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	<title>Arquivos diagnóstico do câncer de mama - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos diagnóstico do câncer de mama - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Como companheiros (as) e familiares podem ajudar a amenizar o impacto emocional do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: o impacto emocional do câncer de mama. Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Além dos desafios físicos e do tratamento em si, há uma dimensão frequentemente subestimada, mas igualmente relevante, que surge com esse tipo de diagnóstico: <strong>o impacto emocional do câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tal notícia, é de se esperar que haja reflexos profundos também sobre a saúde mental e o bem-estar psíquico da paciente. Portanto, quem a cerca deve estar preparado para compreender essa dimensão para saber oferecer suporte adequado ao longo da jornada de recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto emocional do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A forma como cada pessoa reage à notícia de um tumor varia bastante. Todavia, é de se imaginar que uma <strong>série de sentimentos e emoções negativas</strong> se intensifiquem nesse momento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para quantificar isso melhor, uma metanálise — isto é, uma análise conjunta de estudos prévios — publicada no <a href="https://www.nature.com/articles/s41416-021-01542-3" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>British Journal of Cancer</u></em></a> revelou números expressivos sobre a prevalência de sintomas psicológicos clinicamente significativos após o diagnóstico de um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após consultar 34 artigos com diferentes amostras e metodologias, os autores concluíram que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>39% das pacientes apresentaram <strong>angústia e estresse geral de natureza não especificada;</strong></li>



<li>34% desenvolveram sintomas de <strong>ansiedade;</strong></li>



<li>31% experimentaram <strong>manifestações de estresse pós-traumático;</strong></li>



<li>20% manifestaram <strong>depressão.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tais dados reforçam que alterações na saúde mental são comuns nesse cenário. Por consequência, podem surgir sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>distúrbios do sono</strong>, incluindo dificuldade para adormecer ou manter o sono;</li>



<li><strong>mudanças no humor,</strong> com sensação persistente de tristeza ou ansiedade;</li>



<li><strong>perda de interesse</strong> em atividades que antes traziam satisfação;</li>



<li><strong>alterações no apetite</strong>, resultando em perda ou ganho de peso;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fadiga </u></a>(nem sempre relacionada aos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais do tratamento</u></a>);</li>



<li>dificuldade de <strong>concentração ou foco.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, certos fatores podem intensificar o prejuízo emocional, como histórico prévio de problemas de saúde mental, diagnóstico em idade mais jovem ou prognóstico pior, falta de apoio social, menor acesso à educação e baixa renda.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel de companheiros(as) e familiares nessa jornada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante desse cenário, o apoio de pessoas próximas é fundamental para amenizar o impacto emocional do câncer de mama. <strong>Mas como oferecer esse suporte de forma efetiva sem causar mais mal do que bem?</strong> Algumas estratégias são bem úteis nesse momento desafiador:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>estar presente e disponível para ouvir. </strong>Muitas vezes, a paciente não precisa de conselhos ou soluções imediatas, mas de alguém que a escute com empatia e sem julgamentos. Usar frases como &#8220;está tudo bem se sentir assim nesse momento&#8221; ou &#8220;eu não consigo imaginar o quanto isso é difícil, mas estou aqui&#8221; é um primeiro passo importante;</li>



<li><strong>validar os sentimentos</strong>, reconhecendo que não existe uma maneira &#8220;certa&#8221; ou &#8220;errada&#8221; de sentir após o diagnóstico. É essencial também não minimizar o que a pessoa está sentindo com sentenças como &#8220;mantenha o pensamento positivo&#8221;, &#8220;seja forte&#8221; ou &#8220;você não parece doente&#8221;;</li>



<li><strong>oferecer ajuda prática</strong>, pois o impacto emocional pode ser agravado pelo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estresse de lidar com tarefas cotidianas </u></a>durante o tratamento. Entram nessa lista o auxílio com tarefas domésticas, preparo de refeições e acompanhamento em consultas médicas ou demais responsabilidades que possam estar sobrecarregando a paciente;</li>



<li><strong>informar-se sobre a doença e o tratamento</strong> para oferecer um apoio mais sólido e demonstrar genuíno interesse no processo de recuperação;</li>



<li><strong>respeitar os limites</strong>, tendo em mente que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cada pessoa lida com o diagnóstico</u></a> de forma diferente. Enquanto algumas preferem falar abertamente sobre a situação, outras podem precisar de tempo e espaço;</li>



