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	<title>Arquivos mastologia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos mastologia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Mastectomia com reconstrução: as diferenças entre a escolha por próteses ou tecido da própria paciente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Oct 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução autóloga]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução com próteses]]></category>
		<category><![CDATA[silicone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mastectomia com reconstrução é uma combinação de intervenções relevantes em diferentes contextos do tratamento ou da prevenção do câncer de mama. Em tais circunstâncias, surge uma dúvida recorrente no consultório: é melhor optar por uma prótese ou pelo tecido da própria paciente para recompor a aparência da mama? Nenhuma dessas opções é automaticamente melhor do que a outra. Recuperação, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastectomia-com-reconstrucao-protese-tecido-autologo/">Mastectomia com reconstrução: as diferenças entre a escolha por próteses ou tecido da própria paciente</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A mastectomia com reconstrução é uma combinação de intervenções relevantes em diferentes contextos do tratamento ou da prevenção do câncer de mama. Em tais circunstâncias, surge uma dúvida recorrente no consultório: <strong>é melhor optar por uma prótese ou pelo tecido da própria paciente para recompor a aparência da mama?</strong></p>
<p><strong>Nenhuma dessas opções é automaticamente melhor do que a outra.</strong> Recuperação, resultado esperado, necessidade de radioterapia, características do corpo e cirurgias anteriores são alguns dos pontos que entram nessa decisão. Por isso, vale a pena compreender o que muda entre as alternativas.</p>
<h2>A necessidade de mastectomia e a possibilidade de reconstrução da mama</h2>
<p>Em resumo, a <strong>mastectomia é a retirada cirúrgica de toda a glândula mamária</strong>, indicada em casos de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-conservadora-oncoplastia-mastectomia/">câncer de mama</a>, tumores extensos ou como medida preventiva em pacientes com alto risco genético, como quem apresenta <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/">mutações nos genes BRCA.</a></p>
<p>Sempre que possível, <strong>as equipes de mastologia e cirurgia plástica planejam a mastectomia com reconstrução em conjunto</strong>. Isso permite, em muitos casos, reconstruir a mama na mesma cirurgia em que o tecido doente é retirado.</p>
<p>Esse procedimento é chamado de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-imediata-ou-tardia/">reconstrução imediata</a> e também pode ser realizado posteriormente, depois da recuperação e da conclusão de outras etapas do tratamento.</p>
<p>Existem, de forma geral, dois caminhos principais para reconstruir a mama: o uso de próteses de silicone ou o uso de tecido da própria paciente, também chamado de reconstrução autóloga. Eventualmente, também é possível combinar as duas técnicas, dependendo do caso.</p>
<p>Cabe ressaltar que reconstruir a mama não significa reproduzir exatamente a mama original. Sensibilidade, cicatrizes, formato e consistência podem mudar. O objetivo é reconstituir um contorno mamário de maneira segura e compatível com as expectativas e as condições clínicas de cada mulher.</p>
<p>Essa <strong>intervenção tem papel importante não apenas estético, mas também emocional:</strong> ela contribui para a recuperação da autoimagem e da qualidade de vida após o tratamento.</p>
<p>Para orientação personalizada sobre a saúde das suas mamas, agende uma consulta com a Dra. Brenda Delgado! <a target="_blank" href="https://wa.me/5511970988899">Clique aqui para entrar em contato</a> ou acesse o ícone do WhatsApp disponível nesta página.</p>
<h2>Casos em que o uso das próteses faz sentido</h2>
<p>Na reconstrução com implantes, uma <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/riscos-das-proteses-mamarias-de-silicone/">próteses de silicone ou de solução salina </a>é usada para formar o volume mamário. Em algumas pacientes, o implante definitivo pode ser colocado durante a própria mastectomia. Em outras, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/">utiliza-se primeiro um expansor</a>, que distende gradualmente a pele antes da colocação da prótese definitiva. Entre as vantagens dessa técnica, estão:</p>
<ul>
<li><strong>recuperação mais rápida: </strong>por não envolver a retirada de tecido de outra área do corpo, a cirurgia costuma ter menor tempo operatório e recuperação mais curta;</li>
<li><strong>menor número de cicatrizes:</strong> toda a intervenção se concentra na região da mama;</li>
<li><strong>ausência de área doadora</strong>: não há necessidade de retirar pele, gordura ou músculo de outra parte do corpo.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, <strong>a paciente deve considerar que a prótese é um dispositivo artificial que exige acompanhamento. </strong>Ao longo dos anos, podem surgir problemas como contratura capsular, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/ruptura-da-protese-mamaria/">ruptura</a>, deslocamento, ondulações visíveis do implante ou infecção. Algumas pacientes precisam de novas intervenções para trocar ou retirar a prótese.</p>
<p>Embora a reconstrução com prótese possa proporcionar resultados bastante satisfatórios, ela geralmente deixa a mama mais firme e acompanha de forma menos natural as mudanças de peso e o envelhecimento do que a reconstrução com tecido autólogo.</p>
<p>A <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">radioterapia</a> também merece atenção. Ela pode alterar a qualidade dos tecidos e interferir no planejamento da reconstrução. Isso não significa que o implante seja sempre contraindicado quando há necessidade de radiação, mas a possibilidade de complicações torna a avaliação conjunta entre mastologista, oncologista, radioterapeuta e cirurgião plástico especialmente importante.</p>
<p class="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/contratura-capsular/">O que é uma contratura capsular e saiba quando ela exige a retirada das próteses?</a></p>
<h2>Situações em que o uso de tecido próprio pode ser uma opção</h2>
<p>A reconstrução autóloga, também chamada de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/">reconstrução com retalhos</a>, utiliza pele, gordura e, em alguns casos, músculo da própria paciente. Esses tecidos são geralmente retirados do abdômen, das costas ou da região interna da coxa.</p>
<p>O <strong>tecido é transferido para reconstruir o volume e o contorno da mama</strong>. Entre as vantagens dessa abordagem, destacam-se:</p>
<ul>
<li><strong>resultado mais natural: </strong>por ser tecido vivo da própria paciente, ele tende a acompanhar as mudanças naturais do corpo ao longo do tempo, como variações de peso;</li>
<li><strong>maior durabilidade: </strong>como não se trata de um material sintético, não há necessidade de trocas periódicas;</li>
<li><strong>melhor resposta à radioterapia: </strong>o tecido próprio tende a se adaptar melhor a áreas previamente irradiadas, com menor taxa de complicações a longo prazo.</li>
</ul>
<p>Pesquisas que avaliam resultados relatados pelas próprias pacientes frequentemente encontram bons índices de satisfação.</p>
<p>Um estudo do periódico <a target="_blank" href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2685263#google_vignette">JAMA Surgery, </a>por exemplo, <strong>identificou níveis mais elevados de satisfação com as mamas entre pacientes submetidas à reconstrução autóloga dois anos após o procedimento</strong>, em comparação à reconstrução com implantes.</p>
<p>Em contrapartida, trata-se de uma cirurgia mais complexa. A operação e a internação costumam durar mais tempo, e o processo de recuperação envolve tanto a mama quanto a região de onde o tecido foi retirado.</p>
<p>Existem ainda riscos específicos, como problemas de cicatrização, desconforto ou fraqueza no local doador e, mais raramente, comprometimento da circulação sanguínea que mantém o retalho vivo.</p>
<p>Por fim, nem toda paciente dispõe de tecido suficiente ou apresenta condições adequadas para essas técnicas. Cirurgias anteriores, anatomia dos vasos sanguíneos, tabagismo, obesidade, diabetes e o estado geral de saúde podem interferir na indicação.</p>
<h2>O que deve ser levado em conta nessa decisão</h2>
<p>Uma pesquisa publicada no periódico <em><a target="_blank" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00268-022-06677-9">World Journal of Surgery</a></em> identificou <strong>níveis elevados de satisfação após diferentes formas de reconstrução</strong> e <strong>reforçou que a paciente e o cirurgião podem escolher, em conjunto, o método mais adequado para cada caso.</strong></p>
<p>Ou seja: ao definir <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/">como será feita uma mastectomia </a>com reconstrução, a paciente e o cirurgião devem comparar as vantagens e as limitações de cada técnica, em vez de simplesmente escolher qual delas é &#8220;melhor&#8221;.</p>
<p>Para algumas mulheres, uma cirurgia inicial menos extensa e uma recuperação mais rápida pesam a favor dos implantes. Para outras, a naturalidade do resultado e a possibilidade de evitar uma prótese justificam uma operação mais longa. Devem entrar nessa equação também:</p>
<ul>
<li><strong>necessidade de radioterapia</strong>: pacientes que precisarão irradiar a região podem ter melhores resultados com tecido próprio;</li>
<li><strong>biotipo e volume corporal:</strong> a quantidade de tecido disponível em áreas doadoras pode viabilizar ou não a reconstrução autóloga;</li>
<li><strong>tempo de recuperação disponível:</strong> a rotina pessoal e profissional pode pesar na escolha entre uma cirurgia mais rápida ou mais extensa;</li>
<li><strong>expectativas estéticas e de sensibilidade: </strong>conversar abertamente sobre naturalidade, durabilidade e aparência esperada ajuda a alinhar expectativas;</li>
<li><strong>condições clínicas gerais:</strong> comorbidades e histórico cirúrgico também influenciam a definição da abordagem mais segura.</li>
</ul>
<p>Por isso, a <strong>decisão sobre a técnica da mastectomia com reconstrução deve ser sempre individualizada </strong>e tomada em conjunto com o mastologista, o cirurgião plástico e os demais profissionais envolvidos.</p>
<p>Entender as opções disponíveis, tirar dúvidas e considerar o próprio momento de vida são passos fundamentais para uma escolha que traga segurança e bem-estar a longo prazo.</p>
<p>Quer saber mais sobre <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-e-reconstrucao-mamaria/">como o tratamento com radiação interfere na técnica para recompor a aparência das mamas</a>? Leia esse conteúdo já publicado por aqui!</p>
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		<title>Entenda quando a retirada da cápsula no explante é realmente necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[capsulectomia]]></category>
		<category><![CDATA[contratura capsular]]></category>
		<category><![CDATA[explante mamário]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[retirada de implante]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ao decidir pelo explante, muitas pacientes chegam ao consultório com uma dúvida específica: além do implante, é preciso remover também a cápsula que se formou ao seu redor? A resposta depende de fatores clínicos individuais, como o estado da cápsula, o motivo da retirada da prótese e o histórico cirúrgico de cada mulher. Esse é um dos pontos que mais [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Ao decidir pelo explante, muitas pacientes chegam ao consultório com uma dúvida específica: além do implante, é preciso remover também a cápsula que se formou ao seu redor? A resposta depende de fatores clínicos individuais, como o estado da cápsula, o motivo da retirada da prótese e o histórico cirúrgico de cada mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é um dos pontos que mais gera confusão no processo de explante, sobretudo diante da ideia, cada vez mais difundida, de que remover tudo é sempre a opção mais segura. Neste conteúdo, vamos abordar os detalhes sobre os diferentes tipos de capsulectomia e, principalmente, quando essa etapa realmente se justifica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a cápsula que se forma ao redor do implante?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Toda vez que se insere um implante de silicone no corpo, o organismo reage produzindo uma camada de tecido fibroso ao seu redor. Essa é a chamada cápsula periprotética, uma resposta natural do sistema imunológico à presença de um corpo estranho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em condições normais, a cápsula é fina, elástica e não causa sintomas. Ela apenas envolve o implante, ajudando a mantê-lo posicionado. O problema surge quando esse tecido se torna espesso, endurecido ou contraído, alterando a forma da mama e, em alguns casos, causando dor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também vale destacar que a cápsula pode acumular alterações inflamatórias, calcificações ou, mais raramente, lesões associadas a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama/">linfomas que, em sua maioria, estão relacionados a implantes texturizados.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a diferença entre explante simples e a capsulectomia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O explante simples consiste apenas na remoção do implante, mantendo a cápsula intacta no local. Já a capsulectomia envolve a retirada, total ou parcial, desse tecido fibroso que se formou ao <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-proteses-mamarias/">redor da prótese.</a> Na prática, isso significa que nem toda retirada de implante inclui a remoção da cápsula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, quando a cápsula está saudável, fina e sem sinais de alteração, muitos cirurgiões optam por preservá-la, já que sua retirada implica uma dissecção mais extensa, maior tempo cirúrgico e, consequentemente, maior risco de sangramento e de complicações na cicatrização.</p>



