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	<title>Arquivos ressonância magnética - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos ressonância magnética - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Saiba mais sobre os desafios no diagnóstico de um câncer de mama lobular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma ductal]]></category>
		<category><![CDATA[carcinoma lobular invasivo]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico do câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[mamografia]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Embora o câncer de mama seja o mais comum entre as mulheres (excluindo o câncer de pele não melanoma, segundo oInstituto Nacional do Câncer), vale sempre ressaltar que nem todos os casos da doença são iguais. Assim, o chamado câncer de mama lobular é um exemplo de quadro que apresenta desafios diagnósticos específicos que o diferenciam de outras manifestações da [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Embora o <strong>câncer de mama seja o mais comum entre as mulheres</strong> (excluindo o câncer de pele não melanoma, segundo o<a href="https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/dados-e-numeros/incidencia" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Instituto Nacional do Câncer</u></a>), vale sempre ressaltar que <strong>nem todos os casos da doença são iguais.</strong> Assim, o chamado câncer de mama lobular é um exemplo de quadro que apresenta desafios diagnósticos específicos que o diferenciam de outras manifestações da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, a compreensão de suas características é fundamental para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento adequado, ampliando as chances de sucesso na recuperação.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as características de um câncer de mama lobular?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, ao <strong>contrário do carcinoma ductal (o tipo mais comum), o câncer de mama lobular (ou carcinoma, como é chamado pelos médicos) tem origem nos lóbulos mamários</strong>. Estas são as glândulas responsáveis pela produção do leite materno durante a lactação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A denominação &#8220;invasivo&#8221; aparece na classificação caracterizando o câncer de mama lobular que avança e se infiltra nos tecidos adjacentes à medida que a doença prolifera.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com dados de publicação do periódico <a href="https://www.frontiersin.org/journals/oncology/articles/10.3389/fonc.2020.591399/full" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Frontiers in Oncology</u></em></a>, os casos <strong>de carcinomas lobulares representam cerca de 15% de todos os casos de câncer de mama.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma particularidade importante dessa condição é que ela costuma afetar mulheres em idades mais avançadas em comparação ao carcinoma ductal. Desse modo, geralmente pacientes na pós-menopausa são as mais afetadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista fisiológico, <strong>a característica microscópica mais marcante desse tumor é o padrão de crescimento das células cancerígenas.</strong> Em vez de formar uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/nodulos-na-mama-o-que-podem-indicar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>massa compacta,</u></a> as células do carcinoma lobular tendem a se infiltrar no tecido de forma linear.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso ocorre devido à ausência de uma proteína chamada e-caderina. Sua função é justamente unir uma célula a outra, deixando o tecido coeso e íntegro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outras palavras, <strong>é menos comum que ele forme uma massa palpável ou um nódulo, sobretudo nos estágios iniciais.</strong> Com isso, o tumor pode crescer de maneira silenciosa, sem despertar sinais evidentes de alarme.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leia">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/carcinoma-oculto-da-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>As principais características de um carcinoma oculto da mama</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que faz o diagnóstico desse tipo de câncer mais complexo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">As <strong>características biológicas do carcinoma lobular invasivo acabam transformando seu diagnóstico em algo relativamente desafiador</strong>. O padrão de crescimento frequentemente faz com que ele passe despercebido em alguns dos métodos de detecção mais utilizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É o que acontece com a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mamografia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamografia</u></a>, na qual muitas vezes o crescimento difuso do tumor acaba sendo mascarado pelo tecido mamário, principalmente em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mama-densa-perigoso/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mamas mais densas.