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	<title>Arquivos rastreamento - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos rastreamento - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba se existe hora certa para começar o rastreamento do câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Oct 2024 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos pontos centrais das campanhas em torno do Outubro Rosa é a importância da detecção ágil de possíveis alterações malignas no tecido mamário. Nesse cenário, as iniciativas que buscam fortalecer o rastreamento do câncer de mama são fundamentais para garantir o acesso apropriado aos exames necessários para esse fim. O câncer de mama, não custa lembrar, é a principal [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um dos pontos centrais das campanhas em torno do Outubro Rosa é a importância da detecção ágil de possíveis alterações malignas no tecido mamário. Nesse cenário, <strong>as iniciativas que buscam fortalecer o rastreamento do câncer de mama</strong> são fundamentais para garantir o acesso apropriado aos exames necessários para esse fim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer de mama, não custa lembrar, é a principal neoplasia entre as mulheres, atrás apenas dos tumores de pele não melanoma. Além disso, de acordo com o<a href="https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> Instituto Nacional do Câncer</u></a>, <strong>ele é a principal causa de mortalidade por câncer entre as pacientes do sexo feminino.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é natural que surjam dúvidas sobre quando e como fazer o acompanhamento adequado e que outros cuidados são importantes para proteger esse aspecto da saúde da mulher.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é e quais os objetivos do rastreamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um câncer de mama é resultado da proliferação anormal de células do tecido mamário. Elas formam um nódulo, que no começo geralmente têm tamanho reduzido. <strong>À medida que a enfermidade avança, a doença pode progredir para outras estruturas da mama,</strong> bem como para o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/metastase-ossea/"><u> restante do corpo.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">As opções de tratamento disponíveis podem combater essa formação indesejada. Todavia, as chances de sucesso variam bastante e o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><u>estágio em que a doença foi identificada </u></a>influencia bastante nessa equação. Por isso que se fala tanto da importância de uma detecção precoce da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, na hora de discutir esse tipo de estratégia, é fundamental saber diferenciar duas abordagens: o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-enfrentar-o-diagnostico-de-cancer-de-mama/"><u>diagnóstico</u></a> precoce e o rastreamento.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Diagnóstico precoce</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Imagine o seguinte cenário: uma mulher com mais de 50 anos nota uma mudança na pele da mama e, aparentemente, a presença de um nódulo palpável naquela região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tal cenário, o ideal é que ela procure ajuda especializada. Com o apoio dos profissionais de saúde, poderão ser feitos exames (como uma mamografia e uma biópsia, por exemplo) para que se identifique a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>natureza da lesão</u></a> e haja confirmação ou não de um possível câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais cedo isso se der, melhor. Em resumo, isso é o que engloba o diagnóstico precoce: pacientes com sinais e<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-inflamatorio/"><u> sintomas</u></a> suspeitos <strong>avaliados o quanto antes para entender o que está causando tais queixas.</strong> Depois disso, é feito o encaminhamento necessário.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/"><u>Descubra qual a hora certa de procurar um mastologista</u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Rastreamento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">No rastreamento, a dinâmica é diferente. Na prática, é aplicado um <a href="https://drabrendadelgado.com.br/bi-rads-como-funciona-classificacao-exames-imagem-da-mama/">exame específico</a> em um grupo determinado, mesmo que não haja qualquer suspeita de um câncer de mama. <strong>A mamografia, uma espécie de radiografia da mama, costuma ser o recurso mais utilizado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro desse recorte da população, a maioria dos testes terá um resultado negativo para a presença de um tumor. Contudo, a pequena parcela em que uma alteração ainda silenciosa foi identificada pode se beneficiar bastante do resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir disso, os profissionais e pacientes podem optar pelas melhores abordagens conforme cada caso. Isso pode envolver outras avaliações, acompanhamentos mais próximos ou até mesmo o início do tratamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O momento ideal para o início das ações de rastreamento do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Então, bastaria que todas as mulheres, de qualquer idade, fizessem avaliações frequentes para, da forma mais rápida possível, identificar possíveis casos de câncer de mama em estágios iniciais? Não é bem assim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista populacional, <strong>o momento certo para o início de iniciativas de rastreamento deve ser ponderado levando em conta os riscos e os benefícios de cada intervenção</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De um lado, exames demais, sobretudo em pacientes muito jovens (ou mesmo muito idosas), podem custar caro e aumentar o número de falsos-positivos. Isso acontece quando alguma alteração é supostamente encontrada e exige que outros procedimentos sejam feitos para uma melhor avaliação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse meio tempo, a paciente pode ser submetida a intervenções desnecessárias, que não acrescentam nada ao seu quadro clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No sentido oposto, a ausência de solicitação de exames poderia deixar passar possíveis casos de câncer de mama em grupos com mais chance de desenvolver a doença. Desse modo, elas só procurariam ajuda mais tarde, quando houvesse sintomas. Como consequência, haveria um atraso no início do tratamento, aumentando a mortalidade.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As principais recomendações sobre o início do rastreamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, as sociedades médicas e o Ministério de Saúde divergem sobre idade mínima para a realização das mamografias de rotina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/acoes/deteccao-precoce" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Ministério da Saúde</a> <strong>sugere que elas sejam feitas a cada dois anos, dentro do intervalo entre os 50 e os 69 anos. </strong>Porém, isso exclui do rastreamento as mulheres entre 40 e 49 anos, que atualmente acumulam cerca de 30% dos casos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, diversas entidades médicas discordam dessa recomendação. A <a href="https://www.uspreventiveservicestaskforce.org/uspstf/recommendation/breast-cancer-screening#bcei-recommendation-title-area" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Força-Tarefa de Serviços Preventivos dos Estados Unidos</a>, em nova atualização sobre o tema, destaca os <strong>benefícios das mamografias na redução da mortalidade por câncer de mama dos 40 aos 74 anos. </strong>Assim, foi revertida a recomendação do início apenas aos 50 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) também indicam que a primeira mamografia deve ser feita aos <strong>40 anos, seguida depois de exames anuais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal decisão se baseia no acúmulo de evidências que apontam o número cada vez maior de casos de câncer antes dos 50 anos e como a detecção precoce ajuda na redução da mortalidade. Exemplo disso é um <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanonc/article/PIIS1470-2045(20)30398-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener">estudo feito com 160 mil mulheres no Reino Unido.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse total, o grupo que fez mamografias entre os 39 e os 48 anos apresentou uma <strong>redução de até 25% na mortalidade pelo câncer de mama,</strong> demonstrando uma queda substancial na ameaça provocada pela doença. Os dados foram publicados em setembro de 2020, na The Lancet Oncology.</p>



