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	<title>Arquivos gestação - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos gestação - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Quais as abordagens diante de um diagnóstico de câncer de mama durante a gravidez?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 11:45:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[hormônios]]></category>
		<category><![CDATA[óvulos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É normal que a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama seja uma preocupação entre pacientes com o desejo de engravidar. Em geral, casos de câncer de mama durante a gravidez são raros. De acordo com o National Cancer Institute, esse tipo de quadro representa um a cada 3.000 casos da doença e atinge principalmente mulheres entre 32 e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>É normal que a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama seja uma preocupação entre pacientes com o desejo de engravidar.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, <strong>casos de câncer de mama durante a gravidez são raros</strong>. De acordo com o <em>National Cancer Institute</em>,<a href="https://www.cancer.gov/types/breast/patient/pregnancy-breast-treatment-pdq" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> esse tipo de quadro representa um a cada 3.000 casos da doença e atinge principalmente mulheres entre 32 e 38 anos</a>. Ainda assim, descobrir a doença ao longo da gestação pode gerar bastante preocupação nas pacientes que passam por isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, <strong>diante de tal circunstância, vale entender melhor como é feito o diagnóstico dessa condição, quais as opções de tratamento conforme a evolução da gravidez e o que a mulher pode esperar no momento de dar à luz e na hora de amamentar seu filho</strong>. No mais, é preciso considerar o impacto emocional que tal notícia pode impor em um momento que por si só já é cheio de incertezas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os possíveis sinais de um câncer de mama durante a gravidez?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><strong>gravidez</strong></a><strong> faz com que as mamas sofram diversas alterações ao longo da gestação e nos meses que se seguem ao parto.</strong> Muitas dessas alterações fisiológicas têm relação com a flutuação dos hormônios ou com a preparação do corpo para produzir o leite materno para a alimentação do bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, pode ser difícil notar algum sinal característico de um câncer de mama durante esse período. <strong>Não é raro, inclusive, que mulheres grávidas, ou que acabaram de dar à luz, sejam diagnosticadas com tumores em estágios mais avançados.</strong> Na média, isso pode fazer com que os prognósticos desses quadros sejam piores se comparados com aqueles de mulheres não grávidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, <strong>pode ser importante procurar o médico sempre que forem notados nódulos ou caroços nas mamas. </strong>Ainda que várias causas possam explicar o surgimento desse tipo de formação, o ideal é não esperar o parto para investigar tal alteração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais que também podem merecer uma avaliação mais cuidadosa são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Alterações na forma da mama;</li>
<li>Modificações na pele da região (deixando-a ondulada ou com aspecto de casca de laranja);</li>
<li>Inversão ou a retração dos mamilos;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sangramento-mama/">Presença de secreções que não são leite materno.</a></li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como o diagnóstico de um câncer de mama pode ser confirmado durante a gravidez?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em um primeiro momento, <strong>a suspeita de um câncer de mama durante a gestação é averiguada conforme avaliação física dos sinais sugestivos da doença. </strong>A partir disso, pode ser necessário fazer alguns<strong> exames para confirmar ou descartar a hipótese</strong>, sempre levando em consideração a segurança da paciente e do feto.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mamografias e ultrassonografias costumam ser as opções iniciais para isso.</strong> Ambos os procedimentos são considerados seguros se feitos com o devido cuidado. Ainda que a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/">mamografia</a> dependa da emissão de radiação, ela costuma ser em uma dose bem baixa e concentrada na altura do peito. Além disso, uma proteção extra pode ser colocada sobre a barriga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, é preciso ponderar sobre o risco de falsos-negativos. <strong>Desse modo, uma biópsia pode ser feita para confirmar a natureza das células que compõem a formação suspeita</strong>. Para isso, um pequeno fragmento de tecido da região é coletado e enviado para análise laboratorial.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o tratamento é conduzido?