<li><strong>manter alguma noção de normalidade</strong> dentro do possível. Embora o câncer seja uma parte importante da vida naquele momento, estabelecer algumas rotinas e ter espaços para <a href="https://drabrendadelgado.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividades prazerosas</u></a> pode ajudar a preservar a sensação de tranquilidade e controle.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cannabis-medicamento-para-cancer-interacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O risco de interação entre a cannabis e os medicamentos para o câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outras recomendações para atenuar o impacto emocional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além do suporte familiar, <strong>existem estratégias adicionais que podem ajudar a reduzir o impacto emocional do câncer de mama antes, durante e depois do tratamento.</strong> Algumas delas podem ser feitas sem apoio profissional, enquanto outras dependem de auxílio especializado. Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>práticas e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>terapias complementares</strong></u></a>, como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura</u></a>, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>meditação</u></a> e técnicas de respiração profunda, entre outras, que têm o potencial de ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>exercícios físicos</strong></u></a><strong> regulares</strong>, mas adaptados às restrições da paciente, como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-da-caminhada/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>caminhadas </u></a>ou <em>yoga,</em> pois melhoram o humor, reduzem a ansiedade e aumentam a energia;</li>



<li><strong>grupos de apoio</strong> presenciais ou online, permitindo a troca de experiências para reduzir o sentimento de isolamento e aprender estratégias de enfrentamento com quem já passou por situações semelhantes;</li>



<li><strong>amparo psicológico</strong> para facilitar o desenvolvimento de estratégias de enfrentamento mais saudáveis e efetivas;</li>