<h3 class="wp-block-heading">E o autoexame?</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quem tem mais idade certamente se lembra de como o autoexame das mamas já fez parte de forma significativa das campanhas contra a doença. Tal mensagem aparecia até mesmo em<a href="https://www.youtube.com/watch?v=hRiDKcSYZmQ" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> propagandas na TV.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em resumo, tal procedimento consistia em uma série de movimentos e toques feitos de forma periódica pela própria mulher para identificar possíveis alterações ainda em estágios iniciais, com a posterior busca por suporte profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, <strong>com o tempo percebeu-se que tal ação não oferecia benefícios significativos</strong>. Pelo contrário, em algumas circunstâncias, ela ocasionava um risco maior de intervenções desnecessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o incentivo ao autoexame foi substituído pelo que os especialistas chamam de <em>breast awareness. </em>Em poucas palavras, <strong>tal conceito indica que as mulheres devem estar sempre atentas às condições das suas mamas, </strong>em busca de possíveis sinais que talvez exijam atenção específica.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como saber o que é melhor para você</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Recomendações à parte, cada mulher pode receber orientação personalizada sobre como e quando iniciar o rastreamento do câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Inclusive, devido a uma série de características individuais, <strong>pode ser necessário antecipar os exames ou incluir novos procedimentos no esquema de acompanhamento</strong> (como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u>ressonâncias magnéticas</u></a>, por exemplo). Entre os fatores que entram nesse cálculo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Risco maior de desenvolver um câncer de mama, de acordo com a identificação de fatores genéticos (como as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-cancer-mama/"><u>mutações nos genes BRCA)</u></a> ou histórico familiar.</li>



<li>Exposição à terapia com radiação no tórax antes dos 30 anos.</li>



<li>Parentes próximos com histórico de outros tipos de câncer, como nos ovários.</li>



<li>Alta densidade das mamas.</li>



<li>Alterações hormonais e fisiológicas que elevam a chance de câncer (como menarca precoce ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-e-amamentacao/"><u>nunca ter amamentado</u></a>).</li>



