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	<title>Arquivos prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos prevenção - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Qual a relação entre câncer de mama e amamentação? Veja como a lactação ajuda a reduzir riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 May 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[aleitamento materno]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A relação entre câncer de mama e amamentação deve sempre ser levada em conta quando se pensa nos fatores que colaboram para reduzir a chance que uma mulher tem de ter a doença em algum momento da vida. Ou seja, além de ser fundamental para o desenvolvimento do bebê, a lactação contribui com esse aspecto da saúde materna, em uma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A relação entre câncer de mama e amamentação <strong>deve sempre ser levada em conta quando se pensa nos fatores que colaboram para reduzir a chance que uma mulher tem de ter a doença em algum momento da vida. </strong>Ou seja, além de ser fundamental para o desenvolvimento do bebê, a lactação contribui com esse aspecto da saúde materna, em uma relação que é dose-resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso significa que as evidências disponíveis sustentam que quanto maior o período de amamentação, maior a proteção contra a doença</strong>. Estima-se que até<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)01024-7/abstract"> </a><a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(15)01024-7/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>20 mil mortes anuais por câncer de mama</u></a> em todo o mundo seriam evitadas se houvesse uma ampliação nos períodos de amamentação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que se sabe sobre os benefícios da amamentação no risco de ter um câncer de mama?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.who.int/tools/elena/interventions/exclusive-breastfeeding" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Crianças que são alimentadas com leite materno pelo maior período possível</u></a> têm menores taxas de morbimortalidade, além de apresentarem um melhor desenvolvimento intelectual e outros benefícios que perduram pela vida toda (como menor risco de obesidade e diabetes).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a ciência vem demonstrando também muitos dos benefícios da amamentação que afetam positivamente a saúde das mães, reduzido a chance de um câncer de mama. Exemplo disso é uma<a href="https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(02)09454-0/abstract" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ampla revisão sobre o tema publicada em 2002, que reuniu 47 estudos epidemiológicos de 30 países.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, isso permitiu acumular as informações de mais de 55 mil pacientes diagnosticadas com um câncer de mama invasivo e compará-las com dados de 96 mil mulheres sem a doença. <strong>A partir disso, foi possível constatar que as mulheres com câncer de mama haviam, em média, registrado menos partos e períodos de lactação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>E mesmo entre aquelas que tinham engravidado e alimentado seus filhos com o próprio leite, o intervalo médio de lactação havia sido menor.</strong> No fim, os autores do estudo concluíram <strong>que a cada ano de amamentação, o risco relativo de uma mulher ter um câncer de mama cai, em média, 4,3%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, algum grau de benefício pode ser aproveitado mesmo por mulheres que, por outros motivos, têm um<a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9972148/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> risco maior de ter a doença. </u></a>Quem carrega uma mutação no gene BRCA 1, por exemplo, <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC9972148/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>pode reduzir a probabilidade de ter a doença em patamar de 22% a 50%.</u></a> No mais, a amamentação parece contribuir com uma queda de 20% na chance de ter um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>câncer de mama triplo-negativo</u></a>. Essa forma da doença costuma evoluir com maior gravidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que pode explicar a relação entre queda no risco de câncer e amamentação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">São vários os mecanismos fisiológicos os motivos que podem explicar como amamentação reduz a chance de uma mulher ter câncer de mama. <strong>Um laço plausível para essa relação estaria na forma como lactação interfere nos hormônios do organismo feminino.</strong> Como resultado, a mulher experimenta períodos de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-pode-menstruar/"> amenorreia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, quanto maior o tempo amamentando, menos suscetível estaria seu organismo a influência de altos níveis de uma série de hormônios (em especial, o estrogênio). Já se sabe que a ação hormonal pode aumentar a chance de que um tumor apareça em algum momento da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>produção constante de leite materno e o esvaziamento da mama poderiam favorecer uma renovação permanente do tecido da mama</strong>, permitindo que o corpo elimine possíveis células defeituosas com mais facilidade durante esse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, <strong>é possível que mães amamentando adotem estilos de vida mais saudáveis reduzindo o consumo de álcool e deixando de fumar, por exemplo</strong>. Logo, indiretamente, essas mudanças contribuíram para reduzir a chance de ter um câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"> O que você precisa saber sobre a fertilidade durante o tratamento do câncer de mama</a></u></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como aproveitar melhor os benefícios da amamentação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o<a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aleitamento-materno#:~:text=O%20aleitamento%20materno%20%C3%A9%20uma,ch%C3%A1s%2C%20%C3%A1gua%20e%20outros%20alimentos."> </a><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/aleitamento-materno#:~:text=O%20aleitamento%20materno%20%C3%A9%20uma,ch%C3%A1s%2C%20%C3%A1gua%20e%20outros%20alimentos." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a> <strong>orienta que as mães amamentem os seus filhos de forma exclusiva por pelo menos seis meses</strong>. Entretanto, junto de outros alimentos, <strong>o leite materno pode ser oferecido até dois anos ou mais</strong>, sem qualquer problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>por uma série de fatores (inclusive de natureza social e econômica), nem sempre as mães conseguem alcançar essas recomendações</strong>. Desse modo, a orientação básica para ampliar os benefícios que a amamentação oferece para a saúde da mulher e do bebê é manter a amamentação pelo maior período possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de compreender a relação entre amamentação e câncer de mama, as mulheres também podem adotar outras medidas para contornar os chamados fatores de risco modificáveis para a doença. <strong>Entre esses cuidados estão não fumar, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u><strong>beber pouco</strong></u></a><strong>, manter um peso saudável e priorizar uma alimentação equilibrada.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja também<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-gravidez/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u>quais as possíveis abordagens diante da descoberta de um câncer de mama durante a gestação.</u></a></p>
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		<item>
		<title>Câncer de mama em pessoas transexuais: quais as recomendações de rastreamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 12:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas não-binárias]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[transgênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais. Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde. Em tal contexto, a prevenção do câncer de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, <strong>é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde.</strong> Em tal contexto, <strong>a prevenção do câncer de mama em pessoas transexuais é mais um tópico que acaba negligenciado por uma série de fatores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso são <strong>as diretrizes de rastreamento da doença orientadas pelos órgãos de saúde. </strong>Enquanto mulheres cisgênero (ou seja, que se identificam com o gênero e sexo biológico com o qual nasceram) têm informações mais claras sobre quando fazer exames de rastreamento, pessoas trans (e também as não-binárias) têm dificuldade em receber a orientação e a assistência adequadas. Sem isso, <strong>é muito mais difícil identificar e tratar um tumor ainda em estágio inicial, comprometendo o desfecho do quadro.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o risco do câncer de mama em pessoas transexuais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a literatura sobre o risco de pessoas trans desenvolverem câncer de mama ainda é limitada. Ainda assim, <strong>alguns fatores podem ser ponderados para determinar o que pode influenciar na chance de desenvolvimento da doença entre pessoas desses grupos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres trans (ou seja, cujo sexo biológico no momento do nascimento era masculino, mas passaram pelo processo de transição) podem receber hormônios para desenvolver atributos femininos. Em tal contexto, <strong>alguns estudos indicam que isso pode elevar o risco de um câncer de mama, sobretudo em comparação a homens cisgênero.