<li><strong>manutenção de uma comunicação aberta com a equipe médica</strong>, já que os profissionais podem orientar sobre recursos de apoio disponíveis e fazer ajustes no tratamento quando necessário para minimizar os efeitos colaterais que afetam a saúde mental.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, cabe destacar que<strong> o impacto emocional do câncer de mama não termina quando o tratamento acaba.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas mulheres enfrentam desafios emocionais significativos durante o período de sobrevivência, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>medo de recorrência</u></a>, dificuldades de adaptação à &#8220;nova normalidade&#8221; e preocupações sobre a autoimagem (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>causadas pela remoção parcial ou total da mama</u></a>, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, o acompanhamento psicológico e o suporte de pessoas próximas continuam sendo essenciais mesmo após o término do tratamento ativo. Essa é a melhor maneira de contornar o impacto emocional do câncer de mama e, pouco a pouco, superar os obstáculos que surgem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para continuar lendo sobre o tema, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira uma lista com mais 6 dicas de como cuidar da saúde mental durante tratamento de câncer de mama</u></a>.</p>
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		<title>Saiba mais sobre os desafios no diagnóstico de um câncer de mama lobular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma ductal]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma lobular invasivo]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora o câncer de mama seja o mais comum entre as mulheres (excluindo o câncer de pele não melanoma, segundo oInstituto Nacional do Câncer), vale sempre ressaltar que nem todos os casos da doença são iguais. Assim, o chamado câncer de mama lobular é um exemplo de quadro que apresenta desafios diagnósticos específicos que o diferenciam de outras manifestações da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Embora o <strong>câncer de mama seja o mais comum entre as mulheres</strong> (excluindo o câncer de pele não melanoma, segundo o<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer</u></a>), vale sempre ressaltar que <strong>nem todos os casos da doença são iguais.</strong> Assim, o chamado câncer de mama lobular é um exemplo de quadro que apresenta desafios diagnósticos específicos que o diferenciam de outras manifestações da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a compreensão de suas características é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, ampliando as chances de sucesso na recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as características de um câncer de mama lobular?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, ao <strong>contrário do carcinoma ductal (o tipo mais comum), o câncer de mama lobular (ou carcinoma, como é chamado pelos médicos) tem origem nos lóbulos mamários</strong>. Estas são as glândulas responsáveis pela produção do leite materno durante a lactação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denominação &#8220;invasivo&#8221; aparece na classificação caracterizando o câncer de mama lobular que avança e se infiltra nos tecidos adjacentes à medida que a doença prolifera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados de publicação do periódico <a href="https://www.frontiersin.org/journals/oncology/articles/10.3389/fonc.2020.591399/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Frontiers in Oncology</u></em></a>, os casos <strong>de carcinomas lobulares representam cerca de 15% de todos os casos de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma particularidade importante dessa condição é que ela costuma afetar mulheres em idades mais avançadas em comparação ao carcinoma ductal. Desse modo, geralmente pacientes na pós-menopausa são as mais afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista fisiológico, <strong>a característica microscópica mais marcante desse tumor é o padrão de crescimento das células cancerígenas.</strong> Em vez de formar uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>massa compacta,</u></a> as células do carcinoma lobular tendem a se infiltrar no tecido de forma linear.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ocorre devido à ausência de uma proteína chamada e-caderina. Sua função é justamente unir uma célula a outra, deixando o tecido coeso e íntegro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, <strong>é menos comum que ele forme uma massa palpável ou um nódulo, sobretudo nos estágios iniciais.</strong> Com isso, o tumor pode crescer de maneira silenciosa, sem despertar sinais evidentes de alarme.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-oculto-da-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais características de um carcinoma oculto da mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que faz o diagnóstico desse tipo de câncer mais complexo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>características biológicas do carcinoma lobular invasivo acabam transformando seu diagnóstico em algo relativamente desafiador</strong>. O padrão de crescimento frequentemente faz com que ele passe despercebido em alguns dos métodos de detecção mais utilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que acontece com a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamografia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografia</u></a>, na qual muitas vezes o crescimento difuso do tumor acaba sendo mascarado pelo tecido mamário, principalmente em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mama-densa-perigoso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamas mais densas.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ultrassonografia mamária, embora útil em diversos contextos, também tem suas limitações diante desse tipo de câncer. O tumor pode se apresentar por meio de alterações sutis que dificultam diferenciá-lo de lesões benignas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, tumores lobulares tendem a ser diagnosticados em tamanhos maiores do que os carcinomas ductais. Essa detecção tardia pode ter implicações importantes no planejamento do tratamento, já que tumores maiores podem exigir abordagens mais complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atraso no diagnóstico ainda pode dificultar a identificação de novos focos da doença ou de tumores contralaterais (na outra mama). Tais condições são ligeiramente mais comuns nos carcinomas lobulares invasivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual o papel da ressonância magnética nesse processo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das limitações dos métodos convencionais, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ressonância magnética </u></a>surge como uma ferramenta valiosa no diagnóstico e no estadiamento do carcinoma lobular invasivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo resumido, o exame utiliza ondas magnéticas e contraste à base de gadolínio para gerar imagens detalhadas que revelam modificações típicas de tumores malignos quando estão presentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sobre o tema publicada no <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-007-9528-5" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> apontou que a <strong>ressonância magnética tem sensibilidade superior a 93% para detectar carcinoma lobular invasivo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a <strong>técnica detecta lesões adicionais em 32% dos casos no mesmo lado e em 7% no lado oposto, o que leva a modificações no plano cirúrgico em 28% das pacientes</strong>. Portanto, ela fornece informações adicionais importantes que não são obtidas pelos métodos convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse mesmo contexto, um artigo de 2021 do <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of Breast Imaging</u></em></a> <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/"></a>ressalta que, além do diagnóstico, a ressonância pré-operatória descreve melhor a extensão do tumor nessas circunstâncias e pode impactar na decisão da abordagem cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante reconhecer que o uso da ressonância magnética também tem limitações. Acima de tudo, nem todas as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>lesões suspeitas identificadas </u></a><u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">s</a></u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>ão efetivamente um câncer. </u></a>Além disso, o alto custo e a disponibilidade limitada eventualmente restringem seu uso como método de rastreamento amplo e rotineiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as perspectivas de tratamento e prognóstico de um câncer de mama lobular?