<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="https://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="https://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="https://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="https://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="https://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="https://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos biopsia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
	<atom:link href="https://drabrendadelgado.com.br/tag/biopsia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>Mastologista em São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Apr 2026 11:50:33 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.8</generator>

<image>
	<url>https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cropped-favicon2-32x32.png</url>
	<title>Arquivos biopsia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=autoexame-de-mama-prevencao-cancer</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[nódulo na mama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drabrendadelgado.com.br/?p=18547</guid>

					<description><![CDATA[<p>O autoexame de mama pode ser uma iniciativa importante para o acompanhamento próximo de possíveis alterações nessa parte do corpo. Por isso, as mulheres de todas as idades devem saber como deve ser feito esse tipo de procedimento, mas sempre com a ciência de que ele não substitui outras medidas de rastreamento de um câncer de mama, como as mamografias [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/">O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O autoexame de mama pode ser uma iniciativa importante para o acompanhamento próximo de possíveis alterações nessa parte do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, as mulheres de todas as idades devem saber como deve ser feito esse tipo de procedimento, mas sempre com a ciência de que ele não substitui outras medidas de rastreamento de um câncer de mama, como as mamografias periódicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O passo a passo do autoexame da mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o <strong>objetivo do autoexame é permitir que a condição geral da mama seja avaliada pela própria mulher,</strong> sobretudo para garantir que não há a presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u>sinais e sintomas</u></a> sugestivos de um tumor na mama. Entre os aspectos que devem ser motivo de atenção estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mudança na forma ou na aparência das mamas (ou apenas de uma só).</li>



<li>Alterações nos mamilos, por conta de secreções ou afundamento da pele da região (mamilo invertido).</li>



<li>Enrugamento na pele que recobre os seios.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>Nódulos</u></a> sob a pele ou aprofundados no tecido mamário ou na região da axila, em especial quando eles são duros ao toque.</li>



<li>Sensação de inchaço ou dor nas mamas.</li>



<li>Vermelhidão e percepção de calor na pele de uma ou ambas as mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar tal objetivo, o <strong>processo do autoexame pode ser dividido em três momentos diferentes</strong>. Através de cada um deles é possível avaliar a mama e a região ao seu redor de maneiras distintas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na frente do espelho</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Posicione-se em pé, na frente do espelho, com os braços esticados ao lado dos quadris. A partir disso, avalie se não há nenhuma <strong>alteração no formato, no tamanho ou na coloração das mamas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, verifique se não há nenhuma mudança nos mamilos (como inversão, retração ou secreção) ou a presença de sinais de vermelhidão, descamação ou erupções na pele, além da presença de alguma área enrugada. Por fim, estique os braços para cima e avalie os mesmos aspectos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na posição deitada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com o torso voltado para cima, o ideal nesse momento é examinar a mama esquerda usando a mão direita (e vice-versa). A posição ajuda a gravidade a espalhar o tecido da mama, tornando mais fácil a avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ponta dos dedos, <strong>apalpe toda a área dos seios e da axila cuidadosamente em busca de sinais suspeitos.</strong> Para isso, pode ser necessário aplicar um pouco de pressão durante o processo. Os mamilos também podem ser examinados, principalmente para identificar se não há presença de fluidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Durante o banho de chuveiro</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa hora, use novamente a ponta dos dedos para analisar toda a condição da mama, assim como as axilas, em busca das mesmas alterações já destacadas (como nódulos ou mudanças na pele e nos mamilos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os movimentos podem ser os mesmos feitos com o corpo deitado, mas <strong>a presença da água pode facilitar o deslizar das mãos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o autoexame de mama deve ser feito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira geral, <strong>mulheres de todas as idades podem fazer o autoexame da mama</strong>. Mas, por uma série de fatores, é esperado que as mamas tenham pequenas mudanças com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas podem ficar inchadas ou se tornarem mais sensíveis em determinados momentos do ciclo menstrual, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, para mulheres que ainda menstruam, pode ser indicado esperar até alguns dias depois do fim da menstruação para avaliar as mamas. Para aquelas já na menopausa, a referência para o intervalo adequado pode ser um dia específico do mês (dia 12, por exemplo), repetindo o exame sempre nessa data.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O momento de procurar ajuda especializada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, é fundamental manter a calma ao se deparar com um nódulo ou qualquer outra alteração na mama. Existem inúmeras explicações para isso e parte delas indica a presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u>quadros benignos</u></a>. Muitas vezes eles se resolvem por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, tal constatação não deve dispensar a necessidade de informar e<a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u> conversar com um médico sobre o assunto</u></a>. Tal orientação é relevante sobretudo quando o incômodo notado persiste por mais de dois ciclos menstruais ou parece piorar com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de uma avaliação clínica cuidadosa, <strong>o profissional pode sugerir a realização de exames mais detalhados.