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	<title>Arquivos obesidade - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos obesidade - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Pesquisa piloto mostra potencial de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 May 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[caneta emagrecedora]]></category>
		<category><![CDATA[GLP-1]]></category>
		<category><![CDATA[gordura corporal]]></category>
		<category><![CDATA[Mounjaro]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[tirzepatida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A busca por estratégias que possam atuar na prevenção de tumores nas mamas ganhou um novo capítulo, trazido pelos resultados de um estudo piloto apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS). A pesquisa investigou o uso de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama. A substância escolhida foi a tirzepatida, popularizada como [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A busca por estratégias que possam atuar na prevenção de tumores nas mamas ganhou um novo capítulo, trazido pelos resultados de um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS3-01-28/773623/Abstract-PS3-01-28-Effects-of-6-Months-of?searchresult=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo piloto apresentado na edição de 2025 do </u><em><u>San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS). </u></em></a>A pesquisa investigou o uso de canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A substância escolhida foi a tirzepatida, popularizada como princípio ativo do Mounjaro, em um grupo de mulheres com obesidade e risco elevado para a doença. Os achados sugerem que tal recurso pode se tornar uma ferramenta relevante no futuro, ao demonstrar melhora em biomarcadores associados à probabilidade de desenvolvimento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, cabe compreender como a obesidade influencia esse cenário e entender qual o potencial desses medicamentos para contornar essa situação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> De que forma a obesidade está associada a uma maior chance de desenvolver o câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, a relação entre excesso de peso e câncer de mama já é bem conhecida pela comunidade médica. Por trás dessa relação, há mecanismos biológicos complexos que explicam como o tecido adiposo pode criar um ambiente favorável para o desenvolvimento do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.sbemsp.org.br/obesidade-e-cancer-de-mama-os-3-mecanismos-por-tras-desta-relacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)</u></a> destaca que isso pode acontecer por meio de várias vias:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Produção excessiva de estrogênio, uma vez que as células de gordura são capazes de produzir e secretar hormônios, funcionando muitas vezes como um combustível que estimula a multiplicação descontrolada das células cancerígenas.</li>



<li>Inflamação crônica, normalmente associada a um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quadro de desarranjo metabólico</u></a>, o que pode igualmente causar danos ao DNA das células, abrindo caminho para o surgimento do câncer.</li>



<li>Resistência à insulina, situação em que as células do corpo perdem a sensibilidade a esse hormônio, desencadeando mecanismos que podem favorecer a proliferação de células malignas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Esse corpo de evidências robustas sobre a relação entre obesidade e câncer de mama caminha junto a indícios que mostram como a gordura corporal influencia na evolução da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo publicado em 2023, no periódico <a href="https://www.nature.com/articles/s41467-023-39996-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Nature Communications</u></em></a>,<a href="https://www.nature.com/articles/s41467-023-39996-z"></a>aprofundou essa compreensão ao investigar amostras de tumores de mais de 2 mil mulheres. A pesquisa revelou que pacientes com obesidade apresentavam, em suas células tumorais, mais indicadores de inflamação e um número maior de mutações genéticas em comparação com mulheres de peso adequado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, essas alterações no código genético influenciavam a forma como o tumor se comportava e se disseminava. Logo, elas sugerem que o excesso de peso pode não apenas aumentar o risco de surgimento da doença, mas também influenciar suas características biológicas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual pode ser o papel das canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A tirzepatida, vale lembrar, é aprovada para o tratamento da obesidade e do diabetes. O objetivo do estudo em questão foi verificar a viabilidade de um ensaio clínico para observar mudanças em marcadores de risco para o câncer de mama em um intervalo de seis meses de uso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participaram 23 mulheres, entre 35 e 64 anos, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 30 anos e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tp53-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>chance maior de desenvolver a doença do que a média da população</u></a>. Antes e depois da intervenção, elas realizaram exames como mamografia, tomografia de corpo inteiro, aspiração de células mamárias e exames de sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medicamento começou com doses menores, que foram sendo aumentadas ao longo do tempo. Ao final, 12 mulheres completaram o esquema proposto no estudo. Entre elas, foram observados:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Perda média de 15% do IMC;</li>



<li>Redução de 19% de gordura visceral, que é o tecido adiposo acumulado no abdômen, envolvendo órgãos vitais como fígado e intestinos, e está associada a uma maior chance de disfunções metabólicas;</li>



<li>Redução de 22% de tecido fibroglandular mamário, parâmetro de densidade mamária diretamente associado ao risco de câncer;</li>



