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	<title>Arquivos recorrência do câncer - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos recorrência do câncer - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Recorrência do câncer de mama: quais os riscos e como evitar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2022 17:03:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[recidiva]]></category>
		<category><![CDATA[recorrência do câncer]]></category>
		<category><![CDATA[tratamento]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A recorrência do câncer de mama é preocupante para quem já foi diagnosticado uma vez. Vamos falar mais sobre como isso reforça a importância do cuidado! Combater e superar o câncer de mama não são tarefas fáceis e quem passa por essa situação merece mesmo se sentir vitoriosa e comemorar. No entanto, é preciso lembrar que essa luta não acaba [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>A recorrência do câncer de mama é preocupante para quem já foi diagnosticado uma vez. Vamos falar mais sobre como isso reforça a importância do cuidado!</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Combater e superar o câncer de mama <strong>não são tarefas fáceis</strong> e quem passa por essa situação <strong>merece mesmo se sentir vitoriosa</strong> e comemorar. No entanto, é preciso lembrar que essa luta<strong> não acaba por aí</strong> e o objetivo passa a ser outro, pois é preciso <strong>ficar de olho na recidiva</strong>, ou seja, o cuidado deve continuar e <strong>até ser redobrado</strong> para prevenir a recorrência do câncer de mama.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que causa a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Após uma cirurgia de retirada do câncer de mama</strong>, seja ela conservadora ou mais invasiva, é possível que <strong>células cancerígenas dormentes</strong>, não identificáveis a olho nu e nem nos exames, <strong>ainda permaneçam no local do tumor</strong>, ou tenham se alocado em outras partes do corpo, <strong>causando o retorno da doença</strong> posteriormente. Quando isso ocorre, recebe o nome de recidiva ou recorrência do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas pacientes, a recidiva pode ser na mama (recorrência local). Outras podem apresentar recidiva locorregional (nos linfonodos axilares) e há ainda aquelas que apresentam metástase a distância (em outros órgãos do corpo) – <em>você poderá ver mais sobre os tipos de recidiva mais adiante.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O risco da doença retornar depende, principalmente, das características do tumor anterior, que incluem: tamanho, número de linfonodos cancerígenos, grau histológico, perfil molecular, além de fatores como obesidade, menopausa, diagnóstico antes dos 40 anos e associações com mutações genéticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em situações em que há risco de recorrência, ou recidiva, costumam ser recomendados tratamentos <strong>como a radioterapia ou hormonioterapia</strong>, que exploramos com mais detalhes em outro artigo e que você pode <a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/">conferir aqui.</a> Em geral, eles são indicados para ajudar na eliminação dessas células e diminuir as chances de que a recidiva aconteça.</p>



<p id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/tipos-de-cancer-de-mama-conheca/">Tipos de câncer de mama: conheça os mais comuns e entenda suas características</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Em quanto tempo pode ocorrer a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A recorrência do câncer é <strong>muito variável</strong>. O que torna impossível estimar prazos. De acordo com <a href="https://academic.oup.com/jnci/article/114/3/391/6423212">o Journal of the National Cancer Institute</a>, por exemplo, há relatos de <strong>casos de recidiva com 39 anos</strong> após o diagnóstico primário. No entanto, o mesmo estudo ainda aponta, que nas mulheres diagnosticadas com câncer do tipo receptor de estrogênio positivo (ER) e receptor HER2 negativo, <strong>pelo menos metade</strong> das recorrências aconteceram em <strong>mais de cinco anos</strong>. O estudo considerou 36.924 mulheres diagnosticadas com câncer de mama entre 1 de janeiro de 1987 e 31 de dezembro de 2004.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Tipo de recorrência do câncer de mama</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos citar três tipos principais de recorrência do câncer:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Recorrência local</h3>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer que reaparece <strong>no mesmo seio ou na cicatriz da cirurgia</strong> é considerado como uma recidiva de <strong>recorrência local</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre seus sintomas estão <strong>a vermelhidão e o inchaço no local</strong>, o que merece ser analisado, pois esses sintomas podem ser causados pelo tratamento de radioterapia posterior a cirurgia, por exemplo, e <strong>confundir o diagnóstico de recidiva</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro ponto de atenção é <strong>se forem percebidos caroços</strong>. Após as cirurgias de mastectomia ou de reconstrução, esses caroços costumam aparecer e não são cancerígenos. Da mesma forma, seu médico pode acompanhá-los e se certificar para garantir de que <strong>não são sinais de recorrência</strong>.</p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Recorrência regional</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Quando o câncer é identificado em <strong>áreas próximas do primeiro câncer de mama</strong>, ele é considerado como câncer de <strong>recorrência regional</strong>. Ele pode ser identificado em áreas como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Linfonodos;</li>
