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	<title>Arquivos linfonodos - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos linfonodos - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>As principais características de um carcinoma oculto da mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 May 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[biópsia dos linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodo axilar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se pensa em um câncer mamário, a primeira ideia que normalmente vem à mente é a de um nódulo palpável em um dos seios. No entanto, o chamado carcinoma oculto da mama subverte essa lógica. Na prática, esse tipo de condição se manifesta principalmente pela proliferação de células cancerígenas nos linfonodos axilares, enquanto o tecido da mama permanece ileso, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando se pensa em um câncer mamário, a primeira ideia que normalmente vem à mente é a de um nódulo palpável em um dos seios. <strong>No entanto, o chamado carcinoma oculto da mama subverte essa lógica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, esse tipo de condição se manifesta principalmente pela proliferação de células cancerígenas nos linfonodos axilares, enquanto o tecido da mama permanece ileso, ao menos nos exames de imagem convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora bastante raro, a atenção necessária diante dessa suspeita pode acelerar o diagnóstico e garantir um tratamento mais efetivo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que os carcinomas ocultos têm esse nome?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria dos carcinomas mamários fica localizada nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-ductal-invasivo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ductos </u></a>ou nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>lóbulos</u></a>. Eles se formam a partir da proliferação irregular de determinados tipos de células que compõem tecidos específicos do organismo. Dessas localidades, podem ainda se espalhar para outras partes do corpo conforme a doença evolui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, os ductos são as estruturas responsáveis por conduzir o leite materno até o exterior da mama. Enquanto isso, os lóbulos são as glândulas responsáveis pela produção do líquido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, na maioria dos casos essas alterações geram algum tipo de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>lesão na mama</u></a>. Elas podem ser percebidas por meio de nódulos palpáveis ou identificadas em exames de rotina, antes mesmo de manifestar qualquer sintoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, os carcinomas ocultos da mama recebem esta denominação precisamente <strong>porque um tumor primário na mama não é detectável pelos métodos convencionais, </strong>como mamografia, ultrassonografia ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ressonância magnética.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Simplificando bastante,<strong> trata-se de um tumor que não é detectado por nenhum exame clínico ou radiológico convencional.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, <strong>as manifestações mais corriqueiras dessa categoria de tumor só aparecem no comprometimento dos chamados linfonodos axilares</strong> (estruturas do sistema linfático alojadas na axila, também chamadas de gânglios). Posteriormente, sua presença só pode ser determinada com análises laboratoriais específicas, como exames histopatológicos e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>imuno-histoquímicas.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversas fontes da literatura especializada sobre o tema apontam que somente <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3830668/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>entre 0,3% e 1% de todos os casos de câncer de mama</u></a> são classificados com essa denominação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os sintomas e o processo de diagnóstico desses carcinomas são diferentes?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A compreensão em torno do que leva a essa manifestação oncológica ainda é bastante limitada. Entre as teorias que podem explicar o desenvolvimento de um câncer de mama oculto estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>tumores de tamanho tão reduzido</strong> que passam despercebidos pelos exames de imagem;</li>



<li><strong>circunstâncias em que o tumor primário apresenta uma regressão espontânea</strong> após a disseminação das células cancerígenas;</li>



<li><strong>formação de lesão maligna em local atípico</strong> (fora do tecido mamário, próximo à região da axila).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sem a lesão cancerígena no interior do tecido mamário, os possíveis sintomas capazes de sugerir a presença de um carcinoma oculto da mama também são diferentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais comum deles é a presença dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>linfonodos axilares inchados </u></a>(na forma das famosas ínguas). Ainda que tal processo seja relativamente comum e explicado quase sempre por infecções e inflamações, <strong>ele pode chamar a atenção para o problema quando se torna persistente e há um aumento progressivo dos gânglios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Eventualmente, as alterações nos linfonodos são notadas em exames de imagem periódicos (como mamografias ou ultrassons).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diante disso, a condição dos gânglios deve ser investigada com uma biópsia</strong>, na qual um fragmento do tecido da região é removido e enviado para a análise de um médico patologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse profissional consegue determinar se as células ali presentes têm características compatíveis com um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o resultado seja positivo, o médico responsável pelo acompanhamento pode sugerir a realização de exames de imagem nas mamas, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografias, ressonâncias e ultrassons.</u></a> O objetivo é garantir que não há nenhum foco de tumor no tecido mamário, confirmando o diagnóstico de um carcinoma oculto da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Conheça os tipos mais comuns de câncer de mama e entenda suas principais características</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os tratamentos disponíveis e as perspectivas de prognóstico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, a principal abordagem para combater um carcinoma oculto da mama é a intervenção cirúrgica, embora isso varie conforme as características biológicas do tumor diagnosticado. Em boa parte dos casos, a cirurgia axilar <strong>é suficiente, dispensando qualquer tipo de intervenção na mama</strong>. Nessa técnica, os linfonodos da axila são removidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como complemento, sessões de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia </u></a>ou quimioterapia podem ser indicadas. O uso de tais recursos, a depender das circunstâncias, contribui para reduzir o risco de recorrências.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Intervenções adicionais (como hormonioterapia e terapias-alvo específicas) podem ser indicadas conforme determinados aspectos da doença (presença de receptores hormonais, status do HER2 etc.).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No geral, as<strong> perspectivas em torno de um carcinoma oculto da mama são parecidas com tumores convencionais </strong>identificados em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estágios similares</u></a>. O número reduzido de protocolos consolidados dada a raridade da manifestação talvez seja um obstáculo, mas o acompanhamento adequado pode superar essa limitação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ir embora,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> saiba mais também sobre sintomas de um câncer de mama inflamatório e descubra como funciona o tratamento desse tipo também raro de tumor.</u></a></p>