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A melhor forma de tratar um câncer diagnosticado durante uma gestação passa por considerar dois aspectos principais: <strong>o momento em que a gravidez se encontra e as características do tumor </strong>(seu estágio e se ele é receptor hormonal positivo ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">expressa a proteína HER2</a>, por exemplo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>a maior parte das pacientes diagnosticadas durante a gestação passará </strong>inicialmente por um tratamento quimioterápico sem necessidade de interrupção da gravidez e após o parto, a sequência de tratamento com uma <strong>cirurgia de remoção do tumor e, eventualmente, dos linfonodos da axila</strong> (importante também para avaliar se o tumor se espalhou nessa direção). A opção por procedimentos conservadores ou mastectomias radicais é feita conforme avaliação caso a caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A mulher pode receber a indicação de um tratamento quimioterápico, desde que a gravidez tenha ultrapassado os três meses</strong>. Dependendo do estágio da gravidez, essa opção de tratamento pode ser neoadjuvante ou adjuvante (ou seja, antes ou depois da cirurgia).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por outro lado, o uso de radioterapia, hormonioterapia (como o</strong> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><strong>tamoxifeno</strong></a><strong>) e terapias-alvo (como o trastuzumab) e imunoterapias não são recomendados para pacientes grávidas</strong>. Essas alternativas costumam ser postergadas até depois do parto. Além disso, a forma de lidar com os efeitos colaterais dos tratamentos adotados ou mesmo com a dor devido à doença devem levar em conta a segurança da gestante e do bebê.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"> É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como o câncer de mama pode interferir no nascimento e na amamentação do bebê?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Independente do quadro da mãe, <strong>não parece haver nenhum risco ao feto decorrente da evolução do câncer de mama. </strong>Não há relatos de que as células cancerígenas possam atingir o bebê nessas circunstâncias. <strong>Logo, a maioria das gestantes pode levar em frente a gestação mesmo diante do diagnóstico indesejado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, à medida que o parto se aproxima, a <strong>paciente pode discutir junto com seu médico sobre a melhor forma de dar à luz.</strong> Dependendo das circunstâncias, uma cesariana pode ser mais segura, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profissionais de saúde responsáveis pelo acompanhamento da paciente também fornecerão <strong>orientações sobre a amamentação</strong>. Dependendo do tipo de cirurgia feita para a remoção do tumor, a mulher pode não conseguir dar o peito ao seu bebê. Além disso, alguns medicamentos usados no tratamento do câncer podem passar para o leite materno, impedindo uma amamentação segura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o diagnóstico do câncer de mama durante a gravidez e todos os cuidados necessários depois do parto podem demandar ainda mais da mulher, inclusive do ponto de vista emocional. Portanto, <strong>companheiros e toda a rede de apoio das pacientes devem estar cientes dessas dificuldades.</strong> Assim, eles se tornam capazes de oferecer suporte apropriado nesses momentos para garantir a recuperação e uma maternidade satisfatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para mulheres que já tiveram um câncer de mama e desejam engravidar,</strong> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><strong>vale a pena compreender melhor de que forma a doença pode interferir na fertilidade.</strong></a><u></u></p>
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		<title>O que você precisa saber sobre a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[hormônios]]></category>
		<category><![CDATA[óvulos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É normal que a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama seja uma preocupação entre pacientes com o desejo de engravidar. Não é raro que diante de um diagnóstico de um tumor nas mamas, a preocupação com o desejo de ter filhos fique em segundo plano. No entanto, o combate à doença pode incluir também discussões sobre a manutenção [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>É normal que a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama seja uma preocupação entre pacientes com o desejo de engravidar.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que diante de um diagnóstico de um tumor nas mamas, <strong>a preocupação com o desejo de ter filhos fique em segundo plano. </strong>No entanto, o combate à doença pode incluir também discussões sobre a manutenção da fertilidade durante o tratamento do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso garante à paciente a possibilidade de discutir e <strong>escolher alternativas que permitam a ela preservar a capacidade de levar em frente uma gestação, se esse for o seu desejo.