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	<title>Arquivos cálcio - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos cálcio - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Vitamina D e o câncer de mama: o que se sabe sobre essa relação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[cálcio]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[deficiência vitamina D]]></category>
		<category><![CDATA[fósforo]]></category>
		<category><![CDATA[hormônio]]></category>
		<category><![CDATA[sistema imune]]></category>
		<category><![CDATA[suplementos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como muita coisa que envolve a prevenção de um tumor, a possível conexão entre vitamina D e o câncer de mama conta ainda com várias incertezas. Todavia, existem sim evidências sugerindo que deficiências nesse elemento podem elevar o risco de desenvolver a doença. Diante disso, o que as mulheres devem fazer sobre esse aspecto? E que fatores devem ser considerados [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Como muita coisa que envolve a prevenção de um tumor, <strong>a possível conexão entre vitamina D e o câncer de mama conta ainda com várias incertezas</strong>. Todavia, existem sim evidências sugerindo que deficiências nesse elemento podem elevar o risco de desenvolver a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, o que as mulheres devem fazer sobre esse aspecto? E que fatores devem ser considerados no dia a dia para garantir que o organismo tenha à disposição a quantidade suficiente do nutriente? Essas e outras questões serão exploradas nos tópicos a seguir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a vitamina D age no organismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a vitamina D é um hormônio associado a uma série de processos fisiológicos essenciais do corpo humano. Alguns dos mecanismos que não funcionam a contento sem a presença adequada do elemento são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Absorção e retenção de cálcio e fósforo nos ossos</strong>, fazendo com que sua deficiência possa desencadear um quadro de osteoporose (algo relevante para <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/"><u>mulheres na menopausa</u></a>).</li>



<li>Regulação de <strong>atividades do sistema imune.</strong></li>



<li><strong>Metabolismo da glicose</strong> através da produção da insulina.</li>



<li><strong>Relaxamento e contração dos músculos</strong>, inclusive do coração.</li>