<li>Estilo de vida e manutenção de comportamentos associados a um maior risco de ter a doença (como tabagismo, excesso de peso ou abuso de álcool).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Todos esses aspectos serão colocados na balança que mede o possível benefício do rastreamento do câncer de mama. Logo, <strong>médico e paciente terão à disposição mais informações sobre o que deve ser feito para garantir a estratégia mais adequada, segura e eficiente.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e entenda o que é e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/"><u>como é feita uma avaliação de risco de câncer de mama.</u></a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Câncer de mama em pessoas transexuais: quais as recomendações de rastreamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 12:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas não-binárias]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[transgênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais. Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde. Em tal contexto, a prevenção do câncer de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, <strong>é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde.</strong> Em tal contexto, <strong>a prevenção do câncer de mama em pessoas transexuais é mais um tópico que acaba negligenciado por uma série de fatores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso são <strong>as diretrizes de rastreamento da doença orientadas pelos órgãos de saúde. </strong>Enquanto mulheres cisgênero (ou seja, que se identificam com o gênero e sexo biológico com o qual nasceram) têm informações mais claras sobre quando fazer exames de rastreamento, pessoas trans (e também as não-binárias) têm dificuldade em receber a orientação e a assistência adequadas. Sem isso, <strong>é muito mais difícil identificar e tratar um tumor ainda em estágio inicial, comprometendo o desfecho do quadro.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o risco do câncer de mama em pessoas transexuais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a literatura sobre o risco de pessoas trans desenvolverem câncer de mama ainda é limitada. Ainda assim, <strong>alguns fatores podem ser ponderados para determinar o que pode influenciar na chance de desenvolvimento da doença entre pessoas desses grupos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres trans (ou seja, cujo sexo biológico no momento do nascimento era masculino, mas passaram pelo processo de transição) podem receber hormônios para desenvolver atributos femininos. Em tal contexto, <strong>alguns estudos indicam que isso pode elevar o risco de um câncer de mama, sobretudo em comparação a homens cisgênero.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.bmj.com/content/365/bmj.l1652" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <u>estudo holandês publicado em 2019 mostra que esse risco pode ser 46 vezes maior.</u></a> O número assusta, mas é preciso levar em conta que a chance de um homem desenvolver câncer de mama é baixíssima. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/outubro/brasil-registrou-207-obitos-de-homens-por-cancer-de-mama-em-2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Casos entre pessoas do sexo masculino respondem por menos de 1% do total de diagnósticos.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os homens trans (cujo sexo biológico no momento do nascimento era feminino, mas que passaram pelo processo de transição<strong>), é comum que além da utilização de hormônios para o desenvolvimento de características masculinas, sejam feitas cirurgias para a remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse tipo de procedimento não deve ser encarado como uma forma de eliminar totalmente o risco de desenvolver um câncer na região, já que nem sempre todo o tecido mamário é removido. Além disso, não se sabe ao certo como a exposição aos hormônios masculinos influencia no risco de ter a doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E o risco de desenvolver um câncer de mama em pessoas não-binárias?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem ainda menos informações sobre a chance de desenvolver câncer de mama entre pessoas não-binárias. Apesar disso, o cálculo do risco pode se guiar mais ou menos pelo que acontece com pessoas transgênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, <strong>uma pessoa não-binária cujo sexo atribuído no momento do nascimento seja masculino, mas submetida a uma intervenção hormonal, pode ter uma chance maior</strong>. No sentido oposto, <strong>o risco pode cair em uma pessoa não-binária com sexo biológico feminino no momento do nascimento, mas que tenha passado por uma cirurgia de remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/">Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem orientações específicas para ações de rastreio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de rastreamento envolvem a aplicação de exames periódicos em pacientes que não manifestaram sintoma de câncer de mama. <strong>Como exemplo, mulheres cisgênero podem ter a indicação de realizarem </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u><strong>mamografias</strong></u></a><strong> e outros exames específicos a partir dos 40 anos. Essa idade pode ser menor se um </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>risco adicional de desenvolver a doença for identificado.</strong></u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulheres trans e pessoas não-binárias com sexo masculino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para pessoas transgênero, as orientações variam de acordo com a diretriz. Dessa forma, conforme as orientações do Colégio Norte-Americano de Radiologia (ACR), mulheres trans ou pessoas não-binárias cujo sexo atribuído no momento do nascimento tenha sido o masculino têm como recomendação os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento</strong> se o uso de hormônios for inferior a cinco anos e o risco estiver dentro da média;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> entre os 25 e os 30 anos se o uso de hormônios se estender por pelo menos cinco anos e houver risco acima da média identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento é usualmente indicado</strong> entre os 25 e 30 anos se houver uso de hormônios por mais de cinco anos e houver risco adicional identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> a partir dos 40 anos se o uso de hormônios se estender por cinco anos ou mais, desde que não haja risco adicional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como já destacado, essas orientações podem variar. Em alguns casos, pode ser indicado que a mulher trans simplesmente siga as diretrizes propostas para mulheres cis, por exemplo. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Homens trans e pessoas não-binárias com sexo feminino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já para homens trans ou pessoas não-binárias atribuídas com o sexo feminino no momento do nascimento, as diretrizes indicam que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento quando houver cirurgia completa de remoção da mama;</strong></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser indicado a partir dos 40 anos,</strong> se não houver risco adicional identificado e se não tiver havido cirurgia de remoção da mama (ou se tiver sido parcial);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser antecipado para os 30 ou 25 anos</strong> nos casos em que não houve cirurgia completa de remoção das mamas e um risco acima da média foi identificado.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como a discriminação e o preconceito podem atrapalhar o acesso ao cuidado adequado desses grupos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja qual for a diretriz, pessoas de minorias sexuais devem procurar ajuda especializada sempre que alguma</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong> alteração na região das mamas for notada. </strong></u></a>Dessa forma, o médico responsável pode aplicar os exames necessários para identificar a causa da mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, toda iniciativa de rastreamento deve considerar as barreiras entre pessoas desses grupos para o acesso aos serviços de saúde. </strong>Outro estudo,<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30674526/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> também publicado em 2019</u></a>, mostra como pessoas transgênero têm chances menores de receber orientação sobre o rastreamento de diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama. De acordo com os dados, <strong>enquanto 65% das pacientes cisgênero passavam pelo rastreamento adequado, entre pacientes transgênero esse número era de apenas 33%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, para adequar o cuidado com o câncer de mama em pessoas transexuais e de outras minorias de gênero<strong>, é fundamental que os serviços e profissionais de saúde estejam preparados para prover acolhimento sem estigmatizar e marginalizar tais populações. </strong>Dessa forma, é possível melhorar a experiência desses grupos durante o acompanhamento e reforçar outras medidas de prevenção essenciais para o cuidado com a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja agora se o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong>autoexame das mamas substitui a mamografia no rastreamento do câncer de mama.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-transexuais/">Câncer de mama em pessoas transexuais: quais as recomendações de rastreamento?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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		<title>Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Aug 2023 11:45:46 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[risco]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A avaliação de risco de câncer de mama ajuda a determinar medidas para um diagnóstico precoce em mulheres com maior chance de desenvolver a doença A detecção precoce de um tumor na mama contribui para que a doença tenha um melhor prognóstico, reduzindo a mortalidade. Dessa forma, é preciso reforçar as estratégias que permitem identificar a presença da neoplasia ainda [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/">Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A avaliação de risco de câncer de mama ajuda a determinar medidas para um diagnóstico precoce em mulheres com maior chance de desenvolver a doença</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A detecção precoce de um tumor na mama contribui para que a doença tenha um melhor prognóstico, reduzindo a mortalidade<strong>. Dessa forma, é preciso reforçar as estratégias que permitem identificar a presença da neoplasia ainda em estágios iniciais. Isso passa, por exemplo, pela avaliação de risco de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nesse sentido, de acordo com a nova recomendação do </strong><u><strong>Colégio Norte-Americano de Radiologia</strong></u><strong>, todas as mulheres devem ser submetidas a uma avaliação de risco para um câncer de mama aos 25 anos. </strong>A orientação tem maior peso para pacientes negras ou de ascendência judaica asquenaze, populações com maior chance de desenvolve a doença. A partir disso, o médico responsável pode fornecer a melhor orientação sobre as ações de rastreio recomendadas.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O rastreio e o diagnóstico precoce do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de entender o que a nova recomendação pode significar na prática, vale repassar de que forma funcionam diferentes estratégias de detecção de um câncer de mama. Não é raro que esse assunto gere incerteza entre mulheres. <strong>Assim, a detecção de um câncer de mama em estágios iniciais pode acontecer por meio de dois mecanismos: o rastreamento e o diagnóstico precoce.</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O <strong>diagnóstico precoce</strong> é aquele feito a partir do momento em que a paciente tem <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/"><u>sinais e sintomas sugestivos </u></a>da doença ainda em estágio inicial e faz exames para confirmar a suspeita.</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li>O<strong> rastreamento</strong> é realizado por meio de exames aplicados (como a mamografia, por exemplo) em determinado grupo sem qualquer suspeita da doença. Nesses casos, quando possíveis alterações são identificadas, investigações adicionais são feitas para confirmar ou excluir a possibilidade da presença de um câncer de mama.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado o rastreamento contribui para que o câncer de mama seja identificado ainda no início, por outro, especialistas discutem a efetividade dessas ações em certos contextos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Isso se dá pelo fato de que se aplicado sem critério, iniciativas de rastreamento podem levar a muitos falsos-positivos</strong>. Diante disso, é comum que a mulher passe por novos procedimentos. Além de demandarem mais tempo e dinheiro, <strong>eles podem ser mais invasivos (como é o caso de uma biópsia, por exemplo) e gerar mais ansiedade.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em tal contexto, as recomendações sobre a idade adequada para começar o rastreamento variam. No Brasil, por exemplo, o Ministério da Saúde <a href="https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/cancer-de-mama/unidade-de-atencao-primaria/rastreamento-diagnostico/#pills-rastreamento-diagnostico" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>indica os 50 anos como o patamar para que a mamografia seja feita anualmente</u></a>. Entretanto, <a href="https://www.sbmastologia.com.br/sociedades-medicas-brasileiras-recomendam-mamografia-anual-a-partir-dos-40-anos/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>outras entidades já apontam os 40 anos como a idade apropriada para o início do rastreamento.</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>As novas recomendações sobre a avaliação de risco de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação de risco de câncer de mama envolve a análise de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/"><u>série de fatores </u></a>que podem predispor a paciente a uma chance maior de desenvolver a doença no futuro. É nesse ponto que a orientação do Colégio Norte-Americano de Radiologia foca ao indicar os 25 anos para tal abordagem. Se <strong>após a avaliação for constatado que há um risco acima da média para um câncer de mama, o médico pode sugerir que o rastreamento comece antes que o recomendado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">As ações de avaliação de risco de câncer de mama envolvem o uso de diferentes ferramentas e recursos para determinar se há uma maior chance de desenvolver a doença. É possível, por exemplo, fazer testes genéticos e, com o resultado em mãos, passar por um aconselhamento. <strong>De todo modo, esse tipo de solução tem sempre prós e contras, que devem ser pensados com cuidado.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma situação hipotética, uma paciente que tem identificada mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, e diante de paciente de alto risco de desenvolver câncer, poderão ser orientadas a combinar as mamografias periódicas com ressonâncias magnéticas já entre os 25 e 30 anos. Recomendações similares podem ser feitas para:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Pacientes de determinadas etnias (negras ou judias asquenaze, como já destacado).</li>



