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	<title>Arquivos radioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos radioterapia - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>O que toda mulher precisa saber sobre as diferenças entre a reconstrução mamária imediata ou tardia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Diante do diagnóstico de câncer de mama, uma das decisões mais importantes, e muitas vezes menos discutidas no início do tratamento, é sobre o momento ideal para recompor a aparência dos seios, quando isso se faz necessário. Entender as diferenças entre a reconstrução mamária imediata ou tardia ajuda a paciente a chegar mais preparada às conversas com a equipe médica. [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diante do diagnóstico de câncer de mama, uma das decisões mais importantes, e muitas vezes menos discutidas no início do tratamento, é sobre o <strong>momento ideal para recompor a aparência dos seios, quando isso se faz necessário.</strong> Entender as diferenças entre a <strong>reconstrução mamária imediata ou tardia</strong> ajuda a paciente a chegar mais preparada às conversas com a equipe médica.</p>
<p>Não existe uma resposta única e válida para todas as mulheres. Cada opção tem vantagens e desvantagens próprias, e a escolha depende de uma combinação de fatores clínicos, oncológicos e pessoais.</p>
<h2>Como funciona a reconstrução mamária imediata?</h2>
<p>Quando se opta pela reconstrução mamária imediata, a <strong>recomposição da mama é realizada em conjunto com a</strong> <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-conservadora-oncoplastia-mastectomia/">mastectomia</a> (ou seja, do procedimento cirúrgico necessário para remover o tumor).</p>
<p>Assim que o cirurgião remove o tecido mamário, já se inicia o processo de reconstrução, seja com implante, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/">expansor tecidual</a> ou <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/">tecido autólogo (da própria paciente)</a>. Entre as principais vantagens dessa abordagem estão:</p>
<ul>
<li><strong>Menor impacto psicológico</strong>, já que a paciente desperta da cirurgia com algum volume mamário.</li>
<li><strong>Melhor aproveitamento da pele e, quando possível, do complexo aréolo-papilar</strong> (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mastectomia-preservacao-mamilo/">mamilo e área pigmentada ao redor</a>), favorecendo resultados estéticos mais naturais.</li>
<li>Possibilidade de menor número total de cirurgias, já que mastectomia e reconstrução ocorrem na mesma internação.</li>
</ul>
<p>Por outro lado, a reconstrução imediata também apresenta desvantagens que precisam ser ponderadas:</p>
<ul>
<li><strong>Cirurgia mais longa</strong> e período de <strong>recuperação mais extenso.</strong></li>
<li>Maior dificuldade para identificar precocemente complicações na pele, já que <strong>a reconstrução pode mascarar sinais do tipo.</strong></li>
<li>Quando há indicação posterior de radioterapia, <strong>os tecidos reconstruídos podem sofrer os efeitos da radiação</strong>, aumentando o risco de contratura capsular, fibrose e, em alguns casos, falha do implante.</li>
</ul>
<p>De forma geral, a reconstrução imediata não compromete a detecção de recidiva local do câncer. Ainda assim, exige avaliação cuidadosa sobre a necessidade de tratamentos complementares.</p>
<h2>E a reconstrução mamária tardia?</h2>
<p>Na reconstrução mamária tardia, <strong>a paciente passa primeiro pela mastectomia e, somente semanas, meses ou até anos depois, é submetida à cirurgia de reconstrução.</strong></p>
<p>Esse intervalo pode variar bastante, e a equipe médica o define em conjunto, conforme a evolução do tratamento oncológico. As principais vantagens da reconstrução tardia incluem:</p>
<ul>
<li><strong>Possibilidade de concluir todo o protocolo de tratamento</strong>, incluindo a radioterapia, antes de operar a área a ser reconstruída, o que tende a reduzir complicações relacionadas à radiação sobre o tecido reconstruído.</li>
<li>Mais tempo para a paciente <strong>avaliar com calma as opções de reconstrução disponíveis.</strong></li>
<li>Em teoria, <strong>menor taxa de complicações imediatas</strong> em comparação à reconstrução realizada no mesmo tempo da mastectomia.</li>
</ul>
<p>As desvantagens, no entanto, também merecem atenção:</p>
<ul>
<li>A <strong>paciente permanece por um período sem volume mamário,</strong> com possível <a href="https://drabrendadelgado.com.br/impacto-emocional-cancer-mama/">impacto emocional.</a></li>
<li><strong>É necessária uma nova cirurgia</strong>, com nova recuperação e, frequentemente, custos adicionais.</li>
<li>A <strong>pele da região tende a ficar mais retraída e menos elástica após a cicatrização da mastectomia</strong>, o que pode tornar a reconstrução tecnicamente mais desafiadora e, em alguns casos, resultar em um desfecho estético menos natural.</li>
</ul>
<p><strong>Vale destacar que existe ainda uma terceira possibilidade</strong>. Nessa alternativa, o médico coloca um expansor temporário no momento da mastectomia, preserva a pele e o contorno da mama, e conclui a reconstrução definitiva depois que a radioterapia, quando indicada, é finalizada.</p>
<p>Tal estratégia busca equilibrar os <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/aumento-dos-seios/">benefícios estéticos</a> da abordagem imediata com a segurança de operar um tecido já tratado pela radiação.</p>
<h2>Quais critérios influenciam na escolha entre a reconstrução mamária imediata ou tardia?</h2>
<p>A decisão entre reconstrução mamária imediata ou tardia não depende da preferência isolada da paciente ou do cirurgião. A equipe constrói essa escolha a partir da análise conjunta de diversos fatores clínicos e pessoais.</p>
<h3>Necessidade de radioterapia pós-operatória</h3>
<p>Esse é, possivelmente, <strong>o critério mais determinante</strong>. Quando há indicação de <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">radioterapia</a> após a mastectomia, a reconstrução imediata com implante passa a ser uma decisão de maior risco, já que o tecido irradiado tende a desenvolver fibrose, contratura capsular e maior probabilidade de complicações como infecção e falha na reconstrução.</p>
<p>Por isso, normalmente, opta-se pela reconstrução tardia nesses casos, especialmente quando a opção é por implantes.</p>
<p class="leia"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-oncoplastica-estetica-das-mamas/">Como uma cirurgia oncoplástica permite tratar um câncer de mama com menor impacto sobre a estética das mamas</a></p>
<h3>Estágio do tumor e condições clínicas da paciente</h3>
<p><strong>O estadiamento da doença influencia diretamente o planejamento cirúrgico</strong>. Tumores em <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-cancer-mama-metastatico/">estágios mais avançados,</a> ou que exigem tratamentos sistêmicos (como a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/">quimioterapia</a>) antes da cirurgia, podem tornar mais prudente postergar a reconstrução até que o quadro oncológico esteja mais estável.</p>
<p>Em paralelo, fatores como tabagismo, diabetes, obesidade e outras comorbidades podem aumentar o risco de complicações cirúrgicas e de cicatrização.</p>
<p>Por isso, artigos de março de 2023 do <a target="_blank" href="https://abs.amegroups.org/article/view/7127/html">Annals of Breast Surgery</a> apontam que há <strong>contraindicação absoluta para a reconstrução em casos de diagnóstico de câncer de mama localmente avançado, câncer de mama inflamatório ou infecção ativa na região da mama.</strong></p>
<h3>Preferências e prioridades individuais</h3>
<p>Também se considera a <strong>forma como cada mulher lida com a perspectiva de ficar um período sem volume mamário,</strong> sua disponibilidade para passar por <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/mastopexia-cancer-de-mama/">mais de uma cirurgia</a> e suas expectativas estéticas.</p>
<h3>Resultado estético e tempo de recuperação</h3>
<p>Embora a reconstrução imediata costume oferecer vantagens estéticas relacionadas à preservação da pele, <strong>isso não significa que a reconstrução tardia leve necessariamente a resultados insatisfatórios.</strong> Com as técnicas atuais, é possível alcançar bons resultados em ambas as modalidades, desde que a indicação seja bem avaliada.</p>
<p>Artigo publicado em janeiro de 2024 no <a target="_blank" href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1748681523007519"><em>Journal of Plastic, Reconstructive &#038; Aesthetic Surgery</em></a> apontou que tanto a reconstrução imediata quanto a tardia proporcionam bons resultados e alta satisfação para as pacientes.</p>
<p>O estudo avaliou se o momento da <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/lipoenxertia-reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/">reconstrução da</a> mama após a mastectomia influencia a qualidade de vida das pacientes. Foram analisadas 146 mulheres que fizeram a intervenção imediatamente (77 delas) ou algum tempo depois da cirurgia (69 do total).</p>
<p>Os <strong>resultados mostraram que não houve diferença significativa entre os dois grupos em relação à satisfação com as mamas, nem quanto ao bem-estar físico e emocional.</strong> Também não foi observada variação na qualidade de vida geral medida por outro questionário de saúde.</p>
<p>Logo, diante de tantas variáveis, a <strong>escolha entre a reconstrução mamária imediata ou tardia deve ser sempre construída em conjunto entre a paciente</strong>, o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/">mastologista</a> e os demais membros da equipe responsável pelo acompanhamento.</p>
<p>Quer saber mais sobre o tema? Então antes de ir embora <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-parcial-mama/">entenda como é feita a reconstrução parcial da mama depois de uma quadrantectomia</a></p>
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		<title>Radioterapia e reconstrução mamária: como o tratamento com radiação interfere na técnica para recompor a aparência das mamas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2026 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[contratura capsular]]></category>
		<category><![CDATA[implante mamário]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[reconstrução mamária]]></category>