<li>Redução de 31% nas estimativas de resistência à insulina.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, foi possível concluir que o estudo era factível, com boa adesão das participantes. Com isso, um teste de maior porte para confirmar benefícios na redução do risco de câncer de mama pode ser justificável em etapas futuras.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que ainda precisa ser mais bem compreendido sobre o efeito desses medicamentos nesses cenários?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, apesar de promissores, os resultados devem ser interpretados com o cuidado que estudos iniciais exigem. Ainda existem lacunas importantes a serem preenchidas antes que esses medicamentos possam ser incorporados como estratégia de prevenção oncológica de rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos principais pontos é a necessidade de confirmação em estudos maiores, que incluam, se possível, populações mais diversas e avaliem não apenas biomarcadores, mas a incidência real de câncer de mama ao longo do tempo. O estudo atual mediu indicadores substitutos e não, necessariamente, o diagnóstico da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é preciso compreender melhor o perfil de segurança desses medicamentos em mulheres com histórico de câncer ou durante o tratamento oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro trabalho, apresentado também no SABCS 2025,<a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525"><u>apontou que pacientes recebendo</u></a><u><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> </a></u><a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-06/772525"><u>terapia endócrina registravam redução relevante de mortalidade com o uso das canetas emagrecedoras,</u></a> mas também apresentavam um volume maior de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>efeitos colaterais decorrentes do tratamento.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, o estudo piloto representa um avanço importante. Ele reforça que outras intervenções sobre a obesidade podem ter <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>papel relevante na prevenção, </u></a>especialmente para mulheres que têm maior dificuldade em alcançar perda de peso apenas com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mudanças no estilo de vida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para os médicos, os achados abrem espaço para uma reflexão mais ativa sobre o manejo do excesso de peso. Para as pacientes a mensagem é que as canetas emagrecedoras na redução do risco de câncer de mama podem estar no arsenal de alternativas estudadas para controlar tal elemento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba agora qual a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>relação entre álcool e câncer de mama</u></a>, com informações sobre as novas atualizações a respeito do que se sabe dessa associação.</p>
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		<title>Saiba como intervenções que promovem o emagrecimento em pacientes com câncer de mama podem gerar benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos. Diante disso, um estudo apresentado na edição de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A relação entre o peso corporal e um quadro oncológico vai muito além da estética. Há décadas, vêm se acumulando evidências de que sobrepeso e obesidade são fatores de prognóstico negativo bem estabelecidos nesta doença. Desse modo, o emagrecimento em pacientes com câncer de mama pode ter impacto real nos desfechos obtidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, um <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PD8-01/773110" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>chamou atenção ao revelar trajetórias dinâmicas de perda de peso a partir de uma intervenção digital. Por isso, exploramos o que esse e outros dados relevantes sobre o tema têm evidenciado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Por que o excesso de peso corporal pode impactar negativamente no prognóstico do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A associação entre obesidade e piores desfechos no câncer de mama é bem documentada. Uma metanálise de 82 estudos publicada nos <a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Annals of Oncology</u></em></a><a href="https://www.annalsofoncology.org/article/S0923-7534(19)36595-0/fulltext"></a>demonstrou que mulheres com algum nível de obesidade ao receberem diagnóstico de câncer apresentaram aumento de 35% na mortalidade específica pela doença e de 41% na mortalidade geral quando comparadas àquelas com peso normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a cada cinco unidades a mais no índice de massa corporal (IMC), o risco de morte total sobe 17% antes do diagnóstico, 11% logo após e 8% depois de um ano; para morte por câncer de mama, o aumento chega a 29% no longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como reforça a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a> (OMS), o sobrepeso é o estado em que o IMC se encontra entre 25 e 29,9. Já a obesidade é considerada um patamar superior a 30. O número é obtido por meio de um cálculo simples: o peso em quilos dividido pelo quadrado da altura em metros. Ou seja, IMC = peso (kg) / altura x altura (m).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, os mecanismos pelos quais o excesso de gordura corporal exerce esse efeito são múltiplos. Entre os mais destacados estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A forma como o excesso de tecido adiposo promove um ambiente inflamatório crônico;</li>



<li>A associação entre obesidade e desregulação da insulina, que estimula a proliferação de células tumorais e inibe a morte dessas células;</li>



