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	<title>Arquivos Prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos Prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Preciso retirar a prótese das mamas mesmo sem sintomas? Saiba mais sobre os riscos de cada cenário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jul 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[BIA-ALCL]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia de retirada das próteses]]></category>
		<category><![CDATA[doença do silicone]]></category>
		<category><![CDATA[prótese mamária]]></category>
		<category><![CDATA[retirada das próteses]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#8220;Preciso retirar a prótese das mamas?&#8221;. Essa é uma das perguntas que circulam com cada vez mais frequência entre mulheres que fizeram um implante mamário. O tema ganhou ainda mais relevância nos últimos anos, impulsionado por relatos nas redes sociais, alertas sobre modelos de próteses texturizadas e o crescente debate em torno da chamada breast implant illness (doença dos implantes [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Preciso retirar a prótese das mamas?&#8221;. Essa é uma das perguntas que circulam com cada vez mais frequência entre mulheres que fizeram um implante mamário. O tema ganhou ainda mais relevância nos últimos anos, impulsionado por relatos nas redes sociais, alertas sobre modelos de próteses texturizadas e o crescente debate em torno da chamada <em>breast implant illness (doença dos implantes mamários, em tradução livre)</em>, entre outras complicações. Por isso, vale a pena entender por que essa questão surge com tanta frequência e o que as principais evidências e diretrizes médicas dizem a respeito.</p>
<h2>Por que a necessidade da retirada das próteses mamárias é uma preocupação entre muitas mulheres?</h2>
<p>Em certa medida, esse cenário é o resultado de dúvidas legítimas. Um fator que contribui para essa preocupação é o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-associado-a-implantes/">linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário (BIA-ALCL, na sigla em inglês)</a>. Trata-se de um tipo raro de linfoma que acomete as <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/">células ao redor da prótese</a>. Estudos associam esse risco principalmente a implantes com superfície texturizada, em especial os macrotexturizados.</p>
<p>De acordo com dados reunidos pela <a target="_blank" href="https://www.plasticsurgery.org/for-medical-professionals/health-policy/bia-alcl-physician-resources">American Society of Plastic Surgeons (Sociedade Norte-Americana de Cirurgiões Plásticos ou ASPS, na sigla em inglês)</a>, estima-se que o BIA-ALCL tenha uma taxa de incidência que varia entre 1 em cada 3.800 e 1 em cada 30.000 mulheres portadoras desse tipo de prótese. Até maio de 2025, a entidade havia registrado, em todo o mundo, pouco mais de 1.618 relatos de casos.</p>
<p>Apesar de pouco comum, o BIA-ALCL motivou uma ação regulatória relevante: em 2019, como medida de precaução, a FDA (equivalente nos Estados Unidos à Anvisa) <a target="_blank" href="https://femama.org.br/site/noticias-recentes/empresa-faz-recall-de-implante-de-silicone-ligado-a-cancer-que-causou-mortes-em-todo-o-mundo/">solicitou o recall de uma linha de implantes texturizados</a>, diante do número crescente de casos documentados.</p>
<p>Além disso, outra condição entrou no radar das discussões: a já mencionada BII (ou <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/">doença do silicone”</a>). Trata-se de um conjunto de sintomas sistêmicos, entre os quais se destacam fadiga persistente, dores articulares e musculares, névoa mental e queda de cabelo. A BII não é um diagnóstico médico formal, mas tem sido objeto crescente de pesquisa e acompanhamento clínico.</p>
<p>Há ainda outras complicações bem documentadas, como a contratura capsular, a ruptura do implante e quadros de infecção.</p>
<p>Dependendo do grau de comprometimento, essas condições podem de fato indicar a necessidade de remoção cirúrgica. Somados, esses fatores criaram um ambiente de incerteza que, sem orientação adequada, pode levar a decisões precipitadas em um sentido ou no outro.</p>
<h2>Que fatores devem ser levados em conta antes da decisão de retirar a prótese?</h2>
<p>Não existe uma lista de critérios que se aplique a todas as pacientes da mesma forma. O processo de avaliação é necessariamente individualizado. No entanto, algumas categorias de análise são reconhecidas pelas principais entidades médicas como essenciais para orientar a tomada de decisão:</p>
<ul>
<li><strong>Tipo e superfície do implante:</strong> próteses texturizadas carregam risco estatisticamente maior de BIA-ALCL em comparação com as lisas. A origem e o modelo específico do implante são informações relevantes para a avaliação de risco.</li>
<li><strong>Presença ou ausência de sintomas:</strong> mulheres sintomáticas (com edema persistente, dor localizada, assimetria nova ou nódulo palpável na região do implante) devem buscar avaliação imediata. Esses podem ser sinais de complicações que requerem investigação e, eventualmente, intervenção cirúrgica.</li>
<li><strong>Integridade do implante:</strong> a ruptura de implante de silicone é uma indicação médica absoluta para a remoção.</li>
<li><strong>Grau de contratura capsular:</strong> casos graves, classificados como III ou IV, com deformidade visível, dor e endurecimento expressivo, podem justificar a remoção cirúrgica.</li>
<li><strong>Sintomas sistêmicos persistentes sem outra causa identificada:</strong> <a href="https://www.jprasurg.com/article/S1748-6815(25)00192-5/fulltext">revisão sistemática publicada em 2025</a> com dados de 7.000 pacientes constatou que 49% das portadoras de implantes autorrelataram sintomas compatíveis com BII, e parte delas relatou melhora relevante após a remoção do dispositivo.</li>
<li><strong>Contexto emocional, histórico cirúrgico e objetivos pessoais:</strong> assim como ocorre na escolha da técnica cirúrgica em outras situações clínicas, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/">decisão pela retirada</a> deve considerar o impacto esperado na imagem corporal, as condições de saúde gerais da paciente e as expectativas para o pós-operatório.</li>
</ul>
<p class="leia"><em>Leia também:</em> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/explante-silicone-antes-e-depois/">O que esperar do antes e depois da cirurgia de explante de silicone</a></p>
<h2>Retirar a prótese das mamas mesmo sem sintomas faz sentido?</h2>
<p>Autoridades de saúde dos Estados Unidos convergem em um ponto: tanto o <a target="_blank" href="https://www.fda.gov/medical-devices/breast-implants/questions-and-answers-about-breast-implant-associated-anaplastic-large-cell-lymphoma-bia-alcl">FDA</a> quanto a ASPS não recomendam a remoção profilática de implantes texturizados em pacientes assintomáticas.</p>
<p>Isso significa que para aquelas que não apresentam sintomas e têm exames de acompanhamento normais, a retirada preventiva não é indicada de forma automática ou generalizada.</p>
<p>Em 2024, um <a target="_blank" href="https://journals.lww.com/plasreconsurg/fulltext/2024/09000/american_association_of_plastic_surgeons_consensus.2.aspx">painel de especialistas convocado pela American Association of Plastic Surgeons (AAPS) publicou recomendações</a> baseadas em evidências sobre como implementar acompanhamento adequado diante de qualquer risco de BIA-ALCL. O documento indicou que, em caso de risco elevado, a remoção profilática de implantes macrotexturizados pode ser considerada razoável.</p>
<p>Contudo, o FDA reafirmou que, dada a raridade do BIA-ALCL, a remoção profilática de implantes texturizados não é recomendada em pacientes assintomáticos. A agência ponderou que a cirurgia de retirada não é isenta de riscos e que esses perigos precisam ser considerados diante de um benefício ainda incerto para quem não apresenta sintomas.</p>
<p>Apesar do painel de especialistas, a <a target="_blank" href="https://www.plasticsurgery.org/patient-safety/breast-implant-safety/asps-response-to-aaps-recommendation-regarding-textured-implant-removal">American Society of Plastic Surgeons (ASPS)</a> adota posição alinhada à da FDA e também não recomenda amplamente a remoção para pacientes sem sintomas.</p>
<p>Apesar disso, mulheres nessa condição que mesmo assim desejam retirar a prótese das mamas devem conversar com seus médicos. O que pode ser razoável em um caso específico, por conta do tipo de implante, do histórico clínico ou de sintomas presentes, pode não fazer sentido para outra mulher.</p>
<p class="leia">Entenda agora como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama/">fatores genéticos e o tipo de implante podem influenciar o risco de linfoma associado ao implante</a>.</p>
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		<title>Entenda quais os riscos das próteses mamárias de silicone e saiba como se proteger</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[BIA-ALCL]]></category>
		<category><![CDATA[contratura capsular]]></category>
		<category><![CDATA[doença do silicone]]></category>
		<category><![CDATA[implante de silicone]]></category>
		<category><![CDATA[próteses mamárias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colocação de implantes nos seios está entre os procedimentos cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo. Ela se dá tanto por motivos estéticos quanto diante da necessidade de reconstrução após o câncer de mama. Isso, porém, não significa ignorar os riscos das próteses mamárias de silicone. Apesar de seguros para a grande maioria das pacientes, tais itens não [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A colocação de implantes nos seios está entre os procedimentos cirúrgicos mais realizados no Brasil e no mundo. Ela se dá tanto por motivos estéticos quanto diante da necessidade de reconstrução após o câncer de mama. <strong>Isso, porém, não significa ignorar os riscos das próteses mamárias de silicone.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apesar de seguros para a grande maioria das pacientes, tais itens não são vitalícios</strong>. Além disso, eles estão associados a contratempos que precisam ser conhecidos, bem como monitorados adequadamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, explicamos quais complicações são mais frequentes, quais são raras (mas merecem atenção redobrada) e como funciona o acompanhamento recomendado para quem já tem ou pretende colocar implantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os riscos mais comuns depois da colocação das próteses mamárias de silicone?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca a <a href="https://www.fda.gov/medical-devices/breast-implants/risks-and-complications-breast-implants" target="_blank" rel="noopener">FDA (Food and Drug Administration)</a>, existe uma lista de complicações locais associadas aos implantes mamários. Segundo o órgão, que tem papel similar ao da Anvisa no Brasil, esse conjunto de intercorrências pode ocorrer em pelo menos 1% das pacientes com implantes mamários, em qualquer momento após a cirurgia. Entre as mais relevantes, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Contratura capsular,</strong> que é a complicação mais comum a longo prazo e ocorre quando a cápsula que se forma naturalmente ao redor do implante se contrai e endurece, deixando a mama mais firme, dolorida ou com aparência alterada.</li>



