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	<title>Arquivos quimioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
	<lastBuildDate>Wed, 15 Jul 2026 17:31:20 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivos quimioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Descubra se o uso de toucas térmicas no câncer de mama traz benefícios</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jun 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[queda de cabelo]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[resfriamento do couro cabeludo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Para muitas mulheres em tratamento oncológico, a queda de cabelo decorrente da quimioterapia vai além de uma questão estética: ela representa uma lembrança constante (e pública) da doença, com efeitos diretos sobre a autoestima, a identidade e a qualidade de vida. Nesse contexto, as toucas térmicas no câncer de mama surgem como uma alternativa para amenizar esse impacto. Mas como [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/toucas-termicas-cancer-de-mama-3/">Descubra se o uso de toucas térmicas no câncer de mama traz benefícios</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Para muitas mulheres em tratamento oncológico, a queda de cabelo decorrente da quimioterapia vai além de uma questão estética: <strong>ela representa uma lembrança constante (e pública) da doença, com efeitos diretos sobre a autoestima, a identidade e a qualidade de vida.</strong> Nesse contexto, as <strong>toucas térmicas no câncer de mama surgem como uma alternativa para amenizar esse impacto.</strong></p>
<p>Mas como esse recurso funciona, <strong>o que os estudos recentes mostram e quais aspectos médicos e pacientes devem levar em conta antes de optar por ele</strong>? É o que este artigo busca esclarecer em cada um dos tópicos a seguir.</p>
<h2>Como as toucas térmicas funcionam no contexto do câncer de mama?</h2>
<p>As toucas térmicas, como o próprio nome sugere, são <strong>dispositivos que reduzem a temperatura do couro cabeludo </strong>antes, durante e após as <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">sessões de quimioterapia.</a></p>
<p>Esse resfriamento tem um objetivo específico: <strong>diminuir o fluxo sanguíneo na região e, com isso, reduzir a quantidade de agentes quimioterápicos que chegam aos folículos capilares.</strong> Na prática, com menor exposição ao medicamento, os folículos ficam mais protegidos, o que pode preservar parte dos fios durante o tratamento.</p>
<p>A touca é posicionada na cabeça da paciente em diferentes momentos da sessão de quimioterapia. O processo geralmente envolve o resfriamento antes da infusão do fármaco, durante toda a aplicação e por um período após o término. Esse intervalo varia conforme o protocolo e o tipo de quimioterápico utilizado.</p>
<p>Existem dois formatos principais disponíveis: <strong>sistemas de resfriamento contínuo (conectados a uma máquina) e toucas de gel que precisam ser trocadas ao longo da sessão.</strong></p>
<p>Em resumo, os sistemas de resfriamento contínuo tendem a manter a temperatura de forma mais estável e consistente ao longo de toda a sessão. Já as toucas de gel são mais acessíveis financeiramente, mas exigem trocas frequentes e podem apresentar variações de temperatura que comprometem a eficácia.</p>
<p>Em todo caso, a escolha deve ser orientada pelo oncologista, levando em conta o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">tipo de tratamento</a>, o protocolo quimioterápico e a disponibilidade em cada serviço de saúde.</p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-acupuntura-cancer-mama/" style="font-style:italic;">Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</a></p>
<h2>O que um novo estudo diz sobre esse recurso?</h2>
<p>Mais recentemente, um estudo apresentado no <a target="_blank" href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/PS1-01-01/773676/Abstract-PS1-01-01-Evaluating-the-use-self" style="font-style:italic;">San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) 2025</a> trouxe dados especialmente relevantes para o contexto de mulheres jovens com câncer de mama em estágio inicial.</p>
<p>O trabalho acompanhou <strong>265 pacientes com menos de 45 anos que receberam quimioterapia neoadjuvante ou adjuvante (ou seja, antes ou depois da cirurgia), das quais 52% optaram pelo uso do resfriamento do couro cabeludo.</strong> Entre as que utilizaram o recurso e responderam ao acompanhamento de um ano, os resultados foram variados:</p>
<ul>
<li>40% relataram perda inferior a 50% dos fios, dado consistente com a literatura;</li>
<li>28% reportaram perda superior a 75%, evidenciando que o desempenho do procedimento não é uniforme entre as pacientes;</li>
<li>68% das participantes declararam-se satisfeitas ou muito satisfeitas com a experiência;</li>
<li>79% afirmaram que fariam uso do recurso novamente;</li>
</ul>
<p>Além disso, ao final de um ano, <strong>nenhum participante relatou ausência total de crescimento dos fios, e praticamente 80% mencionaram uma recuperação completa</strong> ou da <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/">maior parte dos cabelos.</a></p>
<p>O estudo aponta ainda que mulheres com maiores níveis de ansiedade antes do início do tratamento foram mais propensas a optar pelo resfriamento, o que reforça a dimensão psicológica envolvida nessa decisão e a importância de integrá-la ao acompanhamento clínico.</p>
<p>Anteriormente, uma revisão publicada em 2021, no periódico <a target="_blank" href="https://link.springer.com/article/10.1007/s00520-021-06188-8" style="font-style:italic;">Supportive Care in Cancer</a>, com dados de 27 estudos e 2.202 participantes, encontrou uma taxa de efetividade de <strong>61% no uso de dispositivos de resfriamento do couro cabeludo </strong>para proteção capilar em pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia.</p>
<p>Contudo, a efetividade varia entre 50% e 65%, com resultados mais favoráveis para pacientes que recebem quimioterapia apenas com taxanos (como o paclitaxel e o docetaxel), uma classe específica de quimioterápicos. Para protocolos com antraciclinas (como a doxorrubicina e epirrubicina), os resultados são menos expressivos.</p>
<h2>O que médico e paciente precisam considerar sobre os benefícios das toucas térmicas?</h2>
<p>A <strong>decisão pelo uso das toucas térmicas no câncer de mama é individual e envolve uma série de variáveis que devem ser avaliadas em conjunto.</strong></p>
<p>Do ponto de vista da eficácia, o protocolo de quimioterapia utilizado é um fator determinante. Como já mencionado, os resultados são mais consistentes com taxanos do que com antraciclinas, e o ajuste correto da touca à cabeça é fundamental para que o resfriamento atinja de forma homogênea todo o couro cabeludo.</p>
<p>Assim como acontece com outros recursos, possíveis <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">efeitos colaterais</a> não devem ser ignorados. As pacientes podem relatar:</p>
<ul>
<li>dores de cabeça;</li>
<li>tontura;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/">dor</a> no couro cabeludo;</li>
<li>sensação intensa de frio;</li>
<li>sensação de peso na cabeça;</li>
<li>náuseas.</li>
</ul>
<p>Além disso, a maioria das pacientes relata maior desconforto nos primeiros minutos de uso, com adaptação progressiva ao longo da sessão.</p>
<p>A <strong>acessibilidade pode ser outra barreira, como o próprio estudo apresentado no SABCS 2025 aponta.</strong> O custo e a disponibilidade dos equipamentos ainda são obstáculos relevantes em muitos contextos. No Brasil, a incorporação desse recurso na rotina oncológica avança, mas de forma dispersa, conforme a assistência disponível para a paciente.</p>
<p>Diante disso, é importante que a decisão sobre o uso de toucas térmicas no câncer de mama seja tomada em diálogo aberto entre a paciente e sua equipe de saúde, levando em conta não apenas os aspectos técnicos, mas também o impacto emocional que a perda dos fios representa para cada mulher.</p>
<p class="leia">Confira agora como o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/crioterapia-quimioterapia/">uso da crioterapia de mãos e pés na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama.</a></p>
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		<item>
		<title>Estudos mostram benefícios da acupuntura no câncer de mama para dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento da doença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[acupuntura]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[chemo brain]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Trabalho apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) trouxe evidências relevantes sobre os benefícios da acupuntura no câncer de mama para um problema frequente entre as sobreviventes: as dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento. O estudo comparou acupuntura real, acupuntura simulada e cuidado usual, demonstrando que ambas as intervenções com agulhas foram superiores ao acompanhamento convencional. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Trabalho apresentado na <a href="https://aacrjournals.org/clincancerres/article/32/4_Supplement/GS3-04/772912/Abstract-GS3-04-Effects-of-Acupuncture-vs-Sham" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS)</u></a> trouxe <strong>evidências relevantes sobre os benefícios da acupuntura no câncer de mama </strong>para um problema frequente entre as sobreviventes: <strong>as dificuldades cognitivas relacionadas ao tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo comparou <strong>acupuntura real, acupuntura simulada e cuidado usual, </strong>demonstrando que ambas as intervenções com agulhas foram superiores ao acompanhamento convencional. Todavia, o destaque vai para a abordagem verdadeira, que apresentou vantagem adicional no objetivo avaliado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reforçar o que esses achados podem indicar, os tópicos a seguir esclarecem melhor do que se trata esse comprometimento, o que a pesquisa revelou e quais outras estratégias podem ser aliadas no manejo dessa queixa.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que se sabe sobre as dificuldades cognitivas relacionadas ao câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>dificuldades cognitivas associadas ao câncer de mama são uma das queixas mais frequentes entre as pacientes</strong>, especialmente após a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-cancer-de-mama-estagio-inicial/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia </u></a>e, eventualmente, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia.</u></a> Popularmente conhecidas como &#8220;<a href="https://drabrendadelgado.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>chemo brain</u></em></a>&#8221; ou &#8220;brain fog&#8221;, elas se manifestam por meio de alterações que incluem:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>esquecimentos maiores do que o habitual;</li>



