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	<title>Arquivos transgênero - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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	<description>Mastologista em São Paulo</description>
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	<title>Arquivos transgênero - Dra. Brenda Delgado | Mastologista</title>
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		<title>Câncer de mama em pessoas transexuais: quais as recomendações de rastreamento?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Dra. Brenda Fabiola Delgado Taboada]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Oct 2023 12:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[Doenças da mama]]></category>
		<category><![CDATA[cancer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[pessoas não-binárias]]></category>
		<category><![CDATA[prevenção]]></category>
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		<category><![CDATA[transgênero]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais. Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde. Em tal contexto, a prevenção do câncer de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>O câncer de mama em pessoas transexuais é um risco que não deve ser negligenciado. Por isso, informações sobre ações de rastreamento são fundamentais.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de sofrerem preconceito e discriminação em diferentes âmbitos de suas vidas, <strong>é comum que minorias sexuais tenham maior dificuldade para acessar serviços de cuidado com a saúde.</strong> Em tal contexto, <strong>a prevenção do câncer de mama em pessoas transexuais é mais um tópico que acaba negligenciado por uma série de fatores.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Exemplo disso são <strong>as diretrizes de rastreamento da doença orientadas pelos órgãos de saúde. </strong>Enquanto mulheres cisgênero (ou seja, que se identificam com o gênero e sexo biológico com o qual nasceram) têm informações mais claras sobre quando fazer exames de rastreamento, pessoas trans (e também as não-binárias) têm dificuldade em receber a orientação e a assistência adequadas. Sem isso, <strong>é muito mais difícil identificar e tratar um tumor ainda em estágio inicial, comprometendo o desfecho do quadro.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Qual o risco do câncer de mama em pessoas transexuais?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, a literatura sobre o risco de pessoas trans desenvolverem câncer de mama ainda é limitada. Ainda assim, <strong>alguns fatores podem ser ponderados para determinar o que pode influenciar na chance de desenvolvimento da doença entre pessoas desses grupos.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres trans (ou seja, cujo sexo biológico no momento do nascimento era masculino, mas passaram pelo processo de transição) podem receber hormônios para desenvolver atributos femininos. Em tal contexto, <strong>alguns estudos indicam que isso pode elevar o risco de um câncer de mama, sobretudo em comparação a homens cisgênero.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um<a href="https://www.bmj.com/content/365/bmj.l1652" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> <u>estudo holandês publicado em 2019 mostra que esse risco pode ser 46 vezes maior.</u></a> O número assusta, mas é preciso levar em conta que a chance de um homem desenvolver câncer de mama é baixíssima. <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/outubro/brasil-registrou-207-obitos-de-homens-por-cancer-de-mama-em-2020" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u>Casos entre pessoas do sexo masculino respondem por menos de 1% do total de diagnósticos.</u></a></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os homens trans (cujo sexo biológico no momento do nascimento era feminino, mas que passaram pelo processo de transição<strong>), é comum que além da utilização de hormônios para o desenvolvimento de características masculinas, sejam feitas cirurgias para a remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, esse tipo de procedimento não deve ser encarado como uma forma de eliminar totalmente o risco de desenvolver um câncer na região, já que nem sempre todo o tecido mamário é removido. Além disso, não se sabe ao certo como a exposição aos hormônios masculinos influencia no risco de ter a doença.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>E o risco de desenvolver um câncer de mama em pessoas não-binárias?</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Existem ainda menos informações sobre a chance de desenvolver câncer de mama entre pessoas não-binárias. Apesar disso, o cálculo do risco pode se guiar mais ou menos pelo que acontece com pessoas transgênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim, <strong>uma pessoa não-binária cujo sexo atribuído no momento do nascimento seja masculino, mas submetida a uma intervenção hormonal, pode ter uma chance maior</strong>. No sentido oposto, <strong>o risco pode cair em uma pessoa não-binária com sexo biológico feminino no momento do nascimento, mas que tenha passado por uma cirurgia de remoção das mamas.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="leiamais">Veja também: <a href="https://drabrendadelgado.com.br/avaliacao-risco-cancer-mama/">Nova orientação recomenda que avaliação de risco de câncer de mama seja feita aos 25 anos</a></p>