		<category><![CDATA[retalho autólogo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma das decisões mais delicadas que envolvem o tratamento do câncer de mama é a escolha do momento e da técnica para a reconstrução da aparência dos seios. E, quando o uso da radiação faz parte do protocolo terapêutico, essa decisão se torna ainda mais complexa. Por isso, a relação entre radioterapia e reconstrução mamária merece atenção redobrada. Essa interação [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das decisões mais delicadas que envolvem o tratamento do câncer de mama é a escolha do momento e da técnica para a reconstrução da aparência dos seios. E, quando o uso da radiação faz parte do protocolo terapêutico, essa decisão se torna ainda mais complexa. Por isso, a relação entre radioterapia e reconstrução mamária merece atenção redobrada.</p>
<p>Essa interação não representa uma incompatibilidade absoluta. Contudo, a partir do momento em que a terapia altera de forma significativa os tecidos da região, isso precisa ser considerado em cada etapa da jornada da paciente.</p>
<h2>Qual é o impacto da radioterapia no câncer de mama sobre os tecidos saudáveis do organismo?</h2>
<p>A radioterapia é um componente fundamental do tratamento multimodal do câncer de mama. Por isso, a <a target="_blank" href="https://www.cancer.org/cancer/types/breast-cancer/treatment/radiation-for-breast-cancer.html">Sociedade Norte-Americana do Câncer</a> mostra que ela reduz o risco de recorrência local e em linfonodos próximos. Assim, ela contribui para a melhora da sobrevida a longo prazo.</p>
<p>No entanto, ao mesmo tempo em que combate as células tumorais, a radiação inevitavelmente afeta os tecidos saudáveis ao redor. Os efeitos sobre os tecidos podem ser divididos em precoces e tardios. Entre os precoces (ou seja, que surgem pouco depois do tratamento) estão vermelhidão, inchaço e descamação da pele.</p>
<p>Já as alterações tardias são as que mais impactam o planejamento cirúrgico. As principais são:</p>
<ul>
<li>fibrose do tecido;</li>
<li>espessamento e endurecimento da pele;</li>
<li>perda progressiva de volume;</li>
<li>retração da cicatriz na região tratada;</li>
<li>dano microvascular.</li>
</ul>
<p>Na prática, isso significa que uma mama que passou por radioterapia responde de forma diferente a uma cirurgia de reconstrução em comparação com mamas que não foram irradiadas.</p>
<p>Ou seja, é preciso sempre reforçar que a radioterapia como parte do tratamento do câncer aumenta significativamente a complexidade da reconstrução mamária, conforme aponta publicação no periódico <a target="_blank" href="https://abs.amegroups.org/article/view/6250/html"><em>Annals of Breast Cancer</em></a>.</p>
<p class="leia"><em>Leia também:</em> <a href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-intraoperatoria-na-mama/">O que é e como funciona a radioterapia intraoperatória da mama?</a></p>
<h2>Quais são as abordagens de reconstrução mamária após a radioterapia?</h2>
<p>De forma geral, a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/">reconstrução mamária</a> pode ser realizada com implantes de silicone (reconstrução aloplástica) ou com tecido retirado da própria paciente (reconstrução autóloga), sendo possível, em alguns casos, combinar as duas abordagens.</p>
<p>A escolha entre elas depende de fatores como o estado geral de saúde da paciente, sua anatomia, as características do tumor e, de forma determinante, a necessidade ou não de radioterapia.</p>
<h3>Reconstrução com implante</h3>
<p>É a técnica mais utilizada mundialmente pela sua relativa simplicidade técnica e pelo menor tempo de recuperação. Envolve a colocação de um expansor tecidual, que gradualmente aumenta o volume da mama, seguido pela troca por um implante definitivo de silicone. Em mamas não irradiadas, os resultados costumam ser satisfatórios.</p>
<h3>Reconstrução com tecido autólogo (retalhos)</h3>
<p>A abordagem utiliza <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-retalhos-miocutaneos/">tecido vivo da própria paciente</a>, geralmente do abdômen, <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-grande-dorsal/">das costas (grande dorsal)</a> ou da coxa.</p>
<p>Por trazer consigo sua própria irrigação sanguínea, o <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-enxerto-de-gordura/">tecido autólogo</a> tolera melhor os efeitos tardios da radiação, o que torna essa abordagem frequentemente preferida nos casos em que há indicação de radioterapia. No entanto, trata-se de uma cirurgia mais complexa e com maior tempo de recuperação.</p>
<p>Adicionalmente, mesmo com tecido próprio, podem ocorrer efeitos indesejados como fibrose, contratura da área reconstruída e necrose gordurosa.</p>
<h2>Por que a radioterapia pode contraindicar a reconstrução imediata com implante?</h2>
<p>Sempre que possível, a reconstrução imediata (realizada junto da mastectomia) é preferível por minimizar o impacto psicológico da perda da mama.</p>
<p>No entanto, quando há indicação de radioterapia no pós-operatório, a <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/reconstrucao-mamaria-com-proteses/">reconstrução imediata com implante</a> passa a ser uma decisão que exige uma avaliação muito cuidadosa.</p>
<p>O principal problema é a contratura capsular: quando um implante de silicone é colocado no corpo, forma-se naturalmente uma cápsula de tecido ao redor dele. Em condições normais, essa cápsula é fina e flexível.</p>
<p>Mas, quando exposta à <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">radioterapia,</a> ela pode se tornar espessa, rígida e retrátil, distorcendo a forma da mama reconstruída, causando dor e, em casos mais graves, levando à exposição ou extrusão do implante.</p>
<p>Além disso, pacientes que realizam reconstrução com implante em mama previamente irradiada apresentam maior probabilidade de infecção, necessidade de reoperação e falha reconstrutiva.</p>
<p>A expansão tecidual também é mais difícil em uma mama irradiada. A pele perde elasticidade e a cicatrização mais precária aumenta o risco de infecção. Por isso, há consenso de que, nos casos em que a radioterapia pós-operatória é indicada, a colocação de implante definitivo simultâneo à <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-conservadora-oncoplastia-mastectomia/">mastectomia</a> deve ser avaliada com muito critério pela equipe médica.</p>
<p>De qualquer maneira, quando se fala em radioterapia e reconstrução mamária, nenhuma opção é considerada uma contraindicação absoluta, seja a reconstrução imediata ou tardia. Em todos os casos, a equipe médica pondera os riscos de complicações e o potencial impacto no resultado estético, informando a paciente de forma clara sobre o que esperar.</p>
<p>Aproveite e entenda melhor agora <a target="_blank" href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">quais os impactos da radioterapia sobre a pele e o que pode ser feito para amenizá-los.</a></p>
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		<title>Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Aug 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[linfonodos]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia neoadjuvante]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo apresentado na edição de 2023 do San Antonio Breast Cancer Symposium mostrou que algumas pacientes podem ser dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila. Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia. Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/"> </a><a href="https://www.sabcsmeetingnews.org/live-general-session-2-recap/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>estudo apresentado na edição de 2023</u></a> do <em>San Antonio Breast Cancer Symposium</em> mostrou que algumas pacientes podem ser <strong>dispensadas do tratamento com radiação nos linfonodos da axila.</strong> Tais resultados foram possíveis em mulheres tratadas com quimioterapia antes da cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comum, essas pacientes obtiveram uma conversão de um status positivo para negativo da presença do tumor nessa região do organismo após o emprego dos quimioterápicos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>A utilização da quimioterapia antes da cirurgia em casos de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Depois que uma paciente é diagnosticada com câncer de mama, o médico responsável pelo acompanhamento pode investigar a presença de células do tumor nos<a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfonodos-mama/"><u> linfonodos.</u></a> Isso acontece geralmente por meio de uma biópsia e ajuda a avaliar de que forma o câncer está se disseminado pelo organismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando é constatada a presença do tumor nessa área, a doença é classificada como <strong>linfonodo positivo</strong>. Nesses casos, costuma haver a indicação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quem-quimioterapia-pode-comer/"><u>sessões de quimioterapia</u></a> antes mesmo da cirurgia para remoção do tumor das mamas. Vale sempre lembrar que <strong>toda terapia introduzida antes do tratamento cirúrgico recebe o nome de “neoadjuvante”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Como consequência, é possível que os medicamentos quimioterápicos sejam capazes de eliminar a presença das células cancerígenas na região axilar. Assim sendo, <strong>o câncer passa a ser categorizado como “linfonodo negativo”.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora essa seja uma excelente notícia, tal etapa na evolução abre um debate entre os especialistas. Quando a quimioterapia consegue eliminar o câncer dos linfonodos, de que forma é recomendado prosseguir com o tratamento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos casos em que os linfonodos positivos persistem, pode ser necessário submeter a paciente a sessões de radioterapia axilar depois da cirurgia. Logo, a <strong>aplicação da radiação fica concentrada não apenas na mama como também no tórax e nas axilas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido oposto, se for constatado um status linfonodo negativo depois da quimioterapia antes da cirurgia, a radioterapia poderia ser descartada ou reduzida apenas à região da mama, sobretudo em pacientes que passaram por uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/">quadrantectomia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/caroco-axila/"><u>Entenda quando um caroço na axila deve ser sinal de alerta</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As conclusões do novo estudo sobre a necessidade da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o estudo mencionado buscou justamente responder a tal questão. Afinal, pacientes que evoluíram de linfonodo positivo para negativo graças a quimioterapia antes cirurgia <strong>podem deixar a radioterapia axilar</strong> de lado de maneira segura?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para compreender tal questão, foram reunidas 1556 pacientes diagnosticadas com câncer de mama em estágio inicial e confirmação de linfonodos positivos. As voluntárias foram recrutadas entre dezembro de 2013 e o mesmo mês de 2020.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo mundo foi tratado com quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de remoção do tumor (<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-cirurgia-de-mastectomia/">mastectomia</a> ou lumpectomia) e ressecção dos linfonodos. Posteriormente, foi obtido um resultado negativo para a presença de células cancerígenas após o procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após essa etapa do tratamento, houve uma divisão em dois grupos das pessoas envolvidas no estudo:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Uma parte das pacientes <strong>não recebeu radiação nas axilas</strong>; houve apenas monitoramento e radioterapia na mama inteira.</li>



