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	<title>Arquivos hormonioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos hormonioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Estudo aponta que o uso de estrogênio vaginal pode ser seguro entre pacientes com câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Aug 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[secura vaginal]]></category>
		<category><![CDATA[sintoma geniturinário]]></category>
		<category><![CDATA[terapia hormonal]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>É comum que pacientes com câncer de mama experimentem sintomas que atinjam os órgãos genitais e trato urinário durante determinados tratamentos. Nesse sentido, o uso do estrogênio vaginal (por meio de cremes, por exemplo) pode ser indicado para manejar esses desconfortos, similares aos da menopausa. A partir disso, um grupo de pesquisadores do Reino Unido procurou avaliar se tal abordagem [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">É comum que pacientes com câncer de mama experimentem sintomas que atinjam os órgãos genitais e trato urinário durante determinados tratamentos. Nesse sentido, o uso do estrogênio vaginal (por meio de cremes, por exemplo) pode ser indicado para manejar esses desconfortos, similares aos da menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, um grupo de pesquisadores do Reino Unido <strong>procurou avaliar se tal abordagem poderia ampliar a mortalidade desse grupo de pacientes</strong>. No fim, eles concluíram que esse tipo de suporte não eleva o risco de desfechos piores por conta do tumor, o que faz dessa opção uma alternativa interessante no manejo dessas queixas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sintomas geniturinários durante o tratamento do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, sintoma geniturinário é o termo que designa uma série de alterações que atingem a vagina e a bexiga da mulher atravessando a menopausa. Por conta da queda de produção do estrogênio, é esperado que elas relatem nessa fase da vida problemas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Secura, coceira e irritação vaginal.</li>



<li>Dor e sangramento <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/"><u>durante o ato sexual.</u></a></li>



<li>Maior risco de infecções urinárias.</li>



<li>Vontade de ir ao banheiro frequentemente ou mesmo incontinência urinária.</li>