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>tratamento do carcinoma lobular invasivo segue os mesmos princípios gerais do tratamento do câncer de mama</strong>. Logo, ele envolve recursos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cirurgia;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia;</u></a></li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia;</u></a></li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da extensão da doença e das características do tumor, pode-se optar por <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cirurgia conservadora (com retirada apenas do tumor e margens de segurança) ou uma mastectomia </u></a>(remoção total da mama).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia complementar após a cirurgia atua reduzindo o risco de recidiva local. Já a quimioterapia e a hormonioterapia são indicadas conforme características do tumor, como perfil <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>imuno-histopatológico</u></a>, presença de receptores hormonais e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>status do HER2.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe mencionar que o carcinoma lobular invasivo tende a ser positivo para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) com maior frequência do que ocorre no carcinoma ductal, o que torna a hormonioterapia uma opção terapêutica particularmente relevante nesses casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>quando diagnosticado e tratado adequadamente, o carcinoma lobular invasivo apresenta taxas de sobrevida equivalentes às do carcinoma ductal </strong>em estágios similares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reforçar isso, <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um estudo de 2021 publicado na revista<em> The Breast</em></a> analisou um grupo de 17 mil mulheres ao longo de duas décadas. A sobrevida global das pacientes com carcinoma lobular foi comparável ou até melhor do que aquelas com carcinoma ductal em certos contextos (como nos primeiros anos após o diagnóstico).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>o primeiro tipo pode apresentar padrões diferentes de recorrência e metástase</strong>, o que reforça a necessidade de acompanhamento específico ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, a conscientização sobre as particularidades do câncer de mama lobular reforça a importância de consultas regulares com o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a>. As visitas periódicas permitem traçar um plano de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rastreamento personalizado,</a> <strong>otimizando as chances de detecção precoce</strong> mesmo diante dos desafios diagnósticos desse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de saber mais sobre os carcinomas lobulares,<a href="https://www.thebreastonline.com/article/S0960-9776(21)00420-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora detalhes dos carcinomas ductais.</u></a></p>
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		<title>Mamografia: o que toda mulher precisa entender sobre esse exame em 5 pontos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre o câncer de mama envolve quase sempre falar sobre a mamografia. Esse exame é indispensável para o diagnóstico da doença, principalmente nos primeiros estágios de sua evolução. Apesar de ser amplamente conhecido, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre como o procedimento funciona, quando deve ser realizado e quais cuidados são necessários para a sua execução. Portanto, sempre vale [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre o <strong>câncer de mama envolve quase sempre falar sobre a mamografia</strong>. Esse exame é indispensável para o diagnóstico da doença, principalmente nos primeiros estágios de sua evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser amplamente conhecido, muitas mulheres ainda têm <strong>dúvidas sobre como o procedimento funciona, quando deve ser realizado e quais cuidados são necessários</strong> para a sua execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sempre vale a pena repassar alguns pontos para saber o que esperar antes, durante e depois de cada avaliação, garantindo que ela contribua efetivamente com a saúde feminina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> 1. O que é a mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mamografia funciona basicamente como uma <strong>radiografia específica para as mamas</strong>. Durante o exame, são utilizados raios-X para criar imagens detalhadas do interior do tecido mamário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, é usado um <strong>equipamento chamado mamógrafo</strong>. Ele conta com duas placas de acrílico que posicionam e comprimem suavemente os seios, viabilizando uma visualização das estruturas internas da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compressão permite espalhar uniformemente o tecido mamário, facilitando a identificação de pequenas alterações que poderiam passar despercebidas. <strong>O procedimento geralmente dura entre 10 e 15 minutos, com imagens coletadas a partir de diferentes ângulos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os registros obtidos mostram diferentes densidades do tecido mamário em tons de cinza. Tecidos mais densos, como glândulas e possíveis tumores, aparecem em tons mais claros, enquanto o tecido gorduroso aparece mais escuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferenciação permite aos médicos <strong>radiologistas identificar nódulos, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>microcalcificações,</strong></a><strong> distorções na composição do tecido</strong> e outras alterações que merecem investigação adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas essas informações ficam dispostas no laudo elaborado pelo responsável pelo exame e devem ser interpretadas pelo profissional que solicitou a avaliação. A partir dos resultados, é possível determinar se é necessária alguma investigação adicional com outros recursos (como uma<a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> biópsia,</u></a> por exemplo).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>2. Qual a finalidade da mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse exame <strong>é indispensável no rastreamento do câncer de mama</strong>. Ele é capaz de detectar tumores em estágios iniciais, <strong>muitas vezes antes de qualquer sintoma ou mesmo que eles sejam palpáveis durante o autoexame ou consulta médica</strong>. Com a detecção precoce, aumentam significativamente as chances de cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(20)30398-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>The Lancet Oncology em 2020</u></a>, por exemplo, demonstrou que mulheres entre 40 e 49 anos <strong>têm mortalidade por câncer de mama 25% menor</strong> quando são submetidas a mamografias periódicas nessa fase da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rastreamento permanente por meio da mamografia também contribui para criar um histórico individual das mamas ao longo do tempo. Comparar exames anteriores com os atuais ajuda os médicos a identificar mudanças sutis e até mínimas, mas que podem ser significativas e indicar uma<a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> lesão pré-cancerígena,</u></a> por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>3. A mamografia oferece algum risco?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong><strong> mamografia é considerada um procedimento totalmente seguro</strong>. O único incômodo significativo é aquele proveniente da compressão das mamas no mamógrafo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radiação também não deve ser uma preocupação, ainda mais quando se leva em conta que o exame é repetido poucas vezes ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mamografia usa uma dose baixa e bastante controlada de radiação. Em média, são 1–2 mGy (<em>miligray</em>, uma unidade de medida que calcula a radiação absorvida) por imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em um exame de rastreamento (com duas imagens por mama), são cerca de 3–4 mGy por mama. Como referência, <strong>isso equivale aproximadamente a algumas semanas da radiação natural recebida do ambiente em circunstâncias corriqueiras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando indicada, a tomossíntese (mamografia 3D) pode aumentar um pouco essa dose, mas ela permanece dentro de limites seguros definidos por órgãos internacionais. Logo, <strong>os benefícios da detecção precoce do câncer de mama superam largamente eventuais riscos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, para que o exame ocorra adequadamente, <strong>algumas recomendações devem ser seguidas.</strong> Elas envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>realizar o exame na primeira semana após a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menstruação</u></a>, quando as mamas estão menos sensíveis;</li>