<li><strong>Ruptura e extravasamento do gel,</strong> em que o implante pode se romper devido ao desgaste natural com o tempo, compressões durante mamografias, traumas ou manuseio cirúrgico. No caso do silicone, a ruptura costuma ser silenciosa, o que torna o acompanhamento por imagem essencial.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/seroma-apos-cirurgia/"><strong>Seromas</strong></a> e hematomas, que correspondem ao acúmulo de líquido ou sangue ao redor do implante, mais comuns no pós-operatório imediato, mas que também podem surgir posteriormente.</li>



<li><strong>Infecções, </strong>que podem ocorrer dias após a cirurgia ou, mais raramente, anos depois. Eventualmente, costuma exigir a remoção do implante.</li>



<li><strong>Alterações de sensibilidade, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/assimetria-focal/">assimetria,</a> visibilidade e ondulações, que agrupam mudanças na sensibilidade do mamilo ou da mama, diferenças entre os dois lados, ou o implante tornando-se perceptível ou visível sob a pele.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, <strong>quanto mais tempo o implante permanece no corpo, maior a chance de algum desses problemas exigir uma nova cirurgia.</strong> Ela pode ser feita com ou sem substituição do dispositivo.</p>



<p class="leia wp-block-paragraph">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/possibilidades-da-reconstrucao-mamaria-com-proteses-ou-expansores-teciduais">Entenda as possibilidades da reconstrução mamária com próteses ou expansores teciduais</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as complicações consideradas raras, mas relevantes (como a BIA-ALCL, entre outras)?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora pouco frequentes, algumas complicações associadas às próteses mamárias ganharam destaque nos últimos anos por seu impacto na saúde e por motivarem mudanças regulatórias importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mais conhecida é o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-associado-a-implantes/" target="_blank" rel="noopener">linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário (BIA-ALCL)</a>. Ele é um <strong>tipo raro de linfoma de células T (componentes do sistema imune)</strong> que se desenvolve no tecido cicatricial ou no líquido ao redor do implante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco está associado principalmente a implantes de superfície texturizada, especialmente os macrotexturizados. Tal característica já motivou um <em>recall </em>pela FDA em 2019 para uma linha específica de implantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.plasticsurgery.org/patient-safety/breast-implant-safety/bia-alcl-summary/patient-advisory" target="_blank" rel="noopener">Sociedade Norte-Americana de Cirurgiões Plásticos</a>, a probabilidade de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama/" target="_blank" rel="noopener">mulher com esses implantes </a>desenvolver o BIA-ALCL oscila entre uma chance em 355 e uma chance em 30.000.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra condição que tem ganhado espaço no debate é a BII, ou &#8220;<a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/" target="_blank" rel="noopener">doença do silicone</a>&#8220;. O termo é usado para descrever um conjunto de sintomas sistêmicos como fadiga persistente, dores articulares e musculares, névoa mental, queda de cabelo e problemas gastrointestinais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria FDA reconhece que recebe relatos desses sintomas em pacientes com implantes de silicone e salina, embora a origem ainda não esteja totalmente esclarecida. Em parte dos casos relatados na literatura, a remoção do implante sem substituição esteve associada à melhora dos sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda outros achados raros, como carcinoma espinocelular (CEC), outros tipos de linfoma além do BIA-ALCL e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/angiossarcoma-mama/" target="_blank" rel="noopener">sarcomas</a> identificados na cápsula ao redor de implantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, existe um debate contínuo sobre a possível associação entre implantes e o desenvolvimento de quadros autoimunes, conhecida como síndrome ASIA (Síndrome Autoimune Induzida por Adjuvantes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das preocupações, as <a href="https://wjps.ir/article-1-1447-en.html" target="_blank" rel="noopener">evidências disponíveis não permitem apontar uma relação definitiva</a>. A avaliação deve sempre ser individualizada e baseada em histórico clínico e sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como devem ser as estratégias de prevenção e acompanhamento para quem tem ou deseja colocar implantes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como quase tudo que envolve saúde, não existe uma solução única para prevenir tais riscos. Contudo, algumas medidas são efetivas para diminuir o perigo e identificar complicações precocemente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Escolha informada do tipo de implante:</strong> discutir com o cirurgião as diferenças entre implantes lisos e texturizados, e entre silicone e salina, considerando o perfil de risco de cada um.</li>



<li><strong>Acompanhamento de imagem regular: </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/">ressonâncias magnéticas </a>ou ultrassonografias periódicas são importantes para detectar rupturas silenciosas;</li>



<li><strong>Atenção a sinais de alerta:</strong> inchaço persistente, dor localizada, assimetria nova, nódulos palpáveis ou endurecimento da mama merecem avaliação médica imediata.</li>



<li><strong>Cuidado redobrado durante exames de imagem:</strong> informar sempre a equipe de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamografia/">mamografia </a>sobre a presença de implantes, já que a compreensão durante a avaliação pode, em casos raros, favorecer rupturas.</li>



<li><strong>Evitar procedimentos não recomendados:</strong> técnicas como a capsulotomia fechada (pressão manual para &#8220;quebrar&#8221; a cápsula, abordagem considerada defasada) são desaconselhadas pelos especialistas por aumentarem o risco de ruptura.</li>



<li><strong>Acompanhamento de sintomas sistêmicos</strong>, como fadiga persistente, dores articulares ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-acupuntura-cancer-mama/">névoa mental.</a></li>



