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	<title>Arquivos cancer de mama - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos cancer de mama - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba quando a mamoplastia pode fazer parte do tratamento do câncer de mama em mamas grandes ou caídas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Oct 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia oncoplástica]]></category>
		<category><![CDATA[macromastia]]></category>
		<category><![CDATA[mama caída]]></category>
		<category><![CDATA[mamoplastia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ter mamas grandes ou caídas não significa, por si só, apresentar maior risco de desenvolver câncer de mama. Ainda assim, quando a doença é diagnosticada, o volume e o formato dos seios interferem no planejamento cirúrgico. Em algumas pacientes, por exemplo, a retirada do tumor pode ser combinada a técnicas de mamoplastia. Isso permite reduzir, levantar ou remodelar a mama [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-mamas-grandes-caidas/">Saiba quando a mamoplastia pode fazer parte do tratamento do câncer de mama em mamas grandes ou caídas</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ter mamas grandes ou caídas não significa, por si só, apresentar maior risco de desenvolver câncer de mama. <strong>Ainda assim, quando a doença é diagnosticada, o volume e o formato dos seios interferem no planejamento cirúrgico.</strong></p>
<p>Em algumas pacientes, por exemplo, a retirada do tumor pode ser combinada a técnicas de mamoplastia. Isso permite reduzir, levantar ou remodelar a mama no mesmo procedimento.</p>
<p>Ainda que a prioridade continue sendo tratar adequadamente a doença, essas intervenções podem ajudar a reorganizar o tecido restante, reduzir deformidades e preservar, na medida do possível, um formato mais harmonioso da mama.</p>
<h2>Quando a mamoplastia pode fazer parte do tratamento do câncer de mama?</h2>
<p><strong>Mamoplastia é o nome dado ao conjunto de cirurgias realizadas para modificar o tamanho, o formato ou a posição das mamas.</strong> Dependendo do objetivo, o procedimento pode reduzir o volume mamário, retirar o excesso de pele, reposicionar os tecidos ou elevar as mamas.</p>
<p>Embora seja frequentemente associada a intervenções estéticas, a mamoplastia também pode integrar tratamentos reconstrutivos e oncológicos.</p>
<p>De modo geral, <strong>a mamoplastia faz parte do planejamento oncológico quando a retirada do tumor tende a comprometer a forma, o volume ou a simetria mamária</strong>. Esse tipo de alteração é relativamente comum em mamas volumosas ou com queda acentuada.</p>
<p>Nesses casos, associar técnicas de remodelação à cirurgia oncológica permite tratar a doença e, ao mesmo tempo, preservar um <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-e-reconstrucao-mamaria/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">contorno mamário mais harmônico</a>. Essa abordagem é conhecida como <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">cirurgia oncoplástica.</a> Ela une princípios da cirurgia oncológica e da cirurgia plástica em um mesmo procedimento ou em etapas planejadas.</p>
<p>Um exemplo é a chamada mamoplastia terapêutica, indicada quando a paciente tem mama grande ou caída e precisa fazer a retirada de um tumor. Nesses casos, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">o cirurgião aproveita o próprio procedimento para reduzir e reposicionar o tecido remanescente.</a></p>
<h2>Como a mamoplastia pode ser relevante em casos de câncer de mama em mamas grandes ou caídas?</h2>
<p>Em geral, <strong>em mamas grandes ou com ptose (ou seja, queda) relevante, a retirada de um tumor pode deixar áreas vazias, deformidades no contorno ou assimetria entre os lados.</strong> Como consequência, pode haver uma alteração estética significativa, com impactos sobre a autoestima.</p>
<p>Portanto, associar a mamoplastia à cirurgia oncológica permite redistribuir o tecido remanescente e reposicionar o complexo aréolo-papilar, reduzindo a chance de um resultado esteticamente insatisfatório.</p>
<p>Adicionalmente, em pacientes com mamas muito grandes ou caídas que precisarão de radioterapia, reduzir o volume mamário pode reduzir o risco de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">alguns efeitos indesejados do tratamento radioterápico.</a> Isso está relacionado à possibilidade de obter uma distribuição mais homogênea da dose de radiação em mamas menores.</p>
<p>Por outro lado, <strong>cabe sempre reforçar que a mamoplastia associada não é obrigatória</strong>. Ela é uma escolha da paciente junto à equipe médica, e não realizá-la não compromete o tratamento do câncer em si.</p>
<p class="leia"><em>Saiba mais: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-mamaria/" style="color:inherit;text-decoration:inherit"><em>As vantagens de uma cirurgia oncoplástica mamária que você precisa conhecer</em></a></p>
<h2>Quais técnicas podem ser combinadas à cirurgia do câncer de mama?</h2>
<p>A técnica escolhida depende do tamanho e da localização do tumor, do volume mamário, das características da mama e do planejamento cirúrgico. Entre as mais utilizadas, estão:</p>
<ul>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora/" style="color:inherit;text-decoration:inherit"><strong>mamoplastia redutora:</strong></a> remoção do excesso de pele, gordura e glândula, reduzindo o volume e reposicionando o complexo aréolo-papilar, indicada especialmente quando o tumor está em mama muito volumosa;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-levantar-as-mamas/" style="color:inherit;text-decoration:inherit"><strong>mastopexia (lifting mamário):</strong></a> correção da ptose sem necessariamente remover grande volume, reposicionando o tecido remanescente após a retirada do tumor;</li>
<li><strong>simetrização da mama contralateral:</strong> dedicada a equilibrar volume e formato entre as duas mamas;</li>
<li><strong>retalhos glandulares locais:</strong> o cirurgião desloca tecido da própria mama para preencher a área de onde o tumor foi retirado, reduzindo o risco de deformidades localizadas.</li>
</ul>
<p>Cabe ressaltar que qualquer intervenção com finalidade estética também deve considerar os aspectos oncológicos do tratamento.</p>
<p>Nesse contexto, um estudo publicado no periódico <a target="_blank" href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/00031348251413533" style="color:inherit;text-decoration:inherit"><em>The American Surgeon</em></a> avaliou 30 pacientes com câncer de mama inicial e mamas volumosas submetidas à mamoplastia redutora bilateral, combinando a retirada do tumor por meio de cirurgia oncoplástica com redução da mama contralateral para simetrização.</p>
<p>Os autores observaram <strong>taxas aceitáveis de complicações, sem atraso no tratamento complementar, além de bons níveis de satisfação das pacientes com o resultado.</strong></p>
<p>A conclusão foi que a mamoplastia redutora bilateral pode ser uma opção segura e viável nesse contexto, ajudando também no <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-e-reconstrucao-mamaria/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">planejamento da radioterapia </a>e na obtenção de maior simetria mamária.</p>
<h3>Por que o planejamento entre mastologista e cirurgião plástico é importante?</h3>
<p>Como destacamos, <strong>a decisão de associar ou não a mamoplastia ao tratamento do câncer de mama depende da avaliação conjunta do mastologista e do cirurgião plástico.</strong></p>
<p>Nesse planejamento, o mastologista é responsável por definir as margens de segurança oncológica (ou seja, quanto tecido será removido ao redor do tumor) e a necessidade de terapias complementares, enquanto o cirurgião plástico avalia a melhor forma de remodelar o tecido remanescente sem comprometer o controle da doença.</p>
<p>Esse alinhamento também é importante porque a radioterapia, comum após <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-conservadora-oncoplastia-mastectomia/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">cirurgias conservadoras</a>, pode alterar a cicatrização e o resultado estético ao longo do tempo.</p>
<p>Por isso, o momento ideal para a mamoplastia (durante a cirurgia oncológica ou em uma etapa posterior) deve considerar se a paciente fará ou não radioterapia, já que os tecidos irradiados apresentam maior risco de complicações em procedimentos futuros.</p>
<p>Para orientação personalizada sobre a saúde das suas mamas, agende uma consulta com a Dra. Brenda Delgado! <a target="_blank" href="https://api.whatsapp.com/send/?phone=5511970988899" style="color:inherit;text-decoration:inherit">Clique aqui </a>para entrar em contato ou acesse o ícone do WhatsApp disponível nesta página.</p>
<p>Em resumo, a <strong>mamoplastia pode, sim, fazer parte do tratamento do câncer de mama em mamas grandes ou caídas,</strong> mas a<a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora-e-mastopexia-quando-sao-indicada/" style="color:inherit;text-decoration:inherit"> indicação, a técnica e o momento certo variam de paciente para paciente. </a>Por isso, o acompanhamento conjunto entre a mastologia e a cirurgia plástica é o que contribui para a segurança oncológica e um resultado estético mais satisfatório.</p>
<p>Para continuar lendo sobre o tema, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-e-reconstrucao-mamaria/" style="color:inherit;text-decoration:inherit">entenda agora como o tratamento com radiação interfere na técnica para recompor a aparência das mamas</a>.</p>
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		<title>O que toda mulher precisa saber sobre as diferenças entre a reconstrução mamária imediata ou tardia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diante do diagnóstico de câncer de mama, uma das decisões mais importantes, e muitas vezes menos discutidas no início do tratamento, é sobre o momento ideal para recompor a aparência dos seios, quando isso se faz necessário. Entender as diferenças entre a reconstrução mamária imediata ou tardia ajuda a paciente a chegar mais preparada às conversas com a equipe médica. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diante do diagnóstico de câncer de mama, uma das decisões mais importantes, e muitas vezes menos discutidas no início do tratamento, é sobre o <strong>momento ideal para recompor a aparência dos seios, quando isso se faz necessário.</strong> Entender as diferenças entre a <strong>reconstrução mamária imediata ou tardia</strong> ajuda a paciente a chegar mais preparada às conversas com a equipe médica.</p>
<p>Não existe uma resposta única e válida para todas as mulheres. Cada opção tem vantagens e desvantagens próprias, e a escolha depende de uma combinação de fatores clínicos, oncológicos e pessoais.</p>
<h2>Como funciona a reconstrução mamária imediata?</h2>
<p>Quando se opta pela reconstrução mamária imediata, a <strong>recomposição da mama é realizada em conjunto com a</strong> <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-conservadora-oncoplastia-mastectomia/">mastectomia</a> (ou seja, do procedimento cirúrgico necessário para remover o tumor).</p>
<p>Assim que o cirurgião remove o tecido mamário, já se inicia o processo de reconstrução, seja com implante, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/">expansor tecidual</a> ou <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/">tecido autólogo (da própria paciente)</a>. Entre as principais vantagens dessa abordagem estão:</p>
<ul>
<li><strong>Menor impacto psicológico</strong>, já que a paciente desperta da cirurgia com algum volume mamário.</li>
<li><strong>Melhor aproveitamento da pele e, quando possível, do complexo aréolo-papilar</strong> (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastectomia-preservacao-mamilo/">mamilo e área pigmentada ao redor</a>), favorecendo resultados estéticos mais naturais.</li>
<li>Possibilidade de menor número total de cirurgias, já que mastectomia e reconstrução ocorrem na mesma internação.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, a reconstrução imediata também apresenta desvantagens que precisam ser ponderadas:</p>
<ul>
<li><strong>Cirurgia mais longa</strong> e período de <strong>recuperação mais extenso.</strong></li>
<li>Maior dificuldade para identificar precocemente complicações na pele, já que <strong>a reconstrução pode mascarar sinais do tipo.</strong></li>
<li>Quando há indicação posterior de radioterapia, <strong>os tecidos reconstruídos podem sofrer os efeitos da radiação</strong>, aumentando o risco de contratura capsular, fibrose e, em alguns casos, falha do implante.</li>
</ul>
<p>De forma geral, a reconstrução imediata não compromete a detecção de recidiva local do câncer. Ainda assim, exige avaliação cuidadosa sobre a necessidade de tratamentos complementares.</p>
<h2>E a reconstrução mamária tardia?</h2>
<p>Na reconstrução mamária tardia, <strong>a paciente passa primeiro pela mastectomia e, somente semanas, meses ou até anos depois, é submetida à cirurgia de reconstrução.</strong></p>
<p>Esse intervalo pode variar bastante, e a equipe médica o define em conjunto, conforme a evolução do tratamento oncológico. As principais vantagens da reconstrução tardia incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Possibilidade de concluir todo o protocolo de tratamento</strong>, incluindo a radioterapia, antes de operar a área a ser reconstruída, o que tende a reduzir complicações relacionadas à radiação sobre o tecido reconstruído.</li>
<li>Mais tempo para a paciente <strong>avaliar com calma as opções de reconstrução disponíveis.</strong></li>
<li>Em teoria, <strong>menor taxa de complicações imediatas</strong> em comparação à reconstrução realizada no mesmo tempo da mastectomia.</li>
</ul>
<p>As desvantagens, no entanto, também merecem atenção:</p>
<ul>
<li>A <strong>paciente permanece por um período sem volume mamário,</strong> com possível <a href="https://drabrendadelgado.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">impacto emocional.</a></li>
<li><strong>É necessária uma nova cirurgia</strong>, com nova recuperação e, frequentemente, custos adicionais.</li>
<li>A <strong>pele da região tende a ficar mais retraída e menos elástica após a cicatrização da mastectomia</strong>, o que pode tornar a reconstrução tecnicamente mais desafiadora e, em alguns casos, resultar em um desfecho estético menos natural.</li>
</ul>
<p><strong>Vale destacar que existe ainda uma terceira possibilidade</strong>. Nessa alternativa, o médico coloca um expansor temporário no momento da mastectomia, preserva a pele e o contorno da mama, e conclui a reconstrução definitiva depois que a radioterapia, quando indicada, é finalizada.</p>
<p>Tal estratégia busca equilibrar os <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/">benefícios estéticos</a> da abordagem imediata com a segurança de operar um tecido já tratado pela radiação.</p>
<h2>Quais critérios influenciam na escolha entre a reconstrução mamária imediata ou tardia?</h2>
<p>A decisão entre reconstrução mamária imediata ou tardia não depende da preferência isolada da paciente ou do cirurgião. A equipe constrói essa escolha a partir da análise conjunta de diversos fatores clínicos e pessoais.</p>
<h3>Necessidade de radioterapia pós-operatória</h3>
<p>Esse é, possivelmente, <strong>o critério mais determinante</strong>. Quando há indicação de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">radioterapia</a> após a mastectomia, a reconstrução imediata com implante passa a ser uma decisão de maior risco, já que o tecido irradiado tende a desenvolver fibrose, contratura capsular e maior probabilidade de complicações como infecção e falha na reconstrução.</p>
<p>Por isso, normalmente, opta-se pela reconstrução tardia nesses casos, especialmente quando a opção é por implantes.</p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a></p>
<h3>Estágio do tumor e condições clínicas da paciente</h3>
<p><strong>O estadiamento da doença influencia diretamente o planejamento cirúrgico</strong>. Tumores em <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/">estágios mais avançados,</a> ou que exigem tratamentos sistêmicos (como a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/">quimioterapia</a>) antes da cirurgia, podem tornar mais prudente postergar a reconstrução até que o quadro oncológico esteja mais estável.</p>
<p>Em paralelo, fatores como tabagismo, diabetes, obesidade e outras comorbidades podem aumentar o risco de complicações cirúrgicas e de cicatrização.</p>
<p>Por isso, artigos de março de 2023 do <a target="_blank" href="https://abs.amegroups.org/article/view/7127/html">Annals of Breast Surgery</a> apontam que há <strong>contraindicação absoluta para a reconstrução em casos de diagnóstico de câncer de mama localmente avançado, câncer de mama inflamatório ou infecção ativa na região da mama.</strong></p>
<h3>Preferências e prioridades individuais</h3>