<h2 class="wp-block-heading">Existem orientações específicas para ações de rastreio?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ações de rastreamento envolvem a aplicação de exames periódicos em pacientes que não manifestaram sintoma de câncer de mama. <strong>Como exemplo, mulheres cisgênero podem ter a indicação de realizarem </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/qual-a-diferenca-entre-mamografia-e-ultrassom-das-mamas/"><u><strong>mamografias</strong></u></a><strong> e outros exames específicos a partir dos 40 anos. Essa idade pode ser menor se um </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/mutacao-palb2/"><u><strong>risco adicional de desenvolver a doença for identificado.</strong></u></a></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulheres trans e pessoas não-binárias com sexo masculino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Para pessoas transgênero, as orientações variam de acordo com a diretriz. Dessa forma, conforme as orientações do Colégio Norte-Americano de Radiologia (ACR), mulheres trans ou pessoas não-binárias cujo sexo atribuído no momento do nascimento tenha sido o masculino têm como recomendação os seguintes parâmetros:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento</strong> se o uso de hormônios for inferior a cinco anos e o risco estiver dentro da média;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> entre os 25 e os 30 anos se o uso de hormônios se estender por pelo menos cinco anos e houver risco acima da média identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento é usualmente indicado</strong> entre os 25 e 30 anos se houver uso de hormônios por mais de cinco anos e houver risco adicional identificado;</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser apropriado</strong> a partir dos 40 anos se o uso de hormônios se estender por cinco anos ou mais, desde que não haja risco adicional.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Como já destacado, essas orientações podem variar. Em alguns casos, pode ser indicado que a mulher trans simplesmente siga as diretrizes propostas para mulheres cis, por exemplo. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Homens trans e pessoas não-binárias com sexo feminino atribuído no nascimento</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Já para homens trans ou pessoas não-binárias atribuídas com o sexo feminino no momento do nascimento, as diretrizes indicam que:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Não há necessidade de rastreamento quando houver cirurgia completa de remoção da mama;</strong></li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser indicado a partir dos 40 anos,</strong> se não houver risco adicional identificado e se não tiver havido cirurgia de remoção da mama (ou se tiver sido parcial);</li>
</ul>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>O rastreamento pode ser antecipado para os 30 ou 25 anos</strong> nos casos em que não houve cirurgia completa de remoção das mamas e um risco acima da média foi identificado.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Como a discriminação e o preconceito podem atrapalhar o acesso ao cuidado adequado desses grupos?</h2>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Seja qual for a diretriz, pessoas de minorias sexuais devem procurar ajuda especializada sempre que alguma</strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/sintomas-cancer-mama/"><u><strong> alteração na região das mamas for notada. </strong></u></a>Dessa forma, o médico responsável pode aplicar os exames necessários para identificar a causa da mudança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Além disso, toda iniciativa de rastreamento deve considerar as barreiras entre pessoas desses grupos para o acesso aos serviços de saúde. </strong>Outro estudo,<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30674526/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><u> também publicado em 2019</u></a>, mostra como pessoas transgênero têm chances menores de receber orientação sobre o rastreamento de diferentes tipos de câncer, incluindo o de mama. De acordo com os dados, <strong>enquanto 65% das pacientes cisgênero passavam pelo rastreamento adequado, entre pacientes transgênero esse número era de apenas 33%.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, para adequar o cuidado com o câncer de mama em pessoas transexuais e de outras minorias de gênero<strong>, é fundamental que os serviços e profissionais de saúde estejam preparados para prover acolhimento sem estigmatizar e marginalizar tais populações. </strong>Dessa forma, é possível melhorar a experiência desses grupos durante o acompanhamento e reforçar outras medidas de prevenção essenciais para o cuidado com a saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Aproveite e veja agora se o </strong><a href="https://drabrendadelgado.com.br/autoexame-substitui-a-mamografia/"><u><strong>autoexame das mamas substitui a mamografia no rastreamento do câncer de mama.</strong></u></a></p>
<p>O post <a href="https://drabrendadelgado.com.br/cancer-mama-transexuais/">Câncer de mama em pessoas transexuais: quais as recomendações de rastreamento?</a> apareceu primeiro em <a href="https://drabrendadelgado.com.br">Dra. Brenda Delgado | Mastologista</a>.</p>
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