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ultrassonografia mamária, embora útil em diversos contextos, também tem suas limitações diante desse tipo de câncer. O tumor pode se apresentar por meio de alterações sutis que dificultam diferenciá-lo de lesões benignas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, tumores lobulares tendem a ser diagnosticados em tamanhos maiores do que os carcinomas ductais. Essa detecção tardia pode ter implicações importantes no planejamento do tratamento, já que tumores maiores podem exigir abordagens mais complexas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atraso no diagnóstico ainda pode dificultar a identificação de novos focos da doença ou de tumores contralaterais (na outra mama). Tais condições são ligeiramente mais comuns nos carcinomas lobulares invasivos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Qual o papel da ressonância magnética nesse processo?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Diante das limitações dos métodos convencionais, a <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>ressonância magnética </u></a>surge como uma ferramenta valiosa no diagnóstico e no estadiamento do carcinoma lobular invasivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De modo resumido, o exame utiliza ondas magnéticas e contraste à base de gadolínio para gerar imagens detalhadas que revelam modificações típicas de tumores malignos quando estão presentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão sobre o tema publicada no <a href="https://link.springer.com/article/10.1007/s10549-007-9528-5" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Breast Cancer Research and Treatment</u></em></a> apontou que a <strong>ressonância magnética tem sensibilidade superior a 93% para detectar carcinoma lobular invasivo.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a <strong>técnica detecta lesões adicionais em 32% dos casos no mesmo lado e em 7% no lado oposto, o que leva a modificações no plano cirúrgico em 28% das pacientes</strong>. Portanto, ela fornece informações adicionais importantes que não são obtidas pelos métodos convencionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse mesmo contexto, um artigo de 2021 do <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em><u>Journal of Breast Imaging</u></em></a> <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/"></a>ressalta que, além do diagnóstico, a ressonância pré-operatória descreve melhor a extensão do tumor nessas circunstâncias e pode impactar na decisão da abordagem cirúrgica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, é importante reconhecer que o uso da ressonância magnética também tem limitações. Acima de tudo, nem todas as <a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>lesões suspeitas identificadas </u></a><u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">s</a></u><a href="https://drabrendadelgado.com.br/lesoes-pre-cancerigenas-mama/"><u>ão efetivamente um câncer. </u></a>Além disso, o alto custo e a disponibilidade limitada eventualmente restringem seu uso como método de rastreamento amplo e rotineiro.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Quais as perspectivas de tratamento e prognóstico de um câncer de mama lobular?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>tratamento do carcinoma lobular invasivo segue os mesmos princípios gerais do tratamento do câncer de mama</strong>. Logo, ele envolve recursos como:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>cirurgia;</li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>radioterapia;</u></a></li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/efeitos-primeira-sessao-quimio/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>quimioterapia;</u></a></li>



<li><a href="https://drabrendadelgado.com.br/hormonioterapia-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>hormonioterapia.</u></a></li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo da extensão da doença e das características do tumor, pode-se optar por <a href="https://drabrendadelgado.com.br/masctectomia-quandanctomia/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>cirurgia conservadora (com retirada apenas do tumor e margens de segurança) ou uma mastectomia </u></a>(remoção total da mama).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia complementar após a cirurgia atua reduzindo o risco de recidiva local. Já a quimioterapia e a hormonioterapia são indicadas conforme características do tumor, como perfil <a href="https://drabrendadelgado.com.br/imuno-histoquimica-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>imuno-histopatológico</u></a>, presença de receptores hormonais e <a href="https://drabrendadelgado.com.br/terapia-alvo-cancer-de-mama-her2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>status do HER2.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Cabe mencionar que o carcinoma lobular invasivo tende a ser positivo para receptores hormonais (estrogênio e progesterona) com maior frequência do que ocorre no carcinoma ductal, o que torna a hormonioterapia uma opção terapêutica particularmente relevante nesses casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma, <strong>quando diagnosticado e tratado adequadamente, o carcinoma lobular invasivo apresenta taxas de sobrevida equivalentes às do carcinoma ductal </strong>em estágios similares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para reforçar isso, <a href="https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8139612/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um estudo de 2021 publicado na revista<em> The Breast</em></a> analisou um grupo de 17 mil mulheres ao longo de duas décadas. A sobrevida global das pacientes com carcinoma lobular foi comparável ou até melhor do que aquelas com carcinoma ductal em certos contextos (como nos primeiros anos após o diagnóstico).