<li>O restante das voluntárias foi tratada com <strong>radiação nos linfonodos e na parede torácica</strong>, mesmo após a cirurgia como quimioterapia neoadjuvante.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>O que isso pode significar na dispensa da radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Após um acompanhamento que durou até dez anos contando do início do estudo, <strong>foi possível concluir que não houve diferença nos desfechos obtidos entre ambos os grupos.</strong> Em outras palavras, isso significa que foi possível pular a radioterapia axilar sem que isso aumentasse o risco de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No grupo que recebeu a radiação nos linfonodos, 92,8% das pacientes não tiveram episódios de recidivas. Enquanto isso, nas pacientes em que não houve essa intervenção o número foi de 91,8%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recidivas distantes (que afetam outra parte do corpo que não o sítio original do tumor) e taxas de sobrevida também alcançaram <strong>patamares similares em ambos os recortes de pacientes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, há evidências de que a <strong>omissão da radioterapia axilar é uma alternativa segura de abordagem</strong> para um câncer de mama nessas circunstâncias. Tal opção pode ser importante ainda para reduzir o risco de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>efeitos colaterais </u></a>oriundos do tratamento com radiação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, eles envolvem desde dor e alterações na pele da região até fadiga e a formação de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfedema-bracos/"><u>linfedemas, </u></a>incluindo ainda os prejuízos ao processo de reconstrução das mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De qualquer modo, a necessidade de introdução da quimioterapia antes da <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u>cirurgia</u></a> seguida de radioterapia nos linfonodos da axila deve sempre ser discutida caso a caso. Dessa forma, é possível <strong>avaliar e ponderar riscos e benefícios</strong> da melhor forma possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite para saber mais sobre a<a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/"><u>radioterapia na mama</u></a> e o uso dessa terapia no tratamento de um câncer.</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-antes-da-cirurgia/">Quimioterapia antes da cirurgia pode evitar radioterapia nos linfonodos axilares</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Saiba quais os sintomas mais comuns de um câncer de mama inflamatório e como funciona o tratamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Apr 2023 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama inflamatório]]></category>
		<category><![CDATA[câncer raro]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia]]></category>
		<category><![CDATA[coceira]]></category>
		<category><![CDATA[dor na mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Altamente invasivo, um câncer de mama inflamatório pode ser diagnosticado apenas em estágios já relativamente avançados, dificultando o tratamento Embora relativamente raro, um câncer de mama inflamatório pode ser muito agressivo. De acordo com dados da Sociedade Norte-Americana de Câncer, esse tipo de neoplasia responde por entre 1% e 5% de todos os tumores diagnosticados nessa parte do organismo. Por [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Altamente invasivo, um câncer de mama inflamatório pode ser diagnosticado apenas em estágios já relativamente avançados, dificultando o tratamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora relativamente raro, um câncer de mama inflamatório pode ser muito agressivo. <strong>De acordo com dados da Sociedade Norte-Americana de Câncer, </strong><a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/about/types-of-breast-cancer/inflammatory-breast-cancer.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>esse tipo de neoplasia responde por entre 1% e 5% de todos os tumores diagnosticados nessa parte do organismo</strong></u></a><strong>. </strong>Por outro lado, ele tende a atingir mulheres mais jovens, que ainda não ultrapassaram os 40 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, é preciso considerar as principais formas de manifestação, tratamento e prognóstico dessa doença, sobretudo diante do seu caráter mais agressivo. Isso gera um alto risco de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-metastatico/"><u>metástase </u></a>e outras complicações que podem afetar a sobrevida da paciente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As manifestações de um câncer de mama inflamatório</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um câncer de mama inflamatório não parece com um câncer de mama “convencional” (ou seja, não aparece pelo meio do surgimento de nódulos na mama, presentes nos casos mais comuns da doença).</strong> Ainda que ele possa ser classificado como um carcinoma ductal invasivo, suas principais características são a presença de sinais como vermelhidão e inchaço na pele da mama afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses aspectos, portanto, tornam o diagnóstico por meio de mamografias mais difícil. No mais, um câncer de mama inflamatório tende a:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Aparecer com maior frequência em mulheres negras do que brancas;</li>
<li>Ter maior incidências em mulheres com sobrepeso ou obesas;</li>
<li>Ser mais agressivo que outras formas de apresentação do câncer de mama;</li>
<li>Ser diagnosticado em estágio mais avançados, quando a progressão da doença já atingiu as células da pele e os vasos linfáticos;</li>
<li>No momento do diagnostico já apresentar metástases a distância, o que faz com que ele tenha um prognóstico pior que outros tumores de mama.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">Sinais e sintomas</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong>sinais e sintomas</strong></u></a><strong> de um câncer de mama também tendem a evoluir de forma mais acelerada dos aqueles presentes em um câncer “convencional”.</strong> Em um período que oscila entre três e seis meses a paciente pode perceber:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Inchaços na pele da mama afetada; o que pode fazer com que ela pareça maior e mais pesada do que a outra;</li>
<li>Vermelhidão <strong>em mais de um terço da mama</strong>;</li>
<li>Pele com aparência de casca de laranja;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamilo-invertido/">Mamilo invertido</a> ou retraído;</li>
<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/coceira-nas-mamas-o-que-pode-ser/">Coceira</a>, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/dor-no-seio/">dor</a> ou sensação de calor na mama;</li>
<li>Inchaço dos linfonodos na axila ou na região do pescoço.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">É claro que a presença de um ou mais desses sintomas não indica imediatamente que a mulher tem um câncer de mama inflamatório. <strong>Ao notar esses sinais, é essencial procurar ajuda médica para uma avaliação detalhada.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">As opções de tratamento disponíveis</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A aparência inflamada desse tipo de tumor é provocada pelo bloqueio de determinadas estruturas do sistema linfático pelas células cancerígenas.</strong> Logo, isso explica a aparência similar a uma inflamação na mama desse tipo de tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do momento em que há suspeita de um câncer de mama inflamatório, <strong>o médico pode solicitar exames de imagem (como mamografias, ultrassons e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u><strong>ressonâncias magnéticas</strong></u></a><strong>) ou uma biópsia para confirmar o diagnóstico.</strong> Podem ser feitas fotografias da extensão da inflamação na pele da mama, principalmente para acompanhar a evolução após o início do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Concluído o diagnóstico e o estadiamento do tumor, o tratamento pode ser feito com a combinação de recursos como quimioterapia, terapias-alvo, cirurgia, radioterapia e hormonioterapia.</strong> A mescla de recursos terapêuticos contribui para uma maior chance de remissão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tumores que não se espalharam pelos linfonodos (ou seja, em estágio III), a quimioterapia é a primeira linha de tratamento. Terapias-alvo para tumores <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2 positivo</u></a> podem ser introduzidas. Adicionalmente, a paciente pode passar por uma cirurgia para remover o tumor, seguida de sessões de radioterapia. Em tumores com receptores hormonais positivos, a hormonioterapia pode também ser indicada.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres com casos de câncer de mama inflamatório já metastático (em estágio IV) se beneficiam de terapias sistêmicas.</strong> Elas incluem além das alternativas já mencionadas, recursos como imunoterapia (para tumores que expressam a proteína PDL1) e inibidores de PARP (quando uma mutação no gene BRCA está presente). Em determinados contextos, cirurgia e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/"><u>radioterapia</u></a> também são prescritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Confira também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/">O que é um carcinoma lobular invasivo?