<li><strong>Reavaliação periódica</strong>, mesmo sem queixas: como os implantes não são permanentes, consultas de rotina ajudam a monitorar a integridade do dispositivo, permitindo decisões apropriadas sobre eventual troca ou remoção.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, conhecer os riscos das próteses mamárias de silicone não significa que elas sejam, em si, perigosas para a maioria das pacientes. <strong>Todavia, eles certamente exigem acompanhamento contínuo</strong>. Então, conversar abertamente com o cirurgião sobre o tema é a melhor forma de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/" target="_blank" rel="noopener">aproveitar os benefícios do procedimento </a>com segurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para continuar lendo sobre o assunto, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/" target="_blank" rel="noopener">confira agora como funciona o procedimento para a retirada das próteses de silicone.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Pesquisa piloto mostra potencial de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[caneta emagrecedora]]></category>
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		<category><![CDATA[gordura corporal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por estratégias que possam atuar na prevenção de tumores nas mamas ganhou um novo capítulo, trazido pelos resultados de um estudo piloto apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS). A pesquisa investigou o uso de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama. A substância escolhida foi a tirzepatida, popularizada como [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A busca por estratégias que possam atuar na prevenção de tumores nas mamas ganhou um novo capítulo, trazido pelos resultados de um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS3-01-28/773623/Abstract-PS3-01-28-Effects-of-6-Months-of?searchresult=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo piloto apresentado na edição de 2025 do </u><em><u>San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS). </u></em></a>A pesquisa investigou o uso de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A substância escolhida foi a tirzepatida, popularizada como princípio ativo do Mounjaro, em um grupo de mulheres com obesidade e risco elevado para a doença. Os achados sugerem que tal recurso pode se tornar uma ferramenta relevante no futuro, ao demonstrar melhora em biomarcadores associados à probabilidade de desenvolvimento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, cabe compreender como a obesidade influencia esse cenário e entender qual o potencial desses medicamentos para contornar essa situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma a obesidade está associada a uma maior chance de desenvolver o câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, a relação entre excesso de peso e câncer de mama já é bem conhecida pela comunidade médica. Por trás dessa relação, há mecanismos biológicos complexos que explicam como o tecido adiposo pode criar um ambiente favorável para o desenvolvimento do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.sbemsp.org.br/obesidade-e-cancer-de-mama-os-3-mecanismos-por-tras-desta-relacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)</u></a> destaca que isso pode acontecer por meio de várias vias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produção excessiva de estrogênio, uma vez que as células de gordura são capazes de produzir e secretar hormônios, funcionando muitas vezes como um combustível que estimula a multiplicação descontrolada das células cancerígenas.</li>



<li>Inflamação crônica, normalmente associada a um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadro de desarranjo metabólico</u></a>, o que pode igualmente causar danos ao DNA das células, abrindo caminho para o surgimento do câncer.</li>



<li>Resistência à insulina, situação em que as células do corpo perdem a sensibilidade a esse hormônio, desencadeando mecanismos que podem favorecer a proliferação de células malignas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse corpo de evidências robustas sobre a relação entre obesidade e câncer de mama caminha junto a indícios que mostram como a gordura corporal influencia na evolução da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo publicado em 2023, no periódico <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-023-39996-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Nature Communications</u></em></a>,<a href="https://www.nature.com/articles/s41467-023-39996-z"></a>aprofundou essa compreensão ao investigar amostras de tumores de mais de 2 mil mulheres. A pesquisa revelou que pacientes com obesidade apresentavam, em suas células tumorais, mais indicadores de inflamação e um número maior de mutações genéticas em comparação com mulheres de peso adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, essas alterações no código genético influenciavam a forma como o tumor se comportava e se disseminava. Logo, elas sugerem que o excesso de peso pode não apenas aumentar o risco de surgimento da doença, mas também influenciar suas características biológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual pode ser o papel das canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tirzepatida, vale lembrar, é aprovada para o tratamento da obesidade e do diabetes. O objetivo do estudo em questão foi verificar a viabilidade de um ensaio clínico para observar mudanças em marcadores de risco para o câncer de mama em um intervalo de seis meses de uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram 23 mulheres, entre 35 e 64 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 anos e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tp53-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chance maior de desenvolver a doença do que a média da população</u></a>. Antes e depois da intervenção, elas realizaram exames como mamografia, tomografia de corpo inteiro, aspiração de células mamárias e exames de sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medicamento começou com doses menores, que foram sendo aumentadas ao longo do tempo. Ao final, 12 mulheres completaram o esquema proposto no estudo. Entre elas, foram observados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Perda média de 15% do IMC;</li>



<li>Redução de 19% de gordura visceral, que é o tecido adiposo acumulado no abdômen, envolvendo órgãos vitais como fígado e intestinos, e está associada a uma maior chance de disfunções metabólicas;</li>



<li>Redução de 22% de tecido fibroglandular mamário, parâmetro de densidade mamária diretamente associado ao risco de câncer;</li>



<li>Redução de 31% nas estimativas de resistência à insulina.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, foi possível concluir que o estudo era factível, com boa adesão das participantes. Com isso, um teste de maior porte para confirmar benefícios na redução do risco de câncer de mama pode ser justificável em etapas futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que ainda precisa ser mais bem compreendido sobre o efeito desses medicamentos nesses cenários?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, apesar de promissores, os resultados devem ser interpretados com o cuidado que estudos iniciais exigem. Ainda existem lacunas importantes a serem preenchidas antes que esses medicamentos possam ser incorporados como estratégia de prevenção oncológica de rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos é a necessidade de confirmação em estudos maiores, que incluam, se possível, populações mais diversas e avaliem não apenas biomarcadores, mas a incidência real de câncer de mama ao longo do tempo. O estudo atual mediu indicadores substitutos e não, necessariamente, o diagnóstico da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é preciso compreender melhor o perfil de segurança desses medicamentos em mulheres com histórico de câncer ou durante o tratamento oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro trabalho, apresentado também no SABCS 2025,<a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525"><u>apontou que pacientes recebendo</u></a><u><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a></u><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525"><u>terapia endócrina registravam redução relevante de mortalidade com o uso das canetas emagrecedoras,</u></a> mas também apresentavam um volume maior de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais decorrentes do tratamento.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, o estudo piloto representa um avanço importante. Ele reforça que outras intervenções sobre a obesidade podem ter <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>papel relevante na prevenção, </u></a>especialmente para mulheres que têm maior dificuldade em alcançar perda de peso apenas com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mudanças no estilo de vida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os médicos, os achados abrem espaço para uma reflexão mais ativa sobre o manejo do excesso de peso. Para as pacientes a mensagem é que as canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama podem estar no arsenal de alternativas estudadas para controlar tal elemento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba agora qual a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>relação entre álcool e câncer de mama</u></a>, com informações sobre as novas atualizações a respeito do que se sabe dessa associação.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/canetas-emagrecedoras-na-reducao-do-risco-de-cancer-de-mama/">Pesquisa piloto mostra potencial de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Reposição hormonal em pacientes BRCA+: intervenção não aumenta risco de câncer de mama, mostra estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um trabalho apresentado no San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) e subsequentemente publicado no Journal of the National Cancer Institute,no final de 2025, trouxe um achado que pode mudar a forma como médicos e pacientes encaram a reposição hormonal em pacientes BRCA+. Apesar de essa ser uma decisão difícil, os responsáveis pelo estudo sustentam que ela não aumenta o risco [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reposicao-hormonal-em-pacientes-brca/">Reposição hormonal em pacientes BRCA+: intervenção não aumenta risco de câncer de mama, mostra estudo</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um trabalho apresentado no <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the"></a><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS)</u></em></a> <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-01/773035/Abstract-GS3-01-Menopausal-Hormone-Therapy-and-the"></a>e subsequentemente publicado no <a href="https://academic.oup.com/jnci/advance-article-abstract/doi/10.1093/jnci/djaf363/8382248" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the National Cancer Institute</u></em></a>,<a href="https://academic.oup.com/jnci/advance-article-abstract/doi/10.1093/jnci/djaf363/8382248"></a>no final de 2025, trouxe um achado que pode mudar a forma como médicos e pacientes encaram a reposição hormonal em pacientes BRCA+.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de essa ser uma decisão difícil, o<strong>s responsáveis pelo estudo sustentam que ela não aumenta o risco de câncer de mama em mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2</strong>. Além disso, formulações com estrogênio isolado se mostraram associadas a um risco significativamente menor da doença nessa população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para compreender o peso dessa conclusão, é i<strong>mportante entender o contexto em que ela se insere e de que modo esses resultados interferem no dia a dia de médicos e de pacientes.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que a relação entre reposição hormonal e câncer de mama é uma preocupação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão em torno da terapia de reposição hormonal (TRH) e do câncer de mama é antiga. Em 2002, o <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo Women&#8217;s Health Initiative (WHI</u></a>) apontou que a terapia combinada de estrogênio e progestina estava associada a um risco maior de câncer de mama e a riscos mais expressivos de complicações cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso levou à inclusão de alertas nas bulas de produtos hormonais nos Estados Unidos, os chamados &#8220;<a href="https://drabrendadelgado.com.br/reposicao-hormonal-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alertas de caixa preta</u></a>&#8220;. <strong>As advertências só foram reformuladas em 2025, mais de duas décadas depois.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa cautela, embora compreensível à luz dos dados disponíveis na época, acabou privando uma parcela significativa de mulheres de um tratamento eficaz para sintomas que comprometem seriamente a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qualidade-de-vida-cancer-mama/"><u>qualidade de vida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala especificamente em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal em pacientes BRCA+,</u></a> o cenário ganha outra dimensão. Mulheres com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>variante patogênica em BRCA1 ou BRCA2 </u></a>apresentam risco elevado de desenvolver câncer de ovário. Por isso, frequentemente, elas são orientadas a realizar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>retirada bilateral das trompas e dos ovários </u></a>(chamada de salpingo-ooforectomia bilateral) em idade relativamente precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa cirurgia é uma das estratégias de prevenção mais eficazes disponíveis, mas tem um efeito colateral inevitável: ela induz a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa </u></a>precocemente, e essa condição, quando não tratada, traz consequências de longo prazo para a saúde. As mais relevantes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Fogachos intensos;</li>