<p>Também se considera a <strong>forma como cada mulher lida com a perspectiva de ficar um período sem volume mamário,</strong> sua disponibilidade para passar por <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/">mais de uma cirurgia</a> e suas expectativas estéticas.</p>
<h3>Resultado estético e tempo de recuperação</h3>
<p>Embora a reconstrução imediata costume oferecer vantagens estéticas relacionadas à preservação da pele, <strong>isso não significa que a reconstrução tardia leve necessariamente a resultados insatisfatórios.</strong> Com as técnicas atuais, é possível alcançar bons resultados em ambas as modalidades, desde que a indicação seja bem avaliada.</p>
<p>Artigo publicado em janeiro de 2024 no <a target="_blank" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1748681523007519"><em>Journal of Plastic, Reconstructive &#038; Aesthetic Surgery</em></a> apontou que tanto a reconstrução imediata quanto a tardia proporcionam bons resultados e alta satisfação para as pacientes.</p>
<p>O estudo avaliou se o momento da <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/lipoenxertia-reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/">reconstrução da</a> mama após a mastectomia influencia a qualidade de vida das pacientes. Foram analisadas 146 mulheres que fizeram a intervenção imediatamente (77 delas) ou algum tempo depois da cirurgia (69 do total).</p>
<p>Os <strong>resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos em relação à satisfação com as mamas, nem quanto ao bem-estar físico e emocional.</strong> Também não foi observada variação na qualidade de vida geral medida por outro questionário de saúde.</p>
<p>Logo, diante de tantas variáveis, a <strong>escolha entre a reconstrução mamária imediata ou tardia deve ser sempre construída em conjunto entre a paciente</strong>, o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/">mastologista</a> e os demais membros da equipe responsável pelo acompanhamento.</p>
<p>Quer saber mais sobre o tema? Então antes de ir embora <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-parcial-mama/">entenda como é feita a reconstrução parcial da mama depois de uma quadrantectomia</a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-imediata-ou-tardia/">O que toda mulher precisa saber sobre as diferenças entre a reconstrução mamária imediata ou tardia</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Descubra se o uso de toucas térmicas no câncer de mama traz benefícios</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/toucas-termicas-cancer-de-mama-3/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=toucas-termicas-cancer-de-mama-3</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[queda de cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[resfriamento do couro cabeludo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para muitas mulheres em tratamento oncológico, a queda de cabelo decorrente da quimioterapia vai além de uma questão estética: ela representa uma lembrança constante (e pública) da doença, com efeitos diretos sobre a autoestima, a identidade e a qualidade de vida. Nesse contexto, as toucas térmicas no câncer de mama surgem como uma alternativa para amenizar esse impacto. Mas como [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/toucas-termicas-cancer-de-mama-3/">Descubra se o uso de toucas térmicas no câncer de mama traz benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitas mulheres em tratamento oncológico, a queda de cabelo decorrente da quimioterapia vai além de uma questão estética: <strong>ela representa uma lembrança constante (e pública) da doença, com efeitos diretos sobre a autoestima, a identidade e a qualidade de vida.</strong> Nesse contexto, as <strong>toucas térmicas no câncer de mama surgem como uma alternativa para amenizar esse impacto.</strong></p>
<p>Mas como esse recurso funciona, <strong>o que os estudos recentes mostram e quais aspectos médicos e pacientes devem levar em conta antes de optar por ele</strong>? É o que este artigo busca esclarecer em cada um dos tópicos a seguir.</p>
<h2>Como as toucas térmicas funcionam no contexto do câncer de mama?</h2>
<p>As toucas térmicas, como o próprio nome sugere, são <strong>dispositivos que reduzem a temperatura do couro cabeludo </strong>antes, durante e após as <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">sessões de quimioterapia.</a></p>
<p>Esse resfriamento tem um objetivo específico: <strong>diminuir o fluxo sanguíneo na região e, com isso, reduzir a quantidade de agentes quimioterápicos que chegam aos folículos capilares.</strong> Na prática, com menor exposição ao medicamento, os folículos ficam mais protegidos, o que pode preservar parte dos fios durante o tratamento.</p>
<p>A touca é posicionada na cabeça da paciente em diferentes momentos da sessão de quimioterapia. O processo geralmente envolve o resfriamento antes da infusão do fármaco, durante toda a aplicação e por um período após o término. Esse intervalo varia conforme o protocolo e o tipo de quimioterápico utilizado.</p>
<p>Existem dois formatos principais disponíveis: <strong>sistemas de resfriamento contínuo (conectados a uma máquina) e toucas de gel que precisam ser trocadas ao longo da sessão.</strong></p>
<p>Em resumo, os sistemas de resfriamento contínuo tendem a manter a temperatura de forma mais estável e consistente ao longo de toda a sessão. Já as toucas de gel são mais acessíveis financeiramente, mas exigem trocas frequentes e podem apresentar variações de temperatura que comprometem a eficácia.</p>
<p>Em todo caso, a escolha deve ser orientada pelo oncologista, levando em conta o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">tipo de tratamento</a>, o protocolo quimioterápico e a disponibilidade em cada serviço de saúde.</p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-acupuntura-cancer-mama/" style="font-style:italic;">Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</a></p>
<h2>O que um novo estudo diz sobre esse recurso?</h2>
<p>Mais recentemente, um estudo apresentado no <a target="_blank" href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS1-01-01/773676/Abstract-PS1-01-01-Evaluating-the-use-self" style="font-style:italic;">San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) 2025</a> trouxe dados especialmente relevantes para o contexto de mulheres jovens com câncer de mama em estágio inicial.</p>
<p>O trabalho acompanhou <strong>265 pacientes com menos de 45 anos que receberam quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante (ou seja, antes ou depois da cirurgia), das quais 52% optaram pelo uso do resfriamento do couro cabeludo.</strong> Entre as que utilizaram o recurso e responderam ao acompanhamento de um ano, os resultados foram variados:</p>
<ul>
<li>40% relataram perda inferior a 50% dos fios, dado consistente com a literatura;</li>
<li>28% reportaram perda superior a 75%, evidenciando que o desempenho do procedimento não é uniforme entre as pacientes;</li>
<li>68% das participantes declararam-se satisfeitas ou muito satisfeitas com a experiência;</li>
<li>79% afirmaram que fariam uso do recurso novamente;</li>
</ul>
<p>Além disso, ao final de um ano, <strong>nenhum participante relatou ausência total de crescimento dos fios, e praticamente 80% mencionaram uma recuperação completa</strong> ou da <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/">maior parte dos cabelos.</a></p>
<p>O estudo aponta ainda que mulheres com maiores níveis de ansiedade antes do início do tratamento foram mais propensas a optar pelo resfriamento, o que reforça a dimensão psicológica envolvida nessa decisão e a importância de integrá-la ao acompanhamento clínico.</p>
<p>Anteriormente, uma revisão publicada em 2021, no periódico <a target="_blank" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00520-021-06188-8" style="font-style:italic;">Supportive Care in Cancer</a>, com dados de 27 estudos e 2.202 participantes, encontrou uma taxa de efetividade de <strong>61% no uso de dispositivos de resfriamento do couro cabeludo </strong>para proteção capilar em pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia.</p>
<p>Contudo, a efetividade varia entre 50% e 65%, com resultados mais favoráveis para pacientes que recebem quimioterapia apenas com taxanos (como o paclitaxel e o docetaxel), uma classe específica de quimioterápicos. Para protocolos com antraciclinas (como a doxorrubicina e epirrubicina), os resultados são menos expressivos.</p>
<h2>O que médico e paciente precisam considerar sobre os benefícios das toucas térmicas?</h2>
<p>A <strong>decisão pelo uso das toucas térmicas no câncer de mama é individual e envolve uma série de variáveis que devem ser avaliadas em conjunto.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da eficácia, o protocolo de quimioterapia utilizado é um fator determinante. Como já mencionado, os resultados são mais consistentes com taxanos do que com antraciclinas, e o ajuste correto da touca à cabeça é fundamental para que o resfriamento atinja de forma homogênea todo o couro cabeludo.</p>
<p>Assim como acontece com outros recursos, possíveis <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">efeitos colaterais</a> não devem ser ignorados. As pacientes podem relatar:</p>
<ul>
<li>dores de cabeça;</li>
<li>tontura;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/">dor</a> no couro cabeludo;</li>
<li>sensação intensa de frio;</li>
<li>sensação de peso na cabeça;</li>
<li>náuseas.</li>
</ul>
<p>Além disso, a maioria das pacientes relata maior desconforto nos primeiros minutos de uso, com adaptação progressiva ao longo da sessão.</p>
<p>A <strong>acessibilidade pode ser outra barreira, como o próprio estudo apresentado no SABCS 2025 aponta.</strong> O custo e a disponibilidade dos equipamentos ainda são obstáculos relevantes em muitos contextos. No Brasil, a incorporação desse recurso na rotina oncológica avança, mas de forma dispersa, conforme a assistência disponível para a paciente.</p>
<p>Diante disso, é importante que a decisão sobre o uso de toucas térmicas no câncer de mama seja tomada em diálogo aberto entre a paciente e sua equipe de saúde, levando em conta não apenas os aspectos técnicos, mas também o impacto emocional que a perda dos fios representa para cada mulher.</p>
<p class="leia">Confira agora como o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/crioterapia-quimioterapia/">uso da crioterapia de mãos e pés na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama.</a></p>
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		<item>
		<title>Cirurgia conservadora, oncoplastia ou mastectomia: qual a melhor opção em casos de câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia conservadora]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[oncoplastia]]></category>
		<category><![CDATA[quadrantectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de câncer de mama é um momento que exige decisões complexas para garantir o tratamento adequado. Entre as questões que surgem com mais frequência está a escolha do tipo de procedimento cirúrgico incluído como parte do esquema terapêutico: cirurgia conservadora, oncoplastia ou mastectomia? Cada uma dessas opções tem indicações específicas, vantagens e pontos de atenção que devem ser [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de câncer de mama é um momento que exige decisões complexas para garantir o tratamento adequado. Entre as questões que surgem com mais frequência está a escolha do tipo de procedimento cirúrgico incluído como parte do esquema terapêutico: cirurgia conservadora, oncoplastia ou mastectomia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada uma dessas opções tem indicações específicas, vantagens e pontos de atenção que devem ser cuidadosamente avaliados. Assim, a decisão final envolve critérios médicos precisos, além da perspectiva e das preferências da própria paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da intervenção cirúrgica no tratamento de câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia é, na grande maioria dos casos, um dos pilares centrais do tratamento do câncer de mama. Seu objetivo principal é a remoção do tumor com margens livres, o que garante que não restem células tumorais nos tecidos ao redor da área operada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos cenários, a cirurgia é realizada de forma integrada a outros tratamentos, como a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia), a radioterapia adjuvante (após a cirurgia) e a hormonioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa combinação de recursos permite que o tratamento seja personalizado de acordo com o estadiamento da doença, o subtipo tumoral e as características individuais de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da finalidade oncológica, a cirurgia também tem um papel cada vez mais relevante no contexto da qualidade de vida. A escolha da técnica interfere diretamente na imagem corporal, na autoestima, no exercício saudável da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/" target="_blank" rel="noopener">sexualidade</a> e no bem-estar psicológico das mulheres, o que torna a discussão sobre as opções disponíveis ainda mais importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cirurgia conservadora, oncoplastia ou mastectomia: como funciona cada técnica?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As diretrizes atuais reforçam que a cirurgia conservadora é apropriada para muitas pacientes. Mas isso não significa que ela seja adequada para todos os casos. Portanto, compreender as diferenças entre cada abordagem é parte fundamental do processo de tomada de decisão compartilhada entre médico e paciente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Cirurgia conservadora</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O procedimento conservador, também chamado de quadrantectomia ou mastectomia parcial, consiste na remoção do tumor com uma margem de tecido saudável ao redor, preservando o máximo possível da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com publicação da <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://www.breastsurgeons.org/docs/statements/asbrs-breast-conserving-surgery-partial-mastectomy.pdf" target="_blank" rel="noopener"><em>American Society of Breast Surgeons (ASBrS)</em></a>, essa abordagem é apropriada para a maioria das pacientes com câncer de mama em <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/" target="_blank" rel="noopener">estágio inicial</a>. Tal decisão leva em conta principalmente os cenários em que o tumor é pequeno em relação ao volume da mama, o que permite a remoção completa da lesão com resultado estético satisfatório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal vantagem é a preservação da mama, o que costuma trazer benefícios importantes para a autoestima e a <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/mindfulness-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noopener">qualidade de vida da paciente</a>. Entre as limitações, está a prescrição obrigatória de radioterapia adjuvante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, pode haver necessidade de uma nova cirurgia caso as margens não estejam livres de células tumorais. Em paralelo, tumores grandes, múltiplos focos na mesma mama ou contraindicação à radioterapia podem direcionar para outras opções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, estudo publicado em 2025 no periódico <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-16215-x" target="_blank" rel="noopener"><em>Scientific Reports</em></a> com dados de milhares de pacientes mostrou que conservar a mama (cirurgia + radioterapia) tem resultados de sobrevida semelhantes aos da mastectomia com reconstrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos específicos (como tumores menores, sem linfonodos acometidos ou câncer triplo-negativo) a conservação da mama pode até apresentar melhores resultados. Já em tumores mais avançados ou no subtipo HER2, a mastectomia com <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/lipoenxertia-reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/" target="_blank" rel="noopener">reconstrução</a> pode ser tão eficaz ou, em alguns casos, ligeiramente superior.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Oncoplastia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A oncoplastia é uma técnica que combina os princípios da cirurgia oncológica com as técnicas de cirurgia plástica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é remover o tumor de forma segura e, ao mesmo tempo, remodelar a mama para um resultado estético superior. Essa abordagem amplia as possibilidades da cirurgia conservadora, permitindo a retirada de volumes maiores de tecido sem comprometer a aparência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa técnica é especialmente útil quando o tumor está em uma localização que dificultaria um bom resultado estético com a cirurgia conservadora convencional.</p>