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O prognóstico de um câncer de mama inflamatório</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que se espalha mais rápido, é diagnosticado em estágios mais avançados e tem maiores chances de recidivas se comparados a outros tumores, o câncer de mama inflamatório costuma predispor a uma sobrevida menor. <strong>De forma resumida, a sobrevida define a porcentagem de pacientes que sobrevivem à doença após o diagnóstico dentro de um determinado período (usualmente 5 anos).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de sobrevida é calculada com base em alguns fatores. Entre eles, estão os dados de um grupo de pessoas com o mesmo tipo e estágio de um câncer de mama. No caso de câncer de mama, é comum se ouvir falar em sobrevida de cinco anos, que se refere a porcentagem de pacientes que sobreviverem a tal período. Embora isso não possa ser usado como método de previsão para quanto tempo a pessoa viverá, pode indicar a chance de sucesso do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora haja diferenças metodológicas, principalmente no que diz respeito ao estadiamento, as estatísticas da base de dados de vigilância epidemiológica do <a href="https://seer.cancer.gov/explorer/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer</u></a> dos Estados Unidos apontam que <strong>mulheres diagnosticadas com um câncer de mama inflamatório entre 2012 e 2018 tem uma taxa de sobrevida de cinco anos entre percentuais que variavam de 19% (quando o tumor já havia se espalhado) a 52% (quando o quadro ainda era localizado).</strong> Como referência, <a href="https://www.cancer.net/cancer-types/breast-cancer/statistics#:~:text=The%205%2Dyear%20relative%20survival%20rate%20for%20women%20in%20the,invasive%20breast%20cancer%20is%2085%25." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a taxa de sobrevida em 5 anos para outros tipos de tumor na mama supera os 90%.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Essas estatísticas, claro, não são nenhuma sentença</strong>. Além disso, é preciso considerar que as opções de tratamento estão avançando, inclusive quando o tumor diagnosticado é um câncer de mama inflamatório. De qualquer maneira, esses números são relevantes para orientar decisões clínicas a respeito das melhores condutas terapêuticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Agora, aproveite para saber mais </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u><strong>sobre os diferentes estágios do câncer de mama e de que forma a evolução do quadro influencia no tratamento.</strong></u></a></p>
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		<item>
		<title>Sintomas, características e tudo mais o que você precisa saber sobre um angiossarcoma de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2023 12:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[angiossarcomas]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[metástase]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>De difícil diagnóstico, um angiossarcoma de mama é uma forma rara de câncer que pode ser bastante agressiva Quando se pensa nos tipos de tumores que podem atingir os seios, pouco se fala sobre uma manifestação mais rara dessa condição conhecida como angiossarcoma de mama. E as estatísticas explicam isso: uma vez que apenas entre 0,04% e 1% de todos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>De difícil diagnóstico, um angiossarcoma de mama é uma forma rara de câncer que pode ser bastante agressiva</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se pensa nos tipos de tumores que podem atingir os seios, pouco se fala sobre uma manifestação mais rara dessa condição conhecida como angiossarcoma de mama. <strong>E as estatísticas explicam isso: uma vez que apenas entre </strong><a href="https://www.mastology.org/wp-content/uploads/2017/01/MAS-v27n1_41-43.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>0,04% e 1% de todos as neoplasias da mama são angiossarcomas,</strong></u></a><strong> é natural que eles recebam menos atenção na rotina de médicos e pacientes</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da raridade, esse tipo de câncer pode ser agressivo. Além disso, a dificuldade de diagnóstico em estágios iniciais tende a desfavorecer prognósticos positivos. Logo, saber reconhecer eventuais sintomas e entender melhor alguns fatores de risco contribui para fortalecer o cuidado com a saúde.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Afinal, quais são as principais características de um angiossarcoma de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Angiossarcomas são tumores que se desenvolvem a partir das células endoteliais dos vasos sanguíneos e linfáticos. Essas células são responsáveis por revestir o interior de veias, artérias e vasos tanto do sistema circulatório quanto do sistema linfático. <strong>Em tese, um angiossarcoma pode se desenvolver em qualquer parte do corpo. Contudo, a pele, os pulmões, o fígado, o baço e as mamas concentram a maior parte desses diagnósticos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, as células cancerígenas se proliferam nos tecidos do endotélio, formando canais comunicantes entre si, permitindo que o tumor avance e atinja outras estruturas do organismo, incluindo pele, glândulas e tecido adiposo. <strong>Com a evolução da neoplasia, ela pode alcançar um estágio metastático, afetando partes distantes do organismo</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os angiossarcomas que atingem as mamas podem ser classificados como:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Angiossarcomas primários</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Atingem mulheres que nunca foram tratadas contra um câncer de mama antes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Angiossarcomas secundários</h3>



<p class="wp-block-paragraph">São aqueles que se desenvolvem em pacientes que já passaram por um tratamento oncológico de mama anterior. Em geral, estão associados a presença de linfedemas crônicos ou ainda a exposição à radiação mamária e no braço durante sessões de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/?_ga=2.2973171.2130536358.1675886539-848203006.1673623648&amp;_gl=1*hy9fd4*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_PQC87SDMSD*MTY3NTg4NjUzOC4zMC4xLjE2NzU4ODc2MzcuMC4wLjA."><u>radioterapia</u></a>. Os angiossarcomas não são neoplasias exclusivamente relacionadas à radioterapia prévia. Porém, eles são parte dos chamados tumores radioinduzidos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos casos, <strong>a paciente com angiossarcoma primário tem idade abaixo da idade recomendada para o rastreamento convencional de um tumor na mama, entre os 30 e 40 anos</strong>. Com isso, o diagnóstico pode ser prejudicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A manifestação relacionada à radiação pode demorar anos para se manifestar e pode ser ainda mais rara. <strong>Mulheres que apresentam a </strong><a href="https://www.cancer.org/cancer/breast-cancer/about/types-of-breast-cancer/angiosarcoma-of-the-breast.html" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>condição podem demorar entre 8 e 10 anos após o fim do tratamento para passar pelo segundo diagnóstico</strong></a><strong>. Considerados tumores radio-induzidos os Angiossarcomas secundários costumam afetar mulheres mais velhas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os quadros de angiossarcoma na área do linfedema crônico são conhecidos como síndrome de Stewart-Treves. Esse tipo de linfoangiosarcoma ocorre em pacientes com linfedema crônico adquirido após cirurgia axilar por câncer comumente associadas à radioterapia, com problemas congênitos ou com histórico de traumas na área.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem sinais que podem indicar a presença de um angiossarcoma de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O sinal mais perceptível de um angiossarcoma primário, assim como em outros tumores, costuma ser a presença de um <strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/">nódulo palpável na mama</a> </strong>. Além disso, a mulher pode notar sinais como o espessamento ou alterações na cor da pele da mama, placas e nódulos violáceos ou ainda, em alguns casos, ferimentos ulcerados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já angiossarcomas secundários podem se manifestar por meio de nódulos acompanhados de <strong>dor, além de inchaço na mama ou nos braços e alterações na pele</strong>, que são perceptíveis por meio de sinais de irritação ou alteração na cor, sobretudo em mulheres que foram submetidas a uma linfadenectomia axilar e à radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A partir disso, é fundamental que ao notar alterações nas mamas, as mulheres procurem suporte médico adequado</strong>. Tal afirmação também leva em conta que angiossarcomas atingem mulheres fora da idade de rastreamento de tumores nas mamas, como já destacado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O diagnóstico de um angiossarcoma nem sempre é fácil. </strong>As características fisiológicas desse tipo de tumor fazem que muitas vezes eles sejam confundidos com outras formações em exames de imagem. Devido à falta de um padrão claro desse tipo de neoplasia, elas podem ser confundidas com lesões benignas na mama, por exemplo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, embora importantes<strong>, os exames de imagem (como mamografia, ultrassons e </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u><strong>ressonâncias magnéticas</strong></u></a><strong>) devem ser complementados com a realização de uma biópsia</strong>. De forma resumida, nesse procedimento, um pequeno fragmento de tecidzda mama é retirado com uma agulha. Um pequeno pedaço da pele também pode ser coletado por meio de uma biopsia incisional. O material coletado é encaminhado para a avaliação de um médico patologista, que fará a avaliação da natureza do tumor, confirmando ou não a presença de células cancerígenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/fibroadenoma-na-mama-o-que-e-sintomas-e-como-tratar/"> Entenda o que é um fibroadenoma na mama, quais são os sintomas e como deve ser feito o tratamento</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais as opções de tratamento e as perspectivas de prognóstico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por se tratar de um tumor de progressão agressiva e com potencial de se espalhar rapidamente por outras partes do organismo, o tratamento contra um angiossarcoma costuma envolver abordagens menos conservadoras.