<li>Corrimento na área.</li>



<li>Atrofia vaginal.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, <strong>essas manifestações não são exclusividade da menopausa</strong>. Tais desconfortos tendem a aparecer justamente em pacientes com câncer de mama submetidas a tratamentos que bloqueiam a produção de hormônios (também chamados de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u>hormonioterapias</u></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem atua para impedir a ação dos hormônios sobre o desenvolvimento do tumor. Portanto, <strong>ela pode ser importante em vários quadros da doença, inclusive para impedir a chance de recidivas.</strong> Todavia, a intensidade de possíveis efeitos colaterais interfere na adesão ao tratamento, prejudicando sua efetividade.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/"><u>O que você precisa saber sobre a perda óssea decorrente da chegada da menopausa</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O uso do estrogênio vaginal para o manejo desses sintomas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>mulheres na menopausa</u></a> podem receber a indicação de uma terapia de reposição hormonal para lidar com diferentes sinais e sintomas, pacientes oncológicas em sua maioria não podem lançar mão do mesmo recurso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta da atuação dos hormônios de forma sistemática em todo o organismo, a introdução desse tipo de terapia tende a elevar a chance de que a doença volte. Contudo, <strong>medicamentos tópicos (na forma de cremes ou cápsulas vaginais) contendo estrogênio</strong> geralmente podem ser prescritos com uma maior margem de segurança para essas pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa opção garante a complementação do hormônio justamente na região afetada (no caso, a vagina e o trato urinário) sem que isso interfira de forma sistemática no organismo e, por consequência, na evolução do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, os autores do artigo mencionado, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2811413" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicado em novembro de 2023</u></a>, apontaram que até então não havia grandes estudos que analisavam efetivamente se não havia riscos nessa escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para sanar essa lacuna, foram reunidos registros de saúde de quase 50 mil mulheres que viviam na Escócia e no País de Gales. Elas haviam sido diagnosticadas com câncer de mama entre 2000 e 2017.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse total, cerca de <strong>5% das pacientes fizeram o uso de estrogênio vaginal</strong> e aproximadamente 1% foi submetida a terapias de reposição hormonal sistêmica. Por fim, dentro do período de acompanhamento, foram registradas quase 5.800 mortes pela doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As conclusões do estudo sobre os riscos da utilização do estrogênio vaginal</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, foi possível comparar as mortes registradas em cada grupo. No fim, os pesquisadores puderam <strong>concluir que as pacientes que fizeram uso do estrogênio vaginal não registram uma maior mortalidade </strong>em comparação com as mulheres que não passaram pela administração de estrogênio tópico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal resultado foi notado <strong>mesmo quando o recorte analisado envolvia casos de tumores receptores hormonais positivos.</strong> Em resumo, eles são mais sensíveis à ação dos hormônios, o que poderia fazer com que qualquer forma de terapia hormonal contribuísse para desfechos piores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, os dados indicam que o uso do estrogênio vaginal é uma opção segura para lidar com queixas geniturinárias. De todo modo, isso sempre deve passar sempre pela orientação do médico responsável pelo acompanhamento do tratamento, que pode indicar a melhor alternativa para gerenciar tais desconfortos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u>interromper a hormonioterapia para levar em frente uma gestação pode ser seguro para alguns pacientes.</u></a></p>
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		<item>
		<title>Quem tem câncer de mama pode menstruar? Confira a resposta para essa e outras dúvidas comuns</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Mar 2024 19:23:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[hormônios]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[menstruação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quem tem câncer de mama pode menstruar de forma irregular, inclusive com a interrupção completa dos ciclos durante o tratamento. Saber se quem tem câncer de mama pode menstruar ou está suscetível a sofrer qualquer outro tipo de alteração nesse ciclo é um questionamento comum entre mulheres que passam por um tratamento oncológico. De forma geral, tais modificações não estão [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quem tem câncer de mama pode menstruar de forma irregular, inclusive com a interrupção completa dos ciclos durante o tratamento.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber se quem tem câncer de mama pode menstruar ou está suscetível a sofrer qualquer outro tipo de alteração nesse ciclo é <strong>um questionamento comum entre mulheres que passam por um tratamento oncológico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, <strong>tais modificações não estão relacionadas necessariamente à evolução da doença, mas sim a alguns efeitos colaterais das terapias empregadas.</strong> Nesse mesmo contexto, é natural que as mulheres que ainda desejam engravidar tenham interrogações sobre os impactos dos tratamentos na fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por isso, acima de tudo, é importante que essas pacientes tenham espaço para discutir esses tópicos junto dos responsáveis pelo seu acompanhamento nessa jornada</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, como o tratamento oncológico pode afetar a menstruação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A menstruação, não custa lembrar, é resultado do processo de descamação do endotélio. Esse tecido reveste o útero e todo mês se prepara para acolher um óvulo fecundado. <strong>Quando isso não acontece, ele se desprende e provoca sangramentos que as mulheres experimentam regularmente ao longo da sua vida fértil.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, conforme já destacado, vários tipos de tratamento utilizados para combater um câncer de mama têm o potencial de afetar a regularidade do ciclo menstrual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O principal exemplo disso é a hormonioterapia. Como o próprio nome indica, esse tipo de intervenção usa medicamentos que alteram o nível de produção e circulação de determinados hormônios no organismo. O objetivo é impedir que tumores com receptores hormonais positivos continuem a usá-los para se proliferarem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">hormonioterapia </a>pode bloquear a função ovariana, a produção de estrogênio ou ainda atuar para impedir os efeitos desse hormônio no organismo. <strong>Diante disso, é provável que a mulher perceba algum tipo de desorganização no seu ciclo menstrual.</strong> Em parte dos casos, a mulher pode deixar de menstruar (a chamada amenorreia) enquanto em outras podem voltar a notar os sangramentos (veja mais sobre isso no tópico abaixo).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso das pacientes submetidas à quimioterapia, pode haver também prejuízo à função dos ovários. <strong>Logo, não é raro que essas pacientes também experimentem quadros de amenorreia.</strong> Embora eles possam ser revertidos com o fim do tratamento, em alguns casos os danos aos ovários por conta dos quimioterápicos podem ser permanentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>Quando determinadas medicações podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O uso de medicamentos como o tamoxifeno interferem no ciclo menstrual?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/">Um dos medicamentos mais importante da história da oncologia e da mastologia</a>, o tamoxifeno também pode provocar alterações no ciclo menstrual. Por isso, pacientes que farão uso do fármaco, inclusive de forma profilática, devem ser orientados sobre o que pode acontecer. <strong>É possível, por exemplo, que as menstruações se tornem mais irregulares, com sangramentos menos intensos ou mesmo sejam interrompidos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, cabe reforçar que na maioria das mulheres em período pré-menopausa<strong>, os ovários continuam a funcionar mesmo com a ingestão regular do tamoxifeno.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora, mais uma vez, tais alterações podem ser revertidas com o fim do tratamento, sangramentos vaginais constantes em uma mulher na pós-menopausa podem ainda chamar a atenção para o risco de um câncer de endométrio. Já se sabe que o <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC10075294/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uso desse fármaco pode elevar a chance de desenvolver a doença entre as pacientes com câncer de mama.