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, <strong>o primeiro tipo pode apresentar padrões diferentes de recorrência e metástase</strong>, o que reforça a necessidade de acompanhamento específico ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, a conscientização sobre as particularidades do câncer de mama lobular reforça a importância de consultas regulares com o <a href="https://drabrendadelgado.com.br/quando-procurar-mastologista/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mastologista</u></a>. As visitas periódicas permitem traçar um plano de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">rastreamento personalizado,</a> <strong>otimizando as chances de detecção precoce</strong> mesmo diante dos desafios diagnósticos desse cenário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de saber mais sobre os carcinomas lobulares,<a href="https://www.thebreastonline.com/article/S0960-9776(21)00420-3/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>confira agora detalhes dos carcinomas ductais.</u></a></p>
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		<title>BI-RADS: entenda como funciona essa classificação para exames de imagem da mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2023 11:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[BI-RADS]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama.]]></category>
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		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Entenda como o BI-RADS contribui para a padronização dos laudos de exames de imagens da mama e contribuir para um atendimento mais eficiente Com o acúmulo de conhecimento a respeito das diferentes manifestações do câncer de mama, foram desenvolvidos sistemas e métricas para orientar a prática clínica dos especialistas que lidam com essa doença no seu dia a dia. Exemplo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Entenda como o BI-RADS contribui para a padronização dos laudos de exames de imagens da mama e contribuir para um atendimento mais eficiente</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o acúmulo de conhecimento a respeito das diferentes manifestações do câncer de mama, foram desenvolvidos sistemas e métricas para orientar a prática clínica dos especialistas que lidam com essa doença no seu dia a dia. <strong>Exemplo disso é o sistema BI-RADS, utilizado na padronização de laudos de exames de imagem das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora extremamente relevante na avaliação profissional, que determinará a conduta a ser seguida, o BI-RADS gera muitas dúvidas entre as pacientes. Assim, vale conhecer melhor para que serve e o que indica cada grau dessa forma de classificação para, a partir disso, ter melhor compreensão sobre o trabalho do mastologista, que é quem deve ser responsável pela palavra final.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Afinal, o que é o BI-RADS?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>BI-RADS (acrónimo para </strong><em><strong>Breast Imaging Reporting and Data System</strong></em><strong> ou Sistema de Relatórios e Dados de Imagem da Mama em português) é um sistema utilizado para descrever os achados de exames de imagens da mama.</strong> Dessa forma, a classificação proposta pode aparecer em exames de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"><u>ressonância magnética</u></a>, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/">ultrassom ou mamografia.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Tal norma de classificação foi estabelecida pelo <em>American College of Radiology</em>. A entidade também é responsável por revisões e atualizações periódicas das escalas utilizadas. A primeira edição do sistema foi publicada em 1992 e introduzida no Brasil anos depois. Já a versão mais recente foi publicada em 2013, com a publicação da <a href="https://www.acr.org/Clinical-Resources/Reporting-and-Data-Systems/Bi-Rads" target="_blank" rel="noreferrer noopener">5ª edição do Atlas BI-RADS.</a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em linhas gerais, em um primeiro passo, o médico radiologista responsável pela elaboração do laudo de um exame de imagem da mama descreve os achados encontrados na avaliação. Em seguida, ele determina uma classificação a partir do sistema BI-RADS. Com isso, há uma garantia maior de que o conteúdo do <strong>documento elaborado estará padronizado</strong> e, assim, compreensível pelos demais profissionais responsáveis pelo acompanhamento da paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Saiba mais:<a href="https://drabrendadelgado.com.br/ressonancia-magnetica-mamas/"> O que é um fibroadenoma, quais os sintomas e que tipos de tratamento devem ser feitos?</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>E o que cada grau da escala do BI-RADS indica?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ao todo, a escala BI-RADS contempla 7 categorias, que vão do 0 ao 6.</strong> Vale reforçar que no caso de mais de um achado, eles são listados do menor para o maior, conforme a determinação da escala. Ou seja, para reportar vários achados é necessário seguir a sequência 0, 1, 2, 3, 4, 5 e 6.