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		<title>As informações essenciais sobre a linfadenectomia axilar em casos de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia axilar]]></category>
		<category><![CDATA[gânglios linfáticos]]></category>
		<category><![CDATA[linfedema]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Muito antes de manifestação metastática, um câncer de mama pode progredir além do seu sítio (local original) e atingir outras partes do corpo. Frequentemente, isso começa pelas axilas. Nesse cenário, a linfadenectomia axilar se torna um procedimento relativamente comum. O objetivo nesses casos é, em resumo, remover os linfonodos localizados abaixo do braço em que haja suspeita de disseminação das [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Muito antes de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/metastase-ossea/"><u>manifestação metastática</u></a>, um <strong>câncer de mama pode progredir além do seu sítio (local original) e atingir outras partes do corpo.</strong> Frequentemente, isso começa pelas axilas. Nesse cenário, a linfadenectomia axilar se torna um procedimento relativamente comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo nesses casos é, em resumo, remover os linfonodos localizados abaixo do braço em que haja suspeita de disseminação das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atingir tal propósito, o procedimento deve ser precedido de uma avaliação cuidadosa sobre sua necessidade e exige atenção no <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>pós-operatório</u></a> para evitar complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que os linfonodos têm a ver com o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/"><u>linfonodos</u></a>, também chamados de gânglios linfáticos, distribuem-se por diversas partes do corpo e são parte essencial do sistema imune. A principal função deles é drenar e filtrar a linfa, o líquido de tom amarelo claro que circula pelo sistema linfático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos de câncer de mama, <strong>as células cancerígenas podem se aproveitar dos vasos localizados entre a mama e a axila para se disseminar do tecido mamário</strong> em direção a essa outra área do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, identificar a presença dessas células nos linfonodos é importante para acompanhar o estágio da doença e a evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma bastante sucinta, isso pode ser feito através de <strong>biópsias dos linfonodos sentinelas</strong>, em que as estruturas mais próximas da mama são removidas e avaliadas em laboratório com a finalidade de buscar sinais de “espalhamento” da doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A necessidade de remoção dos linfonodos através da linfadenectomia axilar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação de uma linfadenectomia axilar ocorre quando a <strong>biópsia do linfonodo sentinela identifica que a doença já chegou até a localização dos linfonodos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso sugere que ela progrediu, exigindo uma intervenção mais abrangente para contê-la adequadamente e orientar as próximas etapas do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A linfadenectomia axilar é realizada com anestesia geral. O procedimento pode ser conduzido de forma isolada ou junto de outra <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>cirurgia necessária para a remoção do tumor da mama</u></a>, como uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>mastectomia </u></a>ou uma quadrantectomia conservadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, <strong>são removidos pelo menos sete linfonodos, mas o número varia bastante. Em alguns casos, o total pode chegar a 20 ou 30</strong>. A maioria das intervenções tenta restringir a remoção ao que os especialistas chamam de linfonodos de nível I ou II, considerando a localização dos gânglios retirados em relação à musculatura da área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda essa decisão considera que essa região é cercada por músculos e nervos que, se danificados, podem prejudicar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/exercicio-apos-cirurgia-de-cancer-de-mama/"><u>mobilidade</u></a> dessa parte do corpo do paciente. Embora raros, esse é um risco a ser considerado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O material removido é posteriormente enviado para análise laboratorial, também em busca das células cancerígenas. De modo geral, <strong>o número de linfonodos afetados por elas é o indicador que acaba chamando mais a atenção.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados básicos após a linfadenectomia axilar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de permanecer sob observação por algumas horas depois da cirurgia, as pacientes submetidas a uma linfadenectomia axilar podem receber a inserção de um dreno no local da operação. Esse instrumento ajuda a remover o líquido acumulado. Ele deve ser mantido por, em média, sete dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, <strong>a recuperação adequada do pós-cirurgia depende do cumprimento de alguns cuidados pela paciente</strong>, mesmo após a alta hospitalar. Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Manutenção de repouso por uma ou duas semanas.</li>



<li>Atenção apropriada com os curativos da cirurgia e com o dreno, sobretudo para evitar infecções.</li>



<li>Movimentação adequada do braço do lado operado, mas evitando esforço exagerado (carregando peso ou dirigindo, por exemplo).</li>



<li>Acompanhamento de possíveis sinais que possam exigir avaliação profissional imediata, como dor, sangramento ou suspeita de infecção local.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com os resultados da avaliação dos linfonodos removidos, <strong>posteriormente o médico pode orientar sobre a necessidade de tratamentos adicionais quando houver comprometimento do câncer de mama naqueles tecidos</strong>. O intuito é sempre reduzir o risco de recidivas. Para isso, as sessões de radioterapia são a alternativa costumeiramente indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Complicações comuns depois da remoção dos linfonodos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que todas as orientações sejam seguidas à risca, <strong>algumas complicações podem afetar algumas pacientes nas semanas, meses ou mesmo anos depois da cirurgia</strong>. As que mais chamam a atenção são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A redução de sensibilidade e sensação de dormência na área da axila, muitas vezes por conta de danos aos nervos próximos à pele.</li>