<li>Alterações gastrointestinais;</li>



<li>Mudanças de humor e disfunção sexual;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Perda de densidade óssea</u></a>;</li>



<li>Prejuízos à saúde cardiovascular;</li>



<li>Redução da capacidade cognitiva.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras: a mesma estratégia que reduz o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>risco de câncer</u></a> pode gerar um conjunto expressivo de consequências. <strong>E, historicamente, o medo de aumentar o risco de câncer de mama impedia o uso da TRH justamente nas mulheres que mais precisariam dela.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">As principais recomendações de contracepção após câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que o estudo diz sobre esse risco em pacientes BRCA+?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho aqui citado inicialmente, conduzido por pesquisadores canadenses e europeus, adotou um método chamado de análise prospectiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos práticos, em vez de simplesmente comparar mulheres que usaram reposição hormonal com mulheres que não usaram de forma aleatória (o que poderia gerar distorções, já que os grupos poderiam ser muito diferentes entre si), <strong>a equipe formou duplas cuidadosamente combinadas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada mulher que usou TRH foi &#8220;emparelhada&#8221; com outra que não usou. Ao mesmo tempo, elas tinham perfis muito semelhantes: mesma faixa de idade, mesma mutação (BRCA1 ou BRCA2) e mesma situação cirúrgica. Isso permite que a comparação seja mais justa e que os resultados reflitam, de fato, o efeito da reposição hormonal. <strong>No fim, foram identificadas 676 duplas de mulheres com média de idade de 43,8 anos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados apontam que o uso de terapia de reposição hormonal não foi associado a aumento do risco de câncer de mama nas mulheres portadoras de mutações em BRCA1 ou BRCA2. Esse efeito se manteve independentemente do tipo específico de mutação carregada pela paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O achado mais expressivo, porém, diz respeito à formulação utilizada. <strong>O uso de TRH com estrogênio isolado foi associado a uma redução de 63% no risco de câncer de mama.</strong> Além disso, entre as 43 mulheres que utilizaram a combinação de estrogênio conjugado e bazedoxifeno (um medicamento da classe dos moduladores seletivos do receptor de estrogênio) nenhum caso de câncer de mama foi observado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em conta na consideração pela reposição hormonal?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os resultados sejam animadores, é fundamental que eles sejam interpretados com cuidado. <strong>Por isso, esse dado não deve ser lido como uma autorização indiscriminada para o uso da TRH em qualquer paciente BRCA+.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro ponto é o histórico oncológico individual. O estudo envolveu mulheres sem histórico prévio de câncer, sem mastectomia bilateral anterior e que se encontravam na menopausa (sendo a maioria delas em menopausa induzida cirurgicamente).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, os achados não se aplicam, por exemplo, as mulheres que já receberam <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>diagnóstico de câncer de mama,</u></a> especialmente tumores positivos para receptores hormonais, situação em que a TRH sistêmica continua sendo contraindicada pelas principais sociedades médicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo ponto é a formulação. Os dados sugerem que nem toda reposição hormonal carrega o mesmo perfil de risco. A escolha da composição deve ser discutida caso a caso, levando em conta o histórico da paciente, se ela ainda possui útero e quais sintomas precisam ser manejados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse sentido, o novo estudo é um passo relevante para reforçar a conversa sobre a reposição hormonal em pacientes BRCA+.</strong> Conduzir esse diálogo com base em dados e respeito à singularidade de cada caso é tanto possível quanto necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça agora avanços que<a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> </u></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/"></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>representam novas alternativas de tratamento não hormonal para as ondas de calor da menopausa</u></a>.</p>
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		<title>Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Quimioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estágios do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Mammaprint]]></category>
		<category><![CDATA[Oncotype DX]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos. Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a <strong>quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a biologia da doença e <strong>determinar quais pacientes realmente se beneficiarão dos medicamentos</strong>, permitindo uma abordagem individualizada com maior precisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que define um câncer de mama em estágio inicial?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>câncer de mama em estágio inicial</u></a>, estamos nos referindo, grosso modo, aos <strong>estágios 0, I e II da doença</strong>. Nessas fases, o tumor ainda está restrito à mama ou, no máximo, atingiu poucos linfonodos próximos. Como destaca a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/stages-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer,</u></a> esses casos apresentam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estágio 0: as células cancerígenas permanecem confinadas aos ductos mamários, sem capacidade de invasão de outros tecidos.</li>



<li>Estágio I: tumores de até 2 centímetros que não se espalharam para os linfonodos.</li>



<li>Estágio II: o tumor pode medir entre 2 e 5 centímetros ou ter comprometido alguns linfonodos axilares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora forneçam informações importantes, <strong>cabe ressaltar sempre que o estadiamento, por si só, não determina a necessidade de quimioterapia. </strong>A biologia tumoral (ou seja, as características moleculares do câncer) desempenha papel decisivo nessa escolha, como destacamos no tópico seguinte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que a biologia do tumor é tão importante quanto seu tamanho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todos os cânceres de mama se comportam da mesma forma. Existem diferentes subtipos moleculares, <strong>cada um com características próprias que influenciam tanto o prognóstico quanto a resposta ao tratamento</strong>. As diferenciações englobam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tumores luminais A e B, que são positivos para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e negativos para HER2.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2-positivo</u></a>, onde há presença aumentada da proteína HER2, que estimula o crescimento celular.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>Triplo-negativo, </u></a>que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona ou HER2. Tende a ser mais agressivo e não responde a diversas opções de tratamentos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Num exemplo bastante resumido, a classificação molecular poderia indicar que um tumor pequeno e triplo negativo pode demandar tratamento quimioterápico, enquanto um tumor Luminal A de tamanho similar, porém de baixo risco, pode prescindir dessa modalidade sem prejuízo para o bem-estar da paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais benefícios a quimioterapia pode oferecer no estágio inicial do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal finalidade de regimes quimioterápicos adjuvantes (realizados depois da cirurgia) ou neoadjuvantes (antes da cirurgia) é <strong>eliminar células tumorais que possam ter se espalhado para além da mama, mas não sejam detectáveis em exames de imagem.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o que os médicos chamam de tratamento sistêmico, que aumenta as chances de recuperação ao mesmo tempo em que reduz o risco de recidiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a quimioterapia também pode causar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/"><u>efeitos colaterais significativos</u></a>. Os mais relevantes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Náuseas.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo.</u></a></li>



<li>Fadiga.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia </u></a>e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u>constipação intestinal.</u></a></li>



<li>Feridas na boca.</li>



<li>Neuropatias periféricas.</li>



<li>Maior suscetibilidade a infecções.</li>



<li>Impactos na fertilidade.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/"><u>Disfunções cardiovasculares.</u></a></li>



<li>Comprometimento da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>satisfação sexual.</u></a></li>