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além das escalas, o BI-RADS estabelece terminologias apropriadas para a descrição dos exames de imagem de acordo com o tipo de tecnologia utilizada</strong>. Assim, uma mamografia indica no laudo a densidade do tecido mamário, por exemplo. Isso permite avaliar que tipo de tecido predomina na mama. No mais, em mamas muito densas, pode ser difícil encontrar anormalidades por meio da mamografia, o que deve ser levado em conta pelo médico.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 0</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inconclusivo.</strong> Na prática, isso significa que o radiologista constatou alguma anormalidade, mas não de forma clara o suficiente. Assim, é possível que sejam necessários novos exames, com imagens mais específicas de determinado ponto do tecido da mama. Além disso, talvez seja necessário comparar o exame atual com versões antigas para avaliar a evolução da condição com o passar do tempo. que exige um exame adicional de imagem.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 1</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Negativo.</strong> Ou seja, indica que nada de suspeito foi encontrado na mama, incluindo nódulos, estruturas anormais ou <a href="https://drabrendadelgado.com.br/microcalcificacoes-na-mamografia/"><u>calcificações</u></a> suspeitas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 2</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Achado benigno não canceroso.</strong> Portanto, também indica um resultado negativo, mas determina a presença de formações benignas, como calcificações, linfonodos, fibroadenomas, entre outras. No mais, o radiologista utiliza essa escala para indicar alterações na mama decorrentes de outros procedimentos.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 3</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Achado provavelmente benigno.</strong> Desse modo, essa categoria aponta para achados com baixíssima chance de serem diagnosticados como um tumor, e com baixa possibilidade de mudança ao longo do tempo. Ainda assim, é sugerido que um acompanhamento mais próximo seja feito nos meses seguintes, principalmente para identificar de forma precoce eventuais alterações.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 4</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Achado que eventualmente demanda a realização de uma biópsia para avaliar o tecido.</strong> Aqui, o radiologista encontrou alguma formação que pode ser um câncer, mas em não é possível fazer tal afirmação de forma categórica. Essa categoria pode ser subdividida em 4A, 4B e 4C, em que cada letra indica a probabilidade maior ou menor de um câncer ter sido identificado pelo exame de imagem. Para ilustrar, um achado 4C tem maior chance de receber um diagnóstico para um tumor do que um 4A.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 5</h3>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Achado relevante e altamente suspeito, com exigência de biópsia</strong>. Aqui, as chances de um câncer ter sido identificado pelo radiologista são bem altas. A realização de uma biópsia e outras intervenções julgadas necessárias pelo médico responsável são altamente indicadas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><a></a>BI-RADS 6</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui, <strong>o radiologista reporta um câncer já conhecid</strong>o, previamente diagnosticado. Nesses casos, é provável que o exame tenha sido solicitado para avaliar como o tumor está respondendo ao <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cansaco-cancer-de-mama/?_ga=2.172221984.2043375873.1671210945-1333540459.1670851033&amp;_gl=1*12grwnd*_ga*MTMzMzU0MDQ1OS4xNjcwODUxMDMz*_ga_PQC87SDMSD*MTY3MTIxMDk0NS43LjEuMTY3MTIxMDk0NS4wLjAuMA.."><u>tratamento de quimioterapia ou hormonoterapia neoadjuvante (tratamento sistêmico antes da cirurgia).</u></a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Qual a importância do BI-RADS?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com efeito, <strong>o BI-RADS é um instrumento valioso para que os profissionais responsáveis por um caso se comuniquem com menos ruído.</strong> Ao ver um laudo com determinada escala, o mastologista terá maior certeza sobre o que o radiologista está apontando.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sem essa padronização, cada profissional adotaria suas opiniões e percepções, descrevendo de forma diferentes resultados que são muito similares. <strong>Não é difícil imaginar como isso gerava confusões e piorava o suporte prestado às pacientes.</strong> No fim, o BI-RADS é mais um instrumento para reforçar a precisão da conduta a ser adotada, com base nas melhores evidências disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por outro lado, o BI-RADS não deve ser utilizado como ferramenta de autodiagnóstico</strong>. As informações disponíveis em um laudo devem ser interpretadas pelo médico responsável. A partir disso, ele será capaz de fornecer todos os esclarecimentos e informações necessárias. <strong>Esse cuidado é essencial, posto que não é raro que pacientes que fazem a avaliação por contra própria fiquem excessivamente ansiosas ou sofram por antecipação.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Nesse contexto, entenda melhor </em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/o-que-faz-o-mastologista/"><em><u>a relevância da atuação do médico mastologista!</u></em></a></p>
