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	<title>Arquivos brca - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos brca - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Como a cicatriz em L na oncoplastia contribui para tratar um câncer de mama com marcas menores e mais discretas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[BIA-ALCL]]></category>
		<category><![CDATA[brca]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma anaplásico de células grandes]]></category>
		<category><![CDATA[próteses texturizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, geralmente duas preocupações surgem ao mesmo tempo: se o tratamento vai funcionar e como uma eventual cirurgia vai afetar a aparência das mamas. A boa notícia é que atualmente as intervenções cirúrgicas não se limitam apenas à cura da doença. Exemplo disso é a aplicação de técnicas de cicatriz em [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Quando uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama, geralmente duas preocupações surgem ao mesmo tempo: <strong>se o tratamento vai funcionar e como uma eventual cirurgia vai afetar a aparência das mamas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A boa notícia é que atualmente as intervenções cirúrgicas não se limitam apenas à cura da doença.<strong> Exemplo disso é a aplicação de técnicas de cicatriz em L na oncoplastia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse método permite que mulheres com câncer de mama, dentro de determinadas circunstâncias, <strong>mantenham a aparência natural dos seios, com marcas bem mais discretas.</strong> Pensando nisso, nos tópicos abaixo você confere um panorama sobre o tema.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é a técnica de cicatriz em L e por que ela é chamada de &#8220;técnica do decote livre&#8221;?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-em-l-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cicatriz em L na oncoplastia é uma evolução da técnica clássica de T invertido</u></a>. Enquanto essa opção tradicional deixa três cicatrizes (uma ao redor da aréola, uma vertical e outra horizontal em forma de âncora), a <strong>abordagem em L elimina a cicatriz que passaria pela parte interna da mama, próxima ao colo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é um padrão de cicatriz que forma justamente um &#8220;L&#8221;: uma marca vertical que desce da aréola, conectada a uma cicatriz horizontal que fica apenas na lateral da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa característica tornou a técnica conhecida como &#8220;técnica do decote livre&#8221;</strong>. As mulheres podem usar decotes, biquínis e roupas mais abertas sem que as cicatrizes apareçam no centro do peito. Ou seja: as marcas ficam estrategicamente posicionadas em áreas menos visíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é<strong> possível compreender como essa técnica influencia de modo relevante o aspecto psicológico e emocional das pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, manter a aparência satisfatória das mamas tem grande impacto na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>autoestima </u></a>e na autoimagem dessas mulheres. E, como <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/jocn.16621" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a literatura sobre o tema mostra</u></a>, esse é um componente bastante preponderante na qualidade de vida após o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-aplicacao-de-enxerto-gordura-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Quais as indicações e os benefícios da reconstrução mamária com enxerto de gordura</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como funciona o procedimento da cicatriz em L na oncoplastia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais nada, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cirurgia</u></a> segue etapas cuidadosamente planejadas que integram a cirurgia oncológica com técnicas de plástica mamária. Para isso, são seguidas etapas que envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>planejamento das incisões em relação ao formato da mama e à posição do tumor</strong>;</li>



<li><strong>remoção do tumor com margens adequadas</strong>, com a finalidade de garantir a remoção completa da lesão, incluindo uma área de tecido saudável ao redor;</li>



<li><strong>remodelação mamária com o tecido que sobrou,</strong> redistribuindo a glândula mamária e removendo o excesso de pele, se necessário;</li>