</strong> Isso inclui recursos que captam imagens do tecido da mama (como mamografias, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons </u></a>ou ressonâncias magnéticas) ou mesmo uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u>biópsia.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, um pequeno fragmento da eventual lesão é removido e analisado em laboratório. Tal abordagem permite ao médico patologista determinar a natureza das células ali presentes, indicando se elas são malignas ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>O que as microcalcificações na mamografia indicam</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os benefícios e dúvidas sobre o autoexame de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O autoexame da mama pode ser uma estratégia importante para agilizar o diagnóstico de um possível câncer de mama, principalmente quando combinado com o acompanhamento do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-transexuais/"><u>rastreamento</u></a> adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o autoexame como conhecemos hoje foi popularizado na década de 1950, em um período em que os mamógrafos modernos não existiam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, com o passar dos anos, <strong>as evidências disponíveis passaram a indicar que a adoção do autoexame não faria tanta diferença nos diagnósticos e na redução da mortalidade</strong>. Pelo contrário: esse procedimento poderia trazer efeitos negativos, como o aumento de exames invasivos desnecessários e o incremento no estresse das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso é uma <a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD003373/full">revisão sobre o </a><a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD003373/full">tema</a> que reuniu os dados de quase 400 mil mulheres chinesas e russas. Foram comparados os dados entre grupos que faziam o autoexame regularmente e aqueles que não receberam tal orientação. No fim, <strong>nenhuma diferença significativa foi constatada no número de óbitos por câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora mais tumores tenham sido identificados nas mulheres russas, pacientes que faziam o autoexame de mama regular foram submetidas a duas vezes mais biópsias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a maioria dos órgãos competentes deixou de recomendar tal forma de cuidado, ressaltando principalmente que ele não substitui as mamografias regulares ou qualquer outra forma de avaliação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a<a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/screening-tests-and-early-detection/american-cancer-society-recommendations-for-the-early-detection-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Sociedade Norte-Americana do Câncer</u></a> aponta também que há poucas evidências de que o autoexame antecipe o diagnóstico em pacientes seguindo a orientação para a realização de mamografias regulares.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os cuidados básicos com a saúde das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Isso, claro, não significa abandonar a atenção com a saúde das mamas. O procedimento periódico por conta própria pode ser mantido, <strong>mas a conscientização sobre essa região do corpo pode ser acompanhada também por meio de toques regulares</strong>, sem o emprego de uma técnica específica sempre que a mulher se sentir confortável ou notar algo diferente no corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, diante de qualquer dúvida sobre a necessidade do autoexame de mama e a melhor abordagem para manter o rastreamento adequado, <strong>converse com seu médico</strong>. Mulheres com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u> risco maior de desenvolver a doenç</u></a>a podem precisar de acompanhamento mais próximo, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os caroços na axila podem ser um achado comum, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u>então saiba quando eles devem ser vistos como uma preocupação.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/">O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o que é uma adenose na mama? Essa lesão precisa ser tratada?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=adenose-mama</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 May 2023 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[adenose]]></category>
		<category><![CDATA[adenose esclerosante]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[doença benigna]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drabrendadelgado.com.br/?p=17926</guid>

					<description><![CDATA[<p>A adenose na mama é um tipo de lesão benigna com a qual muitas mulheres se deparam em exames de rotina, mas que não tende a elevar o risco de câncer A adenose na mama é um achado relativamente comum durante exames de rotina. Embora benigna, esse tipo de lesão pode assustar quando alguns pontos sobre o diagnóstico não são [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/">Afinal, o que é uma adenose na mama? Essa lesão precisa ser tratada?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A adenose na mama é um tipo de lesão benigna com a qual muitas mulheres</em> <em>se deparam em exames de rotina, mas que não tende a elevar o risco de câncer</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A adenose na mama é um achado relativamente comum durante exames de rotina. <strong>Embora benigna, esse tipo de lesão pode assustar quando alguns pontos sobre o diagnóstico não são esclarecidos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, é fundamental compreender melhor o que é uma adenose, como ela se forma, quais os possíveis sintomas e os métodos de diagnóstico disponíveis. Cabe entender melhor de que forma as adenoses podem estar associadas a uma chance maior de desenvolver um câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A definição de adenose na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A adenose na mama é uma formação que se origina a partir da proliferação das células dos lóbulos mamários. Assim, os lóbulos passam a contar com mais glândulas do que o habitual</strong>. Essas estruturas são responsáveis pela produção do leite materno durante o período de lactação da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se parte desses lóbulos estiver suficientemente agrupado ou crescido o bastante, eles podem formar pequenos cistos. A partir disso, é possível que a mulher sinta algum tipo de nódulo na mama. Em geral, esse costuma ser um sinal de alerta para procurar um médico especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais raramente, uma paciente com uma adenose na mama também pode experimentar<a href="https://drabrendadelgado.com.br/dor-no-seio/"><u> dor nos seios</u></a>. Quase sempre a dor é persistente e atinge uma região específica da mama, podendo piorar em períodos específicos do ciclo menstrual. <strong>É normal que mulheres só se deparem com adenomas nas mamas quando essas formações são encontradas em exames de rotina, como as mamografias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, as adenoses podem estar acompanhadas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>microcalcificações,</u></a> depósitos de cálcio na estrutura da mama que podem ser explicadas por diversas causas (como adenomas, fibroadenomas e, em alguns casos, câncer de mama).