<li>A produção de estrogênio pelo tecido adiposo, especialmente relevante em mulheres na pós-<a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>menopausa.</u></a> Esse excesso hormonal pode alimentar tumores com receptores positivos para o hormônio.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além de afetar os mecanismos biológicos, o excesso de peso interfere nas terapias utilizadas, podendo dificultar a realização de cirurgias e reduzir a tolerância ao tratamento. Tudo isso reforça que abordar o peso corporal é parte integrante do cuidado oncológico e nunca um detalhe secundário.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Descubra o que novas atualizações dizem sobre os riscos da relação entre álcool e câncer de mama.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Intervenções para o emagrecimento em pacientes com câncer de mama e resultados obtidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados no SABCS 2025, coletados por meio do estudo BWEL, demonstraram o uso de ferramentas digitais como suporte à intervenção necessária para a perda de peso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, os pesquisadores acompanharam 3.180 mulheres com câncer de mama em estágios mais avançados (II-III) e peso acima do ideal (IMC igual ou maior que 27), recém-tratadas com quimioterapia e/ou radioterapia. Pouco mais da metade passou pela intervenção (que incluía o uso de aplicativos e balanças digitais de alta precisão) enquanto o restante não passou por ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo que recebeu 42 ligações telefônicas ao longo de dois anos, com orientações específicas sobre dieta, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>exercícios </u></a>e outros hábitos de saúde, houve uma curva descendente da massa corporal dos participantes. Em princípio, o peso médio caiu de 91,4 kg para 85,6 kg em dez meses (queda de 6,1% do peso inicial), ficou estável por mais dois meses e, após dois anos, terminou com redução de 4,4% (87 kg).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, os resultados não foram homogêneos: enquanto 68% perderam cerca de 6,6% no pico de redução do peso corporal, 22% não perderam peso e uma pequena parcela (2,2%) chegou a ganhar 2,2%. Os autores indicam que os resultados variaram conforme o quadro clínico da paciente, seus hábitos e fatores demográficos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As medições obtidas por meio dos dispositivos eletrônicos mostram que aplicativos e balanças digitais funcionam bem em acompanhamentos a distância. De qualquer forma, mais do que os resultados em si, o estudo demonstrou a viabilidade do monitoramento digital em larga escala no contexto oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os resultados obtidos são clinicamente relevantes. A perda de peso promovida pelo programa pode ser importante para a obtenção de melhores prognósticos no controle da doença e até mesmo na redução do risco de recidiva, o que precisa ser acompanhado no longo prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como médicos e pacientes devem abordar esse tema ao longo de todo o tratamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar das evidências crescentes sobre a relevância do controle do peso corporal, este ainda é um tema frequentemente evitado nas consultas oncológicas, seja pelo receio de constrangimento, pelo foco nas urgências do tratamento ou pela percepção equivocada de que não há muito a fazer nesse sentido. Os dados do estudo apresentado são mais uma amostra de como o cenário pode mudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para médicos, a recomendação é abordar ativamente o controle da massa corporal desde o diagnóstico. Isso não significa pressionar a paciente com cobranças estéticas, mas sim contextualizar o peso como parte do cuidado oncológico integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A conversa deve incluir a avaliação do IMC, a discussão sobre riscos específicos para aquela paciente e o encaminhamento para equipes multiprofissionais (nutricionistas, educadores físicos e psicólogos) sempre que for julgado pertinente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as pacientes, é importante compreender que o ganho de peso durante o tratamento é algo comum, por diversos fatores, entre eles:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Efeitos colaterais</u></a> dos medicamentos;</li>



<li>Redução da atividade física;</li>



<li>Alterações no <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>metabolismo</u></a>;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Fatores emocionais.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer isso sem se culpabilizar é o primeiro passo. O segundo é buscar suporte qualificado. Além disso, o acompanhamento do peso não deve se encerrar com o término da quimioterapia ou da radioterapia. A atenção com a balança deve ser encarada como uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estratégia contínua de prevenção de recidivas e de promoção da qualidade de vida.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acima de tudo, médicos e pacientes devem ter em mente que atuar sobre o emagrecimento em pacientes com câncer de mama é factível. E, com abordagem adequada, deve ser um aspecto central no manejo oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se aprofundar ainda mais no assunto, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora qual a influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a>.</p>
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		<title>A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Dec 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia bariátrica]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[redução de peso]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade. Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático. Seja como for, o acúmulo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A cirurgia bariátrica, conhecida popularmente como cirurgia de redução de estômago, é um <strong>procedimento que ajuda no manejo de casos graves de obesidade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, é indicada quando o índice de massa corporal (IMC) passa de 40 ou está acima de 35 com a presença de doenças associadas, como diabetes, colesterol alto e comprometimento hepático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, o acúmulo de peso já é um fator de risco comprovado para uma série de complicações de saúde, incluindo o câncer de mama em mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, se submeter a uma cirurgia bariátrica pode auxiliar na redução desse risco? O que as pesquisas atuais dizem sobre o tema? Confira essas e outras respostas nos tópicos abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Sobrepeso, obesidade e o risco de desenvolver um câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde</u></a>, em 2022 cerca de <strong>43% da população mundial acima de 18 anos</strong> estava vivendo com sobrepeso ou obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que esses quadros são definidos pelo cálculo do peso em quilos divido pelo quadrado da altura (índice de massa corporal). O sobrepeso compreende um IMC oscilando entre 25 e 29,9 e a obesidade quando ultrapassa 30.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A própria OMS também estima que, no ano de 2019, as doenças relacionadas ao excesso de peso foram responsáveis por 5 milhões de mortes. Entre elas estão vários tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/risk/obesity/obesity-fact-sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer</u></a> dos Estados Unidos aponta que a obesidade eleva o risco de tumores em localidades como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esôfago;</li>



<li>estômago;</li>



<li>pâncreas;</li>



<li>vesícula biliar;</li>



<li>fígado;</li>



<li>intestino (cólon e reto);</li>



<li>rins;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u>ovários;</u></a></li>