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.bmj.com/content/365/bmj.l1652" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <u>estudo holandês publicado em 2019 mostra que esse risco pode ser 46 vezes maior.</u></a> O número assusta, mas é preciso levar em conta que a chance de um homem desenvolver câncer de mama é baixíssima. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/outubro/brasil-registrou-207-obitos-de-homens-por-cancer-de-mama-em-2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Casos entre pessoas do sexo masculino respondem por menos de 1% do total de diagnósticos.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os homens trans (cujo sexo biológico no momento do nascimento era feminino, mas que passaram pelo processo de transição<strong>), é comum que além da utilização de hormônios para o desenvolvimento de características masculinas, sejam feitas cirurgias para a remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse tipo de procedimento não deve ser encarado como uma forma de eliminar totalmente o risco de desenvolver um câncer na região, já que nem sempre todo o tecido mamário é removido. Além disso, não se sabe ao certo como a exposição aos hormônios masculinos influencia no risco de ter a doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E o risco de desenvolver um câncer de mama em pessoas não-binárias?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem ainda menos informações sobre a chance de desenvolver câncer de mama entre pessoas não-binárias. Apesar disso, o cálculo do risco pode se guiar mais ou menos pelo que acontece com pessoas transgênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, <strong>uma pessoa não-binária cujo sexo atribuído no momento do nascimento seja masculino, mas submetida a uma intervenção hormonal, pode ter uma chance maior</strong>. No sentido oposto, <strong>o risco pode cair em uma pessoa não-binária com sexo biológico feminino no momento do nascimento, mas que tenha passado por uma cirurgia de remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/">Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem orientações específicas para ações de rastreio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de rastreamento envolvem a aplicação de exames periódicos em pacientes que não manifestaram sintoma de câncer de mama. <strong>Como exemplo, mulheres cisgênero podem ter a indicação de realizarem </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u><strong>mamografias</strong></u></a><strong> e outros exames específicos a partir dos 40 anos. Essa idade pode ser menor se um </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>risco adicional de desenvolver a doença for identificado.</strong></u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulheres trans e pessoas não-binárias com sexo masculino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para pessoas transgênero, as orientações variam de acordo com a diretriz. Dessa forma, conforme as orientações do Colégio Norte-Americano de Radiologia (ACR), mulheres trans ou pessoas não-binárias cujo sexo atribuído no momento do nascimento tenha sido o masculino têm como recomendação os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento</strong> se o uso de hormônios for inferior a cinco anos e o risco estiver dentro da média;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> entre os 25 e os 30 anos se o uso de hormônios se estender por pelo menos cinco anos e houver risco acima da média identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento é usualmente indicado</strong> entre os 25 e 30 anos se houver uso de hormônios por mais de cinco anos e houver risco adicional identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> a partir dos 40 anos se o uso de hormônios se estender por cinco anos ou mais, desde que não haja risco adicional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como já destacado, essas orientações podem variar. Em alguns casos, pode ser indicado que a mulher trans simplesmente siga as diretrizes propostas para mulheres cis, por exemplo. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Homens trans e pessoas não-binárias com sexo feminino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já para homens trans ou pessoas não-binárias atribuídas com o sexo feminino no momento do nascimento, as diretrizes indicam que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento quando houver cirurgia completa de remoção da mama;</strong></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser indicado a partir dos 40 anos,</strong> se não houver risco adicional identificado e se não tiver havido cirurgia de remoção da mama (ou se tiver sido parcial);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser antecipado para os 30 ou 25 anos</strong> nos casos em que não houve cirurgia completa de remoção das mamas e um risco acima da média foi identificado.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como a discriminação e o preconceito podem atrapalhar o acesso ao cuidado adequado desses grupos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja qual for a diretriz, pessoas de minorias sexuais devem procurar ajuda especializada sempre que alguma</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong> alteração na região das mamas for notada. </strong></u></a>Dessa forma, o médico responsável pode aplicar os exames necessários para identificar a causa da mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, toda iniciativa de rastreamento deve considerar as barreiras entre pessoas desses grupos para o acesso aos serviços de saúde. </strong>Outro estudo,<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30674526/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> também publicado em 2019</u></a>, mostra como pessoas transgênero têm chances menores de receber orientação sobre o rastreamento de diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama. De acordo com os dados, <strong>enquanto 65% das pacientes cisgênero passavam pelo rastreamento adequado, entre pacientes transgênero esse número era de apenas 33%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, para adequar o cuidado com o câncer de mama em pessoas transexuais e de outras minorias de gênero<strong>, é fundamental que os serviços e profissionais de saúde estejam preparados para prover acolhimento sem estigmatizar e marginalizar tais populações. </strong>Dessa forma, é possível melhorar a experiência desses grupos durante o acompanhamento e reforçar outras medidas de prevenção essenciais para o cuidado com a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja agora se o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong>autoexame das mamas substitui a mamografia no rastreamento do câncer de mama.</strong></u></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quimioprevenção: quando determinadas medicações podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Aug 2023 11:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[inibidor de aromatase]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[tamoxifeno]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A quimioprevenção é uma medida que pode ser utilizada por mulheres com um risco de desenvolver câncer de mama acima da média Mulheres com um risco maior de ter um câncer de mama podem se beneficiar da chamada quimioprevenção. Na prática, essa intervenção envolve a utilização de medicamentos para reduzir a chance de desenvolver um tumor na região. O uso [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A quimioprevenção é uma medida que pode ser utilizada por mulheres com um risco de desenvolver câncer de mama acima da média</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres com um risco maior de ter um câncer de mama podem se beneficiar da chamada quimioprevenção. Na prática, <strong>essa intervenção envolve a utilização de medicamentos para reduzir a chance de desenvolver um tumor na região</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O uso desses fármacos pode trazer alguns efeitos colaterais</strong>. Além disso, é preciso levar em conta que geralmente <strong>eles precisam ser usados por longos períodos.</strong> Dessa forma, os riscos e os benefícios da quimioprevenção devem ser cuidadosamente pensados por médicos e pacientes, garantindo a efetividade da decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para quem a quimioprevenção pode ser indicada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, <strong>determinar a necessidade da quimioprevenção passa pela avaliação de risco de desenvolver um câncer de mama.</strong> Ou seja, é preciso determinar se a paciente tem uma chance acima da média de desenvolver a doença, embora não haja consenso sobre a linha de corte para esse parâmetro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, são considerados inúmeros fatores. <strong>Muitos desses componentes da avaliação de risco são modificáveis (como deixar de fumar e reduzir o sedentarismo, por exemplo), enquanto outros não podem ser alterados</strong>. Entre alguns fatores de risco não modificáveis estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Idade.</li>



