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	<title>Arquivos HER2 - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos HER2 - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>A importância da análise dos biomarcadores tumorais de um câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[HER2]]></category>
		<category><![CDATA[receptores hormonais]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
		<category><![CDATA[tratamentos para o câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Todo câncer é resultado de uma soma de processos que fazem com que determinadas células se multipliquem de forma anormal. Esses mecanismos de proliferação da doença podem fazer com que determinados biomarcadores tumorais (ou seja, substâncias produzidas pelo tumo diante do quadro) sejam detectados por meio de exames específicos. Assim, mais do que uma mera informação adicional obtida após o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Todo câncer é resultado de uma soma de processos que fazem com que determinadas células se multipliquem de forma anormal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses <strong>mecanismos de proliferação da doença podem fazer com que determinados biomarcadores tumorais</strong> (ou seja, substâncias produzidas pelo tumo diante do quadro) sejam detectados por meio de exames específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, mais do que uma mera informação adicional obtida após o diagnóstico, essas características são relevantes para entender em profundidade a natureza da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, médico e paciente conseguem discutir com clareza as alternativas de tratamento mais adequadas para cada caso e as perspectivas de como cada abordagem pode funcionar.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os testes de busca por biomarcadores tumorais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma ampla, o diagnóstico de um tumor na mama é feito com as informações de exames de imagem (mamografia, ultrassom ou ressonância magnética) confirmadas depois por uma biópsia. Nessa análise, um fragmento do tecido em que há suspeita do tumor é removido e enviado para avaliação de um médico patologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>com os </strong><strong>testes de biomarcadores tumorais</strong> <strong>é possível ir além do diagnóstico e do que se sabe a respeito do câncer presente </strong>para rastreá-lo e tratá-lo com mais eficácia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, esse recurso tem como objetivo investigar a presença de genes, proteínas ou outras substâncias envolvidas na atividade das células cancerígenas. Como as possibilidades costumam ser amplas, não é raro encontrar esse procedimento com outros nomes, tais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Teste genético do tumor.</li>



<li>Teste genômico ou perfil genômico.</li>



<li>Teste molecular ou perfil molecular.</li>



<li>Teste somático.</li>



<li>Sequenciamento de nova geração.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do nome, a lógica é mais ou menos a mesma: <strong>o exame é feito a partir de uma amostra de sangue da paciente ou de tecido do tumor</strong>, depois enviado para um laboratório especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que os testes de marcadores tumorais não são a mesma coisa que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/"><u>testes genéticos feitos para identificar o risco de desenvolver um câncer de mama</u></a> no futuro. Algumas mulheres, por questões hereditárias, devem se submeter a essa outra forma de avaliação para se prevenir e antecipar as possibilidades da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u>O que é e para que serve a imuno-histoquímica do câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os biomarcadores tumorais mais comuns em um caso de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o avanço da compreensão do câncer de mama, mastologistas e oncologistas têm à disposição várias opções de testes de marcadores tumorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, alguns deles (como os de receptores hormonais e HER2) são feitos em todos os diagnósticos. Já aqueles envolvendo determinadas mutações e a presença de algumas proteínas são realizados posteriormente, se necessários, com base em outras características do quadro ou da progressão da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Receptores hormonais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo aqui é entender se <strong>o tumor tem receptores hormonais</strong> (espécie de chaves que ligam e desligam na presença dos hormônios) para o estrogênio e a progesterona. Tumores que apresentam tal status são chamados de receptores hormonais positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, isso significa que eles são sensíveis à atuação desses componentes naturalmente presentes no organismo e suscetíveis à ação de determinados tratamentos que os envolvem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> HER2</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Existem receptores presentes na superfície do tumor que se conectam a uma proteína capaz de acelerar o crescimento celular, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>chamada justamente de HER2</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta de uma mutação no gene associado à produção dessa proteína, <strong>alguns tumores apresentam uma alta de HER2</strong>. Isso leva a uma proliferação mais rápida das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/breast-cancer-her2-status.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>American Cancer Society</u></a>, entre 15 e 20% de todos os tumores são considerados HER2+. Existem também tratamentos específicos com o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/"><u>propósito de explorar esse alvo</u></a>.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Determinadas mutações genéticas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas alterações em genes <strong>que se relacionam com a atividade celular ou o metabolismo hormonal</strong> podem ser investigadas por meio dos testes genômicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São vários os exemplos para isso, mas alguns dos principais deles são os genes ESR1 (envolvido na produção de estrogênio) e o PIK3CA (associado a produção de energia celular). A<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u> presença de certas mutações</u></a> indica que alguns tratamentos serão mais ou menos efetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, análises de alterações nos genes BRCA 1 e 2 também são um recurso valioso.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Presença de algumas proteínas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">À medida que o câncer evolui, <strong>investigar se determinadas proteínas estão presentes nas células é igualmente pertinente, </strong>pois elas dão indícios importantes sobre o quadro<strong>.</strong> Dessa forma, entram na lista de possíveis avaliações os marcadores das substâncias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>PD-L1, sobretudo para tumores triplo negativos com o objetivo de determinar possíveis benefícios da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-imunoterapia/"><u>imunoterapia</u></a> com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/imunoterapia-para-cancer-de-mama-como-e-indicacoes/"><u> Keytruda (Pembrolizumabe)</u></a>;</li>