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/">Afinal, o autoexame substitui a mamografia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A formação de adenose esclerosante</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma adenose esclerosante é um tipo específico de adenose. Ela é caracterizada também pelo crescimento desordenado das células dos lóbulos mamários, acompanhados por um estroma fibroso com tecido mais denso e características que lembram uma cicatriz. Com isso, a estrutura dessa parte da mama fica distorcida. Isso, inclusive, faz com que a dor seja mais presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apesar do nome, as adenoses esclerosantes também são lesões benignas da mama</strong>. Além disso, existem outros tipos de adenose esclerosante, que são a lesão esclerosante complexa e cicatriz radiada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, essas formações são similares a uma adenose esclerosante mas tendem a ser maiores e confundidas com mais frequência com um câncer. Quando um achado supera 1 centímetro de extensão, ele é chamado de lesão esclerosante complexa e quando está abaixo de 1 centímetro, recebe o nome de cicatriz radial, chamada de cicatriz devido a imagem que surge na mamografia ao ser achado.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/">O que você precisa saber sobre os sinais e sintomas do câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O diagnóstico e a necessidade de tratamento de uma adenose na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Embora apresentem sintomas em alguns casos e possam aparecer em mamografias, as </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u><strong>biópsias</strong></u></a><strong> costumam ser um recurso indispensável para o diagnóstico adequado de uma adenose na mama.</strong> Portanto, podem ser utilizados os seguintes métodos para coletar um fragmento de tecido:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Core biópsia, que utiliza uma agulha grossa para remoção do tecido;</li>
<li>Biópsia estereotáxica da mama, na qual o procedimento é auxiliado por um mamógrafo;</li>
<li>Biópsia a vácuo ou mamotomia, onde um pequeno corte é feito para guiar uma agulha grossa até o local de remoção do tecido.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, nos casos em que a biópsia não for possível, a paciente pode ser submetida a uma pequena cirurgia para remoção do tecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando uma adenose é diagnosticada, geralmente não é preciso submeter a paciente a nenhuma intervenção</strong>. Contudo, para os casos em que há sintomas presentes, como ondulação palpável na presença de cicatriz radiada, uma cirurgia pode ser indicada para remoção do achado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há consenso na literatura a respeito sobre a forma como as adenoses estão associadas a um maior risco de desenvolver um câncer de mama. <strong>De todo modo, a </strong><a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/adenosis-of-the-breast.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>American Cancer Society</strong></a><strong> aponta que algumas mulheres com o quadro podem apresentar uma pequena elevação na chance de ter uma neoplasia maligna no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em todo caso, a adenose na mama não é uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">lesão precursora</a> (ou seja, ela não se transforma num câncer). <strong>A sua presença seria um marcador do risco de desenvolver a doença no futuro, indicando a necessidade de reforço no cuidado e no acompanhamento da condição da</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u><strong> saúde das mamas.</strong></u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Veja agora o que precisa saber sobre os</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u><strong> fibroadenomas</strong></u></a><strong>, outro tipo de lesão benigna que gera preocupação em muitas mulheres.</strong></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/">Afinal, o que é uma adenose na mama? Essa lesão precisa ser tratada?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://drabrendadelgado.com.br/adenose-mama/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O que é uma biópsia líquida e quais as possíveis aplicações desse recurso no diagnóstico do câncer?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=biopsia-liquida</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Apr 2023 14:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[genética]]></category>
		<category><![CDATA[terapia-alvo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drabrendadelgado.com.br/?p=17075</guid>

					<description><![CDATA[<p>Uma grande inovação, a biópsia líquida pode ainda oferecer muitos outros recursos, aperfeiçoando o diagnóstico e o tratamento do câncer A biópsia líquida é uma inovação extremamente valiosa para o diagnóstico e o acompanhamento de diferentes tipos de tumores, incluindo aqueles que se desenvolvem nas mamas. Por meio da coleta e avaliação de uma amostra de sangue, é possível identificar [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/">O que é uma biópsia líquida e quais as possíveis aplicações desse recurso no diagnóstico do câncer?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma grande inovação, a biópsia líquida pode ainda oferecer muitos outros recursos, aperfeiçoando o diagnóstico e o tratamento do câncer</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biópsia líquida é uma inovação extremamente valiosa para o diagnóstico e o acompanhamento de diferentes tipos de tumores, incluindo aqueles que se desenvolvem nas mamas<strong>. Por meio da coleta e avaliação de uma amostra de sangue, é possível identificar a presença e a natureza do material genético de células cancerígenas circulando pelo organismo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja um recurso muito positivo, o acesso à biópsia líquida ainda é restrito, o que também acaba gerando muitas dúvidas sobre suas aplicações. Assim, é importante esclarecer como tal biópsia pode ser empregada, quais as vantagens obtidas e as perspectivas para o futuro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é e como funciona uma biópsia líquida?