<li>Alterações cognitivas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>quando um tumor tem baixo risco</strong> (em geral, por conta da proliferação celular mais lenta e resposta a outros tratamentos), <strong>pode haver pouco benefício na adição da quimioterapia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações, evitá-la significa poupar a paciente de efeitos adversos desnecessários sem comprometer o resultado oncológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel dos testes de assinatura genômica na decisão sobre quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para determinar com maior precisão quais pacientes realmente precisam de quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama, a medicina dispõe de testes que analisam a expressão de múltiplos genes no tecido tumoral.<strong> Os principais testes disponíveis no Brasil são o Oncotype DX e o MammaPrint.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Oncotype DX</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Avalia a expressão de 21 genes e gera um escore de recorrência que varia de 0 a 100 para prever o risco de o câncer retornar nos próximos 10 anos e indica o benefício potencial da quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1804710" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo sobre o tema </u></a>apontou que cerca de <strong>70% das mulheres com escore intermediário</strong> (entre 11 e 25) podem ser poupadas da quimioterapia com segurança, especialmente se tiverem mais de 50 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>MammaPrint</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Analisa 70 genes e classifica os tumores em dois grupos: baixo risco ou alto risco de recorrência. Diferentemente do Oncotype DX, pode ser aplicado em qualquer tipo de câncer de mama invasivo de estágio inicial (I ou II), independentemente do status hormonal ou HER2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicação do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602253" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>New England Journal of Medicine </u></a>mostra que o <strong>recurso permite evitar quimioterapia em cerca de 46% das mulheres com alto risco clínico, mas baixo risco genômico</strong>, mantendo taxas de sobrevivência consideráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é descalonamento e por que ele vem se tornando uma abordagem cada vez mais adotada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso converge para o fato de que a oncologia tem adotado cada vez mais o conceito de descalonamento terapêutico, uma estratégia que visa utilizar o tratamento mínimo necessário para alcançar a cura. Esse conceito se aplica não apenas à quimioterapia, mas também à cirurgia e à <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">radioterapia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto do câncer de mama em estágio inicial, o descalonamento pode apontar para abordagens tais quais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dispensar a quimioterapia quando os testes genômicos indicam baixo risco de recorrência.</li>



<li>Reduzir o número de ciclos ou a intensidade da quimioterapia, com regimes mais curtos.</li>



<li>Optar por <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora-e-mastopexia-quando-sao-indicada/"><u>cirurgias conservadoras sempre que possível, </u></a>preservando a mama sem comprometer a segurança oncológica.</li>



<li>Evitar o esvaziamento axilar completo em pacientes com poucos linfonodos comprometidos, realizando apenas a biópsia do linfonodo sentinela.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>descalonamento não significa subestimar a doença e nem dizer que a quimioterapia é inútil, mas sim tratá-la de forma inteligente e individualizada</strong>. O norte para a tomada de decisão envolve um equilíbrio delicado entre segurança e qualidade de vida, que deve ser alcançado por meio de um diálogo aberto entre médicos e pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quem recebeu um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial deve buscar consultar o especialista sobre a necessidade de testes genômicos e sobre as diferentes opções de tratamento disponíveis para o seu caso específico. <strong>A decisão compartilhada, baseada em informações precisas e atualizadas, é sempre o modo mais eficiente de enfrentar a doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o mapeamento das <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas dos tumores de mama através dos testes disponíveis,</u></a> leia este outro conteúdo disponível por aqui.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/">Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da relação entre reposição hormonal e câncer de mama, as novas informações devem ser encaradas com cautela [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da <strong>relação entre reposição hormonal </strong>e câncer de mama, <strong>as novas informações devem ser encaradas com cautela por médicos e pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reconhece que os<strong> benefícios de abordagens para repor hormônios superam os riscos para a maioria das mulheres saudáveis</strong>. Contudo, para mulheres com histórico oncológico, essa é uma atualização que merece atenção especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que o FDA decidiu sobre os alertas em medicamentos de terapia hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro de 2025, após mais de duas décadas, o <a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/hhs-advances-womens-health-removes-misleading-fda-warnings-hormone-replacement-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>FDA removeu os chamados “alertas de caixa preta” de diversos produtos contendo estrogênio</u></a>. <strong>Eles são, em certa medida, equivalente à tarja preta nos medicamentos vendidos no Brasil.</strong> Sua inserção é obrigatória quando medicamentos apresentam riscos significativos à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais avisos foram implementados em 2003. Isso foi resultado de <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo conduzido Women&#8217;s Health Initiative (WHI)</u></a>, que sugeriram que a terapia hormonal combinando estrogênio e progesterona aumentava certos riscos. Os mais relevantes apontados envolviam riscos cardiovasculares, câncer de mama e demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a avaliação de novas evidências, <strong>os rótulos deixam de conter as advertências relacionadas a essas consequências,</strong> inclusive nas abordagens sistêmicas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal</u></a>. A agência também removeu completamente os alertas dos produtos de estrogênio vaginal de baixa dose. A razão é que, nesses casos, somente quantidades mínimas são absorvidas para a corrente sanguínea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a <strong>entidade norte-americana manteve o alerta para câncer de endométrio em produtos que contêm apenas estrogênio.</strong> Normalmente, eles são destinados a mulheres que já passaram por uma histerectomia (cirurgia de remoção do útero).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que isso significa na prática (inclusive para as pacientes brasileiras)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/2273-febrasgo-comemora-decisao-do-fda-sobre-retirada-de-advertencias-em-medicamentos-hormonais-para-menopausa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</u></a> manifestou apoio à decisão. Ela reconheceu que a novidade pode ajudar a desmistificar aspectos sobre o tema e permitir que mais mulheres acessem tratamentos adequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remoção dos alertas reflete uma compreensão mais precisa dos riscos e benefícios da terapia hormonal. Se prescrita adequadamente, os benefícios dessa abordagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alívio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fogachos e suores noturnos,</a> um incômodo comum no climatério/menopausa;</li>



<li>Ampliação da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>satisfação sexual</u></a>, graças ao alívio do ressecamento vaginal e da dor durante as relações sexuais;</li>



<li>Prevenção de fraturas ósseas e de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadros de osteoporose</u></a>;</li>



<li>Diminuição das oscilações de humor, de sintomas ansiosos, de queixas para dormir e do declínio cognitivo;</li>



<li>Redução do risco de complicações cardiovasculares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tais benefícios podem ser maiores ou menores, dependendo do momento escolhido para a introdução da intervenção visando repor os hormônios. O<strong> próprio FDA reconhece que os benefícios tendem a ser maiores que eventuais riscos dentro de dez anos após o início da menopausa</strong> (e geralmente antes dos 60 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que mulheres que já tiveram câncer de mama precisam saber sobre a reposição hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da remoção dos alertas gerais, <strong>de modo geral a terapia hormonal sistêmica permanece desaconselhável para mulheres com histórico de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.asco.org/news-initiatives/policy-news-analysis/statement-HHS-revision-black-box-warning" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)</u></a> emitiu um comunicado esclarecendo que, embora a mudança do FDA seja positiva para indivíduos saudáveis, ela não se aplica em determinados contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o órgão, “a terapia sistêmica de reposição hormonal continua sendo contraindicada para pessoas que já tiveram câncer de mama, <strong>particularmente aquelas com doença positiva para </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>receptores hormonais</strong></u></a><strong>, ou outros tipos de câncer que respondem ao estrogênio</strong> (por exemplo, certos cânceres ginecológicos), devido ao aumento do risco de recorrência do câncer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos como o <a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/100/7/475/918680?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ensaio clínico HABITS, publicado no Journal of the National Cancer Institute</u></a>, reforçam essa cautela. Essa avaliação, inclusive, foi interrompida prematuramente devido a preocupações com o aumento de novos eventos de câncer de mama no grupo que recebia terapia hormonal. No fim, os dados mostraram um risco pouco mais de duas vezes maior de recorrência do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da abordagem individualizada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, para quem já superou um câncer de mama ou mesmo convive com um risco maior de ter a doença (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>por conta de mutações nos genes BRCA</u></a>, por exemplo), a mensagem que continua valendo é: cada caso é único e requer avaliação cuidadosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que <strong>mulheres com histórico da doença mantenham um diálogo aberto</strong> com seus <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologistas</u></a>, oncologistas e ginecologistas para tomar decisões informadas que equilibrem qualidade de vida sem ignorar o risco de que a doença retorne. Nesse sentido, paciente e especialistas podem considerar, entre outros caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Alternativas não hormonais </u></a>(inclusive com avanços recentes, graças a substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant, destinados a amenizar os fogachos).</li>



