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	<title>Arquivos ovários - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos ovários - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>A relação entre a retirada dos ovários e o risco aumentado de insuficiência cardíaca</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de ovário]]></category>
		<category><![CDATA[insuficiência cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[menopausa]]></category>
		<category><![CDATA[ovários]]></category>
		<category><![CDATA[remoção dos ovários]]></category>
		<category><![CDATA[saúde cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[saúde oncológica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A retirada dos ovários pode ser indicada em diferentes situações, principalmente quando há risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama ou de ovário. Embora o procedimento seja considerado seguro, uma nova pesquisa, apresentada na Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia de 2025, alerta para a importância de se avaliar cuidadosamente o momento de realização da cirurgia, [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/">A relação entre a retirada dos ovários e o risco aumentado de insuficiência cardíaca</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A retirada dos ovários <strong>pode ser indicada em diferentes situações,</strong> principalmente quando há risco aumentado para o desenvolvimento de câncer de mama ou de ovário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o procedimento seja considerado seguro, uma nova pesquisa, apresentada na Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia de 2025, alerta para a importância de se avaliar cuidadosamente o momento de realização da cirurgia, uma vez que a <strong>retirada dos ovários antes da menopausa pode elevar o risco de insuficiência cardíaca no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, entender essa relação é essencial para que a decisão seja tomada com segurança, junto ao acompanhamento médico adequado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Possíveis indicações para a retirada dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Chamada de <strong>ooforectomia bilateral</strong>, a remoção dos ovários pode ser recomendada por diferentes motivos, desde o tratamento de doenças até a prevenção de certos tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, ela é feita em conjunto à <strong>retirada das tubas uterinas</strong>, procedimento conhecido como <strong>salpingo-ooforectomia bilateral</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as indicações mais comuns está a <strong>prevenção do</strong> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/resultado-anatomapatologico-cancer-de-mama/"><u><strong>câncer de mama</strong></u></a><strong> e de ovário</strong> <strong>em mulheres com alto risco genético.</strong> Essa conduta é considerada profilática . Ou seja, visa reduzir a probabilidade de surgimento da doença no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os principais fatores que costumam orientar essa decisão são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/"><u>mutações genéticas nos genes </u></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/"><em><u>BRCA1</u></em></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/"><u> e </u></a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-gene-brca/"><em><u>BRCA2</u></em></a>;</li>



<li>histórico familiar de câncer de ovário ou de mama;</li>



<li>diagnóstico prévio de câncer de mama precoce (entre os 20 e 40 anos).</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Impactos no organismo após a remoção dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em mulheres com alterações genéticas conhecidas, a retirada dos ovários pode diminuir significativamente o risco de desenvolver câncer, especialmente quando associada a outras medidas preventivas e de acompanhamento regular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ocorre porque a remoção dessas estruturas provoca a <strong>queda abrupta da produção de hormônios femininos</strong>, como o estrogênio e a progesterona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em contrapartida, <strong>a alteração hormonal pode gerar consequências negativas ao organismo feminino.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma delas é a antecipação dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tratamento-nao-hormonal-ondas-de-calor-da-menopausa/"><u>sintomas da menopausa</u></a> e efeitos em diferentes sistemas do corpo, incluindo o cardiovascular, o ósseo e o metabólico.