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">De que forma tudo isso impacta na fertilidade feminina?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, junto das alterações no ciclo menstrual, é interessante abordar como os tratamentos oncológicos são capazes de afetar a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"> fertilidade das mulheres</a>. <strong>Nesse sentido, mulheres que ainda desejam engravidar devem expressar essa vontade ao seu médico. Isso permite planejar alternativas para preservar a capacidade de levar em frente uma </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><strong>gestação</strong></a><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, o risco de comprometimento da fertilidade (de forma temporária ou permanente) depende do tipo de tratamento empregado. <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">Sessões de quimioterapia </a>podem ser uma causa de infertilidade, por exemplo. No entanto, em muitos casos, a capacidade de engravidar retorna alguns meses depois de finalizada a terapia, dependendo da dose e do fármaco utilizado. Isso não exclui a chance de uma infertilidade definitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hormonioterapia, por sua vez, pode ainda provocar sintomas de menopausa precoce, dificultando também uma possível gestação. No mais, a remoção dos ovários costuma ser considerada para algumas pacientes, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/">sobretudo de forma profilática</a>. Essa intervenção, claro, também compromete de forma irreversível a fertilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Entre os métodos bem estabelecidos para preservação de fertilidade estão o congelamento de embriões e óvulos, com posterior fertilização </strong><em><strong>in vitro</strong></em><em>.</em> Além disso, alguns estudos já levantam evidências mostrando que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/">interromper tratamentos como a hormonioterapia para engravidar pode ser uma opção segura.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, <strong>quem tem câncer de mama pode menstruar de forma irregular, ter os ciclos completamente interrompidos ou mesmo perceber novos sangramentos, dependendo do tratamento adotado, com reflexos sobre a sua fertilidade.</strong> Diante de tantas variáveis, é indispensável que a paciente tenha um canal aberto para expor suas queixas sobre esse e outros tópicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><strong> confira alguns possíveis sinais de que o corpo da mulher está entrando na menopausa.</strong></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/">Quem tem câncer de mama pode menstruar? Confira a resposta para essa e outras dúvidas comuns</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama causa suor? Veja em que situações pacientes oncológicas sofrem com a sudorese excessiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Dec 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[febre]]></category>
		<category><![CDATA[fogachos]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[suor noturno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Afinal, câncer de mama causa suor? Entenda em que circunstâncias pacientes oncológicas podem sofrer esse tipo de desconforto. Ainda que alguns tipos de câncer possam ter como sintoma o suor excessivo, (como leucemias e linfomas não-Hodking) esse não costuma ser o caso do câncer de mama. Por outro lado, vários tratamentos utilizados para combater a doença podem fazer com que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-suor/">Câncer de mama causa suor? Veja em que situações pacientes oncológicas sofrem com a sudorese excessiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Afinal, câncer de mama causa suor? Entenda em que circunstâncias pacientes oncológicas podem sofrer esse tipo de desconforto.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ainda que alguns tipos de câncer possam ter como</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong> sintoma </strong></u></a><strong>o suor excessivo, (como leucemias e </strong><a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-nao-hodgkin#:~:text=O%20linfoma%20n%C3%A3o%20Hodgkin%20(LNH,o%20corpo%20a%20combater%20doen%C3%A7as." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>linfomas não-Hodking</strong></u></a><strong>) esse não costuma ser o caso do câncer de mama</strong>. Por outro lado, <strong>vários tratamentos utilizados para combater a doença podem fazer com que a mulher apresente esse desconforto, que às vezes se manifesta durante à noite</strong>. Além disso, ondas de calor (também chamadas de fogachos) são outro relato frequente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os tratamentos que podem desencadear esse tipo de efeito colateral estão a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u>quimioterapia</u></a> e a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">hormonioterapia</a>. Por outro lado, é preciso considerar os casos em que o suor excessivo é resultado de uma febre: como muitas vezes as defesas da paciente com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>câncer de mama </u></a>estão afetadas pelos efeitos adversos do tratamento, esse pode ser um sinal de alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, não custa lembrar que a sudorese é um processo essencial do organismo. Sem a eliminação de água pela pele, o corpo teria dificuldade em regular a temperatura. Ainda assim, existem algumas intervenções possíveis para os momentos em que o excesso do suor se torna um incômodo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o tratamento do câncer de mama causa suor excessivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Na maioria dos casos, a presença da sudorese abundante e das ondas de calor em mulheres passando por um tratamento do câncer de mama se dá pela influência das terapias adotadas sobre os hormônios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que alguns tratamentos afetem a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u>função ovariana</u></a> e/ou coloquem a mulher a paciente em um estágio de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>menopausa</u></a> precoce. A menopausa é justamente um período que naturalmente sintomas do tipo podem se manifestar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como esses hormônios estão envolvidos em diversos mecanismos de regulação corporal, a flutuação do nível deles no organismo pode afetar o seu “termostato”, fazendo com que a pele fique mais quente. Assim, a mulher pode suar mais ou ter a sensação de que o rosto ou outras partes do corpo estejam queimando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, mesmo durante o tratamento do câncer de mama, <strong>a duração e a intensidade do desconforto percebido por conta do excesso de suor e dos fogachos varia de mulher para mulher</strong>. Contudo, quando eles são muito intensos podem prejudicar a qualidade de vida, já que interferem desde a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>hora de dormir</u></a> até o convívio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-meditacao/"><u> Quais os benefícios da meditação para pacientes diagnosticadas com câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que fazer para lidar com esse problema?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento em que o suor excessivo e as ondas de calor estiverem gerando incômodo, informe seu médico sobre essas alterações. <strong>Além disso, é possível considerar alterações no estilo de vida que possam aliviar o desconforto</strong>. Entre algumas delas estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tomar banho mais vezes ao dia;</li>
<li>Utilizar lençóis que tornem a cama mais fresca;</li>
<li>Dar preferência para vestuários de algodão de caimento mais largo;</li>
<li>Climatizar os ambientes (aumentando a ventilação, por exemplo);</li>
<li>Elevar o consumo de água;</li>
<li>Limitar a ingestão de cafeína, álcool e comidas apimentadas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Junto com essas orientações, o médico pode prescrever algumas medicações para tentar amenizar esses efeitos colaterais. Por fim, <strong>a paciente deve estar atenta a sinais de desidratação ou da presença de febre alta que não cede (ou de acordo com as recomendações prévias passadas pela equipe de saúde responsável pelo acompanhamento do tratamento).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, o câncer de mama não causa suor, mas pode ser um efeito colateral de determinados tratamentos, como a hormonioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Neste outro texto do blog, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u><strong>você aprende mais sobre a aplicação desse recurso no combate a um tumor nas mamas.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-suor/">Câncer de mama causa suor? Veja em que situações pacientes oncológicas sofrem com a sudorese excessiva</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>É possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar? Veja novidades sobre isso</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=interromper-hormonioterapia</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Aug 2023 11:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