<p class="leia wp-block-paragraph"><em>Leia também:</em> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/">Silicone pode causar câncer de mama? O que se sabe sobre o assunto?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito cada tipo de capsulectomia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o cirurgião indica a retirada da cápsula, ele pode realizá-la de diferentes formas, cada uma com uma finalidade específica. O <a target="_blank" href="https://www.plasticsurgery.org/news/press-releases/breast-surgery-collaborative-community-issues-consensus-statement-on-breast-implant-capsulectomy-definitions-and-management">Consenso da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos e da Sociedade Americana de Cirurgia Plástica Estética</a> define a existência de quatro tipos de procedimento do gênero:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>capsulectomia parcial: remove-se apenas uma porção da cápsula, geralmente a área mais espessa ou alterada. O restante do tecido tende a ser reabsorvido pelo organismo ao longo do tempo;</li>



<li>capsulectomia total: toda a cápsula é removida, ainda que em fragmentos ou em uma única porção de tecido;</li>



<li>capsulectomia total intacta: é a remoção completa do implante mamário e da cápsula de tecido cicatricial como uma unidade única e fechada, minimizando a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">contaminação dos tecidos pelo silicone</a>;</li>



<li>capsulectomia <em>en bloc</em>: o implante e a cápsula são retirados juntos, como uma unidade única, sem que a prótese seja aberta durante o procedimento, mas com uma margem de tecido saudável.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quando normalmente o médico indica a retirada da cápsula?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, a capsulectomia costuma ser considerada nos seguintes cenários:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>contratura capsular de graus mais avançados, quando a cápsula está endurecida e alterando visivelmente a forma da mama;</li>



<li>ruptura do implante, principalmente de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">próteses de silicone</a>, para reduzir o risco de extravasamento do material para o tecido adjacente;</li>



<li>suspeita de alterações na cápsula, incluindo espessamentos atípicos ou achados de imagem que justifiquem investigação, com envio de material para análise anatomopatológica;</li>



<li>implantes texturizados com sintomas ou diagnóstico confirmado de BIA-ALCL, situação em que a capsulectomia en bloc é formalmente recomendada.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão publicada em 2020 na revista <a target="_blank" href="https://journals.lww.com/annalsplasticsurgery/fulltext/2020/12000/evaluating_the_necessity_of_capsulectomy_in_cases.30.aspx">Annals of Plastic Surgery,</a> que analisou 57 estudos sobre o tema, reforça esse raciocínio: a capsulectomia costuma ser indicada para contratura capsular sintomática, mas diversos autores recomendam deixar tecido capsular fino no lugar quando não há sintomas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A remoção <em>en bloc,</em> segundo os autores, tende a ser indicada apenas em casos de BIA-ALCL <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-associado-a-implantes/">(Linfoma Anaplásico de Grandes Células Associado a Implante Mamário</a>), sem evidências que justifiquem a abordagem como medida preventiva em pacientes assintomáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora desses contextos, a preservação da cápsula pode ser perfeitamente segura, especialmente quando a paciente não apresenta sintomas e o tecido se mostra saudável ao exame.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A contratura capsular muda o planejamento do procedimento cirúrgico?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de contratura capsular altera diretamente a estratégia cirúrgica porque o tecido endurecido pode estar aderido à musculatura ou à parede torácica, exigindo uma dissecção mais cuidadosa para reduzir riscos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o grau da contratura orienta a extensão da capsulectomia. O cirurgião pode abordar quadros mais leves com a retirada parcial da cápsula, enquanto precisa remover todo o tecido nos casos mais avançados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, a equipe deve avaliar a paciente antes da cirurgia, muitas vezes com apoio de exames de imagem, para definir a conduta mais adequada antes mesmo de ela entrar no centro cirúrgico.</p>



