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	<title>Arquivos colesterol - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos colesterol - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade. Nesse contexto, um artigo publicado em maio de 2024 no periódico Cancer reforçou como essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, um<a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> artigo publicado em maio de 2024 no periódico </u></a><a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318"><em><u>Cancer</u></em></a> reforçou como <strong>essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher na pós-menopausa não superar um tumor maligno nas mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tal constatação não seja necessariamente uma novidade, a publicação demonstra o tamanho do efeito dessas alterações e indica de que forma isso se dá em diferentes subtipos do câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os indicadores e características da síndrome metabólica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os critérios diagnósticos utilizados atualmente, <strong>a síndrome metabólica se faz presente quando são constatados ao menos três ou mais </strong>dos fatores abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Circunferência elevada da cintura, por conta do acúmulo de gordura na região. Como referência, a <u>Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso)</u> considera medidas da barriga acima de 102 centímetros para homens e 92 para mulheres.</li>



<li>Elevação do colesterol &#8220;ruim&#8221; (LDL igual ou acima de 150 mg/dL).</li>



<li>Redução do colesterol &#8220;bom&#8221; (HDL igual ou inferior a 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres).</li>



<li>Pressão arterial alta (em geral, acima de 13 por 8 ou que exija medicação para ser controlada).</li>



<li>Glicose no sangue aumentada, considerando um valor de referência de 100 mg/dL em jejum.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, aponta-se que a síndrome metabólica tem origem multifatorial. Em outras palavras, <strong>isso significa que ela é resultado da interação de uma série de aspectos, que vão desde uma maior predisposição genética até o acúmulo de hábitos ruins,</strong> como falta de atividades físicas e alimentação desequilibrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as evidências disponíveis, estima-se que pessoas com a síndrome metabólica têm <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0889852913001084?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>duas vezes mais chance de desenvolver aterosclerose (a obstrução das artérias do coração) e cinco vezes maior probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por compartilhar alguns dos mesmos fatores de risco (como o excesso de peso e o sedentarismo), é provável que a síndrome metabólica também acentue a chance de que uma mulher tenha um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, vários componentes desta associação ainda não são bem determinados. Assim sendo, preencher essas lacunas sobre o conhecimento a respeito do tema pode ampliar as ações preventivas em todas as fases da vida da mulher, incluindo a pós-menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/"><u>A possível conexão entre estresse e câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto da síndrome metabólica e da obesidade no câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para providenciar mais dados sobre a questão, <strong>os autores do estudo reuniram informações de mais de 68 mil mulheres que já tinham atravessado a menopausa</strong>. Elas não tinham qualquer histórico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, a partir dos fatores considerados na composição (descritos acima) de um quadro de síndrome metabólica e obesidade, elas foram classificadas da seguinte maneira:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mulheres no grupo 0 não tinham nenhum indicador de síndrome metabólica.</li>



<li>Aquelas do grupo 1-2 tinham um ou dois desses indicadores.</li>



<li>Por fim, as incluídas no segmento 3-4 apresentavam três ou quatro das alterações listadas (circunferência da cintura, colesterol, pressão alta e diabetes).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, um acompanhamento médio de 20 anos foi mantido. O objetivo era registrar todos os casos de câncer de mama, os desfechos obtidos e de que forma a síndrome metabólica pareceria interferir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, foram diagnosticados 4.562 casos dentro da amostra da pesquisa. Como consequência da doença, 659 pacientes morreram. Outras 2.073 faleceram depois do diagnóstico, mas não necessariamente por conta do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> As principais conclusões apresentadas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, os autores do estudo apontaram que <strong>graus 3-4 de síndrome metabólica estão fortemente associados com uma maior mortalidade. </strong>Foi constatada uma chance 44% maior de morrer por conta do câncer e 53% de mortalidade por qualquer causa depois do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os prognósticos de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u>tumores receptores de estrogênio positivos e progesterona negativos </u></a>demonstram uma piora nessas circunstâncias. Por outro lado, <strong>a presença da síndrome metabólica não influenciou no número de casos de câncer como um todo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) se mostrou diretamente ligado com um maior risco de diagnóstico de câncer de mama. Assim, mulheres com obesidade severa apresentam 69% mais chances de desenvolver a doença em comparação àquelas com peso normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, pacientes com obesidade poderiam ter maior risco de diagnóstico de tumores receptores hormonais positivos (de estrogênio e progesterona). A mortalidade, por sua vez, só foi maior em casos graves de obesidade (IMC acima de 35).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como esses resultados podem interferir na prevenção do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, os autores reforçam que a síndrome metabólica parece influenciar de forma diferente o risco de ter a doença e o prognóstico de um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se piores indicadores metabólicos podem aumentar a mortalidade pela doença e por outras causas depois do diagnóstico, <strong>o acúmulo de peso corporal parece elevar a incidência de casos entre pacientes na pós-menopausa.</strong> Por fim, ambos os fatores parecem influenciar de alguma maneira em determinados subtipos da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>esses dados devem servir como reforço para o controle adequado de fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica e da obesidade</strong>. Quem já é afetada pela condição deve conversar com o médico sobre como isso interfere na chance de ter um câncer de mama. Há estratégias que podem ser adotadas para fortalecer o controle e a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>prevenção adequada.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora como a redução no consumo de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>alimentos ultraprocessados</u></a> pode ser parte das iniciativas para evitar um câncer de mama.</p>
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