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma biópsia líquida é um exame laboratorial feito em uma amostra de fluido corporal do paciente (em geral, sangue) que tem como objetivo procurar células cancerígenas ou traços de material genético que indiquem a presença de um tumor</strong>. A partir disso, o médico responsável pelo acompanhamento tem acesso a informações essenciais não só para confirmar o diagnóstico de um possível câncer, como também para indicar a melhor conduta para o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Biópsias líquidas só são possíveis porque à medida que cresce o tumor libera fragmentos na corrente sanguínea. E são justamente essas pequenas partículas que são identificadas pelo exame. As amostras podem ser compostas por:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Células tumorais circulantes, também chamadas de CTCs.</li><li>DNA tumoral circulante, também chamado de ctDNA.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em tese, com a adoção da biópsia líquida, o médico não precisará recorrer a um pedaço de tecido para realizar uma biópsia. Esse tipo de procedimento, chamado de biópsia de fragmento ou core biópsia, é amplamente utilizado atualmente. Porém, ele exige que o profissional retire, por meio de uma cirurgia, uma pequena parte do tecido atingido pelo câncer para submetê-lo a avaliação laboratorial. Em muitos casos, as biópsias são o padrão-ouro para os diagnósticos de diversos tipos de tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um lado, <strong>a biópsia líquida pode indicar a presença de células ou material genético na corrente sanguínea de forma precoce de maneira bem menos invasiva. Em contrapartida, nem sempre a presença de um câncer no organismo fará com que um exame de sangue identifique os sinais celulares e genéticos do tumor em questão.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quando a biópsia líquida pode ser utilizada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A biópsia líquida ainda é uma tecnologia nova, com uso relativamente restrito. Logo, ela não é recomendada para todas as pacientes com câncer de mama (ou qualquer outro tipo de câncer). <strong>Levando isso em conta, o recurso costuma ser empregado em câncer de estágios mais avançados, por exemplo,</strong><strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-metastatico/"> quando há metástase</a>,</strong><strong> e/ou quando os tratamentos utilizados não se mostram efetivos. </strong>Em alguns casos, a biópsia líquida pode ser utilizada também quando uma biópsia comum não é viável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, é provável que o conteúdo do tumor já esteja circulando na corrente sanguínea, tornando mais efetivo o uso da biópsia líquida. A partir da realização do exame, o médico pode analisar os resultados para:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Definir o prognóstico,</strong> já que a presença de determinadas células ou marcadores genéticos podem predispor a uma maior chance de recuperação;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Apoiar a decisão das melhores opções de tratamento,</strong> em especial das chamadas terapias-alvo. Simplificando bastante, elas atuam destruindo ou inibindo a ação de células com determinados erros genéticos. Elas são justamente as responsáveis pela replicação das células que fazem o tumor evoluir. Assim, uma terapia-alvo recebe esse nome por “mirar” nessas células de forma mais específica.</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Evitar tratamentos desnecessários; </strong>o que não só aumenta a chance de sucesso da intervenção, como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>reduz o desconforto de muitas opções de terapias adotadas em casos de câncer.</u></a></li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, espera-se que a biópsia líquida seja ainda mais relevante para mapear o risco de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u>recidiva de um tumor</u></a>. <strong>Alguns achados já indicam que a presença de material genético ou células do tumor circulando na corrente sanguínea podem indicar que o tumor tem chances de retornar anos após o diagnóstico</strong>. Ainda que as evidências não sejam suficientes para mudar a prática clínica, esse parece ser um caminho promissor para o recurso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais as biópsias líquidas já aprovadas pelas agências reguladoras?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O período relativamente curto desde a sua introdução no mercado faz com que ainda existam poucas alternativas de biópsia líquida com aprovação nas agências reguladoras.</strong> Na Food and Drug Administration (a FDA, equivalente norte-americando da ANVISA), os testes que receberam a devida certificação devido a sua segurança e eficácia são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Cell Search, que detecta células circulantes;</li><li>cobas, que identifica material genético, principalmente de determinadas mutações de câncer de pulmão.</li><li>Guardant360 CDx, capaz de detectar material genético;</li><li>FoundationOne Liquid CDx, que identifica material genético e é útil em vários tipos de câncer.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, alguns testes como o FoundationOne e Guardant360 já estão disponíveis em laboratórios especializados. Todavia, o recurso ainda tem preço alto e não é oferecido pelo sistema público de saúde nem coberto por planos de saúde suplementar. Seja como for, com o surgimento de alternativas e a disseminação da técnica, é esperado que o preço de uma biópsia líquida caia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">O que é um câncer de mama HER2 positivo e o que isso indica na prática?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais as perspectivas para os usos futuros desse recurso?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, ao longo dos anos é possível que novas aplicações da biópsia líquida também se consolidem.</strong> Assim, elas poderiam até mesmo tomar o lugar das mamografias em pacientes com suspeita de câncer de mama, por exemplo.