<li>Quem teve exposição à radiação no tórax antes dos 30.</li>



<li>Quem tem histórico familiar da doença.</li>



<li>Quem já teve alterações na mama identificadas, mesmo que não cancerígenas (como <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hiperplasia-mama/"><u>atipias das células do tecido mamário</u></a>, por exemplo).</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/retirada-ovarios/?_gl=1*18wiibc*_ga*ODQ4MjAzMDA2LjE2NzM2MjM2NDg.*_ga_7RR1YD3FJP*MTY4NzgxMzYzOC4yLjEuMTY4NzgxMzY3MS4wLjAuMA..*_ga_PQC87SDMSD*MTY4NzgxMzYzOC4xMDguMS4xNjg3ODEzNjcxLjI3LjAuMA..&amp;_ga=2.191335274.1504007924.1687794809-848203006.1673623648"><u>Em que situações a retirada dos ovários ajuda na redução do risco de um câncer de mama?</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que deve considerado para a avaliação de risco de câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a recomendação do Colégio Norte-Americano de Radiologia seja ampla, a decisão sobre a necessidade e a viabilidade de fazer uma avaliação de risco para o câncer de mama aos 25 anos passa por uma conversa com o médico de sua confiança. Nessa discussão devem ser levados em conta aspectos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Histórico familiar de câncer de mama ou de outros tipos de tumor (de ovários, por exemplo).</li>