<li>Medidas destinadas a combater sintomas específicos e que oferecem absorção sistêmica mínima (como o caso de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cremes vaginais com estrogênio</u></a>).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a remoção do alerta sobre a possível conexão entre reposição hormonal e câncer de mama (e outros riscos) não significa abrir mão da precaução. No entanto, <strong>a atualização pode respaldar e orientar conversas sobre as abordagens disponíveis para cada mulher nessa fase da vida</strong>, respeitando sempre seu histórico de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o impacto da menopausa na saúde feminina e quais os sinais de que esse marco na vida reprodutiva está chegando,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acesse esse outro conteúdo sobre o tema que já foi pauta aqui no blog.</u></a></p>
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		<title>BRCA e contraceptivo hormonal: o que o novo estudo mostra sobre o risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 15:48:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[BRCA 1 e 2]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[contraceptivos hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[pílula anticoncepcional]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de 70% das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação. Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A relação entre BRCA e risco de câncer de mama é relativamente bem estabelecida. Estima-se que cerca de <strong>70% </strong><strong>das mulheres com a mutação em uma das cópias desse gene desenvolverão um tumor mamário</strong> em algum momento da vida. Porém, outros fatores também interferem nessa equação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi pensando nisso que pesquisadores de centros de pesquisa na Austrália analisaram os dados e concluíram que essas mulheres podem apresentar um aumento proporcional de risco de até 3% ao ano <strong>devido ao uso</strong><strong> de métodos contraceptivos orais baseados em hormônios</strong> (como as pílulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados foram publicados em outubro de 2024 no <a href="https://ascopubs.org/doi/pdfdirect/10.1200/JCO.24.00176" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Journal of Clinical Oncology.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A relação entre mutações no gene BRCA e câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>genes BRCA têm como função controlar a multiplicação de DNA danificado</strong> durante a reprodução celular. Assim, células com defeito são eliminadas, evitando que o erro no material genético se propague pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, eles são conhecidos como genes supressores de tumores. Todo mundo tem uma dupla dos genes BRCA (o 1 e o 2), com uma cópia herdada da mãe e a outra do pai.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria das pessoas, essa é uma informação que não faz muita diferença no dia a dia. Contudo, algumas pessoas carregam desde o nascimento uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u>mutação</u></a> (ou seja, uma versão alterada) do gene. Como consequência, ele não cumpre seu papel conforme esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas mulheres, quando isso acontece, <strong>cresce o risco de desenvolver um câncer de mama </strong>e nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ovários.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal alteração é <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>identificável por meio de testes genéticos.</u></a> Com os resultados em mãos, um médico pode orientar sobre as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>med</u></a><u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">i</a></u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>das profiláticas disponíveis </u></a>para amenizar o risco aumentado de desenvolver um tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, <strong>a escolha dos métodos contraceptivos adequados para as mulheres que não querem engravidar é um ponto importante</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Saiba mais:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Entenda a influência dos genes BRCA no câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O risco oferecido pelas pílulas contraceptivas nessas circunstâncias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é de hoje que se sabe que o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> uso de contraceptivos hormonais</u></a> potencialmente eleva em alguma medida a chance de um câncer de mama nas mulheres como um todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, levando em conta somente o grupo com mutação BRCA, as evidências ainda não são muito claras. Além disso, não se sabe qual seria o tamanho desse impacto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer essa relação, os pesquisadores analisaram dados combinados de quatro estudos anteriores, abrangendo <strong>3.882 mulheres com mutação no gene BRCA1 e 1.509 com alteração no BRCA2, </strong><strong>sem câncer prévio. </strong>Em seguida, foi possível constatar que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>53% das mulheres com mutações no gene BRCA1 e 71% daquelas com alteração no gene BRCA2 haviam usado contraceptivos hormonais (pílulas, dispositivos intrauterinos, implantes, etc.) por pelo menos um ano;</li>



<li>durante o período de acompanhamento (que variou ao longo da amostra), 488 mulheres com mutação no BRCA1 e 191 com mutação no gene BRCA2 receberam um diagnóstico de câncer de mama.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao analisar as mulheres que tiveram câncer de mama, <strong>foi possível notar que aquelas que utilizaram um método contraceptivo hormonal tinham mais chance de estar nesse grupo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como medida disso, <strong>os autores apontam que a elevação do risco poderia ser de até 29% nas pacientes com alteração no gene BRCA1</strong>. No sentido oposto, não foi possível estabelecer tal vínculo no grupo com mutações no gene BRCA2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na população geral, anticoncepcionais hormonais já são associados a um <strong>aumento relativo do risco de tumor que varia entre 20 e 30%</strong>. Ou seja: o estudo sugere que em pacientes com alterações no gene BRCA1 a <strong>tendência é semelhante</strong>, mas o impacto <strong>absoluto</strong> é maior porque o risco de base já é mais alto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, o <strong>estudo mostra que o risco aumenta de acordo com o tempo em que se opta por essas formas de contracepção</strong>. Como exemplo, ele pode ser de 51% para uma mulher que nunca usou contraceptivo hormonal e alcançar 67% numa pessoa que adotou tal método por pelo menos 15 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes devem levar em consideração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de generalizar qualquer conclusão, vale ponderar as limitações do estudo. Entre as mais relevantes estão a sua natureza observacional e a reunião de poucas pacientes com período de uso do contraceptivo oral por mais de 15 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, havia dados incompleto sobre o método de contracepção utilizado em parte das voluntárias. Desse modo, os efeitos podem estar sub ou superestimados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, mais avaliações são necessárias para entender melhor de que forma os contraceptivos hormonais associados às mutações BRCA interferem no risco de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, tal constatação não deve ser encarada como uma contraindicação absoluta para o uso dessas alternativas. Todavia, os dados apresentados podem ser um ponto importante na escolha dos métodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na dúvida, a melhor alternativa é falar com o médico. <strong>O profissional pode esclarecer os prós e contras de cada opção</strong> e orientar sobre quais delas podem oferecer mais <strong>segurança, comodidade e eficiência.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Complementariamente, diante do vínculo da mutação BRCA e o risco de câncer de mama, o <strong>contato constante junto ao especialista é indispensável para recomendações personalizadas e o acompanhamento adequado.</strong> Isso pode facilitar a adoção de medidas de prevenção e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>agilizar um eventual diagnóstico precoce.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A contracepção depois de um câncer de mama também pode levantar dúvidas, então vale a pena saber mais sobre o tema com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>esse outro conteúdo aqui do blog.</u></a></p>
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		<title>Álcool e câncer de mama: o que as novas atualizações dizem sobre os riscos dessa associação?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Mar 2025 11:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[bebidas alcoólicas]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fator de risco]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção do câncer]]></category>
		<category><![CDATA[risco de câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não é de hoje que existem evidências que vinculam o álcool ao câncer de mama. A ingestão de bebidas alcoólicas está associada a um risco adicional para o desenvolvimento de uma série de tipos de tumor, incluindo os que afetam os seios. A Associação Americana de Pesquisa do Câncer e outros órgãos de saúde já alertavam que o consumo dessa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Não é de hoje que existem evidências que vinculam o álcool ao câncer de mama. <strong>A ingestão de bebidas alcoólicas está associada a um risco adicional para o desenvolvimento de uma série de tipos de tumor</strong>, incluindo os que afetam os seios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Associação Americana de Pesquisa do Câncer e outros órgãos de saúde já <a href="https://www.aicr.org/cancer-prevention/recommendations/limit-alcohol-consumption/#overview-top-tips" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alertavam que o consumo dessa substância era o terceiro maior fator de risco para o desenvolvimento de um câncer</u></a>, ficando atrás apenas do tabagismo e do<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/"><u> excesso de peso.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais recentemente, o <a href="https://www.hhs.gov/surgeongeneral/reports-and-publications/alcohol-cancer/index.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alerta foi reforçado pelo cirurgião-geral dos Estados</u></a> (uma das principais autoridades de saúde pública do país), que <strong>reafirmou como o uso de álcool é um dos principais fatores de risco evitáveis para a doença.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como o álcool pode aumentar o risco de câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É consenso entre pesquisadores e órgãos de saúde pública que o álcool é uma substância carcinogênica. Em outras palavras, isso significa que a <strong>exposição a ele tem o potencial de elevar o risco do desenvolvimento de neoplasias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as evidências também apontam que quanto mais álcool uma pessoa consome, maior a chance de ter a doença no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.iarc.who.int/wp-content/uploads/2018/07/WCR_2014_Chapter_2-3.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (conhecida como IARC</u></a>), desde meados do século XX já se conhece a relação entre o consumo de álcool e tumores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos conduzidos ao longo das décadas reforçam essa associação, principalmente em tumores de boca, laringe, faringe, esôfago, fígado, cólon, reto e mamas. São <strong>vários os mecanismos que fazem com que o álcool aumente a chance de desenvolver um tumor, incluindo:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o metabolismo do álcool dentro do organismo. Ele é convertido em acetaldeído, um agente químico que faz com que as células sofram alterações danosas em seu material genético. A longo prazo, isso provocaria o quadro de câncer;</li>



<li>o consumo de álcool favorece a geração de radicais livres, que acentuam o estresse oxidativo e danificam o DNA celular;</li>