<p id="cta"><strong>Se você quer garantir a melhor avaliação e planejamento para sua cirurgia de remoção de implante mamário, agende uma consulta com a Dra. Brenda agora mesmo. Acesse o site e entre em contato: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/contato/">https://drabrendadelgado.com.br/contato/</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que mais cirurgia não significa mais segurança para a paciente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro se deparar com a noção de que remover a cápsula inteira, preferencialmente en bloc, seria sempre a opção mais segura no explante. Contudo, isso não encontra respaldo nas evidências disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos maiores equívocos nesse tema é acreditar que retirar tudo é sempre a opção mais segura, quando a conduta ideal é aquela que oferece o maior benefício com o menor risco possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento americano publicado em 2022 no <a target="_blank" href="https://academic.oup.com/asjopenforum/article/doi/10.1093/asjof/ojac025/6567459">Aesthetic Surgery Journal Open Forum</a>, que analisou mais de 2.200 capsulectomias registradas entre 2015 e 2018, identificou a contratura capsular e a ruptura do implante como as indicações mais comuns do procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo reforçou que, embora seguro na maioria dos casos, o procedimento carrega riscos próprios, como sangramento e necessidade de reoperação, proporcionais à extensão da dissecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão citada anteriormente vai na mesma direção. Ela sustenta que, para a grande maioria dos casos, a remoção completa e indiscriminada da cápsula não traz benefício comprovado adicional e pode, inclusive, aumentar riscos desnecessários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em síntese, o ponto principal é que o cirurgião deve considerar o estado real da cápsula, o motivo da remoção da prótese e o histórico da paciente ao decidir sobre a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/">retirada da cápsula no explante.</a> A conduta ideal não é a mais extensa, mas sim a mais adequada a cada circunstância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/explante-silicone-antes-e-depois/">confira também o que esperar do antes e depois da cirurgia de explante de silicone</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-da-capsula-no-explante/">Entenda quando a retirada da cápsula no explante é realmente necessária</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Mamoplastia redutora: como o procedimento pode trazer benefícios para a qualidade de vida?</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mamoplastia-redutora</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima da paciente]]></category>
		<category><![CDATA[hipertrofia mamária]]></category>
		<category><![CDATA[macromastia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-operatório]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para muitas mulheres, mamas muito volumosas não são apenas uma questão estética. Essa característica é capaz de interferir diretamente na rotina, no conforto físico e até na disposição para atividades simples do dia a dia. Nesses casos, a mamoplastia redutora costuma ser considerada um dos procedimentos com maior índice de satisfação entre as cirurgias plásticas. A Sociedade Americana de Cirurgiões [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora/">Mamoplastia redutora: como o procedimento pode trazer benefícios para a qualidade de vida?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Para muitas mulheres, mamas muito volumosas não são apenas uma questão estética. <strong>Essa característica é capaz de interferir diretamente na rotina, no conforto físico e até na disposição para atividades simples do dia a dia.</strong> Nesses casos, a mamoplastia redutora costuma ser considerada um dos procedimentos com maior índice de satisfação entre as cirurgias plásticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a target="_blank" href="https://www.plasticsurgery.org/reconstructive-procedures/breast-reduction">Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos</a> <strong>descreve a técnica como a remoção do excesso de pele, gordura e tecido glandular (aquele presente no interior mamário), com o objetivo de deixar a mama menor e mais proporcional ao corpo da paciente</strong>. Além do resultado visual, o procedimento é reconhecido por seu potencial de aliviar sintomas físicos e melhorar a qualidade de vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sinais de que as mamas estão afetando o bem-estar da mulher</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Macromastia ou hipertrofia mamária</strong> são os nomes técnicos dados a mamas excessivamente volumosas em relação ao corpo. Entre os sinais mais comuns que sugerem que vale a pena buscar uma avaliação especializada estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>dor na região cervical e nos ombros:</strong> o peso excessivo das mamas exige uma compensação postural constante, sobrecarregando o pescoço e a região superior das costas. Uma <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00586-019-06155-2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">publicação de 2019 do European Spine Journal</a> reforça que mulheres submetidas à mamoplastia redutora apresentaram melhora consistente da dor nas costas quando comparadas ao período pré-operatório;</li>



<li><strong>sulco na área das alças do sutiã:</strong> marcas persistentes nos ombros, causadas pela pressão necessária para sustentar o volume mamário;</li>



<li><strong>assaduras e irritações na pele:</strong> comuns no sulco inframamário, sobretudo em dias quentes ou de maior atividade física;</li>



<li><strong>dificuldade para encontrar roupas e sutiãs adequados</strong>: peças que não se ajustam bem ao corpo, limitando as opções do guarda-roupa;</li>



<li><strong>restrição para exercícios físicos:</strong> o desconforto e a instabilidade do volume mamário durante o movimento podem desestimular a prática esportiva;</li>



<li><strong>alterações no sono:</strong> dificuldade para encontrar uma posição confortável para dormir, especialmente de bruços ou de lado.</li>
</ul>



<p id="cta"><strong>Convive com esses sintomas e desconfia que eles sejam causados por mamas excessivamente grandes? Entre em contato e agende uma consulta com a Dra. Brenda. O caminho para isso está no site: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/contato/" target="_blank">https://drabrendadelgado.com.br/contato/</a></strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais mulheres costumam ser candidatas à mamoplastia redutora?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não existe um volume mamário mínimo que, isoladamente, defina a indicação cirúrgica.</strong> A decisão considera o conjunto de sintomas físicos, o impacto emocional e a saúde geral da paciente. Mulheres que costumam ser boas candidatas à mamoplastia redutora geralmente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>apresentam dores crônicas nos ombros ou nas costas relacionadas ao volume das mamas;</li>



<li>têm assaduras recorrentes no sulco mamário, mesmo com cuidados de higiene e pele;</li>



<li>sentem que o volume mamário limita a prática de atividades físicas ou o dia a dia;</li>



<li>já completaram o crescimento mamário e não estão amamentando no momento da cirurgia;</li>



<li>estão em boas condições clínicas gerais e não fumam, ou se comprometem a interromper o hábito antes do procedimento;</li>



<li>têm expectativas realistas sobre resultado, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cicatriz-em-l-oncoplastia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cicatrizes</a> e sensibilidade após a cirurgia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que, <strong>embora historicamente associada apenas a queixas físicas,</strong> a mamoplastia redutora também é indicada quando o volume mamário compromete a<a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/"> autoimagem e a autoestima, </a> ainda que não haja dor ou qualquer outro incômodo associado.</p>



<p class="leia wp-block-paragraph">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-aplicacao-de-enxerto-gordura-mamas/">Como funciona e quais os benefícios da aplicação de um enxerto de gordura nas mamas</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Fatores a serem considerados no planejamento da mamoplastia redutora</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O planejamento cirúrgico leva em conta diversos aspectos individuais. Alguns pontos merecem atenção especial na conversa entre médico e paciente, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>simetrização entre as mamas:</strong> como a maioria das mulheres já apresenta alguma diferença natural de volume ou formato entre os lados, o objetivo da cirurgia é o equilíbrio proporcional entre as mamas (mas não necessariamente uma simetria absoluta). Pequenas diferenças residuais são esperadas e fazem parte da variabilidade anatômica do corpo;</li>



<li><strong>localização e extensão das cicatrizes:</strong> o padrão de incisão (geralmente ao redor da aréola, verticalmente e no sulco mamário) varia conforme o volume a ser retirado e a técnica escolhida. As cicatrizes tendem a clarear e amadurecer ao longo dos primeiros meses após a intervenção;</li>



<li><strong>efeito de futuras variações de peso:</strong> ganho ou perda de peso relevante posterior pode alterar o volume e o contorno das mamas ao longo do tempo, assim como gestações futuras;</li>



<li><strong>formato e projeção esperados</strong>: o resultado final busca uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-levantar-as-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mama menor, mais firme e elevada</a>, com posicionamento mais alto do complexo aréolo-papilar;</li>