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		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Novo estudo indica que interromper a hormonioterapia para tentar engravidar não aumenta o risco de que o câncer de mama volte</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de um câncer de mama em mulheres em idade fértil pode gerar uma angústia ainda maior para quem deseja ter um filho. <strong>Embora o tema já seja bastante discutido, uma novidade pode oferecer maior segurança a essas pacientes em determinados casos: interromper a hormonioterapia para tentar uma gestação não oferece riscos adicionais de recidiva da doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas foram as conclusões de um estudo<a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2212856?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> publicado em maio de 2023,</u><em><u> no New England Journal of Medicine.</u></em></a> <strong>A notícia é boa porque contribui para reduzir o estresse e o desconforto que incertezas do tipo podem gerar em pacientes jovens que pretendiam engravidar.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As restrições para uma gestação durante a hormonioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u><strong> hormonioterapia</strong></u></a><strong> envolve a administração de certos fármacos para bloquear a produção de determinados hormônios dentro do organismo ou impedir que eles atuem sobre o desenvolvimento das células cancerígenas</strong>. Por isso, ela é indicada apenas para os casos em que o tumor é receptor hormonal positivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, a hormonioterapia pode ser prescrita antes da cirurgia (ou seja, de forma neoadjuvante) ou depois da cirurgia (como tratamento adjuvante), para reduzir o risco de recidivas. Esse tipo de terapia também é um recurso profilático importante em mulheres com alto risco de desenvolver um câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, é preciso levar em conta que o tratamento deve ser mantido por períodos que variam entre 5 e 10 anos. Durante o tratamento, a mulher pode perceber efeitos colaterais, incluindo prejuízos à fertilidade. A supressão da atividade de determinados hormônios afeta o ciclo de liberação dos óvulos, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente ainda tem chance de engravidar, embora não seja recomendado que mulheres recebendo hormonioterapia comecem uma gestação. A medicação pode oferecer riscos à formação do feto. Por outro lado, não há evidências de que uma gestação posterior aumenta o risco de que a doença volte no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, levando em conta a idade do diagnóstico e o período necessário para o tratamento, pode haver a preocupação sobre a capacidade da mulher engravidar no futuro. Não é incomum, por exemplo, que essas pacientes terminem a hormonioterapia já em um período de declínio natural da fertilidade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/">O que você precisa saber sobre o tamoxifeno, um dos medicamentos mais importantes da histórica da oncologia?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A possibilidade de interromper a hormonioterapia para engravidar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi diante desse quadro que o estudo POSITIVE (acrônimo em inglês para “resultado da gravidez e segurança da interrupção da terapia endócrina para mulheres com câncer de mama”) foi desenhado. <strong>Os responsáveis pela investigação queriam saber se é seguro interromper a hormonioterapia para tentar engravidar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, foram reunidas mulheres abaixo dos 42 anos que estavam recebendo terapia hormonal por períodos entre 18 e 30 meses. Todas elas, claro, tinham o desejo de engravidar. Ao todo, foram recrutadas 514 pacientes, com idade média de 37 anos. Elas haviam sido diagnosticadas com câncer de mama, em média, há pelo menos 29 meses. Não havia restrição sobre o uso anterior de quimioterapia</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, as pacientes interromperam a hormonioterapia. Primeiro, houve um período de 3 meses chamado de “washout” para eliminar o risco de interferência da hormonioterapia na gravidez. Em seguida, as pacientes tiveram até 2 anos de suspensão no tratamento para tentar engravidar. Esse período incluía a concepção, a gestação, o parto e a amamentação. Finalizado esse período, a hormonioterapia poderia ser retomada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a interrupção do tratamento em curso, <strong>os pesquisadores acompanharam o número de casos de recidiva do câncer de mama e indicadores relacionados à fertilidade </strong>(ou seja, número de gestações, de bebês nascidos vivos, segurança da amamentação, entre outros). <strong>Dentro desse período, se mais de 46 mulheres apresentassem um evento de recidiva, o estudo seria interrompido.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As conclusões do estudo e a segurança da interrupção do tratamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período de acompanhamento, 44 pacientes apresentaram algum tipo de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/"><u> recorrência do câncer de mama</u></a>. Ou seja, o patamar de episódios negativos foi menor do que o limite estabelecido. Outro dado relevante mostra que a taxa de incidência de recidivas foi 8,9% entre as pacientes acompanhadas, contra 9,2% na coorte populacional usada como referência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Portanto, os números apontaram para uma incidência parecida do que seria observada se o tratamento fosse mantido. Logo, na prática, isso significa que parece não haver implicações para a segurança devido à interrupção do tratamento endócrino em pacientes dentro do perfil analisado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, 368 pacientes (quase 75% das pacientes sem recidiva) engravidaram ao menos uma vez durante o período do estudo. Nesse recorte, 215 mulheres indicaram o uso técnicas de reprodução assistida. <strong>No mais, ao final do acompanhamento, 350 gestações haviam gerado 365 bebês nascidos vivos. Após o fim da coleta de dados, 304 mulheres retomaram a hormonioterapia. Dentre o grupo que ainda não havia retomado, parte continuava tentando engravidar ou estava amamentando.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o estudo reforça a necessidade de que essas <a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"><u>pacientes sejam acompanhadas no longo prazo (acima dos 3 anos).</u></a> <strong>Por fim, vale reforçar que a decisão de interromper a hormonioterapia deve passar por uma conversa com o médico responsável, que também pode sugerir recursos para preservação da fertilidade (como o congelamento de óvulos para posterior fertilização, por exemplo).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre as possibilidades e cuidados para uma gravidez pós câncer de mama, confira esse<a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel"><u> conteúdo já publicado aqui no blog.</u></a></p>
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		<title>O papel das assinaturas genômicas no tratamento de um câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Apr 2023 16:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Assinaturas genômicas]]></category>
		<category><![CDATA[assinatura genômica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>As assinaturas genômicas são um avanço da medicina que ajuda os médicos a determinar o melhor tratamento para diferentes quadros de câncer Com os avanços da genética, vários recursos vêm se tornando mais acessíveis e aplicáveis à conduta adotada no acompanhamento das pacientes com câncer de mama. Isso permite que elas tenham tratamentos mais efetivos e personalizados. Um exemplo disso [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>As assinaturas genômicas são um avanço da medicina que ajuda os médicos a determinar o melhor tratamento para diferentes quadros de câncer</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com os avanços da genética, vários recursos vêm se tornando mais acessíveis e aplicáveis à conduta adotada no acompanhamento das pacientes com câncer de mama. Isso permite que elas tenham tratamentos mais efetivos e personalizados. <strong>Um exemplo disso são os testes para determinar as assinaturas genômicas dos tumores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como tudo o que envolve o manejo de um câncer de mama, cada caso precisa ser avaliado individualmente pelo profissional responsável. Apesar disso, esclarecer alguns pontos sobre a aplicação desse tipo do teste é sempre relevante, uma vez que eles certamente geram dúvidas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A identificação das assinaturas genômicas de um tumor</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A assinatura genômica de um tumor diz respeito a expressão ou a inibição de uma série de genes que podem interferir tanto no prognóstico da doença (ou seja, da forma como ela evoluirá, se espalhará pelo organismo ou apresentará chance de recidiva), quanto da possível eficácia dos tratamentos adotados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, alguns deles são utilizados para determinar a necessidade de sessões de quimioterapia para <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">evitar recidivas</a>, por exemplo. Se por um lado isso pode contribuir para evitar o retorno da doença, por outro evita que a paciente seja submetida a intervenções desnecessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É importante não confundir esse tipo de procedimento com os testes genéticos.