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	<title>Arquivos estrogênio - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos estrogênio - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Reposição hormonal e câncer de mama: o que muda com a atualização do FDA para quem já teve diagnóstico da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogênio]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[reposição hormonal]]></category>
		<category><![CDATA[terapia de reposição hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da relação entre reposição hormonal e câncer de mama, as novas informações devem ser encaradas com cautela [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A decisão do Food and Drug Administration (o FDA, órgão norte-americano que desempenha papel similar à Anvisa) em torno de medicamentos utilizados por mulheres na menopausa recebeu destaque na mídia no final de 2025. No entanto, como tudo que envolve discussões em torno da <strong>relação entre reposição hormonal </strong>e câncer de mama, <strong>as novas informações devem ser encaradas com cautela por médicos e pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão reconhece que os<strong> benefícios de abordagens para repor hormônios superam os riscos para a maioria das mulheres saudáveis</strong>. Contudo, para mulheres com histórico oncológico, essa é uma atualização que merece atenção especial.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda o que o FDA decidiu sobre os alertas em medicamentos de terapia hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em novembro de 2025, após mais de duas décadas, o <a href="https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/hhs-advances-womens-health-removes-misleading-fda-warnings-hormone-replacement-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>FDA removeu os chamados “alertas de caixa preta” de diversos produtos contendo estrogênio</u></a>. <strong>Eles são, em certa medida, equivalente à tarja preta nos medicamentos vendidos no Brasil.</strong> Sua inserção é obrigatória quando medicamentos apresentam riscos significativos à saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais avisos foram implementados em 2003. Isso foi resultado de <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/195120" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo conduzido Women&#8217;s Health Initiative (WHI)</u></a>, que sugeriram que a terapia hormonal combinando estrogênio e progesterona aumentava certos riscos. Os mais relevantes apontados envolviam riscos cardiovasculares, câncer de mama e demência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a avaliação de novas evidências, <strong>os rótulos deixam de conter as advertências relacionadas a essas consequências,</strong> inclusive nas abordagens sistêmicas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>reposição hormonal</u></a>. A agência também removeu completamente os alertas dos produtos de estrogênio vaginal de baixa dose. A razão é que, nesses casos, somente quantidades mínimas são absorvidas para a corrente sanguínea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a <strong>entidade norte-americana manteve o alerta para câncer de endométrio em produtos que contêm apenas estrogênio.</strong> Normalmente, eles são destinados a mulheres que já passaram por uma histerectomia (cirurgia de remoção do útero).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que isso significa na prática (inclusive para as pacientes brasileiras)</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/2273-febrasgo-comemora-decisao-do-fda-sobre-retirada-de-advertencias-em-medicamentos-hormonais-para-menopausa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo)</u></a> manifestou apoio à decisão. Ela reconheceu que a novidade pode ajudar a desmistificar aspectos sobre o tema e permitir que mais mulheres acessem tratamentos adequados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remoção dos alertas reflete uma compreensão mais precisa dos riscos e benefícios da terapia hormonal. Se prescrita adequadamente, os benefícios dessa abordagem incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alívio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fogachos e suores noturnos,</a> um incômodo comum no climatério/menopausa;</li>



<li>Ampliação da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>satisfação sexual</u></a>, graças ao alívio do ressecamento vaginal e da dor durante as relações sexuais;</li>



<li>Prevenção de fraturas ósseas e de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadros de osteoporose</u></a>;</li>



<li>Diminuição das oscilações de humor, de sintomas ansiosos, de queixas para dormir e do declínio cognitivo;</li>