<li><strong>sensibilidade do </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastectomia-preservacao-mamilo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mamilo</a>: na maioria dos casos, a cirurgia preserva a irrigação sanguínea e os nervos da região. Mas, em reduções muito extensas, pode ser necessário reposicionar o complexo aréolo-papilar, o que eventualmente reduz a sensibilidade da região.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora os critérios acima entrem na equação, a avaliação é sempre individualizada, construída por meio do diálogo constante entre paciente e mastologista.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que se pode esperar da recuperação e dos resultados da cirurgia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A<a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/seroma-apos-cirurgia/"> recuperação da mamoplastia redutora </a>costuma envolver o uso de sutiã de compressão cirúrgico nas primeiras semanas, além de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/exercicio-apos-cirurgia-de-cancer-de-mama/">restrição temporária de esforços físicos</a> e de atividades que envolvam movimentos amplos dos braços. O inchaço inicial tende a diminuir progressivamente e a forma definitiva das mamas costuma se estabelecer ao longo de alguns meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como já destacado, os ganhos relatados vão além do aspecto visual.</strong> Estudo publicado no BMJ Open em 2020 mostrou que, em um grupo de 209 mulheres operadas, <a target="_blank" href="https://bmjopen.bmj.com/content/10/2/e031804">níveis de bem-estar equivalentes aos da população geral foram alcançados em até três meses.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa melhora se manteve por 12 meses, enquanto as 124 mulheres do grupo que não realizou a cirurgia continuaram com qualidade de vida baixa durante todo o período. <strong>O benefício foi notado independentemente do peso da paciente ou da quantidade de tecido removido.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, assim como em outras cirurgias das mamas, é importante lembrar que gestações, amamentação e o próprio processo de envelhecimento podem, com o tempo, alterar o resultado obtido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, isso reforça como o planejamento e o acompanhamento pós-operatório que consideram <strong>o momento de vida, os objetivos e as expectativas de cada paciente</strong>, seguem sendo fundamentais para que a mamoplastia redutora entregue não apenas um novo contorno para as mamas, mas também mais conforto e qualidade de vida no dia a dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quando a queixa feminina envolve mamas de tamanhos diferentes? <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/seios-tamanhos-diferentes/">Entenda melhor agora o que é a assimetria mamária</a>.</p>
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		<title>Entenda o que é uma contratura capsular e saiba quando ela exige a retirada das próteses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Jul 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[capsulectomia]]></category>
		<category><![CDATA[implante mamário]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[próteses mamárias]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A colocação de próteses de silicone mamárias, seja para fins estéticos ou como parte da reconstrução após uma mastectomia, é um dos procedimentos mais realizados na cirurgia plástica em todo o mundo. Mas, como qualquer intervenção, há riscos, e é possível que a paciente, em algum momento, seja alertada sobre a chance da chamada contratura capsular. Portanto, compreender o que [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A colocação de próteses de silicone mamárias, seja para fins estéticos ou como parte da reconstrução após uma mastectomia, é um dos procedimentos mais realizados na cirurgia plástica em todo o mundo. Mas, como qualquer intervenção, há riscos, e é possível que a paciente, em algum momento, seja alertada sobre a chance da chamada contratura capsular. Portanto, compreender o que acontece com o tecido ao redor do implante e saber reconhecer os sinais de alerta é fundamental para tomar decisões mais seguras e embasadas, garantindo a segurança da mulher no longo prazo.</p>
<h2>O que é uma contratura capsular e por que ela acontece?</h2>
<p>Ao ser inserida no organismo, qualquer prótese é reconhecida pelo sistema imune como um corpo estranho. Em resposta, o corpo forma ao redor do implante uma camada de tecido cicatricial chamada cápsula. Esse processo é natural, esperado e, na maioria das vezes, completamente assintomático: a cápsula que se forma costuma ser fina, maleável e discreta, cumprindo a função de estabilizar o implante no lugar. A contratura capsular acontece quando esse tecido cicatricial se espessa e endurece de forma excessiva, comprimindo a prótese. O resultado pode ser uma mama que se torna progressivamente mais firme, deformada e, em casos mais avançados, dolorosa.</p>
<p>O <a href="https://www.fda.gov/medical-devices/breast-implants/risks-and-complications-breast-implants" target="_blank" rel="noopener">FDA, órgão regulador norte-americano equivalente à brasileira Anvisa,</a> alerta que as contraturas capsulares estão entre as complicações mais comuns em próteses mamárias. Já a <a href="https://www.plasticsurgery.org/news/blog/what-is-capsular-contracture-and-how-can-it-be-treated" target="_blank" rel="noopener"><em>American Society of Plastic Surgeons</em></a> reconhece entre os fatores para o surgimento da alteração elementos como:</p>
<ul>
<li>a presença de bactérias ao redor do implante (o chamado biofilme);</li>
<li>sangramentos durante a cirurgia;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-proteses-mamarias/">o tipo e a textura</a> da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/">prótese utilizada</a>;</li>
<li>a predisposição individual de cada paciente (algo muitas vezes influenciado pela resposta imune do organismo de cada pessoa).</li>
</ul>
<p>Em mulheres que passaram pelo tratamento de um câncer de mama, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/" target="_blank" rel="noopener" data-wplink-edit="true">radioterapia é outro fator de risco relevante.</a> A razão para isso está no fato de que a radiação provoca alterações nos tecidos, o que faz com que a cápsula, que o corpo naturalmente forma ao redor do implante, fique espessa e rígida.</p>
<p class="leia"><em>Leia também:</em> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama/">Estudo mostra como linfomas em implantes de mama são mais frequentes em mulheres com mutação nos genes BRCA utilizando próteses texturizadas</a></p>
<h2>Quais são os possíveis sinais dessa complicação?</h2>
<p>Reconhecer os sinais precocemente faz diferença no resultado do tratamento. A contratura capsular pode se manifestar de formas bastante variadas, dependendo do grau de progressão. De qualquer maneira, vale ter atenção a sinais como:</p>
<ul>
<li>Endurecimento progressivo da mama;</li>
<li>Mudança no formato ou na posição do implante;</li>
<li>Desconforto ou dor na região mamária;</li>
<li>Mama com aparência arredondada ou esférica de forma incomum;</li>
<li>Sensação de pressão ou aperto.</li>
</ul>
<p>Tais sintomas podem surgir alguns meses após a cirurgia ou anos depois, e tendem a evoluir de forma gradual. Além disso, para facilitar a avaliação clínica, a medicina utiliza a classificação de Baker, que estratifica a contratura capsular em quatro graus:</p>
<ul>
<li><strong>Grau I</strong>, em que a mama está macia e com aparência natural, sem queixas. A cápsula é invisível e assintomática;</li>
<li><strong>Grau II</strong>, em que a mama se apresenta levemente mais firme à palpação, mas sem distorção visual aparente. A maioria das pacientes não tem dor;</li>
<li><strong>Grau III</strong>, no qual a mama está visivelmente alterada, ficando mais dura, com forma globular ou distorcida, e o implante pode ser palpável ou visualmente perceptível. Pode haver desconforto;</li>
<li><strong>Grau IV</strong>, em que, além de toda a deformidade do grau anterior, a mama é dolorosa ao toque, com dor que pode ser constante. O implante pode estar deslocado, frequentemente migrado para cima do tórax.</li>
</ul>
<p>Caso qualquer uma dessas mudanças seja percebida, é importante comunicar o cirurgião plástico responsável. O diagnóstico geralmente é feito por exame físico, podendo ser complementado por ultrassonografia ou ressonância magnética para avaliar a integridade do implante e a espessura da cápsula.</p>
<h2>Em que cenários a contratura capsular exige a retirada da prótese?</h2>
<p>Nem toda contratura capsular leva à <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/" target="_blank" rel="noopener">retirada do implante.</a> Nos graus I e II, o acompanhamento clínico costuma ser suficiente. A necessidade de intervenção cirúrgica passa a ser avaliada nos graus III e IV, quando a deformidade é visível, a dor está presente ou o bem-estar individual é afetado. De modo resumido, as opções cirúrgicas incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Capsulotomia aberta:</strong> são feitas incisões na cápsula para liberar a tensão ao redor do implante, sem necessariamente retirá-la por completo. Em alguns casos, o implante existente é trocado por um novo.</li>
<li><strong>Capsulectomia total:</strong> é a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/">remoção cirúrgica da cápsula junto com o implante,</a> em um único bloco, indicada apenas em casos específicos. Em seguida, pode ser colocada uma nova prótese ou a mama pode ser reconstruída por outros meios.</li>
</ul>
<p>Cabe reforçar que a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/explante-silicone-antes-e-depois/" target="_blank" rel="noopener">retirada definitiva das próteses</a> sem substituição é recomendada em certas situações. É o que acontece em casos de contratura grau IV, especialmente quando há dor intensa ou deslocamento significativo do implante.</p>
<p>Nesse contexto, dependendo das condições individuais, pode ser necessário procedimento complementar para remodelagem do tecido mamário, inclusive com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/" target="_blank" rel="noopener">fragmentos de outras partes do corpo</a>. Outra situação na qual pode indicar a retirada do implante é a ruptura associada à contratura. Nesses casos, a capsulectomia com troca ou remoção definitiva costuma ser o caminho recomendado.</p>
<p>Vale ressaltar que a decisão de retirar ou manter a prótese deve levar em conta o histórico completo da paciente, o grau de contratura capsular, o impacto na imagem corporal e os objetivos de reconstrução. Logo, o tratamento deve ser individualizado e discutido de forma transparente entre médico e paciente.</p>
<p>Já ouviu falar em linfoma anaplásico associado a implantes? Aproveite e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-associado-a-implantes/" target="_blank" rel="noopener">entenda melhor os riscos dessa condição</a></p>
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		<title>Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Jan 2026 20:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama? É nessas circunstâncias que as técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante. Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando se fala em tratamento cirúrgico do câncer de mama, <strong>muitas mulheres se deparam com uma preocupação legítima: como remover o tumor sem comprometer a aparência da mama</strong>? É nessas circunstâncias que as <strong>técnicas de cirurgia oncoplástica desempenham um papel relevante</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem torna possível combinar segurança no controle da doença e preservação do aspecto estético, o que faz dessa alternativa uma opção com boas perspectivas em muitos casos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é uma cirurgia oncoplástica no câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia oncoplástica <strong>c</strong><strong>ombina princípios da oncologia com técnicas de cirurgia plástica reconstrutiva.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo é remover o tecido mamário comprometido pelo câncer enquanto se preserva ou restaura a forma, o volume e a simetria das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como destaca um artigo publicado no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s12609-016-0212-9" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Current Breast Cancer Reports,</u></em></a> o termo engloba abordagens que &#8220;<strong>visam manter a qualidade de vida e uma aparência aceitável da mama, sem comprometer a eficácia oncológica</strong>&#8220;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que, diferentemente de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>mastectomia tradicional,</u></a> que remove toda a mama, ou da lumpectomia convencional, que pode deixar deformidades visíveis dependendo da quantidade de tecido retirado, a cirurgia oncoplástica permite incisões sem prejuízos ao caráter estético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, a realização da cirurgia oncoplástica depende de um conjunto de técnicas adaptadas às características individuais de cada paciente<strong>. Isso inclui o tamanho e a localização do tumor, o volume mamário e a necessidade de tratamentos complementares, como radioterapia, que também pode afetar a aparência da mama.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Em que situações a cirurgia oncológica é pertinente?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>cirurgia oncoplástica é especialmente indicada quando a remoção do tumor pode resultar em deformidades significativas</strong>. Algumas das situações mais comuns incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tumores-de-mama-benignos-de-grande-volume/"><u>tumores maiores</u></a> que exigem a retirada de uma quantidade considerável de tecido;</li>