<li>Número de parentes com histórico de câncer de mama.</li>



<li>Identificação de determinadas <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/">alterações genéticas</a> (como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2).</li>



<li>Histórico de carcinomas (ductais ou in situ) diagnosticados no passado.</li>



<li>Histórico de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/">hiperplasias</a> ductais ou lobulares atípicas.</li>



<li>Exposição anterior à radiação no tórax.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, <strong>são utilizadas escalas que apontam por meio de modelos estatísticos qual o grau de risco da paciente.</strong> Nesse contexto, desde maio de 2023, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>as novas diretrizes do Colégio Norte-Americano de Radiologia </u></a>reforçam a necessidade de que todas as mulheres passem por uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/">avaliação aos 25 anos</a> para identificação de riscos acima da média de ter a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, <strong>mulheres que já tenham sinais e sintomas indicativos de um câncer de mama ou já tiveram a doença no passado não têm indicação para o uso da quimioprevenção</strong>. Além disso, cada caso precisa considerar algumas contraindicações, como o risco de coágulos, o desejo de engravidar ou uso de estrogênio em outras medicações (como pílulas anticoncepcionais).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/">De que forma a mutação PALB2 aumenta a chance de uma mulher desenvolver câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Que medicamentos podem ser usados nesse processo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o termo “quimio” seja utilizado, é importante reforçar que <strong>os fármacos usados na quimioprevenção são diferentes daqueles empregados no tratamento quimioterápico convencional</strong>, utilizado em boa parte dos casos da doença. Levando isso em conta, os medicamentos mais adotados em regimes de quimioprevenção são divididos em dois grupos: <strong>os moduladores seletivos do receptor de estrogênio e os inibidores de aromatase.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Moduladores seletivos do receptor de estrogênio (como o tamoxifeno e o raloxifeno)</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tamoxifeno e raloxifeno costumam ser amplamente empregados na quimioprevenção</strong>. Ambos pertencem à classe dos moduladores seletivos do receptor de estrogênio. Na prática, isso significa <strong>que eles atuam dentro do organismo, bloqueando a ação do estrogênio em determinados tecidos, incluindo as células mamárias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que seja essencial em vários mecanismos do corpo, o estrogênio pode “alimentar” o desenvolvimento de um câncer de mama. <strong>Logo, o bloqueio seletivo provocado pelo tamoxifeno e pelo raloxifeno reduz a chance da doença.</strong> Além de opção de quimioprevenção, esses fármacos são parte do tratamento de muitos quadros de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências apontam que o tamoxifeno pode reduzir <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2935331/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>o risco de ter um câncer de mama em até 50%, enquanto com o uso do raloxifeno a queda alcança 38%</u></a>. Porém, é preciso considerar alguns efeitos colaterais associados aos medicamentos. <strong>Entre eles estão os sintomas de menopausa precoce (como ondas de calor, sudorese noturna e disfunções sexuais), a formação de coágulos sanguíneos e a elevação (ainda que pequena) no risco de desenvolver um câncer uterino.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Inibidores de aromatase (como o anastrozol, o letrozol e o exemestano)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o tamoxifeno é indicado para mulheres na pré-menopausa, <strong>os inibidores de aromatase podem ser prescritos com alternativas de quimioprevenção em mulheres já na pós-menopausa</strong>. Entre os inibidores de aromatase mais utilizados estão o anastrozol, o letrozol e o exemestano. Eles também podem ser usados no tratamento do câncer de mama em si, e não apenas na prevenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fármacos dessa classe funcionam <strong>impedindo a ação de uma enzima chamada aromatase.</strong> Ela é responsável pela conversão de outros hormônios do organismo em estrogênio, reduzindo sua disponibilidade no corpo. É por isso que eles são recomendados para mulheres que já ultrapassaram a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/">menopausa.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, o perfil das possíveis reações adversas faz com que os inibidores de aromatase sejam uma opção a ser considerada em mulheres com alto risco de desenvolver coágulos, por exemplo. Entre os <strong>efeitos colaterais mais comuns dos inibidores de aromatase estão sintomas da menopausa, dores musculares e articulares, elevação dos índices de colesterol e aumento no risco de osteoporose </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/perda-ossea-na-menopausa/"><strong>devido à redução da densidade óssea</strong></a><strong>.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que a paciente deve saber antes de iniciar a quimioprevenção?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para surtir o efeito desejado, <strong>a quimioprevenção deve ser mantida, na maior parte dos casos, por períodos acima de 5 anos</strong>. Os medicamentos são administrados por via oral, geralmente na forma de comprimidos tomados uma vez ao dia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>nem todas as mulheres terão o mesmo benefício na adoção da quimioprevenção, principalmente quando se pondera os riscos dos efeitos colaterais.</strong> No mesmo sentido, mulheres sem risco adicional de desenvolver um câncer de mama não obtêm nenhuma vantagem na utilização profilática desses fármacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a quimioprevenção pode contribuir para reduzir a chance de desenvolver um câncer de mama em pacientes com determinados perfis. <strong>Para alcançar o benefício esperado com o uso desses medicamentos, é fundamental passar por uma avaliação adequada, em que profissionais e pacientes colocam na balança as vantagens e os </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/"><strong>riscos</strong></a><strong> de cada opção</strong>. Por fim, uma vez indicado o tratamento, é importante acompanhar os possíveis efeitos colaterais e manter o médico informado sobre a evolução deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quer saber mais sobre o tamoxifeno? Então </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u><strong>confira a história de um dos medicamentos mais importantes da oncologia.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioprevencao/">Quimioprevenção: quando determinadas medicações podem ajudar a reduzir o risco de câncer de mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2023 11:45:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[risco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A avaliação de risco de câncer de mama ajuda a determinar medidas para um diagnóstico precoce em mulheres com maior chance de desenvolver a doença A detecção precoce de um tumor na mama contribui para que a doença tenha um melhor prognóstico, reduzindo a mortalidade. Dessa forma, é preciso reforçar as estratégias que permitem identificar a presença da neoplasia ainda [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A avaliação de risco de câncer de mama ajuda a determinar medidas para um diagnóstico precoce em mulheres com maior chance de desenvolver a doença</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A detecção precoce de um tumor na mama contribui para que a doença tenha um melhor prognóstico, reduzindo a mortalidade<strong>. Dessa forma, é preciso reforçar as estratégias que permitem identificar a presença da neoplasia ainda em estágios iniciais. Isso passa, por exemplo, pela avaliação de risco de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse sentido, de acordo com a nova recomendação do </strong><u><strong>Colégio Norte-Americano de Radiologia</strong></u><strong>, todas as mulheres devem ser submetidas a uma avaliação de risco para um câncer de mama aos 25 anos. </strong>A orientação tem maior peso para pacientes negras ou de ascendência judaica asquenaze, populações com maior chance de desenvolve a doença. A partir disso, o médico responsável pode fornecer a melhor orientação sobre as ações de rastreio recomendadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O rastreio e o diagnóstico precoce do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de entender o que a nova recomendação pode significar na prática, vale repassar de que forma funcionam diferentes estratégias de detecção de um câncer de mama. Não é raro que esse assunto gere incerteza entre mulheres. <strong>Assim, a detecção de um câncer de mama em estágios iniciais pode acontecer por meio de dois mecanismos: o rastreamento e o diagnóstico precoce.</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O <strong>diagnóstico precoce</strong> é aquele feito a partir do momento em que a paciente tem <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>sinais e sintomas sugestivos </u></a>da doença ainda em estágio inicial e faz exames para confirmar a suspeita.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O<strong> rastreamento</strong> é realizado por meio de exames aplicados (como a mamografia, por exemplo) em determinado grupo sem qualquer suspeita da doença. Nesses casos, quando possíveis alterações são identificadas, investigações adicionais são feitas para confirmar ou excluir a possibilidade da presença de um câncer de mama.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado o rastreamento contribui para que o câncer de mama seja identificado ainda no início, por outro, especialistas discutem a efetividade dessas ações em certos contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso se dá pelo fato de que se aplicado sem critério, iniciativas de rastreamento podem levar a muitos falsos-positivos</strong>. Diante disso, é comum que a mulher passe por novos procedimentos. Além de demandarem mais tempo e dinheiro, <strong>eles podem ser mais invasivos (como é o caso de uma biópsia, por exemplo) e gerar mais ansiedade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tal contexto, as recomendações sobre a idade adequada para começar o rastreamento variam. No Brasil, por exemplo, o Ministério da Saúde <a href="https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/cancer-de-mama/unidade-de-atencao-primaria/rastreamento-diagnostico/#pills-rastreamento-diagnostico" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>indica os 50 anos como o patamar para que a mamografia seja feita anualmente</u></a>. Entretanto, <a href="https://www.sbmastologia.com.br/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras entidades já apontam os 40 anos como a idade apropriada para o início do rastreamento.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As novas recomendações sobre a avaliação de risco de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de risco de câncer de mama envolve a análise de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u>série de fatores </u></a>que podem predispor a paciente a uma chance maior de desenvolver a doença no futuro. É nesse ponto que a orientação do Colégio Norte-Americano de Radiologia foca ao indicar os 25 anos para tal abordagem. Se <strong>após a avaliação for constatado que há um risco acima da média para um câncer de mama, o médico pode sugerir que o rastreamento comece antes que o recomendado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações de avaliação de risco de câncer de mama envolvem o uso de diferentes ferramentas e recursos para determinar se há uma maior chance de desenvolver a doença. É possível, por exemplo, fazer testes genéticos e, com o resultado em mãos, passar por um aconselhamento. <strong>De todo modo, esse tipo de solução tem sempre prós e contras, que devem ser pensados com cuidado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma situação hipotética, uma paciente que tem identificada mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, e diante de paciente de alto risco de desenvolver câncer, poderão ser orientadas a combinar as mamografias periódicas com ressonâncias magnéticas já entre os 25 e 30 anos. Recomendações similares podem ser feitas para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pacientes de determinadas etnias (negras ou judias asquenaze, como já destacado).</li>



<li>Quem teve exposição à radiação no tórax antes dos 30.</li>



<li>Quem tem histórico familiar da doença.</li>



<li>Quem já teve alterações na mama identificadas, mesmo que não cancerígenas (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/"><u>atipias das células do tecido mamário</u></a>, por exemplo).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/?_gl=1*18wiibc*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_7RR1YD3FJP*MTY4NzgxMzYzOC4yLjEuMTY4NzgxMzY3MS4wLjAuMA..*_ga_PQC87SDMSD*MTY4NzgxMzYzOC4xMDguMS4xNjg3ODEzNjcxLjI3LjAuMA..&amp;_ga=2.191335274.1504007924.1687794809-848203006.1673623648"><u>Em que situações a retirada dos ovários ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que deve considerado para a avaliação de risco de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a recomendação do Colégio Norte-Americano de Radiologia seja ampla, a decisão sobre a necessidade e a viabilidade de fazer uma avaliação de risco para o câncer de mama aos 25 anos passa por uma conversa com o médico de sua confiança. Nessa discussão devem ser levados em conta aspectos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Histórico familiar de câncer de mama ou de outros tipos de tumor (de ovários, por exemplo).</li>



<li>Qualquer<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u> alteração genética </u></a>previamente identificada.</li>



<li>Resultados de biópsias feitas anteriormente.</li>



<li>Histórico de tratamentos usando radiação no tórax ou no rosto antes dos 30 anos.</li>



