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	<title>Arquivos gravidez - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos gravidez - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>A quimioterapia na gestação e na lactação são opções seguras? Entenda o que deve ser considerado nesses casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[parto.]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo. Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. <strong>Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o câncer de mama entre mulheres que estão esperando um bebê. De todo modo, com as devidas precauções, é possível combater o tumor resguardando a segurança da gestação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona o rastreamento e o diagnóstico de um câncer de mama durante uma gestação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que sinais de uma possível neoplasia nas mamas durante a gestação passem despercebidos. <strong>Com as alterações hormonais decorrentes da gestação, é esperado que as mamas da mulher sofram modificações em diversos aspectos (tamanho, sensibilidade etc.), inclusive por conta da preparação para a lactação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, mulheres grávidas não são orientadas a fazer exames (como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u>mamografias</u></a> periódicas) para rastrear um possível câncer de mama, sobretudo para evitar a exposição desnecessária à radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, possíveis casos de câncer nessas circunstâncias são diagnosticados, em média, em estágios mais avançados<strong>. Isso acontece pelo fato desses quadros serem descobertos por acidente ou apenas quando a paciente nota algum nódulo ou caroço na mama e procura ajuda médica para investigar a condição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a <strong>recomendação é que diante de qualquer alteração que desperte preocupação, a mulher grávida não espere o fim da gestação para obter a assistência médica necessária</strong>. Em tais circunstâncias, exames como a mamografia podem ser feitos com as proteções necessárias (como um avental de chumbo sobre a barriga) para mitigar os possíveis riscos ao feto e assim confirmar ou não o diagnóstico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons </u></a>e biópsias costumam ser outras opções para analisar o quadro. Ressonâncias magnéticas que dependem do uso de contraste são uma opção normalmente descartada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u>Estudo mostra que é possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar</u></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É possível introduzir a quimioterapia na gestação de forma segura?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como sempre, a escolha sobre a melhor abordagem para um câncer de mama diagnosticado na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez</u></a> envolve aspectos como o estágio do tumor e as suas características<a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u> imuno-histoquímicas. </u></a><strong>Seja como for, a quimioterapia pode ser uma intervenção importante para combater a doença, ainda que a preocupação com a segurança seja uma constante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A principal recomendação para minimizar problemas passa por evitar essa forma de tratamento no primeiro trimestre de gestação</strong>. Tal orientação parte do princípio de que os fármacos utilizados no tratamento serão possivelmente teratogênicos. <strong>Em outras palavras, isso significa que eles podem provocar malformações fetais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, as <a href="https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/OP.20.00077"><u>evidências disponíveis </u></a>sugerem que parece não haver impactos significativos da teratogenicidade dos quimioterápicos sobre o desenvolvimento do feto <strong>se o tratamento começar depois do segundo semestre de gestação</strong>, ainda que em alguns casos os dados disponíveis sobre o tópico sejam limitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas horas, a ponderação entre riscos e benefícios deve orientar a decisão pela adoção ou não da quimioterapia na gestação. <strong>Por isso, sempre que os ganhos para a saúde materna superarem as chances de problemas para o bebê, o tratamento quimioterápico costuma ser uma alternativa viável.</strong> Isso considera sempre a utilização dos fármacos adequados para essas circunstâncias e o respeito a um prazo de interrupção da terapia antes do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, feita a decisão pela quimioterapia, <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/OP.20.00628" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode ser recomendado reforçar o acompanhamento do desenvolvimento fetal.</a> <strong>Em algumas circunstâncias, suspeita-se de que essa forma de tratamento (em especial com o uso de medicamentos à base de platina) durante a gestação afete o crescimento do feto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, pode haver maiores chances de um parto precoce, colocando os recém-nascidos sob risco de piores desfechos após o nascimento. As evidências sobre isso, mais uma vez, são limitadas, então novos estudos precisam se debruçar com mais cuidado sobre a questão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os impactos do tratamento na lactação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o nascimento da criança, as dúvidas em torno do tratamento se voltam para a forma como ele pode influenciar na amamentação. Na prática, a equipe responsável pelo acompanhamento do paciente dará a orientação adequada sobre isso, de acordo com os tratamentos empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por uma cirurgia contra um câncer de mama, por exemplo, podem ser liberadas para alimentar seu filho com o próprio leite. <strong>Por outro lado, pacientes que ainda vão passar pelo procedimento cirúrgico podem ser orientadas a não começar a amamentar</strong>. Esse cuidado pode facilitar a cirurgia e reduzir o risco de complicações (como infecções).