<li>Axilas;</li>
<li>Na pele das mamas;</li>
<li>Parede torácica;</li>
<li>Clavícula.</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading">3. Recorrência de metástase</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Este tipo de câncer <strong>é considerado em estágio IV</strong>, um dos estágios avançados. Geralmente é o câncer que <strong>se originou na mama, mas que se instalou em partes mais distantes do corpo</strong>, principalmente nos ossos, cérebro, pulmões e fígado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como evitar a recorrência do câncer de mama?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Não existe uma maneira específica para evitar que o câncer de mama volte a aparecer</strong>. O melhor que pode ser feito é <strong>manter as mesmas medidas de prevenção</strong> do primeiro diagnóstico, pois também ajudam como prevenção de recidiva, além de contribuir com o seu bem bem-estar em geral, ou seja:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Mantenha as rotinas de exercícios físicos;</li>
<li>Continue realizando os exames de acompanhamento anual, semestral ou de acordo com a indicação do especialista;</li>
<li>Tenha uma alimentação balanceada;</li>
<li>Cuide também da saúde mental, fundamental para o equilíbrio da saúde em sua plenitude.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Veja também outros artigos do meu blog, nos quais dou algumas dicas sobre </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><em>saúde mental que falo em outro artigo</em></a><em>, e dicas sobre exercícios físicos como forma de prevenção.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, como <strong>cada caso de câncer tem suas próprias características</strong>, o mais importante é <strong>seguir as recomendações médicas e cumprir a rotina de tratamentos indicada</strong>. Rotina que pode acompanhar cirurgia ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembrando que <strong>alguns tratamentos são feitos antes, depois da cirurgia ou em ambos os períodos</strong>, como é o caso da radioterapia, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que difere uma recidiva de um segundo câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O câncer é categorizado <strong>de acordo com alguns subtipos</strong> e precisa sempre de uma análise para que o tratamento seja <strong>indicado corretamente</strong>. Levando isso em consideração, é preciso saber que <strong>é possível ocorrer o aparecimento de um segundo câncer</strong>, de um tipo diferente e originado em área diferente e que, por isso, não <strong>deve ser confundido com a recorrência ou recidiva. </strong>Ou seja, a presença de um tumor após o diagnóstico de um primeiro câncer não indica, necessariamente, que o câncer primário retornou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o American Cancer Society, <strong>apesar de ser um caso muito raro, o surgimento de um segundo câncer acontece</strong>. E <strong>só reforça as necessidades de cuidado e prevenção</strong>, já que o câncer não é um tipo de doença que podemos ganhar imunidade, como as transmitidas por vírus, por exemplo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Reposição hormonal tem ligação com a recorrência do câncer?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um último assunto para completar nosso artigo sobre a recorrência do câncer aborda uma pesquisa feita pelo Journal of National Cancer Institute, comentada em publicação da Oncoguia. Ela fala sobre a <strong>relação entre o tratamento de reposição hormonal e a recorrência do câncer de mama</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento de reposição hormonal visa <strong>amenizar os efeitos da menopausa</strong>, mas também recebem o alerta de muitos especialistas, principalmente, para mulheres que <strong>já foram diagnosticadas com câncer de mama</strong>. Porém, segundo a publicação, <strong>estudos mais recentes</strong> mostram que as chances de recorrência do câncer de mama não aumentam com uso de estrogênio tópico e via vaginal em baixas doses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do estrogênio vaginal de baixa dosagem, principalmente em pacientes que tomam inibidores de aromatase (Ais), a tomada de decisão sobre o uso deve ser compartilhada entre paciente, ginecologista/mastologista e oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Gostou do que aprendeu por aqui? Aproveite para </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/categorias/qualidade-de-vida/"><em>conferir mais artigos aqui!</em></a></p>
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