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	<title>Arquivos síndrome de Li-Fraumeni - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos síndrome de Li-Fraumeni - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Mutação no gene TP53, síndrome de Li-Fraumeni e o risco de câncer de mama</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 12:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Genética]]></category>
		<category><![CDATA[câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce.]]></category>
		<category><![CDATA[gene TP53]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome de Li-Fraumeni]]></category>
		<category><![CDATA[teste genético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>*Mais de 50% de todos os tumores diagnosticados em humanos apresentam mutações somáticas no gene TP53, alterações que são adquiridas durante a formação do câncer. No entanto, apesar de raras, as mutações também podem ser hereditárias, que é o caso de aproximadamente 0,03% da população mundial, e causarem a síndrome de Li-Fraumeni, condição genética associada a uma maior incidência de [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">*Mais de 50% <strong>de todos os tumores diagnosticados em humanos</strong> apresentam mutações somáticas no gene TP53, alterações que são adquiridas durante a formação do câncer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, apesar de raras, as mutações também podem ser hereditárias, que é o caso de aproximadamente 0,03% da população mundial, e causarem a síndrome de Li-Fraumeni, condição genética associada a uma maior incidência de diversos tipos de tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, existe ainda uma exceção: a mutação fundadora p.R337H, presente em 1 a cada 375 pessoas da população do Sul e do Sudeste, elevando localmente o número de portadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em mulheres, a <strong>modificação desse gene está associada a um risco maior de desenvolvimento de câncer de mama</strong>, inclusive em jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, vale a pena compreender tudo o que se sabe sobre mutações no TP53 e o que pode ser feito diante dessa alteração.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Como mutações no gene TP53 aumentam o risco de câncer</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O gene TP53 é frequentemente chamado de &#8220;<strong>guardião do genoma</strong>&#8221; devido ao seu papel fundamental no reparo do material genético. Isso significa, em resumo, que sua <strong>função principal é o reparo do DNA.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o dano é irreparável, ele induz a autodestruição da célula (processo chamado de apoptose) para evitar mutações permanentes. As alterações deste gene ou mutações patogênicas são hereditárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um dos pais é portador de uma mutação no TP53, cada filho tem 50% de probabilidade de herdá-la. É importante ressaltar que <strong>nem todos os portadores necessariamente desenvolvem câncer</strong>, mas o risco é significativamente maior em comparação à população geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, a presença de uma variante patogênica (ou seja, de uma <a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>mutação</u></a>) no gene TP53 compromete o sistema de proteção descrito. Sem ele, as células danificadas continuam a se dividir descontroladamente, acumulando mais mutações e aumentando drasticamente o risco de se transformarem em uma lesão maligna.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa disfunção está na base do surgimento de um câncer em qualquer parte do corpo e explica por que mutações no TP53 são encontradas em mais da metade de todos os cânceres humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto específico do câncer de mama, <strong>mutações no TP53 estão associadas a </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-triplo-negativo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u><strong>tumores com tratamento mais difícil</strong></u></a><strong> e pior prognóstico, incluindo maior chance de recidivas e metástases</strong>.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> O que é a síndrome de Li-Fraumeni</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome de Li-Fraumeni é uma <strong>condição genética rara causada justamente por mutações no gene TP53</strong>. Foi descrita nos anos 60, após médicos observarem famílias com múltiplos casos de cânceres diversos em pessoas jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portadores apresentam risco vitalício extremamente alto e precoce para <strong>qualquer tipo de câncer </strong>(90% a 100% em mulheres e 70% a 75% em homens), incluindo sarcomas, tumores do SNC, carcinoma adrenocortical infantil, leucemias e outros malignos menos comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especificamente do câncer de mama, as chances são de 80% a 90%, com idade média entre 30 e 33 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As evidências sugerem que o Brasil tenha um maior número desse tipo de alteração que a média da população mundial, por conta da composição genética da população, <a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/article/PIIS2667-193X(22)00082-5/fulltext" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>como um estudo sobre o tema destaca.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da presença da mutação no gene TP53, os <strong>critérios para esse diagnóstico necessariamente incluem:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>o diagnóstico de um sarcoma (um tipo de câncer) antes dos 45 anos;</li>