<p class="leia wp-block-paragraph"><em>Confira também:</em> <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/cicatriz-em-l-oncoplastia/"><em>Saiba quais são os benefícios da cicatriz em L na oncoplastia</em></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com mamas maiores também se beneficiam, pois a oncoplastia permite associar a remoção do tumor a uma redução mamária, equilibrando a simetria com a outra mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo publicado na <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0960977624001152" target="_blank" rel="noopener"><em>The Breast</em></a> em 2024, com análise de diversas pesquisas, mostrou que a cirurgia conservadora com técnicas oncoplásticas apresenta melhores resultados do que a cirurgia conservadora convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa opção reduz a chance de necessidade de nova cirurgia, de recidiva local e de retirada completa da mama, além de proporcionar estética mais harmoniosa e satisfatória. No geral, também apresentou menos complicações, sendo uma alternativa segura e eficaz para o tratamento do câncer de mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mastectomia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, a mastectomia consiste na remoção completa do tecido mamário. É indicada quando o tumor é grande em relação à mama, quando existem múltiplos focos de doença ou quando há contraindicação à radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes portadoras de <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noopener">mutações BRCA1 e BRCA2</a> também podem optar pela mastectomia como forma de redução de risco, inclusive na mama contralateral. Por outro lado, trata-se de uma cirurgia de maior porte, com recuperação mais longa e potencial impacto na imagem corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a maioria das mastectomias pode ser acompanhada de reconstrução imediata, o que significa que a paciente já sai do centro cirúrgico com a mama reconstruída. As técnicas incluem o uso de <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/" target="_blank" rel="noopener">implantes mamários</a> ou de <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noopener">tecido da própria paciente</a>, dependendo do caso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Que fatores devem ser levados em conta para escolher a opção correta?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cada mulher tem uma história, um corpo e prioridades diferentes. Por isso, na prática não existe resposta única para todas. O papel do mastologista é apresentar todas as opções com transparência, explicando os riscos e benefícios de cada caminho de forma clara. Assim, é possível levar em conta aspectos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tamanho e localização do tumor em relação ao volume total da mama;</li>