<li>endométrio;</li>



<li>mamas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>Pequena redução no consumo de alimentos ultraprocessados reduz risco de câncer</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como o peso se relaciona com o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O acúmulo de gordura corporal pode causar uma <strong>série de desequilíbrios no organismo da mulher, </strong>sobretudo na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u>pós-menopausa,</u></a> como disfunções na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/">ação da insulina</a> ou aumento da produção do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estrogenio-vaginal-cancer-de-mama/"><u>estrogênio,</u></a> por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tese, ambos os hormônios estão envolvidos em processos de desenvolvimento e proliferação das células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a obesidade pode <strong>colocar o corpo em um estado de inflamação crônica</strong> que favorece erros na replicação do material genético das células. Esse é justamente o &#8220;gatilho&#8221; para que a doença se forme.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O impacto da cirurgia bariátrica na redução de riscos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"><u> estudo de 2022 publicado no </u></a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association (Jama)</u></em></a> <a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793220"></a>já havia mostrado resultados promissores de que a redução de estômago poderia diminuir a mortalidade e o número de tumores relacionados à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para essa conclusão, os autores acompanharam 30 mil pacientes obesos entre 2004 e 2017. Cinco mil deles foram operados, enquanto os outros 25 mil não. No final, <strong>aqueles que passaram pela cirurgia apresentaram 32% menos chances de ter a doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2023, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2802993" target="_blank" rel="noreferrer noopener">outra pesquisa</a> analisou dados coletados ao longo de seis anos de um grupo de mais de 60 mil mulheres com obesidade. Do montante, 659 tiveram um câncer de mama, assim como parte delas passou por uma cirurgia bariátrica e outra não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, os autores puderam concluir que o procedimento estava atrelado a um menor risco de câncer de mama em mulheres com obesidade prévia. Inclusive, o índice foi <strong>equivalente ao de uma mulher com IMC abaixo de 25.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2818742" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>um artigo de maio de 2024 veiculado na JAMA Surgery </u></a>acompanhou, ao longo de quase 24 anos, pouco mais de 2.500 mulheres entre 37 e 60 anos com uma média de IMC acima de 38.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse período, cerca de 1.400 fizeram uma cirurgia bariátrica e as demais mantiveram mecanismos convencionais de redução de peso. <strong>A conclusão foi de que as mulheres operadas apresentaram um risco 32% menor de câncer de mama</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que médicos e pacientes precisam levar em consideração</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A possibilidade de que a cirurgia bariátrica reduza as chances de um câncer de mama está diretamente associada ao fato de que o proced<strong>imento pode contribuir com uma perda de peso significativa ao longo do tempo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, qualquer análise de risco deve considerar que a <strong>doença nunca surge a partir da presença de um único aspecto</strong>. Uma série de outros componentes, incluindo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u>herança genética </u></a>e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>hábitos acumulados ao longo da vida</u></a>, podem influenciar em seu desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já em relação à obesidade, <strong>é preciso também ponderar que a cirurgia bariátrica pode não ser uma abordagem viável para todos os casos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer maneira, existem evidências que permitem concluir que esse procedimento ajuda a diminuir os riscos de câncer, o que pode ser um ponto importante no processo de decisão para orientações e tratamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>entenda por que a avaliação de risco de câncer deve ser feita aos 25 anos em algumas circunstâncias.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/">A influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Sep 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[colesterol]]></category>
		<category><![CDATA[diabetes]]></category>
		<category><![CDATA[gor]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade. Nesse contexto, um artigo publicado em maio de 2024 no periódico Cancer reforçou como essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a síndrome metabólica compreende alterações fisiológicas que, no longo prazo, podem elevar a chance de complicações cardiovasculares, diabetes e outras disfunções potencialmente graves. Adicionalmente, esse quadro pode estar acompanhado de manifestações relacionadas à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, um<a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> artigo publicado em maio de 2024 no periódico </u></a><a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1002/cncr.35318"><em><u>Cancer</u></em></a> reforçou como <strong>essas disfunções podem também ampliar o risco de uma mulher na pós-menopausa não superar um tumor maligno nas mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora tal constatação não seja necessariamente uma novidade, a publicação demonstra o tamanho do efeito dessas alterações e indica de que forma isso se dá em diferentes subtipos do câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Os indicadores e características da síndrome metabólica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os critérios diagnósticos utilizados atualmente, <strong>a síndrome metabólica se faz presente quando são constatados ao menos três ou mais </strong>dos fatores abaixo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Circunferência elevada da cintura, por conta do acúmulo de gordura na região. Como referência, a <u>Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso)</u> considera medidas da barriga acima de 102 centímetros para homens e 92 para mulheres.</li>



<li>Elevação do colesterol &#8220;ruim&#8221; (LDL igual ou acima de 150 mg/dL).</li>



<li>Redução do colesterol &#8220;bom&#8221; (HDL igual ou inferior a 40 mg/dL em homens e 50 mg/dL em mulheres).</li>



<li>Pressão arterial alta (em geral, acima de 13 por 8 ou que exija medicação para ser controlada).</li>