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, cirurgias podem ser a primeira opção de tratamento. Dependendo da posição e do tamanho do tumor, o médico pode indicar a realização de uma mastectomia ou de uma lumpectomia. Como a neoplasia raramente atinge os linfonodos, nem sempre é preciso fazer a ressecção axilar, embora isso possa ser considerado conforme avaliação do profissional responsável.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Adicionalmente, a paciente pode ser submetida a sessões de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/quimioterapia-intestino-preso/"><u><strong>quimioterapia </strong></u></a><strong>ou radioterapia </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cuidados-pos-cirurgia-cancer-de-mama/"><u><strong>após a cirurgia</strong></u></a>. Elas são importantes para eliminar eventuais células cancerígenas ainda presentes na região afetada. Uma vez que esse tipo de tumor raramente têm receptores hormonais ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/"><u>HER2</u></a>, tratamentos com esses alvos não fazem sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A associação entre cirurgia e quimioterapia/radioterapia pode oferecer períodos significativos de sobrevida, inclusive sem novas manifestações da doença</strong>. Ainda assim, isso depende da precocidade do diagnóstico e de aspectos que envolvem a extensão e a disseminação do tumor no início do tratamento, bem como da presença de margens livres no procedimento cirúrgico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, ainda que raro, o angiossarcoma de mama merece atenção especial. <strong>Mulheres com histórico anterior de tratamento de câncer de mama com radioterapia, com o risco de desenvolver linfedemas ou mesmo com episódios desse tipo de câncer na família devem conversar com seus médicos sobre as orientações para fazer o acompanhamento adequado.</strong> O benefício de um diagnóstico precoce nesses cenários tende a ser ainda mais significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e conheça mais sobre os </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-lobular-invasivo/?_ga=2.213745239.2130536358.1675886539-848203006.1673623648&amp;_gl=1*1281enz*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_PQC87SDMSD*MTY3NTg4NjUzOC4zMC4xLjE2NzU4ODY1MzguMC4wLjA."><u><strong>carcinomas lobulares invasivos,</strong></u></a><strong> um tipo mais comum de câncer de mama.</strong></p>
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			</item>
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		<title>Conheça os possíveis efeitos da radioterapia da mama na pele e veja como lidar com eles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Dec 2022 11:07:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[densidade das mamas]]></category>
		<category><![CDATA[dor]]></category>
		<category><![CDATA[efeitos colaterais]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A radioterapia é capaz de provocar uma série de efeitos colaterais que podem afetar a qualidade de vida durante o tratamento Mesmo diante da importância do tratamento, é natural se preocupar com os efeitos da radioterapia da mama na pele e em outras partes do corpo. Embora em muitos casos tais desconfortos possam ser leves e passageiros, é preciso considerar [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A radioterapia é capaz de provocar uma série de efeitos colaterais que podem afetar a qualidade de vida durante o tratamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo diante da importância do tratamento, <strong>é natural se preocupar com os efeitos da radioterapia da mama na pele e em outras partes do corpo.</strong> Embora em muitos casos tais desconfortos possam ser leves e passageiros, é preciso considerar o impacto cumulativo da radiação e entender de que forma efeitos colaterais de longo prazo podem se manifestar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A <a href="https://www.inca.gov.br/tratamento/radioterapia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia</u></a> é um tratamento amplamente utilizado no câncer de mama. Raios ionizantes (em outras palavras, ondas de radiação capazes de retirar elétrons das moléculas) são empregados para destruir as células do tumor, ajudando na sua eliminação e na prevenção de futuras recidivas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem diferentes métodos de aplicação da radioterapia, mas nos quadros de câncer de mama normalmente são empregados a radioterapia externa, a braquiterapia e a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/radioterapia-intraoperatoria-na-mama/"><u>radioterapia intraoperatória.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais são os efeitos colaterais mais comuns da radioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como outras opções de tratamento para o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><u> câncer de mama</u></a>, <strong>a radioterapia pode, claro, provocar efeitos colaterais. </strong>Eles normalmente estão associados, com maior intensidade, às partes do corpo que recebem a terapia, bem como ao tamanho da dose de radiação e capacidade do corpo de reparar as células saudáveis danificadas no processo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O<strong>s efeitos costumam ser cumulativos, como já mencionamos</strong>: é normal que os primeiros desconfortos comecem a aparecer após cerca de 3 semanas do início do tratamento e podem seguir até depois de alguns dias ou semanas após a finalização do tratamento. De todo modo, é preciso observar a chance de efeitos mais prolongados, capazes de permanecer por meses após o fim da intervenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, <strong>é importante levar em conta que cada organismo reage de forma diferente aos efeitos da radioterapia (ou de qualquer outro tratamento).</strong> Algumas pessoas podem sentir com menos força determinados desconfortos, enquanto passam por períodos mais difíceis durante o tratamento. Com isso em mente, vale reforçar os efeitos colaterais mais comuns da radioterapia na mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Efeitos na pele</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pacientes nota uma <strong>vermelhidão na área irradiada</strong>. Com o passar do tempo, a região pode ficar mais escura ou rosada. Outros sinais da reação são <strong>coceira e ressecamento na área, bem como do aumento da sensibilidade, que também pode deixar a região mais dolorida</strong>. A pele pode também descamar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Esses efeitos colaterais na pele são conhecidos como radiodermites.</strong> Como já mencionado, eles geralmente se iniciam por volta da terceira semana de tratamento. Cerca de 80 a 90% das pacientes irão desenvolvê-las em algum grau. Além disso, em torno de 10 a 15% das pacientes desenvolverão sintomas mais avançados como descamação, ulceração da pele, sangramento ou mesmo necroses. Cabe ressaltar que essas reações costumam ser dolorosas e ocorrem principalmente em regiões de dobras de pele, como nas axilas e abaixo das mamas.<br /><br /><strong>Há diversas recomendações para reforçar os cuidados da pele durante a radioterapia, que devem ser levados em consideração a partir de conversas com o médico radioterapeuta ou radio-oncologista.</strong> Entre algumas dessas orientações estão o uso de chá de camomila, cremes à base de ácidos graxos essenciais ou ácidos graxos insaturadas, placas de hidrocoloide, aloe vera e corticoterapia tópica (ou seja, como o uso de medicamentos corticoides na área afetada). Por fim, tecnologias de luz como a biofotomodulação tem se tornado um método seguro e eficaz para ajudar na cicatrização e regeneração dos tecidos atingidos.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Inchaços no braço e na mama</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Uma vez que a radioterapia provoca maior dificuldade para a circulação de fluidos na região irradiada, a paciente pode experimentar inchaços na região do braço e da mama, o que é chamado de linfedema, condição presente em até 25% das pacientes. Normalmente, tais efeitos podem melhorar após a finalização do tratamento, embora possa haver quadros em que eles permanecem como uma alteração crônica na área dos braços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Logo, é importante informar o médico se o problema persistir ou surgir após o encerramento das sessões de radioterapia. O fisioterapeuta é outro profissional que pode ter papel fundamental na avaliação, prevenção e/ou tratamento desses efeitos colaterais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Alterações no formato e aspecto da mama</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Principalmente nos casos em que a radioterapia é aplicada após uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"><u>cirurgia</u></a> conservadora de remoção do tumor, pode haver alterações que farão com que a mama pareça diferente. Isso é causado por alterações na estrutura do tecido , como as fibroses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seio pode ficar duro e menos elástico, além de menor do que antes, em um quadro conhecido como síndrome da fibrose radioinduzida. Diante do impacto que isso pode ter na autoestima e até mesmo na sexualidade, é importante conversar com os profissionais que fazem o acompanhamento para discutir o que pode ser feito.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A radioterapia provoca dor nas mamas? É normal se sentir cansada? Qual o efeito colateral mais grave?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, vale reforçar outros efeitos colaterais que não necessariamente têm relação com o aspecto da pele da mama e de regiões próximas, mas podem impactar diretamente na qualidade de vida. É comum, por exemplo, que pacientes sob a radioterapia se sintam cansadas e indispostas, principalmente à medida que as sessões avançam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dor também pode estar presente, na forma de pontadas, agulhadas e dores agudas em toda a região das mamas e do peito. A intensidade costuma ser moderada, mas elas podem se prolongar por semanas após o fim do tratamento, ainda que com o tempo a intensidade e frequência dos episódios de desconfortos venha a diminuir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No mais, pode haver alteração da sensibilidade no braço devido ao dano nos nervos da área tratada. Além da dor, esse problema se apresenta por meio de formigamentos, dormência e fraqueza. Nessas circunstâncias, a intervenção precoce da fisioterapia também ajuda na recuperação da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em casos raríssimos, <a href="https://jmedicalcasereports.biomedcentral.com/articles/10.1186/s13256-020-02482-x#:~:text=It%20has%20been%20specified%20that,mainly%20described%20histology%20%5B4%5D." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>a radioterapia pode desencadear outro tumor no futuro</u></a>. Eles são chamados tumores radioinduzidos. Entre os mais frequentes estão aqueles conhecidos como angiosarcomas, um câncer do sistema linfático que pode se formar na área previamente irradiada ou no membro superior do mesmo lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, isso não é motivo para interromper o tratamento: os riscos de isso acontecer certamente são menores do que não tratar o câncer que gerou a prescrição do uso da radiação. De qualquer forma, vale discutir esse aspecto com seu médico sempre.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">Como é feita a radioterapia na mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Como minimizar os efeitos da radioterapia, em especial na pele?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É provável que os médicos que acompanham seu tratamento (sejam os oncologistas,<a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><u> mastologistas </u>ou radioterapeutas</a>) forneçam orientações básicas sobre como lidar com as reações provocadas pela radioterapia, em especial na pele. De qualquer forma, é possível apontar algumas recomendações gerais para minimizar o desconforto causado pelo tratamento, a partir das diretrizes das principais sociedades médicas:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não esfregue a área irradiada, já que isso pode deixá-la ainda mais sensível. Lave de forma suave com água e sabão neutro. Se enxugue com uma toalha macia;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não use perfumes, talcos, desodorantes, soluções com álcool nem nada que possa provocar irritação na região irradiada;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não coloque bolsas de água quente ou fria na área;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Utilize protetor solar como fator de proteção solar maior que 30, no mínimo por 1 ano após finalizado o tratamento;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não utilize roupas justas e escolha sempre peças de tecidos naturais. Sempre que possível, a recomendação é ficar sem o sutiã;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Não depile a região irradiada;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Seu médico deve indicar um hidratante para ser aplicado na região.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>Beba bastante líquido e mantenha-se hidratado</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Associados aos cuidados com o local irradiado, a manutenção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de exercícios físicos (claro, dentro das limitações do momento) e o descanso adequado podem contribuir para minimizar esses e outros efeitos colaterais do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, fica o reforço para procurar ajudar e avisar o médico sempre que qualquer sintoma anormal ou que cause preocupação apareça, durante ou depois do tratamento, seja relativo aos efeitos da radioterapia da mama na pele, seja relacionado a qualquer outro aspecto do seu bem-estar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Veja mais sobre </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/atividade-fisica-e-cancer-de-mama/"><em><u>como os exercícios físicos colaboram na prevenção e no tratamento </u></em></a><em>do câncer de mama.</em></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-radioterapia-pele/">Conheça os possíveis efeitos da radioterapia da mama na pele e veja como lidar com eles</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Como é feita a radioterapia na mama? Veja como funciona!</title>
		<link>https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=como-e-feita-a-radioterapia-na-mama</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2022 11:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você sabe como é feita a radioterapia na mama? Neste artigo, vamos falar mais sobre esse tratamento, seus benefícios, os alertas e as opções disponíveis Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de mama tem altas chances de ser combatido com sucesso e, para isso, conta com diversos tipos de tratamentos, considerados menos agressivos, como é o caso da radioterapia. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Você sabe como é feita a radioterapia na mama? Neste artigo, vamos falar mais sobre esse tratamento, seus benefícios, os alertas e as opções disponíveis</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando diagnosticado em estágio inicial, o <strong>câncer de mama tem altas chances de ser combatido com sucesso</strong> e, para isso, conta com diversos tipos de tratamentos, considerados <strong>menos agressivos</strong>, como é o caso da radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste artigo, vamos falar mais sobre o que é esse tratamento, seus benefícios, os alertas e te contar <strong>como é feita a radioterapia na mama</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a radioterapia em geral?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">De modo simples, a radioterapia nada mais é que a <strong>utilização de energia ionizante para destruição de células malignas</strong> e controle do crescimento de tumores. A medicina tem utilizado a <strong>radioterapia para o tratamento de cânceres há mais de um século</strong>, desde a descoberta do raio x e seus elementos radioativos como o polônio e o rádio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inicialmente, a radiação era aplicada com baixa voltagem para tratar tumores superficiais, mas também foi descoberto que uma <strong>maior intensidade pode ser necessária para tratar os tumores internos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Falando mais tecnicamente, a radiação ionizante trabalha causando danos no DNA do tecido cancerígeno e, consequentemente, matando suas células, o que o <strong>impede que elas se multipliquem.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Quais os tipos de radioterapia na mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem <strong>dois tipos principais</strong> de radioterapia para o tratamento de câncer de mama que veremos a seguir. O primeiro tipo, chamado de radioterapia externa se divide em subcategorias. Já o segundo tipo chamado de braquiterapia. E há ainda há um terceiro tipo de aplicação, chamado de <strong>radioterapia intraoperatória.</strong> Exploramos melhor esse tratamento em um artigo específico que você pode <a href="/radioterapia-intraoperatoria-na-mama">conferir aqui</a>, também no meu blog.</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Radioterapia externa ou convencional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este primeiro tipo é o mais utilizado para tratar o câncer de mama e costuma ser aplicado diariamente, o que requer uma <strong>organização de agenda e comprometimento </strong>por parte das pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse tratamento, é utilizada uma máquina chamada de Acelerador Linear (LINAC, do inglês, Linear Particle Accelerator), que é posicionada para disparar os Raios-X com alta energia. Pode ser aplicado tanto na área total da mama quanto apenas nas áreas afetadas pelos tumores.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Radioterapia da mama completa</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Neste tipo de terapia, dois raios são utilizados de lados opostos para se cruzarem atingindo a área afetada. Um deles começa no lado da mama e aponta para o meio do peito, onde fica o esterno (osso do peito). Outro raio tem início no peito e é direcionado para o lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora uma curiosidade! Como a radioterapia externa é aplicada diariamente, para alguns pacientes <strong>pode ser impossível organizar a agenda e cumprir todos os dias de tratamento</strong>, principalmente, para quem mora longe da clínica de tratamento. Então, a American Society for Radiation Oncology publicou uma <a href="https://www.practicalradonc.org/article/S1879-8500(18)30051-1/fulltext">atualização das diretrizes</a>, colocando o tratamento acelerado como o padrão de cuidado. Ou seja, normalmente, esse tratamento durava de 5 a 7 semanas, mas utilizando doses maiores de radiação, é possível <strong>reduzir o tempo para 3 a 5 semanas</strong> pelo tratamento acelerado. A seguir, entenda melhor como ela funciona.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Radioterapia parcial acelerada</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de radioterapia parcial acelerada é o mais considerado pelos médicos <strong>quando o câncer se encontra em estágio inicial</strong>. Essa técnica consiste em usar <strong>uma dose muito maior, por um período mais curto</strong>, apenas na área afetada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, há duas condições que são consideradas para indicar essa técnica:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres com mais de 50 anos que não tenham a mutação do gene BRCA, diagnosticadas com câncer do tipo <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-her2-positivo-o-que-isso-indica/">HER2+</a> de 2 cm de tamanho ou maior, que tenha sido removido com margem de 2 mm ou mais e sem vestígios de células cancerígenas no sangue ou sistema linfático;</li></ul>