<li>Número de focos tumorais (unifocal ou multifocal);</li>



<li>Estadiamento da doença;</li>



<li><a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/">Resposta à quimioterapia</a> neoadjuvante, quando aplicada;</li>



<li>Possibilidade de obtenção de margens livres adequadas;</li>



<li>Presença de mutações genéticas de alto risco, como BRCA1 e BRCA2;</li>



<li>Condições clínicas que possam contraindicar a radioterapia adjuvante, já que sua necessidade é um critério relevante para a indicação das técnicas conservadoras;</li>



<li>Impacto esperado na imagem corporal;</li>



<li>Contexto emocional e suporte disponível para o período de recuperação;</li>



<li>Interesse ou não em <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/mastectomia-com-reconstrucao-mamaria-e-mamoplastia-com-cicatriz-em-l/">reconstrução mamária</a>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, se torna mais viável decidir entre cirurgia conservadora, <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/" target="_blank" rel="noopener">oncoplastia</a> ou mastectomia, sempre seguindo uma escolha baseada nas melhores evidências científicas disponíveis aliada a um olhar atento para a individualidade de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais agora sobre <a style="color: inherit; text-decoration: inherit;" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/" target="_blank" rel="noopener">como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os benefícios da mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 11:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quadrantectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes. Nesse contexto, a chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna é feita de maneira conservadora. Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a <strong>chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna</strong> é feita de maneira conservadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas necessárias, ampliando os benefícios do procedimento sobre diferentes pontos de vista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As possibilidades de uma mastopexia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a mastopexia é um procedimento cirúrgico que visa remodelar as mamas. Com isso, é possível <strong>reposicionar o tecido mamário e os mamilos de forma natural e esteticamente harmoniosa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, em circunstâncias não patológicas, o recurso é indicado para mulheres que apresentam flacidez mamária devido a fatores como gravidez, amamentação, envelhecimento ou perda significativa de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia pode envolver ainda a <strong>remoção de excesso de pele </strong>eos resultados são satisfatórios mesmo após a retirada de próteses mamárias. Entre os benefícios da mastopexia estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>melhora da estética dos seios;</li>