<li>posteriormente, é<strong>considerada a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/seios-tamanhos-diferentes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>simetrização da mama contralateral (oposta) saudável</strong></u></a>, permitindo uma melhor composição da aparência por meio da modificação da forma, redução ou elevação do outro seio.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe destacar que a técnica de cicatriz em L funciona especialmente bem para tumores com características específicas. Isso pode limitar a aplicação a tumores extensos ou multifocais. Contudo, <strong>é levada sempre em consideração a necessidade da remoção de margens seguras com a manutenção de resultados estéticos satisfatórios.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os desafios para se obter um bom resultado com a cicatriz em L?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos benefícios, a técnica de cicatriz em L tem limitações importantes que determinam quais pacientes são boas candidatas e quais serão os retornos obtidos pela abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, o<strong>fechamento da incisão sem tensão acentuada é um desses pontos importantes</strong>. Quando a pele é esticada demais por conta das suturas, a pele pode ficar ondulada e a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cicatriz tende a alargar e engrossar,</u></a> o que compromete o resultado estético. <strong>A fim de evitar isso, é preferível sempre recorrer a pontos internos de suspensão, distribuindo melhor a tensão da pele.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, cirurgiões devem sempre considerar a posição do tumor e a adequação necessária para <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>compor a aparência das mamas</u></a> de modo harmônico e satisfatório.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Que tecnologias e recursos são utilizados para garantir cicatrizes com o resultado esperado?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião responsável pode utilizar determinadas tecnologias para otimizar os resultados estéticos. Além de pontos que buscam amenizar a tensão da pele, é possível também recorrer ao uso de materiais que favorecem a cicatrização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso são as <strong>colas cirúrgicas biológicas aplicadas sobre os pontos internos</strong>, que ajudam a selar a pele e reduzem ainda mais qualquer tensão residual sobre a cicatriz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>telas de poliéster</strong>, como o <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1089/gyn.2023.0038?int.sj-full-text.similar-articles.2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>sistema Dermabond Prineo</u></a>, <strong>são outro recurso valioso</strong>. Essas telas são colocadas sobre a sutura da pele, funcionando como um reforço que distribui a tensão e sustenta os tecidos durante a cicatrização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, o próprio corpo incorpora a tela de poliéster, que fica permanentemente integrada ao tecido, mantendo a forma da mama a longo prazo e reduzindo as chances de queda acentuada posterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, a<strong> adoção de placas de silicone sobre a cicatriz e tratamentos com laser ou luz pulsada visando o clareamento e alisamento das cicatrizes são frequentemente pertinentes.</strong> A aplicação dessas ferramentas de modo supervisionado estimula a hidratação da pele e a remodelação do colágeno, melhorando progressivamente a textura e a cor das marcas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a<strong>avaliação adequada e o planejamento cuidadoso desde o diagnóstico são fundamentais para que a cicatriz em L na </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>oncoplastia</strong></u></a><strong> traga tanto os resultados oncológicos quanto os estéticos</strong>, permitindo que o câncer de mama seja enfrentado com preservação da autoestima da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira agora <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-lipoenxertia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>como funciona a lipoenxertia</u></a>, uma outra técnica que permite a reconstrução mamária após o tratamento do câncer de mama utilizando a gordura do corpo da própria mulher.</p>
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		<item>
		<title>Estudo mostra como linfomas em implantes de mama são mais frequentes em mulheres com mutação nos genes BRCA utilizando próteses texturizadas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Dec 2025 12:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[BIA-ALCL]]></category>
		<category><![CDATA[brca]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[linfoma anaplásico de células grandes]]></category>
		<category><![CDATA[próteses texturizadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A segurança das próteses mamárias é um tema que desperta atenção constante entre mulheres em diferentes circunstâncias. Nesse contexto, uma nova pesquisa trouxe informações adicionais sobre a relação entre alterações genéticas específicas e o risco de desenvolver linfomas em implantes de mama. O estudo, publicado em setembro de 2025 na revista científica Blood Advances,examinou como mutações nos genes BRCA1 e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A segurança das próteses mamárias é um tema que desperta atenção constante entre mulheres em diferentes circunstâncias. Nesse contexto, <strong>uma nova pesquisa trouxe informações adicionais sobre a relação entre alterações genéticas específicas e o risco de desenvolver linfomas em implantes de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, publicado em <a href="https://ashpublications.org/bloodadvances/article/9/17/4436/537761/BRCA1-2-impact-on-the-development-of-implant" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>setembro de 2025 na revista científica </u></a><a href="https://ashpublications.org/bloodadvances/article/9/17/4436/537761/BRCA1-2-impact-on-the-development-of-implant"><em><u>Blood Advances,</u></em></a><a href="https://ashpublications.org/bloodadvances/article/9/17/4436/537761/BRCA1-2-impact-on-the-development-of-implant"></a>examinou como <strong>mutações nos genes BRCA1 e BRCA2</strong> podem influenciar o aparecimento de <strong>um linfoma anaplásico de células grandes, uma forma de complicação rara, porém importante.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é o linfoma anaplásico de células grandes associado a implantes mamários (BIA-ALCL)?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de compreender os achados do estudo, vale a pena repassar alguns detalhes do que define essa alteração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o chamado <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-de-celulas-grandes-e-silicone/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>linfoma anaplásico de células grandes associado a implantes mamários </u></a>(conhecido pela sigla BIA-ALCL, derivada do seu nome em inglês) é um <strong>tipo raro de câncer do sistema imunológico</strong> que pode se desenvolver em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mulheres com próteses de silicone.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa disfunção atinge especialmente as células T, que se tornam anormais e crescem de forma descontrolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O organismo mantém essas células em alerta para identificar e combater ameaças externas. Todavia, em alguns casos, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>presença do implante feito de silicone</u></a> pode <strong>desencadear uma resposta inflamatória crônica que culmina no desenvolvimento do linfoma.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências científicas disponíveis indicam que essa complicação está relacionada principalmente aos implantes com superfície texturizada (ou rugosa). Esse tipo de prótese possui uma textura mais áspera, originalmente desenvolvida para reduzir a movimentação do implante dentro da mama e diminuir certos contratempos pós-operatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a <strong>superfície texturizada parece funcionar como um gatilho</strong> que estimula uma <strong>reação inflamatória persistente no organismo</strong>, favorecendo alterações celulares que podem levar ao linfoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sintomas mais comuns da condição, que geralmente aparecem anos após a colocação do objeto, frequentemente envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>inchaço da mama;</li>