<li>Densidade das mamas.</li>



<li>Peso corporal e nível de atividade física.</li>



<li>Regularidade na ingestão de álcool, tabagismo e hábitos alimentares.</li>



<li>Ter tido ou não uma gestação até o final e ter ou não amamentando.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, <strong>se a avaliação de risco de câncer de mama apontar para chance maior do que a média de desenvolver a doença, orientações apropriadas sobre quando começar ações de rastreio serão dadas pelo médico. Em alguns casos, podem ser introduzidas também opções de profilaxia.</strong> Assim, é possível ampliar a chance de um diagnóstico precoce e reduzir o risco de mortalidade devido a esse problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais sobre o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u> papel dos testes genéticos</u></a> e veja quando é realmente necessário fazê-los.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Afinal, o câncer de mama entre jovens vem se tornando mais frequente? Veja o que se sabe sobre a doença entre esse público</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Jul 2023 12:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres jovens]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O que pode explicar o aumento do número de episódios de câncer de mama entre jovens e o que é preciso considerar no tratamento desses casos? Embora parte considerável dos casos de câncer de mama aconteça em mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, quem ainda não alcançou tal idade não está imune à doença. Pelo contrário: alguns [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O que pode explicar o aumento do número de episódios de câncer de mama entre jovens e o que é preciso considerar no tratamento desses casos?</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora parte considerável dos casos de câncer de mama aconteça em mulheres mais velhas, sobretudo a partir dos 50 anos, quem ainda não alcançou tal idade não está imune à doença. <strong>Pelo contrário: alguns indicadores parecem apontar para um aumento da incidência do câncer de mama entre jovens.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a partir de dados coletados entre a população norte-americana, <strong>é possível estimar que pouco mais 5% dos casos de câncer de mama invasivos são diagnosticados em mulheres entre 15 e 39 anos, conforme</strong><a href="https://ascopubs.org/doi/pdf/10.1200/OP.20.00793?role=tab" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong> aponta um artigo de 2021</strong></u></a><strong>. Além disso, a doença já responde por 30% de todos os tumores diagnosticados nesse mesmo recorte etário.</strong> Isso faz do câncer de mama o tipo de câncer mais comum entre essa população.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as tendências atuais de casos de câncer de mama entre jovens?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Também levando em conta números dos Estados Unidos, é possível indicar uma tendência no crescimento de casos de câncer entre as mulheres jovens. <strong>Essa elevação vem acontecendo desde 2004, de acordo com o artigo já citado, publicado no periódico </strong><em><strong>Oncology Practice</strong></em><em>.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Dentro dessa tendência, os autores do estudo apontam que jovens têm maior chance de apresentar quadros avançados do câncer de mama no momento do diagnóstico. Isso, claro, aumenta o risco de mortalidade pela doença.</strong> De acordo com os dados do estudo norte-americano, dois terços das pacientes jovens são diagnosticadas com <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>tumores em estágio</u></a> II, III ou IV. Entre mulheres mais velhas, esse contingente é de apenas um terço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, fenômeno similar também parece estar em curso. <strong>Conforme dados de pacientes tratadas no </strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1877782122000443#:~:text=Breast%20cancer%20cases%20and%20deaths,years%20is%20increasing%20in%20Brazil.&amp;text=In%202021%2C%2021.8%25%20of%20breast,center%20were%20in%20young%20ages." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>Instituto do Câncer do Estado de São Paulo publicados em artigo recente</strong></u></a><strong>, o percentual de pacientes com menos de 40 anos subiu de 10% para 13% nos dois períodos comparados.</strong> Entre 2009 e 2014, 626 das 6.276 pacientes tinham menos de 40 anos. Já entre 2015-2020, as pacientes abaixo de 40 anos somavam 815, em grupo de 6.293 novos casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os responsáveis pelo estudo indicam que tais achados estão em linha com aqueles encontrados em outros dados pelo mundo, reforçando a necessidade de entender melhor o que está provocando isso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que pode explicar o maior número de casos de câncer de mama nessas faixas etárias?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O histórico familiar costuma ser um componente frequente nos casos de câncer de mama entre mulheres jovens. <strong>Desse modo, mulheres que carregam consigo alterações em genes como o BRCA podem apresentar uma chance maior de desenvolver precocemente um tumor na mama. </strong>Conforme orientação médica, elas podem adotar as medidas diferenciadas de rastreamento e profilaxia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O recente aumento dos casos de tumores na mama entre mulheres jovens não parece estar relacionado a questões genéticas e hereditárias, uma vez que o tempo necessário para que essa influência seja preponderante teria que ser muito maior.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo, diferentes fatores de risco modificáveis podem explicar melhor o aumento do número de diagnósticos</strong>. Desse modo, aspectos como fertilidade e amamentação, padrão das dietas, sedentarismo, excesso de peso/obesidade e consumo de<a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/"> alimentos ultraprocessados</a> podem ser as causas de tais mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ainda assim, muito precisa ser investigado para determinar melhor possíveis comportamentos responsáveis por elevar o risco de câncer em mulheres abaixo dos 40 anos. </strong>No mais, o crescimento dos casos de câncer em faixas etárias mais baixas pode orientar a discussão em torno das orientações sobre o rastreamento de novos casos, sempre considerando a relação entre risco e benefício de cada intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"> O que precisa ser levado em conta no acompanhamento pós-câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as diferenças no diagnóstico do câncer de mama entre jovens?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico do câncer de mama em pacientes abaixo dos 40 anos precisa considerar alguns aspectos relevantes<strong>. É preciso ter em mente, por exemplo, que além de não terem a recomendação geral de exames de rotina para detectar a doença, mulheres jovens tendem a ter o tecido da mama mais denso.</strong> Desse modo, pode ser difícil identificar alterações suspeitas na mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, é mais frequente que mulheres jovens (e até mesmo seus médicos) ignorem sinais e sintomas que podem indicar a presença de um câncer de mama. Entre as alterações que merecem atenção estão nódulos, alterações nos mamilos e secreções.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tal contexto, desde maio de 2023 as <a href="https://www.jacr.org/pb-assets/Health%20Advance/journals/jacr/Monticciolo_ACRHiRiskScr-1683132562870.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>novas diretrizes do Colégio Norte-Americano de Radiologia recomendam que todas as mulheres</strong></a><strong> (principalmente aquelas com risco elevado para o câncer de mama, como as de pele negra e de ascendência judaica asquenaze) façam uma avaliação de risco aos 25 anos.</strong> A partir disso, é possível determinar a necessidade de iniciar o rastreamento antes dos 40</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por isso, mulheres dentro desse recorte etário devem visitar um mastologista.</strong> Esse especialista avalia cada caso conforme o histórico da paciente e utiliza escalas que calculam o risco individual de desenvolver a doença. Essa mudança nas diretrizes reflete o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em mulheres mais jovens e a tendência de que a doença seja mais agressiva nessa fase da vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, algumas mulheres poderiam se beneficiar da realização de exames preventivos mais cedo, em idades abaixo das recomendações atuais. Não custa reforçar que o diagnóstico precoce do câncer de mama afeta consideravelmente a chance de sucesso do tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito o tratamento nesses casos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Confirmado o diagnóstico, o prognóstico das pacientes jovens tende a ser bom com a adoção do </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><strong>tratamento</strong></a><strong> adequado.</strong> Porém, não é raro que esse perfil de caso tenha uma evolução pior, já que, como já mencionado, tumores agressivos são mais comuns abaixo dos 40 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, costuma ser indicado que a mulher diagnosticada com câncer de mama antes dos 40 faça um<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u> teste genético</u></a> para<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u> mapear mutações</u></a> que podem explicar a doença precoce, como também<a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u> influenciar nas chances de recidiva</u></a> e no aparecimento de tumores em outras partes do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No câncer de mama em mulheres jovens, o comprometimento da fertilidade e reflexos sobre a sexualidade também pode despertar a preocupação das pacientes</strong>. Dessa forma, medidas para mitigar esses impactos são importantes. Se a mulher deseja ter filhos, ela pode discutir junto ao médico opções como congelamento de óvulos, intervenções para proteger os ovários e outras ações possíveis para preservar a capacidade reprodutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/">Por falar em fertilidade, veja como mulheres que desejam engravidar após o tratamento contra um câncer de mama podem alcançar esse objetivo.</a></p>
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		<title>Alimentos ultraprocessados e câncer: pequena redução no consumo diminui risco de doença, diz estudo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jun 2023 11:12:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[alimentos ultraprocessados]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cada vez mais, a conexão entre alimentos ultraprocessados e câncer vem sendo investigada, orientando novas medidas de prevenção A alimentação pode contribuir, sobretudo no longo prazo, com as chances de desenvolver diferentes doenças, incluindo vários tipos de câncer. Nesse contexto, são cada vez mais relevantes estudos que investigam a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e câncer. Embora esse [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Cada vez mais, a conexão entre alimentos ultraprocessados e câncer vem sendo investigada, orientando novas medidas de prevenção</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A alimentação pode contribuir, sobretudo no longo prazo, com as chances de desenvolver diferentes doenças, incluindo vários tipos de câncer.</strong> Nesse contexto, são cada vez mais relevantes estudos que investigam a associação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora esse tipo de alimento faça cada vez mais parte da dieta de parte relevante da população, a boa notícia é de que uma pequena redução no consumo pode representar uma diminuição no risco associado a esse hábito. Essa é uma das conclusões de um<a href="https://www.thelancet.com/journals/lanplh/article/PIIS2542-5196(23)00021-9/fulltext#section-3d6acba1-acea-4be2-8dc9-b7e14e5b6583" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> estudo publicado no The Lancet Planetary Health</u></a>, em fevereiro de 2023.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que falar na relação entre alimentos ultraprocessados e câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A definição do que é um alimento ultraprocessado se estabelece a partir da chamada Classificação NOVA. <strong>Essa forma de encarar a alimentação leva em conta não os nutrientes que compõem o alimento, mas sim seu grau de processamento.</strong> Dessa forma, um alimento pode ser classificado como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ingrediente culinário (óleo, açúcar, sal e temperos utilizados na preparação de receitas);</li>



<li>In natura (como frutas, legumes e vegetais);</li>



<li>Minimamente processados (como grãos que foram polidos ou moídos);</li>



<li>Processados (feitos a partir de alimentos in natura ou minimamente processados, além dos chamados ingredientes culinários);</li>