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A restrição para a amamentação costuma ser completa em mães recebendo tratamentos sistêmicos contra um câncer de mama.</strong> Isso inclui abordagens como a quimioterapia, a radioterapia, a hormonioterapia e as terapias-alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas dessas terapias são indicadas apenas após o parto. <strong>De qualquer maneira, elas podem afetar a segurança do leite materno ou até mesmo bloquear a lactação. No mais, a restrição à amamentação pode se manter por meses após o fim do tratamento</strong>. Em todo caso, a mãe receberá a orientação do que fazer para garantir a alimentação apropriada da criança (como leite doado ou uso de fórmulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, se respeitadas algumas condições, a quimioterapia na gestação tende a ser segura a partir de determinados estágios da gravidez, embora isso deva ser analisado cuidadosamente caso a caso. A lactação, por sua vez, pode ser restringida. Por isso, pacientes e profissionais devem seguir lado a lado para discutir as melhores opções de cada circunstância<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u> desde o primeiro momento após o diagnóstico.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mulheres diagnosticadas com câncer de mama antes de engravidar, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u>veja quais os impactos do tratamento sobre a fertilidade.</u></a></p>
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		<title>É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar? Veja novidades sobre isso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 11:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. <strong>Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas pacientes em determinados casos: interromper a hormonioterapia para tentar uma gestação não oferece riscos adicionais de recidiva da doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas foram as conclusões de um estudo<a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2212856?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> publicado em maio de 2023,</u><em><u> no New England Journal of Medicine.</u></em></a> <strong>A notícia é boa porque contribui para reduzir o estresse e o desconforto que incertezas do tipo podem gerar em pacientes jovens que pretendiam engravidar.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As restrições para uma gestação durante a hormonioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u><strong> hormonioterapia</strong></u></a><strong> envolve a administração de certos fármacos para bloquear a produção de determinados hormônios dentro do organismo ou impedir que eles atuem sobre o desenvolvimento das células cancerígenas</strong>. Por isso, ela é indicada apenas para os casos em que o tumor é receptor hormonal positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, a hormonioterapia pode ser prescrita antes da cirurgia (ou seja, de forma neoadjuvante) ou depois da cirurgia (como tratamento adjuvante), para reduzir o risco de recidivas. Esse tipo de terapia também é um recurso profilático importante em mulheres com alto risco de desenvolver um câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, é preciso levar em conta que o tratamento deve ser mantido por períodos que variam entre 5 e 10 anos. Durante o tratamento, a mulher pode perceber efeitos colaterais, incluindo prejuízos à fertilidade. A supressão da atividade de determinados hormônios afeta o ciclo de liberação dos óvulos, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente ainda tem chance de engravidar, embora não seja recomendado que mulheres recebendo hormonioterapia comecem uma gestação. A medicação pode oferecer riscos à formação do feto. Por outro lado, não há evidências de que uma gestação posterior aumenta o risco de que a doença volte no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, levando em conta a idade do diagnóstico e o período necessário para o tratamento, pode haver a preocupação sobre a capacidade da mulher engravidar no futuro. Não é incomum, por exemplo, que essas pacientes terminem a hormonioterapia já em um período de declínio natural da fertilidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/">O que você precisa saber sobre o tamoxifeno, um dos medicamentos mais importantes da histórica da oncologia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A possibilidade de interromper a hormonioterapia para engravidar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi diante desse quadro que o estudo POSITIVE (acrônimo em inglês para “resultado da gravidez e segurança da interrupção da terapia endócrina para mulheres com câncer de mama”) foi desenhado. <strong>Os responsáveis pela investigação queriam saber se é seguro interromper a hormonioterapia para tentar engravidar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, foram reunidas mulheres abaixo dos 42 anos que estavam recebendo terapia hormonal por períodos entre 18 e 30 meses. Todas elas, claro, tinham o desejo de engravidar. Ao todo, foram recrutadas 514 pacientes, com idade média de 37 anos. Elas haviam sido diagnosticadas com câncer de mama, em média, há pelo menos 29 meses. Não havia restrição sobre o uso anterior de quimioterapia</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, as pacientes interromperam a hormonioterapia. Primeiro, houve um período de 3 meses chamado de “washout” para eliminar o risco de interferência da hormonioterapia na gravidez. Em seguida, as pacientes tiveram até 2 anos de suspensão no tratamento para tentar engravidar. Esse período incluía a concepção, a gestação, o parto e a amamentação. Finalizado esse período, a hormonioterapia poderia ser retomada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a interrupção do tratamento em curso, <strong>os pesquisadores acompanharam o número de casos de recidiva do câncer de mama e indicadores relacionados à fertilidade </strong>(ou seja, número de gestações, de bebês nascidos vivos, segurança da amamentação, entre outros). <strong>Dentro desse período, se mais de 46 mulheres apresentassem um evento de recidiva, o estudo seria interrompido.