<li>Ki-67, que ajuda a identificar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ki-67/"><u>velocidade de disseminação da doença</u></a>;</li>



<li>CA 15-3, que mostra que o corpo está respondendo à presença de um tumor;</li>



<li>CA 27-29, associado à metástase do tumor;</li>



<li>CA 125, que indica uma possível recidiva;</li>



<li>CEA, cuja presença sinaliza que o tumor se espalhou para outras partes do corpo.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Material genético circulante do tumor</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <strong>é possível analisar se o material genético do tumor está presente no sangue</strong>. Esse procedimento é chamado também de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/"><u>biópsia líquida </u></a>e permite compreender se as células cancerígenas estão se dividindo e se espalhando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas circunstâncias, a presença de material genético circulante é um sinal precoce de recidiva, antes mesmo de qualquer manifestação física suspeita (como a presença de um novo nódulo, por exemplo).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como esses resultados podem ser úteis no acompanhamento do tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong> variedade de biomarcadores tumorais permite que eles sejam utilizados em circunstâncias bastante distintas</strong>. De todo modo, é possível apontar que as principais aplicações desses recursos envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>determinar o subtipo do câncer de mama;</li>



<li>identificar a chance de recidiva de um tumor;</li>



<li>avaliar como cada doença responderá aos tratamentos disponíveis;</li>



<li>entender se as terapias estão surtindo o efeito esperado;</li>



<li>projetar prognósticos de forma mais certeira.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora já consideravelmente ampla, a investigação de novos biomarcadores tumorais ainda é objeto de muitos estudos. Para os próximos anos, a <strong>expectativa é de que esses processos não apenas permitam novos tratamentos, mas também abordagens cada vez mais precisas e personalizadas</strong>, ampliando as chances de sucesso na busca da remissão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de saber mais sobre marcadores tumorais, entenda agora o papel das <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas na abordagem de um câncer de mama.</u></a></p>
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		<title>Imuno-histoquímica do câncer de mama: o que é e para que serve?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estrogenio]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A imuno-histoquímica do câncer de mama fornece informações importantes para definir a melhor abordagem de tratamento da doença. Imuno-histoquímica é um termo utilizado com frequência nas ciências biológicas. Em linhas gerais, esse conceito define um procedimento que se dá com base no reconhecimento da presença de anticorpos por antígenos presentes em determinadas células do tecido de um organismo. Tal forma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A imuno-histoquímica do câncer de mama fornece informações importantes para definir a melhor abordagem de tratamento da doença.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Imuno-histoquímica é um termo utilizado com frequência nas ciências biológicas. Em linhas gerais, esse conceito define um procedimento que se dá com base no reconhecimento da presença de anticorpos por antígenos presentes em determinadas células do tecido de um organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal forma de avaliação pode ser utilizada em diferentes contextos (como no diagnóstico de certas doenças infecciosas, por exemplo). <strong>No entanto, a imuno-histoquímica é bastante utilizada também para fornecer aos médicos informações valiosas sobre as características de um câncer de mama em pacientes diagnosticadas com essa neoplasia.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual a finalidade de um teste de imuno-histoquímica em pacientes com câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a imuno-histoquímica é uma das formas mais utilizadas para avaliar a composição biológica de um câncer na mama. <strong>Tais características são essenciais para determinar as melhores opções de tratamento, bem como para delimitar possíveis prognósticos</strong>. Por isso, essa técnica é relevante para saber mais sobre dois aspectos: <strong>a expressão de receptores da proteína HER2 ou de determinados hormônios.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Expressão de receptores HER2</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se presentes em grandes quantidades, <strong>receptores HER2 aceleram a reprodução das células cancerígenas, fazendo com o tumor se dissemine mais rápido</strong>. Ou seja, quanto maior a expressão desses receptores, maior a quantidade deles na superfície da célula, fazendo com ela se divida e se multiplique mais rápido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exame de imuno-histoquímica atribui ao câncer diagnosticado uma escala que vai de 0 a 3+. Assim sendo, resultados 0 ou 1 indicam que há poucos receptores, fazendo com que o tumor seja considerado HER2 negativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um resultado 2 delimita uma área cinzenta em que<a href="https://drabrendadelgado.com.br/exame-deteccao-metastase/"><u> novos exames</u></a> (como a chamada hibridização <em>in situ)</em> precisam ser feitos para determinar a expressão desse receptor. <strong>Já a escala 3 indica que o câncer é HER2 positivo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Para saber mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">O que um tumor HER2 positivo indica?</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Expressão de receptores hormonais</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa avaliação permite identificar se as células cancerígenas contam com receptores que se ligam a hormônios como a progesterona e o estrogênio e facilitam sua multiplicação.