<li>o aumento a exposição a outros carcinogênicos (como aqueles provenientes do tabaco, que se dissolvem no álcool e são absorvidos com mais facilidade);</li>



<li>o prejuízo na absorção de determinados nutrientes essenciais para a saúde (como ácido fólico, vitaminas do complexo B como o folato, vitamina C, vitamina E e carotenoides) e o acréscimo do nível de estrogênio.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/"><u>Síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Os alertas das novas recomendações apresentadas em 2025</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.hhs.gov/sites/default/files/oash-alcohol-cancer-risk.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>documento de 22 páginas emitido no começo de janeiro de 2025</u></a> pelo cirurgião-geral norte-americano reafirma o conjunto de evidências já disponíveis sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autoridade reforça, por exemplo, que só naquele país o consumo de álcool contribui anualmente para 100 mil casos de câncer e 20 mil mortes (<strong>mais do que a quantidade de incidentes fatais decorrentes de acidentes de trânsito causados por motoristas alcoolizados</strong>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Considerando exclusivamente os episódios de câncer de mama, <a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.3322/caac.21858" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>as estimativas de um estudo de 2019</u></a> listado na atualização mostram que mais de 44 mil casos desse tipo de tumor estão vinculados ao álcool.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, as bebidas alcoólicas representam um fator de risco maior para tumores mamários do que para qualquer outra lesão maligna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, diante desse cenário, foram elaboradas as seguintes recomendações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a <strong>inclusão de alertas nos rótulos de bebida</strong>, destacando como seu consumo aumenta a chance de ter um câncer;</li>



<li>a <strong>revisão sobre as quantidades consideradas &#8220;seguras&#8221; para utilização da substância</strong>, que hoje estão em uma dose por dia para mulheres e duas para homens;</li>



<li>a implementação <strong>de campanhas de conscientização</strong>, destacando como a bebida é um fator de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u> risco modificável para a doença.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A lista de orientações também inclui sugestões para que médicos esclareçam aos seus pacientes tais informações e procurem avaliar a relação de cada um deles com a substância.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As estratégias para escolhas mais conscientes</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser difícil eliminar completamente a ingestão de bebidas alcoólicas, pois elas estão quase sempre relacionadas a momentos de interação social, diversão e relaxamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, <strong>qualquer diminuição no consumo de álcool se mostra positiva na redução do risco de desenvolver um câncer.</strong> Como referência, uma dose de bebida alcoólica equivale a uma:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>lata de cerveja ou chope (350 ml);</li>



<li>lata ou garrafa pequena de bebidas tipo ice (275 ml);</li>



<li>taça de vinho (90 ml);</li>



<li>dose de bebida destilada (90 ml).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desses números, avalie substituir ou alternar a bebida por opções não alcoólicas. Separar dias da semana para não beber também é uma medida interessante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, acompanhe como se dá sua relação com o álcool e procure ajuda quando necessário. Além do câncer, <strong>o consumo excessivo de bebidas está associado a uma série de outros impactos psicossociais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já durante um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tratamento oncológico</u></a><strong>, o ideal é abster-se do consumo de álcool,</strong> pois a ingestão de bebidas pode afetar a metabolização dos medicamentos prescritos pelo médico. Vale discutir com o profissional que faz o acompanhamento a segurança de beber não só durante as terapias, mas também depois da sua finalização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, a cada dia a relação entre álcool e câncer de mama fica mais bem estabelecida. Mas não basta condenar qualquer comportamento ou colocar medo diante de uma doença que gera tanto estigma<strong>: é preciso ressaltar como esse hábito se associa com o desenvolvimento de um tumor para que cada um faça escolhas mais inteligentes em prol da própria saúde</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e confira<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u> mais informações sobre alguns dos principais mitos e verdades sobre o câncer de mama.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/">Álcool e câncer de mama: o que as novas atualizações dizem sobre os riscos dessa associação?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Uso de “chip da beleza”: as reais aplicações e os possíveis riscos para a saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jan 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[implante hormonal manipulado]]></category>
		<category><![CDATA[procedimento estético]]></category>
		<category><![CDATA[riscos à saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Já em destaque na mídia há algum tempo, o dispositivo que ficou conhecido como &#8220;chip da beleza&#8221; voltou a chamar atenção no final de 2024. Isso aconteceu em virtude do aumento das restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade reguladora estabeleceu medidas rigorosas para combater o uso irregular desses implantes hormonais manipulados devido aos relatos frequentes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Já em destaque na mídia há algum tempo, o dispositivo que ficou conhecido como &#8220;chip da beleza&#8221; voltou a chamar atenção no final de 2024. Isso aconteceu em virtude do <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2024/implantes-hormonais-novas-medidas-vao-impor-mais-rigor-a-manipulacao" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>aumento das restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A entidade reguladora estabeleceu medidas rigorosas para combater o <strong>uso irregular desses implantes hormonais manipulados </strong>devido aos relatos frequentes de complicações associadas, conforme alertado por <a href="https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2023/12/Carta-das-Sociedades-Medicas-a-ANVISA.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>diversas entidades médicas em todo o país.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Afinal, como e por que os chips de beleza ganharam tanta popularidade?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O que vem sendo chamado de chip da beleza não tem necessariamente relação com qualquer inovação tecnológica do mundo da informática ou dos cosméticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, os chamados “chips da beleza” são i<strong>mplantes hormonais feitos de silicone colocados abaixo da pele</strong>, próximo à camada de gordura, em regiões como glúteos, braços ou abdômen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, eles combinam <strong>de maneira inadequada mais de um hormônio ou substância química (</strong>incluindo estosterona, gestrinona, ciproterona, oxandrolona, progesterona, ocitocina, NADH, entre outras),cuja composição específica é supostamente alinhada às necessidades individuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses implantes hormonais, que são utilizados há várias décadas, prometem soluções para problemas estéticos e hormonais, mas carecem de evidências robustas obtidas com estudos de Nível I e Nível II que comprovem sua segurança e eficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que existem são apenas alguns estudos descritivos associados a vieses que comprometem a validade dos resultados apresentados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por menos, <u>publicação na <em>Endocrine News</em></u> alerta justamente para os riscos associados a essas terapias manipuladas, apontando a falta de evidências robustas e destacando o uso inadequado desses tratamentos em busca de soluções milagrosas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As promessas, indevidas, sustentam que tais recursos auxiliam no aumento de massa muscular, perda de peso, combate ao envelhecimento e elevação da capacidade sexual, entre várias afirmações sem qualquer respaldo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fator que contribuiu com a popularização do tema é a abordagem agressiva, sobretudo nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de proibida qualquer apologia e prescrição de hormônios para fins estéticos e de aprimoramento de performance, essa<strong> divulgação envolve quase sempre profissionais de saúde sem a devida qualificação</strong> (médicos sem especialidade cadastrada ou mesmo biomédicos e farmacêuticos), junto de custos muito elevados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o uso desse dispositivo pode ser tão arriscado para a saúde?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Salvo raras exceções, nenhum desses dispositivos possui registro para comercialização adequada junto às autoridades competentes, no Brasil e no mundo. Como todo medicamento ou intervenção similar, eles dependem da apresentação de dados de eficácia e segurança para uma liberação apropriada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a restrição aos chips da beleza <strong>não tem relação com outras aplicações legítimas de diferentes formas certificadas de reposição hormonal</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há algumas décadas, mulheres na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>menopausa </u></a>se beneficiam do uso controlado dessas substâncias, sempre com supervisão profissional qualificada (de um ginecologista ou endocrinologista capazes de seguir as regras estabelecidas, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, implantes hormonais corretamente desenvolvidos podem ser utilizados como método <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/"><u>anticoncepcional.</u></a> Adicionalmente, eles podem ser usados no tratamento da endometriose e, mais raramente, como estratégia de reposição hormonal durante a menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o uso irregular aumenta a chance de ameaças à saúde. A <strong>distribuição de hormônios muitas vezes aleatória e sem qualquer controle de segurança e eficácia, pode trazer consequências indesejadas</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alterações metabólicas.</li>