<li>Os linfedemas, em que há um inchaço considerável no braço do lado operado. A incidência desse problema varia bastante e pode <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMcp1803290"><u>oscilar entre 15% e 40% das pacientes operadas.</u></a> Obesidade e exposição à radioterapia são fatores de risco.</li>



<li>Os seromas, que se formam a partir do acúmulo de líquido próximo à cicatriz.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, diante dessas condições, <strong>médico e paciente devem discutir as melhores abordagens para mitigar o desconforto físico e estético</strong> associado às consequências indesejadas de uma linfadenectomia axilar, procedimento bastante importante no tratamento de muitos casos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e confira agora os resultados de um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-axilar-extensa-cancer-mama-apos-quimioterapia-inicial/"><u>estudo que mostrou a possibilidade de dispensa da cirurgia axilar extensa</u></a> após resposta positiva do tratamento sistêmico inicial.</p>
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		<title>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia neoadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2023 do San Antonio Breast Cancer Symposium mostrou que algumas pacientes podem ser dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila. Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia. Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/"> </a><a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2023</u></a> do <em>San Antonio Breast Cancer Symposium</em> mostrou que algumas pacientes podem ser <strong>dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila.</strong> Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do organismo após o emprego dos quimioterápicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A utilização da quimioterapia antes da cirurgia em casos de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que uma paciente é diagnosticada com câncer de mama, o médico responsável pelo acompanhamento pode investigar a presença de células do tumor nos<a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/"><u> linfonodos.</u></a> Isso acontece geralmente por meio de uma biópsia e ajuda a avaliar de que forma o câncer está se disseminado pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando é constatada a presença do tumor nessa área, a doença é classificada como <strong>linfonodo positivo</strong>. Nesses casos, costuma haver a indicação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u>sessões de quimioterapia</u></a> antes mesmo da cirurgia para remoção do tumor das mamas. Vale sempre lembrar que <strong>toda terapia introduzida antes do tratamento cirúrgico recebe o nome de “neoadjuvante”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, é possível que os medicamentos quimioterápicos sejam capazes de eliminar a presença das células cancerígenas na região axilar. Assim sendo, <strong>o câncer passa a ser categorizado como “linfonodo negativo”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essa seja uma excelente notícia, tal etapa na evolução abre um debate entre os especialistas. Quando a quimioterapia consegue eliminar o câncer dos linfonodos, de que forma é recomendado prosseguir com o tratamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que os linfonodos positivos persistem, pode ser necessário submeter a paciente a sessões de radioterapia axilar depois da cirurgia. Logo, a <strong>aplicação da radiação fica concentrada não apenas na mama como também no tórax e nas axilas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido oposto, se for constatado um status linfonodo negativo depois da quimioterapia antes da cirurgia, a radioterapia poderia ser descartada ou reduzida apenas à região da mama, sobretudo em pacientes que passaram por uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/">quadrantectomia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u>Entenda quando um caroço na axila deve ser sinal de alerta</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As conclusões do novo estudo sobre a necessidade da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o estudo mencionado buscou justamente responder a tal questão. Afinal, pacientes que evoluíram de linfonodo positivo para negativo graças a quimioterapia antes cirurgia <strong>podem deixar a radioterapia axilar</strong> de lado de maneira segura?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender tal questão, foram reunidas 1556 pacientes diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial e confirmação de linfonodos positivos. As voluntárias foram recrutadas entre dezembro de 2013 e o mesmo mês de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo foi tratado com quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de remoção do tumor (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/">mastectomia</a> ou lumpectomia) e ressecção dos linfonodos. Posteriormente, foi obtido um resultado negativo para a presença de células cancerígenas após o procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa etapa do tratamento, houve uma divisão em dois grupos das pessoas envolvidas no estudo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma parte das pacientes <strong>não recebeu radiação nas axilas</strong>; houve apenas monitoramento e radioterapia na mama inteira.</li>



<li>O restante das voluntárias foi tratada com <strong>radiação nos linfonodos e na parede torácica</strong>, mesmo após a cirurgia como quimioterapia neoadjuvante.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que isso pode significar na dispensa da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após um acompanhamento que durou até dez anos contando do início do estudo, <strong>foi possível concluir que não houve diferença nos desfechos obtidos entre ambos os grupos.</strong> Em outras palavras, isso significa que foi possível pular a radioterapia axilar sem que isso aumentasse o risco de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo que recebeu a radiação nos linfonodos, 92,8% das pacientes não tiveram episódios de recidivas. Enquanto isso, nas pacientes em que não houve essa intervenção o número foi de 91,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recidivas distantes (que afetam outra parte do corpo que não o sítio original do tumor) e taxas de sobrevida também alcançaram <strong>patamares similares em ambos os recortes de pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, há evidências de que a <strong>omissão da radioterapia axilar é uma alternativa segura de abordagem</strong> para um câncer de mama nessas circunstâncias. Tal opção pode ser importante ainda para reduzir o risco de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>efeitos colaterais </u></a>oriundos do tratamento com radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, eles envolvem desde dor e alterações na pele da região até fadiga e a formação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas, </u></a>incluindo ainda os prejuízos ao processo de reconstrução das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer modo, a necessidade de introdução da quimioterapia antes da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>cirurgia</u></a> seguida de radioterapia nos linfonodos da axila deve sempre ser discutida caso a caso. Dessa forma, é possível <strong>avaliar e ponderar riscos e benefícios</strong> da melhor forma possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite para saber mais sobre a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"><u>radioterapia na mama</u></a> e o uso dessa terapia no tratamento de um câncer.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/">Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>O que é um linfedema? Saiba mais sobre esse problema que causa inchaço nos braços após o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Mar 2023 18:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[inchaço braços]]></category>