<li>lentidão no raciocínio;</li>



<li>dificuldade de concentração;</li>



<li>sensação de névoa mental, que deixa os pensamentos confusos e a impressão subjetiva de que a mente não funciona como antes.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Publicação de 2025 sobre o tema no periódico <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-95380-5" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Scientific Reports</u></em></a> <a href="https://www.nature.com/articles/s41598-025-95380-5"></a>sugere que até<strong>40% das mulheres que recebem quimioterapia para um câncer de mama apresentam algum grau de déficit cognitivo.</strong> Esse número pode ser maior ou menor conforme o conceito de alteração cognitiva e a ferramenta clínica utilizada para mensurar cada uma delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, acredita-se que a raiz do problema é multifatorial (ou seja, tem mais de uma causa). Revisão publicada em 2024 na revista especializada <a href="https://academic.oup.com/oncolo/article/29/7/e848/7667897" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>The Oncologist</u></em></a> aponta que o<strong>impacto do estresse psicológico, os distúrbios do sono e os fatores inflamatórios sistêmicos </strong>são componentes associados a um maior risco de desenvolver as queixas, que têm impacto relevante sobre a qualidade de vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Entenda se a fadiga durante o tratamento de câncer de mama é comum e quais as dicas para reduzi-la</u></em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a acupuntura pode trazer benefícios para essas pacientes?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio clínico ENHANCE avaliou <strong>260 mulheres com câncer de mama em estágios 0 a III. </strong>Elas haviam concluído o tratamento principal e relataram dificuldades cognitivas moderadas ou intensas, além de insônia. As <strong>participantes foram distribuídas em três grupos,</strong> cada um recebendo os seguintes tratamentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-acupuntura/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>acupuntura </u></a>real (129 mulheres);</li>



<li>acupuntura simulada, também chamada de <em>sham</em>, na qual as agulhas não penetram a pele (70 mulheres);</li>



<li>cuidado usual (61 mulheres), conforme prescrito pelo médico responsável pelo acompanhamento.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">As sessões ocorreram semanalmente por dez semanas. Nesse ínterim, houve avaliações de função cognitiva utilizando ferramentas específicas na semana 10 (ou seja, ao fim do tratamento) e, posteriormente, na semana 26 (cerca de seis meses depois do início).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao fim das dez semanas,<strong> tanto a acupuntura real quanto a simulada promoveram melhora significativamente maior no comprometimento cognitivo percebido pelas pacientes em comparação ao cuidado usual.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A melhora foi de aproximadamente 10 pontos nos grupos de acupuntura (real e simulada) frente a cerca de 5 pontos no grupo controle, conforme a escala utilizada para avaliar a cognição no contexto oncológico. <strong>Esses resultados se mantiveram na avaliação realizada seis meses após o início do estudo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no que diz respeito à função cognitiva objetiva (avaliada por testes de memória verbal), apenas a acupuntura real demonstrou melhora estatisticamente significativa em relação à acupuntura simulada.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> De onde vêm os benefícios da acupuntura no câncer de mama?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Esse achado é relevante porque sugere que, além do benefício relacionado à experiência geral do tratamento (como o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>relaxamento</u></a> e a atenção recebida durante as sessões), o procedimento específico da acupuntura em pontos terapêuticos também exerce efeito mensurável sobre a função cognitiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja: a<strong> expectativa positiva, o estado de relaxamento e o engajamento com um tratamento em que se acredita ser eficaz podem contribuir para a melhora.</strong> Ainda assim, a diferença na função objetiva favorável à acupuntura real indica que há uma ação específica além do placebo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro dado relevante do estudo foi a confirmação de uma associação significativa entre qualidade do sono e desempenho cognitivo. Pacientes com pior qualidade de sono apresentaram desempenho mais baixo nos testes objetivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tal conclusão dialoga com pesquisas anteriores que identificaram a acupuntura como ferramenta eficaz no manejo da insônia em sobreviventes de câncer de mama. </strong>Ele também reforça a hipótese de que parte dos benefícios cognitivos pode ser induzida pela melhora do sono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da segurança, os eventos adversos foram mínimos. <strong>Casos leves de hematoma em 3,1% das participantes do grupo de acupuntura real foram a principal ocorrência</strong>, sem registros graves. Isso reforça o perfil favorável da abordagem como opção não farmacológica dentro do cuidado integrado em oncologia.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Que outras medidas podem aliviar o comprometimento cognitivo associado à doença?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A acupuntura e outras abordagens não farmacológicas fazem parte de um conjunto mais amplo de estratégias no manejo das dificuldades cognitivas no câncer de mama. <strong>A abordagem mais eficaz costuma ser aquela que combina diferentes frentes de cuidado de forma integrada.</strong> Assim, algumas estratégias com evidências sólidas se destacam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>atividade física regular,</u></a> que pode contribuir para amenizar uma série de fatores associados ao comprometimento cognitivo, como destaca estudo publicado em 2026 no <a href="https://jnccn.org/view/journals/jnccn/24/3/article-p91.xml" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the National Comprehensive Cancer Network</u></em></a>;</li>



<li>intervenções em prol de um sono melhor, dado que insônia e fragmentação do sono se associam diretamente a pior desempenho cognitivo;</li>



<li>suporte psicológico de psicólogos ou psiquiatras, que podem prescrever abordagens (como a terapia cognitivo-comportamental) capazes de tornar possível a gestão desse <a href="https://drabrendadelgado.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/"><u>componente emocional;</u></a></li>



<li>ferramentas digitais de suporte, que têm mostrado resultados favoráveis na promoção do bem-estar e na gestão dos sintomas, inclusive cognitivos, de modo acessível e individualizado.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, mesmo considerando os benefícios da acupuntura no câncer de mama como parte do cuidado integrativo, não se deve eliminar a necessidade de outras ferramentas. Por isso, o<strong> cuidado oncológico completo é, cada vez mais, aquele que vai além do tumor e acompanha a mulher em todas as dimensões</strong> da sua recuperação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba agora quais são outros benefícios e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapias-complementares-no-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quais os cuidados necessários com as terapias complementares no câncer de mama</u></a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[crioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais da quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[neuropatia periférica]]></category>
		<category><![CDATA[qualidade de vida]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) identificou como a crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia. Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos. Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo apresentado na edição de <a href="https://discovery.researcher.life/article/abstract-ps1-01-18-temperature-controlled-hand-foot-cooling-prevents-chemotherapy-induced-polyneuropathy-cipn-a-real-world-data-collection-in-500-patients/06c2de226e33350fac63b2fda44371d2" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>2025 do San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) </u></a>identificou como a <strong>crioterapia na quimioterapia foi consideravelmente eficaz na prevenção da neuropatia.</strong> Essa é uma técnica que consiste no resfriamento das mãos e dos pés utilizando mecanismos específicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse efeito colateral é um dos mais relevantes da quimioterapia, que muitas vezes persiste por meses ou até anos após o fim do tratamento. Nos tópicos a seguir, vamos entender melhor do que se trata essa condição e como essas e outras abordagens podem ser aliadas importantes.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é a neuropatia periférica induzida por quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>neuropatia periférica induzida por quimioterapia (CIPN, na sigla em inglês, ou NPIQ, em português) é uma das queixas frequentes entre pacientes com câncer de mama</strong>. Ela se manifesta principalmente naquelas submetidas a tratamentos químicos para destruir as células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quimioterápicos utilizados são amplamente eficazes contra as células tumorais. Porém, eles podem causar danos aos nervos periféricos, aqueles responsáveis pelas sensações e movimentos nas extremidades do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>complicação tende a ser mais notada quando são utilizados fármacos da classe dos taxanos,</strong> como paclitaxel e docetaxel, tanto de modo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>neoadjuvante (antes da cirurgia) </u></a>quanto adjuvante (depois da cirurgia). Entre os sintomas mais comuns estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Formigamento ou dormência nas pontas dos dedos das mãos e dos pés;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Dor ou sensação de queimação</u></a>;</li>