<li>Interferência em diversos <strong>fatores de crescimento celular</strong>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outro fato relevante é que, embora existam <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/"><u>alimentos</u></a> que possam contribuir com as necessidades diárias da substância, <strong>a maior parte dela é produzida pelo próprio corpo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, para isso é necessário que a pessoa tenha contato diário de pelo menos alguns minutos com a luz solar. Sem o estímulo, o organismo é incapaz de efetuar a síntese do elemento em uma das suas versões (o colecalciferol, também chamado de vitamina D3).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, vale reforçar que a deficiência de vitamina D é considerada um problema de saúde pública em vários contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que pelo menos metade da população mundial tenha um nível insuficiente do hormônio, <strong>enquanto cerca de um bilhão de pessoas sofram com algum grau de deficiência</strong>, conforme dados apresentados em artigo do <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3356951/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of Pharmacology &amp; Pharmacotherapeutics.</u></em></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>Dicas de alimentação durante o tratamento do câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">De que maneira os níveis de vitamina D e o câncer de mama podem interagir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora se saiba que a deficiência de vitamina D tenha inúmeros reflexos sobre a saúde humana, <strong>concluir se a manutenção dos níveis ideais contribui para a prevenção de um câncer de mama está longe de um consenso</strong>. Ainda assim, pesquisadores tentam jogar luz sobre a questão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo que reuniu dados de vários outros artigos e ponderou o peso de cada um deles (o que os especialistas chamam de metanálise) identificou que <strong>mulheres com maiores níveis de vitamina D apresentam uma chance 45% menor de desenvolver uma neoplasia mamária</strong>. Tal conclusão foi apresentada no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-009-0593-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a>, em 2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos anos seguintes, em maior ou menor grau, outras publicações demonstraram resultados similares. Já evidências de um estudo mais recente, <a href="https://www.mdpi.com/2072-6643/16/5/573" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicado em 2024</u></a>, <strong>sugeriu que um nível de vitamina D acima de 40 ng/mL</strong> (valor considerado saudável para a maior parte da população) seria o suficiente para oferecer alguma proteção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, a concentração da substância no corpo poderia trazer ganhos também entre mulheres já diagnosticadas com um tumor na mama. Logo, a presença do nutriente em patamares maiores aumentaria a sobrevida, conforme <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2580715" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo de 2017 veiculado no</u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2580715"><em><u> Jama Oncology.</u></em></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo diante de tudo isso, outra revisão foi no sentido oposto. Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793447" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>trabalho de 2022</u></a> levou em conta as informações de 84 estudos sobre o tema e concluiu que nenhum tipo de suplementação de vitaminas e minerais seria suficiente para contribuir com a prevenção de diferentes tipos de câncer.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A relação causa e efeito da vitamina D</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Em teoria, a presença de vitamina D no organismo poderia contribuir com a prevenção do câncer de mama por interferir nos mecanismos que permitem às células se multiplicarem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, mesmo com estudos detalhados, <strong>é difícil bater o martelo em definitivo a respeito dessa questão</strong>. Em resumo, isso acontece pelo fato de ser complicado determinar a causalidade entre a disponibilidade da vitamina D e a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, isso significa que não se sabe ao certo se a redução do risco observado em alguns casos é consequência do efeito da substância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível que pessoas com níveis altos de vitamina D mantenham hábitos mais saudáveis e, por isso, sejam menos afetadas pelo câncer. Ao mesmo tempo, é necessário considerar que talvez a concentração do elemento sofra influência do desenvolvimento de um tumor (e não o contrário).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, cabe sempre ressaltar que um câncer de mama é resultado de uma<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u> interação complexa de fatores,</u></a> que nem sempre podem ser isolados.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados para garantir mais vitamina D para o corpo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>acompanhar os níveis de vitamina D pode (e deve) fazer parte dos cuidados básicos de saúde</strong>, sobretudo de pacientes já na menopausa (por conta do risco de osteoporose, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, um exame de sangue relativamente simples é capaz de medir a presença da substância no corpo. Se o número encontrado for abaixo do ideal, é possível atuar para ajustar isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de aumentar o contato com a luz do Sol, sempre de forma protegida por alguns minutos diariamente, é possível ainda recorrer a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/"><u>suplementos</u></a> com a finalidade de corrigir a deficiência. <strong>A inclusão de determinados alimentos na dieta também pode ajudar</strong>. Entre alguns deles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Gemas dos ovos.</li>