		<category><![CDATA[linfedema]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[sistema linfático]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O linfedema é um problema comum em mulheres tratadas contra um câncer de mama e se caracteriza pelo inchaço nos braços, além de outros sintomas O surgimento do chamado linfedema costuma estar associado ao quadro de câncer de mama. Nesses casos, as pacientes oncológicas sofrem com o acúmulo de linfa em determinadas partes do corpo, principalmente no braço. Isso gera [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O linfedema é um problema comum em mulheres tratadas contra um câncer de mama</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>e se caracteriza pelo inchaço nos braços, além de outros sintomas</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O surgimento do chamado linfedema costuma estar associado ao quadro de câncer de mama</strong>. Nesses casos, as pacientes oncológicas sofrem com o acúmulo de linfa em determinadas partes do corpo, principalmente no braço. Isso gera inchaço anormal e a presença de outros sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse é um problema relativamente comum.</strong> Algumas estimativas mostram que até<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4127597/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> 40% das mulheres tratadas contra um câncer de mama manifestaram a condição</u></a>. Por isso, é essencial entender melhor o que provoca os linfedemas, os principais sintomas além do inchaço e o que pode ser feito para minimizar riscos e tratar o desconforto.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Definição e causas de um linfedema</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, <strong>um linfedema é resultado do acúmulo da linfa em determinados tecidos do organismo.</strong> A linfa é o líquido que percorre o sistema linfático, estrutura que faz parte dos mecanismos de defesa do organismo. Esse líquido é rico em glóbulos brancos, essenciais para estabelecer resposta imune contra infecções e lesões. Dentro do sistema linfático, os chamados linfonodos atuam filtrando e drenando a linfa, removendo invasores e substâncias prejudiciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum que pacientes oncológicos passem por<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u> cirurgias</u></a> que retiram <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/">linfonodos</a>. É o que acontece, por exemplo, com mulheres com tumores nas mamas, que podem remover linfonodos da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/">região da axila</a> através de biópsias do linfonodo sentinela ou de linfadenectomias axilares. Além disso, essa parte do organismo pode ser tratada com radiação durante a radioterapia axilar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, a mulher submetida a essas intervenções para lidar com um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sobre-cancer-de-mama/"><u>câncer de mama</u></a> pode sofrer com um linfedema. <strong>Isso se dá pelo bloqueio no fluxo da linfa gerado pela remoção dos linfonodos ou pela lesão gerada pela radiação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal manifestação pode ocorrer a qualquer momento após a cirurgia ou as sessões de radioterapia axilar. <strong>Enquanto alguns se formam nos dias seguintes após feito o procedimento cirúrgico ou tratamento com radiação, outros podem demorar semanas ou mesmo anos para aparecerem.</strong> No mais, uma infecção na área também pode desencadear um linfedema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fatores de risco para desenvolver um linfedema</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os fatores que podem contribuir para um risco maior de ter que lidar com o problema estão características físicas da paciente (como obesidade, por exemplo) ou histórico anterior de traumas e infecções. É importante ressaltar que alguns dos fatores são preveníveis e podem ser controlados, enquanto outros não. Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ressecção de vários linfonodos. Assim, quem já realizou linfadenectomia axilar tem maior risco para desenvolver um linfedema. Nesses quadros, a chance pode ser até 20% maior. Por outro lado, o risco é menor em quem realiza apenas a biopsia de linfonodo sentinela, que usualmente atinge somente entre 2 e 3 linfonodos. Desse modo, o risco gira em torno de 5%;</li>
<li>Múltiplas cirurgias mamárias ou cirurgias extensas na mama ou no tórax;</li>
<li>Radioterapia, principalmente quando as sessões são realizadas nas axilas;</li>
<li>Quimioterapia, principalmente em mulheres obesas;</li>
<li>Sobrepeso e obesidade, considerando pacientes com IMC acima de 25. Esse perfil tem risco maior de desenvolver o problema devido ao excesso de gordura e a deficiência de drenagem linfática;</li>
<li>Infecções ou lesões na pele, que levam a inflamações constantes e fazem com que o sistema linfático trabalhe mais. Diante de uma deficiência no sistema linfático, o linfedema pode surgir.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a presença de um linfedema causa grande prejuízo à qualidade de vida das sobreviventes de um câncer de mama, com impactos consideráveis se comparados às mulheres que não sofrem com o problema.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sintomas mais comuns de um linfedema</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como já mencionado, o inchaço dos braços é o sintoma mais característico de um linfedema. Ele costuma se manifestar no membro do lado em que os linfonodos foram removidos ou tratados com radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O volume do inchaço varia de caso a caso. Porém, o tamanho do edema pode ser bem evidente em relação ao tamanho do braço que não foi afetado. No mais, o inchaço pode se estender até a mão. Além disso, a paciente com o problema pode apresentar:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Sensação de peso ou aperto no braço, axila ou mesmo no tórax;</li>
<li>Desconforto em relação a peças de roupas (como sutiãs ou camisetas) ou acessórios (como anéis e pulseiras) que antes serviam normalmente;</li>
<li>Dores na região do braço ou dificuldade para mover as articulações próximas;</li>
<li>Alterações na pele da área, incluindo vermelhidão e espessamento.</li>