<strong> Em outras palavras, a imuno-histoquímica também é empregada para entender se o tumor diagnosticado se “alimenta” dos hormônios que circulam pelo organismo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como cada laboratório usa um método diferente, não existe uma forma padrão de apresentar os resultados. No entanto, é possível que os resultados informem a porcentagem (de 0 a 100) das células com receptores hormonais presentes no tecido analisado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras formas de apresentar os achados envolvem escalas numéricas que indicam a quantidade de células com esses receptores ou somente um “positivo” ou “negativo” para a presença deles. No fim, é sempre mais fácil contar com seu médico para entender o que os resultados significam.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma esse exame é feito?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, <strong>a imuno-histoquímica é solicitada logo após a confirmação do diagnóstico do câncer de mama, ainda antes do início do tratamento</strong>. Quase sempre a amostra necessária para a realização do teste é coletada por meio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/"><u>biópsia do tecido da mama.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da amostra disponível, o médico patologista em laboratório usa substâncias específicas para determinar as características das células do tumor. Elas contam com anticorpos que “reagem” diante da existência dos seus respectivos antígenos e se ligam a eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando essa ligação acontece, as células analisadas tendem a mudar de cor (alteração que só pode ser vista por microscópico) indicando ao profissional determinadas características daquela amostra (se HER2 ou com grande número de receptores hormonais, como já destacado).</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a imuno-histoquímica pode orientar o tratamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com os resultados em mãos, <strong>o médico responsável pelo acompanhamento tem a possibilidade de discutir junto à paciente as melhores opções de tratamento, além de traçar cenários a partir daquilo que sabe sobre a evolução da doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Só para ilustrar, um câncer HER2+ conta com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/"><u> opções de terapia que usam esses receptores justamente como “alvos” para combater o tumor. </u></a>Já tumores que expressam grandes quantidades de receptores hormonais respondem melhor a tratamentos que reduzem a circulação de certos hormônios no organismo ou bloqueiam os mecanismos que as células cancerígenas usam para aproveitá-los.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No sentido oposto, tumores HER2 negativos ou sem quantidades relevantes de receptores hormonais não vão responder bem a essas opções</strong>. Logo, tais cenários exige outras abordagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um caso específico nesses quadros é o dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tumores triplo-negativos:</u></a> <strong>eles não têm receptores de estrogênio, progesterona e nem expressam a proteína HER2</strong>. Por uma série de fatores, isso faz com que eles tenham menos opções de tratamento. Embora respondam por menos de<a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/about/types-of-breast-cancer/triple-negative.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> 15% de todos os casos de câncer de mama,</u></a> eles tendem ainda a ser mais agressivos que a média.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que esses são apenas alguns recortes para os usos da imuno-histoquímica no curso do tratamento de um câncer de mama. <strong>Independentemente dos resultados, é fundamental que as pacientes mantenham contato com seu médico para entender o que eles significam conforme cada caso</strong>. Isso facilita o esclarecimento de dúvidas e reduz o receio com relação ao que os exames apontam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja agora o que são e qual o papel das<a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama.</u></a></p>
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		<title>Terapia alvo: como tumores HER2 positivo devem ser tratados em estágios iniciais e metastáticos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Jun 2023 11:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[HER2]]></category>
		<category><![CDATA[metástase]]></category>
		<category><![CDATA[sobrevida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia alvo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A utilização de uma terapia alvo pode ser parte essencial no tratamento de um câncer de mama, sobretudo em tumores HER2 positivos A terapia alvo é um recurso importante no combate a tumores na mama de diferentes perfis, incluindo aqueles caracterizados como HER2 positivo. Em resumo, as terapias alvo utilizam fármacos que “miram” em determinadas proteínas associadas à proliferação da [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A utilização de uma terapia alvo pode ser parte essencial no tratamento de um câncer de mama, sobretudo em tumores HER2 positivos</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia alvo é um recurso importante no combate a tumores na mama de diferentes perfis, incluindo aqueles caracterizados como HER2 positivo<strong>. Em resumo, as terapias alvo utilizam fármacos que “miram” em determinadas proteínas associadas à proliferação da doença</strong>. A partir disso, a disseminação das células cancerígenas pode ser contida, ajudando na regressão do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não acontece, por exemplo, na quimioterapia. Nesse tratamento, os fármacos utilizados destroem as células cancerígenas, mas também podem atingir células saudáveis. Portanto, vale entender melhor de que forma é feita a abordagem com uma terapia alvo em tumores HER2 positivo de diferentes estágios.