</strong> Os testes genéticos são utilizados para identificar se uma mulher tem maior predisposição a desenvolver um tumor a partir da sua carga hereditária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para realizar o teste que traça a assinatura genômica, o médico precisa de uma amostra de tecido do tumor. Esse material pode ser coletado por meio de biópsia ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>durante a cirurgia</u></a>. Enquanto isso, um teste genético com o intuito de mapear o risco da doença no futuro costuma ser feito com amostras de sangue ou da saliva.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">O que significa um câncer de mama HER2 positivo?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Os testes de assinaturas genômicas mais conhecidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma série de testes estão disponíveis para traçar as assinaturas genômicas. A seguir, uma lista aponta aqueles mais conhecidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Breast Cancer Index</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em geral, o Breast Cancer Index (BCI) é feito no momento do diagnóstico do câncer de mama. Seu propósito é determinar o grau de risco para a chance de recidivas entre 5 e 10 anos após a descoberta da doença.</strong> Ele é indicado para mulheres com tumores invasivos ou como tumores com receptores hormonais positivos que ainda não tenham atingido mais do que 3 <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/"><u>linfonodos </u></a>axilares. Nesse contexto, ele pode ser útil para determinar a eficácia da<a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u> hormonioterapia </u></a>por períodos acima de 5 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele avalia 11 genes. O resultado é apresentado considerando dois parâmetros. O primeiro é BCI Prognóstico, indicado por meio de uma porcentagem que aponta para a probabilidade de o tumor retornar entre 5 e 10 anos após o diagnóstico. Já o segundo é o BCI Preditivo, que indica por meio de um “sim” ou “não” se a paciente se beneficiaria de um período prolongado de hormonioterapia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Mammaprint</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Mammaprint tem como objetivo determinar qual a chance de o tumor na mama apresentar uma recidiva após o tratamento em uma parte distante do corpo. </strong>Para isso, ele analisa as alterações em 70 genes. O teste é indicado para pacientes com tumores invasivos em estágio I ou II menores do que 5 centímetros. Ademais, o tumor não pode ter alcançado mais do que 3 linfonodos, mas pode ser feito independentemente da idade da mulher e do receptor hormonal do tumor e da expressão do HER2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado aponta se o risco de recidiva é alto ou baixo nos 10 anos seguintes ao diagnóstico. Com essa informação em mãos, o médico pode determinar intervenções adicionais (como adicionar sessões de quimioterapia ao tratamento, por exemplo) para minimizar a chance de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/recorrencia-do-cancer-de-mama/">recidiva</a> do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Prosigna</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Prosigna tem uma aplicação mais específica e é utilizado para determinar o risco de recidiva em até 10 anos após o diagnóstico em mulheres já na menopausa.</strong> Levando isso em consideração, o teste pode ser utilizado em pacientes com tumores invasivos com receptores hormonais positivos ou negativos que não tenham alcançado mais de 3 linfonodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, 50 genes são analisados. O resultado é indicado por meio de uma escala que vai de 0 a 100. Por consequência, os números mais próximos do 100 indicam uma chance maior de retorno da doença no futuro, considerando um intervalo de 10 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>EndoPredict</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">O EndoPredict é utilizado também para determinar a chance de recorrência do tumor em uma parte distantes do corpo em até 10 anos após o diagnóstico. <strong>Ele é indicado para mulheres diagnosticadas com cânceres em estágios iniciais (I ou II), com receptor hormonal de estrogênio positivo, mas com a expressão do HER2 negativa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, são analisados 11 genes, além do tamanho do tumor e a possível invasão dos linfonodos. O resultado é apresentado por meio de uma escala que vai de 1.1 até 6.2. Assim, o número determina se o risco de recidiva é baixo, médio ou alto. Seja como for, aliado a outros parâmetros, o teste pode ser utilizado pelo médico para determinar a necessidade da introdução da quimioterapia.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Oncotype DX</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por fim, o Oncotype DX oferece às pacientes estimativas em torno dos riscos de o tumor voltar após 9 anos do diagnóstico e qual o benefício de adicionar quimioterapia ao esquema de tratamento em pacientes que irão receber hormonioterapia.</strong> Ele é indicado para mulheres diagnosticadas com tumores com receptores hormonais positivos, com expressão do HER2 negativa e que não tenham atingido mais do que 3 linfonodos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São analisados 21 genes, cujo resultado é apresentado em uma escala de 0 a 100. Com isso, diferentes perfis de pacientes podem obter a probabilidade de sofrer com a recorrência do tumor no período mencionado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Para mulheres <strong>acima de 50 anos </strong>e sem sinal de câncer nos linfonodos, um resultado acima de 26 indica um <strong>alto risco</strong> de recidiva. Isso significa que esse grupo será beneficiado com a adição da quimioterapia juntamente com a hormonioterapia. Adicionalmente, pontuações entre 0 e 25 apontam para um <strong>baixo risco</strong>. Nesse grupo, a hormonioterapia isolada traz mais benefícios, em comparação ao tratamento acrescido da quimioterapia.</li>
<li>Para mulheres de <strong>50 anos ou menos </strong>sem linfonodos afetados, um resultado acima de 26 também indica um alto risco de recidiva, enquanto números entre 16 e 25 apontam para um risco moderado. Por fim, resultados entre 0 e 15 indicam um risco baixo;</li>
<li>Para mulheres de <strong>50 anos ou menos com linfonodos afetados</strong> pela doença, os números são iguais aos das mulheres acima de 50 anos. Portanto, isso pode indicar que haverá benefício adicional na introdução da quimioterapia associada à hormonioterapia ou ainda da supressão dos ovários acompanhada do uso do<a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u> tamoxifeno</u></a> ou de inibidores de aromatase.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">As eventuais limitações dos testes de assinaturas genômicas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora importantes, os testes de assinaturas genômicas precisam ser implementados com a devida ponderação. Um estudo <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2672388" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>publicado em 2018, por exemplo, comparou quatro modelos de testes (Breast Cancer Index, Oncotype DX, Prosigna e EndoPredict)</u></a>. Ele concluiu que em pacientes com entre um e três linfonodos afetados, todos eles apresentaram alguma limitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, para pacientes com tumores com receptores hormonais positivos, HER2 negativo e linfonodos não afetados, o Prosigna, o EndoPredict e o Breast Cancer Index ofereceram melhores informações de prognóstico do que o Oncotype DX nesse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Em suma, ainda que limitados, estudos do tipo certamente são valiosos para orientar a decisão dos médicos a respeito dos testes de assinaturas genômicas em diferentes perfis de pacientes</strong>. Com tal perspectiva, é possível obter maior confiança a respeito dos tratamentos adotados, melhorando o desfecho do quadro e o risco de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para saber mais sobre os estágios de um câncer de mama,</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u><strong> leia este conteúdo que detalha como o estadiamento de um tumor é feito.</strong></u></a></p>
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		<item>