<li>Ultraprocessados (elaboradores a partir de processos industriais, muitas vezes com componentes inacessíveis em uma cozinha doméstica).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Tal concepção substitui a famosa pirâmide alimentar. Ela tinha uma base que orientava o consumo de carboidratos, depois proteínas e assim sucessivamente. <strong>Essa forma de organização da alimentação levava em conta justamente os nutrientes de cada alimento, ignorando a forma como eles eram preparados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A classificação por grau de processamento é a base do <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Guia Alimentar da População Brasileira.</u></a> O documento fornece recomendações sobre como deve ser a dieta de uma pessoa, levando em conta, inclusive, aspectos sociais e culturais. <strong>No mais, a regra de ouro do guia é de que uma alimentação equilibrada deve privilegiar sempre alimentos in natura ou minimamente processados.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o tempo, essa orientação vem ganhando cada vez mais respaldo. Crescem o número de evidências que associam o consumo de alimentos ultraprocessados com quadros de obesidade, doenças cardiovasculares entre outras doenças crônicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, o câncer é outra doença que pode ter contribuição desse tipo de alimento, inclusive devido a outros fatores associados (como a obesidade, por exemplo). Dessa forma, cuidar desse aspecto da saúde pode ser uma ferramenta valiosa de prevenção.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a redução de consumo de alimentos ultraprocessados afeta a chance de desenvolver um câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para ampliar as evidências a respeito da relação entre alimentos ultraprocessados e câncer, um grupo de pesquisadores (com cientistas brasileiros entre eles, inclusive) utilizou uma base de dados com informações de mais de 500 mil pessoas. Esses dados foram reunidos entre 1991 e 2001, entre 10 países europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram excluídos participantes que já tinham tido um tumor diagnosticado e aqueles que estavam no topo ou no fim da lista de ingestão diária de calorias. No fim, a <strong>amostra analisada tinha 450 mil pessoas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses voluntários tinham que <strong>responder questionários sobre o seu consumo de bebidas e alimentos</strong>. Além disso, eles eram acompanhados de forma periódica a respeito da sua condição de saúde. Todos aqueles que recebiam um diagnóstico de câncer tinham os casos registrados. No fim, <strong>47573 pacientes desenvolveram algum tipo de tumor.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, foram analisadas as correspondências entre os hábitos alimentares e a probabilidade de um diagnóstico de câncer. Para minimizar distorções, foram feitos ajustes de diferentes variáveis, como sexo, peso, nível de atividade física regular, tabagismo, diabetes e outros fatores que podem predispor a um risco maior de ter um câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, foi possível concluir que tanto<strong> uma redução de 10% no consumo de processados ou ultraprocessados e a substituição pela mesma quantidade de alimentos minimamente processados foi capaz de reduzir o risco de desenvolver, em diferentes graus, vários tipos de câncer, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u><strong>incluindo na mama</strong></u></a><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao todo, os responsáveis pelo estudo<strong> consideram para a análise tumores em 25 partes do corpo</strong>. O resultado, ainda que pequeno e com certas limitações, mostrou com uma modificação esse padrãode comportamento pode ser benéfico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como consumir menos alimentos ultraprocessados no dia a dia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo, o ideal é reduzir a participação de alimentos ultraprocessados na dieta. Além de reduzir o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>risco de câncer,</strong></u></a><strong> isso contribui para minimizar a chance de desenvolver outros problemas de saúde.</strong> Entre algumas recomendações para alcançar esse objetivo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Priorize alimentos in natura ou minimamente processados já na hora da compra. Em geral, esses produtos têm validade menor, então as compras precisam ser mais bem planejadas.</li>



<li>Prepare as próprias receitas. Cozinhar em casa ajuda a reduzir a presença de ultraprocessados na dieta;</li>



<li>Observe os rótulos dos alimentos e veja se há componentes de nomes difíceis. Isso acontece, por exemplo, em salgadinhos de pacote, bolachas, refrigerantes e alimentos congelados;</li>



<li>Na hora do lanche, opte sempre por frutas, castanhas e iogurtes naturais, entre outras opções minimamente processadas;</li>