<li>correção de assimetrias;</li>



<li>redução do tamanho da aréola;</li>



<li>melhor posicionamento do mamilo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A condução da técnica é feita sob anestesia geral, com incisões realizadas conforme avaliação do cirurgião responsável. Antes de tudo, como em outros procedimentos similares, a recuperação exige uma série de cuidados para prevenir complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A combinação da mastopexia com a cirurgia oncológica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que a mastectomia seja o tipo de procedimento mais conhecido, ela não é a única opção quando há a necessidade de remover o tecido maligno da mama. Muitas mulheres podem alcançar a recuperação por meio de uma lumpectomia (eventualmente chamada de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>quadrantectomia</u></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente da<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u> mastectomia </u></a>(em que a retirada é integral), nesses casos a maior parte da mama é preservada. <strong>Somente o tumor e uma pequena margem ao redor são removidos</strong>. Apesar disso, o resultado pode gerar desconforto estético, incluindo alteração do volume mamário, assimetria ou deformidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse ponto<strong>, a mastopexia pode ser integrada ao plano cirúrgico, oferecendo uma solução que une saúde e estética</strong>. Em outras palavras, isso indica a possibilidade de realizar a retirada do tumor e a reconstrução da aparência das mamas logo em seguida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora-antes-depois/">O que esperar da recuperação e dos resultados de uma mamoplastia redutora</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>As principais vantagens dessa opção</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Realizar a reconstrução na mesma cirurgia significa que não será necessário esperar por um novo procedimento (com todos os riscos associados a esse tipo de intervenção) nem ter que atravessar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>dois períodos pós-operatórios distintos.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a combinação dos procedimentos permite que se trabalhe para alcançar um resultado que priorize tanto a remoção completa do tumor quanto a estética final das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal possibilidade é particularmente importante para mulheres que desejam <strong>preservar a aparência de suas mamas após o tratamento do câncer sem depender de novas intervenções</strong>. Ela pode ser relevante também para <strong>mulheres que já conviviam com algum desconforto estético</strong> em relação aos seios mesmo antes do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, há também um claro impacto psicológico positivo. A possibilidade de reconstruir ou remodelar as mamas durante o mesmo procedimento diminui o estigma e amplia o amparo dessas pacientes em um momento difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As limitações da mastopexia dentro do tratamento oncológico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>decisão de optar por essa abordagem deve ser tomada com a orientação de profissionais qualificados</strong>. Entre os aspectos que podem indicar a viabilidade desse tipo de reconstrução estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>seios menores, onde a remoção de até mesmo um pequeno tumor provavelmente terá uma consequência visível;</li>



<li>nódulo do tumor em um local especialmente aparente, como na parte interna da mama ou próximo ao mamilo;</li>



<li>seios de tamanho médio a grande em que se identifica a necessidade de remover uma boa quantidade de tecido;</li>



<li>aplicação de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u> quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante), o que reduz o câncer o suficiente para tornar a tumorectomia possível;</li>



<li>presença de flacidez excessiva, mamas muito grandes ou assimétricas, que são aspectos que podem ser corrigidos junto com a remoção do câncer.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, é esperado que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinomas inflamatórios</u></a>, tumores que se disseminaram por várias áreas ou a presença simultânea de vários nódulos impeça a opção por essa alternativa terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, com a escolha da mastopexia ou não, é essencial que se esclareçam todas as dúvidas sobre como será a condução da operação, <strong>sobretudo para que haja expectativas realistas sobre os resultados estéticos e prognósticos clínicos alcançados</strong>, <strong>compreendendo os riscos associados</strong> a qualquer procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais sobre as técnicas empregadas na oncoplastia, que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u>associa técnicas de cirurgia plástica ao tratamento cirúrgico do câncer de mama,</u></a></p>
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		<item>
		<title>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=cannabis-medicamento-para-cancer-interacao</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Feb 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cannabis medicinal]]></category>
		<category><![CDATA[CBD]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais da quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia integrativa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com o aumento dos locais onde o uso medicinal da cannabis é viável e o crescimento das pesquisas científicas sobre o tema, várias dúvidas surgem a respeito de como as substâncias presentes na planta podem ser úteis para lidar com a evolução de um câncer. Não por menos, evidências mostram que o número de pacientes utilizando derivados da cannabis é [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com o aumento dos locais onde o uso medicinal da cannabis é viável e o crescimento das pesquisas científicas sobre o tema, <strong>várias dúvidas surgem a respeito de como as substâncias presentes na planta podem ser úteis para lidar com a evolução de um câncer</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não por menos, evidências mostram que o número de pacientes utilizando derivados da cannabis é cada vez maior. No entanto, tal opção muitas vezes ignora o risco de possíveis interações com os medicamentos para o câncer de mama cujo uso já está estabelecido há mais tempo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A evolução da prescrição da cannabis com fins terapêuticos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As plantas do gênero cannabis são velhas conhecidas da humanidade. Há séculos, elas são cultivadas e utilizadas para diversos fins, incluindo uma série de possibilidades terapêuticas. Em muitos casos, o potencial disso ainda não é bem compreendido pela medicina, o que pouco a pouco está mudando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Boa parte desses possíveis efeitos benéficos se dá a partir de duas moléculas presentes na planta: o canabidiol, também conhecido como CBD, e o tetrahidrocanabinol, chamado de THC. Este segundo é o responsável pelo &#8220;barato&#8221; durante o uso recreativo da maconha, mas também vem apresentando algumas aplicações, como o combate a quadros de dor e insônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, embora o uso desses elementos venha sendo liberado em várias localidades mundo afora, as regras ainda são bem restritas. No Brasil, por exemplo, a comercialização de <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/anvisa/2019/rdc0327_09_12_2019.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>preparados farmacêuticos à base de cannabis foi autorizada apenas em 2019</u></a>. O processo exige receituário especial com a devida retenção de receita, entre outros requisitos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O uso de cannabis por pacientes com câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de todas as evidências, em determinados contextos pacientes com câncer de mama parecem estar explorando os potenciais da planta e seus derivados para gerenciar sintomas das neoplasias, bem como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/"><u>efeitos colaterais do tratamento</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso está em um <a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/cncr.33906" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado em 2022</a>, que coletou dados junto a pacientes que haviam sido diagnosticados com câncer de mama nos últimos cinco anos. Do total de 612 participantes, <strong>42% (257) relataram ter usado a cannabis para lidar com determinados desconfortos.</strong> Entre eles estavam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>dores (78%);</li>



<li>insônia (70%);</li>



<li>ansiedade (57%);</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/"><u>estresse </u></a>(51%);</li>



<li>náuseas e vômitos (46%).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Do total dos entrevistados, 79% usaram a planta em conjunto com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-axilar-extensa-cancer-mama-apos-quimioterapia-inicial/"><u>tratamentos sistêmicos </u></a>(quimioterapia, hormonioterapia etc.), radioterapia ou cirurgia para combater o tumor. <strong>Contudo, apenas 39% relataram isso a seus médicos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As possibilidades de interações da cannabis com os medicamentos para câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O uso da cannabis (ou de qualquer outro medicamento, substância ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/">suplemento)</a> durante e depois do tratamento de um câncer de mama apresenta riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que possam existir alguns benefícios, o que predomina são as lacunas no conhecimento disponível. As mais relevantes incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>interações com outros medicamentos, incluindo aqueles utilizados para combater o tumor;</li>



<li>falta de dados que possam antever combinações indevidas da cannabis com outras substâncias;</li>



<li>ausência de informações sobre o impacto dessas abordagens no longo prazo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para tentar melhorar o grau de evidências sobre o tema, <a href="https://ascopubs.org/doi/pdfdirect/10.1200/JCO.2024.42.16_suppl.12073" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um trabalho abordando a questão foi apresentado na edição de 2024</u></a> da Sociedade Norte-Americana de Oncologia Clínica (Asco).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo, pesquisadores norte-americanos entrevistaram indivíduos tratando um câncer (15% do total dos casos era de neoplasias na mama) para coletar informações sobre quais medicamentos eles estavam utilizando. No total, 318 pessoas responderam um questionário sobre o tema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse montante, <strong>61 (pouco menos de 20%) relataram estar utilizando a cannabis no momento das perguntas.</strong> A partir disso, um software analisou as respostas para cruzar os dados e identificar potenciais interações medicamentosas. Ao todo, foram mapeadas 412 possibilidades:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>em 71% das interações medicamentosas com cannabis foram com medicamentos para outras condições que não o câncer;</li>