</strong> Existem vários métodos para isso e eles são seguros, principalmente entre mulheres jovens, público cujo impacto de um câncer sobre a fertilidade tende a ser maior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Que aspectos relativos à fertilidade devem ser discutidos antes do início do tratamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ser diagnosticada com um câncer de mama não é impedimento absoluto para uma gravidez segura no futuro</strong>. Muitas mulheres passam pelo tratamento e têm filhos normalmente. Isso, claro, não exclui a necessidade de abordar esse tópico junto ao médico responsável pelo seu acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em um primeiro momento é <strong>fundamental ter consciência que diversos recursos usados para tratar um câncer de mama podem afetar a fertilidade</strong>. Um exemplo disso é a quimioterapia, capaz de prejudicar a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u> função dos ovários</u></a> mesmo depois de encerrado o tratamento. <strong>Além disso, diante da necessidade do uso de determinados fármacos (como o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u><strong>tamoxifeno,</strong></u></a><strong> por exemplo), a recomendação é que se evite engravidar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, se a fertilidade é uma preocupação do médico e da paciente, antes do início do tratamento, devem ser considerados aspectos como a gravidade do quadro, as perspectivas de prognóstico e de que forma uma possível <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez </u></a>interfere no risco de uma recidiva no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Até pouco tempo atrás, existia a hipótese de que a gravidez poderia aumentar o risco do câncer de mama voltar. <strong>Entretanto, as evidências coletadas com estudos recentes demonstraram que engravidar após um diagnóstico de câncer de mama é seguro. Além disso, em alguns casos, isso poder ampliar a sobrevida das pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/">o estudo POSITIVE, publicado em 2022</a>, mostrou que a interrupção do uso de medicamentos como o tamoxifeno também é uma alternativa segura para pacientes pós-câncer de mama que tem desejo de serem mães.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, <strong>cabe ressaltar ainda que mesmo que a mulher tenha uma gravidez de sucesso, pode ser que ela não consiga amamentar seu filho</strong>. Em geral, algumas cirurgias, quimioterapia, radioterapia e uso de certos medicamentos podem interferir na amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, <strong>alimentar o filho com o leite do peito diminui o risco de câncer de mama em mulheres que não tiveram a doença previamente diagnosticada.</strong> No caso de mulheres que amamentam após o câncer de mama, não se sabe ao certo como isso pode influenciar nas chances de recidiva.</p>



<h2 class="wp-block-heading">De que forma é possível preservar a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, <strong>existem alternativas para as mulheres que desejam engravidar depois do diagnóstico e do tratamento de um câncer de mama. </strong>Congelamento de óvulos e de embriões são algumas das técnicas bem estabelecidas, seguras e recomendadas para preservação de fertilidade. Em geral, os especialistas recomendam o congelamento de óvulos em vez dos embriões, pois desta forma a mulher tem mais possibilidades de reprodução no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, <strong>coletar os óvulos e realizar a fertilização </strong><em><strong>in vitro</strong></em><strong> tende a ser a opção mais eficiente de preservação de fertilidade.</strong> Para isso, os óvulos são retirados da paciente e fertilizados em laboratório. Os embriões obtidos são congelados e futuramente implantados na paciente, dando início a gestação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a paciente pode ser submetida a diferentes processos de estimulação ovariana, principalmente para a facilitar a obtenção dos óvulos necessários. Isso é feito geralmente com o uso de determinados hormônios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o <a href="https://sbra.com.br/noticias/congelamento-de-tecido-ovariano-abre-novas-oportunidades-para-preservacao-da-fertilidade-em-pacientes-oncologicos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">congelamento do tecido dos ovários</a> é uma técnica ainda em desenvolvimento onde um fragmento do ovário é removido e armazenado. Posteriormente ele é reimplantado, provendo a estimulação necessária para a liberação de novos óvulos capazes de gerar uma gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, outro método que pode ser discutido <strong>envolve o uso de determinados fármacos para suprimir a atividade ovariana durante a quimioterapia.