<li>Glicose no sangue aumentada, considerando um valor de referência de 100 mg/dL em jejum.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, aponta-se que a síndrome metabólica tem origem multifatorial. Em outras palavras, <strong>isso significa que ela é resultado da interação de uma série de aspectos, que vão desde uma maior predisposição genética até o acúmulo de hábitos ruins,</strong> como falta de atividades físicas e alimentação desequilibrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as evidências disponíveis, estima-se que pessoas com a síndrome metabólica têm <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0889852913001084?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>duas vezes mais chance de desenvolver aterosclerose (a obstrução das artérias do coração) e cinco vezes maior probabilidade de serem diagnosticadas com diabetes</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por compartilhar alguns dos mesmos fatores de risco (como o excesso de peso e o sedentarismo), é provável que a síndrome metabólica também acentue a chance de que uma mulher tenha um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, vários componentes desta associação ainda não são bem determinados. Assim sendo, preencher essas lacunas sobre o conhecimento a respeito do tema pode ampliar as ações preventivas em todas as fases da vida da mulher, incluindo a pós-menopausa.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/"><u>A possível conexão entre estresse e câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O tamanho do impacto da síndrome metabólica e da obesidade no câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para providenciar mais dados sobre a questão, <strong>os autores do estudo reuniram informações de mais de 68 mil mulheres que já tinham atravessado a menopausa</strong>. Elas não tinham qualquer histórico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em seguida, a partir dos fatores considerados na composição (descritos acima) de um quadro de síndrome metabólica e obesidade, elas foram classificadas da seguinte maneira:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mulheres no grupo 0 não tinham nenhum indicador de síndrome metabólica.</li>



<li>Aquelas do grupo 1-2 tinham um ou dois desses indicadores.</li>



<li>Por fim, as incluídas no segmento 3-4 apresentavam três ou quatro das alterações listadas (circunferência da cintura, colesterol, pressão alta e diabetes).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, um acompanhamento médio de 20 anos foi mantido. O objetivo era registrar todos os casos de câncer de mama, os desfechos obtidos e de que forma a síndrome metabólica pareceria interferir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, foram diagnosticados 4.562 casos dentro da amostra da pesquisa. Como consequência da doença, 659 pacientes morreram. Outras 2.073 faleceram depois do diagnóstico, mas não necessariamente por conta do tumor.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> As principais conclusões apresentadas</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse cenário, os autores do estudo apontaram que <strong>graus 3-4 de síndrome metabólica estão fortemente associados com uma maior mortalidade. </strong>Foi constatada uma chance 44% maior de morrer por conta do câncer e 53% de mortalidade por qualquer causa depois do diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os prognósticos de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u>tumores receptores de estrogênio positivos e progesterona negativos </u></a>demonstram uma piora nessas circunstâncias. Por outro lado, <strong>a presença da síndrome metabólica não influenciou no número de casos de câncer como um todo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) se mostrou diretamente ligado com um maior risco de diagnóstico de câncer de mama. Assim, mulheres com obesidade severa apresentam 69% mais chances de desenvolver a doença em comparação àquelas com peso normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, pacientes com obesidade poderiam ter maior risco de diagnóstico de tumores receptores hormonais positivos (de estrogênio e progesterona). A mortalidade, por sua vez, só foi maior em casos graves de obesidade (IMC acima de 35).</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como esses resultados podem interferir na prevenção do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, os autores reforçam que a síndrome metabólica parece influenciar de forma diferente o risco de ter a doença e o prognóstico de um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se piores indicadores metabólicos podem aumentar a mortalidade pela doença e por outras causas depois do diagnóstico, <strong>o acúmulo de peso corporal parece elevar a incidência de casos entre pacientes na pós-menopausa.</strong> Por fim, ambos os fatores parecem influenciar de alguma maneira em determinados subtipos da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, <strong>esses dados devem servir como reforço para o controle adequado de fatores associados ao desenvolvimento da síndrome metabólica e da obesidade</strong>. Quem já é afetada pela condição deve conversar com o médico sobre como isso interfere na chance de ter um câncer de mama. Há estratégias que podem ser adotadas para fortalecer o controle e a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/"><u>prevenção adequada.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entenda agora como a redução no consumo de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"><u>alimentos ultraprocessados</u></a> pode ser parte das iniciativas para evitar um câncer de mama.</p>
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		<title>Mamoplastia redutora e mastopexia: quando são indicadas?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jul 2022 12:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[emagrecimento acelerado]]></category>
		<category><![CDATA[flacidez]]></category>
		<category><![CDATA[hipertrofia mamária]]></category>
		<category><![CDATA[inchaço.]]></category>
		<category><![CDATA[lifting da mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamas]]></category>
		<category><![CDATA[mamas caídas]]></category>
		<category><![CDATA[obesidade]]></category>
		<category><![CDATA[ptose mamária]]></category>
		<category><![CDATA[sobrepeso]]></category>
		<category><![CDATA[tamanho dos seios]]></category>
		<category><![CDATA[volume]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esses procedimentos, além de diminuir incômodos físicos, em muitos casos são importantes para o aumento da estima feminina Muitas vezes as mulheres desejam reduzir o&#160;volume&#160;ou dar nova forma às&#160;mamas, seja para promover uma maior harmonia da estética corporal, seja para diminuir a dor e o desconforto causado pelo&#160;tamanho dos seios. Para esses fins, duas cirurgias são as mais recomendadas: a&#160;mamoplastia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Esses procedimentos, além de diminuir incômodos físicos, em muitos casos são importantes para o aumento da estima feminina</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas vezes as mulheres desejam reduzir o&nbsp;<strong>volume&nbsp;</strong>ou dar nova forma às&nbsp;<strong>mamas</strong>, seja para promover uma maior harmonia da estética corporal, seja para diminuir a dor e o desconforto causado pelo&nbsp;<strong>tamanho dos seios</strong>. Para esses fins, duas cirurgias são as mais recomendadas: a&nbsp;<strong>mamoplastia redutora e a mastopexia</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para esclarecer as diferenças entre esses&nbsp;<strong>procedimentos cirúrgicos</strong>, é preciso abordar a definição de cada um deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a&nbsp;<a href="https://www2.cirurgiaplastica.org.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)</u>,</a>&nbsp;a mamoplastia redutora tem por finalidade retirar o&nbsp;<strong>excesso de gordura</strong>, bem como de tecido glandular e&nbsp;<strong>pele&nbsp;</strong>para promover uma mama com tamanho proporcional ao corpo da paciente, possibilitando o alívio do desconforto causado por mamas muito grandes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já a mastopexia, também conhecida como&nbsp;<strong>lifting da mama</strong>, tem por objetivo corrigir a ptose mamária, ou seja, o caimento das mamas, removendo o excesso de pele e a reposicionando no lugar original. Neste procedimento, há pouco ou nenhuma redução de volume.</p>