<li>Redução do risco de complicações cardiovasculares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tais benefícios podem ser maiores ou menores, dependendo do momento escolhido para a introdução da intervenção visando repor os hormônios. O<strong> próprio FDA reconhece que os benefícios tendem a ser maiores que eventuais riscos dentro de dez anos após o início da menopausa</strong> (e geralmente antes dos 60 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcao-apos-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais recomendações de anticoncepção após câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que mulheres que já tiveram câncer de mama precisam saber sobre a reposição hormonal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da remoção dos alertas gerais, <strong>de modo geral a terapia hormonal sistêmica permanece desaconselhável para mulheres com histórico de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.asco.org/news-initiatives/policy-news-analysis/statement-HHS-revision-black-box-warning" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO)</u></a> emitiu um comunicado esclarecendo que, embora a mudança do FDA seja positiva para indivíduos saudáveis, ela não se aplica em determinados contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o órgão, “a terapia sistêmica de reposição hormonal continua sendo contraindicada para pessoas que já tiveram câncer de mama, <strong>particularmente aquelas com doença positiva para </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/biomarcadores-tumorais-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>receptores hormonais</strong></u></a><strong>, ou outros tipos de câncer que respondem ao estrogênio</strong> (por exemplo, certos cânceres ginecológicos), devido ao aumento do risco de recorrência do câncer”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos como o <a href="https://academic.oup.com/jnci/article-abstract/100/7/475/918680?redirectedFrom=fulltext&amp;login=false" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ensaio clínico HABITS, publicado no Journal of the National Cancer Institute</u></a>, reforçam essa cautela. Essa avaliação, inclusive, foi interrompida prematuramente devido a preocupações com o aumento de novos eventos de câncer de mama no grupo que recebia terapia hormonal. No fim, os dados mostraram um risco pouco mais de duas vezes maior de recorrência do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> A importância da abordagem individualizada</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, para quem já superou um câncer de mama ou mesmo convive com um risco maior de ter a doença (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/brca-risco-cancer-de-mama-antinconcepcional/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>por conta de mutações nos genes BRCA</u></a>, por exemplo), a mensagem que continua valendo é: cada caso é único e requer avaliação cuidadosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que <strong>mulheres com histórico da doença mantenham um diálogo aberto</strong> com seus <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologistas</u></a>, oncologistas e ginecologistas para tomar decisões informadas que equilibrem qualidade de vida sem ignorar o risco de que a doença retorne. Nesse sentido, paciente e especialistas podem considerar, entre outros caminhos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Alternativas não hormonais </u></a>(inclusive com avanços recentes, graças a substâncias como o fezolinetant e o elinzanetant, destinados a amenizar os fogachos).</li>



<li>Medidas destinadas a combater sintomas específicos e que oferecem absorção sistêmica mínima (como o caso de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cremes vaginais com estrogênio</u></a>).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a remoção do alerta sobre a possível conexão entre reposição hormonal e câncer de mama (e outros riscos) não significa abrir mão da precaução. No entanto, <strong>a atualização pode respaldar e orientar conversas sobre as abordagens disponíveis para cada mulher nessa fase da vida</strong>, respeitando sempre seu histórico de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o impacto da menopausa na saúde feminina e quais os sinais de que esse marco na vida reprodutiva está chegando,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acesse esse outro conteúdo sobre o tema que já foi pauta aqui no blog.</u></a></p>
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		<title>Anticoncepcional e câncer de mama: entenda relação e riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2022 12:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