<li>Qualquer<a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u> alteração genética </u></a>previamente identificada.</li>



<li>Resultados de biópsias feitas anteriormente.</li>



<li>Histórico de tratamentos usando radiação no tórax ou no rosto antes dos 30 anos.</li>



<li>Densidade das mamas.</li>



<li>Peso corporal e nível de atividade física.</li>



<li>Regularidade na ingestão de álcool, tabagismo e hábitos alimentares.</li>



<li>Ter tido ou não uma gestação até o final e ter ou não amamentando.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, <strong>se a avaliação de risco de câncer de mama apontar para chance maior do que a média de desenvolver a doença, orientações apropriadas sobre quando começar ações de rastreio serão dadas pelo médico. Em alguns casos, podem ser introduzidas também opções de profilaxia.</strong> Assim, é possível ampliar a chance de um diagnóstico precoce e reduzir o risco de mortalidade devido a esse problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aproveite e saiba mais sobre o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/"><u> papel dos testes genéticos</u></a> e veja quando é realmente necessário fazê-los.</p>
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		<title>Tomossíntese mamária: como esse exame de imagem funciona e quando ele deve ser feito?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Jul 2023 11:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Prevenção]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia 3D]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[tomossíntese]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A tomossíntese mamária, também chamada de mamografia 3D, pode ser uma ferramenta valiosa para aumentar a eficiência do rastreio do câncer de mama A tomossíntese mamária, nome dado ao procedimento também conhecido como mamografia 3D, é um recurso valioso no rastreamento e no diagnóstico de um tumor na mama. Em diferentes contextos, ela garante maior eficácia na identificação de alterações [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A tomossíntese mamária, também chamada de mamografia 3D, pode ser uma ferramenta valiosa para aumentar a eficiência do rastreio do câncer de mama</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A tomossíntese mamária, nome dado ao procedimento também conhecido como mamografia 3D, é um recurso valioso no rastreamento e no diagnóstico de um tumor na mama</strong>. Em diferentes contextos, ela garante maior eficácia na identificação de alterações que de outra forma poderiam passar ocultas</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas em que casos a mulher deve ser submetida a esse procedimento? Ele é sempre superior a uma mamografia convencional? Como se preparar para se realizar esse exame e quais os riscos? Essas e outras questões estão respondidas ao longo deste conteúdo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como funciona uma tomossíntese mamária?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em certa medida, as tomossínteses são uma evolução das <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/">mamografias tradicionais</a>. Embora bastante utilizada, uma mamografia convencional conta com uma série de limitações, uma vez que capta apenas imagens bidimensionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Já as tomossínteses são uma versão 3D da mamografia. Com a ajuda de sistemas computadorizados, elas conseguem combinar diversas imagens para formar uma reprodução tridimensional da mama, a partir de diversos ângulos.</strong> Dessa forma, o médico e o radiologista terão acesso a uma imagem com maior sensibilidade para identificar alterações que não seriam visíveis em uma mamografia normal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, embora ambos os exames usem raios X, a forma de captar as imagens da mama é diferente. Na mamografia, os seios precisam ser posicionados e comprimidos sobre uma superfície plana. Em seguida, as imagens são capturadas por cima. Com a sobreposição do tecido, é possível que pequenas anormalidades fiquem escondidas e não sejam captadas no exame.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na tomossíntese mamária, o risco de isso acontecer é menor: <strong>ainda que a compressão da mama seja necessária, o exame é feito em um equipamento que contém uma espécie de arco, que circunda a paciente e captura imagens por diferentes ângulos. A partir disso, um computador reúne essas imagens e reconstrói a mama em três dimensões.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quando esse tipo de exame é indicado?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>As tomossínteses mamárias podem ser empregadas tanto em procedimentos de rastreio (ou seja, quando a mulher ainda não apresenta </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><strong>sintomas</strong></a><strong>) quanto em avaliações diagnósticas (quando a mulher já tem algum sintoma, como um nódulo na mama, por exemplo).</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos rastreamentos, a tomossíntese pode oferecer vantagens principalmente para mulheres com as mamas densas. Ter essa condição não é anormal e é natural que mulheres mais velhas tenham maior predisposição a desenvolver essa característica anatômica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de um possível risco maior de câncer de mama, mulheres com mamas densas submetidas a uma mamografia convencional podem receber interpretações equivocadas desses exames. <strong>Isso acontece porque a densidade da mama pode “esconder” um eventual tumor. Seja como for, mulheres que não têm as mamas densas também podem se beneficiar da maior eficácia de uma tomossíntese no rastreamento do câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>No mais, como já mencionado, a paciente pode ser submetida a esse tipo de exame para a avaliação diagnóstica que complemente o resultado de uma mamografia ou diante de sintomas que mereçam uma investigação mais detalhada.</strong> Com isso, é possível utilizar esse recurso para avaliar a extensão das alterações identificadas e determinar a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/biopsia-liquida/">necessidade ou não de uma biópsia</a>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual a preparação necessária e quais os riscos de uma tomossíntese mamária?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que a tomossíntese mamária não seja um procedimento invasivo, alguns cuidados devem ser observados para garantir o sucesso do exame. Entre as principais orientações estão:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Não fazer o exame nos períodos em que as mamas tendem a ficar sensíveis (como na semana que antecede a menstruação, por exemplo);</li><li>Evitar aplicar desodorante ou talco na região das axilas no dia do exame;</li><li>Não usar jóias, adereços ou qualquer utensílio de metal;</li><li>Informar ao médico ou radiologista qualquer suspeita de gravidez;</li><li>Fornecer ao médico, se possível, mamografias anteriores;</li><li>Usar roupas confortáveis e que sejam fáceis de trocar.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">O exame é feito em cerca de 30 minutos. Uma vez finalizado, a paciente pode ir embora tranquilamente. É importante sempre consultar quando o laudo da avaliação ficará pronto e quando você poderá consultar seu médico para que ele avalie e explique o resultado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Os riscos de um exame do tipo são mínimos. As regulações sobre o nível de radiação emitida pelas máquinas são bastante rígidas, garantindo que a paciente não seja exposta desnecessariamente mesmo que tenha que ser submetida a essa mesma avaliação no futuro.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/bi-rads-como-funciona-classificacao-exames-imagem-da-mama/">Entenda como funciona o BI-RADS, sistema de classificação para exames de imagem da mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como a tomossíntese mamária pode ajudar a melhorar o rastreio do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda que tenha acesso restrito e as mamografias continuem sendo o exame mais utilizado pararastrear novos casos de câncer demama<strong>, cresce o número de evidências que as tomossínteses oferecem uma série de benefícios.