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As conclusões do estudo e a segurança da interrupção do tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período de acompanhamento, 44 pacientes apresentaram algum tipo de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u> recorrência do câncer de mama</u></a>. Ou seja, o patamar de episódios negativos foi menor do que o limite estabelecido. Outro dado relevante mostra que a taxa de incidência de recidivas foi 8,9% entre as pacientes acompanhadas, contra 9,2% na coorte populacional usada como referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portanto, os números apontaram para uma incidência parecida do que seria observada se o tratamento fosse mantido. Logo, na prática, isso significa que parece não haver implicações para a segurança devido à interrupção do tratamento endócrino em pacientes dentro do perfil analisado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 368 pacientes (quase 75% das pacientes sem recidiva) engravidaram ao menos uma vez durante o período do estudo. Nesse recorte, 215 mulheres indicaram o uso técnicas de reprodução assistida. <strong>No mais, ao final do acompanhamento, 350 gestações haviam gerado 365 bebês nascidos vivos. Após o fim da coleta de dados, 304 mulheres retomaram a hormonioterapia. Dentre o grupo que ainda não havia retomado, parte continuava tentando engravidar ou estava amamentando.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o estudo reforça a necessidade de que essas <a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u>pacientes sejam acompanhadas no longo prazo (acima dos 3 anos).</u></a> <strong>Por fim, vale reforçar que a decisão de interromper a hormonioterapia deve passar por uma conversa com o médico responsável, que também pode sugerir recursos para preservação da fertilidade (como o congelamento de óvulos para posterior fertilização, por exemplo).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre as possibilidades e cuidados para uma gravidez pós câncer de mama, confira esse<a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel"><u> conteúdo já publicado aqui no blog.</u></a></p>
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		<title>Gravidez após câncer de mama: é possível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 15:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento fetal]]></category>
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		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
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		<category><![CDATA[risco de recidiva.]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento para o câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em idade fértil, é se é possível uma gravidez após o câncer de mama. O câncer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em <strong>idade fértil</strong>, é se é possível uma <strong>gravidez após o câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>câncer de mama</strong> é uma doença com maior predisposição a surgir em mulheres com idade superior a 50 anos, contudo, tem se observado um aumento da incidência entre <strong>mulheres jovens</strong>, tanto no Brasil, como no mundo. Segundo a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM),</u></a> atualmente é registrada uma <strong>incidência do câncer de mama</strong> que varia de 4% a 5% entre brasileiras com idade inferior a 35 anos. No passado, esse número era de apenas 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pacientes são capazes de <strong>engravidar depois do tratamento de câncer de mama</strong>, porém, a <strong>gravidez</strong> pode ser dificultada em alguns casos, conforme aponta o<a href="https://www.cancer.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Cancer Society.</u></a> Portanto, pacientes em idade fértil diagnosticadas com câncer de mama que ainda pensam em gestar um bebê devem conversar com o médico <strong>mastologista,</strong> responsável pelo acompanhamento do seu caso, sobre o assunto antes de iniciar o tratamento.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/"> Câncer de mama e a sexualidade: Oncosexualidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Principais dúvidas sobre a gravidez depois do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, a exemplo da <strong>radioterapia</strong> e<strong> quimioterapia</strong>, podem comprometer a <strong>fertilidade feminina</strong>, uma vez que afetam o sistema reprodutivo da mulher, principalmente o <strong>ovário</strong>, causando a diminuição do número de <strong>óvulos. </strong>Por isso, uma opção a ser considerada para as pacientes que desejam ser mãe é o <strong>congelamento de óvulos</strong> antes do começo do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra possibilidade que tem se demostrado segura para pacientes com câncer é a fertilização in vitro por meio da coleta de embriões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, procuramos responder às principais dúvidas sobre a <strong>gestação</strong> depois do diagnóstico de câncer de mama, confira:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>O feto pode ser afetado pelo tratamento do câncer de mama?