<li>Se precisar comer fora de casa, evite estabelecimentos que servem fast food, por exemplo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/">Confira 7 dicas de alimentação durante o tratamento do câncer de mama</a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>É claro que não é viável eliminar completamente os alimentos ultraprocessados da alimentação. Além disso, é importante levar em conta que eles têm um papel cultural em muitas ocasiões (pense nos doces de um aniversário, por exemplo).</strong> No mais, tenha sempre em mente que o câncer é uma doença quase sempre multifatorial, com diversos fatores que interagem de forma complexa no desenvolvimento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, enquanto a ciência tende a estabelecer melhor a relação entre alimentos ultraprocessados e câncer, reforce hábitos que contribuem não só para a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/"><u>prevenção do câncer,</u></a> como para o bem-estar como todo. Além da alimentação, isso envolve praticar atividades físicas regularmente, deixar de fumar e beber com parcimônia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Falando nisso, aproveite e veja o que se sabe na relação entre</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u><strong> câncer de mama e a ingestão de álcool</strong></u></a><strong>.</strong></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ultraprocessados-cancer/">Alimentos ultraprocessados e câncer: pequena redução no consumo diminui risco de doença, diz estudo</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Retirada dos ovários: em que situações esse procedimento ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jun 2023 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias redutoras de risco]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[ovários]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[profilaxia]]></category>
		<category><![CDATA[salpingo-oforectomia bilateral]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A retirada dos ovários pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, mas tal decisão deve ser ponderada com cuidado A partir do momento em que uma mulher é mapeada dentro de um grupo de alto risco para desenvolver um câncer de mama e ovário, medidas de rastreio, prevenção e profilaxia podem ser adotadas para minimizar tal condição. Nesse [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/">Retirada dos ovários: em que situações esse procedimento ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A retirada dos ovários pode contribuir para a prevenção do câncer de mama, mas tal decisão deve ser ponderada com cuidado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A partir do momento em que uma mulher é mapeada dentro de um grupo de alto risco para desenvolver um câncer de mama e ovário, medidas de rastreio, prevenção e profilaxia podem ser adotadas para minimizar tal condição</strong>. Nesse contexto, a retirada dos ovários (e, eventualmente, das tubas uterinas) pode ser indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada salpingo-ooforectomia bilateral pode contribuir para reduzir o risco de câncer tanto nas mamas quanto nos ovários, sobretudo em pacientes com<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u> alterações genéticas</u></a> que predispõem a uma maior chance de desenvolver a doença. Entretanto, diante da extensão e das consequências dessa intervenção, diversos aspectos devem ser cuidadosamente ponderados antes de seguir em frente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A profilaxia do câncer de mama por meio da retirada dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os <strong>ovários são as glândulas reprodutivas do corpo feminino</strong>. Desse modo, elas produzem e dispersam os óvulos. Em seguida, o óvulo liberado passa pelas tubas uterinas, também conhecidas por trompas de Falópio. Essas estruturas têm cerca de 10 centímetros de comprimento e ligam os ovários ao útero, local onde os óvulos são fertilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os ovários são responsáveis pela produção de hormônios importantes para a regulação de uma série de processos no organismo. <strong>Com isso, eles são as principais fontes de progesterona e estrogênio para o corpo da mulher. Porém, esses hormônios também estão associados ao desenvolvimento e a progressão de quadros de câncer nas mamas e nos próprios ovários.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo,<strong> se há um risco adicional de desenvolver a doença, a remoção dos ovários e das tubas uterinas é uma alternativa profilática </strong>(ou seja, com o objetivo de prevenir o problema). Algo similar pode ser feito com relação às mamas: mulheres com alto risco de desenvolver um câncer de mama podem se submeter a uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/adenectomia-de-mama-o-que-e/">mastectomia profilática.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de procedimento, claro, traz inúmeros impactos para o corpo da mulher. <strong>Além de afetar definitivamente a capacidade de ter filhos biológicos, a retirada de ovários e tubas uterinas pode gerar uma série de manifestações similares àquelas experimentadas na </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/entrando-na-menopausa/"><u><strong>menopausa.</strong></u></a> Portanto, ondas de calor, alterações de humor e disfunções sexuais podem ser comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u>Quais são os principais fatores de risco para um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">As situações em que essa intervenção pode ser indicada</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como não poderia deixar de ser, qualquer processo de decisão de uma medida profilática deve ter no centro uma discussão cuidadosa entre médico e paciente. De qualquer maneira, alguns aspectos costumam orientar essa opção.</strong> Entre eles estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Detecção de mutações nos genes BRCA 1 e 2. Essas alterações estão associadas a um risco relativamente maior do desenvolvimento de tumores nas mamas e nos ovários;</li>
<li>Parentes de primeiro grau com tumores já diagnosticados na mama e/ou nos ovários;</li>
<li>Histórico familiar de câncer de ovário em especial com diagnósticos antes dos 50 anos;</li>
<li>Já ter sido diagnosticada com um câncer de mama precoce (entre os 20 e 40 anos).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O diálogo entre médico e paciente também pode ajudar a definir o momento em que a cirurgia vai ser feita, sempre conforme as evidências disponíveis.</strong> Desse modo, é possível ampliar o benefício da intervenção. Normalmente, o procedimento é feito entre os 35 e 40 anos, a partir do momento em que a mulher decide não ter mais filhos. Mulheres que passaram por mastectomias profiláticas podem postergar a intervenção por alguns anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A retirada dos ovários pode ser considerada também por mulheres que desejam uma medida profilática que provoque menos alterações visuais no corpo ou que se preocupam também com o risco de desenvolver câncer nos ovários.</strong> Cabe ressaltar que esse tipo de tumor ainda não conta com ferramentas eficientes de rastreio. Portanto, pode ser mais difícil diagnosticá-lo adequadamente em estágios iniciais, afetando o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>tratamento.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, remover os ovários costuma também ser uma opção para mulheres que não querem se submeter a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/"><u>terapia hormonal</u></a> ou a quimioprofilaxia, alternativas comuns ao procedimento mais radical. Vamos retornar a esse ponto ainda neste artigo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A eficácia da retirada dos ovários na prevenção do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamaoncology/article-abstract/2776761" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo publicado em 2021</u></a> mostrou como funciona a relação entre a remoção dos ovários e das tubas uterinas em mulheres com mutações nos genes BRCA 1 e 2 e a redução do risco de desenvolver câncer nas estruturas removidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O estudo concluiu que os benefícios na redução são percebidos tanto no curto prazo (até 5 anos após a cirurgia), quanto no longo prazo, sobretudo para portadoras da mutação BRCA 1.</strong> Além disso, parece haver uma relação entre a idade em que a remoção é feita e o tamanho da redução do risco: quanto mais cedo, maior o benefício. Esse resultado também foi mais significativo em mulheres com a mutação BRCA1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para exemplificar os achados do estudo, os pesquisadores apontaram que uma mulher com uma mutação no BRCA1 que não tenha passado por uma cirurgia profilática tinha risco cumulativo de desenvolver um tumor na mama de 61% aos 70 anos. Enquanto isso, uma mulher nessa mesma faixa sem a mutação acumulava um risco de 12,1%. Contudo, o risco pode ser reduzido para 48,2% se a mulher tiver seus ovários retirados aos 30 anos, conforme a publicação indica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Possíveis efeitos colaterais da retirada dos ovários</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após a realização da cirurgia, em um período que pode variar de algumas horas a vários dias, a paciente pode experimentar alguns efeitos colaterais relacionados à remoção dos ovários. Eles são provocados pela queda na quantidade de estrogênio no organismo. Os sintomas podem incluir:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ondas de calor ou fogachos;</li>
<li>Fadiga;</li>
<li>Alterações de humor;</li>
<li>Secura ou irritação vaginal;</li>
<li>Queda da libido</li>
<li>Mais raramente são relatadas dores articulares, espasmos musculares, insônia, incontinência urinária e/ou quadros de ansiedade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Como tais sintomas podem persistir por muito tempo, o ideal é conversar com seu médico para encontrar formas de aliviá-los.</strong> Felizmente, existem diversas terapias efetivas para promover uma melhora da qualidade de vida. Em pacientes sem histórico pessoal de câncer a terapia de reposição hormonal de curto prazo é uma opção, por exemplo. <strong>Além disso, quem passa pelo procedimento deve também tomar as medidas necessárias para cuidar da saúde óssea devido ao risco de osteoporose associada à queda hormonal.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Algumas das alternativas profiláticas disponíveis</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nem toda mulher com alguma modificação na mama se beneficia de uma cirurgia profilática. Em alguns casos, a quimioprevenção acaba sendo a melhor alternativa. É o que acontece, por exemplo, em casos de hiperplasia ductal atípica. </strong>Nessa hipótese, são prescritos medicamentos que podem contribuir para reduzir a chance de desenvolver um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os mais utilizados são o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u>tamoxifeno</u></a> e os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">inibidores de aromatase</a>. Eles atuam modulando a ação de hormônios como o estrogênio e a progesterona. No longo prazo, eles tendem a reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama. Ou seja, o controle do papel dos hormônios no risco de ter um câncer seria resultado da ação do medicamento e não da retirada dos ovários.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medidas de quimioprevenção similares também podem ser adotadas em mulheres portadoras de mutações BRCA, mediante avaliação levando em conta alguns aspectos. A introdução da quimioprofilaxia pode contribuir também para prevenir que o tumor volte, inclusive na mama oposta àquela primeiramente tratada. Para que isso surta o efeito esperado, é necessário que o tumor previamente diagnosticado tenha receptores hormonais positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante de tudo isso, fica perceptível de como a retirada dos ovários pode ser importante na prevenção de tumores na mama e nos ovários. Logo, ela é uma alternativa valiosa, mas que não é indicada para todos os casos. <strong>Se de um lado, o temor de desenvolver um câncer pode afetar a qualidade de vida, as consequências das medidas de profilaxia podem fazer com que seus benefícios não sejam tão proeminentes a ponto de justificar a intervenção.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>veja de que forma outra mutação, a PALB2, aumenta o risco de um câncer de mama e o que pode ser feito para minimizá-lo.</strong></u></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>O que são as lesões pré-cancerígenas na mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 May 2023 14:10:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[hiperplasia]]></category>