<ul class="wp-block-list"><li>Mulheres diagnosticadas com DCIS (Carcinoma Ductal in Situ) de baixo a médio grau, com 2.5 cm ou menor que tenha sido removido com margens de 3 mm ou mais.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">2. Terapia interna ou braquiterapia</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo tipo, a braquiterapia, é pouco utilizada na prática clínica, sendo mais descrita na literatura. É conhecida como a terapia de <strong>aplicação interna da radiação</strong> e, normalmente, leva em consideração o tamanho e a posição do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a American Brachyterapy Society, as condições são: mulheres com 45 anos de idade ou mais, diagnosticadas com DCIS ou câncer de mama em estágio inicial removido por lumpectomia que:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>São HER2+ ou HER2-;</li><li>Tenham o câncer com 3 cm ou menor;</li><li>Não tenham detectado câncer nos linfonodos;</li><li>Células cancerígenas não tenham atingido o sistema linfático;</li><li>Não tenham apresentado células cancerígenas na margem do tecido saudável, removido com o câncer.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O método da braquiterapia consiste <strong>em implantar as chamadas sementes radioativas em volta da área</strong> na qual estava o câncer. Essas sementes emitem a radiação aos tecidos à sua volta para <strong>evitar a recorrência</strong>, já que as áreas próximas são as que <strong>têm maior chance de reincidência das células malignas</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Cuidados durante a radioterapia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o período de radioterapia, é necessário tomar alguns cuidados para aproveitar o máximo do tratamento.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Exposição ao sol</strong>: a recomendação é para que o paciente não se exponha ao sol durante o tratamento. No entanto, sempre que for inviável manter-se completamente protegido do sol, é indicado fazer uso de protetor solar de boa qualidade e com alto FPS, além de proteção física (manga comprida, óculos, chapéus etc);</li><li><strong>Contato com o cloro</strong>: muito utilizado em piscinas, o cloro pode ressecar a pele na área afetada e piorar qualquer reação;</li><li><strong>Vitaminas A, C, D e E</strong>: principalmente quando obtidas por meio de suplementos, essas vitaminas interferem na reação da radiação, impedindo que as células cancerígenas sejam destruídas;</li><li><strong>Alimentação</strong>: a boa alimentação é a base para o tratamento de qualquer doença e no câncer não é diferente. Além disso, as vitaminas naturais da comida costumam não interferir no tratamento de radioterapia.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quando a radioterapia é contraindicada?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Agora que você já sabe <strong>como é feita a radioterapia na mama</strong> e que ela é aplicada após as cirurgias de quadrantectomia ou mastectomia, principalmente para <strong>evitar o desenvolvimento de novo câncer na mesma área</strong>, também é muito importante saber quando ela não é indicada. E as situações são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Se a paciente tiver doença conjuntiva de tecido, como esclerodermia, porque proporciona uma hipersensibilidade aos efeitos colaterais da radiação;</li><li>Se a paciente estiver grávida, pois a radiação pode prejudicar o bebê;</li><li>Se não for possível se comprometer com a agenda de tratamento, normalmente, pela distância da casa até a clínica.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente dos tratamentos, é muito válido reforçar que <strong>as chances de cura do câncer são altas em estágios iniciais</strong>, mas, para isso, <strong>a protagonista deve ser você</strong>, então se atente sempre e, ao notar sinais, procure um especialista!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostou desse conteúdo? Confira <a href="https://drabrendadelgado.com.br/categorias/qualidade-de-vida/">mais artigos do meu blog aqui!</a></p>
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		<title>Radioterapia intraoperatória na mama: o que é e como funciona o tratamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2022 15:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tratamento]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[lumpectomia]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia]]></category>
		<category><![CDATA[radioterapia intraoperatória]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando chega a hora de partir para as opções cirúrgicas para o câncer de mama, existem algumas opções, conheça a radioterapia intraoperatória! Quando os tratamentos menos agressivos não são o suficiente para combater o câncer de mama, chega a hora de partir para as opções cirúrgicas. Neste momento, é comum que as pacientes sintam um certo receio, obviamente, pelo resultado [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Quando chega a hora de partir para as opções cirúrgicas para o câncer de mama, existem algumas opções,</em> <em>conheça a radioterapia intraoperatória!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando os tratamentos menos agressivos <strong>não são o suficiente para combater o câncer de mama</strong>, chega a hora de partir para as opções cirúrgicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento, é comum que as pacientes <strong>sintam um certo receio</strong>, obviamente, pelo resultado efetivo da eliminação do tumor em si, mas também, em relação aos <strong>resultados estéticos de cada tratamento</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste cenário entra a <strong>radioterapia intraoperatória</strong>, que é uma das opções bem atrativas, pois, é bastante <a href="https://www.breastcancer.org/treatment/surgery/lumpectomy" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>utilizada em conjunto com uma cirurgia conservadora, chamada quadrantectomia</strong></a> <strong> que</strong> <strong>preserva boa parte da mama</strong>, sem deixar a efetividade de lado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, segundo um estudo publicado em 2021, <a href="https://jamanetwork.com/journals/jamasurgery/fullarticle/2779531" target="_blank" rel="noreferrer noopener">feito pela JAMA</a> na Suécia, com quase 49.000 pacientes com câncer de mama, as <strong>taxas de sobrevivência desse tipo de tratamento se mostraram maiores </strong>do que as taxas com o tratamento de mastectomia, que é a retirada total do seio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo, foram consideradas mulheres diagnosticadas com <strong>câncer de mama primário invasivo de até 5 cm (T1-2) e com linfonodos N0-2 </strong>e submetidas a cirurgia de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a radioterapia?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de radioterapia consiste na utilização da irradiação ionizante com o <strong>objetivo de bloquear o crescimento descontrolado das células</strong> que formam um tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante saber que nem todos os casos estão aptos a serem tratados com a radioterapia e dependem de avaliação mais criteriosa do especialista, no entanto, normalmente é bastante indicado nos seguintes casos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Após cirurgias conservadoras das mamas – o que torna menor a chance de recidiva na mama ou nos linfonodos próximos;</li><li>Após a mastectomia – se o tumor tinha mais de 5 cm ou se já tinha atingido os linfonodos;</li><li>Se o tumor se disseminou para outros órgãos como os ossos ou cérebro.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Também vale lembrar que a radioterapia traz alguns efeitos colaterais como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Inchaço e sensação de peso da mama;</li><li>Alterações na pele, nas regiões em que a irradiação foi aplicada;</li><li>Fadiga.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Veja mais detalhadamente <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">como é utilizada a radioterapia para o tratamento de câncer de mama aqui!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é a radioterapia intraoperatória?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Como diz o seu nome, o IORT, do inglês Intraoperative Radiation Therapy, ou Intrabeam, consiste na <strong>aplicação única de radiação, no próprio ato da cirurgia, depois de retirar o tumor</strong>, sendo aplicado ainda abaixo da pele, no que chamamos de leito tumoral, após ressecção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A paciente precisa <strong>atender aos critérios estabelecidos</strong> para a aplicação do tratamento de Intrabeam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A base dessa técnica é a utilização de um cone metálico que direciona a radiação apenas para as áreas afetadas e possíveis pontos remanescentes de células cancerígenas, <strong>diminuindo a irradiação nos tecidos normais próximos</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><a>Normalmente, o procedimento <strong>dura de 20 a 30 minutos</strong> e utiliza dose única, restrita ao leito tumoral, ou seja, onde estava instalado o tumor. Esse é justamente um dos diferenciais do Intrabeam, já que o tratamento convencional de radioterapia, em geral, é feito com um número de sessões que pode variar de 15 a 25.</a> </p>



<h3 class="wp-block-heading"><a>Indicações da radioterapia intraoperatória ou Intrabeam</a> </h3>



<p class="wp-block-paragraph">Como dito anteriormente, a radioterapia, seja intraoperatória ou não,<a> </a>é sempre indicado <strong>para qualquer cirurgia conservadora, </strong>(veja outros tipos de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/">cirurgias para o câncer de mama aqui</a>) ou em outras situações aqui já descritas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo principal é <strong>reduzir a chance de recidiva do câncer</strong> na área próxima da parte removida e eliminar completamente as células menores afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns casos, os médicos cirurgiões também podem aplicar técnicas de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/">cirurgias plásticas,</a> tornando possível a <strong>conservação da aparência dos seios</strong>, mesmo se o tumor for grande ou tiver múltiplas áreas <a>afetadas</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, o Intrabeam ainda é restrito em alguns casos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Quando os tumores são menores do que 2 cm e têm baixa agressividade;</li><li>Quando o tumor tem perfil Luminal;</li><li>Quando o paciente tem mais de 50 anos e foram submetidas a cirurgia conservadora de margens livres.</li></ul>