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso já citado das mulheres com mamas densas, <strong>o uso das imagens tridimensionais está associado a um menor risco de diagnósticos de </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/estagios-cancer-mama/"><strong>casos avançados de câncer de mama</strong></a>. Essas conclusões foram publicadas em 2022 em artigo no<a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793253"> </a><a href="https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2793253" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of the American Medical Association.</u></em></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro estudo, feito com pacientes de serviços de saúde norte-americanos, <strong>apontou que o rastreio com a tomossíntese se mostrou mais eficiente do que a mamografia convencional, detectando mais casos de câncer de mama.</strong> Os resultados foram publicados na<a href="https://pubs.rsna.org/doi/10.1148/radiol.221571"> </a><a href="https://pubs.rsna.org/doi/10.1148/radiol.221571" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>revista</u><em><u> Radiology,</u></em></a> já em 2023.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, embora a tomossíntese mamária ofereça uma série de vantagens, é preciso sempre ponderar sobre o acesso ao procedimento. <strong>No Brasil, a mamografia ainda acaba sendo a opção prioritária no rastreio do câncer de mama, uma vez que os custos tendem a ser menores.</strong> No mais, os médicos também devem estar preparados para solicitar de forma correta esses exames, assim como para interpretar as imagens captadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja agora como o ultrassom pode ser usado para a avaliação para alterações na<a href="https://drabrendadelgado.com.br/ultrassom-das-mamas-e-axilas/"> </a><a href="https://drabrendadelgado.com.br/ultrassom-das-mamas-e-axilas/"><u>região da mama e da axilas.</u></a></p>
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		<title>Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2022 12:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[aréola]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama em homens]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma]]></category>
		<category><![CDATA[células cancerígenas]]></category>
		<category><![CDATA[doença de Paget]]></category>
		<category><![CDATA[ductos mamários]]></category>
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		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento mamográfico]]></category>
		<category><![CDATA[tecidos mamários]]></category>
		<category><![CDATA[tumor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Uma forma de conscientizar e incentivar o diagnóstico precoce do câncer de mama é falar sobre o assunto. Ainda há muitas informações acerca do tema que precisam ser de conhecimento das mulheres e da sociedade como um todo. Você sabia, por exemplo, que existem diversos tipos de câncer de mama? No momento do diagnóstico, eles podem ser classificados pelo [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma forma de conscientizar e incentivar o diagnóstico precoce do câncer de mama é falar sobre o assunto. Ainda há muitas informações acerca do tema que precisam ser de conhecimento das mulheres e da sociedade como um todo. Você sabia, por exemplo, que existem diversos <strong>tipos de câncer de mama? </strong>No momento do diagnóstico, eles podem ser classificados pelo tipo celular (histologia), molecular e conforme o seu tamanho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Então,além da classificação histológica que vamos revisar neste artigo, existe uma classificação molecular que determina o tipo de tratamento ao qual o tumor será submetido com terapia alvo. Já a avaliação da gravidade de um tumor não depende só de um fator, e sim do conjunto de dados obtidos no momento do diagnóstico.<br />Assim como os outros tipos de câncer, o <strong>câncer de mama</strong> é o resultante de uma disfunção celular que faz determinadas células do nosso corpo crescerem e se multiplicarem desordenadamente, formando um <strong>tumor com características diversas</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do câncer de mama, é uma <strong>p</strong><strong>roliferação desordenada das células mamárias</strong>, ductos ou lóbulos principalmente. São justamente as diferentes características do tumor que distinguem os tipos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com os especialistas da <a href="https://www.iarc.who.int/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC</u></a>), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama é o câncer mais comumente diagnosticado no mundo. No entanto, quando diagnosticado e tratado na fase inicial da doença, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a <a href="https://sbmastologia.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM)</u></a>, o <strong>rastreamento mamográfico </strong>atualmente é o melhor método para detectar tumores precoces e reduzir a mortalidade por câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continue a leitura deste artigo para saber mais sobre os diferentes tipos de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/"> Cirurgia para câncer de mama: quais as opções de tratamento cirúrgico?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipos de câncer de mama mais frequentes e suas características</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É importante ressaltar que apesar de raro, o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-de-mama-em-homens/">câncer de mama também acomete homens</a>, de acordo com o <a href="https://www.inca.gov.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer (INCA)</u></a>, os casos de<strong> câncer de mama em homens</strong> no Brasil representam apenas 1% do total de ocorrências da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira a seguir os tipos de câncer de mama mais frequentes e suas principais características:</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carcinoma ductal in situ (estágio 0)</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer de mama é <strong>considerado o mais inicial,</strong> não tendo capacidade de desenvolver metástases.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo “ductal” significa que o câncer teve início dentro dos ductos de leite, já “in situ” refere-se ao seu local original ou a estar situado dentro do ducto. O carcinoma ductal in situ é considerado não invasivo uma vez que não se espalha para fora do ducto lácteo, ou seja, não invade outros <strong>tecidos mamários</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Doença de Paget do mamilo &#8211; lesão in situ do mamilo</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer é uma forma rara de câncer de mama, na qual as <strong>células cancerígenas </strong>se acumulam dentro ou ao redor do mamilo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente afeta primeiro os <strong>ductos do mamilo</strong> e a <strong>aréola</strong>, o círculo mais escuro da pele que circunda o mamilo, e posteriormente se espalha para a superfície.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mamilo e a aréola normalmente ficam escamosos, avermelhados, com comichão e irritados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental saber reconhecer esses sintomas, uma vez que as pacientes que possuem a <strong>Doença de Paget</strong> podem estar com alguma lesão invasiva, câncer ductal in situ ou câncer invasivo, em outro lugar do seio. As alterações atípicas no mamilo e na aréola são frequentemente a primeira indicação da existência desta <strong>lesão</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Carcinomas invasivos</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os tipos mais comuns de câncer de mama invasivos, ou seja, que as células cancerígenas saíram do ducto ou l<strong>óbulo mamário,</strong> com capacidade de gerar <strong>metástases </strong>ou se espalhar pelo corpo estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Ductal invasivo: 76% dos casos;</li>
<li>Lobular invasivo: 8% dos casos;</li>
<li>Misto (ductal/lobular): 7% dos casos;</li>
<li>Mucinoso: 2,4% dos casos;</li>
<li>Tubular: 1,5% dos casos</li>
<li>Medular: 1,2% casos;</li>
<li>Papilar: apenas 1% dos casos.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais sobre os tipos mais frequentes de carcinomas invasivos:</p>