<li>dor.;</li>



<li>presença de nódulos nas próprias mamas ou nas axilas;</li>



<li>mudanças no formato da mama, causando assimetrias;</li>



<li>coleção de fluidos (seromas) ao redor da prótese.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja uma condição rara, o BIA-ALCL requer atenção. <strong>Quando diagnosticado precocemente, há boas perspectivas para os resultados do tratamento</strong>,que geralmente consiste na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/explante-silicone-antes-e-depois/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>remoção completa do implante </u></a>e da cápsula de tecido ao redor, como reforçam as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-associado-a-implantes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>diretrizes mais atualizadas sobre o tema.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Como funciona uma cirurgia para a remoção de próteses de silicone?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma os linfomas em implantes de mama estão conectados a alterações nos genes BRCA?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">genes BRCA1 e BRCA2</a> são conhecidos por seu papel no aumento do risco de câncer de mama e ovário. Esses genes são responsáveis pelo reparo de danos no DNA das células.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando há mutações (herdadas de mãe ou pai) nesses genes, a capacidade de reparação fica comprometida, aumentando a probabilidade de desenvolvimento da enfermidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a <strong>pesquisa de meados de 2025 indica que mulheres portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 apresentam risco maior de desenvolver BIA-ALCL</strong> quando utilizam implantes mamários, especialmente os texturizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a essa conclusão, <strong>os autores do estudo reuniram dados de 3.500 mulheres que haviam sido submetidas a uma reconstrução mamária com próteses texturizadas</strong>. Elas fizeram isso depois de uma mastectomia conduzida como parte do tratamento de um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse grupo, 520 pacientes também tiveram os resultados de testes genéticos analisados, em busca de alterações capazes de aumentar a predisposição a um câncer. No fim, foi possível constatar que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>entre as 3.500 mulheres com implantes texturizados, 11 tiveram casos de BIA-ALCL;</li>



<li>no recorte de 520 mulheres que passaram por testes genéticos, 43 apresentavam mutações nos genes BRCA e sete desenvolveram um BIA-ALCL dentro de um período de acompanhamento médio de 11,5 anos;</li>