<li>Rigidez nas áreas afetadas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O diagnóstico de um linfedema é feito mediante avaliação clínica do médico. </strong>Ele pode mensurar o volume do inchaço e ainda fazer perguntas sobre o histórico da paciente, incluindo questões sobre os tratamentos aos quais ela foi submetida e quando os inchaços começaram. O diagnóstico precoce do problema aumenta as chances de um manejo adequado da condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, nem sempre é fácil diagnosticar um linfedema de início, já que os sintomas iniciais são leves. Em todo caso, diante de qualquer sinal suspeito, a recomendação é sempre procurar assistência médica. <strong>A partir do momento em que o linfedema se forma, ele dificilmente regride sem o tratamento apropriado. </strong>Não há cura para a condição, mas ela pode ser manejada, evitando complicações e impactos maiores para o bem-estar da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/exercicio-apos-cirurgia-de-cancer-de-mama/">Exercício após cirurgia de câncer de mama melhora a mobilidade do braço e do ombro</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Formas de tratamento e prevenção</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o diagnóstico do linfedema confirmado, o tratamento dependerá do resultado da avaliação médica, que indicará o grau de comprometimento gerado pelo problema. <strong>Acima de tudo, as intervenções têm como intuito reduzir o inchaço e o desconforto gerado por esses e outros sintomas. Entre as medidas mais adotadas estão:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Exercícios específicos para drenar a linfa acumulada, incluindo aqueles que permitem manter o membro atingido elevado acima do nível do corpo;</li>
<li>Mangas e meias elásticas de compressão;</li>
<li>Massagens de drenagem;</li>
<li>Procedimentos cirúrgicos;</li>
<li>Uso de determinados medicamentos, embora não haja evidências suficientes em casos de mulheres tratadas contra câncer de mama.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Médicos e pacientes devem observar sinais de infecção na evolução do linfedema. Reforçar a higiene e os cuidados com a pele também contribui para reduzir esse risco. No mais, evite tomar vacinas ou fazer coletas de sangue no lado do membro atingido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros mecanismos de prevenção contra o desenvolvimento de um linfedema envolvem reforços com a preservação do braço do lado operado. Com isso, o ideal é evitar esforços físicos exagerados, não utilizar roupas apertadas, além de garantir o controle do peso mediante dieta equilibrada e prática regular de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/"><u>atividades físicas</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após superar um câncer de mama, a presença de um linfedema tem o potencial de gerar um impacto significativo no bem-estar das pacientes. <strong>Redobrar a atenção para as medidas de prevenção e acompanhar com cuidado sinais que podem indicar a presença do problema é fundamental para identificar o surgimento de inchaços no braço e dos demais sintomas associados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saiba mais sobre </strong><strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">outros efeitos da radioterapia na pele e entenda o que pode ser feito para reduzir esse tipo de problema</a>.</strong></p>
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		<title>O que são os linfonodos na mama e qual a relação deles com o câncer nessa parte do corpo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2023 11:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[linfadenectomia.]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodo sentinela]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda o papel dos linfonodos na mama durante a evolução de um quadro de câncer e em que situações eles precisam ser removidos Os linfonodos também são chamados de gânglios linfáticos. Coloquialmente, eles também recebem o nome de ínguas. Eles estão distribuídos ao longo de todo o corpo, principalmente na região do pescoço, axilas e virilhas. Assim, eles desempenham funções [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda o papel dos linfonodos na mama durante a evolução de um quadro de câncer e em que situações eles precisam ser removidos</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os linfonodos também são chamados de gânglios linfáticos. Coloquialmente, eles também recebem o nome de ínguas. Eles estão distribuídos ao longo de todo o corpo, principalmente na região do pescoço, axilas e virilhas. <strong>Assim, eles desempenham funções essenciais no organismo. Além disso, os linfonodos na mama podem interagir com os tumores nessa região.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, é valioso compreender de que modo esses pequenos elementos estão vinculados à evolução de um tumor e o que pode ser feito a partir da constatação de determinadas situações. Com uma avaliação cuidadosa, os linfonodos fornecem informações importantes sobre o estágio do tumor. Desse modo, em muitos casos, eles precisam ser retirados.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, qual a função dos linfonodos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma resumida, <strong>a função primordial dos linfonodos de qualquer parte do organismo é atuar como parte dos mecanismos de defesa do sistema imune.</strong> Além disso, eles são responsáveis por filtrar a linfa, líquido que circula pelos vasos linfáticos e que pode carregar impurezas. Os linfonodos da axila drenam a região das axilas e das mamas, além de, parte do abdômen e dos membros superiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um invasor entra no organismo, ele é interrompido ao passar próximo a um linfonodo. Em seguida, os linfonodos passam a produzir um maior número de linfócitos (um tipo de célula de defesa), fazendo com que eles aumentem de tamanho e fiquem doloridos. É por isso que a maioria das ínguas está relacionada às infecções ou lesões.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é preciso saber sobre a ligação entre linfonodos na mama e câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, inflamações e infecções não são as únicas causas para alterações dos linfonodos, inclusive da região axilar. Essa região do corpo conta com um número que varia entre 20 e 30 linfonodos. Eles são responsáveis pela defesa do organismo e a drenagem da linfa, conforme já mencionado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tal configuração, a <strong>presença de um tumor na mama pode alterar os linfonodos</strong>. Isso se dá, justamente, pela infiltração de células cancerígenas neles, que tendem a ficar endurecidos. Com isso, também podem se formar caroços na axila, embora tal quadro não costume gerar dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disseminação das células do câncer de mama ocorre pela corrente sanguínea ou pelo sistema linfático. A presença ou não de células cancerígenas nos linfonodos axilares ajuda na definição do estadiamento e grau de evolução dos tumores. <strong>Portanto, isso explica a relevância clínica da avaliação dos linfonodos nos diagnósticos de câncer de mama.</strong> Além disso, tal informação orientará o cirurgião sobre o tipo de tratamento apropriado e o prognóstico de cada caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se houver suspeita de presença de células cancerígenas nos linfonodos, o médico pode solicitar alguns exames para confirmar tal acometimento. Entre os métodos mais comuns para isso estão a punção com agulha fina (PAAF) ou a core biópsia (biópsia com agulha grossa). Contudo, a biópsia nem sempre é necessária. Um exame do tipo é solicitado apenas em casos de dúvida diagnóstica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é um linfonodo sentinela?