<li>Fraqueza muscular;</li>



<li>Dificuldade de equilíbrio;</li>



<li>Sensibilidade ao toque ou às mudanças de temperatura.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo assim, a<strong> presença da neuropatia pós-quimio compromete diretamente a qualidade de vida das pacientes,</strong> interferindo na autonomia e em atividades cotidianas simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a neuropatia é uma das principais causas de redução de dose ou interrupção precoce da quimioterapia. Tal necessidade pode comprometer o sucesso do tratamento oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos anteriores, como uma <a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revisão sobre o tema publicada na revista </u></a><a href="https://journals.lww.com/pain/abstract/2014/12000/incidence,_prevalence,_and_predictors_of.6.aspx"><em><u>Pain </u></em><u>em 2014, </u></a>mostravam que <strong>70% dos pacientes oncológicos experimentaram o quadro no primeiro mês de tratamento.</strong> Gradativamente, em três meses, a incidência caia para <strong>60% e, em seis meses, atingia cerca de 30%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, dados mais recentes mostraram que a neuropatia dolorosa atinge mais de <strong>40% dos pacientes de forma persistente após 3 meses, como sustenta artigo de 2025 publicado na revista</strong> <a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229"></a><a href="https://rapm.bmj.com/content/early/2025/02/04/rapm-2024-106229" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u><strong>Regional Anesthesia &amp; Pain Medicine.</strong></u></em></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são, portanto, um dos indicativos da relevância de estratégias de prevenção iniciadas antes mesmo do aparecimento dos sintomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a crioterapia em mãos e pés pode prevenir a CIPN?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, a utilização da crioterapia na quimioterapia consiste no resfriamento de mãos e pés durante a infusão do quimioterápico. Na prática clínica, são utilizadas luvas e meias capazes de ficar geladas antes do início da infusão, durante a sessão e por mais algum tempo depois do término.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mecanismo de ação é relativamente simples. O frio provoca a constrição dos vasos sanguíneos, reduzindo o fluxo de sangue nas extremidades. Consequentemente, há diminuição da concentração do medicamento que chega aos nervos periféricos nessa região. Com menos exposição ao agente químico, os nervos ficam mais protegidos dos danos que levam à neuropatia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo apresentado no SABCS avaliou especificamente a tecnologia <em>Hilotherapy</em>. Esse sistema permite o controle preciso e contínuo da temperatura aplicada às mãos e aos pés durante toda a sessão de quimioterapia. Tal vantagem garante maior consistência na intervenção e conforto para a paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as aproximadamente 500 mulheres com câncer de mama que integraram o estudo e completaram a quimioterapia, <strong>mais de 90% das participantes não desenvolveram neuropatia periférica clinicamente significativa ao longo do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados estão de acordo com outros estudos já realizados sobre o tema anteriormente. Uma revisão publicada no começo de 2025 no periódico <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-024-07597-z" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> mostrou que diferentes técnicas de crioterapia reduziram a incidência de neuropatia por conta dos taxanos em até 55%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro trabalho, dessa vez apresentado no encontro da <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.2025.43.16_suppl.e24074" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em></a>, mostrou que, <strong>em um grupo de 180 pacientes com câncer recebendo quimioterapia acompanhada da crioterapia na quimioterapia, mais de 90% não registrou sintomas ou teve quadros leves de neuropatia depois de um ano.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfomas-em-implantes-de-mama-2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Outros cuidados importantes no acompanhamento da neuropatia induzida por quimioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que a crioterapia na quimioterapia represente um avanço relevante, ela tem pontos de atenção, que muitas vezes impedem seu uso. Eles envolvem o desconforto por conta das baixas temperaturas ou contraindicações em pacientes com problemas circulatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, o manejo adequado da condição neuropática envolve um conjunto de estratégias complementares. Nesse sentido, vale mencionar a diretriz publicada pela <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ASCO (</u></a><a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/JCO.20.01399"><em><u>American Society of Clinical Oncology</u></em><u>) no </u><em><u>Journal of Clinical Oncology </u></em><u>em 2020</u></a>, que revisou sistematicamente as melhores evidências disponíveis sobre prevenção e tratamento da CIPN em adultos sobreviventes de câncer. Os dados desse documento apontam que pode ser importante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Avaliação regular e ajuste da dose do quimioterápico</strong>, com monitoramento ativo da neuropatia ao longo de cada ciclo de tratamento;</li>



<li><strong>Prescrição de medicamentos para manejo da dor já instalada</strong>, ainda que os benefícios possam ser moderados conforme cada caso;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Exercício físico supervisionado,</u></a> uma vez que <strong>movimentar o corpo pode ser bastante benéfico na prevenção e no manejo desses sintomas</strong>;</li>



<li><strong>Cuidados com segurança e prevenção de quedas</strong>, pois a dormência e a fraqueza nas pernas aumentam consideravelmente o risco de acidentes;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/suplementos-e-tratamento-do-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Atenção com suplementação</u></a>. A diretriz da ASCO é <strong>explícita contra o uso de acetil-L-carnitina</strong> e aponta que as <strong>evidências sobre o uso de substâncias como vitamina B12, ômega-3 e magnésio são limitadas.</strong></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/crioterapia-cancer-de-mama/"><u> crioterapia </u></a>na quimioterapia é mais uma opção no contexto de atenção global. Mas, acima de tudo, é essencial que cada paciente tenha um plano de cuidado individualizado, discutido com a própria equipe assistencial. Assim, é <strong>possível minimizar a neuropatia periférica, uma das queixas que mais impactam a adesão ao tratamento e a qualidade de vida durante e depois da terapia oncológica.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia também sobre <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>os efeitos colaterais da primeira sessão de quimioterapia e como se preparar para esse momento.</u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/crioterapia-quimioterapia/">Uso da crioterapia na quimioterapia pode amenizar determinados efeitos colaterais em pacientes com câncer de mama</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Entenda por que a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama nem sempre é necessária</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[Quimioprevenção]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[estágios do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Mammaprint]]></category>
		<category><![CDATA[Oncotype DX]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos. Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A notícia de um diagnóstico de câncer de mama traz consigo uma série de dúvidas, e certamente uma das mais frequentes diz respeito ao tratamento. De qualquer modo, quando o tumor é descoberto precocemente, a <strong>quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama pode ser dispensada sem impactos negativos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso é possível uma vez que há recursos para avaliar a biologia da doença e <strong>determinar quais pacientes realmente se beneficiarão dos medicamentos</strong>, permitindo uma abordagem individualizada com maior precisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que define um câncer de mama em estágio inicial?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Quando falamos em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>câncer de mama em estágio inicial</u></a>, estamos nos referindo, grosso modo, aos <strong>estágios 0, I e II da doença</strong>. Nessas fases, o tumor ainda está restrito à mama ou, no máximo, atingiu poucos linfonodos próximos. Como destaca a <a href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/understanding-a-breast-cancer-diagnosis/stages-of-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Norte-Americana do Câncer,</u></a> esses casos apresentam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Estágio 0: as células cancerígenas permanecem confinadas aos ductos mamários, sem capacidade de invasão de outros tecidos.</li>



<li>Estágio I: tumores de até 2 centímetros que não se espalharam para os linfonodos.</li>



<li>Estágio II: o tumor pode medir entre 2 e 5 centímetros ou ter comprometido alguns linfonodos axilares.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Embora forneçam informações importantes, <strong>cabe ressaltar sempre que o estadiamento, por si só, não determina a necessidade de quimioterapia. </strong>A biologia tumoral (ou seja, as características moleculares do câncer) desempenha papel decisivo nessa escolha, como destacamos no tópico seguinte.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Por que a biologia do tumor é tão importante quanto seu tamanho?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todos os cânceres de mama se comportam da mesma forma. Existem diferentes subtipos moleculares, <strong>cada um com características próprias que influenciam tanto o prognóstico quanto a resposta ao tratamento</strong>. As diferenciações englobam:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Tumores luminais A e B, que são positivos para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) e negativos para HER2.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2-positivo</u></a>, onde há presença aumentada da proteína HER2, que estimula o crescimento celular.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/"><u>Triplo-negativo, </u></a>que não apresenta receptores de estrogênio, progesterona ou HER2. Tende a ser mais agressivo e não responde a diversas opções de tratamentos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Num exemplo bastante resumido, a classificação molecular poderia indicar que um tumor pequeno e triplo negativo pode demandar tratamento quimioterápico, enquanto um tumor Luminal A de tamanho similar, porém de baixo risco, pode prescindir dessa modalidade sem prejuízo para o bem-estar da paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais benefícios a quimioterapia pode oferecer no estágio inicial do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A principal finalidade de regimes quimioterápicos adjuvantes (realizados depois da cirurgia) ou neoadjuvantes (antes da cirurgia) é <strong>eliminar células tumorais que possam ter se espalhado para além da mama, mas não sejam detectáveis em exames de imagem.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse é o que os médicos chamam de tratamento sistêmico, que aumenta as chances de recuperação ao mesmo tempo em que reduz o risco de recidiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, a quimioterapia também pode causar <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/"><u>efeitos colaterais significativos</u></a>. Os mais relevantes são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Náuseas.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo.</u></a></li>