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, como <strong>hormonioterapia</strong> ou<strong> terapia alvo</strong>, podem comprometer o <strong>desenvolvimento fetal. </strong>Já o tratamento quimioterápico é considerado seguro a partir do segundo trimestre de gestação, não provocando alterações no desenvolvimento embrionário. Por isso, por segurança, é recomendado aguardar a finalização total do tratamento, antes de uma gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta também a saúde da mulher, vale lembrar que a interrupção do tratamento da doença, por conta de uma gestação, pode aumentar o <strong>risco de recidiva,</strong> assim como de progressão da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Quanto tempo após o tratamento devo esperar antes de engravidar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É recomendado que após o fim do <strong>tratamento para o câncer de mama</strong>, as mulheres aguardem no mínimo de 2 a 3 anos para iniciar as tentativas de engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que as pacientes tenham em mente que cada caso é único e individualizado, precisando ser considerado fatores, como tipo de câncer de mama, idade e risco de recidiva da doença. A saúde e o bem-estar da paciente devem sempre ser priorizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Meu histórico de câncer de mama pode colocar meu bebê em risco durante a gravidez?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, a Ciência não possui evidências de que o bebê sofra algum efeito direto do câncer de mama diagnosticado na mãe. Não foi descoberto pelos pesquisadores nenhum aumento no número de problemas de saúde a longo prazo ou de <strong>defeitos congênitos </strong>em bebês nascidos de pacientes que enfrentaram o câncer de mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Após o tratamento do câncer de mama, eu posso amamentar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por procedimentos cirúrgicos e/ou radioterapia podem ter problemas para amamentar a criança com a <strong>mama</strong> operada. Isso ocorre tanto por conta das mudanças estruturais na mama após a cirurgia que podem causar dor e dificuldade na <strong>amamentação</strong>, como pela redução da produção de leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos presentes na <strong>hormonioterapia</strong> para tratamento do câncer também podem afetar o leite e consequentemente o bebê. Por isso, caso ainda esteja tomando algum <strong>medicamento</strong> para a doença, sempre converse com seu mastologista, antes de iniciar o aleitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/">Como enfrentar o diagnóstico de câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>A importância de conversar com o médico mastologista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha recebido o diagnóstico de câncer de mama e ainda guarde dentro de si o desejo de ser mãe, ou apenas queira deixar essa possibilidade em aberto, é de fundamental importância conversar com o médico mastologista, responsável pelo acompanhamento do seu caso. Ele é o profissional da área de saúde mais qualificado para analisar as especificações do seu quadro clínico e aconselhar sobre o assunto, uma vez que cada caso de câncer de mama é diferente do outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Medicina possibilita medidas que ajudam a preservar a f<strong>ertilidade da mulher</strong>, como <strong>captação e congelamento de óvulos</strong>, que podem ser usados para f<strong>ertilização</strong> após a conclusão do tratamento de câncer de mama. No entanto, para que isso possa ocorrer, é preciso que haja um planejamento conjunto entre paciente e o médico responsável pelo tratamento da doença.</p>



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		<title>Fibroadenoma na mama: o que é, quais os sintomas e como tratar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2022 16:43:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças benignas]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[alteração na mama]]></category>
		<category><![CDATA[autoexame]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[hormônios femininos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fibroadenoma na mama caracteriza-se como um nódulo com margens bem definidas, com forma arredondada ovalada e não doloroso. Entenda sintomas e veja como tratar. Perceber uma alteração na mama, como um caroço ou nódulo, é motivo de grande apreensão, principalmente para as mulheres, já que o sinal comumente é associado ao câncer de mama. No entanto, em algumas situações, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O fibroadenoma na mama caracteriza-se como um nódulo com margens bem definidas, com forma arredondada ovalada e não doloroso. Entenda sintomas e veja como tratar.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Perceber uma <strong>alteração na mama</strong>, como um caroço ou <strong>nódulo</strong>, é motivo de grande apreensão, principalmente para as mulheres, já que o sinal comumente é associado ao <strong>câncer de mama</strong>. No entanto, em algumas situações, pode indicar um<strong> fibroadenoma na mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental termos as informações necessárias para saber diferenciar as duas patologias e assim, adotar as condutas mais indicadas para o tratamento de cada uma. Por isso, ao longo deste artigo, vamos abordar os principais aspectos sobre o <strong>fibroadenoma </strong>na mama para que você sane todos os seus questionamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/">Nódulos na mama: o que podem indicar e quando são preocupantes?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é fibroadenoma na mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a <a href="https://www.cancer.