<p id="leiamais">Leia mais:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenectomia-de-mama-o-que-e/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Adenectomia de mama: o que é e suas características</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba quando a mamoplastia redutora e a mastopexia são indicadas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Esses procedimentos, além de diminuir&nbsp;<strong>incômodos físicos</strong>, em muitos casos são importantes para o aumento da autoestima feminina, da confiança e também melhora do convívio social. Além dos fins estéticos, a&nbsp;<strong>mamoplastia</strong>&nbsp;<strong>redutora</strong>&nbsp;é indicada para pacientes com&nbsp;<strong>sobrepeso,</strong>&nbsp;<strong>dores nas costas</strong>&nbsp;<strong>e pescoço</strong>, causada pelo peso das mamas, assim como nos casos de desenvolvimento acelerado dos seios. Enquanto a&nbsp;<strong>mastopexia</strong>&nbsp;possui indicação para pacientes que passaram por acentuado processo de emagrecimento ou que desejam corrigir o caimento natural das mamas causado pelo&nbsp;<strong>envelhecimento</strong>. Em ambos os procedimentos cirúrgicos, é recomendado que as pacientes já tenham passado pelo completo desenvolvimento das mamas, e isto normalmente ocorre&nbsp;<strong>após os 18 anos de idade</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já para as lactantes, a indicação é para aguardar seis meses após o fim do período de aleitamento materno para programar a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de determinar qual o procedimento recomendado para cada caso, é importante que a paciente passe por uma avaliação junto a um médico&nbsp;<strong>mastologista</strong>&nbsp;para determinar se não há nenhum impedimento para a realização das cirurgias.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-pode-ser-pus-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">O que pode ser pus na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Principais dúvidas sobre mamoplastia redutora e mastopexia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para que você possa tirar as suas principais dúvidas sobre mamoplastia redutora e mastopexia, reunimos os questionamentos mais frequentes das pacientes ao chegarem ao consultório.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a seguir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é hipertrofia mamária?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O desenvolvimento excessivo do volume das mamas é conhecido como<strong>&nbsp;hipertrofia mamária</strong>, podendo ocorrer em diferentes etapas da vida da mulher. Suas causas podem estar relacionadas com a genética, distúrbios hormonais e glandulares, obesidade, gestação, menopausa e ainda diabetes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que é ptose mamária?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “ptose” na Medicina refere-se a queda ou localização anormalmente baixa, assim ptose mamária é o que popularmente conhecemos como mamas caídas. Suas causas estão relacionadas principalmente ao peso da mama e a gravidade associada ao processo de envelhecimento que provoca uma maior&nbsp;<strong>flacidez</strong>. O emagrecimento acentuado também pode favorecer o surgimento da&nbsp;<strong>ptose mamária.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Quem faz mamoplastia pode amamentar?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta para essa pergunta precisa ser avaliada junto ao médico de forma individualizada, pois depende de uma série de fatores que envolve o volume das mamas antes e após a cirurgia, assim como a técnica empregada. Isto porque durante a redução da mama, parte da glândula é retirada para que ocorra a diminuição do volume e do tamanho do seio, podendo ocasionar o seccionamento dos ductos mamários e afetar a&nbsp;<strong>amamentação.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Como é feita a mamoplastia redutora?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse procedimento cirúrgico necessita de anestesia geral, sendo feito por meio de incisões nas mamas para remoção dos excessos e posterior reposicionamento do mamilo e modelamento do&nbsp;<strong>tecido mamário</strong>. Em alguns casos, também há redução da aréola. Após o procedimento, o médico realiza suturas para possibilitar uma melhor sustentação das mamas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A mamoplastia redutora dói?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o procedimento cirúrgico o paciente não sente dor, uma vez que está sedado.&nbsp; Comumente no&nbsp;<strong>pós-operatório&nbsp;</strong>também não é dolorido, mas todas as recomendações médicas devem ser seguidas para evitar maiores complicações, isso inclui movimentos bruscos e excessivos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo para desinchar após mamoplastia redutora?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Logo após a realização do procedimento é normal que a paciente apresente&nbsp;<strong>inchaço</strong>, edemas, manchas escuras ou mesmo assimetria entre o volume das mamas, contudo todos esses sinais irão desaparecendo gradativamente. Geralmente os resultados definitivos podem ser notados entre um ano e um ano e meio após a cirurgia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quanto tempo para desinchar após a mastopexia?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nos primeiros dias após a realização da mastopexia também é comum o surgimento de&nbsp;<strong>inchaço e edemas</strong>. Mas normalmente após três semanas o inchaço começa a diminuir. E cerca de três meses a região das mamas já apresenta um desinchaço notável. Sempre vale ressaltar, que a recuperação pode variar conforme as características individuais de cada paciente e também com o tipo de técnica dotada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Como dormir após a mastopexia?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das principais recomendações após esse procedimento cirúrgico é não&nbsp;<strong>dormir de barriga</strong>&nbsp;para baixo ou de lado para não prejudicar o processo de cicatrização. Usualmente a orientação médica é para dormir de barriga para cima por, no mínimo, 40 dias.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Qual médico procurar para fazer mamoplastia redutora e mastopexia?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Cirurgiões plásticos e mastologistas estão habilitados para realizar estes procedimentos cirúrgicos. No entanto, antes da realização da mamoplastia redutora, quanto da mastopexia, é de fundamental importância que a paciente passe pela avaliação de um médico mastologista para que seja verificado se não há nenhum impedimento para realização das cirurgias.</p>