<li>um parente de primeiro grau (pais, irmãos, filhos) com qualquer tipo de câncer antes dos 45 anos;</li>



<li>um parente de primeiro ou segundo grau (avós, tios, primos) com qualquer câncer antes dos 45 anos ou sarcoma em qualquer idade.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da síndrome de Li-Fraumeni, não é raro que vários casos de câncer se repitam na mesma família, inclusive em <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-jovens/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>pessoas muito jovens </u></a>(antes dos 30 anos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que nem toda mulher portadora de uma alteração no gene TP53 necessariamente apresenta a síndrome de Li-Fraumeni.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <strong>preenchimento de critérios clínicos específicos descritos acima é indispensável para o diagnóstico.</strong> Isso significa que indivíduos talvez carreguem a mutação sem manifestar a síndrome na sua apresentação &#8220;clássica&#8221;, mas ainda tendo o risco aumentado para determinados tipos de câncer.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><a></a> Estratégias para mitigar os riscos nessas circunstâncias</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como outras mutações, a alteração no gene TP53 pode ser identificada por meio do<a href="https://drabrendadelgado.com.br/teste-genetico-para-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> teste genético</u></a>. Ele costuma ser indicado sempre que há suspeita de uma variante patogênica. Portanto, é importante para investigar casos da síndrome de Li-Fraumeni na família ou diante de um diagnóstico de câncer em idade precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja como for, as evidências disponíveis indicam que uma mulher com tal mutação tem <a href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK1311/?report=reader" target="_blank" rel="noreferrer noopener">um risco de 50% de desenvolver um câncer de mama até os 40 anos e de 80% a 90% até os 70 anos</a>. Como referência, na população feminina como um todo, esse número é pouco maior que 10%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, essas pacientes devem ser orientadas sobre uma série de estratégias para prevenir e identificar de forma ágil qualquer suspeita. <strong>Para isso, pode ser necessário:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li>reforçar um estilo de vida saudável, que influencie nos <a href="https://drabrendadelgado.com.br/fatores-de-risco-para-o-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>fatores de risco modificáveis</u></a> da doença (não fumar, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/alcool-cancer-de-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>evitar o álcool</u></a>, controlar o peso etc.);</li>



<li>iniciar o<a href="https://drabrendadelgado.com.br/rastreamento-do-cancer-de-mama-quando-comecar/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> rastreamento de um câncer de mama</u></a> muito antes do que é indicado para outras mulheres. A ressonância magnética de mama anual costuma ser indicada a partir dos 20 anos (ou 5 anos antes do caso mais jovem da família);</li>



<li>considerar a necessidade de uma mastectomia profilática, que é uma decisão delicada e deve ser discutida cuidadosamente junto ao mastologista, levando em conta idade, histórico familiar, desejo reprodutivo e aspectos psicológicos;</li>



<li>realizar ressonância de corpo inteiro anual para flagrar tumores em outros órgãos;</li>



<li>evitar radioterapia;</li>



<li>em crianças, realizar ultrassom abdominal e avaliação neurológica periódica;</li>



<li>passar por um aconselhamento genético e planejamento familiar;</li>



<li>testar familiares de primeiro grau;</li>



<li>para casos de fertilização in vitro, fazer um diagnóstico genético pré-implantacional para evitar transmissão da mutação.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Além do câncer de mama, a mutação do gene TP53 e a síndrome de Li-Fraumeni aumentam a predisposição para outros tipos de câncer (como no cérebro, em tecidos moles, nos ossos, no pâncreas e no trato colorretal). Com isso, <strong>medidas personalizadas para reforçar tal acompanhamento também são pertinentes.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de ir embora, <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>saiba por que é recomendada a avaliação de risco para o câncer de mama a partir dos 25 anos.</u></a></p>
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