<li>não aplicar desodorantes, talcos, perfumes ou cremes na região das mamas e axilas no dia do exame, pois esses produtos podem comprometer a interpretação devido aos resíduos sobre a pele;</li>



<li>escolher uma blusa ou camisa que possa ser facilmente removida da cintura para cima.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Recomendação orienta que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">4. O uso de próteses de silicone impede a mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>próteses de silicone</u></a> não impedem a realização do exame, mas <strong>exigem alguns ajustes no procedimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, essas <strong>mulheres precisam informar a presença do implante no momento do agendamento e, posteriormente, ao técnico</strong> que manipula o equipamento durante a coleta das imagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso permitirá que sejam <strong>utilizadas técnicas específicas</strong>, como o deslocamento do implante, que empurra a prótese em direção ao músculo do tórax, permitindo melhor visualização do tecido mamário natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, isso significa que o exame pode levar um pouco mais de tempo, mas sem comprometer sua eficácia ou oferecer riscos adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Existe idade certa para fazer uma mamografia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>diretrizes para a realização da mamografia variam ligeiramente entre diferentes recomendações de órgãos e especialistas</strong>, o que muitas vezes é um ponto de polêmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a <strong>Sociedade Brasileira de Mastologia,</strong> alinhada a outras entidades médicas nacionais e internacionais, aponta que o rastreamento com o <a href="https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Nota-tecnica-da-Comissao-Nacional-de-Mamografia-sobre-o-rastreamento-do-Cancer-de-Mama-no-Brasil.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exame deve começar aos 40 anos </u></a>e seguir de modo anual. <strong>Tal recomendação parte do princípio de que parte dos tumores é diagnosticada antes dos 50 anos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois dos 75 anos, a decisão costuma ser individualizada</strong>. Pacientes em boas condições de saúde e expectativa de vida ainda relevante podem continuar fazendo a mamografia se houver pertinência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou outros fatores de risco podem necessitar começar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica individual. Entram nessa conta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/densidade-da-mama-ligada-ao-risco-familiar-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>densidade mamária elevada;</u></a></li>