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra técnica relevante para estabelecer a condição dos linfonodos da mama diante de um quadro de câncer de mama se dá por meio dos chamados linfonodos sentinelas. <strong>Tal intervenção pode ser conduzida em diversos estágios. De todo modo, em geral ela costuma ser feita em tumores em estágios iniciais ou após quimioterapia neoadjuvante (ou seja, feita antes da remoção do tumor por meio de cirurgia).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, é realizado um procedimento chamado de linfocintilografia<strong>. Por meio dela, o cirurgião insere um marcador (um corante azul ou uma solução radioativa apropriada) perto do tumor. Com isso, os linfonodos da região da mama drenarão o conteúdo, marcando o chamado linfonodo sentinela.</strong> Ele recebe esse nome em razão da sua posição, que faz com que ele seja o primeiro a receber o conteúdo drenado da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Posteriormente, os linfonodos identificados são removidos por meio de uma cirurgia. Normalmente isso é feito junto com a cirurgia de remoção do tumor. Logo após, os linfonodos retirados são encaminhados para análise do médico patologista. Ele indicará se os linfonodos axilares foram atingidos pelas células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A biópsia do linfonodo sentinela é um procedimento simples que usualmente não traz sequelas. Porém em alguns casos muito raros, tal conduta pode causar algumas complicações como alergia ao marcador, dor crônica na região axilar, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/seroma-apos-cirurgia/"><u>seromas</u></a> e linfedemas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Em que situações a paciente precisa remover os linfonodos na mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os linfonodos na mama podem ser removidos por meio de uma linfadenectomia axilar (também conhecida como dissecção ou esvaziamento axilar). <strong>Ela é feita quando já existem células cancerígenas nos linfonodos, mediante confirmação por exame.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os linfonodos podem estar comprometidos em diferentes níveis, em uma escala que vai do nível I ao III. A maioria dos casos submetidos a linfadenectomia precisará da ressecção do nível I e II. São retirados cerca de 10 a 20 gânglios da região axilar. Todavia, esse número varia. Ele depende da anatomia de cada paciente e da técnica cirúrgica do profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia é realizada sob anestesia geral e pode acontecer simultaneamente à cirurgia da mama. Um dreno cirúrgico é colocado para melhor recuperação e coleta de secreções que possam interferir no processo de cicatrização. Ele permanece na região axilar até drenar pelo menos uma quantidade inferior a 50ml em 24 horas.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/exercicio-apos-cirurgia-de-cancer-de-mama/">Exercício após cirurgia de câncer de mama melhora a mobilidade do braço e do ombro</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais são os cuidados pós-operatório e os riscos de uma linfadenectomia axilar?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, a paciente recebe alta um dia após a cirurgia, porém esse tempo também pode variar. Após a alta hospitalar são<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u> fornecidas algumas orientações. </u></a>Entre elas estão:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Prescrição de antibióticos para prevenir infecção e medicamentos para aliviar a dor;</li><li>Instruções sobre cuidados com a ferida da cirurgia;</li><li>Orientações para o manejo e esvaziamento correto do dreno;</li><li>Conselhos sobre a quantidade e os<a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/treatment/surgery-for-breast-cancer/exercises-after-breast-cancer-surgery.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> tipos de atividade indicadas após a cirurgia</u></a> (a recomendação geral é garantir a movimentação precoce dos membros, inclusive do lado operado, mas evitar carregar pesos excessivos durante as primeiras semanas pós-cirurgia);</li><li>Data e horário para seu retorno em consulta de acompanhamento;</li><li>Informações sobre quais sinais e sintomas de alarme para retorno precoce.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas sequelas podem se desenvolver após alguns dias, meses ou anos após o procedimento. Entre as mais frequentes estão episódios de infecção, seromas ou sangramento na região operada. Além disso, pode haver:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Ressecção de nervos cutâneos durante a cirurgia, gerando perda sensibilidade e dormência na parte medial ou interior do braço ou axila. Na maioria das vezes, tal problema melhora após alguns meses;</li><li>Limitação na amplitude na movimentação do braço;</li><li>Linfedema. Essa é a sequela mais temida e pode acontecer entre 20% das mulheres submetidas ao esvaziamento axilar e ou a radioterapia, principalmente em mulheres obesas.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a <strong>linfadenectomia é um recurso importante. Com a cirurgia, é possível determinar quantos deles foram atingidos pelas células tumorais.</strong> Com a complementação dos tratamentos posteriores (como a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"><u>radioterapia </u></a>e/ou a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/">quimioterapia</a>), tal forma de intervenção também reduz a chance de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e conheça agora mais alguns dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>cuidados essenciais após um procedimento cirúrgico para remoção de um tumor nas mamas.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/">O que são os linfonodos na mama e qual a relação deles com o câncer nessa parte do corpo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tipos-de-cancer-de-mama-conheca</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[aréola]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[carcinoma]]></category>
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		<category><![CDATA[tumor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Uma forma de conscientizar e incentivar o diagnóstico precoce do câncer de mama é falar sobre o assunto. Ainda há muitas informações acerca do tema que precisam ser de conhecimento das mulheres e da sociedade como um todo. Você sabia, por exemplo, que existem diversos tipos de câncer de mama? No momento do diagnóstico, eles podem ser classificados pelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma forma de conscientizar e incentivar o diagnóstico precoce do câncer de mama é falar sobre o assunto. Ainda há muitas informações acerca do tema que precisam ser de conhecimento das mulheres e da sociedade como um todo. Você sabia, por exemplo, que existem diversos <strong>tipos de câncer de mama? </strong>No momento do diagnóstico, eles podem ser classificados pelo tipo celular (histologia), molecular e conforme o seu tamanho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então,além da classificação histológica que vamos revisar neste artigo, existe uma classificação molecular que determina o tipo de tratamento ao qual o tumor será submetido com terapia alvo. Já a avaliação da gravidade de um tumor não depende só de um fator, e sim do conjunto de dados obtidos no momento do diagnóstico.