</strong> Isso pode reduzir o risco de infertilidade depois do fim do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como não poderia deixar de ser, a conveniência, <strong>os riscos e os benefícios de cada opção devem ser ponderados junto ao médico.</strong> É preciso considerar se é possível postergar o início do tratamento para coletar os óvulos necessários, por exemplo. Isso costuma levar algumas semanas, o que pode afetar o prognóstico do quadro. Além disso, é necessário avaliar os custos e a segurança de cada procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-jovens/">Afinal, o câncer de mama entre jovens vem se tornando mais frequente?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Essas opções para preservar a fertilidade são seguras?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por falar em segurança, um estudo sueco que compreendeu um intervalo de mais de duas décadas <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2773115" target="_blank" rel="noreferrer noopener">reforçou que as alternativas disponíveis para preservar a fertilidade não oferecem riscos para pacientes jovens.</a> Foram acompanhadas 425 mulheres que fizeram algum tipo de intervenção para engravidar depois do tratamento. Como referência para comparação, foi reunida uma amostra com 850 pacientes que não passaram por esses procedimentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2773115" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acordo com o artigo publicado em 2020</u></a>, 6% das pacientes acompanhadas que congelaram óvulos, embriões ou tecido ovariano morreram ao longo do acompanhamento da pesquisa (mais de 23 anos de seguimento). Ao mesmo tempo, entre as mulheres que não fizeram procedimentos para preservar a fertilidade, quase 13% morreram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro do grupo de pacientes que utilizaram opções para preservar a fertilidade, <strong>97 deram à luz após o tratamento contra o câncer de mama</strong>. Ou seja, 23% das pacientes acompanhadas tiveram um bebê. Apesar disso, <strong>apenas 20 utilizaram alguma técnica de reprodução assistida e somente nove utilizaram o material preservado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as pacientes que não fizeram tratamento para fertilidade, foram registradas 74 gestações. Isso representa somente 9% de todas as participantes desse grupo. Apesar disso, a comparação exata não é possível. Não se sabe ao certo quantas mulheres desejavam engravidar e é mais provável que aquelas do grupo que recebeu tratamento para preservação da fertilidade tivessem uma tendência maior a querer filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, <strong>ainda existem algumas dúvidas sobre a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama </strong>e as consequências das intervenções necessárias para combater um tumor sobre a saúde reprodutiva feminina. <strong>Existem alternativas seguras e eficazes para preservar a capacidade de levar em frente uma gestação em um momento futuro, se essa for a vontade da paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite para saber mais e veja como a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u><strong>hormonioterapia pode interferir na fertilidade e se é possível interrompê-la com segurança para engravidar.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/">O que você precisa saber sobre a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Gravidez após câncer de mama: é possível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 15:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento fetal]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
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		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[risco de recidiva.]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento para o câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em idade fértil, é se é possível uma gravidez após o câncer de mama. O câncer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em <strong>idade fértil</strong>, é se é possível uma <strong>gravidez após o câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>câncer de mama</strong> é uma doença com maior predisposição a surgir em mulheres com idade superior a 50 anos, contudo, tem se observado um aumento da incidência entre <strong>mulheres jovens</strong>, tanto no Brasil, como no mundo. Segundo a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM),</u></a> atualmente é registrada uma <strong>incidência do câncer de mama</strong> que varia de 4% a 5% entre brasileiras com idade inferior a 35 anos. No passado, esse número era de apenas 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pacientes são capazes de <strong>engravidar depois do tratamento de câncer de mama</strong>, porém, a <strong>gravidez</strong> pode ser dificultada em alguns casos, conforme aponta o<a href="https://www.cancer.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Cancer Society.</u></a> Portanto, pacientes em idade fértil diagnosticadas com câncer de mama que ainda pensam em gestar um bebê devem conversar com o médico <strong>mastologista,</strong> responsável pelo acompanhamento do seu caso, sobre o assunto antes de iniciar o tratamento.