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	<title>Arquivos PALB2 - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos PALB2 - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>De que forma a mutação PALB2 aumenta o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Apr 2023 11:09:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[PALB]]></category>
		<category><![CDATA[brca]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[PALB2]]></category>
		<category><![CDATA[riscos não evitáveis]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A mutação PALB2 pode aumentar bastante o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida, o que exige acompanhamento apropriado A carga hereditária está entre os principais fatores de risco não modificáveis para desenvolver um tumor nas mamas. Uma vez que nosso DNA guarda as instruções para o funcionamento do organismo, modificações indesejadas podem desencadear processos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A mutação PALB2 pode aumentar bastante o risco de uma mulher desenvolver câncer de mama ao longo da vida, o que exige acompanhamento apropriado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A carga hereditária está entre os principais fatores de risco não modificáveis para desenvolver um tumor nas mamas</strong>. Uma vez que nosso DNA guarda as instruções para o funcionamento do organismo, modificações indesejadas podem desencadear processos que levam ao desenvolvimento de um câncer<strong>. Esse é o caso, por exemplo, da mutação PALB2.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora não seja tão mencionada quantas as mutações nos genes BRCA 1 e 2, alterações no PALB2 também merecem a devida atenção. Elas podem exigir recomendações de rastreamento precoce conforme avaliação do médico responsável pelo acompanhamento. Nesse sentido, esclarecer os principais pontos sobre tal alteração é um primeiro passo importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é a mutação PALB2?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O gene PALB2 é responsável pela expressão de uma série de proteínas que contribuem para a reparação do material genético das células. <strong>Quando ele apresenta uma determinada mutação (ou seja, uma modificação), esse processo é afetado e faz com que o risco da pessoa desenvolver diferentes tipos de câncer, em especial nas mamas, no pâncreas e nos ovários, seja maior.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O PALB2 é considerado um gene de alta penetrância e suas mutações aumentam o risco de desenvolver um câncer de mama entre 45 e 60% ao longo da vida. Como referência, mulheres em geral possuem um risco cumulativo para desenvolver a doença que oscila de 10 a 12%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sejam genes diferentes, o PALB2 e o BRCA2 têm uma relação direta. Inclusive, PALB2 é a sigla para “Partner and Localizer of BRCA2”. <strong>A conexão entre ambos os genes se dá pela interação das proteínas produzidas por eles, desempenhando as funções de reparação no material genético já destacadas. </strong>Tanto homens quanto mulheres têm duas cópias do PALB2 no seu material genético, uma herdada da mãe e outra do pai.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem deve fazer um teste genético para identificar mudanças no gene PALB2?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A presença de uma mutação, seja no PALB2, seja no BRCA 1 ou 2 ou em qualquer outro gene, é <strong>identificada por meio de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/?_ga=2.208958801.213179233.1681310966-848203006.1673623648&amp;_gl=1*4i2434*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_PQC87SDMSD*MTY4MTMxMDk2Ni42Mi4xLjE2ODEzMTA5NjYuMC4wLjA."><u><strong>testes genéticos.</strong></u><u></u></a> Isso não significa que todas as mulheres devem se submeter a esse tipo de avaliação. Em geral, a recomendação de um teste genético é feita para pacientes que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Receberam um diagnóstico de um tumor de mama triplo negativo antes dos 60 anos;</li>
<li>Receberam um diagnóstico de um tumor na mama antes dos 45 anos ou entre ou 46 e os 60 associados a outros fatores de risco;</li>
<li>Mulheres já diagnosticadas com um câncer de mama e um câncer nos ovários;</li>
<li>Têm membros da família com mutação BRCA2/PALB2 já descoberta;</li>
<li>Apresentam histórico de episódios de câncer de mama na família ou de homens com tumores na próstata.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, a palavra final sobre a necessidade do teste genérico deve passar, como não poderia deixar de ser, pela avaliação do médico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como ela influencia na chance de desenvolver um tumor?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1400382?query=featured_home" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>artigo publicado no New England Journal of Medicine,</u></a> a presença da mutação PALB2 pode elevar o risco de desenvolver câncer nas mamas entre cinco e nove vezes, se comparado com o risco médio da população em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para chegar a esse número, o estudo acompanhou 362 membros de 154 famílias com a mutação PALB2 identificada. Dentro desse grupo, 311 eram mulheres e 51 homens. Todos eles foram acompanhados por 20 anos ou até o momento do diagnóstico da doença<strong>. Depois desse período, 229 mulheres e sete homens dentro da amostra tiveram câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Assim, em comparação com a população em geral, os responsáveis pelo estudo apontaram que havia uma chance 9,47 vezes maior de pessoas com mutações no gene PALB2 desenvolverem câncer de mama ao longo da vida</strong>. Aos 60 anos, o risco de desenvolver a doença era cinco vezes maior, conforme indicam os dados reunidos pelos autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o risco absoluto de desenvolver um câncer de mama associado a alterações no gene PALB2 até os 70 anos é de 33% para mulheres sem histórico familiar da doença. Já para aquelas com dois ou mais familiares de primeiro grau com câncer de mama, esse risco absoluto sobe para 58%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora raro, vale mencionar que alterações em ambos os genes PALB2 também estão associados a uma doença genética conhecida como anemia de Fanconi. Entre outros problemas, esse quadro também predispõe a uma chance maior de desenvolver alguns tipos de câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/bi-rads-como-funciona-classificacao-exames-imagem-da-mama/">Saiba o que é o BI-RADS e entenda como funciona essa classificação para exames de imagem da mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Quais são as orientações de prevenção para quem tem a mutação PALB2?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com os dados dos testes genéticos em mãos, a paciente deve passar pelo chamado aconselhamento genético. <strong>A partir disso, são definidas as melhores condutas para minimizar o risco devido à mutação descoberta.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, <strong>mulheres com alterações no gene PALB2 podem se beneficiar de um acompanhamento precoce com exames de imagens e, mais raramente, com mastectomias preventivas, conforme avaliação individual de risco.</strong> A introdução de hábitos de vida saudáveis (com a prática regular de exercícios físicos, alimentação equilibrada, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>redução no consumo de álcool </u></a>e interrupção do tabagismo) também são incentivadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo, desta vez publicado no periódico <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/fullarticle/2789164" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>JAMA Oncology</u></a>, aponta estratégias de rastreamento precoce para pacientes com mutações nos genes PALB2, ATM e CHEK. <strong>Assim, a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u><strong>ressonância magnética</strong></u></a><strong> poderia ser feita a partir do intervalo entre os 30 e 35 anos e a mamografia dos 40 anos em diante.</strong> A explicação para a introdução mais tardia das<a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u> mamografias</u></a> se dá pelo fato de que elas podem aumentar o risco de falsos-positivos, não contribuindo para a redução efetiva da mortalidade. Os resultados do estudo foram obtidos a partir da simulação de modelos estatísticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As orientações obtidas por meio do aconselhamento genético podem ser estendidas aos parentes. Eles também podem carregar a mutação PALB2 (ou qualquer outra modificação que eleve o risco de desenvolver a doença). <strong>Em todo o caso, o contato constante e franco com o médico responsável pelo acompanhamento deve orientar qualquer medida, inclusive diante do peso emocional maior que o risco de desenvolver um câncer pode gerar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja também o que você precisa </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong>saber sobre os sinais e sintomas mais comuns de um câncer de mama.</strong></u></a></p>
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