<a href="https://www.mdpi.com/2072-6694/14/14/3341" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Em julho de 2022, foi publicado um estudo sobre o uso de biópsia líquida</u></a> como um recurso capaz de substituir a mamografia na detecção precoce de tumores na mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste, chamado de Trucheck Test, utiliza a tecnologia para identificar fragmentos de DNA circulante tumoral. No estudo, o tumor de mama foi identificado de forma correta em 92% dos casos. Entre os estágios iniciais 1 e 2, o percentual de acerto foi de 96% e 89%, respectivamente. E no estágio 0, equivalente a um carcinoma <em>in situ, </em>o teste conseguiu identificar o câncer em 70% das pacientes. Embora os resultados sejam bastante promissores, mais uma vez o alto custo da tecnologia e a necessidade de aprovação das agências reguladoras limitam o acesso e a aplicação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Enquanto isso, a</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong> mamografia continua como exame de rastreamento ideal para diagnóstico precoce</strong></u></a><strong>, com alta sensibilidade para detecção de tumores iniciais. Além disso, ela não é invasiva e tem um custo acessível</strong>. Porém, sem dúvida, a biópsia líquida é uma ferramenta que fornece esperança para todos os cenários da prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer, resultado do investimento em inovação e pesquisa para combater essa doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja também como o</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ultrassom-das-mamas-e-axilas/"><u><strong> exame de ultrassom pode ser importante para identificar alterações nas mamas e nas axilas.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/">O que é uma biópsia líquida e quais as possíveis aplicações desse recurso no diagnóstico do câncer?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama HER2 positivo: o que isso indica?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2022 11:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[chances de cura]]></category>
		<category><![CDATA[estrogenio]]></category>
		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[progesterona]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[receptores hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução da mama]]></category>
		<category><![CDATA[subtipos de câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[T-DM1.]]></category>
		<category><![CDATA[tecido mamário]]></category>
		<category><![CDATA[terapia alvo]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[tumor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drabrendadelgado.com.br/?p=12530</guid>

					<description><![CDATA[<p>HER2 positivo é um dos subtipos mais agressivos de câncer de mama e requer tratamento e medicamentos específicos O diagnóstico de câncer de mama descortina uma grande variedade de termos médicos que muitas vezes deixam as pacientes com dúvidas. Um desses termos associados à nomenclatura da doença é o HER2 positivo. Segundo as estatísticas divulgadas pela Agência Internacional de Pesquisa [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">Câncer de mama HER2 positivo: o que isso indica?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>HER2 positivo é um dos subtipos mais agressivos de câncer de mama e requer tratamento e medicamentos específicos</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de <strong>câncer de mama</strong> descortina uma grande variedade de termos médicos que muitas vezes deixam as pacientes com dúvidas. Um desses termos associados à nomenclatura da doença é o <strong>HER2 positivo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as estatísticas divulgadas pela <a href="https://www.iarc.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC</u></a>), órgão vinculado a <a href="https://www.who.int/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde (OMS)</u></a>, o câncer de mama é a forma de câncer mais comumente diagnosticada em todo o planeta. No entanto, é preciso compreender que existem diversos subtipos de câncer de mama caracterizados de acordo com as especificações de cada<strong> tumor</strong>, o câncer de mama HER2 positivo é um desses subtipos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o subtipo do câncer de mama, o <strong>mastologista</strong> responsável pelo acompanhamento da paciente pode adotar as opções de <strong>tratamento </strong>e estratégias mais recomendadas para obtenção dos melhores resultados conforme o quadro clínico de cada mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ajudar a entender mais sobre o câncer de mama HER2 positivo e tirar suas principais dúvidas sobre o assunto preparamos uma FAQ (<em>Frequently Asked Questions</em> ou Perguntas Frequentes).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que significa HER2 positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A sigla HER2 é abreviação de <em>Human Epidermal growth factor Receptor-type</em> 2 que pode ser traduzido como “receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O HER2 é uma proteína com um importante papel relacionado ao crescimento e desenvolvimento epidérmico dos seres humanos, entre elas as células que compõem o <strong>tecido mamário</strong>. Contudo, quando em níveis mais elevados do que os normais, esta proteína pode ser hostil ao organismo humano levando a formação do tumor cancerígeno, o câncer de mama HER2 positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um dos subtipos mais agressivos de <strong>câncer de mama</strong> e requer tratamento e medicamentos específicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como são as classificações moleculares de câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação molecular do câncer de mama é caracterizada pela presença quantitativa de HER2 e também dos <strong>receptores hormonais</strong> de <strong>estrogênio</strong> e/ou <strong>progesterona </strong>nas células do tumor. Assim temos como possíveis classificações moleculares:</p>