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><u>Retirada dos ovários: em que situações esse procedimento ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a retirada dos ovários aumenta o risco cardíaco</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como citado, o<a href="https://www.jacc.org/doi/pdf/10.1016/S0735-1097%2825%2901966-7?download=true"> <u>estudo apresentado na Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia</u></a> revelou que <strong>mulheres cujos ovários foram removidos antes da menopausa podem apresentar maior probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca em um momento posterior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa avaliou 3.972 mulheres, com idade média de 44 anos no momento da cirurgia. Ao longo do acompanhamento, 36 delas (menos de 1%), com média de idade de 57 anos, desenvolveram insuficiência cardíaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a></a>Apesar do número absoluto ser baixo, <strong>as mulheres submetidas à ooforectomia bilateral apresentaram 50% mais probabilidade de desenvolver insuficiência cardíaca</strong> em comparação às que não passaram pelo procedimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O quadro ocorre quando o<strong> músculo do coração não consegue bombear sangue de forma eficiente</strong> para o restante do corpo. Com isso, o sangue pode se acumular e provocar retenção de líquidos, especialmente nos pulmões e nas pernas. Os sintomas mais frequentes incluem falta de ar durante atividades leves ou ao deitar, batimentos irregulares, fadiga, inchaço nos membros inferiores e chiados no peito. Embora seja uma condição séria, <strong>o tratamento adequado pode melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores responsáveis pelo estudo acreditam que o aumento verificado no risco cardíaco esteja relacionado à queda súbita dos níveis de estrogênio. Isso porque o hormônio contribui para a proteção do coração e para manter o bom funcionamento dos vasos sanguíneos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as participantes, o risco também foi ainda mais alto entre mulheres brancas, que tiveram duas vezes mais chance de apresentar a condição.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sindrome-metabolica-cancer-mama/"><u>Estudo aponta como síndrome metabólica interfere na incidência e na mortalidade pelo câncer de mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como reduzir o risco cardíaco e cuidar da saúde após a remoção ovariana</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de retirar ou não os ovários deve envolver sempre uma equipe médica multidisciplinar para que seja definido o momento ideal e as estratégias de acompanhamento após a cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, caso o procedimento se prove realmente necessário, sobretudo antes da menopausa, é importante conversar com profissionais sobre <strong>formas eficazes de</strong> <strong>proteger a saúde cardiovascular</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas que podem ser consideradas para evitar o risco cardíaco, destacam-se:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>avaliação regular da função cardíaca e dos níveis de colesterol;</li>



<li>prática de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/"><u>exercícios físicos</u></a> orientados;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/"><u>alimentação equilibrada</u></a>, rica em frutas, legumes e gorduras boas;</li>



<li>controle da pressão arterial e do <a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/"><u>estresse</u></a>;</li>



<li>discussão sobre a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/"><u><strong>terapia de reposição hormonal</strong></u></a>, quando indicada (exceto em casos de câncer de mama com receptor hormonal positivo).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os pesquisadores do estudo, <strong>adiar o procedimento</strong> <strong>também pode ser uma alternativa para algumas mulheres</strong>, desde que o risco oncológico permita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, outra possibilidade é o uso de medicamentos que interrompem temporariamente a função ovariana, embora o impacto dessa abordagem sobre o risco cardíaco ainda não seja totalmente conhecido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de todos esses aspectos, é fundamental que cada caso seja sempre analisado individualmente para garantir a segurança da paciente, levando em conta o histórico familiar, as condições de saúde e o acompanhamento contínuo com profissionais especializados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e entenda também <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-bariatrica-cancer-de-mama/"><u>a influência da cirurgia bariátrica na redução do risco de câncer de mama</u></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><br><br></h2>
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		<title>Retirada dos ovários: em que situações esse procedimento ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias redutoras de risco]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[ovários]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[profilaxia]]></category>