<li>tumores localizados em áreas centrais ou superiores da mama, onde a remoção pode causar assimetrias evidentes ou alterações na posição do mamilo;</li>



<li>mulheres com mamas pequenas ou médias, nas quais até mesmo a remoção de uma porção moderada de tecido pode causar mudanças visíveis no formato;</li>



<li>casos em que há queixas preexistentes nas mamas, como flacidez excessiva, tamanho muito grande ou assimetria evidente;</li>



<li>situações em que a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante) reduz o câncer o suficiente para tornar a abordagem possível.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, a cirurgia oncoplástica tende a ser desaconselhada quando o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u> tumor se espalhou por vários pontos</u></a> ou há diagnóstico de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinoma inflamatório.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesses casos, torna-se mais difícil remover a lesão cancerígena de modo seguro sem impacto na forma da mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Por que a mama saudável também pode precisar ser operada?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é uma dúvida comum entre as pacientes. <strong>De modo geral, a resposta envolve a busca por uma simetria satisfatória no resultado. </strong>Quando o cirurgião realiza uma cirurgia oncoplástica em uma das mamas, ele pode alterar o volume, o formato ou a posição do mamilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para que ambas as mamas fiquem harmônicas<strong>, muitas vezes é recomendável realizar um procedimento de simetrização na mama contralateral</strong> (ou seja, aquela que não tem câncer). Para isso, o cirurgião pode eventualmente recorrer a técnicas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>mamoplastia redutora, se a mama saudável for grande e a operada ficar menor após a remoção do tumor;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/"><u>mastopexia</u></a>, para reposicionar a mama saudável e igualar a altura da estrutura da aréola e do mamilo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que essa intervenção na mama contralateral é opcional e depende das preferências da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas mulheres, por exemplo, optam por não realizar a simetrização imediatamente, preferindo avaliar o resultado final após a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>conclusão de todos os tratamentos,</u></a> incluindo radioterapia, que pode causar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cicatrizes-da-mama-apos-cirurgia-do-cancer/"><u>alterações adicionais na mama operada.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/"><u>Aumento dos seios com resultados mais naturais eleva a autoestima feminina</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais os benefícios físicos e psicológicos de uma cirurgia oncoplástica?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a preservação da aparência das mamas seja um aspecto central, as vantagens se estendem à qualidade de vida e ao bem-estar psíquico. Entre os ganhos que merecem destaque estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>possibilidade de remover uma quantidade maior de tecido</strong> sem comprometer a estética para alcançar margens livres de tumor com mais segurança;</li>



<li><strong>menor taxa de reintervenções</strong> para ampliação de margens quando comparada à lumpectomia tradicional;</li>



<li><strong>compatibilidade com outras opções de tratamento adjuvante</strong>, como a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia;</u></a></li>



<li>preservação da <strong>sensibilidade mamária</strong>;</li>



<li><strong>melhora da autoimagem e autoestima,</strong> uma vez que preservar a aparência das mamas ajuda muitas mulheres a se sentirem mais confortáveis com seus corpos durante e após o tratamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como forma de ilustrar parte desses benefícios, uma revisão sobre o tema publicada em 2024 na revista <u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Scientific </a></u><a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-30062-w"><u>Reports</u></a> trouxe achados importantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os dados reunidos, foram analisados mais de 3.400 casos de mulheres com câncer de mama em estágio inicial submetidas a diferentes técnicas de cirurgia oncoplástica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim<strong>, todas as técnicas utilizadas apresentaram segurança oncológica equivalente, com baixas taxas de recorrência e necessidade de nova excisão</strong>. Além disso, <strong>a satisfação geral foi alta, com média superior a 80%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, cabe destacar que a paciente e o médico devem tomar de forma compartilhada a decisão sobre qual técnica utilizar. Cada caso é único e é preciso considerar cuidadosamente fatores como o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>estadiamento do tumor,</u></a> as características anatômicas, as expectativas e a disponibilidade de recursos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a cirurgia oncoplástica representa um avanço significativo na busca por tratamentos que respeitem não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do tipo de cirurgia,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>vale repassar quais são os cuidados necessários depois dessa etapa do tratamento oncológico</u></a>.</p>
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		<title>Mamografia: o que toda mulher precisa entender sobre esse exame em 5 pontos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Falar sobre o câncer de mama envolve quase sempre falar sobre a mamografia. Esse exame é indispensável para o diagnóstico da doença, principalmente nos primeiros estágios de sua evolução. Apesar de ser amplamente conhecido, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre como o procedimento funciona, quando deve ser realizado e quais cuidados são necessários para a sua execução. Portanto, sempre vale [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Falar sobre o <strong>câncer de mama envolve quase sempre falar sobre a mamografia</strong>. Esse exame é indispensável para o diagnóstico da doença, principalmente nos primeiros estágios de sua evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser amplamente conhecido, muitas mulheres ainda têm <strong>dúvidas sobre como o procedimento funciona, quando deve ser realizado e quais cuidados são necessários</strong> para a sua execução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, sempre vale a pena repassar alguns pontos para saber o que esperar antes, durante e depois de cada avaliação, garantindo que ela contribua efetivamente com a saúde feminina.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> 1. O que é a mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A mamografia funciona basicamente como uma <strong>radiografia específica para as mamas</strong>. Durante o exame, são utilizados raios-X para criar imagens detalhadas do interior do tecido mamário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, é usado um <strong>equipamento chamado mamógrafo</strong>. Ele conta com duas placas de acrílico que posicionam e comprimem suavemente os seios, viabilizando uma visualização das estruturas internas da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A compressão permite espalhar uniformemente o tecido mamário, facilitando a identificação de pequenas alterações que poderiam passar despercebidas. <strong>O procedimento geralmente dura entre 10 e 15 minutos, com imagens coletadas a partir de diferentes ângulos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os registros obtidos mostram diferentes densidades do tecido mamário em tons de cinza. Tecidos mais densos, como glândulas e possíveis tumores, aparecem em tons mais claros, enquanto o tecido gorduroso aparece mais escuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa diferenciação permite aos médicos <strong>radiologistas identificar nódulos, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>microcalcificações,</strong></a><strong> distorções na composição do tecido</strong> e outras alterações que merecem investigação adicional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas essas informações ficam dispostas no laudo elaborado pelo responsável pelo exame e devem ser interpretadas pelo profissional que solicitou a avaliação. A partir dos resultados, é possível determinar se é necessária alguma investigação adicional com outros recursos (como uma<a href="https://drabrendadelgado.com.br/para-que-serve-a-biopsia-das-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> biópsia,</u></a> por exemplo).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>2. Qual a finalidade da mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esse exame <strong>é indispensável no rastreamento do câncer de mama</strong>. Ele é capaz de detectar tumores em estágios iniciais, <strong>muitas vezes antes de qualquer sintoma ou mesmo que eles sejam palpáveis durante o autoexame ou consulta médica</strong>. Com a detecção precoce, aumentam significativamente as chances de cura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(20)30398-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>The Lancet Oncology em 2020</u></a>, por exemplo, demonstrou que mulheres entre 40 e 49 anos <strong>têm mortalidade por câncer de mama 25% menor</strong> quando são submetidas a mamografias periódicas nessa fase da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rastreamento permanente por meio da mamografia também contribui para criar um histórico individual das mamas ao longo do tempo. Comparar exames anteriores com os atuais ajuda os médicos a identificar mudanças sutis e até mínimas, mas que podem ser significativas e indicar uma<a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> lesão pré-cancerígena,</u></a> por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>3. A mamografia oferece algum risco?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A</strong><strong> mamografia é considerada um procedimento totalmente seguro</strong>. O único incômodo significativo é aquele proveniente da compressão das mamas no mamógrafo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radiação também não deve ser uma preocupação, ainda mais quando se leva em conta que o exame é repetido poucas vezes ao longo da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A mamografia usa uma dose baixa e bastante controlada de radiação. Em média, são 1–2 mGy (<em>miligray</em>, uma unidade de medida que calcula a radiação absorvida) por imagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, em um exame de rastreamento (com duas imagens por mama), são cerca de 3–4 mGy por mama. Como referência, <strong>isso equivale aproximadamente a algumas semanas da radiação natural recebida do ambiente em circunstâncias corriqueiras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando indicada, a tomossíntese (mamografia 3D) pode aumentar um pouco essa dose, mas ela permanece dentro de limites seguros definidos por órgãos internacionais. Logo, <strong>os benefícios da detecção precoce do câncer de mama superam largamente eventuais riscos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Todavia, para que o exame ocorra adequadamente, <strong>algumas recomendações devem ser seguidas.</strong> Elas envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>realizar o exame na primeira semana após a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menstruação</u></a>, quando as mamas estão menos sensíveis;</li>



<li>não aplicar desodorantes, talcos, perfumes ou cremes na região das mamas e axilas no dia do exame, pois esses produtos podem comprometer a interpretação devido aos resíduos sobre a pele;</li>