		<title>Tamoxifeno: o que é e quais os efeitos colaterais de um dos medicamentos mais importantes da história da oncologia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Dec 2022 13:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[tamoxifeno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um marco da história da oncologia, o tamoxifeno pode ser usado no tratamento e na prevenção de recidivas e novos casos de câncer de mama Hoje, quem recebe um diagnóstico de câncer de mama conta com diferentes abordagens, que combinam várias possibilidades de tratamento para alcançar a remissão do tumor. Contudo, nem sempre foi assim e por muito tempo as [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Um marco da história da oncologia, o tamoxifeno pode ser usado no tratamento e na prevenção de recidivas e novos casos de câncer de mama</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"> Hoje, quem recebe um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/"><u>diagnóstico de câncer de mama</u></a> conta com diferentes abordagens, que combinam várias <strong>possibilidades de tratamento</strong> para alcançar a remissão do tumor. Contudo, nem sempre foi assim e por muito tempo as alternativas para lidar com a doença eram limitadas e, muitas vezes, pouco eficientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Felizmente, com o avanço da ciência, isso foi mudando até chegarmos ao estágio atual de desenvolvimento. Nessa trajetória, alguns marcos merecem destaque especial. E esse é o caso do desenvolvimento e introdução do tamoxifeno no tratamento <strong>e até mesmo na prevenção do câncer de mama. </strong>Por isso, veja tudo o que você precisa saber sobre esse fármaco que estabeleceu uma revolução nessa área da medicina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A história do tamoxifeno</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento do tamoxifeno se deu, em partes, de forma acidental. Em meados dos anos 1960 ele havia sido testado para a criação de novos contraceptivos de emergência devido a sua familiaridade com o estrogênio, o principal hormônio sexual feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tenha se mostrado promissor nos testes com camundongos, o tamoxifeno foi <strong>ineficaz no objetivo de provocar efeito contraceptivo em humanos</strong>. Assim, ele ficou de lado e quase teve seu uso clínico descartado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não aconteceu, pois, um dos membros da equipe inicial de pesquisa suspeitava de que aquele novo fármaco poderia ter aplicações em casos de câncer de mama receptor de hormônio positivo. Desde o final do século 19, se sabia que o desenvolvimento de <strong>alguns tumores estava relacionado à exposição das células cancerígenas ao estrogênio.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cirurgião britânico George Beatson, por exemplo, ficou famoso justamente por prolongar a sobrevida de alguns pacientes com câncer de mama removendo seus ovários, a principal fonte de estrogênio do organismo feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, ao longo das décadas, <strong>vários bloqueadores de estrogênio foram desenvolvidos</strong>. Alguns deles tiveram resultados positivos, mas os efeitos colaterais eram tão expressivos que impediam um uso mais amplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o momento em que a pesquisa com o tamoxifeno para fins contraceptivos chegou a um beco sem saída coincidiu com o ressurgimento no interesse pela busca por medicamentos capazes de atuar no bloqueio do estrogênio para combater o câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, <strong>parte da equipe inicial dos estudos com o tamoxifeno como método contraceptivo resolveu testar a nova aplicação do fármaco</strong>. No início dos anos 1970 foi <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2008453/pdf/brjcancer00359-0057.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>feito o primeiro teste clínico com esse fim</u></a>, em um hospital da Inglaterra. Naquele estudo inicial, de 46 mulheres diagnosticadas com câncer de mama que receberam o medicamento, 10 mostraram uma boa resposta ao tratamento. Em 1972, o tamoxifeno foi registrado no Reino Unido.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como o tamoxifeno atua nos casos de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o que o tamoxifeno faz é <strong>bloquear a atuação do estrogênio nas células de tumores receptores de hormônio positivo.</strong> Dentro do organismo, o tamoxifeno se liga a esses receptores nas células cancerígenas, impedindo que eles recebam estímulo hormonal para crescer e se multiplicar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar disso, ele pode <strong>atuar de forma similar ao estrogênio em outras partes do corpo, como no útero e nos ossos.</strong> Por essa razão, o tamoxifeno é classificado como um modulador seletivo dos receptores de estrogênio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, ele não atua em tumores com receptor de hormônio negativo ou que tenham apenas os receptores positivos para a progesterona. Por isso <strong>é tão importante conhecer o status desses receptores hormonais na definição do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em média, <strong>2 a cada 3 tumores nas mamas são receptores positivos de algum desses hormônios</strong>, que provocam uma evolução mais lenta do quadro. Por outro lado, os prognósticos são melhores, ainda que tal condição represente uma chance maior de recidiva no futuro.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-outubro-rosa-e-importante/">por que o movimento Outubro Rosa é tão importante?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Principais indicações, como ingerir e efeitos colaterais mais comuns</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todas as pacientes com câncer de mama se beneficiam da prescrição do tamoxifeno em casos de câncer de mama. Além do status do receptor hormonal do tumor e do estadiamento do câncer, outros aspectos são levados em conta, como risco associado a alguns efeitos colaterais ou uma eventual <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, ele apresenta maior potencial em oferecer resultados positivos principalmente em complemento à cirurgia e à quimioterapia. Alguns dos quadros indicados para a prescrição do fármaco são, por exemplo:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres que foram tratadas com cirurgias conservadoras para carcinoma ductal in situ;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com tumores receptores positivos de estrogênio tratadas cirurgicamente. O tamoxifeno pode ser introduzido antes ou depois da cirurgia;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com câncer de mama em estágios iniciais que ainda não tenham passado pela menopausa. Para mulheres que já tenham atravessado esse período, os chamados inibidores de aromatase costumam ser a indicação de referência;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com câncer com receptor positivo que tenha se espalhado para outras partes do corpo. O medicamento pode contribuir para reduzir a velocidade desse espalhamento ou mesmo reduzir alguns focos do tumor pelo corpo;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Para mulheres ainda não diagnosticadas com câncer de mama, mas com alto risco de desenvolvimento desse tipo de tumor. Além disso, o uso prolongado pode reduzir o risco do desenvolvimento de tumores contralaterais (na mama oposta àquela que foi tratada cirurgicamente).</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em média, o ciclo de tratamento utilizando o tamoxifeno deve se estender por, ao menos, 5 anos. O respeito ao prazo é fundamental. Períodos menores de 2 anos tendem a oferecer um benefício insignificante, por exemplo. Além disso, já há evidências de que pacientes com alto risco de recidiva podem se beneficiar com terapias estendidas por períodos entre 7 e 10 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Como tomar o tamoxifeno?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O tamoxifeno está disponível na forma de <strong>comprimidos</strong>. Ele pode ser ingerido normalmente com água, geralmente uma vez ao dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não deve ser administrado em conjunto com alguns tipos de anticoagulantes. Além disso, parece haver uma redução na eficácia do tamoxifeno quando ele é tomado junto com alguns antidepressivos da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (em especial a fluoxetina e a paroxetina).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, pacientes em tratamento com o tamoxifeno não devem receber em conjunto inibidores de CYP2D6 também sob o risco de ver o efeito do medicamento reduzido. Em todo caso, converse sempre com seu médico em caso de dúvida.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Quais os principais efeitos colaterais?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como qualquer medicamento, o tamoxifeno também apresenta efeitos colaterais. A intensidade e a frequência de cada um deles varia caso a caso. Os <strong>desconfortos mais comuns são:</strong></p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ondas de calor;</li><li>Ressecamento e corrimento vaginal, devido ao bloqueio da atuação do estrogênio no estímulo à lubrificação natural. Isso pode provocar também dor e coceira durante relações sexuais.</li><li>Náusea;</li><li>Alterações de humor;</li><li>Fadiga;</li><li>Constipação intestinal;</li><li>Ressecamento da pele;</li><li>Em casos raros, pode haver sangramento vaginal. Esse sintoma deve sempre chamar a atenção devido ao risco de câncer de endométrio associado ao uso do tamoxifeno.