<br />Assim como os outros tipos de câncer, o <strong>câncer de mama</strong> é o resultante de uma disfunção celular que faz determinadas células do nosso corpo crescerem e se multiplicarem desordenadamente, formando um <strong>tumor com características diversas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do câncer de mama, é uma <strong>p</strong><strong>roliferação desordenada das células mamárias</strong>, ductos ou lóbulos principalmente. São justamente as diferentes características do tumor que distinguem os tipos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os especialistas da <a href="https://www.iarc.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC</u></a>), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o câncer mais comumente diagnosticado no mundo. No entanto, quando diagnosticado e tratado na fase inicial da doença, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)</u></a>, o <strong>rastreamento mamográfico </strong>atualmente é o melhor método para detectar tumores precoces e reduzir a mortalidade por câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre os diferentes tipos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"> Cirurgia para câncer de mama: quais as opções de tratamento cirúrgico?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipos de câncer de mama mais frequentes e suas características</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que apesar de raro, o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-em-homens/">câncer de mama também acomete homens</a>, de acordo com o <a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (INCA)</u></a>, os casos de<strong> câncer de mama em homens</strong> no Brasil representam apenas 1% do total de ocorrências da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a seguir os tipos de câncer de mama mais frequentes e suas principais características:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carcinoma ductal in situ (estágio 0)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer de mama é <strong>considerado o mais inicial,</strong> não tendo capacidade de desenvolver metástases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “ductal” significa que o câncer teve início dentro dos ductos de leite, já “in situ” refere-se ao seu local original ou a estar situado dentro do ducto. O carcinoma ductal in situ é considerado não invasivo uma vez que não se espalha para fora do ducto lácteo, ou seja, não invade outros <strong>tecidos mamários</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença de Paget do mamilo &#8211; lesão in situ do mamilo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer é uma forma rara de câncer de mama, na qual as <strong>células cancerígenas </strong>se acumulam dentro ou ao redor do mamilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente afeta primeiro os <strong>ductos do mamilo</strong> e a <strong>aréola</strong>, o círculo mais escuro da pele que circunda o mamilo, e posteriormente se espalha para a superfície.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mamilo e a aréola normalmente ficam escamosos, avermelhados, com comichão e irritados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental saber reconhecer esses sintomas, uma vez que as pacientes que possuem a <strong>Doença de Paget</strong> podem estar com alguma lesão invasiva, câncer ductal in situ ou câncer invasivo, em outro lugar do seio. As alterações atípicas no mamilo e na aréola são frequentemente a primeira indicação da existência desta <strong>lesão</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carcinomas invasivos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os tipos mais comuns de câncer de mama invasivos, ou seja, que as células cancerígenas saíram do ducto ou l<strong>óbulo mamário,</strong> com capacidade de gerar <strong>metástases </strong>ou se espalhar pelo corpo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ductal invasivo: 76% dos casos;</li>
<li>Lobular invasivo: 8% dos casos;</li>
<li>Misto (ductal/lobular): 7% dos casos;</li>
<li>Mucinoso: 2,4% dos casos;</li>
<li>Tubular: 1,5% dos casos</li>
<li>Medular: 1,2% casos;</li>
<li>Papilar: apenas 1% dos casos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre os tipos mais frequentes de carcinomas invasivos:</p>



<h4 class="wp-block-heading">Carcinoma ductal invasivo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O carcinoma ductal invasivo ou carcinoma ductal infiltrante é o tipo mais comum de câncer de mama na forma invasiva. Tendo origem nos dutos de leite, este tipo de câncer de mama espalha-se pelos tecidos mamários ao redor. Com o tempo, o câncer de mama do tipo carcinoma ductal invasivo também pode se espalhar para os<strong> linfonodos</strong> e até para outras áreas do corpo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Carcinoma lobular invasivo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecido como <strong>carcinoma lobular infiltrativo</strong>, é o segundo tipo mais comum de câncer, depois apenas do carcinoma ductal invasivo. Lobular significa que o câncer começou nos lóbulos produtores de leite e transferiu seu conteúdo nos dutos que transportam o leite para o mamilo. Com o tempo, um carcinoma lobular invasivo pode se espalhar para os <strong>gânglios linfáticos</strong> e possivelmente para outras áreas do corpo. Embora ele possa afetar mulheres de qualquer idade, é mais comum em mulheres com idade mais avançada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Câncer de mama inflamatório</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer normalmente tem início com vermelhidão, inchaço e inflamação da mama, ao invés de nódulo. É uma forma rara e a mais agressiva de câncer, que se multiplica e espalha rapidamente. É essencial reconhecer os sintomas e procurar tratamento imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que tanto mulheres, como homens, ao identificar alguns dos sintomas descritos nestes diferentes tipos de câncer, procure um <strong>mastologista</strong> de sua confiança. Busque sempre também realizar os <strong>exames de rotina e rastreamento </strong>de acordo com as orientações médicas.</p>



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		<title>Cirurgia para câncer de mama: quais as opções de tratamento cirúrgico?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jun 2022 12:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[âncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia mamária]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[drenagem linfática da mama.]]></category>