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		<title>Quais alimentos ajudam na prevenção ao câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 May 2022 17:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos de origem vegetal]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ricos em fibras]]></category>
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		<category><![CDATA[prevenir o câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma dieta rica em alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, feijões e outras leguminosas, verduras e frutas pode prevenir o câncer. Confira! Causado pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos, o câncer de mama é uma doença que ainda inspira uma série de atenções no Brasil e no [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Uma dieta rica em alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, feijões e outras leguminosas, verduras e frutas pode prevenir o câncer. Confira!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Causado pela multiplicação desordenada de células anormais da mama, que forma um tumor com potencial de invadir outros órgãos, o <strong>câncer de mama </strong>é uma doença que ainda inspira uma série de atenções no Brasil e no mundo. O que nem todos sabem ainda é que existem <strong>alimentos que ajudam a prevenir o câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apenas em 2021, foram registrados no Brasil 66.280 novos casos, com 18.295 óbitos, segundo dados do<a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Inca (Instituto Nacional de Câncer)</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o <a href="https://www.inca.gov.br/publicacoes/relatorios/dieta-nutricao-atividade-fisica-e-cancer-uma-perspectiva-global-um-resumo-do">guia Dieta, Nutrição, Atividade Física e Câncer: Uma Perspectiva Global</a> &#8211; Um Resumo do Terceiro Relatório de Especialistas com uma Perspectiva Brasileira, do <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Ministério da Saúde</u></a>, uma dieta rica em <strong>alimentos de origem vegetal</strong>, como cereais integrais, feijões e outras leguminosas, verduras e frutas pode <strong>prevenir o câncer</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as recomendações da publicação para o <strong>câncer de mama</strong> e os demais cânceres, destacamos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Consumir uma dieta que forneça pelo menos 30 gramas de<strong> fibra de fontes dietéticas</strong> por dia;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Incluir, na <strong>maioria das refeições</strong>, alimentos contendo cereais integrais, vegetais não amiláceos (cenoura, beterraba, nabo, espinafre e alface), frutas e leguminosas, como feijão e lentilhas;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Consumir uma dieta rica em todos os tipos de <strong>alimentos vegetais</strong>, incluindo, no mínimo, cinco porções (pelo menos 400 gramas no total) de uma variedade de frutas e vegetais não amiláceos, todos os dias.</li>
</ul>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-tem-cura/">Câncer de mama tem cura, sim!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Saiba quais alimentos ajudam a prevenir o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Você sabia que os <strong>alimentos pouco processados</strong> são riquíssimos em nutrientes e fibras dietéticas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O maior consumo desses alimentos, ao invés dos processados ricos em gordura, amidos refinados e açúcares, proporciona uma <strong>dieta mais rica</strong> em nutrientes essenciais e mais eficaz para regular a ingestão de energia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses alimentos podem proteger contra o ganho de peso, o sobrepeso e a obesidade e, portanto, proteger contra cânceres relacionados à obesidade, além de outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). Contudo, é muito importante esclarecermos que <strong>não existem alimentos milagrosos</strong> no que diz respeito ao <strong>câncer de mama</strong>, doença que pode ser causada por inúmeros fatores.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fatores que aumentam risco de câncer de mama</h2>