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Não há indícios de que o tamoxifeno provoque ganho de peso de forma direta, uma preocupação comum das pacientes. Contudo, o sobe e desce emocional e hormonal do tratamento de um câncer pode favorecer o ganho de massa corporal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, há sempre a orientação para a manutenção de dieta equilibrada e a prática regular de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/?_ga=2.7226482.1586547413.1666042270-2131309531.1663336781&amp;_gl=1*vwcgh0*_ga*MjEzMTMwOTUzMS4xNjYzMzM2Nzgx*_ga_PQC87SDMSD*MTY2NjA0MjI3MC4xMi4xLjE2NjYwNDIyNzAuMC4wLjA."><u>exercícios físicos. </u></a>Esses hábitos também contribuem em outros aspectos, como na manutenção do bem-estar e no controle de outras doenças, como diabetes e distúrbios cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além dessas alterações, de forma mais rara, o tamoxifeno pode provocar quadros mais sérios.</strong> Entre os mais frequentes estão coágulos sanguíneos e tumores no endométrio, uma vez que o medicamento pode provocar alterações no tecido que reveste o útero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, os efeitos colaterais podem ser uma barreira para a adesão necessária ao tratamento com tamoxifeno. Porém,<strong> nunca é demais reforçar que a interrupção da utilização do tamoxifeno antes do final do ciclo recomendado aumenta a possibilidade de manifestação da doença</strong>, o que obviamente contribui para prejuízos significativos à qualidade de vida e o risco de óbito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não tenha sido a primeira medicação antiestrogênio desenvolvida, o tamoxifeno representou um marco na história e abriu caminho para o desenvolvimento de novas terapias, cada vez mais bem toleradas e com maiores chances de sucesso. Dessa forma, com o diagnóstico feito de forma precoce aumentam as chances de que a paciente com câncer de mama tenha uma sobrevida longa e satisfatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que tal agora conhecer <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u>9 mitos e verdades sobre o câncer de mama?</u></a></p>
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		<title>Hormonioterapia para câncer de mama: como é feita e quais os efeitos colaterais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Oct 2022 11:46:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[hormonioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer saber tudo sobre hormonioterapia para câncer de mama? Então confira este artigo que abrange todas as características desse tratamento! A hormonioterapia, também chamada de terapia endócrina, é um tipo de tratamento para o câncer de qualquer parte do corpo. Ele funciona com base na inibição dos hormônios, com medicamentos que, na verdade são anti-hormônios. Neste artigo, vamos falar especificamente [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Quer saber tudo sobre hormonioterapia para câncer de mama? Então confira este artigo que abrange todas as características desse tratamento!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A hormonioterapia, também chamada de terapia endócrina, é um tipo de <strong>tratamento para o câncer de qualquer parte do corpo</strong>. Ele funciona com base na <strong>inibição dos hormônios</strong>, com medicamentos que, na verdade são anti-hormônios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, vamos falar especificamente sobre a <strong>hormonioterapia para o câncer de mama</strong>, agindo, <strong>especialmente, sobre os hormônios estrogênio e progesterona</strong>, mais relacionados neste tipo de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drabrendadelgado.com.br/anticoncepcional-e-cancer-de-mama-relacao-e-riscos/">Exploramos esses hormônios com mais detalhes no artigo sobre anticoncepcional que você pode conferir aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona a hormonioterapia para câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">São duas as principais formas de atuação da hormonioterapia, uma delas é no <strong>bloqueio da produção de estrogênio</strong> pelo próprio corpo e a outra é na <strong>inibição do efeito de crescimento gerado pelos hormônios</strong> nas células cancerígenas da mama. Por conta disso, também é importante salientar que <strong>não se deve confundir a terapia hormonal com a terapia de reposição de hormônios</strong> (TRH).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, <strong>o efeito da TRH é exatamente o contrário</strong>. Ela consiste em repor os níveis de estrogênio e progesterona <strong>para aliviar os sintomas da menopausa</strong>, já que os níveis de produção natural desses hormônios <strong>se tornam menores após o início desse período</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico mastologista, com certeza, <strong>é o mais indicado para falar sobre a utilização e equilíbrio</strong> dos dois tratamentos para cada caso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para quem é indicada a hormonioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A endocrinoterapia é indicada e deve ser oferecida para mulheres com câncer de mama com receptores hormonais positivos (RH+) e a escolha deve ser baseada no status hormonal de cada paciente, ou seja, se ela está na pré ou na pós-menopausa. Como podemos presumir, o câncer do tipo receptor de hormônio negativo (RH-) não surte efeito com tratamento da terapia hormonal, já que, como diz o seu nome, suas células não conseguem fazer ligação com o estrogênio e nem com a progesterona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para o caso de câncer do tipo hormônio receptor positivo (RH+), de acordo com o <a href="https://www.breastcancer.org/treatment/hormonal-therapy" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Breastcancer.org</a>, existem <strong>quatro casos principais mais indicados para o uso da terapia hormonal</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma curiosidade! De acordo com o American Cancer Society, cerca de <a href="https://www.cancer.org/content/dam/cancer-org/research/cancer-facts-and-statistics/breast-cancer-facts-and-figures/breast-cancer-facts-and-figures-2019-2020.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener">80% dos cânceres são do tipo hormônio receptor positivo</a>. Ou seja, a hormonioterapia se mostra como <strong>opção para grande parte dos pacientes</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Antes da cirurgia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Se o câncer for <strong>considerado de tamanho grande</strong> e for do tipo <strong>hormônio receptor positivo</strong>, é possível recomendar hormonioterapia <strong>an</strong><strong>tes da cirurgia com o objetivo de reduzi-lo</strong>. Neste caso, o tratamento recebe o nome de terapia neoadjuvante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Redução do risco de recidiva</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois da cirurgia para remoção</strong> do câncer do tipo hormônio receptor positivo, o médico também pode fazer a indicação da hormonioterapia. Neste caso, a atuação é <strong>com o objetivo de reduzir as chances recidiva do câncer</strong>. O nome para este tratamento é terapia adjuvante.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Câncer avançado</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes diagnosticados com câncer hormônio receptor positivo <strong>em estágio avançado </strong>recebem a hormonioterapia para <strong>impedir o crescimento do câncer</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Prevenção do primeiro diagnóstico ou de forma profilática para prevenção do câncer</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos identificados <strong>como de risco muito superior à média</strong>, o especialista indicará o uso da hormonioterapia <strong>para reduzir o risco de desenvolvimento do primeiro diagnóstico</strong> de câncer de mama, ou seja, a recomendação tem finalidade<strong> preventiva</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os tipos de hormonioterapia para câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os tipos principais de hormonioterapia estão:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Inibidores de aromatase (IA)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este é o tipo de hormonioterapia que <strong>impede a produção de estrogênio</strong> a partir da inibição da conversão de androgênio em estrogênio dos tecidos periféricos, como da gordura corporal, do fígado e no tumor, inibindo a via enzimática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, é feita a administração de remédios que <strong>bloqueiam a enzima aromatase</strong>. Normalmente é <strong>mais indicado para as mulheres que já passaram da menopausa,</strong> pois, antes disso, <strong>o estrogênio ainda é produzido em grande parte pelos ovários</strong>. Também pode ser indicado em conjunto com outros medicamentos que <strong>causam uma menopausa temporária.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais inibidores de aromatase são o anastrozol, o exemestano e o letrozol.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Possíveis efeitos colaterais dos inibidores de aromatase:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dores articulares;</li>