<li>escolher uma blusa ou camisa que possa ser facilmente removida da cintura para cima.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Recomendação orienta que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">4. O uso de próteses de silicone impede a mamografia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De modo geral, as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>próteses de silicone</u></a> não impedem a realização do exame, mas <strong>exigem alguns ajustes no procedimento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, essas <strong>mulheres precisam informar a presença do implante no momento do agendamento e, posteriormente, ao técnico</strong> que manipula o equipamento durante a coleta das imagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso permitirá que sejam <strong>utilizadas técnicas específicas</strong>, como o deslocamento do implante, que empurra a prótese em direção ao músculo do tórax, permitindo melhor visualização do tecido mamário natural.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, isso significa que o exame pode levar um pouco mais de tempo, mas sem comprometer sua eficácia ou oferecer riscos adicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Existe idade certa para fazer uma mamografia?</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>diretrizes para a realização da mamografia variam ligeiramente entre diferentes recomendações de órgãos e especialistas</strong>, o que muitas vezes é um ponto de polêmica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a <strong>Sociedade Brasileira de Mastologia,</strong> alinhada a outras entidades médicas nacionais e internacionais, aponta que o rastreamento com o <a href="https://cbr.org.br/wp-content/uploads/2025/01/Nota-tecnica-da-Comissao-Nacional-de-Mamografia-sobre-o-rastreamento-do-Cancer-de-Mama-no-Brasil.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exame deve começar aos 40 anos </u></a>e seguir de modo anual. <strong>Tal recomendação parte do princípio de que parte dos tumores é diagnosticada antes dos 50 anos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Depois dos 75 anos, a decisão costuma ser individualizada</strong>. Pacientes em boas condições de saúde e expectativa de vida ainda relevante podem continuar fazendo a mamografia se houver pertinência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou outros fatores de risco podem necessitar começar o rastreamento mais cedo, conforme orientação médica individual. Entram nessa conta:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/densidade-da-mama-ligada-ao-risco-familiar-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>densidade mamária elevada;</u></a></li>



<li>histórico pessoal de lesões benignas de alto risco;</li>



<li>presença de mutações genéticas, como alterações nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>genes BRCA1 e BRCA2.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"> Nesses cenários, o rastreamento poderá incluir não apenas mamografias mais frequentes, como também outros exames complementares, como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ressonâncias magnéticas.</u></a> Na dúvida, a decisão é sempre feita caso a caso, seguindo a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>orientação do especialista.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a> Assim sendo, a mamografia permanece como o método de rastreamento mais eficaz, prático e acessível para detecção precoce do câncer de mama, o que pode salvar vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-de-mama-prevencao-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>qual papel e as limitações do autoexame de mama no acompanhamento da saúde da mulher</u></a>.</p>
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		<title>Entenda melhor qual a relação do gene ATM e o câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Jul 2025 13:32:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[mutação genética]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[testes genéticos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Além das alterações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, as mais conhecidas quando se pensa nas mutações associadas ao câncer de mama, outras modificações no material genético da mulher também podem merecer atenção específica. Exemplo disso é o gene ATM. Na prática, os especialistas apontam que pessoas com pelo menos um dos genes ATM alterados têm um risco maior [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Além das alterações nos genes BRCA 1 e BRCA 2, as mais conhecidas quando se pensa nas mutações associadas ao câncer de mama, outras modificações no material genético da mulher também podem merecer atenção específica. Exemplo disso é o gene ATM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, os especialistas apontam que pessoas<strong> com pelo menos um dos genes ATM alterados têm um risco maior de desenvolver câncer de mama</strong> (e em outras partes do corpo, como ovário e pâncreas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, medidas que contribuam para a prevenção e um possível diagnóstico precoce podem ser recomendadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O papel do DNA no desenvolvimento de um câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento de qualquer tipo de câncer de mama está intimamente relacionado com alterações que ocorrem no DNA das células.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, as informações armazenadas na sequência de letras que compõem o material genético funcionam como um manual de instruções que controla todo o desenvolvimento celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, quando essas instruções são modificadas por <strong>determinadas mutações (chamadas também de variações patogênicas),</strong> as células podem começar a se comportar de forma anormal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso interfere em mecanismos de proteção que impedem que células danificadas se multipliquem descontroladamente. Parte desse papel é de responsabilidade dos <strong>genes supressores de tumor</strong>, que têm no gene ATM um dos seus representantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presentes em duplas no organismo, <strong>eles atuam justamente detectando danos no DNA e ativando processos de reparo ou mesmo eliminação das células comprometidas</strong> a partir do momento em que elas começam a se reproduzir, evitando assim o aparecimento de um tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, quando esses genes não funcionam adequadamente devido às mutações, a regulação da divisão celular que acontece a todo momento perde essa capacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo, a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/risk-and-prevention/breast-cancer-risk-factors-you-cannot-change.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer </u></a>aponta que entre <strong>5% e 10% de todos os diagnósticos de câncer de mama têm caráter hereditário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, eles são resultado de alterações genéticas que passam de pais para filhos e interferem na forma como determinado aspecto do corpo trabalha, aumentando a chance de que a doença apareça em algum momento da vida.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O peso da mutação no gene ATM no risco de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que <a href="https://www.genomicseducation.hee.nhs.uk/genotes/knowledge-hub/atm-associated-cancer-risk/#gene-locus-and-structure" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menos de 1% da população geral seja portadora de mutações no gene ATM</u></a>. <strong>A maioria das alterações atinge apenas uma das cópias que toda pessoa carrega</strong>. Isso significa que ela foi passada pelo pai ou pela mãe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, uma mulher na média da população, sem qualquer alteração genética associada a uma maior predisposição ao câncer, <strong>tem cerca de 10% de chance de ter um tumor na mama ao longo da vida.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já diante dessa modificação no DNA, é possível que o <a href="https://aacrjournals.org/mct/article/15/8/1781/146010/ATM-Mutations-in-Cancer-Therapeutic" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>risco cresça para algo em torno de 20% a 30%. </u></a>Além disso, esse grupo parece ter mais chance de desenvolver <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>câncer de ovário </u></a>e de pâncreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que ambos os genes ATM têm uma mutação (ou seja, quando pai e mãe são portadores da variação), a criança pode nascer com uma doença rara chamada de ataxia telangiectasia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>De que forma a mutação PALB2 aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A necessidade de um teste genético para identificar mutações no gene ATM</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Genes relacionados ao câncer de mama podem ser detectados por meio de um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>teste genético</u></a>. Nesses casos, uma amostra de sangue ou saliva é coletada e analisada em laboratório para identificar quais são as alterações existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, <strong>não existe necessariamente indicação para que toda mulher passe por essa avaliação em algum momento da vida</strong>. Esse é um procedimento cuja exigência é definida junto ao médico, levando em conta cada caso. Entre as situações que podem orientar tal necessidade estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>familiares com mutação conhecida (no gene ATM ou em outros);</li>



<li>existência de vários casos de câncer na família, sobretudo em parentes próximos;</li>



<li>histórico familiar de câncer de mama (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-em-homens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>inclusive em homens</u></a>), ovário ou pâncreas;</li>



<li>diagnósticos de câncer de mama antes dos 45 anos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, mulheres já diagnosticadas com câncer de mama podem ser submetidas a tal avaliação para obter informações relevantes na decisão do tratamento da neoplasia</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prática clínica mostra que tais mutações podem fazer com que o tumor apresente<a href="https://aacrjournals.org/mct/article/15/8/1781/146010/ATM-Mutations-in-Cancer-Therapeutic" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> maior resistência a alguns quimioterápicos</u></a>, exigindo estratégias diferenciadas para obter os resultados esperados, mesmo que essa constatação ainda seja controversa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A influência da mutação no gene ATM na radioterapia contra um câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento em que o gene ATM é crucial para o reparo do DNA, pode haver reflexos na forma como as células se comportam diante dos danos colaterais provocados pela radioterapia. Tais interações variam conforme a mutação presente:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pessoas<strong> com duas cópias mutadas do gene ATM </strong>(homozigotos, com achamada Ataxia-Telangiectasia) são <strong>muito sensíveis à radioterapia</strong>, o que restringe o uso da radiação ou indica que ela seja feita com doses mínimas para evitar problemas graves.</li>