<li>17% das internações elas aconteceram com medicamentos de venda livre.</li>



<li>10% estavam relacionadas justamente com agentes anticâncer.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, a análise identificou várias interações medicamentosas de gravidade moderada, com destaque para o paracetamol (acetaminofeno), em 9,5% dos episódios, a dexametasona, em 8%, e a ondansetrona, em 6,3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação aos componentes quimioterápicos, o maior potencial de risco envolvia o paclitaxel (4%) e a doxorrubicina (2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, esses resultados destacam que se a cannabis é frequentemente utilizada por pacientes com câncer para aliviar sintomas, é indispensável levar em conta a suas possíveis interações com outros medicamentos e como isso pode alterar a eficácia dos tratamentos ou aumentar o risco de efeitos adversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-meditacao/"><u>Os benefícios da meditação para pacientes diagnosticadas com câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que médicos e pacientes precisam levar em conta no uso desse recurso</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, quem cogita ou já usa a cannabis e seus derivados depois de um diagnóstico de câncer de mama deve ter ciência de que <strong>nenhum componente presente na planta é capaz de curar a doença</strong>, nem substituir tratamentos convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>é fundamental ser transparente sobre o uso da alternativa junto aos profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento do quadro</strong>. São eles que vão orientar sobre os riscos e os benefícios dessa opção, bem como identificar possíveis interações com os medicamentos para o câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, cabe sempre ressaltar que as evidências sobre como a cannabis pode ajudar na jornada do paciente diagnosticado com um tumor ainda são pequenas. <strong>A </strong><a href="https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/JCO.23.02596?af=R"><strong>maioria delas restringe as possibilidades ao controle de enjoos e vômitos</strong></a><strong> desencadeados pelos medicamentos</strong> empregados na quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar nisso, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/"><u>aproveite para saber mais sobre o que é possível esperar dos efeitos colaterais após a primeira sessão de quimioterapia.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/">O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Conheça o projeto “À Flor da Pele”, que ajuda na reconstrução mamária de pacientes após um câncer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jan 2025 18:48:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Projeto à Flor da Pele]]></category>
		<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[saúde feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora muitas vezes seja parte importante do combate ao câncer de mama, a remoção total do tecido da mama por meio da mastectomia ou parcial através de uma quadrantectomia, deixa marcas no corpo e na autoestima da mulher. Foi pensando nisso que o projeto &#8220;À Flor da Pele&#8221; se estruturou para unir esforços e reduzir tal impacto em pacientes do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/projeto-a-flor-da-pele-reconstrucao-mamaria/">Conheça o projeto “À Flor da Pele”, que ajuda na reconstrução mamária de pacientes após um câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Embora muitas vezes seja parte importante do combate ao câncer de mama, <strong>a remoção total do tecido da mama por meio da mastectomia ou parcial através de uma quadrantectomia, deixa marcas no corpo e na autoestima da mulher</strong>. Foi pensando nisso que <strong>o projeto &#8220;À Flor da Pele&#8221;</strong> se estruturou para unir esforços e reduzir tal impacto em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <a href="https://femama.org.br/site/noticias-recentes/projeto-de-lei-preve-maior-divulgacao-do-direito-de-reconstrucao-mamaria-pelo-sus/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Ministério da Saúde</u></a>, a estimativa era de que, até 2023, a fila para o procedimento reparador contasse com cerca de 20 mil mulheres. No entanto, essa espera ignora que ele deve ser encarado sempre como parte integral do tratamento oncológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância da reconstrução mamária em pacientes com câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/#:~:text=Mastectomia%20radical%20modificada,da%20musculatura%20abaixo%20da%20mama."><u>mastectomia</u></a>, vale lembrar, <strong>é uma intervenção cujas técnicas aplicadas têm como objetivo tratar cirurgicamente casos de câncer de mama</strong>. Elas são empregadas quando <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>opções mais conservadoras</u></a> de remoção do tumor possam não trazer o efeito esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem toda paciente precisa ser submetida a um procedimento tão invasivo quanto a mastectomia. Em muitos casos, essas mesmas cirurgias conservadoras da mama são suficientes para garantir um tratamento adequado. Ainda assim, nesses cenários podem também ocorrer defeitos ou deformidades mamárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, todo o cuidado e atenção no pós-operatório desse procedimento não devem levar em conta apenas o aspecto físico. <strong>A maneira como a remoção de uma ou ambas as mamas afetam o bem-estar psicológico da mulher também deve ser colocado nessa equação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, os seios são um componente essencial da feminilidade e das diferentes expressões da sexualidade de mulheres de todas as faixas etárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não quer dizer que toda paciente deve passar obrigatoriamente pela <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-lipoenxertia/"><u>reconstrução mamária</u></a>. No entanto, para aquelas que têm esse desejo, <strong>a recomposição da aparência da mama tem influência significativa na qualidade de vida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse momento pode ainda representar a conclusão de mais uma etapa da remissão da doença depois de toda a jornada desde o diagnóstico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o projeto “À Flor da Pele” atua para ampliar o acesso ao procedimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em Uberaba, Minas Gerais, uma ação tem feito diferença na vida de muitas pessoas, incluindo nisso tanto de quem se beneficia diretamente quanto de quem contribui com ele através de iniciativas voluntárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealizado pelo <a href="https://www.instagram.com/clebersergio.mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dr. Cléber Sérgio da Silva</a>, mastologista, especialista em reconstrução mamária, chefe e responsável pela residência médica em mastologia do Hospital Hélio Angotti, o projeto <strong>“À Flor da Pele”</strong> é uma ilustração permanente de como o amor ao próximo muda vidas para melhor.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O impacto nas vidas beneficiadas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Desde sua criação em 2019, o “À Flor da Pele” <strong>já atingiu positivamente mais de 150 vidas em cinco anos por meio das edições dos mutirões de reconstrução mamária,</strong> realizados anualmente na cidade mineira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a iniciativa ultrapassou as fronteiras de Minas Gerais, alcançando João Pessoa, na Paraíba. No nordeste, a liderança ficou a cargo da <a href="https://www.instagram.com/dra.anatherezauchoa?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==)" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Dra. Ana Thereza Uchoa,</a> e levou em frente mais 15 intervenções reconstrutoras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só na mais recente edição, realizada 2024, 31 mulheres foram contempladas. Elas passaram por uma rigorosa avaliação clínica para garantir que estivessem aptas ao procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, cada uma dessas pacientes não apenas recebeu cuidados especializados, mas também teve a oportunidade de reconstruir sua autoestima e reencontrar sua força interior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, mulheres que haviam perdido sua identidade ao enfrentarem o câncer de mama, ou pessoas marcadas por cicatrizes que traziam memórias dolorosas, <strong>encontram no “À Flor da Pele” uma nova oportunidade de enxergar a própria beleza e força.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitos relatos emocionantes mostram como a confiança e a autoestima renascem após o acolhimento e cuidado proporcionados pela equipe.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A experiência do voluntário no projeto “À Flor da Pele”</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>Dra. Brenda Delgado tem o prazer de integrar, desde 2022, o corpo clínico de mastologistas especialistas em oncoplastia e reconstrução mamária </strong>que se voluntariam para a realização dos procedimentos, compartilhando a dedicação e a generosidade que fazem toda a diferença. Abaixo, ela conta um pouco dessa experiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Como uma das cirurgiãs participantes, graças ao convite do Dr. Cleber Sergio, testemunho diariamente o impacto profundo que o projeto tem na vida dessas mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O projeto <strong>‘À</strong> <strong>Flor da Pele’</strong> é muito mais do que uma iniciativa social. É um exemplo vivo de como a dedicação, o talento e o amor ao próximo podem transformar vidas. Me sinto profundamente honrada em compartilhar minha experiência e celebrar tudo o que ele representa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Cleber, com sua sensibilidade e <em>expertise</em>, lidera essa jornada de ressignificação e empoderamento, mostrando que a arte e a medicina podem caminhar juntas para curar não apenas corpos, mas também almas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada intervenção carrega um significado profundo. Para mim, não se trata apenas de aplicar técnicas cirúrgicas, mas de ser parte de um processo de renascimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cirurgias realizadas são de alta complexidade, conduzidas por cirurgiões experientes em oncoplastia e reconstrução, com o suporte de toda a tecnologia necessária e materiais de alta qualidade, possibilitados por doações e parcerias”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais e acompanhar os próximos projetos,<a href="https://www.instagram.com/aflordapele_projeto" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <u>siga a página do Projeto “À Flor da Pele” no Instagram agora mesmo.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><a href="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="400" height="225" class="wp-image-18610" style="width: 400px;" src="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva-1024x576.jpg" alt="" srcset="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva-1024x576.jpg 1024w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva-300x169.jpg 300w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva-768x432.jpg 768w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Dr-Cleber-Sergio-da-Silva-1536x865.jpg 1536w" sizes="(max-width: 400px) 100vw, 400px" /></a></figure>
</div>

<div class="wp-block-image">
<figure class="alignleft size-large is-resized"><a href="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele.jpg" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><img decoding="async" width="1024" height="682" class="wp-image-18609" style="width: 342px; height: auto;" src="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele-1024x682.jpg" alt="" srcset="https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele-1024x682.jpg 1024w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele-300x200.jpg 300w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele-768x512.jpg 768w, https://drabrendadelgado.com.br/wp-content/uploads/2025/01/Equipe-cirurgica-a-Flor-da-Pele-1536x1024.jpg 1536w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></a></figure>
</div>