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que define se um tumor na mama é HER2 positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um tumor HER2 positivo é um subtipo de câncer de mama capaz de expressar a proteína HER2 (sigla em inglês para “receptor tipo 2 do fator de crescimento epidérmico humano”). Essa proteína tem funções importantes no desenvolvimento celular do tecido epidérmico, inclusive nas mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, na presença dessa proteína, o tumor tende a se espalhar mais rápido. Logo, esse tipo de câncer costuma ser mais agressivo. Além disso, ele exige tratamentos específicos, justamente mirando esse alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De acordo com a </strong><a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/breast-cancer-her2-status.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>Sociedade Norte-Americana de Câncer,</strong></u></a><strong> entre 15% e 20% dos tumores nas mamas são HER2 positivos</strong>. Para determinar o subtipo do câncer de mama, o médico responsável pelo caso solicita uma análise molecular do tecido do tumor coletado por meio de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/"><u> biópsia</u></a>. O resultado é determinado por uma escala que vai de 0 a 3+ e indicam se um tumor é HER 2 negativo (0), HER 2 Low (+1 ou +2), Luminal A ou B e, por fim, HER 2 positivo (3+).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta o resultado dessa análise e as demais características biológicas do tumor, o médico realiza o estadiamento do câncer, que indica o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> estágio em que a doença se encontra</u></a>. Esse processo é parte importante do tratamento. No mais, para definir as intervenções com maior chance de sucesso, o médico deve considerar a idade, outros problemas de saúde e as preferências da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Para saber mais:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"> Veja perguntas frequentes sobre o câncer de mama HER2 positivo</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a terapia alvo é empregada em cânceres de mama HER2 positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento em que é constatado que o tumor é HER2 positivo, o médico pode lançar mão tanto de tratamentos sistêmicos quanto localizados. <strong>As opções de tratamentos localizados envolvem a realização de cirurgia (seguida de reconstrução da mama) e sessões de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u><strong>radioterapia. </strong></u></a>Já as terapias sistêmicas adotam recursos como quimioterapia, hormonioterapia e terapias biológicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, as <strong>terapias alvo podem ser uma opção tanto para tumores em estágios iniciais quanto para quadros que já progrediram para metástase</strong>. Entre alguns dos fármacos utilizados com esse fim estão o trastuzumabe, o pertuzumabe, o TDM1 e o traztuzumabe deruxtecana.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trastuzumabe</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mais conhecido como Herceptin, seu nome comercial, o trastuzumabe é um anticorpo monoclonal. A partir disso, ele atua para se ligar à superfície das células que expressam as proteínas HER2 impedindo que elas se proliferem</strong>. A chegada desse medicamento ao mercado representou um marco significativo no tratamento do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Administrado por via intravenosa, o trastuzumabe pode ser empregado em estágios iniciais (seja de forma adjuvante, seja de forma neoadjuvante), como em tumores já avançados. <strong>Uma </strong><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(21)00288-6/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>metanálise publicada em 2021</strong></u></a><strong> mostrou que a administração dessa terapia alvo associada à quimioterapia em mulheres com tumores em estágio inicial reduz em até um terço a mortalidade e a chance de recidivas de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como qualquer outro tratamento, o trastuzumabe pode provocar efeitos colaterais. Entre os mais sérios estão os quadros de insuficiência cardíaca. Por isso, as pacientes devem ter a condição da saúde do coração investigadas previamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um aspecto relevante é que o trastuzumabe conta com biossimilares (uma espécie de versão genérica desse tipo de terapia). Isso pode tornar o tratamento mais acessível do ponto de vista financeiro.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Pertuzumabe</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O pertuzumabe (cujo nome comercial é Perjeta) também tem como alvo as células que expressam a proteína HER2, mas de forma diferente do que acontece com o trastuzumabe. Dessa forma, ambos os medicamentos são administrados em conjunto, principalmente em tumores com alto risco de recorrência, sempre por via intravenosa.</strong> Essa combinação também pode ser associada à quimioterapia e ser incluída no esquema de tratamento tanto de forma adjuvante ou neoadjuvante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora possa ser utilizado em fase inicial, a associação entre trastuzumabe, pertuzumabe e quimioterapia é a primeira linha de tratamento para tumores HER2 positivo em estágios metastáticos. Essa combinação pode <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(19)30863-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>desacelerar a disseminação da doença, ampliando a sobrevida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos colaterais mais comuns do pertuzumabe são diarreia, náuseas e vômitos. No entanto, é preciso considerar que ele é administrado sempre em conjunto com trastuzumabe, cujo histórico atrelado a problemas cardíacos já foi mencionado.</p>