<li>Fadiga.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia </u></a>e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u>constipação intestinal.</u></a></li>



<li>Feridas na boca.</li>



<li>Neuropatias periféricas.</li>



<li>Maior suscetibilidade a infecções.</li>



<li>Impactos na fertilidade.</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/relacao-entre-retirada-dos-ovarios-e-insuficiencia-cardiaca/"><u>Disfunções cardiovasculares.</u></a></li>



<li>Comprometimento da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/desempenho-sexual-depois-cancer-de-mama/"><u>satisfação sexual.</u></a></li>



<li>Alterações cognitivas.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>quando um tumor tem baixo risco</strong> (em geral, por conta da proliferação celular mais lenta e resposta a outros tratamentos), <strong>pode haver pouco benefício na adição da quimioterapia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas situações, evitá-la significa poupar a paciente de efeitos adversos desnecessários sem comprometer o resultado oncológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual o papel dos testes de assinatura genômica na decisão sobre quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para determinar com maior precisão quais pacientes realmente precisam de quimioterapia no estágio inicial do câncer de mama, a medicina dispõe de testes que analisam a expressão de múltiplos genes no tecido tumoral.<strong> Os principais testes disponíveis no Brasil são o Oncotype DX e o MammaPrint.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>Oncotype DX</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Avalia a expressão de 21 genes e gera um escore de recorrência que varia de 0 a 100 para prever o risco de o câncer retornar nos próximos 10 anos e indica o benefício potencial da quimioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1804710" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo sobre o tema </u></a>apontou que cerca de <strong>70% das mulheres com escore intermediário</strong> (entre 11 e 25) podem ser poupadas da quimioterapia com segurança, especialmente se tiverem mais de 50 anos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>MammaPrint</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Analisa 70 genes e classifica os tumores em dois grupos: baixo risco ou alto risco de recorrência. Diferentemente do Oncotype DX, pode ser aplicado em qualquer tipo de câncer de mama invasivo de estágio inicial (I ou II), independentemente do status hormonal ou HER2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Publicação do <a href="https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602253" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>New England Journal of Medicine </u></a>mostra que o <strong>recurso permite evitar quimioterapia em cerca de 46% das mulheres com alto risco clínico, mas baixo risco genômico</strong>, mantendo taxas de sobrevivência consideráveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que é descalonamento e por que ele vem se tornando uma abordagem cada vez mais adotada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso converge para o fato de que a oncologia tem adotado cada vez mais o conceito de descalonamento terapêutico, uma estratégia que visa utilizar o tratamento mínimo necessário para alcançar a cura. Esse conceito se aplica não apenas à quimioterapia, mas também à cirurgia e à <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">radioterapia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto do câncer de mama em estágio inicial, o descalonamento pode apontar para abordagens tais quais como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dispensar a quimioterapia quando os testes genômicos indicam baixo risco de recorrência.</li>



<li>Reduzir o número de ciclos ou a intensidade da quimioterapia, com regimes mais curtos.</li>



<li>Optar por <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamoplastia-redutora-e-mastopexia-quando-sao-indicada/"><u>cirurgias conservadoras sempre que possível, </u></a>preservando a mama sem comprometer a segurança oncológica.</li>



<li>Evitar o esvaziamento axilar completo em pacientes com poucos linfonodos comprometidos, realizando apenas a biópsia do linfonodo sentinela.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/"><u>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>descalonamento não significa subestimar a doença e nem dizer que a quimioterapia é inútil, mas sim tratá-la de forma inteligente e individualizada</strong>. O norte para a tomada de decisão envolve um equilíbrio delicado entre segurança e qualidade de vida, que deve ser alcançado por meio de um diálogo aberto entre médicos e pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, quem recebeu um diagnóstico de câncer de mama em estágio inicial deve buscar consultar o especialista sobre a necessidade de testes genômicos e sobre as diferentes opções de tratamento disponíveis para o seu caso específico. <strong>A decisão compartilhada, baseada em informações precisas e atualizadas, é sempre o modo mais eficiente de enfrentar a doença.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais sobre o mapeamento das <a href="https://drabrendadelgado.com.br/assinaturas-genomicas/"><u>assinaturas genômicas dos tumores de mama através dos testes disponíveis,</u></a> leia este outro conteúdo disponível por aqui.</p>
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		<title>Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Nov 2025 12:17:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Vida após o câncer]]></category>
		<category><![CDATA[benefícios da música]]></category>
		<category><![CDATA[comprometimentos cognitivos]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[terapias alternativas]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento do câncer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos. Entre as sobreviventes de câncer de mama, dificuldades de memória, concentração e raciocínio — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica Complementary [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O câncer é uma condição crônica que gera efeitos no corpo para além do físico. Mesmo após o término do tratamento, <strong>muitas pessoas convivem com alterações psicológicas e cognitivas que podem durar anos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as sobreviventes de câncer de mama, <strong>dificuldades de memória, concentração e raciocínio</strong> — conhecidas como chemobrain, são especialmente comuns. Segundo estudo publicado na revista médica <em>Complementary Therapies in Clinical Practice</em>, esses efeitos colaterais (que podem ser tardios) <strong>podem afetar até 78% das pacientes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos últimos anos, a ciência tem buscado compreender melhor esse quadro e testar novas formas de tratamento. E uma delas vem de um caminho inesperado: a música.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As características do chemobrain</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O termo <em>chemobrain</em>, ou “névoa cerebral”, é usado para descrever as <strong>mudanças cognitivas que podem ocorrer durante ou </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>após o tratamento do câncer</strong></a><strong>.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De forma simples, o quadro envolve dificuldades em atividades que antes pareciam naturais e inclui sintomas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>redução na velocidade de raciocínio e na capacidade de resolver problemas;</li>



<li>dificuldade de concentração e para finalizar tarefas;</li>



<li>lapsos de memória recente.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Essas alterações frequentemente ocorrem como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">efeito colateral da quimioterapia</a>. No entanto, conforme explica um <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado na revista da Associação Brasileira de Câncer do Sangue (ABRALE)</a>, as causas ainda não são totalmente compreendidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso significa que podem também estar associadas aos outros tratamentos oncológicos (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">radioterapia</a> e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-terapia-hormonal/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">terapia hormonal</a>), <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tamoxifeno/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aos medicamentos indicados</a> e ao estresse psicológico da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, as manifestações são leves e passageiras; em outros, podem durar meses ou até anos após o fim do tratamento do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de o problema ser reconhecido por especialistas, <strong>não há medicamentos aprovados especificamente para o manejo do chemobrain</strong>. Por isso, terapias complementares e estratégias alternativas têm ganhado destaque em pesquisas nos últimos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Quem faz quimioterapia, o que pode comer? Confira 5 recomendações para ajudar na alimentação</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a música é aliada na recuperação cognitiva</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente publicado na revista médica <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1744388120311038?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Complementary Therapies in Clinical Practice</a> investigou como <strong>ouvir música diariamente poderia ajudar mulheres com </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>câncer de mama</strong></a><strong> a aliviar os sintomas cognitivos e psicológicos após o tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade do Texas em Austin adaptando a técnica de meditação kundalini baseada em mantra, denominada Kirtan Kriya (KK), que envolve canto, visualização e movimentos com as mãos e já se provou eficiente para idosos com declínio cognitivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vinte e sete mulheres que haviam passado por quimioterapia e relatavam dificuldades de concentração e memória</strong> participaram do estudo e foram divididas em dois grupos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>grupo musical:</strong> as participantes ouviram músicas clássicas (como Mozart, Bach, Beethoven e Tchaikovsky) por 12 minutos diários;</li>



<li><strong>grupo de meditação:</strong> as mulheres praticaram a técnica Kirtan Kriya também durante 12 minutos por dia.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Após oito semanas, ambos os grupos apresentaram melhora cognitiva significativa, incluindo <strong>maior capacidade de focar, lembrar palavras e priorizar tarefas</strong>, além de melhora no raciocínio e na capacidade de resolver problemas. Porém, <strong>o grupo que apenas ouviu música também relatou benefícios adicionais</strong>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>menos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/conexoes-entre-estresse-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estresse</a> e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">fadiga</a>;</li>