<li>Osteoporose;</li>



<li>Retenção hídrica ou inchaço;</li>



<li>Em casos raros, pode levar a fraturas em quadros de osteoporose graves.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">2. Bloqueadores de estrogênio (SERMs)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo é conhecido pela sigla SERM, do inglês Selective Estrogen Receptor Modulator, pois <strong>agem como antiestrogênios nas células das mamas</strong>, mas não em outros órgãos. Assim como outros SERMs atuam em outros órgãos, <strong>mas não conseguem atingir as células das mamas</strong>. Os medicamentos mais comuns nessa categoria são o tamoxifeno, o raloxifene e o fulvestranto. Dentre elas, o tamoxifeno foi o mais estudado e utilizado no tratamento do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de hormonioterapia é indicada para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>De forma profilática ou preventiva, em mulheres com alto risco de câncer de mama;</li>



<li>Mulheres tratadas com cirurgia conservadora para carcinoma ductal in situ, com foco em redução de recidiva;</li>



<li>Mulheres com câncer invasivo que já passaram por cirurgia;</li>



<li>Mulheres com câncer em metástase, que se disseminou para outros órgãos;</li>



<li>Mulheres na pré-menopausa.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Possíveis feitos colaterais:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ondas de calor;</li>



<li>Secura vaginal;</li>



<li>Alterações de humor;</li>



<li>Insônia</li>



<li>Inchaço nos músculos.</li>



<li>Mais raramente, quadros de espessamento do endométrio e trombose venosa profunda.</li>
</ul>



<p id="leiamais">Quer ver mais sobre outros tipos de câncer de mama? <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/">Veja este outro artigo aqui!</a></p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Supressão ovariana</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A supressão ovariana ablativa ou hormonal deve ser considerada em casos selecionados, usualmente em mulheres muito jovens, com menos de 35 anos, ou com alto risco de recorrência, que continuam menstruando no final da quimioterapia. Essa orientação é feita com base nos estudos <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa1412379https:/www.nejm.org/doi/full/10.1056/nejmoa1412379" target="_blank" rel="noreferrer noopener">SOFT (Supression os Ovarian Function trial) e TEXT (Tamoxifen e exemestane trial)</a>, que demostraram benefício da supressão ovariana associada ao IA (exemestano).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo <a href="https://ascopubs.org/doi/abs/10.1200/JCO.2022.40.16_suppl.506" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ASTRRA (Addition of Ovarian Suppression to Tamoxifen in Young Women With Hormone-Sensitive Breast Cancer Who Remain Premenopausal or Regain Vaginal Bleeding After Chemotherapy)</a>, por sua vez, confirmou que a abordagem de supressão ovariana conduzida com a administração de goserelina e tamoxifeno tem resultados positivos em períodos de dois anos, se comprado ao tamoxifeno isolado, em resultados compatíveis com o estudo SOFT. A taxa de sobrevida de livre de doença foi de 85,4% nos casos que receberam a intervenção com goserelina e tamoxifeno. Com o uso isolado do tamoxifeno, esse número foi de 80,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma, para promover a supressão ovariana, podem ser utilizados diversos recursos. Os mais adotados são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ooforectomia (cirurgia de remoção dos ovários, de caráter permanente;</li>



<li>Análogos de LHRH (Receptor do hormônio liberador do hormônio luteinizante): mais empregados que a opção cirúrgica, esses medicamentos bloqueiam o sinal enviado ao ovário para disparar a produção de estrogênio. Nessa classe de drogas estão a goserelina e o leuprolide, que podem ser usadas de forma isolada ou em associação com o tamoxifeno, com o fulvestranto e com inibidores de aromatase;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Medicamentos quimioterápicos, que danificam a função dos ovários das mulheres sem produção de estrogênio na pré-menopausa. Em alguns casos, a função ovárica retorna tempos depois, em outras o dano é permanente e induz à menopausa.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quanto tempo dura a hormonioterapia para câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na maioria dos casos, o tratamento é recomendado <strong>por cinco anos após</strong> a cirurgia de remoção de câncer precoce. No entanto, algumas pesquisas apontam que a hormonioterapia <strong>por períodos entre 7 e 10 anos após a cirurgia pode diminuir consideravelmente o risco de recidiva</strong>, em casos selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda vale ressaltar que alguns casos podem começar com um tipo de hormonioterapia e <strong>ser trocado posteriormente</strong>. Mais especificamente falando, começam com os bloqueadores e depois são substituídos pelos inibidores enzimáticos, <strong>caso a paciente esteja no período da menopausa</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Gostou do que aprendeu por aqui? Aproveite para </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/categorias/qualidade-de-vida/"><em>conferir mais artigos aqui!</em></a></p>
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