		<category><![CDATA[exames de rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[glândula mamária]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[remoção cirúrgica do tumor]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[tumor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O diagnóstico do câncer, assim como a indicação médica para realização de cirurgia para câncer de mama, pode ser um momento de grande apreensão, dúvidas e inseguranças para as pacientes acometidas pela doença. Contudo, a remoção cirúrgica do tumor é uma parte preponderante no tratamento do câncer de mama. A cirurgia pode ser realizada sozinha ou em conjunto com outras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <strong>diagnóstico</strong> do câncer, assim como a indicação médica para realização de <strong>cirurgia para câncer de mama,</strong> pode ser um momento de grande apreensão, dúvidas e inseguranças para as pacientes acometidas pela doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a <strong>remoção cirúrgica do tumor</strong> é uma parte preponderante no <strong>tratamento do câncer de mama</strong>. A cirurgia pode ser realizada sozinha ou em conjunto com outras abordagens terapêuticas, como <strong>quimioterapia</strong>, <strong>hormonioterapia</strong>, <strong>terapia-alvo e radioterapia</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o<a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer (INCA)</u></a>, em nosso país o câncer de mama é também o tipo de câncer mais incidente em mulheres de todas as regiões, após o câncer de pele não melanoma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estimativas do INCA apontam que só no ano de 2022 ocorrerão 66.280 casos novos da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como nos lembra a<a href="https://sbco.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Sociedade de Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO)</u></a>, nas últimas décadas, o avanço da Ciência tem permitido o desenvolvimento de <strong>técnicas cirúrgicas </strong>capazes de tratar a doença de modo mais individualizado e menos traumático para a paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<strong> diagnóstico precoce do câncer de mama</strong>, por meio dos <strong>exames de rastreament</strong>o, também tem colaborado para o aumento do percentual de casos de cura da doença. Assim, para buscar esclarecer as principais dúvidas das pacientes já diagnosticadas, e aumentar o conhecimento da sociedade de modo geral sobre a doença, ao longo deste artigo vamos tratar sobre os <strong>principais tipos de cirurgia para o câncer de mama</strong>.</p>



<p id="leiamais">Leia também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/"> Como ficam as cicatrizes da mama após cirurgia do câncer?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Conheça cada tipo de cirurgia para câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe ressaltar que as características biológicas e as condições gerais de saúde apresentadas por cada paciente, assim como o estágio que a doença se encontra, são fatores essenciais a serem analisados pelo médico <strong>mastologista</strong> para determinar qual o <strong>tratamento do câncer de mama</strong> mais indicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conheça a seguir os principais tipos de cirurgia para o câncer de mama:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mastectomia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento cirúrgico consiste na r<strong>etirada total da mama</strong>, com pele, aréola e mamilo. É indicada em tumores extensos ou com diversos focos, não sendo a <strong>cirurgia conservadora de mama</strong> uma opção estética e oncologicamente segura. Também é indicada nos seguintes casos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Alteração inflamatória importante e/ou com acometimento de pele difuso pelo câncer;</li><li>Carcinoma inflamatório da mama;</li><li>Proporção tamanho do tumor versus o tamanho da mama não mostra um bom resultado estético;</li><li>Microcalcificações extensas e difusas na mama acometida pelo câncer de mama.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<h3 class="wp-block-heading">Adenectomia &#8211; mastectomia com preservação de pele</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de cirurgia trata-se de uma mastectomia com ressecção de toda a<strong> glândula mamária</strong>, mas com preservação da pele ou pele, mamilo e papila. Em seguida ao procedimento, é realizada a <strong>reconstrução mamária</strong>, geralmente com o uso de próteses mamárias retro musculares ou subcutâneas, em alguns casos podem ser usados retalhos miocutâneos, como são o músculo grande dorsal e músculo reto abdominal.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quatrantectomia ou cirurgia conservadora</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>ressecção segmentar</strong> ou cirurgia com conservação da mama é o tratamento ideal para a maioria dos casos de câncer de mama. Desde que se possa manter um resultado estético satisfatório, esta deve ser sempre a primeira opção no tratamento cirúrgico do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este procedimento cirúrgico possui os mesmos benefícios que uma mastectomia, atualmente complementa-se esta cirurgia com a <strong>radioterapia</strong>, de forma a reduzir o <strong>risco de recidiva</strong> local da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tem indicação para tumores mamários em que a proporção entre o tamanho do tumor e o tamanho da mama permita que se retire o tumor, com pequena margem de segurança sem que haja deformidade. Idealmente tumores menores que 5 cm.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tumores maiores e em pacientes sabidamente candidatas à <strong>quimioterapia</strong>, pode-se utilizar a estratégia de administrar a quimioterapia neoadjuvante (antes da cirurgia) para redução do tumor e depois proceder com a operação. Isto permite, nos casos selecionados, ampliar a indicação da cirurgia conservadora.<br></p>



<h3 class="wp-block-heading">Cirurgia axilar ou dissecção dos linfonodos axilares</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação dos <strong>linfonodos axilares</strong> deve ser realizada rotineiramente em casos de tumor invasivo mamário, uma vez que a mama apresenta drenagem linfática para os linfonodos da axila principalmente.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Biopsia de linfonodo sentinela</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Consiste na ressecção de uma ou algumas <strong>ínguas da axila</strong>, ou seja, a identificação do primeiro linfonodo da região axilar que recebe a <strong>drenagem linfática da mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser realizada através da injeção de um corante azul no momento da cirurgia ou por meio da injeção de uma substância radioativa (Tecnécio 99) injetada algumas horas antes do procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É indicada em pacientes com câncer de mama sem acometimento axilar da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Esvaziamento axilar</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecido como linfadenectomia axilar ou esvaziamento axilar, ou ainda linfadenectomia, este procedimento consiste em retirar os linfonodos (ínguas) presentes na região axilar. Normalmente são retiradas cerca de 10 a 20 gânglios, porém este número pode variar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A indicação de linfadenectomia axilar é a presença de <strong>linfonodos </strong>clinicamente comprometidos no momento da cirurgia. Geralmente estes casos são submetidos à quimioterapia antes da cirurgia, mas nem sempre os linfonodos regridem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Mastectomia para câncer de mama no homem</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A mastectomia é usualmente a cirurgia realizada em <strong>homens com câncer de mama</strong>, pois o homem apresenta pouco <strong>tecido mamário</strong> para realizar uma cirurgia conservadora. O tratamento segue os mesmos protocolos do câncer de mama feminino.</p>



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