<li>Salmão, atum e sardinha.</li>



<li>Frutos do mar em geral (como os camarões).</li>



<li>Óleo de fígado de bacalhau.</li>



<li>Fígado bovino ou de frango.</li>



<li>Cogumelos.</li>



<li>Leite de vaca e seus derivados (iogurte, queijo e manteiga)</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, ainda que a possível conexão entre a vitamina D e o câncer de mama seja difícil de definir, outros fatores associados ao nutriente devem sempre ser observados de perto. Com isso, é possível se proteger contra outras complicações, muitas delas comuns na vida de uma mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br />Confira também o que diz a ciência a respeito do<a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u> consumo de ultraprocessados e a chance de que isso cause um câncer.</u></a></p>
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		<title>Perda óssea na menopausa e câncer de mama: o que você precisa saber</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2022 09:44:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[cálcio]]></category>
		<category><![CDATA[estrogenio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[osteoporose]]></category>
		<category><![CDATA[vitamina D]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamentos de câncer de mama podem acelerar o comprometimento da massa óssea na menopausa, afetando a qualidade de vida A perda óssea na menopausa é um fenômeno recorrente: não por menos, esse período da vida das mulheres está associado à elevação no risco de desenvolvimento da osteoporose, que reduz a massa dos ossos e aumenta a chance de fraturas. Além [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Tratamentos de câncer de mama podem acelerar o comprometimento da massa óssea na menopausa, afetando a qualidade de vida</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A perda óssea na menopausa é um fenômeno recorrente: <strong>não por menos, esse período da vida das mulheres está associado à elevação no risco de desenvolvimento da osteoporose, </strong>que reduz a massa dos ossos e aumenta a chance de fraturas. Além disso, mulheres que passaram ou ainda passam por tratamentos para superar o câncer de mama podem ver a saúde dos ossos ainda mais comprometida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é importante entender a relação entre a perda óssea, a menopausa e o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u>câncer de mama</u></a> e compreender melhor como esses aspectos podem contribuir para afetar a qualidade de vida da mulher, mesmo nos quadros em que ela tem a remissão do tumor nas mamas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A perda óssea na menopausa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A osteoporose é uma condição caracterizada pelo progressivo comprometimento da massa óssea, tornando os ossos mais frágeis e suscetíveis a fraturas. O desenvolvimento do organismo faz com que, com o passar dos anos, o corpo perca a capacidade de manter a formação óssea adequada, provocando lentamente perda na capacidade óssea. Isso começa acontecer, em média, por volta dos 30 anos. <strong>Em geral, o processo é imperceptível, devido a lentidão com que ele acontece.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, quadros de osteoporose são uma combinação de deficiência na ingestão de alguns minerais (como cálcio e fósforo) e de vitamina D (responsável pelo processo de absorção do cálcio) e ainda de alterações hormonais. <strong>É o que acontece, por exemplo, na menopausa: com a redução da produção de estrogênio, as mulheres contam com um fator de risco adicional para desenvolver essa condição, principalmente a partir dos 50 anos.</strong> O hormônio desempenha papel importante na composição da massa óssea, ajudando e na absorção e no metabolismo do cálcio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A depender do grau de perda de massa óssea, o quadro pode ser caracterizado como osteopenia, em que há perda discreta de massa óssea, sem risco de fraturas. Entretanto, essa condição pode se agravar e evoluir para a osteoporose, onde a perda de massa óssea é acentuada e há risco de fraturas caso não seja feito o tratamento adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os casos de osteoporose podem ser classificados em primários ou secundários. No primeiro tipo, a doença é desencadeada por fatores relativos à deficiência nutricional, devido a hábitos inadequados ou por causa de histórico familiar. Na segunda categoria, a doença é resultado de um problema anterior, como doenças renais crônicas, distúrbios hormonais, de determinados <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/"><u>tipos de câncer</u></a>, diabetes ou ainda devido ao uso prolongado de determinadas medicações, que diminuem a absorção de cálcio pelos ossos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, <strong>a progressão da osteoporose costuma ser silenciosa.</strong> Somente quando a perda óssea atinge um patamar avançado é que podem ser notadas dores, deformação nos ossos e fraturas. No entanto, muitas pessoas nunca vão manifestar nenhum tipo de sintoma até que as fraturas comecem a ocorrer. Essas, por sua vez, tendem a ter recuperação lenta e provocar invalidez, dependendo do local e da extensão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A perda óssea pós-câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se em condições normais as mulheres já são mais suscetíveis a quadros de perda óssea significativa, principalmente após a menopausa, diante de um diagnóstico de câncer de mama a questão deve receber atenção redobrada. A razão é simples: <strong>muitos tratamentos para esse tipo de tumor podem acelerar a perda de massa óssea. Isso acontece principalmente com pacientes com tumores receptores de hormônio positivo, devido ao uso de anti-hormônios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesses casos, algumas opções de tratamento envolvem a supressão do estrogênio ou da sua ação no organismo, fazendo com que o tumor não tenha a ajuda do hormônio para multiplicar as células cancerígenas.