		<category><![CDATA[salpingo-oforectomia bilateral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A retirada dos ovários pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, mas tal decisão deve ser ponderada com cuidado A partir do momento em que uma mulher é mapeada dentro de um grupo de alto risco para desenvolver um câncer de mama e ovário, medidas de rastreio, prevenção e profilaxia podem ser adotadas para minimizar tal condição. Nesse [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A retirada dos ovários pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, mas tal decisão deve ser ponderada com cuidado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A partir do momento em que uma mulher é mapeada dentro de um grupo de alto risco para desenvolver um câncer de mama e ovário, medidas de rastreio, prevenção e profilaxia podem ser adotadas para minimizar tal condição</strong>. Nesse contexto, a retirada dos ovários (e, eventualmente, das tubas uterinas) pode ser indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada salpingo-ooforectomia bilateral pode contribuir para reduzir o risco de câncer tanto nas mamas quanto nos ovários, sobretudo em pacientes com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u> alterações genéticas</u></a> que predispõem a uma maior chance de desenvolver a doença. Entretanto, diante da extensão e das consequências dessa intervenção, diversos aspectos devem ser cuidadosamente ponderados antes de seguir em frente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A profilaxia do câncer de mama por meio da retirada dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>ovários são as glândulas reprodutivas do corpo feminino</strong>. Desse modo, elas produzem e dispersam os óvulos. Em seguida, o óvulo liberado passa pelas tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio. Essas estruturas têm cerca de 10 centímetros de comprimento e ligam os ovários ao útero, local onde os óvulos são fertilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os ovários são responsáveis pela produção de hormônios importantes para a regulação de uma série de processos no organismo. <strong>Com isso, eles são as principais fontes de progesterona e estrogênio para o corpo da mulher. Porém, esses hormônios também estão associados ao desenvolvimento e a progressão de quadros de câncer nas mamas e nos próprios ovários.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo,<strong> se há um risco adicional de desenvolver a doença, a remoção dos ovários e das tubas uterinas é uma alternativa profilática </strong>(ou seja, com o objetivo de prevenir o problema). Algo similar pode ser feito com relação às mamas: mulheres com alto risco de desenvolver um câncer de mama podem se submeter a uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenectomia-de-mama-o-que-e/">mastectomia profilática.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de procedimento, claro, traz inúmeros impactos para o corpo da mulher. <strong>Além de afetar definitivamente a capacidade de ter filhos biológicos, a retirada de ovários e tubas uterinas pode gerar uma série de manifestações similares àquelas experimentadas na </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u><strong>menopausa.</strong></u></a> Portanto, ondas de calor, alterações de humor e disfunções sexuais podem ser comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u>Quais são os principais fatores de risco para um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">As situações em que essa intervenção pode ser indicada</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como não poderia deixar de ser, qualquer processo de decisão de uma medida profilática deve ter no centro uma discussão cuidadosa entre médico e paciente. De qualquer maneira, alguns aspectos costumam orientar essa opção.</strong> Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Detecção de mutações nos genes BRCA 1 e 2. Essas alterações estão associadas a um risco relativamente maior do desenvolvimento de tumores nas mamas e nos ovários;</li>
<li>Parentes de primeiro grau com tumores já diagnosticados na mama e/ou nos ovários;</li>
<li>Histórico familiar de câncer de ovário em especial com diagnósticos antes dos 50 anos;</li>
<li>Já ter sido diagnosticada com um câncer de mama precoce (entre os 20 e 40 anos).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O diálogo entre médico e paciente também pode ajudar a definir o momento em que a cirurgia vai ser feita, sempre conforme as evidências disponíveis.</strong> Desse modo, é possível ampliar o benefício da intervenção. Normalmente, o procedimento é feito entre os 35 e 40 anos, a partir do momento em que a mulher decide não ter mais filhos. Mulheres que passaram por mastectomias profiláticas podem postergar a intervenção por alguns anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A retirada dos ovários pode ser considerada também por mulheres que desejam uma medida profilática que provoque menos alterações visuais no corpo ou que se preocupam também com o risco de desenvolver câncer nos ovários.</strong> Cabe ressaltar que esse tipo de tumor ainda não conta com ferramentas eficientes de rastreio. Portanto, pode ser mais difícil diagnosticá-lo adequadamente em estágios iniciais, afetando o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>tratamento.