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	<title>Arquivos parto. - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos parto. - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>A quimioterapia na gestação e na lactação são opções seguras? Entenda o que deve ser considerado nesses casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo. Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. <strong>Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o câncer de mama entre mulheres que estão esperando um bebê. De todo modo, com as devidas precauções, é possível combater o tumor resguardando a segurança da gestação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona o rastreamento e o diagnóstico de um câncer de mama durante uma gestação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que sinais de uma possível neoplasia nas mamas durante a gestação passem despercebidos. <strong>Com as alterações hormonais decorrentes da gestação, é esperado que as mamas da mulher sofram modificações em diversos aspectos (tamanho, sensibilidade etc.), inclusive por conta da preparação para a lactação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, mulheres grávidas não são orientadas a fazer exames (como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u>mamografias</u></a> periódicas) para rastrear um possível câncer de mama, sobretudo para evitar a exposição desnecessária à radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, possíveis casos de câncer nessas circunstâncias são diagnosticados, em média, em estágios mais avançados<strong>. Isso acontece pelo fato desses quadros serem descobertos por acidente ou apenas quando a paciente nota algum nódulo ou caroço na mama e procura ajuda médica para investigar a condição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a <strong>recomendação é que diante de qualquer alteração que desperte preocupação, a mulher grávida não espere o fim da gestação para obter a assistência médica necessária</strong>. Em tais circunstâncias, exames como a mamografia podem ser feitos com as proteções necessárias (como um avental de chumbo sobre a barriga) para mitigar os possíveis riscos ao feto e assim confirmar ou não o diagnóstico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons </u></a>e biópsias costumam ser outras opções para analisar o quadro. Ressonâncias magnéticas que dependem do uso de contraste são uma opção normalmente descartada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u>Estudo mostra que é possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar</u></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É possível introduzir a quimioterapia na gestação de forma segura?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como sempre, a escolha sobre a melhor abordagem para um câncer de mama diagnosticado na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez</u></a> envolve aspectos como o estágio do tumor e as suas características<a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u> imuno-histoquímicas. </u></a><strong>Seja como for, a quimioterapia pode ser uma intervenção importante para combater a doença, ainda que a preocupação com a segurança seja uma constante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A principal recomendação para minimizar problemas passa por evitar essa forma de tratamento no primeiro trimestre de gestação</strong>. Tal orientação parte do princípio de que os fármacos utilizados no tratamento serão possivelmente teratogênicos. <strong>Em outras palavras, isso significa que eles podem provocar malformações fetais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, as <a href="https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/OP.20.00077"><u>evidências disponíveis </u></a>sugerem que parece não haver impactos significativos da teratogenicidade dos quimioterápicos sobre o desenvolvimento do feto <strong>se o tratamento começar depois do segundo semestre de gestação</strong>, ainda que em alguns casos os dados disponíveis sobre o tópico sejam limitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas horas, a ponderação entre riscos e benefícios deve orientar a decisão pela adoção ou não da quimioterapia na gestação. <strong>Por isso, sempre que os ganhos para a saúde materna superarem as chances de problemas para o bebê, o tratamento quimioterápico costuma ser uma alternativa viável.</strong> Isso considera sempre a utilização dos fármacos adequados para essas circunstâncias e o respeito a um prazo de interrupção da terapia antes do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, feita a decisão pela quimioterapia, <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/OP.20.00628" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode ser recomendado reforçar o acompanhamento do desenvolvimento fetal.</a> <strong>Em algumas circunstâncias, suspeita-se de que essa forma de tratamento (em especial com o uso de medicamentos à base de platina) durante a gestação afete o crescimento do feto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, pode haver maiores chances de um parto precoce, colocando os recém-nascidos sob risco de piores desfechos após o nascimento. As evidências sobre isso, mais uma vez, são limitadas, então novos estudos precisam se debruçar com mais cuidado sobre a questão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os impactos do tratamento na lactação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o nascimento da criança, as dúvidas em torno do tratamento se voltam para a forma como ele pode influenciar na amamentação. Na prática, a equipe responsável pelo acompanhamento do paciente dará a orientação adequada sobre isso, de acordo com os tratamentos empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por uma cirurgia contra um câncer de mama, por exemplo, podem ser liberadas para alimentar seu filho com o próprio leite. <strong>Por outro lado, pacientes que ainda vão passar pelo procedimento cirúrgico podem ser orientadas a não começar a amamentar</strong>. Esse cuidado pode facilitar a cirurgia e reduzir o risco de complicações (como infecções).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A restrição para a amamentação costuma ser completa em mães recebendo tratamentos sistêmicos contra um câncer de mama.</strong> Isso inclui abordagens como a quimioterapia, a radioterapia, a hormonioterapia e as terapias-alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas dessas terapias são indicadas apenas após o parto. <strong>De qualquer maneira, elas podem afetar a segurança do leite materno ou até mesmo bloquear a lactação. No mais, a restrição à amamentação pode se manter por meses após o fim do tratamento</strong>. Em todo caso, a mãe receberá a orientação do que fazer para garantir a alimentação apropriada da criança (como leite doado ou uso de fórmulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, se respeitadas algumas condições, a quimioterapia na gestação tende a ser segura a partir de determinados estágios da gravidez, embora isso deva ser analisado cuidadosamente caso a caso. A lactação, por sua vez, pode ser restringida. Por isso, pacientes e profissionais devem seguir lado a lado para discutir as melhores opções de cada circunstância<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u> desde o primeiro momento após o diagnóstico.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mulheres diagnosticadas com câncer de mama antes de engravidar, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u>veja quais os impactos do tratamento sobre a fertilidade.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-gestacao/">A quimioterapia na gestação e na lactação são opções seguras? Entenda o que deve ser considerado nesses casos</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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