</strong> Para isso, são usados medicamentos (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/?_ga=2.17608377.1224917346.1670851033-1333540459.1670851033&amp;_gl=1*cs9ei1*_ga*MTMzMzU0MDQ1OS4xNjcwODUxMDMz*_ga_PQC87SDMSD*MTY3MDg1MTAzMy4xLjEuMTY3MDg1MTAzMy4wLjAuMA..">o tamoxifeno</a> ou os inibidores de aromatase) ou métodos que promovam a inibição da função dos ovários, que pode ser até mesmo definitiva, por meio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>cirurgia</u></a> ou radioterapia.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/">Anticoncepcional e câncer de mama: entenda relação e riscos</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O comprometimento da massa óssea pode ser notado mesmo em mulheres que receberam o tratamento para câncer de mama e já estão livres da doença por longos períodos. Em <a href="https://www.scielo.br/j/rbgo/a/N5ZLykCgPbB54Xs5MZtjWbR/?lang=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um estudo com 115 mulheres tratadas em um hospital universitário da Faculdade de Medicina de Botucatu</u></a>, no estado de São Paulo<strong>, </strong>todas as pacientes tinham 45 anos ou mais de idade, tinham tido a última menstruação há pelo menos mais de 1 ano e estavam ao menos há 5 anos livres do câncer nas mamas, <strong>60% delas apresentavam baixa densidade óssea após avaliação</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses números parecem estar alinhados com outras estatísticas a respeito do tema, conforme os próprios autores reforçam. De acordo o <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16110508/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Women&#8217;s Health Initiative Observational Study, </u></a>em um grupo de 209 mulheres tratadas para combate do câncer de mama, a prevalência de deficiências na densidade óssea era maior se comparadas a outras mulheres que nunca haviam recebido nenhum tipo de tratamento do tipo. As pacientes com câncer tinham 55% mais chance de sofrer uma fratura no quadril.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode ser feito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/24043289/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>, dessa vez feito nos Estados Unidos,</u></a> além de reforçar que mulheres com câncer de mama têm um risco maior de desenvolver osteoporose, <strong>mostrou que elas discutiam menos esse assunto com seus médicos e não recebiam informações adicionais sobre o risco de comprometimento de massa óssea. </strong>O primeiro passo para manejar melhor tal condição é reforçar as melhores estratégias para minimizar o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um primeiro momento, a adoção de alguns hábitos é de extrema valia. <strong>Isso inclui manter uma rotina regular de prática de exercícios físicos, abandonar o cigarro, reduzir o consumo de álcool e reforçar a ingestão de cálcio, seja por meio da alimentação, seja por suplementação, conforme orientação profissional. </strong>Vale sempre lembrar que o cálcio só é absorvido adequadamente com a presença de vitamina D, gerada a partir da exposição da pele humana ao Sol ou também por meio de suplementação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico também pode prescrever alguns medicamentos específicos para o problema. Um dos mais comuns é o ácido zoledrônico, medicamento utilizado para reduzir a liberação de cálcio pelos ossos e inibir a reabsorção óssea. O denosumabe, um anticorpo monoclonal que atua aumentando a massa óssea inibindo a proteína RANK, também oferece bons resultados. Essa proteína é responsável pela ativação de células que reabsorvem e retiram o cálcio dos ossos e aumentam os níveis do cálcio no sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, um artigo publicado na <a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)60995-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>The Lancet e apresentado na reunião de 2022 da American Society of Clinical Oncology (ASCO)</u></a> mostrou que o denosumabe contribui para aumentar a densidade óssea e sobrevida livre de doença de pacientes tratadas com inibidores de aromatase. Em um ensaio duplo cego, o grupo de mulheres que recebeu as doses de denosumabe demorou mais tempo para registrar uma fratura e teve períodos mais longos sem manifestações do tumor, incluindo possíveis metástases.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para concluir</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O comprometimento dos ossos na menopausa é ainda mais relevante em pacientes de câncer de mama que receberam determinados tipos de tratamento relacionado à inibição do estrogênio, mesmo depois que eles são encerrados. Os serviços de saúde devem sempre reavaliar a necessidade de estratégias para lidar com esse problema, que não raro, fica negligenciado diante do impacto emocional que o diagnóstico e o tratamento de um tumor trazem.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/">Como exercícios podem ajudar na prevenção e no tratamento do câncer de mama</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse sentido, médicos devem ser capazes de fornecer as informações relevantes sobre a questão e estimular a adoção de hábitos capazes de reverter a progressão da perda óssea na menopausa, período em que isso é mais significativo</strong>. Além disso, é preciso fazer o acompanhamento adequado e garantir a promoção do bem-estar ao longo de toda a sobrevida dessas pacientes.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/">Perda óssea na menopausa e câncer de mama: o que você precisa saber</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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