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, remover os ovários costuma também ser uma opção para mulheres que não querem se submeter a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u>terapia hormonal</u></a> ou a quimioprofilaxia, alternativas comuns ao procedimento mais radical. Vamos retornar a esse ponto ainda neste artigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A eficácia da retirada dos ovários na prevenção do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2776761" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo publicado em 2021</u></a> mostrou como funciona a relação entre a remoção dos ovários e das tubas uterinas em mulheres com mutações nos genes BRCA 1 e 2 e a redução do risco de desenvolver câncer nas estruturas removidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O estudo concluiu que os benefícios na redução são percebidos tanto no curto prazo (até 5 anos após a cirurgia), quanto no longo prazo, sobretudo para portadoras da mutação BRCA 1.</strong> Além disso, parece haver uma relação entre a idade em que a remoção é feita e o tamanho da redução do risco: quanto mais cedo, maior o benefício. Esse resultado também foi mais significativo em mulheres com a mutação BRCA1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para exemplificar os achados do estudo, os pesquisadores apontaram que uma mulher com uma mutação no BRCA1 que não tenha passado por uma cirurgia profilática tinha risco cumulativo de desenvolver um tumor na mama de 61% aos 70 anos. Enquanto isso, uma mulher nessa mesma faixa sem a mutação acumulava um risco de 12,1%. Contudo, o risco pode ser reduzido para 48,2% se a mulher tiver seus ovários retirados aos 30 anos, conforme a publicação indica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Possíveis efeitos colaterais da retirada dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após a realização da cirurgia, em um período que pode variar de algumas horas a vários dias, a paciente pode experimentar alguns efeitos colaterais relacionados à remoção dos ovários. Eles são provocados pela queda na quantidade de estrogênio no organismo. Os sintomas podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ondas de calor ou fogachos;</li>
<li>Fadiga;</li>
<li>Alterações de humor;</li>
<li>Secura ou irritação vaginal;</li>
<li>Queda da libido</li>
<li>Mais raramente são relatadas dores articulares, espasmos musculares, insônia, incontinência urinária e/ou quadros de ansiedade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tais sintomas podem persistir por muito tempo, o ideal é conversar com seu médico para encontrar formas de aliviá-los.</strong> Felizmente, existem diversas terapias efetivas para promover uma melhora da qualidade de vida. Em pacientes sem histórico pessoal de câncer a terapia de reposição hormonal de curto prazo é uma opção, por exemplo. <strong>Além disso, quem passa pelo procedimento deve também tomar as medidas necessárias para cuidar da saúde óssea devido ao risco de osteoporose associada à queda hormonal.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas das alternativas profiláticas disponíveis</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem toda mulher com alguma modificação na mama se beneficia de uma cirurgia profilática. Em alguns casos, a quimioprevenção acaba sendo a melhor alternativa. É o que acontece, por exemplo, em casos de hiperplasia ductal atípica. </strong>Nessa hipótese, são prescritos medicamentos que podem contribuir para reduzir a chance de desenvolver um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mais utilizados são o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u>tamoxifeno</u></a> e os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">inibidores de aromatase</a>. Eles atuam modulando a ação de hormônios como o estrogênio e a progesterona. No longo prazo, eles tendem a reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama. Ou seja, o controle do papel dos hormônios no risco de ter um câncer seria resultado da ação do medicamento e não da retirada dos ovários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medidas de quimioprevenção similares também podem ser adotadas em mulheres portadoras de mutações BRCA, mediante avaliação levando em conta alguns aspectos. A introdução da quimioprofilaxia pode contribuir também para prevenir que o tumor volte, inclusive na mama oposta àquela primeiramente tratada. Para que isso surta o efeito esperado, é necessário que o tumor previamente diagnosticado tenha receptores hormonais positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tudo isso, fica perceptível de como a retirada dos ovários pode ser importante na prevenção de tumores na mama e nos ovários. Logo, ela é uma alternativa valiosa, mas que não é indicada para todos os casos. <strong>Se de um lado, o temor de desenvolver um câncer pode afetar a qualidade de vida, as consequências das medidas de profilaxia podem fazer com que seus benefícios não sejam tão proeminentes a ponto de justificar a intervenção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>veja de que forma outra mutação, a PALB2, aumenta o risco de um câncer de mama e o que pode ser feito para minimizá-lo.</strong></u></a></p>
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