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		<title>Ressonância magnética das mamas: como é este exame e quando é necessário fazer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2022 11:49:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Exames de imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Sintomas e diagnóstico]]></category>
		<category><![CDATA[câncer]]></category>
		<category><![CDATA[mamas]]></category>
		<category><![CDATA[ressonância magnética]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mais sensível que a ultrassonografia e a mamografia, a ressonância magnética das mamas pode ser um recurso importante no diagnóstico do câncer de mama A ressonância magnética das mamas costumam ser um exame com mais sensibilidade para identificar alterações que possam indicar a presença de um tumor. Dessa forma, seus resultados podem ir além daqueles oferecidos por alternativas com ultrassonografias [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Mais sensível que a ultrassonografia e a mamografia, a ressonância magnética das mamas pode ser um recurso importante no diagnóstico do câncer de mama</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ressonância magnética das mamas costumam ser um exame com mais sensibilidade para identificar alterações que possam indicar a presença de um tumor. Dessa forma<strong>, seus resultados podem ir além daqueles oferecidos por alternativas com ultrassonografias e tomografias.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com isso, vale entender melhor como funciona esse exame de imagem, o que seus resultados permitem avaliar, quais são as indicações para ele, além dos cuidados para a preparação prévia e eventuais obstáculos que impedem a adoção desse recurso.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como funciona um exame de ressonância magnética?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Um exame de ressonância magnética é um recurso que permite a captura de imagens em alta definição de órgãos e tecidos tanto em 2D quanto em 3D</strong>. É um exame não invasivo e indolor. Além disso, diferente da tomografia, o equipamento não emite radiação e o contraste (quando necessário) gera, na média, menos reações indesejadas no paciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para isso, a ressonância magnética usa um tubo, no qual circulam ondas de rádio e campos magnéticos, que na interação com os órgãos e tecidos conseguem formar as imagens desejadas para avaliação médica apropriada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ressonância magnética tem uma gama variada de aplicações na medicina atual. De qualquer forma, ela é utilizada para <strong>analisar suspeitas ou auxiliar na confirmação de diagnósticos de inúmeras condições</strong>, que vão de acidentes vasculares cerebrais em estágios iniciais até lesões nas articulações, passando, é claro, por neoplasias em diferentes partes do corpo, incluindo as mamas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, vale reforçar que, em geral, a ressonância não é utilizada como exame em uma rotina de rastreamento de casos de câncer. As razões para isso envolvem o alto custo desse recurso e a baixa especificidade em determinados contextos, fazendo com que nem sempre as lesões identificadas sejam efetivamente tumores.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Quais as indicações para ressonância magnética das mamas</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Apesar da maior sensibilidade em relação a alternativas como a ultrassonografia e a mamografia, o exame de ressonância das mamas tem indicações muito precisas.</strong> Por isso, ele é quase sempre empregado para determinar a extensão do tumor, a caracterização da natureza de determinados tecidos ou ainda no rastreio em pacientes com risco maior de desenvolver esse tipo de neoplasia. A partir disso, as <a href="https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/145-ressonancia-magnetica-das-mamas-quando-e-porque" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>condições que geralmente levam a solicitação desse tipo de exame de imagem são</u></a>:</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Estadiamento pré-operatório</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A ressonância magnética das mamas nesse contexto parece oferecer benefícios principalmente para avaliação de tumores em mamas muito densas ou na presença de um carcinoma lobular ou um carcinoma ductal in situ. Por outro lado, parece haver uma relação maior entre ressonâncias pré-operatórias e mastectomias desnecessárias, o que exige um cuidado nessa indicação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Rastreamento em pacientes de alto risco</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse grupo devem ser incluídas mulheres com risco acrescido de desenvolver câncer nas mamas superior a 20%. É o caso, por exemplo, de portadoras da mutação BRCA ou com fortes antecedentes hereditários, além de outras condições que possam predispor a uma chance maior da doença.