		<category><![CDATA[lesão maligna]]></category>
		<category><![CDATA[lesões de alto risco]]></category>
		<category><![CDATA[lesões precursoras de câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora não sejam efetivamente um câncer, as lesões pré-cancerígenas na mama podem exigir intervenções para reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama Um câncer de mama é uma doença em evolução a partir da reprodução descontrolada das células de diferentes pontos do tecido mamário. Em alguns casos, a presença das chamadas lesões pré-cancerígenas ou lesões precursoras de câncer [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/">O que são as lesões pré-cancerígenas na mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Embora não sejam efetivamente um câncer, as lesões pré-cancerígenas na mama</em> <em>podem exigir intervenções para reduzir o risco de desenvolver um câncer de mama</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um câncer de mama é uma doença em evolução a partir da reprodução descontrolada das células de diferentes pontos do tecido mamário. <strong>Em alguns casos, a presença das chamadas lesões pré-cancerígenas ou lesões precursoras de câncer de mama podem apontar que uma paciente tem um risco maior de ter câncer de mama no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que nem toda mulher com uma lesão pré-cancerígena vá desenvolver efetivamente um câncer de mama, o diagnóstico desse tipo de formação merece atenção especial. Isso pode envolver o acompanhamento e a adoção de medidas para prevenir o risco associado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as características das lesões pré-cancerígenas?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática<strong>, lesões pré-cancerígenas da mama são resultado de alterações nas células que compõem o tecido mamário, mas que ainda não indicam a presença de um câncer de mama propriamente dito.</strong> Elas recebem esse nome justamente por predispor a um risco maior de desenvolver um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferente do que acontece em lesões benignas, nas lesões pré-malignas as células já apresentam alguma alteração no material genético. <strong>Dependendo do grau de progressão da lesão, o grau de semelhança com um câncer se torna cada vez maior, até o ponto que a disseminação da célula atinge áreas adjacentes do ponto original de disseminação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo, é fundamental que tais alterações sejam identificadas e acompanhadas da forma mais rápida possível.</strong> Tal recomendação muitas vezes esbarra na falta de sinais e sintomas nítidos para essas condições, bem como na dificuldade de diferenciar a presença da lesão até mesmo com o suporte dos exames de imagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são as lesões pré-cancerígenas mais comuns?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A maioria das lesões pré-cancerígenas na mama são classificadas como hiperplasias.</strong> Elas podem atingir estruturas da mama como os lóbulos (glândulas responsáveis pela produção de leite materno) e os ductos (estruturas que levam o leite até o mamilo). Essas condições podem afetar mulheres de qualquer idade, mas tendem a alcançar com maior frequência aquelas acima dos 35 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Hiperplasia simples ou usual sem atipias (lobular ou ductal)</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As hiperplasias simples são lesões causadas pelo aumento do número de células justamente nos lóbulos ou nos ductos mamários</strong>. Assim, quando atinge os ductos mamários, recebe o nome de hiperplasia ductal usual e quando alcança o lóbulo, recebe o nome de hiperplasia lobular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente, tal condição não gera dor ou a formação de um nódulo perceptível. De acordo com a American Câncer Society (ACS), <a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/hyperplasia-of-the-breast-ductal-or-lobular.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a presença de hiperplasias usuais ou sem atipias na mama pode elevar o risco de câncer entre 1,5 e 2 vezes</u></a> quando comparadas a mulheres que não apresentam tal formação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Hiperplasia atípica (lobular ou ductal)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nas hiperplasias atípicas também há um aumento do número de células nos lóbulos ou nos ductos da mama. <strong>Entretanto, o padrão de disseminação é irregular, consideravelmente diferente do que seria considerado. Logo, elas recebem a designação de atípicas</strong>. Tal condição também recebe o nome de hiperplasia lobular com atipias (HLA) ou hiperplasia ductal com atipias (HDA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também de acordo com a ACS uma mulher com <a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/hyperplasia-of-the-breast-ductal-or-lobular.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener">hiperplasia atípica tem risco entre 4 e 5 vezes maior de desenvolver um tumor na mama</a> do que mulheres sem alterações do tipo.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carcinoma lobular in situ</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os carcinomas lobulares in situ são outro tipo de lesão que pode predispor a um risco maior de desenvolver câncer de mama. <strong>Um carcinoma se caracteriza pela proliferação anormal de células ao longo dos lóbulos mamários, mas não invadem os tecidos próximos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, esse tipo de lesão pode ser classificado como clássico (com células menores e mais ou menos do mesmo tamanho), pleomórfico (com células maiores e arranjo anormal) ou florido (com disseminação grande o suficiente para formar uma massa de células com uma área de células mortas no centro).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, a presença de um carcinoma lobular in situ pode <a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/non-cancerous-breast-conditions/lobular-carcinoma-in-situ.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>elevar o risco de desenvolver um câncer entre 7 e 12 vezes,</u></a> como aponta a ACS.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/">O que você precisa saber sobre os carcinomas lobulares invasivos?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que deve ser feito para diagnosticar e acompanhar esses quadros?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quase sempre o diagnóstico de uma lesão pré-cancerígena na mama é feito durante exames de rotina para identificar um possível câncer de mama.</strong> Entretanto, é preciso considerar que nem sempre essas alterações aparecem em exames de imagem, como as mamografias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, a biópsia costuma ser o recurso mais utilizado para confirmar a presença de uma lesão pré-cancerígena. <strong>Confirmado o diagnóstico, o médico orientará a paciente sobre as ações de acompanhamento, prevenção e, eventualmente, profilaxia</strong>. Assim, é possível reduzir o risco de que a lesão desencadeie para um câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, as hiperplasias simples não exigem intervenções de prevenção. Por outro lado, hiperplasias atípicas, sejam elas ductais ou lobulares<strong>, podem indicar a realização de uma pequena cirurgia para remover o tecido afetado, garantindo se há ou não presença de lesão cancerígena associada à alteração. Além disso, pode haver recomendação de retornos periódicos mais frequentes (a cada 6 ou 12 meses), para a devida avaliação da mama e a realização de exames de rastreamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O médico pode prescrever medicamentos que reduzem o risco de desenvolver câncer (como o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u>tamoxifeno</u></a>, por exemplo) e orientar sobre <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/"><u>mudanças de estilo de vida</u></a> que contribuam para minimizar as chances de ter a doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nos casos de carcinomas lobulares in situ, as recomendações tendem a ser as mesmas.</strong> Porém, algumas pacientes podem se beneficiar de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><u>mastectomias</u></a> profiláticas, principalmente na presença de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u>alterações nos genes BRCA1 e 2.</u></a> Esse procedimento pode ser seguido de reconstrução mamária. Embora invasiva, médico e paciente precisam discutir com cuidado os benefícios dessa opção diante do risco adicional gerado pelas lesões pré-cancerígenas na mama identificadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Para reforçar a prevenção, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong>veja o que precisa saber sobre possíveis sinais e sintomas de um câncer de mama.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/">O que são as lesões pré-cancerígenas na mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Você sabe quando procurar um mastologista? Confira 5 sinais de que está na hora de fazer isso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Apr 2023 11:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mastologia e consulta]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamas]]></category>
		<category><![CDATA[mastologia]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[sintomas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há uma série de sintomas nos seios que podem exigir a avaliação de um especialista. Então confira quando procurar um mastologista é indicado Embora o câncer de mama seja a doença que mais chama a atenção quando se pensa na saúde das mamas, há uma série de outras condições que afetam essa parte do corpo. Logo, uma série de sinais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Há uma série de sintomas nos seios que podem exigir a avaliação de um especialista. Então confira quando procurar um mastologista é indicado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o câncer de mama seja a doença que mais chama a atenção quando se pensa na saúde das mamas, há uma série de outras condições que afetam essa parte do corpo. <strong>Logo, uma série de sinais e sintomas podem indicar quando é a hora de procurar um mastologista, médico especialista responsável por tratar problemas nos seios ou áreas relacionadas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para atuar como<a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u> mastologista</u></a>, o profissional da medicina precisa percorrer uma trajetória que passa pela residência médica em ginecologia e obstetrícia ou em cirurgia geral. Em seguida, ele deve fazer uma <strong>especialização em mastologia</strong> em uma instituição reconhecida pela <a href="https://www.sbmastologia.com.br/"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia</u></a>. A partir disso, ele estará apto a identificar e tratar condições na mama, muitas das quais se manifestam por meio dos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u>sintomas </u></a>abaixo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">1. Dor e sensibilidade nos seios</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora raramente esteja associada à presença de um tumor<strong>, a chamada mastalgia gera preocupação e desconforto nas mulheres que a experimentam.</strong> Em muitos casos, esses <a href="https://drabrendadelgado.com.br/dor-no-seio/"><u>quadros de dor </u></a>e de sensibilidade estão associados às flutuações relativas ao ciclo hormonal e passam por conta própria.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Contudo, sempre que a dor for persistente, recorrente ou piorar com o tempo, uma visita ao mastologista é recomendada</strong>. Com isso, é possível que o profissional faça uma avaliação clínica, solicite exames para identificar a causa do problema e indique o tratamento adequado, se for o caso.</p>