<li>Disfunções cardiológicas.</li>



<li>Aumento do risco de episódios trombóticos e acidentes vasculares.</li>



<li>Danos hepáticos e renais.</li>



<li>Prejuízos ao sistema reprodutivo de homens e mulheres.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estudos indicam que a manipulação inadequada de hormônios em doses não padronizadas pode exacerbar determinados desarranjos metabólicos, incluindo problemas relacionados ao colesterol, triglicérides e resistência à insulina. Logo, isso reforçar a necessidade de práticas baseadas em evidências para minimizar impactos adversos à saúde.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A falta de evidências que confirme os benefícios dos chips da beleza</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo os possíveis benefícios associados a essa técnica provêm de estudos de baixíssima qualidade. Um <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/20420188211015238?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>artigo</u></a> que alega que o uso de hormônios como testosterona e estradiol provocou poucos eventos adversos, na verdade, apresenta inconformidades significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicado na revista <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/20420188211015238?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Therapeutic Advances in Endocrinology and Metabolism</em></a>, o estudo baseia-se em dados coletados pelo aplicativo do próprio fabricante, limitando a validade científica do artigo e apresentando vieses importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados coletados em uma coorte longitudinal retrospectiva não comparativa incluiu informações de 307.690 mulheres. Os autores alegaram que realizaram mais de 1 milhão de implantes, mas deixaram de avaliar questões importantes como acne, hirsutismo (aumento de pelos corporais), alopecia (queda de cabelo) e efeitos metabólicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 43% ds pacientes descontinuaram o uso e não foram analisados, enquanto a taxa de satisfação de 93% foi restrita apenas ao segundo implante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados de segurança foram limitados aos usuários de mais de um implante. Por fim, o estudo parece ter distorcido o número de complicações ao limitar a consideração de eventos adversos de acordo com os interesses do fabricante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto,<strong> não há a robustez ou credibilidade necessárias para embasar qualquer afirmação positiva em torno da segurança e da eficácia da intervenção.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é possível afirmar sobre a relação entre o uso do chip da beleza e o câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e<a href="https://sbco.org.br/atualizacoes-cientificas/sociedade-brasileira-de-cirurgia-oncologica-reforca-alerta-sobre-chip-da-beleza-destacando-possivel-relacao-com-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica</u></a> divulgaram notas reforçando os riscos dessa modalidade de implante hormonal manipulado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teor do comunicado considerou a<strong> influência na probabilidade de desenvolvimento de câncer</strong>, inclusive nas mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A FEBRASGO, inclusive, enfatiza o lema: “<a href="https://www.febrasgo.org.br/es/campanhas/terapia-hormonal-sim-com-etica-e-seguranca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Terapia hormonal SIM. Com ética e segurança SEMPRE</a>.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A campanha reforça que esse recurso abrange tratamentos para várias condições de saúde, incluindo a reposição hormonal na menopausa, mas que <strong>deve sempre ser conduzida com métodos comprovadamente seguros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, apenas o Implanon é aprovado pela regulamentação brasileira como implante anticoncepcional, destinado exclusivamente à prevenção da gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos aspectos já mencionados (ausência de registro pela Anvisa, controle das substâncias e compreensão de sua ação no corpo), a entidade destaca que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que determinados hormônios (sobretudo os esteroides androgênicos e anabolizantes) são <strong>potencialmente cancerígenos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso ainda considerar os perigos aos quais pacientes diagnosticadas com câncer de mama durante o uso desses dispositivos estão submetidas. Como a remoção total do chip é complicada, a <strong>elevação do nível hormonal</strong> se mantém por um longo período e influencia na disseminação das células cancerígenas, prejudicando o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> sucesso dos tratamentos disponíveis.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="cta">Agende sua consulta com a Dra Brenda Delgado e cuide da sua saúde das mamas com especialista referência na área.<br><a href="https://wa.me/5511970988899"><u>Clique aqui para entrar em contato</u></a> ou acesse o ícone do WhatsApp disponível nesta página.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, ainda que preocupações estéticas e de bem-estar sejam relevantes, <strong>elas devem ser tratadas sempre com a supervisão de profissionais responsáveis</strong>, capazes de oferecer alternativas devidamente respaldadas pela melhor ciência disponível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está considerando o uso de implantes hormonais, busque orientação de i, profissional de saúde qualificado e priorize tratamentos baseados em evidências científicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para informações de qualidade sobre câncer de mama e saúde da mulher,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/blog/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/blog/"><u>acesse sempre o nosso blog, que traz atualizações constantes sobre esse e outros temas.</u></a></p>
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		<title>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[redução de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade. Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático. Seja como for, o acúmulo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um <strong>procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, o acúmulo de peso já é um fator de risco comprovado para uma série de complicações de saúde, incluindo o câncer de mama em mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, se submeter a uma cirurgia bariátrica pode auxiliar na redução desse risco? O que as pesquisas atuais dizem sobre o tema? Confira essas e outras respostas nos tópicos abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Sobrepeso, obesidade e o risco de desenvolver um câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a>, em 2022 cerca de <strong>43% da população mundial acima de 18 anos</strong> estava vivendo com sobrepeso ou obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que esses quadros são definidos pelo cálculo do peso em quilos divido pelo quadrado da altura (índice de massa corporal). O sobrepeso compreende um IMC oscilando entre 25 e 29,9 e a obesidade quando ultrapassa 30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria OMS também estima que, no ano de 2019, as doenças relacionadas ao excesso de peso foram responsáveis por 5 milhões de mortes. Entre elas estão vários tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/obesity/obesity-fact-sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer</u></a> dos Estados Unidos aponta que a obesidade eleva o risco de tumores em localidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esôfago;</li>



<li>estômago;</li>



<li>pâncreas;</li>



<li>vesícula biliar;</li>



<li>fígado;</li>



<li>intestino (cólon e reto);</li>



<li>rins;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u>ovários;</u></a></li>



<li>endométrio;</li>



<li>mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>Pequena redução no consumo de alimentos ultraprocessados reduz risco de câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como o peso se relaciona com o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O acúmulo de gordura corporal pode causar uma <strong>série de desequilíbrios no organismo da mulher, </strong>sobretudo na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>pós-menopausa,</u></a> como disfunções na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">ação da insulina</a> ou aumento da produção do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>estrogênio,</u></a> por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tese, ambos os hormônios estão envolvidos em processos de desenvolvimento e proliferação das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a obesidade pode <strong>colocar o corpo em um estado de inflamação crônica</strong> que favorece erros na replicação do material genético das células. Esse é justamente o &#8220;gatilho&#8221; para que a doença se forme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto da cirurgia bariátrica na redução de riscos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"><u> estudo de 2022 publicado no </u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association (Jama)</u></em></a> <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"></a>já havia mostrado resultados promissores de que a redução de estômago poderia diminuir a mortalidade e o número de tumores relacionados à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para essa conclusão, os autores acompanharam 30 mil pacientes obesos entre 2004 e 2017. Cinco mil deles foram operados, enquanto os outros 25 mil não. No final, <strong>aqueles que passaram pela cirurgia apresentaram 32% menos chances de ter a doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2802993" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outra pesquisa</a> analisou dados coletados ao longo de seis anos de um grupo de mais de 60 mil mulheres com obesidade. Do montante, 659 tiveram um câncer de mama, assim como parte delas passou por uma cirurgia bariátrica e outra não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, os autores puderam concluir que o procedimento estava atrelado a um menor risco de câncer de mama em mulheres com obesidade prévia. Inclusive, o índice foi <strong>equivalente ao de uma mulher com IMC abaixo de 25.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2818742" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um artigo de maio de 2024 veiculado na JAMA Surgery </u></a>acompanhou, ao longo de quase 24 anos, pouco mais de 2.500 mulheres entre 37 e 60 anos com uma média de IMC acima de 38.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, cerca de 1.400 fizeram uma cirurgia bariátrica e as demais mantiveram mecanismos convencionais de redução de peso. <strong>A conclusão foi de que as mulheres operadas apresentaram um risco 32% menor de câncer de mama</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em consideração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de que a cirurgia bariátrica reduza as chances de um câncer de mama está diretamente associada ao fato de que o proced<strong>imento pode contribuir com uma perda de peso significativa ao longo do tempo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, qualquer análise de risco deve considerar que a <strong>doença nunca surge a partir da presença de um único aspecto</strong>. Uma série de outros componentes, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u>herança genética </u></a>e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>hábitos acumulados ao longo da vida</u></a>, podem influenciar em seu desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em relação à obesidade, <strong>é preciso também ponderar que a cirurgia bariátrica pode não ser uma abordagem viável para todos os casos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer maneira, existem evidências que permitem concluir que esse procedimento ajuda a diminuir os riscos de câncer, o que pode ser um ponto importante no processo de decisão para orientações e tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>entenda por que a avaliação de risco de câncer deve ser feita aos 25 anos em algumas circunstâncias.</u></a></p>
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