<li>em paralelo, considerando toda a amostra, foi possível comparar 13 mulheres com implantes e BIA-ALCL a um grupo controle de 39 mulheres com implantes, mas sem BIA-ALCL.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, <strong>os autores do artigo puderam constatar que mulheres com mutação no gene BRCA apresentaram uma probabilidade ajustada por idade 16 vezes maior de desenvolver o linfoma</strong> do que mulheres sem a mutação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais são as implicações práticas desses resultados para a saúde das mulheres?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que, mesmo nesse grupo de maior risco, o BIA-ALCL continua sendo uma complicação rara.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o estudo conta com amostras pequenas, o que pode afetar a confiança nos achados. Contudo, a identificação dessa conexão talvez seja um primeiro passo para orientar decisões médicas mais assertivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 que planejam realizar reconstrução mamária após mastectomia ou cirurgia estética com implantes, <strong>os resultados reforçam a importância de discutir alternativas com seus médicos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Opções como implantes de superfície lisa (que não apresentam o mesmo risco aumentado) ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>técnicas de reconstrução autóloga </u></a>(usando o próprio tecido da paciente) devem entrar na lista de considerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto relevante é o acompanhamento médico. <strong>Mulheres portadoras dessas mutações genéticas que já possuem implantes texturizados devem manter vigilância redobrada</strong>, com consultas regulares e atenção especial a qualquer alteração nas mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para profissionais de saúde, <strong>os resultados destacam a importância de uma avaliação completa e individualizada</strong>. O histórico genético deve fazer parte da discussão sobre riscos e benefícios dos diferentes tipos de implantes mamários disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, embora os linfomas em implantes de mama continuem sendo uma complicação rara, o conhecimento sobre fatores de risco genéticos permite decisões mais informadas e acompanhamento adequado, sempre com o objetivo de garantir a segurança e o bem-estar das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite agora e entenda o que é e o que pode explicar a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/"></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>doença do silicone</u></a>, diagnóstico ainda envolto em muitas dúvidas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>De que forma a mutação PALB2 aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 11:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PALB]]></category>
		<category><![CDATA[brca]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[PALB2]]></category>
		<category><![CDATA[riscos não evitáveis]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mutação PALB2 pode aumentar bastante o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida, o que exige acompanhamento apropriado A carga hereditária está entre os principais fatores de risco não modificáveis para desenvolver um tumor nas mamas. Uma vez que nosso DNA guarda as instruções para o funcionamento do organismo, modificações indesejadas podem desencadear processos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A mutação PALB2 pode aumentar bastante o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida, o que exige acompanhamento apropriado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A carga hereditária está entre os principais fatores de risco não modificáveis para desenvolver um tumor nas mamas</strong>. Uma vez que nosso DNA guarda as instruções para o funcionamento do organismo, modificações indesejadas podem desencadear processos que levam ao desenvolvimento de um câncer<strong>. Esse é o caso, por exemplo, da mutação PALB2.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja tão mencionada quantas as mutações nos genes BRCA 1 e 2, alterações no PALB2 também merecem a devida atenção. Elas podem exigir recomendações de rastreamento precoce conforme avaliação do médico responsável pelo acompanhamento. Nesse sentido, esclarecer os principais pontos sobre tal alteração é um primeiro passo importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é a mutação PALB2?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O gene PALB2 é responsável pela expressão de uma série de proteínas que contribuem para a reparação do material genético das células. <strong>Quando ele apresenta uma determinada mutação (ou seja, uma modificação), esse processo é afetado e faz com que o risco da pessoa desenvolver diferentes tipos de câncer, em especial nas mamas, no pâncreas e nos ovários, seja maior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O PALB2 é considerado um gene de alta penetrância e suas mutações aumentam o risco de desenvolver um câncer de mama entre 45 e 60% ao longo da vida. Como referência, mulheres em geral possuem um risco cumulativo para desenvolver a doença que oscila de 10 a 12%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sejam genes diferentes, o PALB2 e o BRCA2 têm uma relação direta. Inclusive, PALB2 é a sigla para “Partner and Localizer of BRCA2”. <strong>A conexão entre ambos os genes se dá pela interação das proteínas produzidas por eles, desempenhando as funções de reparação no material genético já destacadas. </strong>Tanto homens quanto mulheres têm duas cópias do PALB2 no seu material genético, uma herdada da mãe e outra do pai.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem deve fazer um teste genético para identificar mudanças no gene PALB2?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de uma mutação, seja no PALB2, seja no BRCA 1 ou 2 ou em qualquer outro gene, é <strong>identificada por meio de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/?_ga=2.208958801.213179233.1681310966-848203006.1673623648&amp;_gl=1*4i2434*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_PQC87SDMSD*MTY4MTMxMDk2Ni42Mi4xLjE2ODEzMTA5NjYuMC4wLjA."><u><strong>testes genéticos.</strong></u><u></u></a> Isso não significa que todas as mulheres devem se submeter a esse tipo de avaliação. Em geral, a recomendação de um teste genético é feita para pacientes que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Receberam um diagnóstico de um tumor de mama triplo negativo antes dos 60 anos;</li>