<li>melhora no humor e bem-estar geral;</li>



<li>maior prazer na rotina diária.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores explicaram que a razão para esse resultado pode estar relacionada ao fato de que <strong>ouvir música pode ativar e envolver todo o cérebro</strong>, funcionando como uma espécie de “treinamento de atenção”. Esse estímulo contínuo favorece outros processos mentais, como memória e processamento de informações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto positivo levantado é a acessibilidade. <strong>Ouvir música é uma intervenção simples, de baixo custo e fácil de manter.</strong> Diferentemente de outras terapias cognitivas, não exige deslocamento, treinamento ou acompanhamento especializado, possibilitando uma maior adesão e resultados eficazes.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/reabilitacao-fisica-apos-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Entenda como funciona e quais benefícios da reabilitação física após o câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Outras alternativas para lidar com o chemobrain</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora ainda não exista um tratamento único para o chemobrain, de acordo com <a href="https://www.breastcancer.org/news/music-listening-chemo-brain" target="_blank" rel="noreferrer noopener">artigo publicado no portal do Breast Cancer</a> <strong>várias abordagens podem ajudar a reduzir seus sintomas</strong> <strong>e melhorar a qualidade de vida.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Musicoterapia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A <strong>musicoterapia</strong> <strong>também envolve música como tratamento</strong>, mas é conduzida por um profissional qualificado que propõe outras atividades como cantar, tocar instrumentos, criar composições e explorar os significados das letras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essa prática</strong> <strong>tem mostrado bons resultados no alívio de sintomas cognitivos, ansiedade e depressão</strong>. Muitos centros oncológicos e hospitais já oferecem esse tipo de acompanhamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Práticas e hobbies</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas terapias alternativas e abordagens complementares <strong>podem promover benefícios e fortalecer a atividade cerebral e a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>saúde mental</strong></a>, como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/beneficios-meditacao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>meditação</strong></a> e <strong>mindfulness</strong>, para reduzir o estresse e melhorar o foco;</li>



<li><strong>ioga</strong>, <strong>qigong</strong> e <strong>acupressão</strong>, que equilibram corpo e mente;</li>



<li><strong>reabilitação cognitiva</strong>, feita com acompanhamento especializado;</li>



<li><strong>atividades intelectuais</strong>, como leitura, palavras cruzadas ou sudoku.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Hábitos diários e saudáveis</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Pequenas mudanças na rotina também são recomendadas e podem ajudar a amenizar os efeitos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>manter horários regulares de sono e de descanso;</li>



<li>evitar multitarefa e priorizar uma tarefa por vez;</li>



<li>anotar compromissos e criar lembretes visuais;</li>



<li>fazer pausas frequentes durante o dia;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">praticar exercícios regularmente</a>;</li>



<li>priorizar uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentos-ajudam-na-prevencao-ao-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">alimentação equilibrada</a>.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Ao que tudo indica, com o acompanhamento adequado e intervenções simples, como ouvir música, é possível recuperar a confiança e a clareza mental após o tratamento do câncer, minimizando os efeitos cognitivos e retomando a rotina com mais leveza e bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e conheça também a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/respiracao-focada-dor-do-cancer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">técnica de respiração profunda com sessões de 20 minutos que ajuda no controle da dor do câncer</a>.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/chemobrain-beneficios-da-musica/">Música pode aliviar os comprometimentos cognitivos associados ao chemobrain</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia neoadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2023 do San Antonio Breast Cancer Symposium mostrou que algumas pacientes podem ser dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila. Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia. Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/"> </a><a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2023</u></a> do <em>San Antonio Breast Cancer Symposium</em> mostrou que algumas pacientes podem ser <strong>dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila.</strong> Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do organismo após o emprego dos quimioterápicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A utilização da quimioterapia antes da cirurgia em casos de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que uma paciente é diagnosticada com câncer de mama, o médico responsável pelo acompanhamento pode investigar a presença de células do tumor nos<a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/"><u> linfonodos.</u></a> Isso acontece geralmente por meio de uma biópsia e ajuda a avaliar de que forma o câncer está se disseminado pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando é constatada a presença do tumor nessa área, a doença é classificada como <strong>linfonodo positivo</strong>. Nesses casos, costuma haver a indicação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u>sessões de quimioterapia</u></a> antes mesmo da cirurgia para remoção do tumor das mamas. Vale sempre lembrar que <strong>toda terapia introduzida antes do tratamento cirúrgico recebe o nome de “neoadjuvante”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, é possível que os medicamentos quimioterápicos sejam capazes de eliminar a presença das células cancerígenas na região axilar. Assim sendo, <strong>o câncer passa a ser categorizado como “linfonodo negativo”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essa seja uma excelente notícia, tal etapa na evolução abre um debate entre os especialistas. Quando a quimioterapia consegue eliminar o câncer dos linfonodos, de que forma é recomendado prosseguir com o tratamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que os linfonodos positivos persistem, pode ser necessário submeter a paciente a sessões de radioterapia axilar depois da cirurgia. Logo, a <strong>aplicação da radiação fica concentrada não apenas na mama como também no tórax e nas axilas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido oposto, se for constatado um status linfonodo negativo depois da quimioterapia antes da cirurgia, a radioterapia poderia ser descartada ou reduzida apenas à região da mama, sobretudo em pacientes que passaram por uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/">quadrantectomia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u>Entenda quando um caroço na axila deve ser sinal de alerta</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As conclusões do novo estudo sobre a necessidade da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o estudo mencionado buscou justamente responder a tal questão. Afinal, pacientes que evoluíram de linfonodo positivo para negativo graças a quimioterapia antes cirurgia <strong>podem deixar a radioterapia axilar</strong> de lado de maneira segura?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender tal questão, foram reunidas 1556 pacientes diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial e confirmação de linfonodos positivos. As voluntárias foram recrutadas entre dezembro de 2013 e o mesmo mês de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo foi tratado com quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de remoção do tumor (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/">mastectomia</a> ou lumpectomia) e ressecção dos linfonodos. Posteriormente, foi obtido um resultado negativo para a presença de células cancerígenas após o procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa etapa do tratamento, houve uma divisão em dois grupos das pessoas envolvidas no estudo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma parte das pacientes <strong>não recebeu radiação nas axilas</strong>; houve apenas monitoramento e radioterapia na mama inteira.</li>