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>American Cancer Society</u></a>, os fibroadenomas são <strong>tumores de mama</strong> benignos comuns entre as mulheres e não aumentam o risco de câncer. De acordo com a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM),</u></a> os tumores benignos não são considerados cancerígenos e suas células parecem muito com a normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo fibroadenoma é uma combinação entre as palavras “fibroma”, o que significa que o tumor contém tecido fibroso que sustenta a mama, e “adenoma”, o que quer dizer que o mesmo contém tecido glandular mamário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que 10% das mulheres possam apresentar fibroadenomas, ou seja 1 em cada 10, e entre essas, aproximadamente 10% a 15% podem apresentar múltiplos nódulos na mesma mama ou bilateralmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O fibroadenoma caracteriza-se como um <strong>nódulo </strong>com margens bem definidas, com forma arredondada ovalada e não doloroso. Quando apalpado é possível senti-lo se mover facilmente na <strong>mama</strong> embaixo da pele.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres de qualquer idade podem desenvolver fibroadenoma na mama, no entanto na maioria dos casos, a prevalência é em pacientes jovens, com idade entre 20 a 35 anos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as causas do fibroadenoma da mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A Ciência ainda não conhece as causas do fibroadenoma, contudo a literatura médica sugere que o tumor esteja relacionado com os <strong>hormônios reprodutivos femininos</strong>. Os níveis elevados de hormônios femininos durante a<strong> gravidez </strong>podem aumentar o tamanho do fibroadenoma, por outro lado o tamanho do tumor diminui no final da gravidez e na menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A utilização de <strong>métodos hormonais</strong> também são um fator que pode ter relação com o surgimento de fibroadenomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os sintomas do fibroadenoma?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente perceptível durante o autoexame das mamas, o fibroadenoma geralmente é <strong>indolor</strong>. Cerca de 70% apresentam-se como <strong>nódulo</strong> único, enquanto 10% a 25% dos casos apresentam-se com nódulos múltiplos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros sintomas característicos do fibroadenoma são sua <strong>massa lisa, fibroelástica, móvel e com bordas bem definidas. </strong>Geralmente suas dimensões variam de 1 cm a 3 cm, no entanto, podem ser maiores de 10 cm causando assimetria mamária e deformação estética.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/">Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><br />Quais são os principais tipos de fibroadenoma?</h2>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma simples</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Possui as células semelhantes e na maioria dos casos mede entre 1 cm a 3 cm. Vale ressaltar que não aumenta o risco do desenvolvimento de câncer de mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma complexo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Suas células podem ter <strong>crescimento acelerado,</strong> podendo chegar a um tamanho superior a 5 cm e necessitando ser retirado cirurgicamente, uma vez que pode causar assimetria mamária e <strong>deformação da mama</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma juvenil</h3>



<p class="wp-block-paragraph">É o tipo mais comum em adolescentes entre 10 e 18 anos. Podem tornar-se grandes, porém a maioria dos casos evolui com redução de tamanho ou mesmo involuem e desaparecem com o passar do tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fibroadenoma gigante</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Tem tamanho maior ou igual a 5 cm, sendo necessária a retirada cirúrgica. É preciso também realizar um diagnóstico diferencial com <strong>tumores filoides</strong>, que geralmente são benignos, porém alguns podem tornar-se cancerosos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é o diagnóstico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do fibroadenoma da mama é feito por meio do histórico clínico da paciente, exame físico com <strong>palpação das mamas e axilas. </strong>De acordo com a idade da mulher, o <strong>mastologista</strong> também pode solicitar exames de imagem, a exemplo da <strong>mamografia</strong> e <strong>ultrassom</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos com crescimento progressivo, <strong>nódulos</strong> com tamanho superior a 5 cm, bem como a depender do quadro clínico e idade da paciente, pode ser solicitada uma <strong>biópsia</strong> da lesão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como tratar o fibroadenoma?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem sempre o tratamento dos fibroadenomas envolve o <strong>procedimento cirúrgico</strong>. Caso o tumor seja pequeno e não provoque desconforto na paciente, opta-se pelo tratamento conservador, não cirúrgico, aguardando e observando o crescimento ou diminuição do tamanho do fibroadenoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>remoção cirúrgica </strong>do fibroadenoma pode ser uma opção em casos de dúvida diagnóstica, em nódulos maiores de 5 com ou com crescimento progressivo, que gerem desconforto ou deformidade estética na mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O fibroadenoma pode virar câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso que fique claro para as pacientes que a maioria dos fibroadenomas não eleva o risco para o <strong>câncer de mama</strong>. Contudo, o fibroadenoma do tipo complexo pode aumentar ligeiramente o risco para a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse conteúdo foi útil para esclarecer suas principais dúvidas sobre fibroadenomas?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembre-se que você também pode agendar uma consulta com a gente para cuidar da saúde de suas mamas. Entre em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/contato/"><u>contato </u></a>conosco.</p>
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