<li>histórico pessoal de lesões benignas de alto risco;</li>



<li>presença de mutações genéticas, como alterações nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>genes BRCA1 e BRCA2.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"> Nesses cenários, o rastreamento poderá incluir não apenas mamografias mais frequentes, como também outros exames complementares, como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ressonâncias magnéticas.</u></a> Na dúvida, a decisão é sempre feita caso a caso, seguindo a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>orientação do especialista.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> Assim sendo, a mamografia permanece como o método de rastreamento mais eficaz, prático e acessível para detecção precoce do câncer de mama, o que pode salvar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>qual papel e as limitações do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</u></a>.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamografia/">Mamografia: o que toda mulher precisa entender sobre esse exame em 5 pontos</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Conheça as informações que estão presentes no resultado anatomopatológico do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sintomas]]></category>
		<category><![CDATA[biópsia da mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[médico patologista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico de um tumor geralmente depende da avaliação do resultado de mais de um exame, incluindo a biópsia. Com base nessa coleta, a análise laboratorial do material gera o chamado resultado anatomopatológico do câncer de mama. O conteúdo desse laudo contribui tanto para a compreensão da natureza da enfermidade quanto para a indicação das abordagens terapêuticas mais adequadas. Cada [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de um tumor geralmente depende da avaliação do resultado de mais de um exame, incluindo a biópsia. Com base nessa coleta, <strong>a análise laboratorial do material gera o chamado </strong><strong>resultado anatomopatológico</strong><strong> do câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O conteúdo desse laudo contribui tanto para a compreensão da natureza da enfermidade quanto <strong>para a indicação das abordagens terapêuticas mais adequadas.</strong> Cada caso é único e quanto maior a personalização da abordagem, maiores também as chances de sucesso na recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O processo de elaboração de um resultado anatomopatológico do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine o seguinte cenário: uma mulher por volta dos 40 anos faz uma mamografia como parte do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>rastreamento habitual </u></a>de um câncer de mama. Esse procedimento, vale ressaltar, é aquele realizado mesmo que a paciente não apresente qualquer sinal sugestivo da condição (como um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>nódulo palpável</u></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">As imagens da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mamografia</a> <strong>podem revelar alterações no tecido mamário que demandam atenção.</strong> Por consequência, a partir dos achados visuais, ele pode sugerir a necessidade de uma investigação mais detalhada do que está acontecendo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas horas, a biópsia costuma ser um recurso importante para determinar se o que está sendo visualizado nas imagens tem natureza maligna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, <strong>uma biópsia é feita mediante a coleta de fragmentos do objeto suspeito,</strong> por meio de um procedimento relativamente simples, denominado <strong>core biopsia ou mamotomia.</strong> Ele é conduzido no próprio consultório, geralmente com anestesia local, e pode variar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/puncao-agulha-fina-mama-paaf/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>conforme o tipo de agulha utilizada</u></a>, mas as complicações são raras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sequência, <strong>o material é enviado para o patologista</strong>, especialista na análise de tecidos, órgãos e outros materiais orgânicos, para a análise de modificações que possam sugerir a presença de uma enfermidade. No fim do seu trabalho, <strong>o profissional apresenta o chamado relatório anatomopatológico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>O papel das assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As informações presentes nesse documento</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não existe um modelo exato para todo resultado anatomopatológico de câncer de mama.</strong> Tudo aquilo presente no documento pode variar conforme as circunstâncias, o que inclui:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>a exigência de testes genéticos específicos;</li>



<li>a necessidade da análise imunohistoquímica do tumor;</li>



<li>as variações (inclusive na forma de apresentação do laudo e nas palavras e definições utilizadas) de acordo com o laboratório e o profissional responsável pela análise.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>a necessidade da realização de uma biópsia não implica necessariamente no diagnóstico de um câncer de mama</strong>. Achados benignos também são uma possibilidade e incluem desde a presença de tecido mamário normal até alterações como os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fibroadenomas.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, nas circunstâncias em que o material analisado for realmente indicativo de que há um tumor na mama, as informações apresentadas geralmente envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>tipo de tumor</strong>, especialmente em relação ao local em que ele está alojado (se invasivo ou in situ, se concentrados nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-ductal-invasivo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ductos</u></a> ou nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>lóbulos</u></a>);</li>



<li><strong>tamanho da alteração</strong>, que ajuda a definir em que estágio a doença está;</li>



<li><strong>a maneira como as células se proliferam</strong> e o<strong> grau do tumor, </strong>a partir do nível de diferenciação das células malignas daquelas consideradas saudáveis;</li>



<li><strong>status dos receptores hormonais</strong>, que mostram se o tumor &#8220;reage&#8221; na presença dos hormônios.</li>



<li><strong>status do HER2</strong>, para saber se as células <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>expressam grande quantidade dessa proteína </u></a>envolvida no crescimento das células cancerígenas;</li>