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		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito se fala da relação entre o anticoncepcional e o câncer de mama. Leia este artigo e entenda se o risco é mesmo maior para quem usa esse tipo de remédio! A relação entre o anticoncepcional e o risco de desenvolvimento do câncer de mama é uma das mais debatidas e principais dúvidas quando surge a necessidade de usar esse [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Muito se fala da relação entre o anticoncepcional e o câncer de mama. Leia este artigo e entenda se o risco é mesmo maior para quem usa esse tipo de remédio!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A relação entre o <strong>anticoncepcional e o risco de desenvolvimento do câncer de mama é uma das mais debatidas e principais dúvidas</strong> quando surge a necessidade de usar esse tipo de remédio. Vale lembrar que o anticoncepcional é utilizado com diversos propósitos que vão desde <strong>evitar a gravidez e ter maior controle do planejamento familiar</strong>, até o tratamento de doenças como a <strong>acne ou a Síndrome do Ovário Policístico (SOP), entre outras</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação ao câncer de mama, a dúvida aparece porque as pílulas são compostas, na maioria da vezes, de <strong>progesterona e estrogênio</strong>. Mais conhecidos como hormônios femininos, ambos são usados para <strong>tratar condições como a acne e a SOP</strong>, mas também estão muito relacionados ao estímulo das células e, consequentemente, <strong>ao desenvolvimento do câncer de mama</strong>. Então, vamos entender melhor esses dois temas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o anticoncepcional?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De uma forma simples, podemos dizer que o anticoncepcional é um remédio que <strong>ajuda a prevenir a gravidez utilizando a combinação de hormônios</strong>, principalmente estrogênio e progesterona, e que atua de duas maneiras. Uma delas é na <strong>inibição da liberação do óvulo</strong> e a segunda é na <strong>alteração do muco endocervical </strong>que impede a fecundação dos espermatozoides ao proteger as trompas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando um pouco no tempo, de acordo com a <a href="https://www.sbhc.org.br/arquivo/download?ID_ARQUIVO=2794" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Sociedade Brasileira da História da Ciência</a>, <strong>o primeiro anticoncepcional foi criado em 1960</strong>, chegando ao Brasil apenas em 1962. Nessa época, ainda de acordo com SBHC, a difusão da pílula anticoncepcional <strong>envolveu questões jurídicas, políticas, morais e religiosas, sendo o interesse maior para o controle do aumento demográfico,</strong> do que nos benefícios e riscos do medicamento em si.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde então, a indústria farmacêutica tem sofrido grande pressão pública, se vendo na obrigação de <strong>desenvolver novas fórmulas e pílulas com menores quantidades de hormônios</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Benefícios do anticoncepcional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais benefícios relatados pelas pessoas que utilizam pílulas anticoncepcionais são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Diminuição das dores provindas de cólicas e da TPM;</li><li>Regulagem do ciclo menstrual;</li><li>Menor chance de desenvolvimento de câncer de ovário ou do endométrio;</li><li>Melhora na pele;</li><li>Redução dos efeitos da osteoporose.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Riscos do anticoncepcional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, também há algumas condições de risco com o uso de anticoncepcionais:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Retenção de líquido, resultando em ganho de peso;</li><li>Aumento da chance de doenças hepáticas;</li><li>Maior propensão a doenças como trombose, infarto, derrame ou embolia pulmonar;</li><li>Maior chance de hipertensão arterial.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">O que é o estrogênio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Junto à progesterona, o estrogênio é muito importante para o organismo feminino. Enquanto a progesterona é responsável por <strong>preparar o corpo para a gravidez</strong>, o estrogênio trabalha no <strong>desenvolvimento dos órgãos sexuais femininos e no controle dos períodos menstruais</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem quatro tipos de estrogênio, veja quais são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Estrona (E1):</strong> Produzido nas células de gordura do corpo, nos ovários e na placenta;</li><li><strong>Estradiol (E2):</strong> Tipo mais ativo e envolvido no ciclo menstrual;</li><li><strong>Estriol (E3):</strong> Principal estrogênio da gravidez é produzido e secretado a partir da placenta;</li><li><strong>Estetrol (E4):</strong> Produzido somente durante a gravidez a partir do fígado do feto.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Para este artigo, falamos <strong>especificamente do tipo E2, que recebe o nome de Estradiol</strong> e é o que tem relação com o câncer de mama. Além do desenvolvimento das características sexuais<strong>, o estrogênio ainda contribui para a saúde dos ossos e a melhora da função cognitiva</strong>, além de outras funções.