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8211; Avaliação de outros exames de imagem</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Certas mamografias podem ser esclarecidas mediante indicação de ressonância magnética, embora isso deve ser restrito a um número pequeno de casos. Em determinados contextos, é mais produtivo solicitar uma nova mamografia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras condições pontuais para a utilização do recurso envolvem avaliação da efetividade de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/dicas-para-cuidar-da-saude-mental-durante-tratamento-de-cancer-de-mama/"><u>tratamentos </u></a>quimioterápicos neoadjuvantes, suspeita de problemas com prótese de <a href="https://drabrendadelgado.com.br/linfoma-anaplasico-de-celulas-grandes-e-silicone"><u>silicone</u></a> e acompanhamento do processo de cicatrização de cirurgias reconstrutivas da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Leia também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/como-e-feita-a-radioterapia-na-mama/">Como é feita a radioterapia na mama? Veja como funciona!</a></p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como é feita a avaliação dos resultados?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para facilitar o trabalho de médicos e demais profissionais de saúde envolvidos na condução e padronizar laudos de avaliação de exames de imagem existe um sistema de classificação chamado de BI-RADS (siglas em inglês para Sistema de Relatórios e Dados de Imagem da Mama).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O BI-RADS foi desenvolvido pelo <a href="https://www.acr.org/Clinical-Resources/Reporting-and-Data-Systems/Bi-Rads" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>American College of Radiology</u></a> e, em linhas gerais, fornece diretrizes para comunicar de forma sistemática os achados observados nas imagens coletadas, bem como o grau de certeza daquilo que foi encontrado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o laudo em mãos, <strong>o médico é capaz de orientar a melhor conduta, seja na indicação do tratamento, seja na necessidade de novos exames.</strong> A escala da classificação vai de 0 a 6. De forma resumida, cada grau da escala indica:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>BI-RADS 0:</strong> achado que exige um exame adicional de imagem;</li><li><strong>BI-RADS 1:</strong> negativo, sem nenhuma anormalidade visível;</li><li><strong>BI-RADS 2:</strong> formação benigna que não traz riscos;</li><li><strong>BI-RADS 3:</strong> achado provavelmente benigno;</li><li><strong>BI-RADS 4:</strong> resultado que exige a realização de uma biópsia para avaliar o tecido;</li><li><strong>BI-RADS 5:</strong> achado altamente suspeito, com exigência de biópsia;</li><li><strong>BI-RADS 6:</strong> câncer já conhecido, previamente diagnosticado.</li></ul>



<p class="wp-block-paragraph">Vale reforçar que a indicação do BI-RADS é uma informação técnica presente nos laudos, que devem ser interpretados pelo médico. Somente ele é capaz de esclarecer todos os pontos relativos ao quadro e apontar quais as perspectivas e possibilidades a partir do que foi encontrado nas imagens.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a>Como deve ser o preparo para esse exame?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Por mais que sejam não invasivos e indolores, os exames de ressonância magnética demandam alguns cuidados prévios. <strong>Eles normalmente são feitos em clínicas, laboratórios ou hospitais e exigem que a paciente fique posicionada em um túnel por um período que varia entre 30 e 60 minutos, com os seios encaixados nos orifícios da maca, conforme orientação do responsável pelo exame.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem sofre com claustrofobia ou tem desconforto diante de locais pequenos pode sofrer algum incômodo. Nesses casos, o médico pode prescrever um sedativo para reduzir a sensação desagradável. Outro aspecto que pode perturbar é o barulho das máquinas: nesses casos, tampões de ouvido podem ajudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, diante da necessidade de aplicação de contraste intravenoso, é necessário ficar em jejum nas horas anteriores ao exame. Por fim, é importante redobrar o cuidado com qualquer objeto metálico no corpo (como joias, por exemplo), para que isso não prejudique o funcionamento da máquina ou provoque lesões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora existam fortes evidências das vantagens da utilização adequada das diretrizes que prevejam a utilização da ressonância magnética nas mamas, essa não é a realidade no dia a dia, inclusive no Brasil.<strong> Estudos indicam que o </strong><a href="https://www.scielo.br/j/rb/a/ZDX7D7gV8zWDQ7PQrPVgPgR/?lang=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>recurso é menos aplicado do que deveria.</strong></u></a>Em um contexto no qual mais de <a href="https://www.inca.gov.br/estimativa/sintese-de-resultados-e-comentarios#:~:text=Para%20o%20Brasil%2C%20estimam%2Dse,mil%20mulheres%20(Tabela%201)." target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>66 mil mulheres por ano foram diagnosticadas com neoplasias mamárias no triênio 2020-22</u></a>, certamente há espaço para que muitos casos se beneficiem de abordagens que lancem mão do uso da ressonância magnética em algum estágio do acompanhamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Que tal saber mais sobre o</em><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-mama/"><em><u> câncer de mama conhecendo sobre 9 mitos e verdades sobre essa doença?</u></em></a></p>
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