<li><strong>eventual comprometimento dos linfonodos</strong>, se uma amostra (o linfonodo sentinela) dessas estruturas foi removida para a biópsia, o que costuma acontecer em caso de cirurgia prévia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que é <strong>desafiador interpretar essas e outras informações por conta própria. </strong>Portanto, para evitar a ansiedade desnecessária, o ideal é contar sempre com o suporte do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista </u></a>de confiança para fornecer as orientações necessárias.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os passos seguintes à obtenção do resultado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o laudo em mãos, a conversa entre médico e paciente pode ter o espaço necessário para esclarecer dúvidas a respeito dos próximos passos a partir dos resultados obtidos. Assim, é possível conhecer melhor quais as alternativas de tratamento disponíveis e as perspectivas de prognóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, o tratamento de um tumor mamário combina mais de uma abordagem (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cirurgia</u></a>, radioterapia, quimioterapia, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia</u></a>, entre outras) para eliminar o foco da doença e evitar que ela retorne.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja a neoplasia mais comum entre as mulheres (são mais de 70 mil casos por ano só no Brasil, de acordo com o <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer</u></a>), a <strong>taxa de recuperação pode ultrapassar os 90%,</strong> sobretudo com o diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, o <strong>resultado anatomopatológico do câncer de mama</strong> é uma etapa essencial dessa jornada, providenciando informações indispensáveis no manejo adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais agora sobre a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>biópsia líquida</u></a>, uma inovação que funciona como alternativa à técnica convencional em determinados contextos.</p>
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		<item>
		<title>O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[biopsia]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[nódulo na mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O autoexame de mama pode ser uma iniciativa importante para o acompanhamento próximo de possíveis alterações nessa parte do corpo. Por isso, as mulheres de todas as idades devem saber como deve ser feito esse tipo de procedimento, mas sempre com a ciência de que ele não substitui outras medidas de rastreamento de um câncer de mama, como as mamografias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O autoexame de mama pode ser uma iniciativa importante para o acompanhamento próximo de possíveis alterações nessa parte do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, as mulheres de todas as idades devem saber como deve ser feito esse tipo de procedimento, mas sempre com a ciência de que ele não substitui outras medidas de rastreamento de um câncer de mama, como as mamografias periódicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O passo a passo do autoexame da mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, o <strong>objetivo do autoexame é permitir que a condição geral da mama seja avaliada pela própria mulher,</strong> sobretudo para garantir que não há a presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u>sinais e sintomas</u></a> sugestivos de um tumor na mama. Entre os aspectos que devem ser motivo de atenção estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mudança na forma ou na aparência das mamas (ou apenas de uma só).</li>



<li>Alterações nos mamilos, por conta de secreções ou afundamento da pele da região (mamilo invertido).</li>



<li>Enrugamento na pele que recobre os seios.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>Nódulos</u></a> sob a pele ou aprofundados no tecido mamário ou na região da axila, em especial quando eles são duros ao toque.</li>