<li>Nos <strong>indivíduos com mudança em apenas um gene ATM</strong> (ou seja, heterozigotas) a <strong>radioterapia pode ser feita com segurança</strong>. Em tese, o risco de efeitos colaterais graves não aumenta muito. Embora haja uma pequena chance de um segundo câncer (especialmente na outra mama ou nos casos em que a paciente é muito nova), os <strong>benefícios superam tal possibilidade.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer forma,<strong> a conversa com médico</strong> (oncologista e mastologista) <strong>para decidir sobre a radioterapia é indispensável.</strong> Isso permite que a decisão seja personalizada para cada caso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As recomendações para mulheres com esse tipo de alteração</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ter uma mutação no gene ATM não é uma sentença</strong>. Logo, mulheres com essa mutação podem passar a vida sem ter câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, elas devem receber acompanhamento médico personalizado, para que se compreenda adequadamente os riscos associados e as opções disponíveis para reduzir tais chances.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>rastreamento </u></a>(ou seja, a aplicação de exames mesmo sem qualquer<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> sintoma suspeito da doença</u></a>) é uma das principais estratégias recomendadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Discussão sobre opções para reduzir o risco, que podem variar de mudanças no estilo de vida a considerações sobre medicamentos preventivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aconselhamento Familiar:</strong> Orientar outros membros da família sobre a possibilidade de testagem e aconselhamento genético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografias </u></a>com esse fim podem ser <strong>antecipadas para antes dos 40 anos</strong>, por exemplo. Já a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ressonância magnética</u></a> das mamas pode ser indicada de modo complementar, especialmente para mulheres mais jovens ou com tecido mamário denso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Add:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse mesmo contexto, a <strong>adoção de hábitos de vida saudáveis ganha importância ainda maior</strong>. É fundamental seguir orientações que envolvem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manutenção de um peso adequado;</li>



<li>adoção de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>alimentação equilibrada</u></a>;</li>



<li>prática regular de exercícios físicos;</li>



<li>limitação do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>consumo de álcool</u></a>;</li>



<li>interrupção do tabagismo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em determinadas circunstâncias, o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">uso de medicamentos que são capazes de contribuir para prevenir o câncer</a> é cabível, sempre com a supervisão profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, pode <strong>ainda haver a orientação para que outros membros da família sigam a abordagem que prevê a testagem e o devido aconselhamento genético</strong>, identificando riscos similares de forma precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, diante de um risco muito elevado, pode ser discutida a possibilidade de outras medidas profiláticas, como a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> mastectomia redutora de risco. </u></a>Esta é uma decisão complexa que deve levar em conta fatores individuais como <strong>idade, histórico familiar, outros elementos de risco e, principalmente, as preferências de cada um.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O volume de conhecimento sobre o gene ATM e outras variantes patológicas associadas ao câncer de mama vem crescendo muito nos últimos anos e ainda permanece em evolução, certamente proporcionando a médicos e pacientes novas opções de prevenção e tratamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e entenda melhor quando é realmente necessário fazer um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>teste genético para o câncer de mama.</u></a></p>
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		<title>Como funciona e quais os benefícios da aplicação de um enxerto de gordura nas mamas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Apr 2025 11:48:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia plástica]]></category>
		<category><![CDATA[enxerto de gordura]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[pós-operatório]]></category>
		<category><![CDATA[próteses de silicone]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em diferentes circunstâncias, mulheres podem desejar alterar a aparência dos seios, sobretudo em aspectos que envolvem o volume de cada mama. Nessa hora, é comum que as próteses de silicone apareçam como primeira sugestão. Mas, em muitos casos, é possível considerar a utilização de enxerto de gordura nas mamas. Diante disso, vale a pena entender melhor como funciona essa técnica, [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em diferentes circunstâncias, mulheres podem desejar alterar a aparência dos seios, sobretudo em aspectos que envolvem o volume de cada mama. Nessa hora, é comum que as próteses de silicone apareçam como primeira sugestão. M<strong>as, em muitos casos, é possível considerar a utilização de enxerto de gordura nas mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, vale a pena entender melhor como funciona essa técnica, que vantagens ela pode oferecer e compreender as possíveis limitações, os riscos associados e os cuidados necessários no pós-operatório.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a gordura pode ser utilizada para mudar a aparência das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os implantes de silicone nos seios são uma das intervenções cirúrgicas estéticas mais comuns, entre mulheres de várias idades. Também é a aplicação frequente diante de diversas condições clínicas, inclusive para <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-lipoenxertia/"><u>recompor o estado das mamas</u></a> depois de uma cirurgia do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>a opção pelo silicone muitas vezes negligencia as possibilidades do uso dos enxertos de gordura retirados do próprio corpo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <strong>isso é feito inicialmente em um procedimento similar a uma lipoaspiração, </strong>que suga porções de gordura de áreas como os quadris, as laterais do tronco, barriga ou coxas. Em seguida, <strong>o material é reaplicado e modelado na região em que se quer alterar o volume e a aparência.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Para quem esse tipo de procedimento pode ser indicado</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De maneira ampla, não existem grandes restrições para a adoção dos enxertos de gordura como opção para aumentar o volume das mamas. Entre as vantagens que podem fazer dessa uma opção mais interessante que o silicone estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>menor risco de rejeição, já que a gordura utilizada é retirada da própria paciente;</li>



<li>períodos de recuperação mais curtos, uma vez que as incisões para remoção e reaplicação da gordura são mínimas;</li>



<li>cicatrizes bastante discretas;</li>



<li>correção de deformidades e retrações da pele e do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/"><u>contorno da mama decorrentes de cirurgias oncológicas conservadoras</u></a>;</li>



<li>resultados relativamente mais naturais, tanto no aspecto visual quanto na textura das mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Outros <strong>fatores que devem ser considerados na decisão são a disponibilidade de áreas para retirar a gordura e a manutenção de um peso estável</strong>, já que o sobe e desce da balança pode interferir com mais intensidade no resultado alcançado.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> Limitações a serem consideradas no uso do enxerto de gordura nas mamas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres interessadas no aumento das mamas por meio do preenchimento com gordura devem ter em mente que a expansão alcançada com essa alternativa é menor do que seria factível com a utilização das próteses. Para volumes maiores, talvez seja necessário repetir o processo várias vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, isso significa que pode ser difícil ir além da ampliação de um número no vestuário, barreira que consegue ser ultrapassada com mais facilidade quando se escolhe o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/silicone-cancer-mama/"><u>silicone.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto que merece ser colocado na balança é o processo natural de reabsorção da gordura. <strong>No médio e longo prazo, isso tende a reverter o resultado obtido com os enxertos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais que um silicone tenha que ser substituído periodicamente, esse prazo (de alguns anos, na maioria dos casos) tende a ser maior que o intervalo que o corpo demora para absorver o material adicional inserido na região. Isso costuma acontecer já nas primeiras semanas depois da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-silicone/"><u>Como funciona o procedimento para a remoção das próteses de silicone?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A evolução da recuperação no pós-operatório</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para garantir que tudo corra bem, a paciente tem sua saúde avaliada antes de agendar a data da intervenção. A presença de determinadas disfunções pode contraindicar o procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A retirada da gordura e a colocação dos enxertos são feitas sempre sob anestesia geral<strong>. Depois da cirurgia, a mulher talvez tenha dor, inchaço e hematomas tanto nas mamas quanto no local onde a gordura foi retirada.</strong> Diante disso, é <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>fundamental implementar cuidados </u></a>como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter repouso, pelo período indicado pelo médico;</li>



<li>utilizar o sutiã cirúrgico e a malha de compressão;</li>



<li>seguir as indicações para controle da dor e do inchaço;</li>



<li>evitar esforços físicos intensos nas primeiras semanas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim<strong>, a mulher pode ser orientada sobre o risco de complicações.</strong> Elas são raras, mas eventualmente aparecem na forma de hemorragias, infecções,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/esteatonecrose-mama/"><u> necroses </u></a>(quando o tecido transferido morre) ou ainda na formação de cistos e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>microcalcificações.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, diante do temor dessas e outras intercorrências depois da colocação de enxerto de gordura nas mamas, <strong>é indispensável procurar o médico responsável pelo atendiment</strong>o. Assim, é possível tirar todas as dúvidas e garantir que tudo está saindo conforme esperado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e confira agora <a href="https://drabrendadelgado.com.br/doenca-silicone/"><u>quais os sintomas e o que mais se sabe sobre a chamada doença do silicone</u></a>.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-aplicacao-de-enxerto-gordura-mamas/">Como funciona e quais os benefícios da aplicação de um enxerto de gordura nas mamas</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Os benefícios da mastopexia realizada na mesma cirurgia de remoção do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Apr 2025 11:46:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quadrantectomia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes. Nesse contexto, a chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna é feita de maneira conservadora. Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos cirúrgicos para o câncer de mama podem trazer impactos significativos na imagem corporal e na autoestima das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, a <strong>chamada mastopexia surge como uma opção complementar para recompor a aparência das mamas quando a remoção da alteração maligna</strong> é feita de maneira conservadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Popularmente conhecida como &#8220;lifting das mamas&#8221;, tal técnica pode ser combinada às abordagens cirúrgicas necessárias, ampliando os benefícios do procedimento sobre diferentes pontos de vista.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As possibilidades de uma mastopexia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a mastopexia é um procedimento cirúrgico que visa remodelar as mamas. Com isso, é possível <strong>reposicionar o tecido mamário e os mamilos de forma natural e esteticamente harmoniosa.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, em circunstâncias não patológicas, o recurso é indicado para mulheres que apresentam flacidez mamária devido a fatores como gravidez, amamentação, envelhecimento ou perda significativa de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia pode envolver ainda a <strong>remoção de excesso de pele </strong>eos resultados são satisfatórios mesmo após a retirada de próteses mamárias. Entre os benefícios da mastopexia estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>melhora da estética dos seios;</li>