<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A importância da análise dos biomarcadores tumorais de um câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[HER2]]></category>
		<category><![CDATA[receptores hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos para o câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo câncer é resultado de uma soma de processos que fazem com que determinadas células se multipliquem de forma anormal. Esses mecanismos de proliferação da doença podem fazer com que determinados biomarcadores tumorais (ou seja, substâncias produzidas pelo tumo diante do quadro) sejam detectados por meio de exames específicos. Assim, mais do que uma mera informação adicional obtida após o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Todo câncer é resultado de uma soma de processos que fazem com que determinadas células se multipliquem de forma anormal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses <strong>mecanismos de proliferação da doença podem fazer com que determinados biomarcadores tumorais</strong> (ou seja, substâncias produzidas pelo tumo diante do quadro) sejam detectados por meio de exames específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mais do que uma mera informação adicional obtida após o diagnóstico, essas características são relevantes para entender em profundidade a natureza da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, médico e paciente conseguem discutir com clareza as alternativas de tratamento mais adequadas para cada caso e as perspectivas de como cada abordagem pode funcionar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os testes de busca por biomarcadores tumorais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma ampla, o diagnóstico de um tumor na mama é feito com as informações de exames de imagem (mamografia, ultrassom ou ressonância magnética) confirmadas depois por uma biópsia. Nessa análise, um fragmento do tecido em que há suspeita do tumor é removido e enviado para avaliação de um médico patologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>com os </strong><strong>testes de biomarcadores tumorais</strong> <strong>é possível ir além do diagnóstico e do que se sabe a respeito do câncer presente </strong>para rastreá-lo e tratá-lo com mais eficácia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, esse recurso tem como objetivo investigar a presença de genes, proteínas ou outras substâncias envolvidas na atividade das células cancerígenas. Como as possibilidades costumam ser amplas, não é raro encontrar esse procedimento com outros nomes, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Teste genético do tumor.</li>



<li>Teste genômico ou perfil genômico.</li>



<li>Teste molecular ou perfil molecular.</li>



<li>Teste somático.</li>



<li>Sequenciamento de nova geração.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do nome, a lógica é mais ou menos a mesma: <strong>o exame é feito a partir de uma amostra de sangue da paciente ou de tecido do tumor</strong>, depois enviado para um laboratório especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que os testes de marcadores tumorais não são a mesma coisa que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/"><u>testes genéticos feitos para identificar o risco de desenvolver um câncer de mama</u></a> no futuro. Algumas mulheres, por questões hereditárias, devem se submeter a essa outra forma de avaliação para se prevenir e antecipar as possibilidades da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u>O que é e para que serve a imuno-histoquímica do câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os biomarcadores tumorais mais comuns em um caso de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da compreensão do câncer de mama, mastologistas e oncologistas têm à disposição várias opções de testes de marcadores tumorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, alguns deles (como os de receptores hormonais e HER2) são feitos em todos os diagnósticos. Já aqueles envolvendo determinadas mutações e a presença de algumas proteínas são realizados posteriormente, se necessários, com base em outras características do quadro ou da progressão da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Receptores hormonais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo aqui é entender se <strong>o tumor tem receptores hormonais</strong> (espécie de chaves que ligam e desligam na presença dos hormônios) para o estrogênio e a progesterona. Tumores que apresentam tal status são chamados de receptores hormonais positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que eles são sensíveis à atuação desses componentes naturalmente presentes no organismo e suscetíveis à ação de determinados tratamentos que os envolvem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> HER2</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existem receptores presentes na superfície do tumor que se conectam a uma proteína capaz de acelerar o crescimento celular, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>chamada justamente de HER2</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta de uma mutação no gene associado à produção dessa proteína, <strong>alguns tumores apresentam uma alta de HER2</strong>. Isso leva a uma proliferação mais rápida das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/breast-cancer-her2-status.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>American Cancer Society</u></a>, entre 15 e 20% de todos os tumores são considerados HER2+. Existem também tratamentos específicos com o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/"><u>propósito de explorar esse alvo</u></a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Determinadas mutações genéticas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas alterações em genes <strong>que se relacionam com a atividade celular ou o metabolismo hormonal</strong> podem ser investigadas por meio dos testes genômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São vários os exemplos para isso, mas alguns dos principais deles são os genes ESR1 (envolvido na produção de estrogênio) e o PIK3CA (associado a produção de energia celular). A<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u> presença de certas mutações</u></a> indica que alguns tratamentos serão mais ou menos efetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, análises de alterações nos genes BRCA 1 e 2 também são um recurso valioso.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Presença de algumas proteínas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o câncer evolui, <strong>investigar se determinadas proteínas estão presentes nas células é igualmente pertinente, </strong>pois elas dão indícios importantes sobre o quadro<strong>.</strong> Dessa forma, entram na lista de possíveis avaliações os marcadores das substâncias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>PD-L1, sobretudo para tumores triplo negativos com o objetivo de determinar possíveis benefícios da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-imunoterapia/"><u>imunoterapia</u></a> com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/imunoterapia-para-cancer-de-mama-como-e-indicacoes/"><u> Keytruda (Pembrolizumabe)</u></a>;</li>



<li>Ki-67, que ajuda a identificar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ki-67/"><u>velocidade de disseminação da doença</u></a>;</li>



<li>CA 15-3, que mostra que o corpo está respondendo à presença de um tumor;</li>



<li>CA 27-29, associado à metástase do tumor;</li>



<li>CA 125, que indica uma possível recidiva;</li>



<li>CEA, cuja presença sinaliza que o tumor se espalhou para outras partes do corpo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Material genético circulante do tumor</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <strong>é possível analisar se o material genético do tumor está presente no sangue</strong>. Esse procedimento é chamado também de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/"><u>biópsia líquida </u></a>e permite compreender se as células cancerígenas estão se dividindo e se espalhando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas circunstâncias, a presença de material genético circulante é um sinal precoce de recidiva, antes mesmo de qualquer manifestação física suspeita (como a presença de um novo nódulo, por exemplo).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como esses resultados podem ser úteis no acompanhamento do tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong> variedade de biomarcadores tumorais permite que eles sejam utilizados em circunstâncias bastante distintas</strong>. De todo modo, é possível apontar que as principais aplicações desses recursos envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>determinar o subtipo do câncer de mama;</li>



<li>identificar a chance de recidiva de um tumor;</li>



<li>avaliar como cada doença responderá aos tratamentos disponíveis;</li>



<li>entender se as terapias estão surtindo o efeito esperado;</li>



<li>projetar prognósticos de forma mais certeira.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora já consideravelmente ampla, a investigação de novos biomarcadores tumorais ainda é objeto de muitos estudos. Para os próximos anos, a <strong>expectativa é de que esses processos não apenas permitam novos tratamentos, mas também abordagens cada vez mais precisas e personalizadas</strong>, ampliando as chances de sucesso na busca da remissão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de saber mais sobre marcadores tumorais, entenda agora o papel das <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas na abordagem de um câncer de mama.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/">A importância da análise dos biomarcadores tumorais de um câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama: os efeitos colaterais da terapia hormonal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 12:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[endócrinoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapia hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim como em qualquer outra forma de tratamento da condição, os efeitos colaterais da terapia hormonal (conhecida ainda como hormonioterapia ou terapia endócrina) podem comprometer a qualidade de vida da paciente. Muitas vezes, isso faz com que ela interrompa a intervenção, gerando consequências negativas para a evolução do quadro. Dessa forma, é importante que toda mulher que receba a indicação [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Assim como em qualquer outra forma de tratamento da condição, os efeitos colaterais da terapia hormonal (conhecida ainda como<a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> hormonioterapia </u></a>ou terapia endócrina) <strong>podem comprometer a qualidade de vida da paciente. </strong>Muitas vezes, isso faz com que ela interrompa a intervenção, gerando consequências negativas para a evolução do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, é importante que toda mulher que receba a indicação dessa terapia tenha a orientação adequada sobre as possíveis alterações e o que pode ser feito para minimizar as principais queixas relacionadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A lógica por trás do tratamento hormonal no câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nas mulheres, a progesterona e o estrogênio desempenham funções relacionadas à fisiologia feminina (como a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-gestacao/"><u>gravidez </u></a>e o ciclo menstrual). No entanto, alguns tipos de tumores de mama possuem <strong>receptores hormonais</strong> <strong>que se ligam a esses hormônios do corpo.</strong> Assim, as células cancerígenas crescem e se proliferam com mais velocidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A identificação desses receptores é feita a partir de biópsia ou cirurgia. Na prática, isso ajuda a classificar o câncer como estrogênio positivo ou progesterona positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tumores que possuem ambos os receptores são denominados <strong>receptores hormonais positivos (ou ER) ou luminais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em média, entre 67% e 80% dos cânceres em mulheres são ER positivo. Nos homens, a taxa chega a 90%. Essa informação é essencial para personalizar o tratamento, tornando-o adaptado e mais eficaz às características de cada paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a <strong>terapia hormonal é uma abordagem terapêutica que tem como objetivo justamente bloquear a produção ou o efeito do estrogênio</strong> (e, eventualmente, da progesterona) para ajudar a conter o tumor ou impedir que ele retorne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, o tratamento inclui o uso de determinados medicamentos. Os chamados inibidores de aromatase e os moduladores seletivos do receptor de estrogênio são os mais conhecidos. Porém, em circunstâncias ocasionais, o bloqueio hormonal é feito com a remoção dos ovários ou o uso de radiação, que são opções irreversíveis.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A escolha individualizada desse tipo de tratamento em diferentes circunstâncias</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, a terapia hormonal é utilizada em:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>tratamentos adjuvantes</strong> em casos de câncer de mama, tanto na pré quanto na pós-menopausa;</li>