<h3 class="wp-block-heading">T-DM1 (ado-trastuzumabe entansina)</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O T-DM1 é uma terapia alvo contra tumores HER2 positivos produzida a partir da associação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>entre o trastuzumabe e o composto quimioterápico DM1 (o que explica a sigla que lhe confere o nome). </strong>Com isso, o mecanismo de ação dos dois componentes faz com que o trastuzumabe consiga “entregar” o fármaco quimioterápico direto nas células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aplicado também por via intravenosa, o T-DM1 pode ser usado em algumas mulheres de forma adjuvante. Isso inclui pacientes que apresentam doença residual invasiva após tratamento neoadjuvante (ou seja, em doença residual após a quimioterapia antes da cirurgia) feito com base em taxano e trastuzumabe. <strong>O T-DM1 também pode ser prescrito em quadros metastáticos que progrediram após o tratamento com taxanos e trastuzumabe.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de efeitos colaterais associados ao trastuzumabe, o T-DM1 costuma gerar efeitos colaterais como náusea e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>fadiga</u></a>, o que não tende a atrapalhar a tolerância ao tratamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Trastuzumabe deruxtecana</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa também é uma terapia alvo conjugada. Ela associa o traztuzumabe com o quimioterápico deruxtecana. Seu nome comercial é Enhertu e</strong><u><strong> desde o final de 2021 seu uso está liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária</strong></u><strong>). A decisão acompanhou o que já havia sido feito nos Estados Unidos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A principal aplicação do traztuzumabe deruxtecana são os quadros de tumores metastáticos que não tenham mais resposta às alternativas disponíveis (como a associação de trastuzumabe e pertuzumabe com quimioterapia ou o T-DM1).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em estudo publicado em 2020, pacientes previamente tratadas com outras terapias alvo para tumor HER2 positivo que responderam ao traztuzumabe deruxtecana alcançaram, em média, </strong><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1914510" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>16,4 meses de sobrevida livre de progressão da doença. </strong></u></a><strong>Outro artigo divulgado em 2022 apontou que pacientes tratadas com o Enhertu </strong><a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2115022" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>apresentavam maior sobrevida e menor taxa de progressão da doença quando comparadas àquelas tratadas com T-DM1.</strong></u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos adicionais continuam sendo conduzidos para determinar a eficácia dessa alternativa em tumores com outras expressões da proteína HER2 (como HER2 Low, por exemplo). Além disso, alguns efeitos colaterais sérios precisam ser acompanhados de perto (como aqueles associados a problemas respiratórios).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em todo caso, seja qual for a terapia alvo escolhida, é fundamental esclarecer todas as dúvidas com o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u><strong>médico responsável pelo acompanhamento. </strong></u></a>No mais, é preciso sempre considerar o custo desses tratamentos. Muitos deles não estão disponíveis na rede pública e não são cobertos por planos de saúde. Por isso, discutir tal aspecto também é importante, sobretudo para considerar as eventuais alternativas (como biossimilares e os programas de descontos dos laboratórios).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja agora qual o papel dos</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u><strong> testes genéticos para câncer de mama</strong></u></a><strong> e quando eles são indicados.</strong></p>
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		<title>De que forma um câncer de mama metastático se desenvolve?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Feb 2023 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[HER2]]></category>