<h2 class="wp-block-heading">2. Nódulo palpável</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>surgimento de um nódulo na mama</u></a> também pode ter inúmeras causas. <strong>Além disso, é comum que mulheres em diferentes fases da vida percebam esse tipo de alteração nos seios</strong>. Ainda assim, é natural que eles gerem ansiedade na paciente, uma vez que um câncer de mama pode ser a explicação para tal formação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Logo, procurar um mastologista contribui para que o diagnóstico correto seja feito</strong>. Tal recomendação é ainda mais importante na presença de outros sintomas (como dor ealteração no aspecto da pele da mama). Além dos tumores, esse problema pode ser explicado por uma série de outras condições, como fibroadenomas e cistos mamários.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/densidade-da-mama-ligada-ao-risco-familiar-de-cancer-de-mama/">Como a densidade da mama pode estar ligada ao risco de desenvolver um câncer</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">3. Secreção nos mamilos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como as dores e os nódulos, a eliminação de algum fluido corporal pelos mamilos gera bastante receio<strong>. Do mesmo modo que outros problemas na mama, existem várias causas para esse fenômeno. </strong>Elas vão desde alterações hormonais até a presença de um abscesso, passando pelos efeitos colaterais de pílulas anticoncepcionais e a manifestação da<a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-e-doenca-paget/"><u> doença de Paget</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A visita ao mastologista é recomendada principalmente se a secreção apresentar traços de sangue ou for incolor</strong>. Além disso, o sinal de alerta deve ser reforçado se ela estiver acompanhada de outros sintomas, como dor ou alterações em aspectos visuais da mama, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-pode-ser-pus-na-mama/">O que pode ser pus na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">4. Assimetrias na mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Algum grau de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/seios-tamanhos-diferentes/"><u>assimetria nas mamas</u></a> é completamente normal<strong>. Nenhuma mulher tem os dois lados do corpo idênticos e isso se estende ao tamanho e ao formato dos seios.</strong> Porém, quando a diferença é grande e se torna claramente perceptível, pode haver incômodo estético e psicológico. No mais, ao longo da vida uma série de fatores pode afetar a aparência dos seios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, nenhuma intervenção é necessária para corrigir a diferença no tamanho dos seios. Porém, graus acentuados de assimetria podem ser mais bem avaliados pelo mastologista. <strong>O profissional pode identificar uma eventual causa da alteração e sugerir métodos adequados para corrigi-las, sempre levando em conta o bem-estar do paciente e os possíveis riscos.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">5. Retração ou inversão do mamilo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outra alteração na aparência da mama que desperta atenção é a retração ou inversão do mamilo. De todo modo, muitas mulheres já nascem com essa característica<strong>. Nesses casos geralmente não há com o que se preocupar, a menos que ela dificulte a amamentação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, a inversão ou retração do mamilo ao longo da vida pode indicar um problema de saúde nessa parte do corpo. Nesses casos, procurar um mastologista é recomendado, <strong>em especial se a modificação estiver acompanhada de outros sintomas, como dor, a presença de secreção pelos mamilos ou qualquer outra alteração perceptível na pele das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreender quando procurar um mastologista não só reduz a preocupação e o desconforto gerado com uma série de sintomas, <strong>como também pode garantir um melhor suporte para a resolução do problema.</strong> Em todo caso, <a href="https://www.sbmastologia.com.br/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>depois dos 40 anos (ou antes, conforme histórico familiar ou fatores de risco) não é preciso esperar nenhum sinal do tipo para procurar ajuda especializada.</u></a> Ações de rastreamento ajudam no diagnóstico precoce de diversas condições, em especial do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por falar em prevenção do câncer de mama, </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong>entenda se o chamado autoexame substitui a mamografia.</strong></u></a></p>
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		<title>Teste genético para câncer de mama: afinal, quando é necessário fazê-lo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Mar 2023 12:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[BRCA1]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mutações]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença de casos de câncer nas mamas no histórico familiar de uma mulher é um dos fatores que isoladamente mais influenciam no risco de desenvolvimento da doença. Nesse contexto, a realização de um teste genético para câncer de mama pode desempenhar um papel importante no rastreamento e diagnóstico precoce. Tal cenário leva em conta que entre 5 e 10% [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A presença de casos de câncer nas mamas no histórico familiar de uma mulher é um dos fatores que isoladamente mais influenciam no risco de desenvolvimento da doença. <strong>Nesse contexto, a realização de um teste genético para câncer de mama pode desempenhar um papel importante no rastreamento e diagnó</strong><strong>stico precoce.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal cenário leva em conta que entre 5 e 10% são cânceres hereditários, segundo<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/causas-e-prevencao-do-cancer/hereditariedade/#:~:text=Os%2520casos%2520de%2520c%25C3%25A2ncer%2520associados,para%2520o%2520desenvolvimento%2520de%2520tumores." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> o INCA (Instituto Nacional de Câncer).</u></a> Dessa forma, <strong>as chances de uma mulher desenvolver um câncer de mama ao longo da vida são maiores se já houverem casos diagnosticados entre seus familiares, levando em conta a eventual mutação que a mulher carrega consigo.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a relação entre alterações genéticas e câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum entre mulheres de boa parte do mundo, inclusive no Brasil. No país, excluindo os casos de câncer de pele não melanoma,<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> ele é o principal tipo de câncer diagnosticado entre as brasileiras, conforme aponta o INCA.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, precisa-se levar em conta que as alterações genéticas são parte dos<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u> fatores de risco n</u><u>ã</u><u>o modific</u><u>á</u><u>veis</u></a> para desenvolver um tumor. <strong>Assim, ao mesmo tempo, com o avanç</strong><strong>o da gen</strong><strong>é</strong><strong>tica m</strong><strong>édica e nos métodos de sequenciamento de genes, mais pacientes podem contar com recursos que podem fortalecer a</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/prevencao-do-cancer-de-mama/"><u><strong> preven</strong></u><u><strong>çã</strong></u><u><strong>o</strong></u></a><strong>, diagn</strong><strong>óstico e tratamento de diversas doenças, incluindo o câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, ferramentas de análise genética estão ajudando a melhorar nosso entendimento sobre o câncer. Elas permitem investigar defeitos genéticos em células tumorais que podem ajudar no tratamento e monitoramento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do câncer de mama, mutações ou alterações patológicas nos genes BRCA1, BRCA2, CHEK2, PALB2, TP53, ATM, PTEN, entre outras podem indicar uma maior predisposição de ter um tumor na mama. <strong>De forma resumida, esses genes têm como funçã</strong><strong>o </strong><strong>“corrigir” as alterações no DNA ou regular o crescimento celular, evitando o desenvolvimento de neoplasias</strong>. Desse modo, mutações podem prejudicar sua função, elevando o risco de a doença aparecer em algum momento da vida.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">O que é um câncer de mama HER2 positivo e o que isso indica?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem deve fazer um teste genético para câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As indicações de um teste genético para câncer de mama vêm evoluindo. Além disso, existem várias diretrizes sobre as recomendações, embora nem sempre os profissionais de saúde concordem entre si sobre a melhor abordagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja como for, a avaliação do histórico familiar e pessoal de cada paciente é </strong><strong>que determinar</strong><strong>á a indicação de realizar o teste genético para câncer de mama.</strong> Como exemplo, um médico pode solicitar um teste genético em busca de mutação dos genes BRCA em mulheres:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Diagnosticadas com câncer de mama antes dos 50, com tumor em ambas as mamas ou com tumores triplo-negativos;</li>
<li>Diagnosticadas com um segundo de tumor (não uma recorrência);</li>
<li>Pertencentes a determinados grupos étnicos (judeus asquenazes, por exemplo);</li>
<li>Com histórico familiar de câncer de mama (em especial em mulheres jovens ou em homens), câncer nos ovários, nas trompas de falópio, no peritônio, no pâncreas e na próstata;</li>
<li>Com histórico conhecido de mutações no gene BRCA dentro da família;</li>
<li>Que tenham conhecimento sobre mais de um caso de câncer de mama na família.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Algumas mutações nos genes BRCA elevam em </strong><a href="https://www.cancer.gov/about-cancer/causes-prevention/genetics/brca-fact-sheet" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>mais de 70% o risco de câncer durante a vida</strong>.</u></a> As mutações no gene BRCA1 estão mais associadas aos tumores de mama triplo negativo e maior risco de câncer de ovário, por exemplo. Além disso, mutações no gene BRCA2 estão associadas também a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-em-homens/"><u> câncer de mama masculino</u></a> e câncer de pâncreas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, como referência para a pesquisa do histórico familiar são considerados avós, pais, irmãos e irmãs, tios e tias, bem como sobrinhos e sobrinhas. Vale<strong> sempre reforçar que o risco de mutaçõ</strong><strong>es heredit</strong><strong>árias relativas ao câ</strong><strong>ncer de mama n</strong><strong>ão vem apenas dos genes herdados da mã</strong><strong>e</strong>. O histórico das mulheres do lado paterno precisa ser considerado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como é feito um teste genético de câncer de mama? Quanto custa?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O teste genético de câ</strong><strong>ncer de mama </strong><strong>é feito em uma pequena amostra de líquido corporal ou tecido, geralmente sangue.</strong> Saliva, células internas da bochecha, pele ou líquido amniótico também podem servir para fornecer o material de análise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A amostra é enviada para um laboratório especializado em testes genéticos. Os resultados são devolvidos ao médico que solicitou o teste. Em alguns casos, o laboratório pode enviar os resultados diretamente para o paciente. O resultado pode demorar algumas semanas para ser liberado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>De acordo com a regulamentação dos planos de saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), alguns tipos de teste genéticos devem ser cobertos pelos serviços contratados, </strong><strong>nos casos de pacientes com diagnóstico de câncer de mama</strong>. Em todo caso, o exame pode ser feito em laboratórios especializados por preços que variam entre R$ 1500 e R$ 4000.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é feito quando o teste genético dá positivo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o resultado do teste genético em mãos, <strong>os diversos cenários possíveis de rastreamento e opções de redução de risco são discutidos, com o propósito de determinar a melhor conduta diante do caso</strong>. De forma resumida, é esse o objetivo do processo de aconselhamento genético.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, ele envolve não apenas os aspectos clínicos da questão, como todo o âmbito psicossocial de tal situação. Diante do receio que esse tipo de informação pode gerar, é fundamental conversar com o oncogeneticista e passar por processo de orientação, o que garantirá a interpretação adequada dos resultados obtidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>S</strong><strong>ão estimadas as chances de incidência de várias neoplasias, a partir das evidências disponíveis.</strong> O médico pode reforçar a informação de como a paciente e seus familiares podem estar em risco. Isso inclui, por exemplo, avaliar quem se beneficiaria de um teste genético para investigar a presença dessas mutações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por consequência, <strong>a paciente pode receber orientações valiosas para a promoção de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/"><u><strong>h</strong></u><u><strong>á</strong></u><u><strong>bitos saud</strong></u><u><strong>á</strong></u><u><strong>veis </strong></u></a><strong>que podem reduzir o risco de desenvolver um tumor. No mais, podem ser consideradas opções que envolvem o uso profilático de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/"><u><strong>determinadas medica</strong></u><u><strong>çõ</strong></u><u><strong>es</strong></u></a><strong> ou mesmo </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/"><strong>cirurgias redutoras de risco</strong></a><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O caso da atriz<a href="https://www.nytimes.com/2013/05/14/opinion/my-medical-choice.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Angelina Jolie</a> é um exemplo do papel dos testes genéticos e do aconselhamento especializado. Após descobrir uma mutação patológica no gene BRCA1, ela decidiu se submeter a uma mastectomia profilática, seguida de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><u>reconstrução da mama.</u></a> Posteriormente, a atriz<a href="https://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/03/cirurgia-feita-por-angelina-e-comum-em-quem-tem-mutacao-genetica.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> removeu ovários e as trompas de Falópio.</u></a> A família de Jolie tinha um histórico conhecido de casos de tumor na mama em mulheres relativamente jovens, o que fez com que ela fizesse o teste para investigar a presença das mutações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual a relevância de um teste genético para câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecer a presença de mutações genéticas que predispõem o surgimento do câncer de mama pode prevenir seu desenvolvimento. <strong>As pacientes com alterações identificadas podem se beneficiar de estratégias de vigilância e redução de risco de câncer de mama, incluindo medidas profiláticas, conforme já destacado. Em alguns cenários, uma mastectomia pode reduzir o risco de câncer de mama em até </strong><strong>95%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Qualquer medida do tipo varia conforme o caso e tem indicações bastante específicas. Do mesmo modo, nem toda mulher se beneficia de um teste genético para câncer de mama, inclusive quando se leva em conta o custo desse tipo de procedimento<strong>. Logo, a conversa com o médico deve sempre orientar tal decisã</strong><strong>o.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Que tal saber mais sobre a importância do mastologista? Entenda o âmbito de atuação do profissional<a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u> respons</u><u>á</u><u>vel pela sa</u><u>ú</u><u>de das mamas</u></a>.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/">Teste genético para câncer de mama: afinal, quando é necessário fazê-lo?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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