<li><strong>tratamentos neoadjuvantes</strong>, com o objetivo de reduzir o tamanho do tumor e aumentar a chance de sucesso do procedimento cirúrgico;</li>



<li><strong>tratamentos de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/exame-deteccao-metastase/"><u><strong>tumores de mama metastáticos</strong></u></a>, que é quando o câncer retorna após o tratamento inicial e se espalha para outras partes do corpo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, <strong>terapias hormonais com o tamoxifeno podem ser utilizadas de forma profilática em mulheres com alto risco de desenvolver um tumor nas mamas</strong>. Ciclos de até cinco anos do uso do fármaco podem diminuir bastante a chance de que a doença se desenvolva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma publicação do<a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/90/18/1371/897928?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u> Journal of the National Cancer Institute</u></em></a> mostrou que, em alguns casos, a redução pode ser de até 50%.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os efeitos colaterais mais comuns da terapia hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo em que bloqueia a ação dos hormônios nas células do tumor, <strong>a hormonioterapia também afeta as células saudáveis</strong> que dependem do estrogênio e da progesterona para desempenhar suas funções. Por isso, os efeitos colaterais da terapia hormonal podem ser notados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja possível prever de forma antecipada como cada mulher vai reagir ao tratamento, é esperado que a maioria delas relate desconfortos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>ondas de calor e suor excessivo;</li>



<li>sangramento vaginal, principalmente no início do tratamento;</li>



<li>fadiga, com uma sensação de cansaço que não vai embora;</li>



<li>dores musculares e nas articulações;</li>



<li>perda de massa óssea (o que é mais comum com os inibidores de aromatase);</li>



<li>ganho de peso;</li>



<li>desconfortos gastrointestinais (constipação, enjoos, diarreias e problemas de digestão);</li>



<li>alterações que se assemelham ao início da menopausa, como interrupção da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"><u>menstruação</u></a>, redução do desejo sexual, diminuição da lubrificação vaginal e mudanças de humor.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso acrescentar que alguns medicamentos utilizados na terapia hormonal estão associados ao risco de complicações mais graves, porém muito raras, sobretudo à medida que o tempo passa. Por exemplo, o tamoxifeno pode incrementar discretamente o risco de um câncer no endométrio ou da formação de coágulos sanguíneos, principalmente nos pulmões e nas pernas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo, outros fármacos podem interferir na fertilidade feminina. Mesmo quando isso não acontece, a gestação não é indicada durante a terapia hormonal. Por outro lado, há evidências de que é possível<a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u> interromper o tratamento com segurança para tentar engravidar</u></a>, a partir da devida avaliação profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u>O que acontece com a fertilidade durante o tratamento de um câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">As perspectivas para contornar os efeitos colaterais da terapia hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro passo para lidar com qualquer um desses sintomas envolve esclarecer dúvidas e expor as eventuais queixas junto ao profissional responsável pela prescrição. Com isso, é possível adotar as estratégias adequadas para amenizar o comprometimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Parte das manifestações indesejadas são gerenciadas com mudanças no estilo de vida.</strong> As ondas de calor podem ficar menos intensas ao evitar determinados gatilhos (como bebidas alcoólicas ou cafeína) e com o uso de roupas mais folgadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a fadiga tende a ser menos intensa em pacientes que procuram se exercitar, manter uma dieta saudável e dedicar um tempo maior ao repouso, dentro do possível. E o uso de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>cremes vaginais </u></a>com estrogênio, por sua vez, pode ser um recurso útil para lidar com a secura vaginal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>os efeitos colaterais da terapia hormonal podem ser manejados da melhor forma possível </strong>sem que seja necessário substituir o medicamento, alterar doses ou mesmo interromper o tratamento. No caso em que isso for inevitável, médico e paciente devem discutir as alternativas e ponderar cuidadosamente os riscos e benefícios da substituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e<a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u> entenda melhor o que pode ser feito para reduzir o risco da recidiva de um câncer de mama.</u></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[redução de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade. Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático. Seja como for, o acúmulo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um <strong>procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, o acúmulo de peso já é um fator de risco comprovado para uma série de complicações de saúde, incluindo o câncer de mama em mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, se submeter a uma cirurgia bariátrica pode auxiliar na redução desse risco? O que as pesquisas atuais dizem sobre o tema? Confira essas e outras respostas nos tópicos abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Sobrepeso, obesidade e o risco de desenvolver um câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a>, em 2022 cerca de <strong>43% da população mundial acima de 18 anos</strong> estava vivendo com sobrepeso ou obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que esses quadros são definidos pelo cálculo do peso em quilos divido pelo quadrado da altura (índice de massa corporal). O sobrepeso compreende um IMC oscilando entre 25 e 29,9 e a obesidade quando ultrapassa 30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria OMS também estima que, no ano de 2019, as doenças relacionadas ao excesso de peso foram responsáveis por 5 milhões de mortes. Entre elas estão vários tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/obesity/obesity-fact-sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer</u></a> dos Estados Unidos aponta que a obesidade eleva o risco de tumores em localidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esôfago;</li>



<li>estômago;</li>



<li>pâncreas;</li>



<li>vesícula biliar;</li>



<li>fígado;</li>



<li>intestino (cólon e reto);</li>



<li>rins;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u>ovários;</u></a></li>



<li>endométrio;</li>



<li>mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>Pequena redução no consumo de alimentos ultraprocessados reduz risco de câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como o peso se relaciona com o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O acúmulo de gordura corporal pode causar uma <strong>série de desequilíbrios no organismo da mulher, </strong>sobretudo na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>pós-menopausa,</u></a> como disfunções na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">ação da insulina</a> ou aumento da produção do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>estrogênio,</u></a> por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tese, ambos os hormônios estão envolvidos em processos de desenvolvimento e proliferação das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a obesidade pode <strong>colocar o corpo em um estado de inflamação crônica</strong> que favorece erros na replicação do material genético das células. Esse é justamente o &#8220;gatilho&#8221; para que a doença se forme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto da cirurgia bariátrica na redução de riscos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"><u> estudo de 2022 publicado no </u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association (Jama)</u></em></a> <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"></a>já havia mostrado resultados promissores de que a redução de estômago poderia diminuir a mortalidade e o número de tumores relacionados à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para essa conclusão, os autores acompanharam 30 mil pacientes obesos entre 2004 e 2017. Cinco mil deles foram operados, enquanto os outros 25 mil não. No final, <strong>aqueles que passaram pela cirurgia apresentaram 32% menos chances de ter a doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2802993" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outra pesquisa</a> analisou dados coletados ao longo de seis anos de um grupo de mais de 60 mil mulheres com obesidade. Do montante, 659 tiveram um câncer de mama, assim como parte delas passou por uma cirurgia bariátrica e outra não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, os autores puderam concluir que o procedimento estava atrelado a um menor risco de câncer de mama em mulheres com obesidade prévia. Inclusive, o índice foi <strong>equivalente ao de uma mulher com IMC abaixo de 25.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2818742" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um artigo de maio de 2024 veiculado na JAMA Surgery </u></a>acompanhou, ao longo de quase 24 anos, pouco mais de 2.500 mulheres entre 37 e 60 anos com uma média de IMC acima de 38.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, cerca de 1.400 fizeram uma cirurgia bariátrica e as demais mantiveram mecanismos convencionais de redução de peso. <strong>A conclusão foi de que as mulheres operadas apresentaram um risco 32% menor de câncer de mama</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em consideração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de que a cirurgia bariátrica reduza as chances de um câncer de mama está diretamente associada ao fato de que o proced<strong>imento pode contribuir com uma perda de peso significativa ao longo do tempo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, qualquer análise de risco deve considerar que a <strong>doença nunca surge a partir da presença de um único aspecto</strong>. Uma série de outros componentes, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u>herança genética </u></a>e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>hábitos acumulados ao longo da vida</u></a>, podem influenciar em seu desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em relação à obesidade, <strong>é preciso também ponderar que a cirurgia bariátrica pode não ser uma abordagem viável para todos os casos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer maneira, existem evidências que permitem concluir que esse procedimento ajuda a diminuir os riscos de câncer, o que pode ser um ponto importante no processo de decisão para orientações e tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>entenda por que a avaliação de risco de câncer deve ser feita aos 25 anos em algumas circunstâncias.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/">A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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