<h3 class="wp-block-heading">HER2</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Possuem a expressão da proteína HER2 (HER2 positivo ou 3+), que podem ou não ter expressão de receptores hormonais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">HER2 LOW</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É um novo subtipo, caracterizado como positividade de 1+ na análise imunohistoquímica ou 2+ com teste de hibridização in situ para HER-2 negativo. Antes, essa população era classificada como negativa para fins terapêuticos. Hoje, esse grupo de pacientes foram redefinidos e vislumbram uma nova possibilidade de tratamento, de acordo com estudos em andamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Luminal A</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Têm crescimento celular lento, não possuem a expressão de HER2, sendo conhecidos, portanto, como HER2 negativo; apresentam muitos receptores hormonais;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Luminal B</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Apresentam do mesmo modo que o Luminal A receptores hormonais positivos e também são HER2 negativo, no entanto, apresentam um nível de crescimento celular mais acelerado;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Triplo Negativo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Não apresenta nem a expressão de HER2, nem de estrogênio e progesterona.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/">Para que serve a Biópsia das Mamas?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o diagnóstico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do subtipo de câncer mama HER2 positivo é realizado por meio da análise molecular de imunohistoquímica do fragmento de biopsia e serve como guia para que o mastologista possa orientar a paciente acerca do<strong> tratamento </strong>individualizado mais adequado para o seu quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados da biópsia podem variar em uma escala de 0 a 3+. Em casos que os resultados forem 0 é considerado como HER2 negativo, se o resultado for HER2 1+ ou 2+ com teste negativo de hibridização in situ para HER-2, é considerado como HER2-Low. Já resultados com +2 apontam que o subtipo do câncer não tem o status definido e, portanto, será preciso realizar um novo exame, que consistiria na hibridização in situ do HER2. Quando ocorrem resultados 3+ é considerado um câncer de mama do tipo HER2 positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/">Cirurgia para câncer de mama: quais as opções de tratamento cirúrgico?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as opções de tratamento de câncer de mama HER2 positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como aponta o <a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (Inca)</u></a>, atualmente existem tratamentos específicos para pacientes diagnosticados com câncer de mama HER2 positivo com resultados expressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As opções de tratamento devem ser determinadas de acordo com as características biológicas do tumor, o <strong>estadiamento do câncer, </strong>além de fatores como idade, comorbidades, menopausa, assim como as preferências da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as possibilidades de tratamento do câncer de mama HER2 positivo temos os tratamentos local e sistêmico. O tratamento local compreende cirurgia para remoção do tumor associada a <strong>radioterapia</strong> e também <strong>reconstrução da mama</strong>. Enquanto o tratamento sistêmico envolve a realização de <strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">quimioterapia</a></strong>, terapia biológica e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">hormonioterapia</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>terapia alvo</strong>, por meio de medicações que produzem menos efeitos colaterais para o organismo, e que tem por objetivo atingir como alvo a proteína HER especificamente, tem apresentado bons resultados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente o medicamento Herceptin, cujo nome químico é trastuzumab, é aprovada pelo FDA, órgão regulatório americano, para ser usada no tratamento de câncer de mama HER2-positivo que esteja em estágio inicial ou avançado/metastático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde 2019, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou no Brasil a utilização de um novo medicamento, o <strong>T-DM1</strong> (trastuzumabe entansina) para o tratamento de pacientes com câncer de mama HER2 positivo com doença residual após tratamento com terapia neoadjuvante. Essa tem sido uma importante opção terapêutica nos casos de pacientes que não apresentaram melhores respostas com os outros tratamentos disponíveis, assim como para diminuir a possibilidade de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a Trastuzumab deruxtecan (Enhertu) é o mais novo medicamento aprovado pela FDA nos casos de câncer de mama metastático que apresentam o HER2 Low, contudo ainda não foi liberada pela Anvisa para utilização no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Câncer de mama HER 2 positivo tem cura?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados do <a href="https://www.nih.gov/about-nih/what-we-do/nih-almanac/national-cancer-institute-nci" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>National Cancer Institute (NCI)</u></a>, nos Estados Unidos, o câncer de mama do subtipo HER2 positivo corresponde a 14% dos casos de câncer de mama diagnosticados. Contudo, o diagnóstico não é uma sentença de morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>rastreamento precoce, associado ao avanço das técnicas cirúrgicas </strong>e a descoberta de novos medicamentos pela Ciência tem conduzido a uma resposta patológica completa com significativas <strong>chances de cura. </strong>As estatísticas apontam que quando diagnosticado na fase inicial as chances de cura do câncer de mama podem chegar a 95%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a probabilidade de reincidência do câncer de mama HER2 positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos casos de câncer de mama quando diagnosticado na sua fase inicial, independente do perfil molecular, podem ser curados e não apresentar reincidência ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, uma pequena parte das pacientes pode apresentar recidiva do câncer na mama (recorrência local), ou nos linfonodos axilares (recidiva loco regional) ou em outros órgãos do corpo (metástase à distância).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os riscos de recorrência estão associados a diversos fatores como <strong>tamanho do tumor,</strong> idade da paciente, comprometimento dos <strong>linfonodos </strong>e do grau de diferenciação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco é mais elevado nos primeiros dois anos após o tratamento, diminuindo ao longo do tempo. Considera-se que depois de 10 anos o risco de câncer de mama é semelhante a mulheres que nunca tiveram a doença. Importante destacar que é essencial o acompanhamento de um mastologista para avaliação periódica das pacientes com histórico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse conteúdo foi útil para você e ajudou a responder sobre suas principais dúvidas sobre o câncer de mama HER2 positivo? Para mais conteúdos informativos sobre câncer de mama e saúde das mamas, continue navegando por nosso <a href="https://drabrendadelgado.com.br/blog/"><u>blog</u></a>.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">Câncer de mama HER2 positivo: o que isso indica?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>12</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Para que serve a Biópsia das Mamas?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=para-que-serve-a-biopsia-das-mamas</link>