<li>O restante das voluntárias foi tratada com <strong>radiação nos linfonodos e na parede torácica</strong>, mesmo após a cirurgia como quimioterapia neoadjuvante.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que isso pode significar na dispensa da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após um acompanhamento que durou até dez anos contando do início do estudo, <strong>foi possível concluir que não houve diferença nos desfechos obtidos entre ambos os grupos.</strong> Em outras palavras, isso significa que foi possível pular a radioterapia axilar sem que isso aumentasse o risco de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo que recebeu a radiação nos linfonodos, 92,8% das pacientes não tiveram episódios de recidivas. Enquanto isso, nas pacientes em que não houve essa intervenção o número foi de 91,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recidivas distantes (que afetam outra parte do corpo que não o sítio original do tumor) e taxas de sobrevida também alcançaram <strong>patamares similares em ambos os recortes de pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, há evidências de que a <strong>omissão da radioterapia axilar é uma alternativa segura de abordagem</strong> para um câncer de mama nessas circunstâncias. Tal opção pode ser importante ainda para reduzir o risco de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>efeitos colaterais </u></a>oriundos do tratamento com radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, eles envolvem desde dor e alterações na pele da região até fadiga e a formação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas, </u></a>incluindo ainda os prejuízos ao processo de reconstrução das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer modo, a necessidade de introdução da quimioterapia antes da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>cirurgia</u></a> seguida de radioterapia nos linfonodos da axila deve sempre ser discutida caso a caso. Dessa forma, é possível <strong>avaliar e ponderar riscos e benefícios</strong> da melhor forma possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite para saber mais sobre a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"><u>radioterapia na mama</u></a> e o uso dessa terapia no tratamento de um câncer.</p>
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		<title>A quimioterapia na gestação e na lactação são opções seguras? Entenda o que deve ser considerado nesses casos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Apr 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[lactação]]></category>
		<category><![CDATA[parto.]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo. Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Ainda que seja consensual entre os especialistas de que casos de câncer de mama entre gestantes sejam raros, o diagnóstico dessa condição nesse estágio desperta uma série de preocupações. <strong>Assim sendo, é natural que pacientes se perguntem se introduzir a quimioterapia na gestação e na lactação é viável, por exemplo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal questionamento ilustra bem as possíveis dificuldades para tratar o câncer de mama entre mulheres que estão esperando um bebê. De todo modo, com as devidas precauções, é possível combater o tumor resguardando a segurança da gestação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona o rastreamento e o diagnóstico de um câncer de mama durante uma gestação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não é raro que sinais de uma possível neoplasia nas mamas durante a gestação passem despercebidos. <strong>Com as alterações hormonais decorrentes da gestação, é esperado que as mamas da mulher sofram modificações em diversos aspectos (tamanho, sensibilidade etc.), inclusive por conta da preparação para a lactação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Adicionalmente, mulheres grávidas não são orientadas a fazer exames (como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u>mamografias</u></a> periódicas) para rastrear um possível câncer de mama, sobretudo para evitar a exposição desnecessária à radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, possíveis casos de câncer nessas circunstâncias são diagnosticados, em média, em estágios mais avançados<strong>. Isso acontece pelo fato desses quadros serem descobertos por acidente ou apenas quando a paciente nota algum nódulo ou caroço na mama e procura ajuda médica para investigar a condição.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Portanto, a <strong>recomendação é que diante de qualquer alteração que desperte preocupação, a mulher grávida não espere o fim da gestação para obter a assistência médica necessária</strong>. Em tais circunstâncias, exames como a mamografia podem ser feitos com as proteções necessárias (como um avental de chumbo sobre a barriga) para mitigar os possíveis riscos ao feto e assim confirmar ou não o diagnóstico de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u>ultrassons </u></a>e biópsias costumam ser outras opções para analisar o quadro. Ressonâncias magnéticas que dependem do uso de contraste são uma opção normalmente descartada.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/interromper-hormonioterapia/"><u>Estudo mostra que é possível interromper a hormonioterapia com segurança para engravidar</u></a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É possível introduzir a quimioterapia na gestação de forma segura?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como sempre, a escolha sobre a melhor abordagem para um câncer de mama diagnosticado na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/gravidez-apos-cancer-de-mama-e-possivel/"><u>gravidez</u></a> envolve aspectos como o estágio do tumor e as suas características<a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/"><u> imuno-histoquímicas. </u></a><strong>Seja como for, a quimioterapia pode ser uma intervenção importante para combater a doença, ainda que a preocupação com a segurança seja uma constante.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A principal recomendação para minimizar problemas passa por evitar essa forma de tratamento no primeiro trimestre de gestação</strong>. Tal orientação parte do princípio de que os fármacos utilizados no tratamento serão possivelmente teratogênicos. <strong>Em outras palavras, isso significa que eles podem provocar malformações fetais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, as <a href="https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/OP.20.00077"><u>evidências disponíveis </u></a>sugerem que parece não haver impactos significativos da teratogenicidade dos quimioterápicos sobre o desenvolvimento do feto <strong>se o tratamento começar depois do segundo semestre de gestação</strong>, ainda que em alguns casos os dados disponíveis sobre o tópico sejam limitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessas horas, a ponderação entre riscos e benefícios deve orientar a decisão pela adoção ou não da quimioterapia na gestação. <strong>Por isso, sempre que os ganhos para a saúde materna superarem as chances de problemas para o bebê, o tratamento quimioterápico costuma ser uma alternativa viável.</strong> Isso considera sempre a utilização dos fármacos adequados para essas circunstâncias e o respeito a um prazo de interrupção da terapia antes do parto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, feita a decisão pela quimioterapia, <a href="https://ascopubs.org/doi/10.1200/OP.20.00628" target="_blank" rel="noreferrer noopener">pode ser recomendado reforçar o acompanhamento do desenvolvimento fetal.</a> <strong>Em algumas circunstâncias, suspeita-se de que essa forma de tratamento (em especial com o uso de medicamentos à base de platina) durante a gestação afete o crescimento do feto.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, pode haver maiores chances de um parto precoce, colocando os recém-nascidos sob risco de piores desfechos após o nascimento. As evidências sobre isso, mais uma vez, são limitadas, então novos estudos precisam se debruçar com mais cuidado sobre a questão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os impactos do tratamento na lactação?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com o nascimento da criança, as dúvidas em torno do tratamento se voltam para a forma como ele pode influenciar na amamentação. Na prática, a equipe responsável pelo acompanhamento do paciente dará a orientação adequada sobre isso, de acordo com os tratamentos empregados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por uma cirurgia contra um câncer de mama, por exemplo, podem ser liberadas para alimentar seu filho com o próprio leite. <strong>Por outro lado, pacientes que ainda vão passar pelo procedimento cirúrgico podem ser orientadas a não começar a amamentar</strong>. Esse cuidado pode facilitar a cirurgia e reduzir o risco de complicações (como infecções).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A restrição para a amamentação costuma ser completa em mães recebendo tratamentos sistêmicos contra um câncer de mama.</strong> Isso inclui abordagens como a quimioterapia, a radioterapia, a hormonioterapia e as terapias-alvo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algumas dessas terapias são indicadas apenas após o parto. <strong>De qualquer maneira, elas podem afetar a segurança do leite materno ou até mesmo bloquear a lactação. No mais, a restrição à amamentação pode se manter por meses após o fim do tratamento</strong>. Em todo caso, a mãe receberá a orientação do que fazer para garantir a alimentação apropriada da criança (como leite doado ou uso de fórmulas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, se respeitadas algumas condições, a quimioterapia na gestação tende a ser segura a partir de determinados estágios da gravidez, embora isso deva ser analisado cuidadosamente caso a caso. A lactação, por sua vez, pode ser restringida. Por isso, pacientes e profissionais devem seguir lado a lado para discutir as melhores opções de cada circunstância<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-gravidez/"><u> desde o primeiro momento após o diagnóstico.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para mulheres diagnosticadas com câncer de mama antes de engravidar, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u>veja quais os impactos do tratamento sobre a fertilidade.</u></a></p>
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		<item>