<h4 class="wp-block-heading">Fatores ambientais e comportamentais</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Obesidade e sobrepeso; inatividade física; consumo de bebida alcoólica; exposição frequente a radiações ionizantes para tratamento (radioterapia, principalmente antes dos 30 anos) e tabagismo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fatores da história reprodutiva e hormonal</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Primeira menstruação antes de 12 anos; não ter tido filhos; primeira gravidez após os 30 anos; parar de menstruar (menopausa) após os 55 anos; uso de contraceptivos hormonais (estrogênio-progesterona) por mais de 5 anos tem demonstrado discreto aumento de risco; ter feito reposição hormonal pós-menopausa, principalmente por mais de cinco anos.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Fatores genéticos e hereditários</h4>



<p class="wp-block-paragraph">História familiar de câncer de ovário; casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos; história familiar de câncer de mama em homens; alteração genética, especialmente nos genes BRCA1, BRCA2, TP53 e PALB2.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/">Fatores de risco para o câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância dos alimentos ricos em fibra</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, uma série de estudos científicos já foi capaz de demonstrar que <strong>hábitos de vida saudáveis</strong> podem, sim, ajudar a <strong>prevenir o câncer de mama</strong>, uma vez que fortalecem o organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Praticar <strong>atividades físicas </strong>regularmente e manter uma <strong>dieta rica em nutrientes</strong>, nesse sentido, exercem um papel fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais de 20 estudos sobre <strong>alimentos ricos em fibras</strong>, publicados pelo<a href="https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Cancer Society</u></a>, demonstraram que as mulheres que faziam uso regular deste tipo de dieta apresentavam <strong>8% menos chances de desenvolver câncer de mama</strong> no comparativo com as que ingeriram menor quantidade desse ingrediente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na avaliação dos pesquisadores, essa redução de probabilidade pode ser justificada pelo fato de que as fibras têm a capacidade de diminuir os <strong>níveis de açúcar e estrogênio</strong> no corpo das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As fibras – sempre é válido lembrar – podem ser definidas como <strong>compostos vegetais</strong> que, uma vez no intestino, contribuem para a absorção de substâncias, reduzindo o excesso de colesterol e açúcar no organismo, mesmo que passem intactas pelo sistema digestivo e acabem eliminadas com as fezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns <strong>alimentos ricos em fibras</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, soja em grão);</li>



<li>Grãos, farelos e farinhas integrais (arroz, linhaça, aveia, cevada, milho, trigo);</li>



<li>Pães e biscoitos integrais (centeio, farinha integral, milho);</li>



<li>Cereais instantâneos e matinais;</li>



<li><strong>Vegetais</strong>: agrião, alface, abóbora, abobrinha, aipo, aspargos, beterraba, brócolis, couve, acelga, batata-doce, rúcula, escarola, erva-doce, espinafre, repolho, salsa, cebolinha, cebola, cenoura crua, couve-flor, milho verde, nabo, pepino, pimentão, quiabo, rabanete, tomate cru, vagem;</li>



<li><strong>Frutas</strong>: abacate, abacaxi, ameixa fresca, ameixa seca, amora, banana, caju, cereja fresca, coco fresco e/ou seco, damasco seco, figo fresco e/ou seco, goiaba, kiwi, laranja (com o bagaço), maçã com casca, manga, maracujá, mamão, melancia, melão, tangerina, morango, nectarina, pera com casca, pêssego com casca, tâmara, uva fresca e passa.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Controle de peso e elementos a serem evitados para prevenir o câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Manter-se seguramente <strong>distante da obesidade</strong> é uma medida essencial para <strong>evitar o câncer de mama</strong>, pois o excesso de peso se apresenta, inúmeras vezes, como ponto de partida para uma série de doenças crônicas graves.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos já demonstraram, por exemplo, que a gordura em excesso pode calibrar a quantidade de estrogênio, em um processo que, geralmente, potencializa as chances de surgirem <strong>células malignas</strong>. Outro hormônio que, em excesso, já foi relacionado ao câncer de mama é a insulina, também muito frequente (em níveis elevados) em <strong>mulheres com sobrepeso</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que nunca, portanto, um padrão alimentar com <strong>baixo teor de gordura</strong> é crucial, reduzindo, até mesmo, o risco de óbito em mulheres que tiveram <strong>câncer de mama </strong>depois da menopausa, afirma um estudo do <a href="https://www.whi.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>The Women’s Health Initiative</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O consumo equilibrado de <strong>ômega-3</strong>, tipo de gordura insaturada que tem ácidos graxos, ajuda a fortalecer o organismo e, consequentemente, a <strong>prevenir o câncer de mama</strong>. Sardinha, salmão e chia são bons exemplos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além dos alimentos que ajudam na <strong>prevenção ao câncer de mama</strong>, também é muito importante falarmos sobre aqueles que devem ser <strong>evitados ao máximo</strong>. Algumas recomendações:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Limitar o consumo de carne vermelha e de carne processada;</li>



<li>Limitar o consumo de fast-food e outros alimentos processados ricos em gordura, amidos ou açúcares;</li>



<li>Não consumir bebidas alcoólicas;</li>



<li>Limitar o consumo de bebidas açucaradas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Importante</strong>: consultas médicas regulares e exames de câncer de mama <strong>são imprescindíveis</strong> para a detecção e diagnóstico precoce da doença.</p>



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