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/">Câncer de mama e a sexualidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os impactos do uso do anticoncepcional para o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como podemos presumir, <strong>a relação do anticoncepcional com o câncer de mama está no nível de estrogênio das pílulas</strong>, o que faz com que a utilização desse método contraceptivo esteja associada ao incremento do risco de desenvolvimento de tumor nas mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa1700732#:~:text=New%20methods%20such%20as%20the,in%20many%20countries%2C%20including%20Denmark." target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo publicado em 2017 no New England Journal of Medicine</a> procurou estimar melhor qual o tamanho desse risco. Para isso, pesquisadores dinamarqueses analisaram os registros médicos de 1,8 milhão de mulheres entre 18 e 45 anos daquele país, e cruzaram as informações com dados sobre o uso de pílulas anticoncepcionais, casos de câncer e outras informações que poderiam confundir a avaliação. Foram excluídas do estudo mulheres que haviam tido episódios de tromboembolismo ou que haviam feito algum tratamento contra infertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de 10 anos, entre esse grupo de 1,8 milhão de mulheres, foram diagnosticados 11,517 casos de câncer de mama. Em média, o risco de desenvolver um tumor na mama foi 20% maior entre mulheres que haviam usado esse método de contracepção oral em relação àquelas que nunca haviam usado tal alternativa. O risco crescia conforme o período de utilização do contraceptivo. <strong>Por fim, o estudo conclui que houve um caso a mais de câncer do que seria o esperado a cada 7960 usuárias de pílulas anticoncepcionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, de acordo com o Breastcancer.org, é preciso <a href="https://www.instagram.com/p/CG2EUXSHkt4/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">considerar todos os fatores e não apenas o uso de pílulas anticoncepcionais</a> <strong>como principal causador do câncer de mama</strong>, pois <strong>apenas as pílulas com grande quantidade de estrogênio apresentaram um risco relativo</strong> ao aumento das chances de câncer de mama de acordo com outros estudos analisados pela organização.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As pílulas anticoncepcionais <strong>são um fator adicional de risco de câncer de mama</strong>, pois <strong>contribuem para a exposição do estrogênio ovariano</strong> que já ocorre naturalmente e estimula as células mamárias ao longo da vida, desde a menstruação até o início da menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, fatores mais decisivos como a <strong>falta de hábitos saudáveis ou um histórico familiar</strong> são mais preocupantes do que o anticoncepcional, frente aos benefícios que ele pode representar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, independentemente dos resultados das pesquisas, <strong>nenhuma pílula anticoncepcional ganha prioridade acima das principais recomendações de prevenção</strong> que incluem, entre outras atitudes, <strong>uma boa alimentação, a prática de exercícios físicos, controle do estresse, sono de qualidade e a visita regular ao médico</strong>, mais especificamente, o mastologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Veja como reforço esses hábitos de prevenção </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/prevencao-do-cancer-de-mama/"><em>em outro artigo aqui do blog</em></a><em>!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio de toda essa discussão, o mais importante é salientar que <strong>a mulher deve ter o direito de escolher o melhor método contraceptivo adequado para ela</strong>. Por isso é tão importante o conhecimento sobre todos eles e uma conversa esclarecedora com o médico ginecologista e/ou mastologista.</p>



<p id="leiamais">Leia também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/">Quais alimentos ajudam na prevenção ao câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A perimenopausa também é um fator alarmante</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para finalizar, deixo uma última dica: <strong>a perimenopausa e a menopausa são períodos importantes para as mulheres que usam anticoncepcional</strong>, inclusive como forma de reposição hormonal para alívio de sintomas. Mesmo que seja o período em que<strong> o organismo começa a produzir menos hormônios</strong>, essa é a <strong>idade de maior incidência do câncer de mama</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se! Seja qual for a necessidade de utilização da pílula anticoncepcional, é sempre recomendado <strong>buscar o auxílio de um médico especialista</strong> para entender melhor os efeitos desse remédio e os riscos relacionados ao câncer de mama para cada caso, principalmente, o seu! <strong>Mulheres com câncer de mama têm a contraindicação para o uso de qualquer tipo de anticoncepção hormonal, uma vez que isso contribui para o aumento do risco de recidivas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Achou este conteúdo bom? Confira </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/categorias/qualidade-de-vida/"><em>mais artigos do meu blog aqui!</em></a></p>
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