		<title>Quais os principais efeitos colaterais da imunoterapia?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Mar 2024 12:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[imunoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[keytruda]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os efeitos colaterais da imunoterapia variam de paciente para paciente, mas podem ser potencialmente graves em alguns casos. Tratamentos imunoterápicos podem ser valiosos no enfrentamento de diferentes tipos de tumor, inclusive na mama. Essa abordagem faz com que as defesas do próprio corpo recebam a sinalização adequada para atacar as células cancerígenas e assim eliminá-las. No entanto, como em qualquer [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Os efeitos colaterais da imunoterapia variam de paciente para paciente, mas podem ser potencialmente graves em alguns casos.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos imunoterápicos podem ser valiosos no enfrentamento de diferentes tipos de tumor, inclusive na mama. Essa abordagem faz com que as defesas do próprio corpo recebam a sinalização adequada para atacar as células cancerígenas e assim eliminá-las. <strong>No entanto, como em qualquer outro tratamento, os efeitos colaterais da imunoterapia podem despertar a preocupação entre pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que essas alterações possam ser diferentes daquelas observadas com outros tratamentos (como na quimioterapia, por exemplo), é necessário abordá-las tanto para garantir uma melhor qualidade de vida à paciente, quanto para prevenir a interrupção da terapia, sempre que possível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como a imunoterapia age no corpo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/">quimioterapia</a>, a ação dos fármacos escolhidos tem como objetivo destruir as células cancerígenas. Entretanto, nesse processo é comum que células saudáveis também sejam afetadas. <strong>Isso, em boa medida, explica muito dos efeitos colaterais percebidos pelas pacientes sob regime quimioterápico.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, a forma como a imunoterapia age no corpo é diferente. <strong>Na prática, essa abordagem emprega diferentes substâncias para orientar ou estimular os mecanismos de defesa a reconhecer e destruir as células do tumor, algo que em circunstâncias normais não acontece.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em geral, isso se dá pelo fato de que o sistema imune não percebe o câncer como um invasor. Em outras circunstâncias, as células do tumor também conseguem usar mecanismos para “driblar” o sistema imune e continuar imperceptíveis. De todo modo, diante dessas circunstâncias, a imunoterapia pode contribuir para conter o crescimento do tumor ou impedir sua disseminação para outras partes do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, existem vários tipos de imunoterápicos aprovados para o tratamento do câncer de mama. Eles estão divididos em algumas classes, conforme o mecanismo de ação do medicamento. Entre os imunoterápicos mais utilizados para o câncer de mama estão o pembrolizumabe (mais conhecido como <em>Keytruda</em>) e o atezolizumabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prescrição da imunoterapia depende de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/">série de variáveis biológicas do tumor </a>(expressão de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">proteínas HER</a> e de receptores hormonais, por exemplo). Além disso, <a href="https://www.nejm.org/doi/10.1056/NEJMoa2202809?url_ver=Z39.88-2003&amp;rfr_id=ori:rid:crossref.org&amp;rfr_dat=cr_pub%20%200pubmed" target="_blank" rel="noreferrer noopener">os resultados podem ser melhores quando se combina essa alternativa com a quimioterapia.</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são e quanto duram os efeitos colaterais da imunoterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Parte da preocupação do uso de imunoterápicos é sua forma de ação pode fazer com que o sistema imune se torne mais reativo, inclusive diante de tecidos e células do próprio corpo e que obviamente não representam uma ameaça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, os efeitos colaterais da imunoterapia dependerão de uma série de fatores, incluindo o tipo de medicamento utilizado e a condição geral de saúde da paciente. <strong>Em todo caso, o médico orientará o paciente sobre o que esperar.</strong> Os problemas mais comuns possivelmente enfrentados nesse percurso são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dores de cabeça e nos músculos;</li>
<li>Fadiga;</li>
<li>Febre e outros sintomas que lembram um quadro de gripe;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li>Redução do apetite;</li>
<li>Diarreia ou constipação intestinal;</li>
<li>Baixa contagem de glóbulos vermelhos ou brancos no sangue;</li>
<li>Coceira e vermelhidão na pele;</li>
<li>Hipotiroidismo e hipopituitarismo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">No momento da aplicação do fármaco, <strong>a paciente pode também experimentar reações locais no local da infusão. </strong>Em parte dos casos, esse problema evolui na forma de uma crise alérgica, além de dor no ponto onde o medicamento está sendo aplicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adicionalmente, a atuação do imunoterápico no sistema imune pode fazer com que problemas mais sérios surjam, com alguns deles capazes de colocar em risco a vida de quem está recebendo o tratamento</strong>. Geralmente, esses efeitos colaterais gravíssimos atingem órgãos como os pulmões, o fígado, o intestino e determinadas glândulas e envolvem reações autoimunes e quadros de inflamação.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/">O que é e quais as opções de tratamento para um câncer de mama triplo-negativo?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como lidar com esses efeitos e ampliar a qualidade de vida durante o tratamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Pode ser difícil prever de antemão quais serão exatamente os efeitos colaterais decorrentes da imunoterapia. Não raramente, eles variam bastante de pessoa para pessoa. <strong>Portanto, o primeiro passo para garantir a manutenção da qualidade de vida do paciente durante o tratamento envolve uma discussão junto ao médico sobre o que pode acontecer após a infusão do medicamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, é possível manter a atenção aos sinais que possam indicar um problema mais grave por conta da imunoterapia. Nesses casos, é essencial que haja suporte médico imediato. Logo, diante de qualquer suspeita ou alteração inexplicada, <strong>a recomendação costuma ser comunicar a equipe de saúde responsável pelo tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em paralelo, a paciente também deve receber recomendações de como manejar possíveis efeitos colaterais de natureza mais branda ou moderada (incluindo recomendações sobre hidratação, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/">cuidado com a alimentação</a>, controle da dor, entre outros aspectos pertinentes etc.). <strong>De todo modo, pode ser igualmente importante procurar ajuda especializada se tais sintomas parecem piorar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, os efeitos colaterais da imunoterapia podem exigir<a href="https://drabrendadelgado.com.br/acompanhamento-pos-cancer-mama/"> acompanhamento mesmo depois que o tratamento</a> terminar. <strong>Enquanto alguns desconfortos podem persistir mesmo meses ou semanas após suspenso o uso da medicação, outros problemas podem dar as caras apenas nesses anos posteriores.</strong> Nesse cenário, mais uma vez, a comunicação entre médico e paciente pode fazer toda a diferença para abordar adequadamente tais consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e confira mais sobre as</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/imunoterapia-para-cancer-de-mama-como-e-indicacoes/"><u><strong> principais indicações do uso da imunoterapia no câncer de mama.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-colaterais-imunoterapia/">Quais os principais efeitos colaterais da imunoterapia?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<item>
		<title>Efeitos da primeira sessão de quimioterapia: o que você precisa saber?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Nov 2023 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[oncologia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar. Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Os efeitos da primeira sessão de quimioterapia podem começar horas depois da administração dos fármacos, então é importante se preparar.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Conhecer os efeitos da primeira sessão de quimioterapia é importante para a mulher que vai atravessar esse marco importante no tratamento de um câncer de mama. <strong>Antes ou depois de outras intervenções necessárias para lidar com o tumor, a terapia quimioterápica pode despertar a ansiedade na paciente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, estar preparada para o que está por vir tende a aliviar o estresse. Além disso, obter informações sobre esse assunto pode facilitar o diálogo entre a paciente e o médico responsável pelo tratamento, eliminando dúvidas e preocupações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Qual o papel da quimioterapia no tratamento do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A quimioterapia é um tratamento que pode ser utilizado em diferentes tipos de câncer, incluindo aqueles que atingem as mamas. <strong>Essa forma de tratamento utiliza fármacos que são tóxicos às células cancerígenas, destruindo-as e impedindo que elas continuem a se replicar dentro do organismo.</strong> Embora existam alternativas de medicamentos orais, na maioria dos casos a administração acontece por via intravenosa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem toda paciente com câncer de mama vai precisar da quimioterapia. <strong>Entretanto, quando ela é prescrita, essa etapa do tratamento se dá de forma adjuvante (antes da cirurgia) ou neoadjuvante (depois da cirurgia).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, os fármacos podem ajudar a eliminar células cancerígenas que tenham ficado para trás depois da cirurgia ou reduzir o tamanho do tumor, permitindo um procedimento cirúrgico menos invasivo. Além disso, os quimioterápicos também podem ser uma opção de tratamento quando o câncer atinge um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u>estágio metastático,</u></a> alcançando outras partes do organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há vários fármacos disponíveis para compor um tratamento quimioterápico. A escolha vai depender da opinião do médico e da condição clínica da paciente. No mais, não é raro que medicamentos sejam combinados para aumentar a chance de alcançar o objetivo esperado com o tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que esperar dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Definida a necessidade da quimioterapia e o momento em que isso será feito, <strong>a paciente precisa se preparar para os efeitos colaterais da primeira sessão de terapia e tudo aquilo que cerca o procedimento nesse e nos ciclos seguintes do tratamento.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">É comum querer saber, por exemplo, quanto tempo dura uma sessão de quimioterapia. <strong>A resposta varia de acordo com uma série de fatores que envolvem sobretudo a forma como o medicamento será administrado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que o medicamento é aplicado por meio de uma injeção intravenosa, o processo tende a terminar em alguns minutos. Por outro lado, com a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cateter-para-quimioterapia/"><u>infusão via cateter</u></a> podem ser necessárias algumas horas para completar o processo. <strong>A escolha do método adequado, como sempre, depende da avaliação de uma série de fatores, então é difícil generalizar.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, será necessário se dirigir até uma clínica ou hospital com capacidade para administrar a medicação. Chegando lá, a paciente será recebida por uma equipe composta por profissionais de saúde de diferentes áreas e receberá a orientação necessária para essa primeira sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, são necessárias também a coleta de material para exames de sangue, por exemplo. Além disso, minutos antes da administração do quimioterápico, determinados <strong>medicamentos</strong> podem ser prescritos para prevenir alguns efeitos colaterais, sempre conforme orientação profissional. O mesmo pode acontecer depois da sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalizada a administração, é preciso esperar por alguns minutos para garantir que não haverá <strong>nenhuma</strong> <strong>reação mais grave ao medicamento</strong>. Aí sim é possível ir embora. Em casa, é fundamental seguir as orientações repassadas, inclusive para lidar com os possíveis efeitos colaterais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais mais comuns da quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por conta da sua ação no seu organismo, <strong>os quimioterápicos podem gerar uma série de efeitos colaterais. Isso é totalmente esperado e se dá pela destruição de células saudáveis que acabam atingidas pelo efeito tóxico do medicamento</strong>. Assim, no curto prazo, os desconfortos mais comuns, que podem aparecer já nas primeiras horas depois da primeira sessão são:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/"><u>Fadiga</u></a>;</li>
<li>Perda de apetite;</li>
<li>Náuseas e vômitos;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>Diarreia</u></a> ou constipação intestinal;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>Queda de cabelo</u></a>;</li>
<li>Sensação de boca seca;</li>