<h4 class="wp-block-heading">Carcinoma ductal invasivo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">O carcinoma ductal invasivo ou carcinoma ductal infiltrante é o tipo mais comum de câncer de mama na forma invasiva. Tendo origem nos dutos de leite, este tipo de câncer de mama espalha-se pelos tecidos mamários ao redor. Com o tempo, o câncer de mama do tipo carcinoma ductal invasivo também pode se espalhar para os<strong> linfonodos</strong> e até para outras áreas do corpo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Carcinoma lobular invasivo</h4>



<p class="wp-block-paragraph">Também conhecido como <strong>carcinoma lobular infiltrativo</strong>, é o segundo tipo mais comum de câncer, depois apenas do carcinoma ductal invasivo. Lobular significa que o câncer começou nos lóbulos produtores de leite e transferiu seu conteúdo nos dutos que transportam o leite para o mamilo. Com o tempo, um carcinoma lobular invasivo pode se espalhar para os <strong>gânglios linfáticos</strong> e possivelmente para outras áreas do corpo. Embora ele possa afetar mulheres de qualquer idade, é mais comum em mulheres com idade mais avançada.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Câncer de mama inflamatório</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer normalmente tem início com vermelhidão, inchaço e inflamação da mama, ao invés de nódulo. É uma forma rara e a mais agressiva de câncer, que se multiplica e espalha rapidamente. É essencial reconhecer os sintomas e procurar tratamento imediato.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental que tanto mulheres, como homens, ao identificar alguns dos sintomas descritos nestes diferentes tipos de câncer, procure um <strong>mastologista</strong> de sua confiança. Busque sempre também realizar os <strong>exames de rotina e rastreamento </strong>de acordo com as orientações médicas.</p>