<li>Sensação de inchaço ou dor nas mamas.</li>



<li>Vermelhidão e percepção de calor na pele de uma ou ambas as mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para alcançar tal objetivo, o <strong>processo do autoexame pode ser dividido em três momentos diferentes</strong>. Através de cada um deles é possível avaliar a mama e a região ao seu redor de maneiras distintas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na frente do espelho</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Posicione-se em pé, na frente do espelho, com os braços esticados ao lado dos quadris. A partir disso, avalie se não há nenhuma <strong>alteração no formato, no tamanho ou na coloração das mamas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, verifique se não há nenhuma mudança nos mamilos (como inversão, retração ou secreção) ou a presença de sinais de vermelhidão, descamação ou erupções na pele, além da presença de alguma área enrugada. Por fim, estique os braços para cima e avalie os mesmos aspectos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Na posição deitada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Com o torso voltado para cima, o ideal nesse momento é examinar a mama esquerda usando a mão direita (e vice-versa). A posição ajuda a gravidade a espalhar o tecido da mama, tornando mais fácil a avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a ponta dos dedos, <strong>apalpe toda a área dos seios e da axila cuidadosamente em busca de sinais suspeitos.</strong> Para isso, pode ser necessário aplicar um pouco de pressão durante o processo. Os mamilos também podem ser examinados, principalmente para identificar se não há presença de fluidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Durante o banho de chuveiro</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa hora, use novamente a ponta dos dedos para analisar toda a condição da mama, assim como as axilas, em busca das mesmas alterações já destacadas (como nódulos ou mudanças na pele e nos mamilos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os movimentos podem ser os mesmos feitos com o corpo deitado, mas <strong>a presença da água pode facilitar o deslizar das mãos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quando o autoexame de mama deve ser feito</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira geral, <strong>mulheres de todas as idades podem fazer o autoexame da mama</strong>. Mas, por uma série de fatores, é esperado que as mamas tenham pequenas mudanças com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elas podem ficar inchadas ou se tornarem mais sensíveis em determinados momentos do ciclo menstrual, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, para mulheres que ainda menstruam, pode ser indicado esperar até alguns dias depois do fim da menstruação para avaliar as mamas. Para aquelas já na menopausa, a referência para o intervalo adequado pode ser um dia específico do mês (dia 12, por exemplo), repetindo o exame sempre nessa data.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O momento de procurar ajuda especializada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, é fundamental manter a calma ao se deparar com um nódulo ou qualquer outra alteração na mama. Existem inúmeras explicações para isso e parte delas indica a presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"><u>quadros benignos</u></a>. Muitas vezes eles se resolvem por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, tal constatação não deve dispensar a necessidade de informar e<a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u> conversar com um médico sobre o assunto</u></a>. Tal orientação é relevante sobretudo quando o incômodo notado persiste por mais de dois ciclos menstruais ou parece piorar com o passar do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de uma avaliação clínica cuidadosa, <strong>o profissional pode sugerir a realização de exames mais detalhados.</strong> Isso inclui recursos que captam imagens do tecido da mama (como mamografias, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons </u></a>ou ressonâncias magnéticas) ou mesmo uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u>biópsia.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, um pequeno fragmento da eventual lesão é removido e analisado em laboratório. Tal abordagem permite ao médico patologista determinar a natureza das células ali presentes, indicando se elas são malignas ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>O que as microcalcificações na mamografia indicam</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os benefícios e dúvidas sobre o autoexame de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O autoexame da mama pode ser uma estratégia importante para agilizar o diagnóstico de um possível câncer de mama, principalmente quando combinado com o acompanhamento do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-transexuais/"><u>rastreamento</u></a> adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o autoexame como conhecemos hoje foi popularizado na década de 1950, em um período em que os mamógrafos modernos não existiam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, com o passar dos anos, <strong>as evidências disponíveis passaram a indicar que a adoção do autoexame não faria tanta diferença nos diagnósticos e na redução da mortalidade</strong>. Pelo contrário: esse procedimento poderia trazer efeitos negativos, como o aumento de exames invasivos desnecessários e o incremento no estresse das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso é uma <a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD003373/full">revisão sobre o </a><a href="https://www.cochranelibrary.com/cdsr/doi/10.1002/14651858.CD003373/full">tema</a> que reuniu os dados de quase 400 mil mulheres chinesas e russas. Foram comparados os dados entre grupos que faziam o autoexame regularmente e aqueles que não receberam tal orientação. No fim, <strong>nenhuma diferença significativa foi constatada no número de óbitos por câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora mais tumores tenham sido identificados nas mulheres russas, pacientes que faziam o autoexame de mama regular foram submetidas a duas vezes mais biópsias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a maioria dos órgãos competentes deixou de recomendar tal forma de cuidado, ressaltando principalmente que ele não substitui as mamografias regulares ou qualquer outra forma de avaliação clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a<a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/screening-tests-and-early-detection/american-cancer-society-recommendations-for-the-early-detection-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Sociedade Norte-Americana do Câncer</u></a> aponta também que há poucas evidências de que o autoexame antecipe o diagnóstico em pacientes seguindo a orientação para a realização de mamografias regulares.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os cuidados básicos com a saúde das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Isso, claro, não significa abandonar a atenção com a saúde das mamas. O procedimento periódico por conta própria pode ser mantido, <strong>mas a conscientização sobre essa região do corpo pode ser acompanhada também por meio de toques regulares</strong>, sem o emprego de uma técnica específica sempre que a mulher se sentir confortável ou notar algo diferente no corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, diante de qualquer dúvida sobre a necessidade do autoexame de mama e a melhor abordagem para manter o rastreamento adequado, <strong>converse com seu médico</strong>. Mulheres com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u> risco maior de desenvolver a doenç</u></a>a podem precisar de acompanhamento mais próximo, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os caroços na axila podem ser um achado comum, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u>então saiba quando eles devem ser vistos como uma preocupação.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/">O papel do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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