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/"> Câncer de mama e a sexualidade: Oncosexualidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Principais dúvidas sobre a gravidez depois do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, a exemplo da <strong>radioterapia</strong> e<strong> quimioterapia</strong>, podem comprometer a <strong>fertilidade feminina</strong>, uma vez que afetam o sistema reprodutivo da mulher, principalmente o <strong>ovário</strong>, causando a diminuição do número de <strong>óvulos. </strong>Por isso, uma opção a ser considerada para as pacientes que desejam ser mãe é o <strong>congelamento de óvulos</strong> antes do começo do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra possibilidade que tem se demostrado segura para pacientes com câncer é a fertilização in vitro por meio da coleta de embriões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, procuramos responder às principais dúvidas sobre a <strong>gestação</strong> depois do diagnóstico de câncer de mama, confira:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>O feto pode ser afetado pelo tratamento do câncer de mama?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, como <strong>hormonioterapia</strong> ou<strong> terapia alvo</strong>, podem comprometer o <strong>desenvolvimento fetal. </strong>Já o tratamento quimioterápico é considerado seguro a partir do segundo trimestre de gestação, não provocando alterações no desenvolvimento embrionário. Por isso, por segurança, é recomendado aguardar a finalização total do tratamento, antes de uma gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta também a saúde da mulher, vale lembrar que a interrupção do tratamento da doença, por conta de uma gestação, pode aumentar o <strong>risco de recidiva,</strong> assim como de progressão da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Quanto tempo após o tratamento devo esperar antes de engravidar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É recomendado que após o fim do <strong>tratamento para o câncer de mama</strong>, as mulheres aguardem no mínimo de 2 a 3 anos para iniciar as tentativas de engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que as pacientes tenham em mente que cada caso é único e individualizado, precisando ser considerado fatores, como tipo de câncer de mama, idade e risco de recidiva da doença. A saúde e o bem-estar da paciente devem sempre ser priorizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Meu histórico de câncer de mama pode colocar meu bebê em risco durante a gravidez?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, a Ciência não possui evidências de que o bebê sofra algum efeito direto do câncer de mama diagnosticado na mãe. Não foi descoberto pelos pesquisadores nenhum aumento no número de problemas de saúde a longo prazo ou de <strong>defeitos congênitos </strong>em bebês nascidos de pacientes que enfrentaram o câncer de mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Após o tratamento do câncer de mama, eu posso amamentar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por procedimentos cirúrgicos e/ou radioterapia podem ter problemas para amamentar a criança com a <strong>mama</strong> operada. Isso ocorre tanto por conta das mudanças estruturais na mama após a cirurgia que podem causar dor e dificuldade na <strong>amamentação</strong>, como pela redução da produção de leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos presentes na <strong>hormonioterapia</strong> para tratamento do câncer também podem afetar o leite e consequentemente o bebê. Por isso, caso ainda esteja tomando algum <strong>medicamento</strong> para a doença, sempre converse com seu mastologista, antes de iniciar o aleitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/">Como enfrentar o diagnóstico de câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>A importância de conversar com o médico mastologista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha recebido o diagnóstico de câncer de mama e ainda guarde dentro de si o desejo de ser mãe, ou apenas queira deixar essa possibilidade em aberto, é de fundamental importância conversar com o médico mastologista, responsável pelo acompanhamento do seu caso. Ele é o profissional da área de saúde mais qualificado para analisar as especificações do seu quadro clínico e aconselhar sobre o assunto, uma vez que cada caso de câncer de mama é diferente do outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Medicina possibilita medidas que ajudam a preservar a f<strong>ertilidade da mulher</strong>, como <strong>captação e congelamento de óvulos</strong>, que podem ser usados para f<strong>ertilização</strong> após a conclusão do tratamento de câncer de mama. No entanto, para que isso possa ocorrer, é preciso que haja um planejamento conjunto entre paciente e o médico responsável pelo tratamento da doença.</p>



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