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		<title>Adenectomia de mama: o que é e características</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 May 2022 18:15:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cirurgias redutoras de risco]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia mamária]]></category>
		<category><![CDATA[dificuldade cicatrização]]></category>
		<category><![CDATA[fatores de risco]]></category>
		<category><![CDATA[glândula mamária]]></category>
		<category><![CDATA[histórico familiar de câncer; exames]]></category>
		<category><![CDATA[mastectomia]]></category>
		<category><![CDATA[rastreamento]]></category>
		<category><![CDATA[tumor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A adenectomia de mama consiste na retirada total da glândula mamária, preservando-se a pele, aréola e mamilo. Entenda tudo sobre esta cirurgia aqui Há alguns anos, a procura por informações sobre a cirurgia de adenectomia de mama cresceu. O termo tornou-se popular na mídia após a atriz Angelina Jolie divulgar que realizou o procedimento. Mas você sabe o que é [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>A adenectomia de mama consiste na retirada total da glândula mamária, preservando-se a pele, aréola e mamilo. Entenda tudo sobre esta cirurgia aqui</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Há alguns anos, a procura por informações sobre a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cirurgia-para-cancer-de-mama-opcoes-de-tratamento-cirurgico/">cirurgia de<strong> adenectomia</strong></a><strong> de mama </strong>cresceu. O termo tornou-se popular na mídia após a atriz Angelina Jolie divulgar que realizou o procedimento. Mas <strong>você sabe o que é a adenectomia?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a <a href="https://www.who.int/pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Organização Mundial da Saúde (OMS)</u></a>, o <strong>câncer de mama</strong> é a forma mais comum de câncer no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento da doença envolve basicamente três tipos diferentes de <strong>cirurgias mamárias</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mastectomia</li><li>Adenectomia</li><li>Ressecção segmentar</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">A adenectomia ou adenomastectomia subcutânea, ou ainda, mastectomia subcutânea é uma mastectomia com ressecção de toda a glândula mamária, mas com preservação da pele ou mamilo e papila, seguida de reconstrução, geralmente com o uso de próteses definitivas ou expansores mamários retromusculares ou subcutâneas. Em alguns casos, pode-se usar retalhos miocutâneos associados para a reconstrução mamária, como são o músculo grande dorsal e músculo reto abdominal.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Para quem a adenectomia é indicada</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No caso em que houve diagnóstico de câncer, a realização da adenectomia requer que o <strong>tumo</strong>r seja pequeno e esteja localizado longe da pele, bem como da aréola e do mamilo. O procedimento é indicado também para pacientes com alto risco de desenvolvimento de câncer de mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os motivos para considerar esse tipo de cirurgia, podemos citar:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Mutações em genes BRCA BRCA1, BRCA2 e eventualmente em casos de TP53 e PALB2 detectados por meio de <strong>testes genéticos</strong></li><li><strong>Histórico familiar de câncer </strong>de mama em diversos familiares próximos</li><li><strong>Radioterapia </strong>na região torácica antes dos 30 anos</li><li>Câncer prévio em uma mama, principalmente em paciente com histórico familiar</li></ul>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/">Teste genético para câncer de mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Entenda como é realizada a adenectomia de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">É de fundamental importância esclarecer que a adenectomia não é indicada para todas as pacientes e que a conveniência da realização do procedimento deve ser amplamente discutida com o<strong> mastologista </strong>responsável pelo caso. Também é preciso ter em mente que qualquer tipo de procedimento cirúrgico implica em risco de complicações entre elas, rejeição da prótese decorrentes de infecção, sangramentos, necroses de retalhos remanescentes, <strong>dificuldade de cicatrização</strong>, sangramentos ou reação ao anestésico usado na cirurgia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adenectomia de mama é um procedimento delicado, uma vez que há a possibilidade de falta de irrigação sanguínea na pele e, principalmente, da papila. A preparação para a cirurgia necessita de jejum mínimo de 8 horas, sendo que comumente as pacientes ficam internadas por aproximadamente 24 horas para realização do procedimento. A anestesia geral com a utilização de bloqueios locais para dor após a cirurgia também costuma ser usada, assim como medicações analgésicas devem ser prescritas pelo médico após a alta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como em outros procedimentos é de suma importância comunicar ao mastologista a utilização de qualquer medicamento utilizado nos dias anteriores à cirurgia e também evitar a ingestão de álcool ou o uso de cigarros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Normalmente, as pacientes submetidas a adenectomia de mama precisam permanecer com drenos cirúrgicos por aproximadamente 7 dias. O tempo de repouso pós-cirúrgico é de cerca de 30 dias, sendo fundamental para boa recuperação, assim como a realização adequada da troca de curativos e limpeza da área afetada.</p>



<p id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/">Fatores de Risco para o Câncer de Mama</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Impactos do procedimento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A adenectomia da mama é uma das opções de prevenção ao câncer de mama, no entanto, não pode ser considerada como única. Outras possibilidades de redução de risco, tais como a quimioprofilaxia e o <strong>rastreamento</strong> com exames de imagem devem ser levados em consideração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos deixar de lado o entendimento da mama como um forte símbolo da feminilidade e os <strong>impactos psicológicos </strong>que a cirurgia pode acarretar para a paciente. Além disso, os riscos de perda de sensibilidade e complicações também devem ser avaliados. Por isso, a decisão de realização do procedimento deve ser tomada depois de ser amplamente conversada entre a paciente e familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as dúvidas devem ser dirimidas junto à equipe multiprofissional envolvida no caso, para oferecer todo o suporte psicológico necessário para a paciente. Caso você esteja preocupada com o risco de desenvolver <strong>câncer de mama</strong>, converse com seu médico a respeito. Com o auxílio dele, é possível fazer uma estimativa do risco levando em conta fatores como idade, fatores genéticos e histórico familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você tiver um risco aumentado, além de intensificar os <strong>exames de rastreamento</strong>, é importante incluir atividades físicas na rotina, controlar o peso corporal e evitar a ingestão de bebidas alcoólicas, assim como o uso do cigarro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cuide da sua qualidade de vida e saiba que o câncer de mama tem cura!</p>
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