<li>Receberam um diagnóstico de um tumor na mama antes dos 45 anos ou entre ou 46 e os 60 associados a outros fatores de risco;</li>
<li>Mulheres já diagnosticadas com um câncer de mama e um câncer nos ovários;</li>
<li>Têm membros da família com mutação BRCA2/PALB2 já descoberta;</li>
<li>Apresentam histórico de episódios de câncer de mama na família ou de homens com tumores na próstata.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, a palavra final sobre a necessidade do teste genérico deve passar, como não poderia deixar de ser, pela avaliação do médico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como ela influencia na chance de desenvolver um tumor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1400382?query=featured_home" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>artigo publicado no New England Journal of Medicine,</u></a> a presença da mutação PALB2 pode elevar o risco de desenvolver câncer nas mamas entre cinco e nove vezes, se comparado com o risco médio da população em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse número, o estudo acompanhou 362 membros de 154 famílias com a mutação PALB2 identificada. Dentro desse grupo, 311 eram mulheres e 51 homens. Todos eles foram acompanhados por 20 anos ou até o momento do diagnóstico da doença<strong>. Depois desse período, 229 mulheres e sete homens dentro da amostra tiveram câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assim, em comparação com a população em geral, os responsáveis pelo estudo apontaram que havia uma chance 9,47 vezes maior de pessoas com mutações no gene PALB2 desenvolverem câncer de mama ao longo da vida</strong>. Aos 60 anos, o risco de desenvolver a doença era cinco vezes maior, conforme indicam os dados reunidos pelos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o risco absoluto de desenvolver um câncer de mama associado a alterações no gene PALB2 até os 70 anos é de 33% para mulheres sem histórico familiar da doença. Já para aquelas com dois ou mais familiares de primeiro grau com câncer de mama, esse risco absoluto sobe para 58%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora raro, vale mencionar que alterações em ambos os genes PALB2 também estão associados a uma doença genética conhecida como anemia de Fanconi. Entre outros problemas, esse quadro também predispõe a uma chance maior de desenvolver alguns tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/bi-rads-como-funciona-classificacao-exames-imagem-da-mama/">Saiba o que é o BI-RADS e entenda como funciona essa classificação para exames de imagem da mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as orientações de prevenção para quem tem a mutação PALB2?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com os dados dos testes genéticos em mãos, a paciente deve passar pelo chamado aconselhamento genético. <strong>A partir disso, são definidas as melhores condutas para minimizar o risco devido à mutação descoberta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, <strong>mulheres com alterações no gene PALB2 podem se beneficiar de um acompanhamento precoce com exames de imagens e, mais raramente, com mastectomias preventivas, conforme avaliação individual de risco.</strong> A introdução de hábitos de vida saudáveis (com a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>redução no consumo de álcool </u></a>e interrupção do tabagismo) também são incentivadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo, desta vez publicado no periódico <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2789164" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>JAMA Oncology</u></a>, aponta estratégias de rastreamento precoce para pacientes com mutações nos genes PALB2, ATM e CHEK. <strong>Assim, a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u><strong>ressonância magnética</strong></u></a><strong> poderia ser feita a partir do intervalo entre os 30 e 35 anos e a mamografia dos 40 anos em diante.</strong> A explicação para a introdução mais tardia das<a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u> mamografias</u></a> se dá pelo fato de que elas podem aumentar o risco de falsos-positivos, não contribuindo para a redução efetiva da mortalidade. Os resultados do estudo foram obtidos a partir da simulação de modelos estatísticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As orientações obtidas por meio do aconselhamento genético podem ser estendidas aos parentes. Eles também podem carregar a mutação PALB2 (ou qualquer outra modificação que eleve o risco de desenvolver a doença). <strong>Em todo o caso, o contato constante e franco com o médico responsável pelo acompanhamento deve orientar qualquer medida, inclusive diante do peso emocional maior que o risco de desenvolver um câncer pode gerar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja também o que você precisa </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong>saber sobre os sinais e sintomas mais comuns de um câncer de mama.</strong></u></a></p>
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