		<category><![CDATA[metástase]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um câncer de mama metastático é aquele que se espalha por outras partes do corpo. Ainda que grave, existem opções para conter sua disseminação Embora tenha boas chances de alcançar a remissão, principalmente quando diagnosticado em fases iniciais, um tumor na mama pode se transformar em um câncer de mama metastático. Ainda que a metástase seja um termo comum quando [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Um câncer de mama metastático é aquele que se espalha por outras partes do corpo. Ainda que grave, existem opções para conter sua disseminação</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha boas chances de alcançar a remissão, principalmente quando diagnosticado em fases iniciais, um tumor na mama pode se transformar em um câncer de mama metastático.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ainda que a metástase seja um termo comum quando se fala de câncer em geral, é natural que a constatação de que a doença avançou para esse ponto gera receio e levanta uma série de dúvidas em pacientes e familiares.</strong> Portanto, é fundamental repassar alguns pontos sobre esse quadro sensível.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A progressão de um câncer de mama metastático</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Metástase é um termo com origem no grego que transmite a ideia de transferência ou de mudança de lugar. Dessa forma, já é possível ter uma compreensão um pouco melhor sobre o que caracteriza um câncer metastático: <strong>ele se desenvolve e progride quando as células do tumor original se espalham além do local em que ele foi diagnosticado (o chamado sítio primário) e formam outros tumores em partes diferentes do corpo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, qualquer tipo de câncer pode sofrer metástase. Assim, as células cancerígenas “escapam” do local onde o tumor se iniciou e “viajam” pelo corpo através da corrente sanguínea ou do sistema linfático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, vale ressaltar que o conceito de câncer metastático é diferente do câncer localmente avançado. Um tumor pode se manter restrito a uma parte do corpo e avançar para áreas próximas da mama como axilas, pele ou linfonodos torácicos. Resumidamente, isso é o que define um câncer em estágio localmente avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de metástase pode se dar meses ou mesmo anos após o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/">diagnóstico inicial.</a> Além disso, ela pode ocorrer mesmo em recidivas, que é quando a doença volta a se manifestar após um período de remissão devido ao sucesso do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, um câncer de mama metastático é aquele cujas células saíram do local inicial e alcançaram outras partes do corpo. <strong>Tal tipo de tumor também é chamado de câncer de mama estágio IV. Esse é o último grau da escala de estadiamento da doença. As áreas mais comuns atingidas nessa manifestação da doença são ossos, pulmões, cérebro e fígado.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Sintomas mais comuns de um câncer de mama metastático</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de espalhamento das células do tumor e a manifestação de novas formações em diferentes partes do corpo pode fazer com que surjam vários sinais e sintomas. <strong>É normal que eles mudem de acordo com a parte do corpo atingida com a disseminação do tumor. </strong>Ainda que cada caso possa gerar manifestações próprias, é possível apontar algumas das mais frequentes:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dores que não cessam nas costas, nos ossos e nas juntas, que podem ser sinais de metástases ósseas;</li>
<li>Dificuldade para urinar ou incontinência urinária, o que pode ser resultado da compressão dos nervos da região por tumores intra-abdominais;</li>
<li>Dormência ou fraqueza súbita em partes diferentes do corpo;</li>
<li>Perda súbita ou progressiva da força muscular das pernas, que pode indicar metástase na coluna;</li>
<li>Tosse ou dificuldade para respirar, além de dor no peito, um indicativo de suspeita de metástase no pulmão;</li>
<li>Perda de apetite, que gera perda de peso acentuada;</li>
<li>Inchaço abdominal, acompanhado de dor e sensibilidade;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li>Icterícia, sintoma caracterizado pela coloração amarelada da pele e da membrana conjuntiva dos olhos, geralmente associado a metástases no fígado;</li>
<li>Problemas oftalmológicos, incluindo visão borrada ou mesmo comprometimento da visão;</li>