<li>Alterações na pele e nas unhas;</li>
<li>Queda na contagem de glóbulos brancos (em especial os neutrófilos);</li>
<li>Insônia, dificuldade de concentração, lapsos de memória e (outras alterações que recebem o nome de <a href="https://revista.abrale.org.br/saude/2021/04/chemobrain/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>chemo brain</u></em></a><em>)</em></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esses efeitos colaterais de curto prazo costumam desaparecer por conta própria algumas semanas após o fim do tratamento. Se eles persistirem, converse com seu médico</strong>. Além disso, ele pode informá-la sobre possíveis efeitos colaterais de longo prazo (como<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fertilidade-cancer-de-mama/"><u> infertilidade</u></a> ou impacto sobre a densidade óssea).</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-intestino-preso/">Entenda como a quimioterapia afeta o comportamento do intestino</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como se preparar para a primeira sessão de quimioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tendo uma noção do que acontece durante a sessão de quimioterapia, a paciente consegue se preparar para o que vai acontecer ao longo do procedimento. Nesse processo, <strong>algumas dicas podem ser valiosas para lidar melhor com a situação:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Se possível, <strong>não vá sozinha para as sessões de quimioterapia</strong>. Além de ajudar a absorver as orientações repassadas, um companheiro pode ser uma distração importante para aliviar o estresse durante as horas que podem ser exigidas até o fim da administração;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Use roupas confortáveis</strong>, de preferência que não atrapalhem a aplicação do fármaco ou que façam você sentir calor ou frio;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Reforce a hidratação.</strong> Ter uma garrafinha de água ajuda bastante;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Salvo orientação em contrário, <strong>leve junto contigo um pequeno lanche leve (uma fruta, por exemplo) para comer durante a sessão</strong>, principalmente se ela se estender muito;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Conte com uma distração</strong>, seja ela o celular, um livro ou uma distração manual;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Observe possíveis reações adversas durante a sessão</strong> (como vermelhidão ou irritação na pele) e acione a equipe do local se for necessário;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Tire suas dúvidas,</strong> sobretudo antes de ir embora.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esse tipo de tratamento é feito em ciclos, com intervalos entre as aplicações (que, às vezes, podem ser feitas em dias seguidos) para que o corpo se recupere adequadamente dos efeitos da primeira sessão de quimioterapia e daquelas que virão depois</strong>. O número de ciclos necessários para completar o regime quimioterápico também é uma decisão que varia caso a caso. <strong>No mais, os médicos podem discutir a necessidade das chamadas doses densas (em que doses maiores são utilizadas em um intervalo menor).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u><strong>confira algumas dicas de alimentação que podem ser importantes durante o período da quimioterapia.</strong></u></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como a neutropenia afeta a imunidade durante o tratamento de um câncer de mama?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Nov 2023 19:32:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[glóbulos brancos]]></category>
		<category><![CDATA[imunidade]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A neutropenia é um efeito colateral relativamente comum da quimioterapia e prejudica as defesas do organismo da paciente com câncer de mama. A neutropenia é um efeito colateral bastante comum associado à quimioterapia contra um câncer de mama. Como a toxicidade dos fármacos utilizados pode afetar inclusive as células saudáveis, o sistema imune da paciente pode ser prejudicado com a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A neutropenia é um efeito colateral relativamente comum da quimioterapia e prejudica as defesas do organismo da paciente com câncer de mama.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A neutropenia é um efeito colateral bastante comum associado à quimioterapia contra um câncer de mama. Como <strong>a toxicidade dos fármacos utilizados pode afetar inclusive as células saudáveis, o sistema imune da paciente pode ser prejudicado com a progressão das sessões de administração dos medicamentos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, essa condição pode <strong>afetar a qualidade de vida da paciente e ou mesmo as próximas etapas do tratamento.</strong> Por isso, o médico responsável pelo acompanhamento desses quadros pode fornecer orientações sobre como lidar com a vulnerabilidade provocada pela imunodeficiência temporária e prescrever determinadas intervenções para reduzir a chance de complicações.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, o que é a neutropenia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A quimioterapia é parte importante de muitos tratamentos contra um câncer de mama, seja de forma adjuvante ou neoadjuvante. De forma bastante resumida, <strong>esse tipo de intervenção consiste na administração de medicamentos capazes de destruir as células cancerígenas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, ainda que as alternativas quimioterápicas tenham avançado bastante, <strong>a toxicidade dos medicamentos ainda pode gerar uma série de efeitos colaterais. </strong>Entre alguns dos mais conhecidos estão a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/por-que-o-cabelo-cai-na-quimioterapia-e-como-lidar/"><u>queda de cabelo,</u></a> a fadiga e os <a href="https://drabrendadelgado.com.br/diarreia-quimioterapia/"><u>problemas gastrointestinais</u></a>. Isso acontece porque os medicamentos, uma vez dentro do organismo, muitas vezes também destroem células saudáveis ou impedem a substituição de células que são renovadas frequentemente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, <strong>as células do sistema imune também podem se tornar um “alvo” indesejado da quimioterapia</strong>. Com isso, a paciente pode apresentar <strong>uma contagem abaixo do ideal dos chamados neutrófilos, </strong>parte dos glóbulos brancos que desempenham papel essencial já na primeira linha de defesa do organismo diante da invasão de microrganismos nocivos. <strong>É justamente essa queda no número de neutrófilos que caracteriza a chamada neutropenia.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tal quadro pode ser constatado por meio de exames de sangue que incluem a contagem de glóbulos brancos.</strong> Vale ressaltar que outras opções terapêuticas contra um câncer de mama (como a radioterapia) e aspectos que não têm relação nenhuma com a doença (como o uso de outros tipos de medicamento e outras condições de saúde específicas) também podem provocar a neutropenia.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-intestino-preso/">Quimioterapia deixa o intestino preso? Entenda como o tratamento afeta o intestino</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como essa condição afeta pacientes com câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Os índices de pacientes que sofrem com a neutropenia durante o tratamento do câncer de mama variam conforme o recorte analisado. Entretanto, <strong>estima-se que essa seja uma das principais causas de interferência no tratamento, reduzindo o tamanho das doses ou aumentando o intervalo entre as sessões.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, <strong>a neutropenia pode expor o organismo a um risco maior de infecções, às vezes potencialmente fatais</strong>. Em uma pessoa saudável os neutrófilos atuam rapidamente para tentar conter uma infecção causada por vírus, bactérias ou fungos. Por outro lado, diante da baixa contagem dessas células de defesa, a resposta imune de pessoas com neutropenia pode ficar prejudicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, <strong>a neutropenia por si só não costuma gerar sintomas perceptíveis.</strong> Por isso, o médico responsável pelo acompanhamento do tratamento solicita exames de sangue periodicamente para acompanhar a contagem dos neutrófilos e outros componentes do sangue.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>diante do risco de complicações, a paciente é orientada a procurar ajuda médica imediatamente se notar qualquer sinal de infecção.</strong> Dessa forma, merecem atenção alterações como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Febre;</li>
<li>Calafrios;</li>
<li>Dor de garganta ou na barriga;</li>
<li>Feridas na boca;</li>
<li>Diarreia;</li>
<li>Dor ou ardência ao urinar;</li>
<li>Tosse ou dificuldade para respirar;</li>
<li>Vermelhidão na pele, sobretudo perto de feridas, cortes ou da área da<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cateter-para-quimioterapia/"><u> incisão do catéter.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É esperado que a contagem do número de neutrófilos atinja seu ponto mais baixo cerca de uma ou duas semanas depois da aplicação do quimioterápico. Depois disso, ela tende a subir novamente. Porém, leva até três ou quatro semanas para que essas células voltem a circular normalmente pelo organismo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como lidar com a neutropenia e reforçar a imunidade durante o tratamento?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A forma de lidar com o quadro de neutropenia depende do comprometimento da contagem de células. A partir disso, o médico pode:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Prescrever antibióticos para prevenir infecções por bactérias;</li>
<li>Postergar a próxima sessão de quimioterapia ou reduzir a dose do fármaco;</li>
<li>Orientar sobre o uso de medicamentos capazes de estimular a produção de células de defesa na medula óssea (os mais utilizados costumam ser aqueles conhecidos como fatores estimulantes de colônias de granulócitos).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a <strong>paciente deve seguir algumas recomendações para reduzir o risco de infecções. </strong>Entre algumas das medidas para isso estão usar máscara em locais públicos, reforçar a higiene das mãos e evitar o contato com pessoas que manifestem algum sintoma de infecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files//media/document//guia-nutricao-pacientes-cuidadores-4-edicao.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Cuidados com a alimentação também são importantes</u></a>. <strong>Eles dizem respeito tanto ao que se coloca no prato quanto a preocupação em relação ao preparo das refeições</strong>. Dessa forma, é essencial <strong>manter a assepsia enquanto cozinha</strong> (lavando adequadamente frutas e verduras, por exemplo) e evitar alimentos com alto risco de contaminação (como carnes, ovos e laticínios crus ou não devidamente cozidos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ademais, uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alimentacao-tratamento-cancer-mama/"><u>dieta balanceada </u></a>e rica em<a href="https://drabrendadelgado.com.br/suplementacao-tratamento-cancer/"><u> vitaminas e minerais </u></a>pode contribuir para fortalecer a imunidade, ainda que não seja capaz de, por si só, reverter a neutropenia. Em todo caso<strong>, o médico (ou mesmo um nutricionista capacitado) pode ter papel importante na hora de abordar todas as preocupações com a alimentação nesse período.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite para saber mais sobre o impacto da quimioterapia na alimentação e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u><strong>conferir dicas do que comer durante o tratamento.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/neutropenia-cancer-mama/">Como a neutropenia afeta a imunidade durante o tratamento de um câncer de mama?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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