					<comments>https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 May 2020 03:06:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico de câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[exame]]></category>
		<category><![CDATA[exames da mama]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://drabrendamastologista.com/?p=540</guid>

					<description><![CDATA[<p>Biópsia&#160;é um exame minimamente invasivo que retira um fragmento de tecido do corpo como mamas, pele, pulmão, músculo, osso, fígado, rim, baço ou qualquer outro órgão do corpo. A&#160;Biópsia das Mamas&#160;serve para diagnosticar, tecidos suspeitos na mama, geralmente ele confirma ou afasta o diagnóstico do&#160;câncer de mama. Nem todo&#160;nódulo mamário&#160;será canceroso. Um exame de imagem, como a&#160;mamografia ou ultrassom das [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/">Para que serve a Biópsia das Mamas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Biópsia&nbsp;</strong>é um exame minimamente invasivo que retira um fragmento de tecido do corpo como mamas, pele, pulmão, músculo, osso, fígado, rim, baço ou qualquer outro órgão do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A&nbsp;<strong>Biópsia das Mamas</strong>&nbsp;serve para diagnosticar, tecidos suspeitos na mama, geralmente ele confirma ou afasta o diagnóstico do&nbsp;<strong>câncer de mama</strong>. Nem todo&nbsp;<strong>nódulo mamário</strong>&nbsp;será canceroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exame de imagem, como a&nbsp;<a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/">mamografia ou ultrassom das mamas</a>, pode identificar um tumor ou lesão de crescimento irregular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra removida durante a&nbsp;<strong>biópsia</strong>&nbsp;é analisada por um patologista. Se células cancerosas estão presentes, o patologista determinará o tipo de&nbsp;<strong>câncer de mama,</strong>&nbsp;ou seja, o tipo histológico e a partir deste resultado obtemos as características prognosticas e inmunohistoquimica das lesões tumorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se, quanto mais cedo o <strong>câncer de mama</strong> for diagnosticado, maiores são as chances de cura. A <strong>biópsia</strong> é um exame importante na detecção precoce e na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/prevencao-do-cancer-de-mama/">prevenção do câncer de mama</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando realizar a Biópsia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O médico irá solicitar a&nbsp;<strong>biópsia</strong>&nbsp;quando houver suspeita de&nbsp;<strong>câncer de mama,</strong>&nbsp;após a análise clinica (exame físico) e de outros exames como a mamografia, &nbsp;ultrassom ou ressonância magnética das mamas ou caso encontre algum&nbsp;nódulo&nbsp;durante o exame físico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a classificação de BI-RADS, imagens classificadas como categoria 4 ou 5 são indicações de <strong>biópsia</strong>. Achados em categoria 3 devem ser seguidos com intervalo curto de tempo, sem necessidade de amostra. Porém, pode-se optar por biopsiar a lesão em alguns casos especiais como desejo do paciente, fatores psicológicos, presença de múltiplos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><strong>fatores de risco para câncer de mama</strong></a>, dificuldades de manter acompanhamento e necessidade de antecipação do diagnóstico (p. ex., transplantes, tumores sincrônicos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico poderá solicitar a&nbsp;<strong>biópsia&nbsp;de tecido mamário ou do tecido cutâneo </strong>se a paciente apresentar alguns&nbsp;sintomas do câncer de mama&nbsp;como: caroços na mama que aparecem e crescem rapidamente, secreções sanguinolentas nos mamilos, formação de crostas, repuxamento da pele ou formação de escamas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados pré-biópsia das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente deve ser questionada sobre alergias, uso de anticoagulantes (“Afinadores do sangue”) e antiagregantes plaquetários (como aspirina), além de históricos de sangramento. Quando possível e sem contraindicações, é solicitada a suspensão dos medicamentos que alteram a coagulação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não há indicação de tomar antibiótico antes ou depois desses procedimentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feita a Biópsia das Mamas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem vários tipos de <strong>biópsias</strong> e o médico irá analisar qual será utilizada em cada paciente, dependendo da localização, tipo e tamanho da lesão e histórico médico. Os principais tipos de <strong>biópsia</strong> para o diagnóstico de <strong>câncer de mama</strong> são apresentados a seguir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este procedimento pode ser guiado pela ultrassonografia, mamografia, ressonância ou na palpação clínica em tumores facilmente palpáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com exceção das biópsias cirúrgicas e guiadas, elas são realizadas em ambiente ambulatorial, no consultório, não precisando de internação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipos de biópsia das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pessoas têm dúvidas em diferenciar&nbsp;<strong>para que serve a Core biopsy, mamotomia, PAAF e biopsias cirúrgicas,</strong> a seguir explicamos cada uma delas, assim como outros&nbsp;<strong>tipos de biópsia</strong>:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biópsia de aspiração por agulha fina (PAFF)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É realizada com uma agulha de calibre 20/21G acoplada a uma seringa para aspiração do tecido, sendo o posicionamento da agulha guiado por ultrassom, este tipo de amostra analisa celularidade (citologia) dos tecidos, geralmente indicado na aspiração de células de linfonodos axilares ou cistos e aspiração de conteúdo. Este procedimento é simples e sem necessidade de anestesia, pois é semelhante a uma injeção.