<li>Convulsões, perda de equilíbrio e confusão mental, sintomas associados à suspeita de metástase no cérebro ou sistema nervoso central.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A partir do histórico da paciente, ou diante da suspeita de que o tumor na mama evoluiu para um câncer metastático, o médico pode solicitar vários exames para confirmar a hipótese.</strong> Entre os mais comuns estão testes sanguíneos que procuram por determinados marcadores e exames de imagem (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/">ressonâncias magnéticas</a>, tomografias computadorizadas, cintilografias dos ossos ou PET-CT para a pesquisa das metástases). De forma adicional, podem ser feitas biópsias a partir de tecidos de áreas suspeitas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a metástase for confirmada, é fundamental conhecer as características do tumor, já que elas influenciam na abordagem adotada no tratamento. Dessa forma, o médico solicitará exames para confirmar se o tumor é receptor hormonal ou para determinar o status da expressão de proteínas <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">HER2 </a>ou PD-L1 ou ainda da mutação do gene BRCA.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/">Dicas para cuidar da saúde mental durante tratamento de câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode ser feito nesse estágio da doença</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem diferentes opções de tratamentos para um câncer de mama metastático. <strong>A definição da melhor conduta deve ser feita com base na avaliação de todas as circunstâncias pelo médico responsável, incluindo o status hormonal</strong><strong>e as mutações encontradas no tumor</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, as opções terapêuticas disponíveis são empregadas para manter as funções do organismo, conter a expansão da metástase e prolongar a vida da paciente. Com isso em mente, são usadas de forma isolada ou combinada intervenções como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">Hormonioterapia</a>;</li>
<li>Quimioterapia;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/imunoterapia-para-cancer-de-mama-como-e-indicacoes/">Imunoterapia</a>;</li>
<li>Radioterapia;</li>
<li>Cirurgias;</li>
<li>Terapias-alvo, como aquelas que utilizam inibidores de CDK4/6, Pl3K, mTOR ou PARP e ainda terapias direcionadas a alterações no HER2.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, terapias localizadas podem ser indicadas para tumores metastáticos que estejam causando dor em um local específico (nos ossos, por exemplo). Ao mesmo tempo, práticas integrativas podem ser adotadas para contribuir no alívio da dor, reduzir efeitos colaterais do tratamento e promover melhoria na qualidade de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A qualidade de vida da paciente com câncer de mama metastático</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma paciente com câncer de mama metastático pode viver meses ou anos com um bom nível de bem-estar<strong>. Ainda que dependendo do tamanho do comprometimento não seja possível alcançar a remissão completa, é possível impedir a progressão da doença. Independente disso, é essencial contar com suporte da família e dos amigos, bem como manter acompanhamento médico de forma disciplinada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Do mesmo modo, é importante reforçar alguns cuidados essenciais para a manutenção de uma boa condição de saúde, dentro do possível. É recomendável, por exemplo, reduzir o consumo de álcool, não fumar, manter uma dieta saudável, descansar adequadamente e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/">evitar o sedentarismo</a>. Parte desses hábitos também contribui para lidar com sintomas de ansiedade e estresse associados à doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a evolução do quadro de câncer de mama metastático, os tratamentos podem deixar de responder ou oferecer pouco benefício diante dos efeitos colaterais. Uma vez que isso acontece, pode haver a opção por suspendê-los. <strong>Embora seja um assunto sensível, tal alternativa passa pela adoção dos chamados </strong><a href="https://www.oncoguia.org.br/conteudo/cuidados-paliativos-para-pacientes-com-cancer-de-mama-avancado/6253/823/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cuidados paliativos</a>. De forma resumida, eles garantem o conforto da paciente diante do diagnóstico de doenças incuráveis e que ameaçam a continuidade da vida para aliviar e prevenir os sintomas que possam surgir durante a evolução do quadro. Contudo, isso não implica na ausência de alternativas de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Viver com um câncer de mama metastático é um desafio. <strong>Porém com novas terapias-alvo e novos estudos em curso, alcançar a cura nesses casos não é mais uma utopia</strong>. Além disso, com frequência são introduzidos fármacos que prolongam o tempo de vida e contribuem com a melhora da qualidade de vida das pacientes, que passam a conviver com esta doença crônica tendo a chance de trabalhar, cuidar da família e ter menos efeitos colaterais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saiba mais sobre os</strong> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">riscos de recorrência de um câncer de mama e o que pode ser feito para minimizar essa chance.</a></p>
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