<h3 class="wp-block-heading">Vantagens da radioterapia intraoperatória ou Intrabeam</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O maior diferencial do Intrabeam é a <strong>redução do tempo de tratamento</strong> comparado com a radioterapia convencional, conforme já citamos. Porém, ainda podemos listar vantagens como:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mais conforto às pacientes;</li><li>Ausência de efeitos colaterais na pele como vermelhidão e maior sensibilidade;</li><li>Pode ser aplicado no tratamento da coluna cervical;</li><li>É portátil, o que facilita a aplicação.</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quando não se deve utilizar a radioterapia intraoperatória</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo do quadro, esse tipo de tratamento pode não ser adequado para as pacientes de câncer de mama. Alguns motivos são:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>A radioterapia já foi utilizada no mesmo seio para um câncer de mama anterior;</li><li>Há um câncer muito grande ou múltiplos tumores na mesma mama;</li><li>O tamanho do câncer é desproporcional ao tamanho do seio e remover o tumor desfiguraria bastante a aparência do órgão;</li><li>O câncer de mama é inflamatório. Neste caso, é uma indicação direta para mastectomia;</li><li>Há doenças que envolvem a pele como lúpus ou esclerodermia;</li><li>Gravidez;</li><li>Há uma chance alta de desenvolver um novo câncer de mama, principalmente, por forte histórico familiar;</li><li>Foram feitas várias tentativas de remoção do câncer de mama por lumpectomia sem sucesso.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Leia também: </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/oncoplastia-e-reconstrucao-mamaria/"><em>Oncoplastia e reconstrução mamária: os diferentes tipos de cirurgia e quando são indicadas</em></a></p>



<h2 class="wp-block-heading">A importância de falar com o médico</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Além de poder avaliar clinicamente o seu caso e <strong>indicar as melhores opções</strong>, a conversa com médicos especialistas é sempre a melhor forma de entender todas as alternativas e consequências de cada escolha. Essa escolha, inclusive, vai além de só manter a estética após a cirurgia. <a href="https://www.center4research.org/mastectomy-v-lumpectomy-who-decides/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Uma pesquisa do National Center of Health Research</a> mostrou que <strong>quase metade das mulheres nos Estados Unidos, que estavam elegíveis para a lumpectomia, ainda preferiram a remoção total da mama</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo de algumas foi para não ter preocupações futuras com recidivas do câncer e outras mulheres também consideraram ainda o fator financeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Gostou desse conteúdo? Confira <a href="https://drabrendadelgado.com.br/categorias/qualidade-de-vida/">mais artigos do meu blog aqui!</a><a id="_msocom_1"></a></p>
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		<title>Gravidez após câncer de mama: é possível?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2022 15:13:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Qualidade de Vida]]></category>
		<category><![CDATA[amamentação]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento fetal]]></category>
		<category><![CDATA[fertilidade]]></category>
		<category><![CDATA[gestação]]></category>
		<category><![CDATA[gravidez]]></category>
		<category><![CDATA[idade fértil]]></category>
		<category><![CDATA[mastologista]]></category>
		<category><![CDATA[quimioterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[risco de recidiva.]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento para o câncer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em idade fértil, é se é possível uma gravidez após o câncer de mama. O câncer [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Apesar da gravidez ser dificultada por alguns tratamentos de câncer de mama, muitas mulheres podem engravidar depois de concluir o tratamento</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico de câncer de mama costuma causar um impacto significativo na vida de muitas pacientes. Um questionamento frequente, principalmente entre as mulheres em <strong>idade fértil</strong>, é se é possível uma <strong>gravidez após o câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>câncer de mama</strong> é uma doença com maior predisposição a surgir em mulheres com idade superior a 50 anos, contudo, tem se observado um aumento da incidência entre <strong>mulheres jovens</strong>, tanto no Brasil, como no mundo. Segundo a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM),</u></a> atualmente é registrada uma <strong>incidência do câncer de mama</strong> que varia de 4% a 5% entre brasileiras com idade inferior a 35 anos. No passado, esse número era de apenas 2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas pacientes são capazes de <strong>engravidar depois do tratamento de câncer de mama</strong>, porém, a <strong>gravidez</strong> pode ser dificultada em alguns casos, conforme aponta o<a href="https://www.cancer.org/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> American Cancer Society.</u></a> Portanto, pacientes em idade fértil diagnosticadas com câncer de mama que ainda pensam em gestar um bebê devem conversar com o médico <strong>mastologista,</strong> responsável pelo acompanhamento do seu caso, sobre o assunto antes de iniciar o tratamento.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-sexualidade/"> Câncer de mama e a sexualidade: Oncosexualidade</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Principais dúvidas sobre a gravidez depois do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, a exemplo da <strong>radioterapia</strong> e<strong> quimioterapia</strong>, podem comprometer a <strong>fertilidade feminina</strong>, uma vez que afetam o sistema reprodutivo da mulher, principalmente o <strong>ovário</strong>, causando a diminuição do número de <strong>óvulos. </strong>Por isso, uma opção a ser considerada para as pacientes que desejam ser mãe é o <strong>congelamento de óvulos</strong> antes do começo do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma outra possibilidade que tem se demostrado segura para pacientes com câncer é a fertilização in vitro por meio da coleta de embriões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A seguir, procuramos responder às principais dúvidas sobre a <strong>gestação</strong> depois do diagnóstico de câncer de mama, confira:</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>O feto pode ser afetado pelo tratamento do câncer de mama?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Tratamentos para o câncer de mama, como <strong>hormonioterapia</strong> ou<strong> terapia alvo</strong>, podem comprometer o <strong>desenvolvimento fetal. </strong>Já o tratamento quimioterápico é considerado seguro a partir do segundo trimestre de gestação, não provocando alterações no desenvolvimento embrionário. Por isso, por segurança, é recomendado aguardar a finalização total do tratamento, antes de uma gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Levando em conta também a saúde da mulher, vale lembrar que a interrupção do tratamento da doença, por conta de uma gestação, pode aumentar o <strong>risco de recidiva,</strong> assim como de progressão da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Quanto tempo após o tratamento devo esperar antes de engravidar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">É recomendado que após o fim do <strong>tratamento para o câncer de mama</strong>, as mulheres aguardem no mínimo de 2 a 3 anos para iniciar as tentativas de engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante que as pacientes tenham em mente que cada caso é único e individualizado, precisando ser considerado fatores, como tipo de câncer de mama, idade e risco de recidiva da doença. A saúde e o bem-estar da paciente devem sempre ser priorizados.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Meu histórico de câncer de mama pode colocar meu bebê em risco durante a gravidez?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Até o momento, a Ciência não possui evidências de que o bebê sofra algum efeito direto do câncer de mama diagnosticado na mãe. Não foi descoberto pelos pesquisadores nenhum aumento no número de problemas de saúde a longo prazo ou de <strong>defeitos congênitos </strong>em bebês nascidos de pacientes que enfrentaram o câncer de mama.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a> <strong>Após o tratamento do câncer de mama, eu posso amamentar?</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que passaram por procedimentos cirúrgicos e/ou radioterapia podem ter problemas para amamentar a criança com a <strong>mama</strong> operada. Isso ocorre tanto por conta das mudanças estruturais na mama após a cirurgia que podem causar dor e dificuldade na <strong>amamentação</strong>, como pela redução da produção de leite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medicamentos presentes na <strong>hormonioterapia</strong> para tratamento do câncer também podem afetar o leite e consequentemente o bebê. Por isso, caso ainda esteja tomando algum <strong>medicamento</strong> para a doença, sempre converse com seu mastologista, antes de iniciar o aleitamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/">Como enfrentar o diagnóstico de câncer de mama?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a><strong>A importância de conversar com o médico mastologista</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Caso você tenha recebido o diagnóstico de câncer de mama e ainda guarde dentro de si o desejo de ser mãe, ou apenas queira deixar essa possibilidade em aberto, é de fundamental importância conversar com o médico mastologista, responsável pelo acompanhamento do seu caso. Ele é o profissional da área de saúde mais qualificado para analisar as especificações do seu quadro clínico e aconselhar sobre o assunto, uma vez que cada caso de câncer de mama é diferente do outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a Medicina possibilita medidas que ajudam a preservar a f<strong>ertilidade da mulher</strong>, como <strong>captação e congelamento de óvulos</strong>, que podem ser usados para f<strong>ertilização</strong> após a conclusão do tratamento de câncer de mama. No entanto, para que isso possa ocorrer, é preciso que haja um planejamento conjunto entre paciente e o médico responsável pelo tratamento da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Achou esse artigo interessante? Confira outros conteúdos sobre câncer de mama e saúde das mamas no meu <a href="https://drabrendadelgado.com.br/blog/"><u>blog.</u></a></p>
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