<li>correção de assimetrias;</li>



<li>redução do tamanho da aréola;</li>



<li>melhor posicionamento do mamilo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A condução da técnica é feita sob anestesia geral, com incisões realizadas conforme avaliação do cirurgião responsável. Antes de tudo, como em outros procedimentos similares, a recuperação exige uma série de cuidados para prevenir complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> A combinação da mastopexia com a cirurgia oncológica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que a mastectomia seja o tipo de procedimento mais conhecido, ela não é a única opção quando há a necessidade de remover o tecido maligno da mama. Muitas mulheres podem alcançar a recuperação por meio de uma lumpectomia (eventualmente chamada de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/"><u>quadrantectomia</u></a>).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente da<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u> mastectomia </u></a>(em que a retirada é integral), nesses casos a maior parte da mama é preservada. <strong>Somente o tumor e uma pequena margem ao redor são removidos</strong>. Apesar disso, o resultado pode gerar desconforto estético, incluindo alteração do volume mamário, assimetria ou deformidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse ponto<strong>, a mastopexia pode ser integrada ao plano cirúrgico, oferecendo uma solução que une saúde e estética</strong>. Em outras palavras, isso indica a possibilidade de realizar a retirada do tumor e a reconstrução da aparência das mamas logo em seguida.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora-antes-depois/">O que esperar da recuperação e dos resultados de uma mamoplastia redutora</a></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>As principais vantagens dessa opção</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Realizar a reconstrução na mesma cirurgia significa que não será necessário esperar por um novo procedimento (com todos os riscos associados a esse tipo de intervenção) nem ter que atravessar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>dois períodos pós-operatórios distintos.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, a combinação dos procedimentos permite que se trabalhe para alcançar um resultado que priorize tanto a remoção completa do tumor quanto a estética final das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal possibilidade é particularmente importante para mulheres que desejam <strong>preservar a aparência de suas mamas após o tratamento do câncer sem depender de novas intervenções</strong>. Ela pode ser relevante também para <strong>mulheres que já conviviam com algum desconforto estético</strong> em relação aos seios mesmo antes do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como resultado, há também um claro impacto psicológico positivo. A possibilidade de reconstruir ou remodelar as mamas durante o mesmo procedimento diminui o estigma e amplia o amparo dessas pacientes em um momento difícil.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> As limitações da mastopexia dentro do tratamento oncológico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>decisão de optar por essa abordagem deve ser tomada com a orientação de profissionais qualificados</strong>. Entre os aspectos que podem indicar a viabilidade desse tipo de reconstrução estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>seios menores, onde a remoção de até mesmo um pequeno tumor provavelmente terá uma consequência visível;</li>



<li>nódulo do tumor em um local especialmente aparente, como na parte interna da mama ou próximo ao mamilo;</li>



<li>seios de tamanho médio a grande em que se identifica a necessidade de remover uma boa quantidade de tecido;</li>



<li>aplicação de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u> quimioterapia antes da cirurgia</u></a> (chamada quimioterapia neoadjuvante), o que reduz o câncer o suficiente para tornar a tumorectomia possível;</li>



<li>presença de flacidez excessiva, mamas muito grandes ou assimétricas, que são aspectos que podem ser corrigidos junto com a remoção do câncer.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, é esperado que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u>carcinomas inflamatórios</u></a>, tumores que se disseminaram por várias áreas ou a presença simultânea de vários nódulos impeça a opção por essa alternativa terapêutica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, com a escolha da mastopexia ou não, é essencial que se esclareçam todas as dúvidas sobre como será a condução da operação, <strong>sobretudo para que haja expectativas realistas sobre os resultados estéticos e prognósticos clínicos alcançados</strong>, <strong>compreendendo os riscos associados</strong> a qualquer procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais sobre as técnicas empregadas na oncoplastia, que <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u>associa técnicas de cirurgia plástica ao tratamento cirúrgico do câncer de mama,</u></a></p>
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		<title>O impacto do câncer de mama no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jul 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os tumores mamários são os mais comuns entre as pacientes do sexo feminino em boa parte do mundo. Eles representam cerca de 12,5% dos casos entre todos os tipos de câncer em todo o planeta. Logo, é esperado que a incidência do câncer de mama no Brasil também seja grande. No país, além de ser o tipo mais comum dessa [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os tumores mamários são os mais comuns entre as pacientes do sexo feminino em boa parte do mundo. Eles representam cerca de <a href="https://www.breastcancer.org/es/datos-estadisticas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">12</a>,5% dos casos entre todos os tipos de câncer em todo o planeta. Logo, é esperado que a incidência do câncer de mama no Brasil também seja grande.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No país, além de ser o tipo mais comum dessa doença entre as mulheres (com exceção do câncer de pele não-melanoma), o <strong>câncer de mama também ocupa o posto de primeira causa de mortalidade por tumores malignos entre pacientes de todas as idades</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tais números podem ser um alerta importante para fortalecer medidas de prevenção e de diagnóstico precoce, que fazem bastante diferença no sucesso dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>tratamentos</u></a> disponíveis contra essa condição.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As estimativas de casos de câncer de mama no Brasil</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com <a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (o Inca)</u></a>, no triênio que compreende os anos de 2023, 2024 e 2025, <strong>são esperados mais de 704 mil casos de câncer em todo Brasil ao ano</strong>. Desse total, 31% dizem respeito aos quadros de câncer de pele não-melanoma. Em seguida, <strong>aparece o câncer de mama, com mais ou menos 10% dos registros.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, <strong>isso significa que apenas no ano de 2023 foram diagnosticados mais de 73 mil novos casos de câncer de mama</strong>. Portanto, levando em conta o tamanho da população feminina, isso representa uma taxa bruta de pouco mais de 66 diagnósticos do tipo a cada 100 mil mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com relação a mortalidade, cujos dados disponíveis datam de 2021, <strong>o país registrou no período mais de 18 mil óbitos pela enfermidade.</strong> Com isso, a incidência calculada foi de 11 mortes por conta dessa doença a cada 100 mil mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tomando como referência os números globais, é possível notar uma tendência de <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2023.41.16_suppl.10528#:~:text=Worldwide%2C%20an%20estimated%202%2C964%2C197%20new,incidence%20and%20mortality%20rates%20worldwide." target="_blank" rel="noreferrer noopener">aumento no número de casos da doença de uns tempos para cá, embora a mortalidade venha caindo</a> em determinados contextos. Além disso, em média a incidência da doença costuma ser maior nos países desenvolvidos, por uma série de fatores que nem sempre são fáceis de isolar um dos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, persistem disparidades socioeconômicas que fazem com que determinados grupos sejam mais afetados pela mortalidade decorrente da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O possível aumento de quadros graves da doença</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto que preocupa quando se discute o impacto do câncer de mama no Brasil é o <strong>atraso no diagnóstico, situação que parece ter se agravado durante a pandemia de Covid-19</strong>, principalmente no sistema público de saúde. Tal situação se refletiu em um<a href="https://www.ssph-journal.org/journals/international-journal-of-public-health/articles/10.3389/ijph.2023.1605485/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> levantamento publicado em 2023.</u></a></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Antes da pandemia, o número de casos graves de câncer de mama (aqueles nos<a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u> estágios</u></a> III e IV) diagnosticados em mulheres entre os 50 e os 69 anos foi de 40% do total.</li>



<li>Já entre 2020 e 2021 tal índice foi de 51%.</li>



<li>Ou seja, nessa comparação é possível constatar que os diagnósticos de casos graves aumentaram cerca de 27,5%.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Isso provavelmente piorou a assistência oferecida no tratamento e demandou mais intervenções para conter a doença, incluindo<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/"><u> cirurgias</u></a> mais invasivas ou mais abordagens adjuvantes ou neoajudvantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medidas de rastreamento contra o câncer de mama são feitas principalmente com a aplicação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u>mamografias </u></a>em <strong>mulheres que não apresentaram qualquer sinal ou sintoma da doença</strong>. Assim, é possível diagnosticar tumores em estágios iniciais, quando a chance de cura supera os 90%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma geral, o ideal é que a <a href="https://www.sbmastologia.com.br/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>primeira mamografia seja feita a partir dos 40 anos</u></a>. Contudo, pode haver recomendações específicas (conforme histórico familiar ou alterações genéticas previamente identificadas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, lidar de forma mais eficiente com o câncer de mama no Brasil passa por reforçar as ações de rastreamento que permitam que possíveis alterações no tecido mamário sejam avaliadas da forma mais precoce possível, ampliando as chances de prognósticos positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora veja <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-jovens/">por que os casos de câncer de mama </a>entre pacientes jovens vem se tornando mais frequentes.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-no-brasil/">O impacto do câncer de mama no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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