a multiplicação de DNA danificado</strong> durante a reprodução celular. Assim, células com defeito são eliminadas, evitando que o erro no material genético se propague pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, eles são conhecidos como genes supressores de tumores. Todo mundo tem uma dupla dos genes BRCA (o 1 e o 2), com uma cópia herdada da mãe e a outra do pai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria das pessoas, essa é uma informação que não faz muita diferença no dia a dia. Contudo, algumas pessoas carregam desde o nascimento uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u>mutação</u></a> (ou seja, uma versão alterada) do gene. Como consequência, ele não cumpre seu papel conforme esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas mulheres, quando isso acontece, <strong>cresce o risco de desenvolver um câncer de mama </strong>e nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ovários.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal alteração é <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>identificável por meio de testes genéticos.</u></a> Com os resultados em mãos, um médico pode orientar sobre as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>med</u></a><u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a></u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>das profiláticas disponíveis </u></a>para amenizar o risco aumentado de desenvolver um tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, <strong>a escolha dos métodos contraceptivos adequados para as mulheres que não querem engravidar é um ponto importante</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Saiba mais:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Entenda a influência dos genes BRCA no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O risco oferecido pelas pílulas contraceptivas nessas circunstâncias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é de hoje que se sabe que o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> uso de contraceptivos hormonais</u></a> potencialmente eleva em alguma medida a chance de um câncer de mama nas mulheres como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, levando em conta somente o grupo com mutação BRCA, as evidências ainda não são muito claras. Além disso, não se sabe qual seria o tamanho desse impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer essa relação, os pesquisadores analisaram dados combinados de quatro estudos anteriores, abrangendo <strong>3.882 mulheres com mutação no gene BRCA1 e 1.509 com alteração no BRCA2, </strong><strong>sem câncer prévio. </strong>Em seguida, foi possível constatar que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>53% das mulheres com mutações no gene BRCA1 e 71% daquelas com alteração no gene BRCA2 haviam usado contraceptivos hormonais (pílulas, dispositivos intrauterinos, implantes, etc.) por pelo menos um ano;</li>



<li>durante o período de acompanhamento (que variou ao longo da amostra), 488 mulheres com mutação no BRCA1 e 191 com mutação no gene BRCA2 receberam um diagnóstico de câncer de mama.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar as mulheres que tiveram câncer de mama, <strong>foi possível notar que aquelas que utilizaram um método contraceptivo hormonal tinham mais chance de estar nesse grupo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como medida disso, <strong>os autores apontam que a elevação do risco poderia ser de até 29% nas pacientes com alteração no gene BRCA1</strong>. No sentido oposto, não foi possível estabelecer tal vínculo no grupo com mutações no gene BRCA2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na população geral, anticoncepcionais hormonais já são associados a um <strong>aumento relativo do risco de tumor que varia entre 20 e 30%</strong>. Ou seja: o estudo sugere que em pacientes com alterações no gene BRCA1 a <strong>tendência é semelhante</strong>, mas o impacto <strong>absoluto</strong> é maior porque o risco de base já é mais alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, o <strong>estudo mostra que o risco aumenta de acordo com o tempo em que se opta por essas formas de contracepção</strong>. Como exemplo, ele pode ser de 51% para uma mulher que nunca usou contraceptivo hormonal e alcançar 67% numa pessoa que adotou tal método por pelo menos 15 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes devem levar em consideração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de generalizar qualquer conclusão, vale ponderar as limitações do estudo. Entre as mais relevantes estão a sua natureza observacional e a reunião de poucas pacientes com período de uso do contraceptivo oral por mais de 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, havia dados incompleto sobre o método de contracepção utilizado em parte das voluntárias. Desse modo, os efeitos podem estar sub ou superestimados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, mais avaliações são necessárias para entender melhor de que forma os contraceptivos hormonais associados às mutações BRCA interferem no risco de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, tal constatação não deve ser encarada como uma contraindicação absoluta para o uso dessas alternativas. Todavia, os dados apresentados podem ser um ponto importante na escolha dos métodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, a melhor alternativa é falar com o médico. <strong>O profissional pode esclarecer os prós e contras de cada opção</strong> e orientar sobre quais delas podem oferecer mais <strong>segurança, comodidade e eficiência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementariamente, diante do vínculo da mutação BRCA e o risco de câncer de mama, o <strong>contato constante junto ao especialista é indispensável para recomendações personalizadas e o acompanhamento adequado.</strong> Isso pode facilitar a adoção de medidas de prevenção e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>agilizar um eventual diagnóstico precoce.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A contracepção depois de um câncer de mama também pode levantar dúvidas, então vale a pena saber mais sobre o tema com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>esse outro conteúdo aqui do blog.</u></a></p>
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