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biópsia por agulha grossa (Core Biopsy)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Consiste na retirada de fragmentos com uma agulha de calibre um pouco mais grosso que da <strong>PAAF</strong>, acoplada a uma pistola especial. O posicionamento da agulha de <strong>biópsia</strong> poderá ser guiado por mamografia ou estereotaxia, ultrassom ou ressonância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A restrição desse procedimento se dá em lesões muito pequenas (menores que 1cm) ou com componente misto ou com líquido (solido-cístico) pelo risco da perda de local de biopsia após esvaziamento de conteúdo líquido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lesões muito próximas à parede torácica ou aderidas ao músculo peitoral, muito superficiais ou na pele ou próxima de estruturas nobres tipo vasos sanguíneos devem ser avaliadas com atenção: durante o disparo da agulha pela pistola, a agulha progride 2cm nos tecidos e, caso não seja avaliada corretamente, pode levar a complicações.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biópsia do Linfonodo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se os linfonodos axilares estão aumentados, eles serão verificados para a disseminação da doença, geralmente o estudo destes e via <strong>PAAF</strong>, mas em lesões onde precisamos de fragmentos de tecido para maior analise da lesão, usaremos <strong>core biopsy</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mamotomia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ou biópsia assistida a vácuo, é também uma <strong>biópsia de fragmento </strong>que utiliza um dispositivo à vácuo (de aspiração). A agulha é mais calibrosa que a utilizada na core biópsia, variando entre 9 a 13G. A amostra coletada com uma agulha 11G tem em média 100mg, demonstrando sua capacidade de mais excisão que a core biópsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento requer anestesia local e uma pequena incisão na pele para introdução da agulha, assim como na core biópsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o procedimento, é possível colocar um clipe no local biopsiado, permitindo melhor seguimento, especialmente nos casos em que há ressecção completa da lesão durante a biópsia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biópsia Cirúrgica</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo do tamanho do nódulo, do histórico da mulher ou do tipo de alterações identificadas na mamografia, o médico pode ainda optar por fazer a biópsia recorrendo a uma pequena cirurgia. Nesses casos, a cirurgia é feita em um hospital com anestesia geral ou sedação e anestesia local e pode já incluir a remoção total do nódulo (<strong>biópsia excisional</strong>). Quando remove apenas uma área suspeita para o diagnóstico é chamada <strong>biópsia incisional</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biópsia cirúrgica orientada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Está técnica depende da aplicação prévia de um fio metálico, também sob mamografia ou ultrassonografia. A biópsia é feita procurando a ponta do fio que deve estar ancorada na área suspeita.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A biópsia da mama dói?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pesar do nome <strong>biópsia da mama</strong> lembrar de procedimento cirúrgico e doloroso, este costuma ser um procedimento ambulatorial, simples e geralmente indolor, pois é utilizada anestesia local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já na biópsia cirúrgica e ressecção de tecidos maiores, geralmente é utilizada anestesia geral ou sedação e anestesia local, podendo gerar maior desconforto no pós procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, o procedimento de <strong>biópsia da mama</strong>, costuma ser indolor devido à anestesia, mas em alguns casos pode apresentar dor ou desconforto durante injeção do anestésico local.&nbsp;</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados após a Biópsia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em sua grande maioria, os sangramentos são pequenos e são tratados clinicamente. Após a realização da biópsia, todos os pacientes devem ser submetidos a compressão manual local a fim de reduzir este risco de hematomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após o procedimento, a paciente pode voltar à sua rotina normalmente mas deve-se evitar atividades extenuantes nas primeiras 24 horas e será recomendado também uso de analgésicos caso apresente dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Virtualmente, todos os tipos de biópsia podem ter infecção como complicação, apesar de essa condição ser muito rara, se ocorrerem sintomas como inchaço das mamas, sangramento no local, vermelhidão ou calor na pele, retorne ao seu médico para uma consulta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Importância da biópsia de mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação de lesões suspeitas na mama requer avaliação complementar por biópsia para o diagnóstico definitivo. Inicialmente, o padrão ouro para aquisição de material era a excisão cirúrgica. No entanto, como até 70 a 80% das lesões representam etiologias benignas, métodos novos com uma boa relação custo-eficácia foram investigados como alternativas à ressecção cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como a acurácia e semelhante à biópsia cirúrgica, a biópsia percutânea (core e mamotomia) proporciona um diagnóstico geralmente definitivo, permitindo melhor planejamento para o tratamento e seguimento nas pacientes com suspeita ou com câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação aos resultados benignos, propicia segurança no acompanhamento da lesão, sem os custos de um procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-tem-cura/">Câncer de Mama tem Cura</a>, não tenha medo de realizar a <strong>biópsia</strong>!</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Referências:</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; ACR Practice Parameter for The Performance Of Stereotactic-Guided Breast Interventional Procedures, 2016. Disponível em: https://www.acr.org/~/media/ACR/Documents/PGTS/guidelines/Stereotactically_Guided_Breast.pdf?la=en Acesso: novembro,2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Ames V, Britton PD. Stereotactically guided breast biopsy: a review. Insights Imaging 2011; 2:171–176.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Biópsia guiada por imagens de lesões não palpáveis da mama. In: Harris JR, Lippman ME,MorrowM, Osborne CK. Diseases of the breast. 5ª ed. Philadelphia: Wolkers Kluwer 2014. 196-209.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; Rocha RD, Pinto RR, Aquino D, Aires CS. Step-by-step of ultrasound-guided core-needle biopsy of the breast: review and technique. Radiol Bras 2013; 46(4):234–241.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/">Para que serve a Biópsia das Mamas?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
